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Morador de rua poeta vai morar em apartamento com ajuda de alunos da USP

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Gilberto na noite de autógrafos do livro “Velha Calçada”. (Foto: Rafaela Putini/G1)

Gilberto Camporez lançou livro de poesias na última sexta-feira. Ele morava há 13 anos no Largo São Francisco.

Rafaela Putini, no G1

Quem quis um exemplar autografado do “Velha Calçada”, livro que conta as experiências de GIlberto Camporez nas calçadas do Centro, teve que ficar em uma fila que ultrapassava a porta de uma das salas da Faculdade de Direito da USP no lançamento que aconteceu na noite da última sexta-feira (16). O evento significou um recomeço para o autor, que no sábado (17) deixou as ruas e foi para um apartamento que será sua casa a partir de agora.

O dinheiro para o aluguel veio de uma arrecadação feita pelos alunos da USP para publicar o livro e tirar Gilberto das ruas. Todo o dinheiro conseguido com as vendas dos exemplares será usado para que o poeta mantenha a nova casa até encontrar um emprego. Com a repercurssão do lançamento e não tendo mais que dormir nas calçadas, Gilberto diz que já se sente reintegrado à sociedade e que se sente, sobretudo, feliz.


13 anos no Largo São Francisco

Em 2005, com 17 anos, Gilberto, saiu do interior de São Paulo e chegou às calçadas do Centro da capital paulista, que se tornaram sua moradia na maior parte do tempo até hoje. Nas mesmas calçadas, durante uma festa universitária em 2015, ele conheceu alguns alunos da Faculdade de Direito da USP, que descobriram suas poesias e o convidaram para um recital que acontecia naquele momento.

Sem ensaiar, e com medo de vaias, Gilberto declamou os versos para um grupo grande de estudantes. “Eu estava todo sujo, de chinelo e pensei: logo eu, recitar uma poesia em um lugar tão bacana”, contou Gilberto, agora com 29 anos. Quando terminou de citar o último verso começaram os aplausos e os elogios. Ali se iniciava o projeto dos jovens com o poeta para publicar uma coletânea.

Desde esse dia, 20 jovens começaram a arrecadar dinheiro para a publicação, que foi editada por eles e que foi lançada em um auditório da USP São Francisco. No lançamento, alunos, pais e professores fizeram fila para conseguir um autógrafo e dar um abraço em Gilberto. No dia seguinte, o autor pegou a chave do novo apartamento.

Gilberto com o livro “Velha Calçada”, que conta sua história vivendo nas ruas. (Foto: Celso Tavares/G1)

Recomeços

A vinda para São Paulo foi uma busca por outras realidades, depois de ter problemas com drogas e de viver a infância e a adolescência em um ambiente familiar de brigas. Gilberto foi diretamente para as ruas, de onde conseguiu sair por alguns períodos. Teve empregos, de faxineiro e ajudante de cozinha, por exemplo. Em um deles chegou a ganhar um salário de mais de R$ 4 mil.

Nesse intervalo de tempo se reabilitou, teve casa, esposa e um filho, que hoje mora com a avó paterna. Depois de uma separação conturbada, há quatro anos, tinha voltado a viver nas ruas da Sé.

Começou a escrever para ajudar a lidar com as recaídas e com a depressão. Ele conta que foi preso injustamente duas vezes e teve seus pertences, entre eles cadernos com todas as suas criações, confiscados mais de uma vez. São materiais que ele nunca recuperou.

Publicar o livro, para o escritor, foi sinônimo de recomeço. Agora, tendo onde morar, ele espera conseguir um emprego, que ele conta que não conseguia pelo preconceito. Para o futuro, sonha em publicar mais livros, entre eles uma biografia, que quer que um dia vire filme.

Antônio, ao lado de Gilberto, é aluno de economia da USP e foi responsável pela publicação de 500 exemplares do livro “Velha Calçada”. (Foto: Celso Tavares/G1)

Alunos da USP

Nos últimos meses, Antônio Cesar, de 21 anos, comandou um grupo de 20 voluntários responsáveis por viabilizar a publicação do livro “Velha Calçada”. Na época que conheceu Gilberto, o jovem estudava no cursinho popular da universidade. Hoje, ele estuda economia.

Antônio andava com uma pasta de documentos, com planilhas de orçamento, arrecadação, custos e planejamento, tanto para o lançamento quanto para o processo de aluguel de um apartamento. Na outra, com a sacola de livros e camisetas que estavam à venda no evento. No sábado ele foi com o escritor ao novo apartamento para marcar o novo começo fora das ruas.

O estudante comprou os primeiros pacotes de trufas que Gilberto vendeu para começar a juntar o dinheiro necessário para imprimir os livros. “Eu vi ele recitando as poesias, posso dizer que até me apaixonei por algumas, e vi que era um trabalho que podia dar certo”, lembrou o jovem.

Gilberto fez questão de escrever no livro uma dedicatória para cada aluno que participou do processo. Sobre Antônio, redigiu que palavras são minúsculas se comparadas ao que tem por dentro para oferecer. O estudante reforça: “ele vai poder contar com a gente sempre”.

Velha Calçada (Gilberto Camporez)

“Velha calçada,

Aqui me despeço depois de muito tempo.

Confesso que vou sentir saudades,

Pois foi você quem mais presenciou momentos ruins em minha vida.

Lembra aquele dia em que eu não tinha onde dormir?

Pois você deu um jeito e dormimos juntos.

E aquele dia em que eu desmaiei por sentir fome?

Então você me segurou e esperou até que a emergência chegasse.

E depois que sai do hospital, você ainda me esperava.

Obrigado, velha calçada!”

* Com supervisão de Paulo Guilherme

“Animais Fantásticos”: Produtor explica escolha de Jude Law para papel de Dumbledore

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Texto de Hugo Gloss

Nesta semana, a Warner Bros liberou a primeira imagem do elenco de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, que trouxe, finalmente, Jude Law caracterizado como o jovem Dumbledore, o que deixou muitos fãs divididos sobre essa reimaginação de um personagem tão amado nos filmes “Harry Potter”.

Em entrevista à Entertainment Weekly, o produtor David Heyman falou sobre a escolha do ator para viver o poderoso bruxo e contou o que podemos esperar desse “jovem Dumbledore”, que se juntará a Newt Scamander (Eddie Redmayne) para ajudá-lo a caçar o bruxo das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp).

Jude Law será Dumbledore em “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” (Foto: Warner Bros Pictures).

Jude Law será Dumbledore em “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” (Foto: Warner Bros Pictures).

Uma das razões pelas quais escolhemos Jude é que ele tem muitas das qualidades que encontramos em Dumbeldore nos filmes de Harry Potter. Ele tem autoridade, um brilho nos olhos e, às vezes, é um pouco elíptico. Mas também tem uma energia jovem e júbilo. Então, ele traz esse brilho, travessura, autoridade e poder, mas ao mesmo tempo traz muito vigor para o filme. Você entende por que ele seria seu professor favorito e alguém que você acreditaria ser um bruxo extraordinário“, explicou.

Elenco de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” (Foto: Warner Bros Pictures).

Elenco de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” (Foto: Warner Bros Pictures).

A sequência também teve sua sinopse oficial divulgada:

“No final do primeiro filme, o poderoso Bruxo das Trevas Gerardo Grindelwald (Johnny Depp) foi capturado pela MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América) com a ajuda de Newt Scamander (Eddie Redmayne). Mas, cumprindo sua ameaça, Grindelwald escapou da custódia e começou a reunir seguidores, a maioria deles sem suspeitar de seu verdadeiro objetivo: elevar bruxos de sangue puro para dominar todos os seres não-mágicos. Em um esforço para frustrar os planos de Grindelwald, Alvo Dumbledore (Law) recruta seu ex-aluno Newt Scamander, que concorda em ajudar, desconhecendo os perigos que estão por vir. As linhas são desenhadas à medida que o amor e a lealdade são testados, mesmo entre os amigos e familiares mais verdadeiros, em um mundo bruxo cada vez mais dividido.

“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” tem estreia marcada para 15 de novembro de 2018.

Sem-teto de 52 anos é aceito na Universidade de Cambridge

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Mendigo britânico se reinventa graças ao amor pela literatura

Mendigo britânico se reinventa graças ao amor pela literatura

Geoff Edwards vendia jornais na rua. Ele cursará literatura inglesa.

Publicado no G1

Um britânico, de 52 anos, que morou na rua vendendo jornais foi aceito na prestigiada universidade britânica de Cambridge, de acordo com o “The Guardian”. Ele cursará licenciatura em literatura inglesa.

Foram os livros que ajudaram Geoff Edwards a superar épocas difíceis: quando teve de fazer trabalhos pontuais no setor agrícola, ficou desempregado, teve depressão e ficou sem lar.

Agora, esse hobby o levou a uma das melhores universidades do mundo. “Não posso dizer que isto seja o que sempre sonhei porque, na realidade, nem sequer pensava em estudar”, disse ao jornal britânico.

Edwards acrescentou que, depois de ter vivido nas ruas da cidade de Cambridge “durante um tempo”, é um privilégio passar finalmente pelas portas da universidade.

Passado

O pai dele trabalhava como carteiro enquanto sua mãe era funcionária de um um escritório. Na casa de sua família, sempre havia livros.

O homem reconheceu que contava com poucas perspectivas de trabalhar em Liverpool, por isso abandonou a cidade, sem planos de estudar. Quando chegou a Cambridge, começou vivendo em edifícios ocupados ou nas ruas. Ele recolhia livros nas bibliotecas e nas tendas de caridade como forma de fugir de sua realidade.

“Não conhecia ninguém que tivesse ido à universidade”, disse Edwards, que costumava acampar perto de seus empregos temporários.

Com ajuda de algumas organizações, começou a vender exemplares do “Big Issue”, um jornal estruturado por pessoas sem lar, para conseguir se reincorporar ao mercado de trabalho e à sociedade.

Universidade de Cambridge (Foto: Loic Vennin/AFP/Arquivo)

Universidade de Cambridge (Foto: Loic Vennin/AFP/Arquivo)

Nova Fronteira Lança dois volumes de obra póstuma de Ariano Suassuna

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© Agência Brasil

© Agência Brasil

 

Os dois volumes concluídos, ‘O Jumento Sedutor’ e ‘O Palhaço Tetrafônico’, se dividem em quatro capítulos estruturados em cartas

Publicado no Notícias ao minuto

A criação de uma síntese de sua obra e de seu pensamento sobre a cultura brasileira perseguiu o escritor Ariano Suassuna (1927-2014) ao longo de 33 anos. Perto de morrer, em 2014, ele concluiu os dois primeiros volumes dos sete previstos para a série “A Ilumiara”, nome inspirado nos anfiteatros de ancestrais.

O fascínio pela arte rupestre, vista como um painel do poder criativo dos brasileiros, se estende às ilustrações do “Romance de Dom Pantero no Palco dos Pecadores”, a esperada autobiografia de Suassuna, agora lançada pela editora Nova Fronteira.

Os dois volumes concluídos, “O Jumento Sedutor” e “O Palhaço Tetrafônico”, se dividem em quatro capítulos estruturados em cartas “aos nobres Cavaleiros e belas Damas da Pedra do Reino”, dedicadas aos povos formadores do Brasil, numa reverência a índios, negros, portugueses, árabes, judeus, ciganos, japoneses, alemães, entre outros.

Suassuna define as narrativas como “Cartas, Depoimentos-Entrevistosos e Diálogos-de-Narrativa-Espetaculosa”, abordando episódios biográficos e ideias sobre cultura popular e erudita. Com heterônimos, o dramaturgo contraria a autobiografia tradicional e assimila vários gêneros literários, compondo relatos intertextuais e polifônicos raros na memorialística brasileira.

“Ele consegue unir, numa única narrativa, todas as formas literárias possíveis e imagináveis, todas as maneiras de se narrar algo: romance, poesia (os versos são transcritos como se fossem prosa), teatro, ensaio, autobiografia, entrevista, cartas, artigos de jornal e assim por diante”, avalia o professor e ensaísta Carlos Newton Júnior, prefaciador da “Ilumiara”.

“Talvez seja este o romance mais pós-moderno de nossa literatura, e isso realizado por um escritor considerado ‘arcaico'”, acrescenta o especialista na obra do fundador do Movimento Armorial, seu amigo e ex-professor de Estética, que lhe confiou a missão de digitar os originais, no Recife.

O líder político paraibano João Suassuna (1886-1930), assassinado no início da Revolução de 1930, é uma presença expressiva na narrativa do filho. Este costumava relacionar o impulso literário ao trauma da morte violenta do pai.

“(“¦) A ‘Ilumiara’ é uma espécie de Orestíada, narrada, não por Ésquilo, mas sim por aquele que, na trama, seria um outro Orestes ou um novo Hamlet (ambos filhos de Pai assassinado, de um Rei assassinado). Mas este ‘Hamlet’ acertaria a vencer sua dor no Palco e na Estrada, por meio das Armas que Deus lhe concedeu -‘o galope do Sonho’, do Rei, e ‘o Riso a cavalo’, do Palhaço”, diz o heterônimo Antero Savedra.

A carpintaria de “Dom Pantero” ficou ainda mais complexa por envolver a concepção de uma tipografia própria e de numerosas ilustrações de Ariano Suassuna.Suassuna era um pesquisador de figuras da arte rupestre. Um filho do escritor, o artista plástico Manuel Dantas Suassuna, organizou os vídeos mencionados no romance, que podem ser vistos por meio de QR Code.

O artista gráfico Ricardo Gouveia de Melo, designer do livro, desenvolveu para Suassuna uma tipografia específica, não mais baseada no alfabeto armorial dos anos 1970.

“Ele fez desenhos à mão com traços mais sinuosos, com uma aparência diferente daquela rigidez do ferro (de marcar o boi). Ele já estava pensando nesse romance e numa tipografia como se fosse inscrita na pedra”, lembra Ricardo, também feito personagem da “Ilumiara”.

Em dezembro de 2013, em entrevista ao repórter Fabio Victor, na Folha de S.Paulo, Suassuna apresentou o heterônimo por trás da máscara de Dom Pantero: “O negócio ficou mais complexo, porque Antero Savedra desdobrou-se. Fiz de Antero Savedra um alter ego mais próximo de mim”.

Portando nomes reais ou acrescidos de sobrenomes ficcionais, amigos surgem em epígrafes e são incorporados pelo escritor como personagens dos diálogos sobre a cultura brasileira e seu projeto literário. As atrizes Inez Viana e Marieta Severo, os diretores Aderbal Freire-Filho e Luiz Fernando Carvalho, os poetas José Laurenio de Melo e Adélia Prado se situam entre esses interlocutores de Dom Pantero na “Autobiografia Musical, Dançarina, Poética, Teatral e Vídeo-CinematoGráfica”.

Transformada em personagem, a arqueóloga Niède Guidon diz que Suassuna se interessava por seu trabalho de preservação e pesquisa no Parque Nacional Serra da Capivara.

“Ariano era uma pessoa extremamente culta, tinha um interesse universal por todas as coisas que dizem respeito à cultura humana.”

Em 1982, cativada pelo “Romance d’A Pedra do Reino” (1971), a fotógrafa Maureen Bisilliat pediu ao escritor uma pequena apresentação para o livro “Sertões – Luz & Trevas”. Ele aceitou a encomenda, mas subverteu o prefácio e criou em uma centena de páginas a história “Maurina e a Lanterna Mágica”, protagonizada pela artista. “Ou publica tudo, ou nada”, exigiu o dramaturgo.

Por falta de espaço, o relato permaneceu inédito. A série fotográfica de Maureen terminou dedicada ao paraibano, “terceira ponta do triângulo literário, místico, telúrico, mítico, sertanejo -Euclides, Guimarães, Suassuna”.

Ela se comove ao saber da presença no novo livro. “Ele foi um dos grandes. Tive a sorte de visitar o Guimarães Rosa e de conhecer um pouco mais o Suassuna. É muito difícil ter a sabedoria, a espontaneidade e o humor dele”, diz Maureen, que quer conversar com os herdeiros sobre a publicação do inédito.

O cineasta paraibano Vladimir Carvalho aparece nas memórias durante a gravação de “Ariano Suassuna em Aula Espetáculo” (1997), pioneiro registro audiovisual da popular faceta de conferencista.

Três meses antes da morte do conterrâneo, Vladimir o entrevistou para o documentário “Cícero Dias, o Compadre de Picasso” (2016). “Ele me mostrou a parte do visual do livro, num entusiasmo de criança, e leu uns trechos pra mim”, relembra o diretor.

O personagem Gilberto Francis parece mesclar o sociólogo Gilberto Freyre e o jornalista Paulo Francis, que divergiram de Suassuna. Um trecho autoirônico parodia uma reprimenda desse crítico imaginário ao dramaturgo: “O referido Antero Schabino conseguiu a façanha de, juntando-se a Rubem Braga, Miguel Arraes e Oscar Niemeyer, entrar no privilegiado grupo dos maiores chatos do Brasil”.

Suassuna “aproveita para responder, com muito bom humor, a críticas que recebeu ao longo do tempo, algo que já havia feito, de forma mais velada, na ‘Farsa da Boa Preguiça’, através do personagem Joaquim Simão”, diz Carlos Newton.

Os mestres de Ariano, onipresentes em suas aulas e entrevistas, voltam a aparecer nas citações de “A Divina Comédia” (Dante), “Dom Quixote” (Cervantes), “Os Sertões” (Euclides da Cunha), “Eu” (Augusto dos Anjos), “Triste Fim de Policarpo Quaresma” (Lima Barreto), “Scaramouche” (Rafael Sabatini) -e, sem surpresa, Homero, Shakespeare e Machado de Assis.

A Nova Fronteira lançará quase 20 livros de Ariano Suassuna nos próximos anos, conjunto que envolve teatro, romance, poesia e ensaio, e inéditos como a peça “As Conchambranças de Quaderna” (1987), encenada, mas nunca publicada.

“Auto da Compadecida” (1955), próximo lançamento, terá ilustrações de Manuel Dantas. “Ele queria dar uma unidade estética à obra, como se fosse uma coleção”, afirma o filho, que deve organizar em Pernambuco, neste ano, uma exposição com gravuras e manuscritos do pai. Com informações da Folhapress.

Com ajuda de professora, adolescente com Down publica livro em Florianópolis

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Luiz conta histórias com ajuda da professora (Foto: Ed Soul/NSC TV)

Luiz conta histórias com ajuda da professora (Foto: Ed Soul/NSC TV)

 

‘Ele ia me contando na oralidade e eu ia rascunhando. O livro é a identidade dele’, diz Sozi Vogel.

Publicado no G1

Um estudante com síndrome de Down de uma escola pública publicou um livro em Florianópolis. No “Meu livro de contos”, Luiz Fernando Barros Fernandes, de 13 anos, conta suas histórias com a ajuda da professora.

“Ele ia me contando na oralidade e eu ia rascunhando. Depois eu corrigia conjugação verbal, essas coisas. Fazia a correçãozinha e ele passava a limpo”, detalha a professora de educação especial Sozi Vogel.

No sétimo ano da escola estadual Irineu Bornhausen, Luiz expressa na obra desenhos e histórias. O livro tem 32 páginas e foi publicado por uma editora independente.

“O objetivo é incentivar outras crianças especiais, outros professores a descobrirem qual é a capacidade e habilidade daquela criança”, disse a professora.

A convivência com a professora de educação especial melhorou o desempenho do garoto em aula e até em casa.

“Ele mudou, se tornou uma criança responsável, ele está maduro, um homem”, afirmou Leuza Barros, mãe de Luiz.

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