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Do Paquistão ao Brasil: Como Malala Yousafzai quer garantir acesso à educação de qualidade para meninas

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MIGUEL SCHINCARIOL via Getty Images
Malala Yousafzai: A jovem baleada pelo Talibã que hoje é sinônimo de luta pela educação de meninas no mundo.

Ativista paquistanesa, que também é a mais jovem vencedora do Prêmio Nobel da Paz, veio ao Brasil para falar sobre empoderamento: “Meu pai foi um homem que quebrou barreiras por me deixar estudar.”

Andrea Martinelli, no HuffpostBrasil

Uma menina com uma caneta na mão está imbuída do poder de mudar o mundo. Por meio da leitura e da escrita, ela pode contar a própria história e elevar sua voz. Mas não é tão simples quanto parece. Só no Brasil, cerca de 1,5 milhão de meninas não têm acesso à educação básica — e, assim, não podem falar por si mesmas. “O empoderamento feminino vem da educação, tem a ver com emancipação”, afirmou a ativista paquistanesa Malala Yousafzai, de 20 anos, na tarde desta segunda-feira (9), em palestra que marca sua primeira visita ao Brasil.

O evento, direcionado a estudantes de escolas públicas de todo o Brasil e a organizações que trabalham com educação, lotou o Auditório Ibirapuera, que comporta cerca de 800 pessoas. Em sua fala de abertura, Malala agradeceu a hospitalidade brasileira, e trouxe dados que justificaram sua visita ao País, e que expõem uma realidade vivida por meninas em todo o mundo — e que ela luta para mudar.

“Recebi muitas cartas de apoio e mensagens do Brasil, pedindo que eu um dia viesse aqui. Este país tem uma grande energia que emana dos jovens, e minha esperança é encontrarmos maneiras de todas as meninas daqui terem acesso à educação, sobretudo de comunidades afrodescendentes e indígenas”, afirmou.

“Existem 1,5 milhão de meninas sem acesso à escola no Brasil. Quero encontrar meios para mudar isso”, disse. E continua: “Trabalhando junto com os defensores da educação, com a intenção de devolver às pessoas a esperança de se sentirem seguras, de que vão receber um ensino de alta qualidade”.

MIGUEL SCHINCARIOL via Getty Images
Malala em palestra no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. Em poucos dias, a ativista lançará projetos do Fundo Malala no Brasil.

Além dos dados alarmantes, outra razão que trouxe Malala ao Brasil foi a força das organizações locais para alcançar melhorias na educação, para além de políticas públicas. Além de demonstrar interesse em promover educação entre as comunidades menos favorecidas, ela anunciou que nos próximos dias serão divulgados projetos do Fundo Malala no Brasil.

Quando tinha 15 anos, Malala foi atingida por um tiro quando voltava da escola. Era um ataque promovido pelos talibãs, no Vale do Swat, localizado no Paquistão. O motivo? Manifestar-se publicamente contra a proibição da educação para as mulheres em seu país. Hoje, ela, além de sobrevivente, é a mulher mais jovem a receber um Prêmio Nobel da Paz.

Muito mais do que saber ler e escrever, para Malala a educação é uma ferramenta poderosa de transformação do mundo — que alguns ainda enxergam como ameaça. “Eu também fui privada de educação quando o Talibã proibiu meninas de estudarem. Fui um alvo porque eles entenderam que o empoderamento feminino vinha da educação, que tem a ver com emancipação”, disse. “Trata-se não só de aumentar o conhecimento das mulheres, mas também crescer economias, fortalecer democracias e dar estabilidade aos países. A educação é o melhor investimento sustentável a longo prazo”.

Ela compartilhou uma situação em que uma colega da escola chegou atrasada para aula. A garota tinha de esperar os pais saírem de casa e, assim, sair para estudar escondida. “O papel dos pais e das mães é fundamental no empoderamento feminino”, disse. “É importante que as mulheres se expressem. As mulheres têm que quebrar essas barreiras”, completou.

A paquistanesa lembrou que, quando era uma aluna em seu país, outras colegas de sua classe também defendiam a educação feminina assim como ela, mas em segredo. “A diferença é que os meus pais nunca me impediram de falar o que eu pensava”.

Para compor a mesa de debate mediada pela jornalista Adriana Carranca, autora de diversas reportagens que se transformaram em livros sobre o Talibã, além do infantojuvenil Malala – A menina que queria ir para a escola, estavam Tábata Amaral, de 24 anos, nascida na periferia de São Paulo, que estuda astrofísica em Harvard; Conceição Evaristo, de 71 anos, doutora em literatura comparada e vencedora do Prêmio Jabuti; Ana Lúcia Vilela, de 45 anos, do Instituto Alana e Dagmar Rivieri Garroux, de 64 anos, da ONG Casa do Zezinho.

E a emoção não foi pouca. Com o auditório lotado, o microfone também foi dado a ativistas e estudantes que estavam na plateia. Assim que as participantes falaram sobre importância da leitura, a adolescente mineira Livia Reis levantou e contou que criou um projeto para alfabetizar os mais velhos, já que vive em uma comunidade em que 66% das pessoas não sabem ler ou escrever. Em outro momento, MC Soffia, de 14 anos, pegou o microfone, falou sobre o poder de enaltecer a própria beleza (em especial, a das mulheres negras) e fechou seu discurso afirmando que “a maior arma contra o racismo é o conhecimento”.

Em seguida, jovens que também estavam na plateia puderam fazer perguntas a Malala. De formas distintas, todos queriam saber: como não desistir do ativismo diante de um cenário cruel? Como ela, Malala, encontra forças para não sucumbir à raiva e continuar a lutar pela educação? Como os jovens brasileiros podem fazer para ampliar sua luta?

Ela respondeu:

“[Naquela época] Havia muitas meninas da minha turma que queriam levantar suas vozes pela educação. Eu não tinha nada de especial nem era mais inteligente do que qualquer garota do Vale do Swat. Mas a minha diferença é que meu pai não me impediu de continuar. Muitas vezes a primeira luta é essa: contra nós mesmos. Meu pai foi um homem que quebrou barreiras por me deixar estudar”, disse.

“Meninas da Nigéria estão enfrentando o extremo perigo de serem raptadas, enquanto garotas de Paquistão, Índia e América Latina são forçadas a se casar muito cedo ou são vítimas de abusos sexuais. Elas continuam a lutar e não perdem a esperança. Se elas não perdem a esperança, porque deveríamos nós?”, afirmou, sob aplausos.

Para Malala, foi em 9 de outubro de 2012 que tudo mudou. De dentro de um ônibus escolar, ao lado de outras meninas, ela voltava para casa depois de um dia letivo e foi alvo de um ataque a tiros por membros do Talibã. À época a jovem morava no Vale do Swat, uma região no norte do Paquistão, e defendia publicamente, em um blog, o direito à educação para meninas em seu país — pensamento este que os talibãs não compartilham.

Malala foi atingida na cabeça em um atentado que chocou o Paquistão e o mundo. Com a repercussão, entidades internacionais foram acionadas e ela foi retirada de seu país ao lado de sua família e levada para o Reino Unido. Em uma cirurgia de sucesso, médicos conseguiram salvar a vida de Malala que, hoje, terminou o Ensino Médio e faz graduação em Ciências Sociais na Universidade de Oxford.

Recentemente, cercada por um forte esquema de segurança, a menina que hoje é uma das maiores ativistas mundiais, retornou ao seu país de origem. Logo após o atentado, o Vale do Swat havia sido tomado pelo Talibã, numa ofensiva que matara mais de 2 mil pessoas, e posteriormente retomado pelos militares paquistaneses.

“Meu sonho se tornou realidade”, escreveu em texto publicado no site do Malala Fund, ONG que criou para expandir seu trabalho como ativista. “Quando eu não voltei para casa da escola naquele dia em 2012, minha mãe se perguntou se eu um dia veria meu quarto de novo, se ela um dia teria um momento quieto com sua filha em nossa casa”.

Hoje, a história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã virou livro, documentário e símbolo pela emancipação de meninas ao redor do mundo por meio de papel e caneta.

“Muitos me perguntam se sinto raiva de quem cometeu o atentado contra mim. E eu costumo dizer que a minha maior vingança é promover a educação. Eu não sinto raiva. Quando você fala com raiva e violência, a mensagem é perdida. Uma mensagem pacífica tem um poder oculto. Quando você converte a energia da raiva em energia positiva ninguém pode te ignorar”, completou, ao ser aplaudida de pé em São Paulo.

4 livros empoderadores de autoras negras

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Publicado no Universia Brasil

Por meio dos livros, os autores conseguem passar suas mensagens para os leitores, incentivando-os a buscar seus objetivos pessoais. Com o mesmo foco, algumas escritoras negras produziram obras que podem ser consideradas de grande importância para o empoderamento feminino negro. A seguir, confira 4 livros imperdíveis para alcançar todos os seus objetivos:

1 – The Little Black Book of Success: Laws of Leadership for Black Women, de Elaine Meryl Brown Marsha Haygood, Rhonda Joy McLean

O foco do livro é dar dicas para as mulheres negras sobre como atingir o sucesso profissional. As escritoras são empreendedoras de sucesso e pretendem fazer com que o livro sirva como uma espécie de mentor, fazendo com que cada vez mais mulheres negras consigam se destacar dentro do mercado de trabalho.

2 – O que eu sei de verdade, de Oprah Winfrey

Durante as páginas do livro, a apresentadora Oprah Winfrey fala sobre as lições que aprender com situações do passado. O objetivo central da autora é estimular as leitoras a sempre serem o melhor que puderem, dando o seu melhor para conseguirem alcançar tudo o que almejam.

3 – All the Joy You Can Stand: 101 Sacred Power Principles for Making Joy Real in Your Life, de Debrena Jackson Gandy

A autora busca mostrar para as leitoras como elas podem transformar positivamente a vida que levam, por meio de histórias que viveu. Ela escreve para deixar claro que, ao mudar, as pessoas conseguem atingir seu potencial mais alto, seja no âmbito pessoal ou profissional.

4 – The Personal Touch by Terrie Williams

Terrie Williams mostra como conseguiu criar uma empresa de sucesso e, por meio de suas experiências, incentiva que outras mulheres sigam o mesmo caminho. O foco é mostrar que não importa de onde a pessoa venha, ela sempre conseguirá atingir os objetivos que deseja ao se esforçar para tal.

Beyoncé recomenda livro de empoderamento feminino a suas fãs mais novas

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Publicado no Brasil Post

Capa da edição de março da Garage Magazine, Beyoncé deu uma excelente de dica de leitura para as fãs.

Em entrevista à publicação americana, ela disse que adoraria que as mais jovens pudessem ler o livro What Will It Take To Make a Woman President? (O que você falta para termos uma mulher presidente?, em tradução livre), escrito por Marianne Schnall.

De acordo com a sinopse, o livro compila entrevistas com mulheres da política, líderes fortes, escritoras, artistas e ativistas com o intuito de debater os obstáculos que são empecilhos para o avanço delas a postos de maior destaque.

A Rainha Bey não costuma dar muitas entrevistas e, geralmente quando as concede, não fala muito sobre sua vida pessoal. E desta vez não foi diferente.

A diva do R&B falou muito pouco sobre si, contou que seus passatempos favoritos são desenhar, pintar e tirar fotos. Sua fala mais forte foi sobre sua mãe, que ela disse ser a maior heroína de sua vida.

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