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Alunos brasileiros têm baixo nível de aprendizagem em exame da Unesco

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Teste avaliou o desempenho de 134 mil estudantes do ensino fundamental em matemática, leitura e ciências naturais em 15 países

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Renata Mariz, em O Globo

A maioria dos alunos brasileiros ficou nos níveis mais baixos de aprendizagem (I e II, em uma escala que vai até IV) nos resultados do Terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo (Terce), divulgados nesta manhã em Santiago (Chile). Coordenado pelo Escritório Regional de Educação da UNESCO para América Latina e o Caribe, o Terce avaliou o desempenho escolar de estudantes do ensino fundamental em matemática, leitura e ciências naturais de 15 países.

Em matemática, 83,3% dos estudantes brasileiros do 7º ano e 60,3% dos que cursavam o 4º ano ficaram nos níveis I e II. Apenas 4% e 12%, respectivamente, tiveram menção máxima, no nível IV, na disciplina. Em leitura, no 4º ano, foram 55,3% nos dois primeiros níveis. Entre os alunos do 7º ano, o índice foi de 63,2%. Em ciências naturais, 80,1% também ocuparam as duas classificações mais baixas.

O Chile é o país que mais se destaca, com índices elevados no nível IV: 39,9% em leitura (3ª série), 34,2% em leitura (6ª série), 21,9% em matemática (3ª série), 18,4% em matemática (6ª série) e 18% em ciências naturais (6ª série). O Terce envolveu mais de 134 mil alunos de 15 países e do estado mexicano de Nuevo León. No Brasil, passaram pelo teste estudantes do 4º ao 7º ano. Nos demais países, os participantes cursavam da 3ª à 6ª série.

Os países que participam do Terce são Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai, além do estado mexicano de Nuevo León. Notas dos alunos em cada disciplina foram divulgadas em 2014. O relatório apresentado hoje mostra a distribuição dos estudantes por níveis de aprendizado.

Pais influenciam mais o desempenho dos alunos do que a estrutura da escola

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Publicado em UOL
O envolvimento dos pais e o nível socioeconômico das famílias têm maior influência no desempenho dos estudantes do ensino fundamental no Brasil do que a infraestrutura das escolas e o fato de estarem localizadas no campo ou na cidade.

É o que aponta o Terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo (Terce), lançado hoje (30) pelo Escritório Regional de Educação da Unesco para a América Latina e o Caribe. O estudo também considera a disponibilidade de material escolar e a pontualidade dos professores como fatores que melhoram o desempenho.

“Não se observam diferenças de desempenho entre escolas urbanas públicas, urbanas privadas, nem rurais, depois de considerar todos os fatores de contexto social, de aula e escolares. O mesmo acontece com a infraestrutura, que não mostra relações significativas com o desempenho”, diz o estudo.

O Terce avalia o desempenho escolar no ensino fundamental – do 4º ao 7º ano do ensino fundamental, no Brasil; e da 3º à 6º série, nos demais países – em matemática, linguagem (leitura e escrita) e ciências naturais. Os primeiros resultados do Terce foram divulgados no ano passado. Nesta divulgação, o estudo incluiu os fatores associados à aprendizagem em cada país.

De acordo com o estudo, no Brasil, o desempenho dos estudantes melhora quando os pais acompanham os resultados obtidos na escola, apoiam e chamam atenção dos filhos. O desempenho, no entanto, piora, quando os pais supervisionam e ajudam sempre nas tarefas escolares, tirando a autonomia dos filhos.

Os pais também são importante para incentivar, independentemente das condições sociais e econômicas. Segundo o estudo, os estudantes que vivem em regiões desfavorecidas têm desempenho pior, independentemente das condições da própria casa. No entanto, se os pais têm altas expectativas e incentivam os filhos quanto ao que será capaz de alcançar no futuro, ele obtém melhores resultados.

O Terce mostra ainda que frequentar a pré-escola, desde os 4 anos, também melhora o desempenho dos estudantes. Por outro lado, faltar à escola diminui o desempenho.

Em relação às novas tecnologias, os estudantes do 7º ano que utilizam computadores na escola com frequência tendem a conseguir pontuações menores em matemática. Já os que utilizam o computador fora do contexto escolar tendem a ter melhores resultados em todas as provas.

O Terce é um estudo de desempenho da aprendizagem em larga escala realizado em 15 países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai), além do estado de Nuevo León (México). Mais de 134 mil crianças do ensino fundamental participaram da avaliação.
Baixo desempenho

O desempenho dos estudantes brasileiros no ensino fundamental é igual à média dos demais estudantes de países avaliados pelo Terce em escrita e em ciências naturais em todos os níveis e em leitura no 4º ano e em matemática no 7º. O país supera a média em matemática, no 4º ano, e em leitura, no 7º ano.

Apesar de toda a região ter apresentado melhoras em relação à avaliação anterior, o estudo mostra que são poucos os alunos que estão no maior nível de desempenho. Ao todo, são quatro níveis. No Brasil, a maior porcentagem de alunos no nível mais alto de desempenho é 16,6% em leitura do 7º ano.

A maioria dos estudantes concentra-se nos níveis mais baixos, o que significa que não são capazes de interpretar e inferir o significado de palavras em textos escritos e nem de resolver problemas matemáticos que exigem interpretar informações em tabelas e gráficos.

O pior desempenho foi na prova de ciências naturais, aplicada pela primeira vez no país aos alunos do 7º ano. Apenas 4,6% estão no maior nível e 80,1% estão nos níveis mais baixos. Eles não são capazes de aplicar os conhecimentos científicos para explicar fenômenos do mundo.

Os países que estão acima da média regional em todos os testes e anos avaliados são Chile, Costa Rica e México.
Redação

Na prova escrita, o Brasil está na média dos demais países. A prova avalia os estudantes quanto a três competências: domínio discursivo (adequação ao gênero e tipo textual); textuais (coerência, concordância oracional e coesão); e convenções de legibilidade (segmentação de palavras, ortografia e pontuação).

O Brasil ficou acima da média do bloco apenas na última competência. Em domínio discursivo, o Brasil ficou abaixo da média. No 4º ano, os estudantes tiveram que escrever uma carta a um amigo e, no 7º, uma carta a uma autoridade escolar.

Em ambos os anos, e em quase todos os domínios avaliados, com exceção do discursivo no 4º ano, a maior parte dos estudantes está nos níveis mais altos de proficiência.

Trigênias: Filhas de agricultores do ES se tornam campeãs de matemática

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trigemeas

Publicado em Folha de S.Paulo

A chance de uma gravidez naturalmente resultar em trigêmeos é de aproximadamente uma para cada dez mil. Encontrar trigêmeas que sejam, as três, nota dez em matemática é, comprovadamente, muito mais difícil que ganhar na Mega Sena.

Fábia, Fabiele e Fabíola Loterio, 15, são do distrito de Rio do Norte, em Santa Leopoldina, interior do Espírito Santo (46 km de Vitória) e conseguiram o notável feito de ganharem, as três, medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) de 2014.

Apenas 500 de um total de 18.192.526 inscritos de todo o país conseguiram o ouro (0,0027%). As trigêmeas são de uma família humilde de agricultores. “Não sei de onde vem essa capacidade, mas a gente fica muito feliz e orgulhosa”, diz a mãe das garotas, Lauriza, 52.

O caminho até lá foi uma batalha. Em 2011, quando estavam no sexto ano do ensino fundamental, as três “só” ganharam menção honrosa. Em 2012, Fabíola ganhou a primeira medalha da família –de bronze. As irmãs ganharam novamente menção honrosa.

Além da medalha, Fabíola conquistou uma vaga no PIC (Programa de Iniciação Científica Júnior) do ano seguinte e começou a participar de reuniões mensais em Vitória para aprender uma matemática mais sofisticada e, entre outras coisas, a forma correta de se “escrever a lógica” do raciocínio, explica Luzia Casati, professora aposentada da Universidade Federal do Espírito Santo que coordena o programa no Estado.

O PIC envolve atividades feitas pela internet. Fabíola passava o que aprendia para as irmãs e usava uma LAN house para entregar as lições, já que não tinha computador.

Em 2013, subiram de categoria ao ir para o oitavo ano. A prova ficou mais difícil, mas o resultado foi o mesmo de 2012: bronze para Fabíola. Fabiele ficou sem medalha, mas teve nota para se matricular no PIC. Fábia conquistou vaga e bolsa de R$ 100 mensais no “corpo a corpo”, indo com as irmãs assistir às aulas.

“Foi no PIC que eu aprendi matemática de uma maneira interessante e comecei a me apaixonar por ela, além de encontrar pessoas que compartilhavam do mesmo sentimento”, conta Fábia.

DISCIPLINA EM ALTA

Andréia Biasutti, professora das trigêmeas no ginásio, diz que o sucesso das meninas fez aumentar o interesse por matemática na escola da cidade: em 2014, outros três estudantes obtiveram menção honrosa na Obmep.

Dentro de casa, as trigêmeas também têm um bom exemplo: aos 23 anos, a irmã Flávia, após se formar em farmácia e concluir o mestrado, está no doutorado e trabalha em um projeto que visa recuperar movimentos em pacientes que tiveram AVC.

Flávia é uma das primeiras pessoas de Santa Leopoldina (de apenas 12 mil habitantes) a atingir esse nível de formação. Conseguiu ainda menção honrosa na Obmep, em 2007, quando cursava o segundo ano do ensino médio.

Para ir diariamente à faculdade, na cidade vizinha de Santa Teresa, Flávia percorria 30 km de moto. Mais ao norte, o distrito de São João do Petrópolis foi o destino das mais novas, onde fica o Ifes (Instituto Federal do Espírito Santo) do município.

Elas passaram em primeiro, segundo e terceiro lugares para cursar o ensino médio profissionalizante em agropecuária. Moram no alojamento do campus e vão para Santa Leopoldina aos fins de semana ver a família.

Não sobra tempo para hobbies devido à rotina de estudos. Elas se acostumaram a ficar longe de casa. “Mesmo assim sinto falta da minha mãe”, conta Fábia.

A conquista das trigêmeas serve de incentivo para mais meninas se interessarem pela disciplina e pela competição, opina César Camacho, diretor do Instituo Nacional de Matemática Pura e Aplicada –que organiza a olimpíada.

Em 2014, apenas 19% dos medalhistas de ouro eram meninas, apesar da participação de 50% do sexo na segunda fase da olimpíada. As trigêmeas estão pensando seguir carreira e fazer graduação, é claro, em matemática. Pelo desempenho em 2014, elas devem receber as medalhas de ouro na segunda-feira (20), no Theatro

Municipal do Rio de Janeiro, com a presença do matemático brasileiro Artur Ávila, pesquisador do Impa e ganhador da Medalha Fields, o “nobel” da matemática.

Após repetir sete vezes na escola, assistente social planeja pós-graduação

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Publicado em Folha de S.Paulo

O assistente social Kelio Vilarindo Pereira, 32, repetiu sete vezes a 1ª série do ensino fundamental –não conseguia entender o conteúdo das aulas. Embora tivesse diagnóstico de epilepsia, a doença não era o que o atrapalhava.

Quando chegou na 2ª série, aos 14, começou a receber ajuda extra nos estudos. Terminou o ensino fundamental e o médio em apenas quatro anos. Fez faculdade e se formou no ano passado.

 

Entrei na escola cedo, na educação infantil. Na minha casa, sempre valorizamos a educação. Minha mãe inclusive trabalhava em uma
escola como funcionária do administrativo. Mas logo no começo do ensino fundamental começaram os meus problemas.

Repeti sete vezes seguidas o primeiro ano e só cheguei ao segundo com 14 anos de idade. Eu não entendia o conteúdo das aulas, não entendia o que aquilo tinha a ver com a minha vida, não conseguia memorizar nada. Então todos os anos eu repetia e começava de novo.

Estudava em uma escola da prefeitura da minha cidade, Porto Nacional (a cerca de 50 km de Palmas, capital do Tocantins; a cidade tem cerca de 50 mil habitantes e 27 escolas municipais -quase metade delas rurais).

Tenho dois irmãos, e eles nunca tiveram problema na escola. Minha família sempre me apoiou e me incentivava a seguir na escola cada vez que eu repetia, mas tinha gente ao meu redor tentando me desestimular. Todo mundo tinha dó de mim, achavam que eu não seria ninguém. Eu sempre achei que chegaria em algum lugar. Eu só não entendia o conteúdo das aulas.

Logo que comecei a estudar, ainda na escolinha, aos quatro anos, fui diagnosticado com epilepsia. Minha doença me atrapalhava muito, toda hora eu tinha crise de convulsão.

Cheguei ao ensino fundamental na idade certa, aos sete anos. Na escola, todo mundo sabia do meu problema de saúde, mas ninguém fazia nada específico para me ajudar. Eu repetia de ano e continuava na escola, a cada ano com colegas cada vez menores.

Nunca pensei em parar de estudar, mas eu não tinha ideia de como poderia prosseguir. O verbo “desistir” nem existe no meu dicionário. Sempre quis fazer faculdade e sempre achei que conseguiria, então insisti muito mesmo para continuar estudando.

O problema é que eu já era adolescente e ainda estava no segundo ano do fundamental. Então minha família começou a procurar ajuda. Por indicação de uma tia, comecei a frequentar umas aulas de apoio do Instituto Ayrton Senna na minha cidade, que me ajudavam a entender o conteúdo da escola.

Aprendi a escrever, aprendi matemática, consegui entender o que eu estava sendo ensinado na escola. Os professores começaram a me olhar como alguém que poderia aprender. As aulas me mostravam onde eu estava errando.

Isso funcionou como um trampolim para mim: em quatro anos, eu concluí o ensino fundamental e o ensino médio. Fiz isso em menos da metade do tempo regular da escola, que seriam mais nove anos -isso se eu não repetisse mais.

Aos 19, ainda antes de terminar o ensino médio, eu entrei no curso de administração da Faculdade Objetivo. Todo mundo ficou abismado, ninguém acreditava que eu chegaria na faculdade. Na verdade, até hoje muitas pessoas ainda não se conformam com isso.

Depois, acabei mudando para outro curso, serviço social, na Unopar (Universidade do Norte do Paraná), e me formei no ano passado. Agora estou estudando para concurso público porque quero trabalhar na área. Quero continuar estudando, também estou pensando em fazer uma pós-graduação.

Hoje, não fico olhando muito para trás e pensando nas barreiras que superei, não fico pensando onde eu estaria hoje se não tivesse tido ajuda para superar a dificuldade logo na primeira série da escola.

Acho que, mesmo com alguma dificuldade ou doença, as pessoas conseguem chegar longe se tiverem algum tipo de apoio. Mas a pessoa tem de querer vencer suas próprias dificuldades, senão ela nunca vai conseguir sair do lugar. Se você não tiver confiança em você mesmo, então você não vai chegar em lugar nenhum.

Brasil não atinge quatro de cinco metas pela educação

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Publicado no O Globo.

País avançou na ampliação do gasto e de matrículas, mas aprendizado segue insatisfatório

POR JULIANNA GRANJEIA

No 9º ano, o percentual de alunos com aprendizado adequado em 2013 foi 16,4% em matemática - Paula Giolito / Agência O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/brasil-nao-atinge-quatro-de-cinco-metas-pela-educacao-16630728#ixzz3ev9gsITC  © 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

No 9º ano, o percentual de alunos com aprendizado adequado em 2013 foi 16,4% em matemática – Paula Giolito / Agência O Globo
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BRASÍLIA – Das cinco metas estipuladas pelo movimento Todos Pela Educação (TPE), quatro não foram cumpridas pelo Brasil. É o que mostra um relatório da ONG, que será lançado hoje e aponta dificuldades principalmente nos objetivos relacionados à qualidade. O documento mostra alguns dos principais desafios que o país ainda precisa enfrentar na área educacional, como incluir cerca de 2,8 milhões de crianças de 4 a 17 anos na educação básica, garantir aos alunos aprendizado adequado e combater os motivos que fazem com que apenas 54% dos jovens concluam o ensino médio na idade certa.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/brasil-nao-atinge-quatro-de-cinco-metas-pela-educacao-16630728#ixzz3ev9LOSho
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Os objetivos são para o ano de 2022, mas há metas parciais, monitoradas anualmente. Na primeira, que prevê que toda criança e jovem de 4 a 17 anos esteja na escola, o país está próximo de seu objetivo: o Brasil registrou em 2013 93,6% da população de 4 a 17 anos matriculada na educação básica. A meta para o mesmo ano era de 95,4%.

A meta 2 (“toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos”) não foi avaliada pois os indicadores de 2013 sobre a qualidade da alfabetização das crianças nos primeiros anos do ensino fundamental ainda não foram divulgados. Levantamento de 2012, entretanto, deixou o país bem longe do objetivo.

O TPE também aponta que o Brasil tem dificuldades em cumprir as metas 3 e 4. Em 2013, somente 9,3% dos alunos do 3º ano do ensino médio aprenderam o considerado adequado pelo movimento em matemática, e 27,2% em português, valores abaixo das metas intermediárias definidas pela instituição para o ano, que eram, respectivamente, de 28,3% e 39%.

No 9º ano do educação fundamental, o percentual de alunos com aprendizado adequado em 2013 foi 16,4% em matemática e de 28,7% em língua portuguesa. As metas intermediárias para essa etapa eram de, respectivamente, 37,1% e 42,9%. Já o 5º ano apresentou 39,5% de alunos com aprendizado adequado em matemática, e 45,1% em língua portuguesa. As metas intermediárias eram, respectivamente, de 42,3% e de 47,9%.

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A meta 4 não foi atingida porque pouco mais da metade dos jovens, 54,3%, conseguiu concluir em 2013 a etapa final da educação básica na idade considerada adequada. No ensino fundamental, a conclusão até os 16 anos foi alcançada por 71,7% dos jovens. As metas definidas pelo movimento para 2013 eram de, respectivamente, 63,7% e 84%.

Já a meta 5, que estipula ampliação do investimento em educação e boa gestão dos recursos, foi parcialmente alcançada: em 2013, o investimento público direto na área foi de 5,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados de investimento específico em educação básica, hoje no patamar de 4,7%, mostram uma tendência de crescimento desde 2000, quando era de somente 3,2%. Até 2022, a meta é chegar a 5% nesse setor. No entanto, ainda há dificuldades com execução e gestão do orçamento. Pesquisa que será divulgada hoje mostra que há problemas, por exemplo, na cotação e contratação de fornecedores com utilização dos recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola.

Outra pesquisa inédita, que será divulgada hoje e aponta para avanços no setor, mostra que o acréscimo de um ano no ensino fundamental garantiu maior aprendizado. Estudo promovido pelo TPE indica que de 11% a 14% do incremento observado na proficiência média dos alunos do 5º ano do ensino fundamental na Prova Brasil é atribuível à ampliação de oito para nove anos na duração do ensino fundamental.

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