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Paraisópolis terá escola de inglês de elite gratuita para até mil alunos

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Julia Barbon, na Folha de S.Paulo

De um lado, prédios de luxo, do outro, uma das maiores favelas da capital paulista. Em um terreno às margens de Paraisópolis que até 2010 era só mato e hoje serve de estacionamento, a Cultura Inglesa vai construir uma unidade para até mil alunos.

A escola de inglês será exatamente igual à que existe a 2 km dali, na região do Morumbi (zona oeste), onde alunos pagam ao menos R$ 2.400 por cada semestre de aula. Mas com uma diferença: os cursos serão gratuitos, voltados para a comunidade.

A intenção é iniciar as obras no começo de 2018 e que elas durem cerca de um ano, para que haja aulas em 2019. A Cultura tem outros projetos sociais em favelas, mas essa é a primeira vez que terá um prédio estruturado desse tipo.

A ideia toda na verdade surgiu por causa da creche municipal que existe há sete anos a alguns metros desse terreno e é gerida pela Catedral Anglicana de São Paulo.

A história é antiga. O reverendo Aldo Quintão, que comanda o templo e já é figura conhecida na mídia por celebrar casamentos de gays e batizados de famosos, tinha o sonho de construir uma escola infantil para mil crianças ali.

“Eu vim de uma família muito simples. Minha mãe era faxineira de escola, e meu pai, sapateiro. Se eu tivesse tido uma creche na minha vida, teria sido muito melhor”, diz ele.

Com a ajuda da iniciativa privada, que recebeu incentivos fiscais, conseguiu erguer uma unidade hoje com 430 alunos de até quatro anos de idade em Paraisópolis (a média na cidade é de 138 crianças por creche).

Como vai ficar a escola de inglês, que terá 850 m², e o prédio novo da creche, com 3.600 m²

Como vai ficar a escola de inglês, que terá 850 m², e o prédio novo da creche, com 3.600 m²

Neste ano, ele viu a possibilidade de ampliá-la e atingir seu objetivo inicial quando o prefeito João Doria (PSDB) e o deputado estadual Fernando Capez (PSDB) foram assistir a uma missa na catedral.

Ele chamou o prefeito para subir no altar e falou: “Se o senhor me permite, eu construí o maior prédio de creche do Brasil, com 4.000 m², mas ele foi feito para ter 8.000 m²”.

Os dois políticos prometeram mediar a procura por empresas que aceitassem custear as obras. Dias depois, um conselheiro da Cultura Inglesa participou de uma reunião com a gestão municipal, o reverendo e empresários.

“Ele trouxe a ideia para o conselho, levantamos os custos e topamos”, diz o presidente da escola de inglês, Derek Barnes. Segundo ele, a única contrapartida foi a posse do terreno onde a unidade da Cultura será feita.

“Como somos uma instituição sem fins lucrativos, já temos certa vantagem em termos fiscais”, afirma. “Estamos fazendo isso porque faz parte da nossa missão. Era uma parceria natural, temos origem inglesa e a catedral também é anglicana.”

A Cultura então ficou com 15% da área de 10 mil m². No total, planeja gastar R$ 16 milhões: dois terços disso com a ampliação da creche e o resto com a escola de inglês.

Milton Barbieri, engenheiro voluntário que é responsável pelo projeto da creche e acompanha o sonho do reverendo há dez anos, brinca que a obra é “subfaturada”. “Quando comecei a frequentar a catedral só tinha um papel com um desenho e não tínhamos dinheiro. Atender mil crianças vai ser sensacional.”

A CRECHE QUE JÁ EXISTE

A atual diretora da creche, Cristina Xavier, vai ser a responsável por controlar mais 500 crianças quando o novo prédio ficar pronto. Ela, no entanto, não mostra preocupação. Já se acostumou com a gritaria nos corredores e salas. “Nem ouço mais”, brinca.

17343185Segundo a pedagoga, cerca de 95% dos alunos hoje são de Paraisópolis, e a renda média das famílias varia entre R$ 1.000 e R$ 1.500.

O distrito onde fica a unidade, a Vila Andrade (zona sul), é um dos que têm o menor percentual de crianças atendidas com relação à demanda por vagas em creches. A fila na região ultrapassava um ano e três meses em 2015.

Como é conveniada, a Creche Anglicana segue a lista de espera da prefeitura, com prioridade para alunos mais pobres. O município paga, por cada criança, cerca de R$ 400 mensais à catedral –que também mantém outras quatro creches em São Paulo.

Esse dinheiro não é suficiente para gerir a estrutura de quase 500 alunos, 66 funcionários, 44 pedagogos e cinco refeições por dia, então a igreja arrecada o resto com festas, doações e leilões de objetos.

Para o início das obras da nova ala, só falta a aprovação do projeto pela prefeitura. As novidades vão ser apresentadas às crianças de Paraisópolis na festa de Natal da catedral, neste domingo (10).

Distrito dos EUA bane livro sobre racismo do currículo escolar após público defini-lo como ‘desconfortável’

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População criticou clássico ‘O Sol é Para Todos’, de Harper Lee. Leitura debate preconceito racial nos Estados Unidos.

Publicado no G1

O distrito escolar de Biloxi, no Mississipi (EUA), decidiu excluir do currículo escolar o livro “O Sol é Para Todos”, de Harper Lee, após receber queixas de que teria uma “linguagem desconfortável”. Até então, a obra integrava a lista de leituras obrigatórias do 8º ano, como forma de estimular que os alunos discutissem assuntos como racismo, empatia e tolerância.

"O Sol é para todos" foi excluído da lista de leituras do 8º ano (Foto: Reprodução)

“O Sol é para todos” foi excluído da lista de leituras do 8º ano (Foto: Reprodução)

 

Ao site americano Sun Herald, o vice-presidente do distrito, Kenny Holloway, disse que “foram muitas queixas sobre o livro. Existe uma linguagem na obra que faz as pessoas se sentirem desconfortáveis. Nós podemos ensinar a mesma lição usando outros livros”. Ele afirmou que haverá unidades na biblioteca, mas os alunos não terão mais de lê-las.

A decisão de banir o livro do currículo escolar suscitou críticas nas redes sociais. Professores e outros usuários do Twitter lamentaram que um país que sofre com o racismo não discuta o assunto nas escolas. “Nós precisamos de mais discussões ‘desconfortáveis’”, disse um jovem. “Nós estamos colaborando para formar crianças intolerantes”, postou outro.

Clássico da literatura

“O Sol é Para Todos” é um clássico da literatura que discute racismo e injustiça – conta a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos, durante a década de 1930. A história debate valores como tolerância, justiça e inocência.

A escritora Harper Lee, morta no ano passado, ganhou o prêmio Pulitzer de ficção em 1961, pela obra “O Sol é Para Todos”. A história foi adaptada para o cinema no ano seguinte, sob a direção de Robert Mulligan.

Estudantes simulam ‘banca do tráfico’ em exposição no Pedro II e provocam polêmica

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Uma aluna posa para foto usando short e maiô e segurando uma réplica de arma - Reprodução da Internet

Uma aluna posa para foto usando short e maiô e segurando uma réplica de arma – Reprodução da Internet

Exposição que marcava despedida de formandos do 3º ano tinha como tema a vida do carioca

Vera Araújo, com colaboração de Giselle Ouchana em O Globo

RIO – Era para ser apenas uma exposição de trabalhos escolares para marcar a despedida de formandos do 3º ano do ensino médio, mas uma banca montada por um grupo de alunos da unidade de São Cristóvão do Colégio Pedro II ganhou as redes sociais e vem provocando polêmica. Quatro estudantes da unidade de São Cristóvão, com idade entre 16 e 17 anos, resolveram representar, na última terça-feira, “um dia na favela”, e, para isso, exibiram réplicas de fuzil e metralhadora e confeccionaram material para simular sacos com cocaína e tabletes de maconha. O que os jovens definiram como a realidade de uma comunidade carioca foi apresentado no pátio da escola durante o horário do recreio, das 10h às 10h30m.

Os rapazes se caracterizaram como traficantes, e a única garota do grupo usava um short curto e um maiô decotado. Todos seguravam armas de brinquedo — a dela, dourada, imitava uma submetralhadora. Nos saquinhos colocados sobre a banca, além de cápsulas com pó branco, havia etiquetas como inscrições alusivas às usadas pelo crime organizado e preços. O assunto foi parar nas páginas das redes sociais do tradicional colégio, e até um vídeo gravado com um celular, que mostra os adolescentes exibindo réplicas de fuzis, foi postado.

REITOR DESCARTA PUNIÇÃO

A exposição em homenagem aos formando do Pedro II tinha um tema: “O carioca”. A ideia era mostrar como vivem os moradores do Rio. Entre sambistas, surfistas e cobradores de ônibus, a inusitada caracterização dos quatro jovens atraiu a atenção de grande parte de seus quase 1.300 colegas do ensino médio, que dividem as instalações com 1.400 estudantes do ensino fundamental. Trabalhando há quase quatro anos como reitor do Colégio Pedro II, Oscar Halac confirmou que um grupo “simulou o tráfico drogas”, mas argumentou que os adolescentes apenas representaram a realidade exibida nos noticiários.

Em exposição. Material confeccionado por alunos imita sacos com cocaína e tabletes de maconha - Reprodução da internet

Em exposição. Material confeccionado por alunos imita sacos com cocaína e tabletes de maconha – Reprodução da internet

— O objetivo era mostrar o carioca. Talvez por influência do cenário atual, de violência urbana, eles entenderam que seria importante trazer essa realidade para a escola. Eles compraram as armas de brinquedo na Saara e usaram farinha de trigo e pacotes embrulhados (para simular embalagens com drogas). A menina mora em comunidade, numa área de risco, e vê isso na porta de casa. É a realidade dela. A escola não pode fechar os olhos para essa situação. Hoje (segunda-feira), logo cedo, identificamos os alunos, e eles se retrataram. Não cabe punição. O nosso papel é de educador — disse o reitor.

De acordo com Halac, o caso ganhou grande repercussão porque grupos de direita, como o Pais Contra Doutrinação e o Movimento Brasil Livre (MBL), exibiram imagens da exposição e criticaram a escola em suas páginas nas redes sociais. Uma das fotos mostra uma aluna com o uniforme do Pedro II posando ao lado da estudante caracterizada como traficante.

— Foi divulgado um vídeo que tenta deturpar a realidade. Sabemos que há pessoas por trás disso, gente que quer prejudicar a reputação do nosso colégio. Não era uma festa na favela, como esses grupos vêm dizendo, nem se trata de apologia às drogas — afirmou o reitor, lembrando uma outra polêmica que envolveu o Pedro II, no ano passado. — Passamos por uma situação parecida no episódio da saia (no ano passado, foi extinta a distinção do uniforme por sexo). Aqui, ensinamos que as pessoas têm que respeitar gênero. Isso incomoda. No caso dos alunos do evento do último dia 5, não vamos expulsá-los. Ficou claro para a direção que não houve dolo.

No site oficial do Pedro II, as opiniões se dividem. Muitas pessoas manifestam orgulhosas por terem estudado no colégio, mas uma representante de uma comissão de pais, que pediu para não ser identificada, afirmou ao GLOBO que, no dia seguinte à exposição, um grupo de responsáveis exigiu da direção “uma providência”.

Caracterização. Uma aluna posa para foto usando short e maiô e segurando uma réplica de arma - Reprodução da internet

Caracterização. Uma aluna posa para foto usando short e maiô e segurando uma réplica de arma – Reprodução da internet

— Vários pais acharam um absurdo a postura da escola. A direção tem que promover uma atividade educacional que possa construir cidadãos de bem, e não influenciar os alunos de forma negativa — disse a mãe de um aluno.

O diretor adjunto de ensino médio da unidade São Cristóvão, Reinaldo Pereira dos Santos, que afirmou ser conhecido como linha-dura, contou que o grupo de estudantes envolvidos na polêmica o procurou:

— De um a um, eles se apresentaram e contaram que não tinham a intenção prejudicar a escola. Essa atividade de despedida dos formandos acontece todos os anos e nunca deu problema. Temos um código de ética discente, e entendemos que cabe uma ação pedagógica. Não podemos individualizar condutas. Se nós só reprimirmos, não iremos educar. O importante é conscientizá-los. Eles estavam contando o cotidiano, representando-o de forma teatral.

Segundo Reinado, no dia da exposição, inspetores o avisaram sobre a encenação. Ele disse que as armas de brinquedo e o material usado pelos quatro alunos foram confiscados. Além disso, garantiu que a escola não teve conhecimento prévio do que os estudantes iriam apresentar, por ser uma atividade organizada exclusivamente pela comissão de formandos. Hoje, os pais dos quatro jovens envolvidos na polêmica participarão de uma reunião na escola para discutir o caso.

ESPECIALISTAS ANALISAM O CASO

O professor de Direito Penal da PUC Breno Melaragno, explicou que, na interpretação legal do que ocorreu no Pedro II, pode ter ocorrido um fato análogo a dois delitos: incitação ao crime e apologia a um fato criminoso. No entanto, ele acha que não há motivo para o caso chegar à esfera criminal. Já o pedagogo Luciano Mendes Faria Filho, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirmou que o corpo docente do Pedro II deve ficar atento às atividades realizadas dentro do colégio, independentemente de serem ações livres de formandos. Mas ele aprova a atitude da direção de não punir os alunos. O antropólogo Roberto Da Matta também acha que não cabe castigo ao grupo:

— Na minha opinião, a voz da ingenuidade fez com que eles mostrassem a verdade nua e crua. O que eles fizeram sai nos jornais todos os dias. Quando se vê a realidade sem máscaras, choca, mas é a verdade. Devemos nos perguntar: como enfrentar o problema com a sociedade que temos? Talvez, se fosse numa escola de classe média alta, a encenação do carioca seria de médicos, engenheiros, empresários e políticos enchendo seus bolsos com propinas.

Com ajuda de professora, adolescente com Down publica livro em Florianópolis

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Luiz conta histórias com ajuda da professora (Foto: Ed Soul/NSC TV)

Luiz conta histórias com ajuda da professora (Foto: Ed Soul/NSC TV)

 

‘Ele ia me contando na oralidade e eu ia rascunhando. O livro é a identidade dele’, diz Sozi Vogel.

Publicado no G1

Um estudante com síndrome de Down de uma escola pública publicou um livro em Florianópolis. No “Meu livro de contos”, Luiz Fernando Barros Fernandes, de 13 anos, conta suas histórias com a ajuda da professora.

“Ele ia me contando na oralidade e eu ia rascunhando. Depois eu corrigia conjugação verbal, essas coisas. Fazia a correçãozinha e ele passava a limpo”, detalha a professora de educação especial Sozi Vogel.

No sétimo ano da escola estadual Irineu Bornhausen, Luiz expressa na obra desenhos e histórias. O livro tem 32 páginas e foi publicado por uma editora independente.

“O objetivo é incentivar outras crianças especiais, outros professores a descobrirem qual é a capacidade e habilidade daquela criança”, disse a professora.

A convivência com a professora de educação especial melhorou o desempenho do garoto em aula e até em casa.

“Ele mudou, se tornou uma criança responsável, ele está maduro, um homem”, afirmou Leuza Barros, mãe de Luiz.

Jovem conta com ajuda de amigos e lança livro após ficar cego e enfrentar 4º câncer

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Gabriel Souza publicou primeiro livro após perder a visão e enfrentar o quarto câncer

Gabriel Souza publicou primeiro livro após perder a visão e enfrentar o quarto câncer

Lucas Borges Teixeira, no UOL

Gabriel Santos Souza sempre quis ser escritor. Aos 14 anos, o sul-mato-grossense conseguiu publicar seu primeiro livro depois de perder a visão e enfrentar o quarto câncer. O jovem morador de Colina, no interior de São Paulo, lançou a obra de terror “Magno, O Espantalho” em uma festa na escola no final de junho.

O interesse por histórias de terror vem desde muito novo. “Ele assistia aos filmes do Freddy Krueger, Jason… Sempre adorou o Halloween”, conta o pai, Daniel Souza, ao UOL. “E também sempre gostou de contar histórias. Ele costumava reunir os coleguinhas na escola com contos de terror.”

A ideia do livro surgiu há cerca de um ano com uma redação sobre um monstro com cabeça de abóbora. Um professor da escola, Gustavo, ouviu Gabriel falar sobre o conto e o incentivou a escrevê-lo. “Eu não tinha ideia de que poderia virar um livro, mas foi tomando outra proporção”, lembra o jovem escritor, em entrevista ao UOL.

Ideia do livro surgiu com uma redação sobre monstro com cabeça de abóbora

Ideia do livro surgiu com uma redação sobre monstro com cabeça de abóbora

De acordo com o autor, “Magno, O Espantalho” narra a história de “um espantalho assassino que aterroriza uma escola agrícola”.

Com a visão comprometida nos dois olhos há um ano e meio, Gabriel contou com a ajuda do professor e de colegas para terminar a obra. Ele ditava a história para Gustavo, que a escrevia. Depois, alunos da escola o ajudaram com ilustrações internas.

Gabriel sofre com problemas da visão desde os primeiros meses de vida. Quando ainda morava no Mato Grosso do Sul, a mãe notou uma mudança na cor de seus olhos. Ele foi diagnosticado com retinoblastoma, um câncer raro na retina. Teve de retirar o olho esquerdo.

“Ele enxergava muito bem com o direito até um ano e meio atrás, conseguia copiar tudo, ler superbem. Mas aí ele começou a ter baixa neste olho também”, lembra o pai. A doença, que tinha sido dada como curada há 12 anos havia retroagido. “Agora, ele enxerga apenas alguns vultos.”

Estes não foram os únicos problemas médicos de Gabriel. Aos oito anos, ele teve de passar por outra cirurgia no GRAAC, em São Paulo. Desta vez, foi constatado um câncer ósseo no braço. “Os médicos até se assustaram”, lembra Daniel.

O câncer ósseo voltou a atacar neste ano. Como a família se mudou para Colina, os pais pediram a transferência do seu quadro médico para o Hospital do Câncer de Barretos, a pouco mais de 20 km da cidade. Agora, Gabriel enfrenta um tumor no fêmur da perna esquerda. De acordo com a família, ele reage bem. “Acabou o terceiro ciclo da quimioterapia na semana passada”, conta o pai.

Os problemas com a saúde não atrapalharam Gabriel. “Tive muita ajuda e apoio de todo mundo”, conta. No final de junho, o livro foi lançado em uma festa na Escola Técnica Agropecuária Municipal São Francisco de Assis, em que ele cursa a 8ª série, com a distribuição de 200 exemplares. A capa foi feita pelo cartunista Julinho Sertão, que já foi roteirista de Ziraldo. “Foi um dia inesquecível.”

Para estudar, Gabriel usa um notebook com ferramentas de áudio. “Ele é muito aplicado”, afirma o pai, orgulhoso.

No dia primeiro de setembro, a família viajará para Sertãzinho, também no interior paulista, a convite de Julinho Sertão, para expor “Magno, O Espantalho” na 13ª Feira do Livro da cidade. “Estamos muito animados”, afirma Daniel. O plano é lançar a segunda edição do livro, agora para venda, com 700 cópias.

Com registro de escritor desde o primeiro semestre deste ano, Gabriel já está trabalhando no seu segundo livro. Sem revelar detalhes da história, conta que será sobre zumbis e deverá se chamar “A Cidade Perdida”.

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