A História do Futuro de Glory O'brien

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Menina de oito anos escreve um best-seller sobre o seu irmão irritante

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

A mais nova prodígio da literatura ainda nem atingiu a adolescência, mas já garantiu um best-seller em seu currículo. A pequena Nia Mya Reese está ganhando a vida após escrever a sua obra internacionalmente aclamada ‘Hold it’, na precoce idade de oito anos.
Depois de falar para a sua professora que a sua maior especialidade era cuidar do seu irmãozinho irritante de cinco anos, ela foi encorajada pela mesma a escrever um livro sobre a sua experiência. E com a ajuda da mãe, Nia aproveitou as suas férias escolares para refinar seus pensamentos e colocar a ideia no papel.

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O livro narra detalhes sobre uma série de tópicos importantes, incluindo como arrumar tempo para ficar sozinha, como pedir desculpas, e como armar o seu irmão mais novo, mesmo ele não merecendo às vezes. “Ele nem sempre escuta. Você precisa ensiná-lo aos poucos”, disse a autora-mirim.

Atualmente o seu título está entre os mais vendidos da Amazon americana, e parece que o seu exemplo já inspira outras crianças da sua classe a arriscar o mesmo caminho.

Enquanto esperamos ansiosamente por uma sequência, imaginamos quando seu irmão Ronald Michael terá idade suficiente para compartilhar seus próprios pensamentos sobre a sua irmã mais velha.

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Paciente com Esclerose Lateral Amiotrófica escreve livro, letra a letra, piscando os olhos

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Dorivaldo e a fonoaudióloga Maria José escreveram o livro (Foto: Renata Marconi/G1)

Dorivaldo e a fonoaudióloga Maria José escreveram o livro (Foto: Renata Marconi/G1)

 

Morador de Boraceia foi diagnosticado com doença degenerativa há oito anos; escritor já planeja segundo livro.

Renata Marconi, no G1

Apesar da impossibilidade de falar, o que não falta para Dorivaldo Aparecido Fracaroli é comunicação. Diagnosticado há oito anos com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença degenerativa que limita os movimentos, a fala e a respiração, o morador de Boraceia, de 56 anos, perdeu a fala durante um procedimento cirúrgico, o que não o impediu, aliás, impulsionou o aposentado a ‘escrever’ um livro. É piscando os olhos que ele se comunica com todos a sua volta e transmitiu letra por letra do livro: “Ipê ‘DO’ amarelo”.

A ideia de escrever o livro partiu de sua amiga e fonoaudióloga Maria José de Oliveira. “Ele estava muito triste e eu o conhecia antes dessa tristeza. Embora já tivesse o diagnóstico, ele não era triste e foi diante dessa tristeza que eu propus o livro. O primeiro intuito do livro era deixá-lo mais feliz, mais ocupado, ter alguma coisa para despertar, sair da cama e escrever o livro”, conta.

Na obra estão os fatos mais importantes da vida de Dô, como é conhecido na cidade. Segundo Maria José, são os momentos mais gostosos de se lembrar, desde o sítio onde nasceu, como conheceu a esposa, sobre o filho, os pais, até o diagnóstico da patologia e os dias atuais. “Não fazemos esclarecimentos científicos da patologia. Citamos a patologia como sendo a causadora de tudo isso, contamos a permanência nos hospitais, mas tudo em primeira pessoa, como ele vê.”

Descoberta

Há oito anos, quando a família descobriu a doença, a esposa de Dorivaldo, Valéria Fracaroli, não imaginava o que a ELA poderia acarretar na vida do marido.

“Foi muito difícil, a gente chorou muito. Eu sabia que eu não conhecia nada da ELA, só o que a médica falou. Então eu comecei de madrugada a procurar sobre a doença e comecei a conversar com pacientes, saber como seria. Vi a necessidades de informações jurídicas, de tudo”, lembra.

Mas a maior dificuldade chegou quando Dorivaldo precisou colocar uma gastro e uma traqueo e durante o procedimento acabou perdendo a fala. “Ele queria falar e eu não sabia se ele tinha dor, fome. Ele fazia movimentos com a boca, mas eu não conseguia ler os lábios e dava aquele desespero”, conta a pedagoga.

Casal usa uma tabela de comunicação (Foto: Renata Marconi/G1)

Casal usa uma tabela de comunicação (Foto: Renata Marconi/G1)

 

Como a vontade de se comunicar era enorme entre o casal, Valéria teve a ideia de usar uma tabela de comunicação (Veja na foto abaixo como ela funciona). “Eu pedi uma folha para a enfermeira e fiquei pensando em como me comunicar com ele. Então eu coloquei o alfabeto que eu conheço muito bem, dividi em cinco linhas. Pedi para ele “falar” o que ele mais queria perguntar. Ele foi “falando” letra por letra através das piscadas. Ele perguntou se poderia tomar banho e depois vieram outras perguntas. Quando os médicos chegaram, viram uma lousa cheia de perguntas dele”, lembra.

Valéria conta que os médicos responderam as perguntas e passaram a conversar com ele também e foi com a mesma técnica que Maria José propôs que Dorivaldo escrevesse o livro.

Aposentado escreveu uma mensagem sobre a doença (Foto: Renata Marconi/G1)

Aposentado escreveu uma mensagem sobre a doença (Foto: Renata Marconi/G1)

 

Novos planos

Depois de três anos escrevendo, foram publicados 500 exemplares no dia 11 de março e em pouco mais de um mês praticamente todos já foram vendidos. Maria José conta que eles não esperavam a repercussão da história. “Se ele está feliz eu estou muito mais e tudo por conta dessa história do livro”, afirma a fonoaudióloga.

Mas junto com o livro, eles descobriram algo mais importante para Dorivaldo. “A primeira intenção era deixar ele mais feliz, mas então descobrimos uma necessidade maior do Dorivaldo, que era pela comunicação. Escrever um livro piscando dá muito trabalho e essa trajetória despertou uma outra necessidade. Descobrimos um equipamento que, acoplado ao computador, ele passaria a usar o computador com o comando dos olhos. Redes sociais, pesquisas, jogos, tudo que você imaginar no computador dá a chance do Dorivaldo fazer”, conta.

Então o dinheiro da venda do livro passou a ser destinado a comprar esse equipamento que custa em média R$ 23 mil. Este não é o único plano do aposentado, que já começou as pesquisas para próximo livro, que deve contar a história da sua cidade natal.

Doença

A esclerose lateral amiotrófica é uma doença neurológica degenerativa que causa a morte dos neurônios motores, comprometendo a perda da função motora no corpo. Um dos sintomas iniciais é a atrofia muscular localizada, sem dor e sem perda de sensibilidade.

A doença, que tem tratamento, mas ainda não tem cura, ganhou destaque depois do desafio do balde de gelo em 2014. Milhares de pessoas participaram da campanha na internet para arrecadar doações para pesquisas. A ELA, atinge cerca de 10 mil pessoas no Brasil. O físico Stephen Hawking é o caso mais famoso da esclerose.

Dô conversa através de piscadas e sorrisos (Foto: Renata Marconi/G1)

Dô conversa através de piscadas e sorrisos (Foto: Renata Marconi/G1)

Aposentada de Rio Preto realiza sonho ao publicar livro aos 88 anos

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Apesar de ler muito, idosa era considerada analfabeta.
Obra traz três histórias fictícias diferentes contadas em 269 páginas.

Publicado no G1

A aposentada Emília Rodrigues de Oliveira realizou aos 88 anos o sonho de se tornar escritora. Moradora de Rio Preto, ela dizia que escrever um livro seria seu ‘último feito’, mas depois de publicar o primeiro diz ter material para mais duas obras. “Três Histórias de Vida”, distribuído pela editora Vitrine Literária, tem 269 páginas e traz três histórias fictícias diferentes.

Lançado em fevereiro, o livro foi todo planejado por Emília, que começou a pensar em publicá-lo quando lembrou que tinha ido ao lançamento de um escritor. A idosa ligou para ele, pegou o telefone de um editor e combinou todos os detalhes da publicação sozinha.

Emília conta que o dinheiro da aposentadoria foi guardado justamente para o lançamento da obra. “Desde quando eu era pequena gostava de escrever, mas eu escrevi e acabei jogando muito romance fora.”

A filha de Emília, Geralda Maria de Oliveira, diz que ajudou apenas a digitar os cadernos escritos pela mãe e com o desenho da capa. “Quando ela me procurou já estava com tudo mais ou menos encaminhado. Ela disse: ‘O Paulo precisa de alguém que digite’. Ela mandou para mim os rascunhos e comecei a digitar. Digitei e desenhei a capa para ela. Também a incentivei para que fizesse realmente. A gente via que era o sonho dela, por isso a incentivamos”, diz.

Emília conta que desde quando era pequena gostava de escrever (Foto: Reprodução/TV TEM)

Emília conta que desde quando era pequena
gostava de escrever (Foto: Reprodução/TV TEM)

Emília já estreou outro caderninho e conta que está escrevendo a história da família. “O sentimento, principalmente da família, vai ser um choque. Porque vai ter muita história de todo mundo e as coisas ruins vão sair”, afirma.

Somente aos 54 anos, Emília fez o Mobral, quando conseguiu o certificado do ensino fundamental e conquistou o direito de tirar dos documentos a classificação de analfabeta, o que ela considerava uma injustiça já que lia tanto.

Apaixonada pelos livros, Emília já tinha se tornado poeta, quando seu poema “As Mãos” foi selecionado para uma antologia poética publicada pela Secretaria da Cultura de Rio Preto. Há 15 anos começou a escrever também histórias, que foram reunidas neste livro.

Livro Três Histórias de Vida foi lançado pela editora Vitrine Literária com 269 páginas (Foto: Reprodução/TV TEM)

Livro Três Histórias de Vida foi lançado pela editora Vitrine Literária com 269 páginas (Foto: Reprodução/TV TEM)

Aprovado em medicina aos 14 anos, José Victor, lança livro em Aracaju

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Lançamento será realizado a partir das 16h deste sábado (12) na Escariz.
Trabalho aborda os segredos de quebrar os mitos e desafios do exame.

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Publicado em G1

O estudante sergipano José Victor Menezes Teles vai lançar seu primeiro livro ‘Como vencer aos 14’, a partir das 16h deste sábado (12) na Livraria Escariz, localizada na Avenida Jorge Amado, 960, no Bairro Jardins, em Aracaju.

José Victor segue com a agenda cheia depois de ser aprovado aos 14 anos como o mais jovem aluno de medicina da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Após a repercussão do feito na mídia, ele recebeu e aceitou convites para dar palestras motivacionais enquanto as aulas na universidade estavam suspensas por causa da greve dos professores e servidores técnico-administrativos, o período letivo estava previsto para iniciar no dia 3 de agosto. José Victor também aproveitou o tempo livre para escrever o livro.

“Minha vida continua muito agitada, mas gosto disso. Gosto de passar a minha trajetória, e desta forma, incentivar mais jovens. E, a literatura também me encanta, sou muito apaixonado. Então, nada mais justo que escrever um livro”, revela José Victor.

Com 15 anos, o adolescente diz que os convites para as palestras surgiram logo após ter se destacado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e ser aceito em medicina com média final de 751,16 pontos nas provas e 960 pontos na redação. “Inicialmente fui convidado para dar palestras em Sergipe e depois surgiu a oportunidade de falar para estudantes de outros estados”, conta Victor Teles.

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Sobre a rotina de compromissos, o estudante revela que tudo é que é bem flexível e que nem sempre ganha dinheiro com as palestras.

“Se for uma instituição pública ou filantrópica eu não cobro e recebo apenas a ajuda de custo como passagens e alimentação. Mas se for particular o valor pode variar entre R$ 500 e R$ 1.500, depende do que for negociado e o tempo dedicado”, destaca o jovem sem querer revelar mais detalhes sobre os bastidores das negociações.

Para o adolescente, o futuro como palestrante ainda parece indefinido. “Vai depender da rotina das aulas de medicina. Mas enquanto houver tempo livre penso em aproveitá-lo ministrando palestras”, diz.

Trajetória em livro
A participação em palestras fez com que surgisse a ideia de escrever um livro sobre a trajetória da escola até a universidade em menor tempo que os demais estudantes, isso porque ele foi aceito em medicina tendo cursado apenas até o 1º ano do ensino médio. Ainda não há data prevista para o lançamento da publicação.

“Muitas pessoas me perguntavam o que eu fiz para conseguir resultados tão positivos. Então resolvi explicar como foi todo esse processo para, quem sabe, ajudar outros estudantes”, revela José Victor Teles.

Sobre o desafio da universidade, o calouro de medicina diz: “é mais um desafio, mas estou muito tranquilo com tudo o que pode vir dessa experiência”.

Preparação
O estudante cursava o 1º ano do ensino médio na Escola Estadual Murilo Braga, no município de Itabaiana, quando alcançou a média final de 751,16 pontos nas provas e 960 pontos na redação do Enem. Com o resultado, José Victor conquistou uma das 100 vagas para o curso de medicina da UFS e ficou em 7º lugar no grupo de alunos de escolas públicas.
Como tinha 14 anos e apenas o 1º ano do colégio, Victor Teles precisou de uma decisão judicial que autorizou ele a se matricular na universidade.

O Enem só dá certificação a alunos com mais de 18 anos, mas o adolescente conseguiu na Justiça o direito de fazer uma prova de proficiência aplicada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed). Ele foi aprovado e recebeu o certificado de conclusão do Ensino Médio.

“Além do conteúdo dado em sala de aula, passei o ano passado estudando para o Enem. Sem dúvida as técnicas para estudar e armazenar o conhecimento foram decisivas para o meu desempenho. É preciso saber organizar o tempo e também se preparar para saber como será a prova no dia”, finaliza.

Adolescente de 14 anos que passou para Medicina lança livro

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Aprovado para a Federal de Sergipe, José Victor Menezes dá dicas para o Enem 2015

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Publicado em O Globo

Ao passar para Medicina pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com apenas 14 anos, o estudante José Victor Menezes Teles virou celebridade nacional. Ele correu o país para dar palestras sobre sua história e, ao fim de cada apresentação, a mesma cena se repetia: um caminhão de perguntas sobre sua trajetória e pedidos de dicas para a prova mais disputada do país. Tantos questionamentos despertaram no garoto a ideia de escrever um livro, que será lançado no início de novembro pela Editora Foz. Com 168 páginas, a obra recebeu o sugestivo nome de “Como vencer aos 14 — Quebrando mitos e desafios do Enem”.

– As pessoas queriam saber como consegui chegar a esse resultado. Então, comecei a escrever por conta própria. Ao falar sobre isso em entrevistas, o pessoal da editora entrou em contato para que o material pudesse ser lançado – conta ele, hoje com 15 anos.

A história de José Victor ecoou pelos quatro cantos do país no começo do ano, quando foram divulgados os resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Morador de Itabaiana, no interior de Sergipe, ele estava no 1º ano do ensino médio quando fez o Enem 2014 e alcançou a média final de 751,16 pontos e 960 na redação. Com essa pontuação, conquistou uma vaga em Medicina na Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Apesar do desempenho, ele precisou entrar na Justiça para conquistar o direito de cursar a faculdade. O juiz, então, o autorizou a fazer uma prova de proficiência aplicada pela Secretaria de Educação de Sergipe. Devidamente aprovado, ele aguarda, agora, o início das aulas na UFS. José Victor passou para o segundo semestre e, em função das greves, este período letivo será inciado só em janeiro do próximo ano.

O garoto conta que seu maior objetivo era passar no vestibular assim que terminasse o 3º ano. Por isso, começou a se preparar já no início do 1º ano.

– Tem gente que deixa para se preparar só no 3º ano. Eu vinha fazendo isso desde cedo, buscando provas anteriores e ficando atento ao modelo de exame – conta. – Quando fiz o Enem, vi que estava preparado.

José Victor atribui o resultado à sua maturidade, que contrasta com sua pouca idade.

– Para mim, a maturidade é fruto de uma busca constante. E fui adquirindo conforme aumentava meu desejo pela aprovação – observa.

Dos 14 capítulos que compõem seu livro, seis são inteiramente dedicados a dicas para o Enem. E a principal delas, como adianta o garoto, é entender a essência da própria prova:

– Saber resolver as questões é muito mais importante do que decorar os assuntos cobrados. Então, é muito importante fazer exercícios e refazer provas antigas. O mesmo serve para a redação.

‘UM ALUNO BRILHANTE’

Responsável pela Editora Foz, Isa Pessoa entrou em contato diretamente com o garoto para convidá-lo para o livro. Ela afirma que ele tem muito a ensinar:

– Ele soube superar as dificuldades financeiras para ir longe. Não virou um “nerd” ou um “chatão”. É apenas um aluno brilhante, com astúcia. Soube tirar o melhor do pouco que tinha.

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