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Mulher ganha anel de noivado inspirado em Harry Potter

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Reprodução do cartaz de divulgação do filme “Harry Potter e a Câmara Secreta”
Foto: Divulgação

 

Joia tem pedras com as cores das quatro casas de Hogwarts

Publicado no Terra

Se um anel de noivado já é de surpreender, imagina se ele estiver relacionado a algo que você ama. A usuária do site rede social Reddit Katiemack777 ganhou um inspirado em Harry Potter e compartilhou fotos da joia .

“Meu (agora) noivo sabe que eu amo Harry Potter quase o tanto que eu o amo, então ele fez um anel especial para mim”, escreveu.

Na imagem, ela usa uma peça única que foi combinada por três anéis separados.

No centro, há uma pedra brilhante e, dos lados, outras menores nas cores vermelha, verde, amarela e azul. Cada peça colorida representa uma das quatro casas de Hogwarts: Grifinória, Sonserina, Lufa-Lufa e Cornival.

“Acho que tenho um casamento geek para planejar”, escreveu a mulher em outra foto em que mostra o anel.

‘Ela é a minha inspiração para a vida’, conta mãe que escreveu livro sobre a filha com Síndrome de Down

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Cristiane Pinheiro escreveu livro sobra a filha Valentina (Foto: Tatane Borges)

Cristiane Pinheiro escreveu livro sobra a filha Valentina (Foto: Tatane Borges)

Ficção coloca pequena Valentina, de 9 anos, como personagem principal de uma aventura com fantasia e lições de vida.

Fernanda Rodrigues, no G1

Era uma vez uma Menina que entrou em um bosque secreto e mágico, onde árvores muito altas se fechavam em copa, o colorido das plantas dava conta que ali habitavam seres divinos e figuras místicas”. Logo nas primeiras linhas, o livro “A Bellinte” mostra um mundo diferente, habitado pela personagem principal da história. Valentina Pinheiro Rocha, de Passos (MG), tem só 9 anos, mas já virou estrela pelas mãos da mãe, Cristine Pinheiro, autora da obra.

A ideia de colocar a filha, portadora da Síndrome de Down, como personagem de uma história em um mundo fantástico veio após um ensaio fotográfico. Fã de fotos, a mãe encontrou em um dos ensaios a definição perfeita da filha. A menina foi vestida de roupas medievais, em um bosque, com cenário e poses que lembram o universo dos clássicos infantis.

Valentina, de 9 anos, é a personagem principal do livro escrito pela mãe em Passos (MG) (Foto: Tatane Borges)

Valentina, de 9 anos, é a personagem principal do livro escrito pela mãe em Passos (MG) (Foto: Tatane Borges)

Cada foto do ensaio ganhou uma pequena história, que foi postada nas redes sociais e atraiu muitos seguidores.

“As fotos da Valentina sempre me revelaram algo muito além da imagem captada. Uma fotógrafa conseguiu captar a essência dela. A ideia do livro surgiu após postagens dessas fotos do ensaio em redes sociais. Percebi que as pessoas começaram a seguir a história e esperavam pelas próximas. Com a sugestão de uma amiga, decidi começar o livro”.

Livro "A Bellinte" mostra a pequena Valentina, de 9 anos, em um mundo de fantasia (Foto: Tatane Borges)

Livro “A Bellinte” mostra a pequena Valentina, de 9 anos, em um mundo de fantasia (Foto: Tatane Borges)

No enredo, Valentina é uma menina escolhida para a missão de ajudar a salvar um lugar especial. Ao longo do caminho, a personagem passa por conflitos e encontra seres especiais, como uma coruja questionadora, um anão pessimista e um gigante bondoso.

“Valentina está na obra desde o início e passa por combates interiores, foi designada para uma missão. No decorrer da história ela passa por situações de dúvida, medo, reflexão, alívio, coragem, surpresa”, conta Cristiane.

Os desafios de criar Valetina vieram acompanhados de novas descobertas. Quando fala da filha, a mãe destaca tudo que a faz diferente e única.

Personagens como coruja, gigante e anão contam história ao lado de Valentina (Foto: Tatane Borges)

Personagens como coruja, gigante e anão contam história ao lado de Valentina (Foto: Tatane Borges)

“Ela é determinada e autêntica, sincera e decidida, sensível e atenta ao sofrimento alheio. Ela foi muito desejada, amada e abençoada. No momento em que a vi, minha conta com a vida zerou e renasci. Aliás, pra cada etapa cumprida, minha conta zerava novamente, renasci várias vezes. Hoje, vejo que ela me ensina a ensiná-la”.

Cristiane conta que escrever o livro ajudou a melhorar a percepção não só da filha, mas também de outras pessoas e da vida em sociedade.

Cristiane e a filha Valentina juntas em um ensaio fotográfico (Foto: Tatane Borges)

Cristiane e a filha Valentina juntas em um ensaio fotográfico (Foto: Tatane Borges)

Nas 77 páginas, a obra tem artes especiais, cores que lembram escritas antigas e os trechos acompanhados das fotos que mostram Valentina em cada uma das situações do mundo mágico. Nas redes sociais, mãe e filha colecionam elogios à obra, que é comparada a grandes histórias.

A vida de Valentina

Cristiane e o marido, Luiz Antonio Rocha, descobriram a Síndrome de Down no nascimento de Valentina. Com três meses, a família começou o trabalho de estimulação na Apae de Passos e, desde então, ela passa por fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e equoterapia.

Com três anos, Valentina começou na escola regular e terapias particulares. Além da escola padrão, a menina tem aulas de reforço e faz atividades como natação, balé e música.

“Quanto à saúde, tem as mesmas preocupações de uma criança típica. Não apresentou nenhuma cardiopatia. Ama nadar, brincar com cavalos, jogos virtuais e bonecas”.

Mais do que apresentar um olhar diferente da vida de Valentina e das aventuras de uma criança com Síndrome de Down, Cristiane vê o livro escrito em homenagem à filha como uma forma de ensinar sobre a relação com os sentimentos bons e ruins.

A ideia é que a filha leia o livro no futuro. “Ela se dará conta de que não importa em que momento a historia se apresenta, as pessoas têm ideia errada de urgência. Penso que ela sempre encontrará o bem e o mal, mas terá discernimento para distinguir um do outro. São esses sentimentos que nos fortalecem”.

Aluno de Harvard ganha título de honra com álbum de rap entregue como tese

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Obasi Shaw posa em frente à entrada da Universidade de Harvard - Charles Krupa / AP

Obasi Shaw posa em frente à entrada da Universidade de Harvard – Charles Krupa / AP

 

Obasi Shaw, de 20 anos, escreveu dez faixas inspiradas em livro do século XIV

Publicado em O Globo

RIO – Em vez de um ensaio, uma coleção de poemas ou um romance, o americano Obasi Shaw, estudante de Literatura na Universidade de Harvard, escolheu entregar como monografia um álbum de rap com dez faixas, totalizando 36 minutos de duração. O trabalho recebeu a segunda maior nota em seu departamento, além de um título de honra denominado summa cum laude minus — em latim, significa algo como “com a maior das honras”.

É a primeira vez que um trabalho como este é entregue em Harvard. Shaw, de 20 anos, participará de uma cerimônia de formatura nesta semana, e depois seguirá para o Google, onde trabalhará como engenheiro de softwares.

O álbum se chama “Liminal Minds” (“Mentes Liminares”) e, segundo o estudante, refere-se à ideia de que os negros nos Estados Unidos vivem entre a liberdade e a escravidão.

“Embora não estejamos mais escravizados, os efeitos da escravidão ainda nos perseguem na sociedade e em nossa mente” afirmou Shaw à rede de televisão local CBS Boston.

Cada música é cantada a partir da perspectiva de um personagem, um formato inspirado pela obra de Geoffrey Chaucer “The Canterbury Tales” (“Os Contos de Cantuária”) — uma coleção de histórias em prosa e verso do século XIV, considerada um marco para a formação da língua inglesa.

Obasi Shaw tem apenas 20 anos e trabalhará no Google após cerimônia de formatura - Charles Krupa / AP

Obasi Shaw tem apenas 20 anos e trabalhará no Google após cerimônia de formatura – Charles Krupa / AP

O jovem, nascido em Stone Mountain, no estado da Georgia, criou, escreveu e fez a mixagem do álbum. A ideia inicial veio de sua mãe, que notou a habilidade do filho em performances como rapper no campus da universidade.

Em “Declaration of Independence”, primeira faixa do álbum disponível online [confira abaixo], Shaw escreveu: “Observe, o que nós temos tem três lados — corpo e espírito para serem tronos para almas livres”.

Flip 2017 anuncia escritora Scholastique Mukasonga, que escreveu sobre genocídio de Ruanda

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Publicado no IguaiMix

Título original: Scholastique Mukasonga é confirmada na Flip 2017

Autora vem pela primeira vez ao Brasil e terá dois livros, Nossa Senhora do Nilo e A Mulher dos Pés Descalços, traduzidos no país

O genocídio de Ruanda fez de mim uma escritora. Em 2004, quando tive coragem de ir à minha cidade-natal tomei consciência do meu compromisso com a memória, porque eu podia escrever.” Uma das vozes africanas mais premiadas hoje, Scholastique Mukasonga sobreviveu ao genocídio de Ruanda e, estabelecida na França, tornou-se escritora. Primeiro influenciada pela literatura da Shoah, iniciou uma série de livros autobiográficos com estreita ligação com a tragédia em seu país natal. Em 2010, publicou seu primeiro romance, Nossa Senhora do Nilo, vencedor do Ahmadou-Kourouma e do Renaudot, em 2012. A vida em Ruanda, os conflitos étnicos que culminaram com o genocídio em 1994, a família e a atuação feminina na reconstrução do país – Ruanda é hoje o único país do mundo a ter maioria feminina no Parlamento – compõem a ficção da escritora, que vem ao Brasil pela primeira vez para participar da Flip 2017, que acontece de 26 a 30 de julho em Paraty.

(Foto: C. Hélie © Editions Gallimard)

(Foto: C. Hélie © Editions Gallimard)

A autora

Nascida em 1956, Scholastique Mukasonga conviveu desde a infância com a violência e a discriminação oriundas dos conflitos étnicos em seu país.

Em 1960, sua família foi forçada a ir viver em Bugeresa, uma das áreas mais pobres e inóspitas de Ruanda. Anos depois, Mukasonga foi força a deixar a escola de serviço social em Butare e ir viver em Burundi.

Dois anos antes do genocídio em Ruanda, Mukasonga mudou-se para a França, onde vive até hoje e publicou, pela Gallimard, o livro autobiográfico Inyenzi ou les Cafards,que marcou sua entrada na literatura, em 2006. Foram publicados na sequencia La femme aux pieds nus, em 2008, e L’Iguifou, em 2010.

Seu primeiro romance, Notre-Dame du Nil, será publicado no Brasil com o título Nossa Senhora do Nilo e tradução de Marília Garcia pela Nós, por ocasião da Flip, marcando a estreia da autora no mercado brasileiro.

Ganhador dos prêmios Ahamadou Kourouma e do Renaudot em 2012 e dos prêmios Océans France Ô, em 2013, e do French Voices Award, em 2014, o romance se passa em Ruanda, num colégio de Ensino Médio para jovem meninas, situado no cume Congo-Nilo a 2500 metros de altitude, perto das fontes do grande rio egípcio, onde garotas de origem Tutsi são limitadas a 10% do corpo de alunos.

Além de Nossa Senhora do Nilo, a Nós publicará – também com tradução de Marília Garcia – o romance-memorialista La femme aux pieds nus (A Mulher de Pés Descalços), sobre o relacionamento da autora com sua mãe, que morreu com os pés descalços – contrariando a tradição local – pela ausência da filha.

“Scholastique Mukasonga é uma nova voz da África estabelecida com prestígio no circuito literário francês, o que quer dizer que temos livros que merecem ser lidos pela grande qualidade e, além disso, também temos uma autora com uma história de vida interessante e admirável de conhecer”, afirma a curadora da Flip 2017, Joselia Aguiar.

“A estreia da Scholastique Mukasonga no Brasil não poderia acontecer em um momento mais propicio, no qual o país se defronta com uma série de divisões que esgarçam o tecido social”, afirma Mauro Munhoz, diretor-geral da Flip. “A vinda da Scholastique permitirá a experiência de compreender a presença feminina na política em um contexto muito particular, como o de Ruanda.”

Flip 2017

A 15ª edição da Flip, com curadoria de Joselia Aguiar, homenageia o autor de “Recordações do escrivão Isaías Caminha” e Triste fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto, e já tem confirmados os nomes de Marlon James e Diamela Eltit.

Patronos 2017

O Programa de Patronos é um plano de mecenato voltado a pessoas físicas que apoiam a realização da Festa Literária Internacional de Paraty.

Além de contribuir para a viabilização dos 5 dias de evento, o patrono fomenta as ações educativas de permanência promovidas pela Flip no território.

Os benefícios incluem ingressos para a Programação Principal da Flip, convites para o coquetel de boas-vindas com a participação dos autores, e encontros com a curadora e com o diretor-geral da Flip, entre outras atividades.

Mais informações pelo e-mail patronos@casaazul.org.br.

Quem faz a Flip

A Casa Azul é uma organização da sociedade civil de interesse público e sem fins lucrativos que desenvolve projetos nas áreas de arquitetura, urbanismo, educação e cultura. Há mais de vinte anos, desenvolve ações capazes de potencializar importantes transformações no território, a exemplo da Flip. Em Paraty, onde a associação se originou, esse processo levou à realização de ações de permanência, como a Biblioteca Casa Azul e o Museu do Território de Paraty, que seguem em funcionamento durante todo o ano.

Patrocínio

A programação da Flip é realizada por meio da lei de incentivo à cultura do Ministério da Cultura do Governo Federal e conta com patrocínio do Itaú e de outras empresas e organizações em vias de captação.

Entenda a história do jovem que escreveu 14 livros e sumiu

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O quarto do estudante de psicologia Bruno Borges (Rede Amazônica Acre)

O quarto do estudante de psicologia Bruno Borges (Rede Amazônica Acre)

 

Bruno Borges, 24, saiu de casa há duas semanas, no dia 27 de março e não voltou mais. Em seu quarto, ficaram escritos criptografados e pinturas misteriosas

Gabriela Malta, na Claudia

Um curioso caso está mexendo com a internet desde a última segunda-feira (5). O estudante de psicologia Bruno Borges, 24, saiu de casa há duas semanas, no dia 27 de março e não voltou mais. Entretanto, antes do desaparecimento, ele deixou as paredes de seu quarto preenchidas por textos codificados.

No quarto, que havia sido mantido trancado por 24 dias enquanto seus pais viajavam, estava uma estátua do filósofo Giordano Bruno (1548-1600) e 14 livros criptografados escritos à mão. Alguns trechos dos livros chegaram a ser copiados no teto e chão do quarto.

O desaparecimento de Bruno só foi percebido quando seu pai, o empresário Athos Borges, entrou em seu quarto e viu as mudanças que haviam sido feitas no local. “Eu entrei lá e não vi a cama, não vi nada, só vi aquilo tudo. Naquele momento eu vi que o Bruno tinha ido embora”, conta o empresário ao portal de notícias G1 .

O quarto do estudante de psicologia Bruno Borges (Rede Amazônica Acre/Reprodução)

O quarto do estudante de psicologia Bruno Borges (Rede Amazônica Acre/Reprodução)

 

Enquanto a família viajava, Bruno ficou em casa com o irmão gêmeo Rodrigo Borges, que não quis comentar o caso, e Gabriela Borges, irmã mais velha.

Gabriela disse, também ao portal G1, que estranhava o fato do irmão manter o quarto sempre trancado. “As pessoas têm que entender que não se tratava de uma criança, ele é um adulto e tem a privacidade dele, me incomodava, mas eu não podia arrombar a porta”, desabafou.

No quarto, os escritos foram feitos de forma impecável, com precisão e simetria, como em uma página de caderno. Vários símbolos também estão desenhados no cômodo e ao redor da estátua.

Segundo a irmã, Bruno chegou a deixar uma chave que relaciona letras aos símbolos e, com base nisso, os irmãos conseguiram traduzir algumas coisas. “O título de um dos livros é ‘A teoria da absorção do conhecimento’”, contou.

Segundo a mãe de Bruno, Denise, ele já havia mencionado à família que estava envolvido em um projeto, mas se recusava a dar mais detalhes.

O quarto do estudante de psicologia Bruno Borges (Rede Amazônica Acre/Reprodução)

O quarto do estudante de psicologia Bruno Borges (Rede Amazônica Acre/Reprodução)

 

“Ele dizia que era secreto e não dei o dinheiro. Então, ele começou a procurar pessoas que acreditassem nele sem contar o que era o projeto. Ele só me falava que estava escrevendo 14 livros que iriam mudar a humanidade de uma forma boa. Ele me pediu um ano sem trabalhar para terminar e eu, orientada por um médico, deixei”, fala.

Passados sete dias do desaparecimento e o desespero inicial, Denise afirma que começa a entender as atitudes do filho, que não tem problemas psicológicos. Diante do tamanho do esforço de Bruno, a mãe revela emocionada que, talvez, tivesse recorrido a medidas drásticas se visse os escritos de outra forma.

“Se ele abrisse a porta do quarto e nos chamasse para ver, eu iria chorar até ‘morrer’, chamar a ambulância e mandar internar. Ele sabia o que nós faríamos. Talvez tenha ido embora para que chegássemos a esse esclarecimento. Talvez tenha tentado patentear, não tenha conseguido, e criou uma linguagem própria ou talvez a obra tenha sido feita para ser lida por quem tem uma inteligência além”, especula.

Decifrando o mistério

Os livros escritos por Bruno estão em posse da Polícia do Civil do Acre, que também está investigando o caso. De acordo com o coordenador da Delegacia de Investigação Criminal (DIC), o delegado Fabrizzio Sobreira, todas as possibilidades estão sendo consideradas, porém o caso segue em sigilo.

Apesar disso, uma página dos 14 livros criptografados foi fotografada e postada na internet e, segundo o portal Tecmundo, ela já foi traduzida. Como os livros estão com a Polícia Civil do Acre, apenas essa página foi traduzida.

Página do livro escrita por Bruno Borges (Portal Tecmundo/Reprodução)

Página do livro escrita por Bruno Borges (Portal Tecmundo/Reprodução)

 

 

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