S.O.S Amor

Posts tagged escritor

Castle Rock | J.J. Abrams irá produzir série sobre universo dos personagens de Stephen King

0

poltrona-abrams-king

Renan Lelis, no Poltrona Nerd

De acordo com o THR, J.J. Abrams por meio da produtora Bad Robot está desenvolvendo uma série sobre o universo compartilhado dos livros de Stephen King para o Hulu.

Intitulado Castle Rock, o nome é o mesmo da cidade fictícia do Maine onde várias histórias de King são ambientadas como A Zona Morta, Cão Raivoso, A Dança da Morte, O Cemitério, entre outros.

A série terá o formato de antologia (algo semelhante às séries de Ryan Murphy) com cada temporada apresentando personagens diferentes, mas que fazem parte do mundo criado por Stephen King. Todas as histórias terão conexão por meio da cidade Castle Rock, indicando que os protagonistas de uma temporada e outra possam se encontrar.

Sam Shaw (Manhattan) será o produtor de Castle Rock, que já teve seu primeiro teaser divulgado. O vídeo cita os clássicos A Hora do Vampiro, A Coisa, The Shawshank Redemption (Um sonho de liberdade) e mais.

Qual o segredo de escrever bem?

0
Escrever é ler | Divulgação

Escrever é ler | Divulgação

 

Afonso Borges, em O Globo

A primeira regra não é escrever muito, como todos pensam. Esta é a terceira ou quarta regra. O que define um bom texto é a leitura. Leia, leia, leia, leia muito e, depois comece a escrever. Você já ouviu falar de um concertista que não estuda? De um jogador de xadrez que não conhece as regras? Ou um arquiteto que não sabe desenhar? É por aí. O analfabetismo funcional começa aí: as pessoas estão escrevendo sem terem lido (muitos) livros.

Os livros, em especial, os de ficção, ensinam o enredo da língua, as tramas da linguagem, os segredos do novelo que alinhava a mente e o coração das pessoas. Os livros são a semente da inteligência, são a forma com a qual a linguagem oral se articula. Os grande oradores, com raras exceções, são bons redatores. Depois de muita leitura, continue lendo. Aí sim, você pode começar a escrever, com a música da literatura na cabeça, na alma. Então tudo começa a acontecer, tudo se conjuga.

Vou contar um segredo: sabe o que os escritores antigos faziam para aprimorar a sua técnica?? Copiavam livros de grandes clássicos. Copiavam, mesmo, à mão ou à máquina, livros de Flaubert, Dostoiévski, Sthendal, Thomas Mann, Ernest Heminguay. Há anos que não ouço falar disso, mas era uma coisa natural entre os grandes escritores. Perguntem a Jaime Prado Gouvêia, autor do fantástico livro de contos “Fichas na Vitrola”? Ele cansou de fazer isso.

Depois, sim, vem o tempo, vem a labuta dos dias, vem a prática que o texto nos impõem, vem os novos desafios que a linguagem nos concede. E, por fim, o mais difícil: criar o próprio estilo. Isso, sim, é a grande batalha da vida de um escritor, ou jornalista. Um estilo que a pessoa quando lê, na hora, diz: isso é Humberto Werneck. Isso é Luis Vilela. Isso é Adélia Prado. Isso é Luis Giffoni, Carlos Herculano Lopes, Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro. Este é o maior desafio da vida de um escritor: criar o próprio estilo. E depois, pergunte para o próprio os quilômetros de palavras que ele já leu, para chegar até ali. Só os livros e a leitura nos nos ensinam a escrever bem. Este é o segredo.

Philip Pullman anuncia novo livro no universo de A Bússola de Ouro

0

bussola-de-ouro

Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

Philip Pullman anunciou uma nova trilogia de livros ambientada no universo da série Fronteiras do Universo (cujo primeiro volume foi adaptado no filme A Bússola de Ouro). O primeiro romance, intitulado The Book of Dust, vai trazer de volta a protagonista Lyra Belacqua em uma trama que mostrará a batalha entre uma organização déspota e aqueles que acreditam num mundo livre.

Em entrevista à BBC Radio 4, Pullman explicou que a nova trilogia não é uma sequência e nem uma continuação de Fronteiras do Universo, e sim uma história que se passa em paralelo a diversos momentos dos livros originais.

Em Fronteiras do Universo, Pullman apresenta um mundo governado por uma organização teocrática onde a alma das pessoas é contida em um daemon, um animal que acompanha o indivíduo em sua vida. Nisso, a jovem Lyra Belacqua descobre segredos que podem minar o poder do Magistério que controla o planeta. A primeira parte da série virou o filme A Bússola de Ouro, lançado em 2007 com Daniel Craig e Nicole Kidman no elenco.

The Book of Dust será lançado em 19 de outubro nos EUA e não existe previsão de publicação no Brasil.

Neil Gaiman prepara continuação de bestseller Lugar Nenhum

0

neil-gaiman-lantern_2

Autor está em turnê de divulgação de novo livro Mitologia Nórdica

Caio Soares, no Omelete

Durante uma leitura coletiva em Nova York de um conto de Mitologia Nórdica, seu novo trabalho, o escritor Neil Gaiman confirmou que já está preparando uma continuação do bestseller Lugar Nenhum, um dos livros mais aclamados de sua extensa e premiada bibliografia.

Gaiman disse em entrevista ao New York Times que, enquanto o livro de 1997 era “uma forma de falar sobre os sem-teto, a doença mental e as pessoas sem nada”, a sequência falará sobre as dificuldades de refugiados em se ajustar em uma cidade que vive momentos confusos. “A Londres pós-Brexit e o mundo estão em um estado confuso e horrível”, comentou. “Preciso canalizar toda esta raiva e decepção e colocar em um livro”, finalizou Gaiman.

Publicado pela primeira vez em 1997 a partir do roteiro para uma série de TV, o primeiro romance de Neil Gaiman anunciou a chegada de um grande nome da literatura contemporânea e se tornou um marco da fantasia urbana. O livro conta a história de Richard Mayhew e das suas aventuras por uma Londres obscura. No Brasil a obra foi saiu originalmente pela editora Conrad e atualmente é publicada pela Intrínseca. A editora publicará Mitologia Nórdica dia 13 de março.

Documentos da CIA revelam investigações sobre escritor Jorge Amado

0
Jorge Amado e o escritor colombiano Gabriel García Márquez, que ficaram impedidos de entrar nos EUA

Jorge Amado e o escritor colombiano Gabriel García Márquez, que ficaram impedidos de entrar nos EUA

Publicado no Alagoas 24Horas

Considerado “garoto de recados dos comunistas”, o nome de Jorge Amado, morto em 2001, aparece em um documento confidencial da CIA, agência de inteligência dos Estados Unidos, no início dos anos 1950.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o escritor baiano era um dos intelectuais monitorados pelo espiões norte-americanos por causa da ligação com o comunismo. São ao menos 27 os relatórios que mencionam o romancista brasileiro.

Qualquer indício de simpatia aos comunistas importava aos EUA durante a Guerra Fria (1945-1981). Por conta da “ameaça”, os passos do escritor passaram a ser seguidos. Amado, por exemplo, não podia nem mesmo entrar em território norte-americano. A lei de imigração passou a barrar os vistos de intelectuais “suspeitos” a partir de 1952.

Além dele, o escritor colombiano Gabriel García Márquez, o mexicano Carlos Fuentes, o argentino Julio Cortázar e o poeta chileno Pablo Neruda também tiveram o ingresso impedido.

Antes secretos, os documentos que mostram o interesse dos americanos pelo baiano foram liberados ao público pela CIA no final de 2016. Cerca de 11,1 mil papéis falam sobre o Brasil.

Espionagem ‘interna’
Amado também foi o escritor mais espionado em seu próprio país, de 1936 (sua primeira prisão) até 1985 (fim da ditadura), como mostrou reportagem da Folha, em 2001, ano em que morreu, aos 88 anos.

A espionagem do governo brasileiro iniciou em 1936, quando ele foi preso pela primeira vez no Rio, acusado de participar do levante contra Getúlio Vargas. Documentos mostram que ele foi vigiado no Brasil até, ao menos, 1985, no final da ditadura militar.

Seus livros chegaram a ser queimados em praça pública por ordem de Getúlio Vargas.

Na década de 1950, ele passou a figurar com frequência nos relatórios da CIA, aparecendo quase sempre ao lado do amigo Pablo Neruda.

Ambos atuavam no Conselho Mundial da Paz, órgão criado por intelectuais em 1949, que combatia o uso de armas nucleares, como as lançadas pelos EUA no Japão, e promovia eventos culturais, como seminários e premiações.

Ainda conforme a Folha, foi durante um congresso organizado por Amado e Neruda em Santiago, em março de 1953, que o brasileiro recebeu a notícia de que a saúde de seu amigo Graciliano Ramos havia piorado.

Ele, que havia sido convocado a deixar o Chile de imediato para comparecer ao enterro de Joseph Stálin, optou por ir ao Rio visitar Graciliano, que morreu em seguida.

“É ridículo para qualquer um acreditar que os líderes comunistas estejam interessados em intercâmbio cultural”, dizia um dos papéis sobre as atividades dos amigos.

Em um memorando de 1948, Amado é acusado de fazer “propaganda comunista” depois que “os russos detalharam o programa” a ser divulgado no Brasil.

O escritor nascido em Itabuna foi deputado federal do Partido Comunista Brasileiro (PCB), eleito por São Paulo, e participou da Constituinte de 1946. Quando o PCB entrou na ilegalidade, em 1948, o autor se exilou em Paris.

Outro documento, de 1949, denuncia a distribuição de “literatura comunista” aos professores uruguaios e afirma que Amado teria negociado a impressão de panfletos na cidade fronteiriça de Rivera, no Rio Grande do Sul.

A incongruência de datas mostra que nem sempre os espiões acertavam, seguindo rumores que haviam escutado.

Eles, aliás, não se restringiam à espionagem política. Um relatório reconhece o talento literário de Amado, mas não perdoa o viés ideológico.

“O que aconteceu com a arte de Jorge Amado desde que ele se tornou um comunista? Um escritor de grande talento e prestígio… agora que eles [comunistas] o têm, claro, sufocaram sua criatividade e liberdade e fizeram dele um garoto de recados”, diz o texto.

“Quando eles permitem que ele tenha tempo para escrever, ele se torna confuso, atrapalhado, com histórias mal construídas”, comenta o espião feito crítico.

Coincidência?
A reportagem da Folha destaca que a crítica da CIA é muito semelhante à que lhe opunha uma parcela da crítica literária brasileira naquela época.

Ao jornal paulista, a pesquisadora Márcia Rios, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), relembra que, quando “O Mundo da Paz” foi lançado, em 1951, o escritor Oswald de Andrade não poupou Amado.

“Procurei com tristeza nestas páginas aquele menino de gênio que 20 anos atrás aparecia no Rio com uma obra – prima na mão – ‘Jubiabá’. Está seco e reduzido a um alto-falante que mecanicamente repete as lições do DIP vermelho do Kremlin”, disse.

Os leitores, porém, não reagiam da mesma maneira. Márcia pesquisou as cartas que o escritor recebia de seus fãs. “Não encontrei censura alguma pelo fato de Jorge Amado ser comunista”, relatou a professora.

O brasileiro passou a ser investigado pela CIA três anos após publicar “Terras do sem Fim”, em 1945, seu primeiro livro nos EUA por uma editora de prestígio, a Alfred Knopf.

A perseguição ao escritor também explica por que seu segundo livro nos EUA foi publicado apenas 17 anos mais tarde. O sucesso, porém, foi estrondoso. “Gabriela, Cravo e Canela” ficou um ano na lista dos mais vendidos do jornal “The New York Times”.

Restrição e abertura
Se o engajamento prejudicou Amado nos Estados Unidos, facilitou sua recepção na antiga União Soviética, segundo Marina Darmaros, doutoranda na Universidade de São Paulo (USP). “Nem por isso, porém, suas obras estavam livres de cortes e alterações de cunho ideológico”, disse à Folha.

A pesquisadora constatou que a tradução de “Gabriela” teve alterações tanto em trechos sensuais como em referências a Lênin, por exemplo.

Ela teve acesso a estereogramas (mensagens secretas) em que intelectuais soviéticos discutiam se deveriam ou não publicar “Gabriela”.

O debate sobre a publicação foi motivado pelo fato de Jorge Amado ter se mostrado arrependido da militância após a divulgação do Relatório Khrushchov (1956), que denunciou os crimes de Stálin.

Ainda assim, “Gabriela” acabou saindo na URSS – em 1961, um ano antes da publicação nos EUA. As informações são da Folha de S.Paulo.

Fonte: Correio24horas

Go to Top