Os Meninos Que Enganavam Nazistas

Posts tagged escritores

De Lima Barreto a Clarice Lispector: evento na ABL lembra escritores que não entraram na casa

0
Lima Barreto será tema de conferência na ABL, além de ser homenageado na Flip - Reprodução

Lima Barreto será tema de conferência na ABL, além de ser homenageado na Flip – Reprodução

 

Nomes como Júlia Lopes de Almeida, Lúcio Cardoso também são abordados em ‘Cadeira 41’

Publicado em O Globo

RIO – A Academia Brasileira de Letras (ABL) foi fundada em 1897 à semelhança da Academia Francesa: mesmo número de cadeiras, mesmo fardão e a mesma proibição à presença de mulheres. Por essa razão, a escritora Júlia Lopes de Almeida, que participou dos planos de criação da casa, foi excluída. A escolha de seu marido, Filinto de Almeida, foi uma espécie de homenagem a ela. Júlia será o tema da conferência de abertura do ciclo “Cadeira 41”, coordenado pela acadêmica Ana Maria Machado. As conferências — realizadas sempre às terças-feiras de julho, às 17h30m, no Teatro R. Magalhães Jr., na ABL — vão tratar de autores que deveriam ter entrado para a casa, mas, por vários motivos, não entraram. O título “cadeira 41” refere-se ao fato de a Academia ter 40 cadeiras.

No dia 11 de julho, será a vez da conferência “É quase tudo ficção: Lúcio Cardoso e o crime do dia”, com a editora Valéria Lamego. No dia 18, o professor Felipe Botelho Corrêa vai fazer a conferência “Lima Barreto em revista”, sobre o autor homenageado na edição deste ano da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e que, ao longo da vida, viveu uma relação de amor e ódio com a Academia. Encerrando o ciclo, Nádia Battella Gotlib vai falar sobre “O legado de Clarice Lispector”.

Árvores são plantadas na Noruega para serem transformadas em livros no próximo século

0
Grupo plantou as árvores em uma floresta de Oslo, capital do país (Foto: Kristin von Hirsch / Bjorvika Utvikling / AFP )

Grupo plantou as árvores em uma floresta de Oslo, capital do país (Foto: Kristin von Hirsch / Bjorvika Utvikling / AFP )

 

‘Biblioteca do Futuro’ é incentivada por escritores que provavelmente não viverão para ver as obras publicadas apenas no ano de 2114.

Publicado no G1

Ano após ano, escritores de diferentes países enriquecem a chamada “Biblioteca do Futuro”. Os primeiros deles nunca conhecerão a reação de seus leitores, porque esse conjunto de obras inéditas será publicado apenas no próximo século.

Até agora, o único elemento visível dessa empreitada estilística e internacionalmente diversa é o conjunto de cerca de mil pequenas árvores, que, plantadas há três anos, crescem na periferia verde de Oslo.

Em 2114, quando forem centenários, esses abetos serão cortados e transformados no papel onde serão escritas as antologias que reunirão todos os escritores convidados a contribuir até a conclusão do projeto.

São cerca de mil pequenas árvores (Foto: Kristin von Hirsch / Bjorvika Utvikling / AFP)

São cerca de mil pequenas árvores (Foto: Kristin von Hirsch / Bjorvika Utvikling / AFP)

A canadense Margaret Atwood foi a primeira convidada a se juntar à iniciativa, em 2015, seguida do romancista britânico David Mitchell, em 2016. Este ano, foi o poeta islandês Sjon que apresentou seu manuscrito.

“Algo que um escritor sempre enfrentará é a existência de leitores que não conhece. Estão, talvez, em outro continente, ou distante no tempo, mas, é muito especial saber que ninguém lerá seu texto, enquanto você estiver vivo”, admite esse escritor, autor das letras de algumas das canções da cantora islandesa Björk.

Saber que não verá as reações a seu trabalho “aprofunda muito minha relação com o texto”, comenta.

“Eu me dei conta de que muitos dos mecanismos que eu dou como certos quando escrevo meus textos são, na verdade, algo sobre que devo pensar o tempo todo: a precisão das palavras, o uso de termos antigos… Escrever em islandês também foi uma das questões, com as quais tive de me confrontar, porque não sei onde meu idioma estará em 100 anos”, completou.

A árvore se faz livro

Se antes era a folha branca que esperava a inspiração do autor, agora serão, de certo modo, as palavras que terão de esperar o tempo necessário para que a árvore se faça livro.

Essa longa espera pela “Biblioteca do Futuro” é apenas a última de uma série de iniciativas na Noruega em celebração à “slow life” e à posteridade.

Campeão da “Slow TV”, o país nórdico acolhe a Reserva Mundial de Sementes, uma espécie de Arca de Noé vegetal destinada a preservar a diversidade genética de eventuais catástrofes futuras.

A ideia da biblioteca nasceu na imaginação da artista escocesa Katie Paterson e pôde-se materializar graças a um encontro com promotores imobiliários noruegueses em busca de um projeto cultural.

“Espero que os autores de hoje e das próximas décadas digam algo de sua época”, explica Paterson.

“Acho que será interessante para aqueles que puderem ler as obras daqui a 100 anos, porque poderão refletir, remontando no tempo. Porque, daqui a 100 anos, quem sabe como será a civilização?”, acrescenta.

‘Voto de confiança’

Ainda se lerá livros em 2114? Ainda haverá impressoras para colocá-los em papel?

A “biblioteca do futuro” é “um voto de confiança no futuro da cultura”, afirmou David Mitchell no ano passado.

“Umberto Eco dizia que a forma do livro não pode melhorar. É como a roda. Não tem como ser aperfeiçoada”, disse Paterson.

“Mas, claro, a tecnologia avança tão rápido que vamos para o desconhecido. Hoje falamos de livros eletrônicos, mas ignoramos totalmente que forma os livros tomarão depois. Pode ser algo inimaginável. Talvez, então, os livros de papel sejam uma antiguidade, ou talvez sejam a norma. O futuro decidirá”, acrescenta.

Pagando 800 libras esterlinas (cerca de 1.000 dólares), os bibliófilos mais ansiosos já podem comprar um certificado que dá direito a alguns dos mil exemplares da antologia que serão publicados e vendidos em galerias de arte.

Até a publicação, os manuscritos ficarão guardados em uma sala especialmente projetada para eles na nova biblioteca pública de Oslo, que deve ser aberta em 2020.

“Se tivéssemos tido de fazer uma avaliação de riscos dessa obra cultural, ela nunca teria acontecido”, reconhece Anne Beate Hovind, responsável pelo projeto e presidente do comitê de seleção de escritores.

“Mas, hoje, rivalizamos com os Nobel”, comemora Anne.

Lázaro Ramos e Lilia Schwarcz abrirão a Flip 2017

0
Lázaro Ramos: leitura de trechos da obra de Lima Barreto - Bia Lefevre / Divulgação

Lázaro Ramos: leitura de trechos da obra de Lima Barreto – Bia Lefevre / Divulgação

 

Ator lançará livro sobre sua trajetória de ator e historiadora apresenta sua biografia de Lima Barreto

Publicado em O Globo

RIO – As atrações da abertura da 15ª Festa Literária de Paraty, que acontece entre os dias 26 e 30 de julho, foram anunciadas hoje pela organização do evento. Lima Barreto, o autor homenageado da festa, estará presente na voz do ator Lázaro Ramos, que lerá trechos de suas obras, durante uma apresentação ilustrada pela historiadora Lilia Schwarcz. A direção de cena ficará a cargo de Felipe Hirsch, responsável por espetáculos como “Puzzle” e “A tragédia latino-americana”.

Conhecido por interpretar personagens marcados por suas condições sociais e raciais, como Zumbi do Palmares e Madame Satã, Lázaro Ramos também lançará no festa o seu livro “Na minha pele”, no qual aborda a sua trajetória como ator negro.

Lilia Schwarcz levará a Paraty seu novo olhar sobre o autor homenageado, resultado de pesquisa de mais de uma década que gerou a biografia “Lima Barreto, triste visionário”, que será lançada em junho.

Eliane Brum e Isabel Lustosa estão entre os convidados da Bienal do Livro desta segunda

0

Eliane-Brum

Publicado em O Povo

A programação da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará segue nesta segunda-feira, 17. Entre os destaques da agenda do dia, está encontro dos escritores e jornalistas Eliane Brum (foto) e Lira Neto, que irão conversar sobre o tema “toda pessoa constrói uma versão da história a ser contada”. O diálogo será na sala Moreira Campos, localizada no mezanino dois do Centro de Eventos do Ceará, onde a Bienal ocorre desde a última sexta-feira, 14, e segue até domingo, 23.

Lira Neto é curador da Bienal e irá conduzir o bate-papo com Eliane Brum, que é colunista do El País Brasil e autora de livros, como “Meus desacontecimentos: a história da minha vida com palavras” e “A menina quebrada e outras colunas”.

Mais cedo, às 16 horas na mesma sala, Dimas Macedo, Isabel Lustosa e o presidente da Academia Cearense de Letras (ACL), José Augusto Bezerra, irão conversar sobre Rachel de Queiroz, Academia Brasileira de Letras e os acervos vivos das Academias.

Entre os destaques da programação voltada para o público infantil está a agenda da sala Contos, Papos e Encantos, no mezanino 1. No local, o dia começará com o espetáculo de teatro de bonecos chamado “Mãe d’água”, encenado pelo Grupo Ânima. Serão duas apresentações: às 9 horas e às 10 horas. Na mesma sala, às 17 horas, o ator, diretor e dramaturgo Ricardo Guilherme irá apresentar a aula-espetáculo voltada para agentes de leitura, chamada “Literatura em cena”.

Para ter acesso às programações da Bienal, não há necessidade de fazer inscrições prévias. Durante os 10 dias, serão 168 escritores participando da programação, 350 editoras e 110 estandes, incluindo a Casa Vida&Arte. Os encontros com os escritores começaram já no primeiro sábado do evento, com o projeto Diálogos, que é uma das janelas do evento.Serviço

Bienal Internacional do Livro do Ceará

Visitação: até dia 23 de abril, de 9h às 22h

Onde: Centro de Eventos do Ceará (Av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz)

Programação completa: http://bienaldolivro.cultura.ce.gov.br/

Projeto leva escritores para conhecerem instituições e ações sociais

0

Escritor Solidário - Fotógrafo Fábio Alexsander Almeida

O resultado é um programa web que une literatura e solidariedade

Arisson Tavares, no Escritor Solidário

Existe alguma ligação entre as palavras “literatura” e “solidariedade”? Para o escritor Arisson Tavares e Giliard Cruz, a resposta é sim. Juntos, eles estruturaram o programa Escritor Solidário, que estreou no início de fevereiro na internet. Diferente dos tradicionais formatos de entrevista voltados para a literatura, o projeto traz uma proposta nada convencional, já começando pelo cenário. Ao invés de estúdios ou belas paisagens, os bate papos acontecem dentro de uma instituição sem fins lucrativos. “A cada mês, levamos um escritor para conhecer uma ONG. A proposta não é levar autores para simplesmente divulgarem suas obras. Queremos levantar um debate sobre a conexão entre literatura e solidariedade”, explica Arisson, que apresenta o programa.

A inspiração surgiu durante a vida acadêmica do escritor, que tem dois livros de crônicas publicados. O trabalho como jornalista na Abrace, instituição que oferece assistência a crianças e adolescentes com câncer, também incentivou Arisson a consolidar a ideia. “Na faculdade, conheci o trabalho do jornalista Marcelo Canellas e sempre quis fazer algo do gênero. A sensibilidade das matérias dele são inspiradoras e despertam em quem assiste uma reflexão. Quando produzo algo, penso: será que é isso que eu quero que meus filhos e netos vejam? Precisamos deixar o nosso legado, seja qual for a profissão escolhida. No meu caso, sou escritor e jornalista. Nada melhor do que unir estes dois universos”, conta ele.

No primeiro episódio, o escritor Alex Almeida visita o Lar de São José, que tem como objetivo principal atender crianças e adolescentes sob medida protetiva. Além do programa, publicado no Youtube, o autor convidado disponibilizou um texto inédito sobre a participação no projeto. “A escolha desta instituição não foi por acaso. O meu livro, ‘Depois das Cinzas’, é um romance ambientado durante o período da Ditadura Militar contando a trajetória de Davi, um rapaz órfão que ingressou no mundo adulto tentando fugir de um sistema opressor e buscando pessoas com as quais ele pudesse criar referências sadias”, destaca.

Após participar do projeto, Alex não teve dúvidas: existe uma ligação entre literatura e solidariedade. “Sair daquele ambiente sabendo que as letras que transformei em palavras, em frases, parágrafos, capítulos… em um livro, traziam um pouco daqueles que ali estavam. Fez do meu personagem mais humano a meus olhos”, conclui o escritor.

Confira o vídeo:

Go to Top