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Nova Fronteira lança coletânea especial de Sherlock Holmes com histórias de Stephen King e Neil Gaiman

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Victor Tadeu, no Desencaixados

Sherlock Holmes é um personagem detetive criado pelo médico Sir Arthur Conan Doyle, apesar de ser muito antigos vários casos estão sendo desenvolvidos para Holmes investigar. Em uma edição especial a Nova Fronteira estará publicando contos escritos por Arthur Conan Doyle, na qual, estará envolvendo histórias também escritas por Stephen King, Neil Gaiman e Anthony Burgess. A informação é do Omelete.

A coletânea contará com dois volumes, em seu primeiro os leitores irão encontrar alguns textos de autores contemporâneos, na qual, histórias curiosas onde o tão conhecido detetive não se encontra presente, porém, por outro lado, também será remediada com contos que ele sai de sua zona de conforto, ou seja, também vai haver outro cenário sem ser Londres no século XlX.

O segundo volume os consumidores da coletânea irão deparar com histórias engraçadas e sátiras, onde o personagem é bastante envolvido. Além disso, a 2a edição de As Aventuras de Sherlock Holmes mostrará contos de grandes autores de mistério bem reconhecidos no passado. Ambas as coletâneas estarão sendo publicadas durante Agosto pela Nova Fronteira.

O resgate épico de 377.491 livros que estavam nas mãos de jihadistas

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 Uma pessoa lê alguns dos 377.000 manuscritos que estão sendo restaurados e digitalizados, em Bamako (Mali). José Naranjo

Uma pessoa lê alguns dos 377.000 manuscritos que estão sendo restaurados e digitalizados, em Bamako (Mali). José Naranjo

Uma ONG está catalogando, restaurando e digitalizando manuscritos em árabe e línguas africanas que foram resgatados das garras jihadistas no norte de Mali

José Naranjo, no El País

A leitura e digitalização, pela primeira vez na história, das centenas de milhares de manuscritos antigos resgatados da cidade de Timbuktu durante a ocupação jihadista do norte de Mali em 2012 já estão dando seus primeiros frutos. Os historiadores e especialistas já sabiam da existência de manuscritos aljamiados, ou seja, escritos em línguas africanas, mas com caracteres árabes. Os papéis de Timbuktu, entretanto, revelam que a importância desses nas sociedades pré-coloniais da África Ocidental é superior ao que se supunha no início, já que estão aparecendo milhares de livros escritos em tamashek, wolof, soninke, bambara e songhay. A difundida e errônea ideia de que as línguas africanas eram somente orais continua indo pelos ares.

Em uma discreta casa de dois andares situada em uma afastada e tranquila rua de terra cheia de pedras e buracos do bairro de Baco Djikoroni, em Bamako, 80 funcionários da ONG Savama realizam uma titânica tarefa: a catalogação, restauração, leitura e digitalização dos 377.491 livros manuscritos procedentes, em sua imensa maioria, de Timbuktu e que datam dos séculos XIII ao XX. Tudo começou em 2012, com a ocupação jihadista do norte do país e a gigantesca operação de resgate e salvamento de todos esses papéis, que saíram camuflados em canoas, veículos particulares e ônibus durante meses.

O principal responsável por aquela operação é a mesma pessoa que hoje custodia os manuscritos e coordena os trabalhos de restauração, leitura e digitalização que começaram em 2013, o proprietário de uma das bibliotecas particulares da cidade, Abdelkader Haïdara. Sentado em seu escritório do segundo andar da sede da Savama, afirma com um sorriso: “Já catalogamos mais de 60% e digitalizamos um quarto do total. Isso nos deu a oportunidade de lê-los e ter muitas surpresas. A cada dia descobrimos coisas que não sabíamos que existiam, vemos autores e textos novos”.

Praticamente todos os manuscritos estão escritos em árabe, a língua culta dominante no norte da África desde o começo de sua islamização no século VIII, mas uma das surpresas foi que pelo menos 5%, o que pode representar por volta de 15.000 livros, está escrito com caracteres árabes, mas em diferentes línguas africanas. “Já sabíamos de sua existência, mas está chamando a nossa atenção o volume, a presença de uma grande quantidade de manuscritos em idiomas como o pulaar, bambara, songhay, tamashek, soninke, bobo, hassania, bozo, hausa e wolof. Vimos também alguns em línguas que não pudemos decifrar e que talvez já estejam mortas. É uma nova escola para todos”.

Entre esses livros, que vão de poucas folhas até mais de mil, existem poemas, cartas, tratados de teologia, crônicas históricas, registros de doenças e até relatórios de guerra. “Encontramos manuscritos redigidos por comandantes militares aos seus generais escritos em línguas africanas. Pensamos que dessa forma pretendiam ocultar a informação do inimigo se o documento caísse em suas mãos”, diz Haïdara. Surgem mais exemplos na poesia. “Em árabe existem palavras muito complicadas para alguém que tenha um conhecimento superficial do idioma, por isso muitos poetas as traduziam a sua língua local e as colocavam em sua obra”, explica.

Mas como aconteceu com as línguas românicas, entre elas o espanhol, foi no âmbito religioso que os idiomas africanos surgiram com força. “Existe uma obra teológica que explica o Alcorão escrita em pulaar com caracteres árabes. Dessa forma era possível aproximar o conhecimento do Islã a fiéis capazes de decifrar o alfabeto, mas que não estavam necessariamente familiarizados com o vocabulário árabe, que naqueles séculos era um símbolo de distinção próprio e exclusivo dos intelectuais e de certas elites”, explica Haïdara.

O responsável pela Biblioteca Andalusí (referência à Espanha muçulmana) de Timbuktu, conhecida como Fundo Kati, Ismael Dadié, explica que já nos anos oitenta, após a criação do centro de pesquisa Ahmed Baba na mencionada cidade, foi revelada a presença dos manuscritos aljamiados. “O problema é que para saber a dimensão dos mesmos é preciso fazer um levantamento da coleção de todas as bibliotecas”, afirma. Isso é justamente o que a ONG Savama está fazendo em Bamako graças ao apoio da Unesco, da Fundação Ford e da cooperação suíça e alemã, entre outros.

A oportunidade que a catalogação dos manuscritos representa não passou desapercebida para historiadores e pesquisadores. “Existe uma enorme demanda de consultas, estudiosos de Mali, mas também de países árabes que querem acessar os fundos”, afirma Haïdara, que em agosto organizou um seminário com proprietários de bibliotecas de vários países para definir códigos de conduta e boas práticas entre os usuários. “Queremos abrir os manuscritos ao mundo, mas é um material muito frágil e queremos fazê-lo da melhor maneira. Existem pessoas que não sabem como manejá-los e os proprietários têm medo de que se percam e estraguem. A digitalização é fundamental”, acrescenta.

Os cinco melhores livros escritos por atrizes brasileiras

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Alguns atores brasileiros expandem sua arte para outros tipos de trabalhos; conheça os cinco melhores livros escritos por atrizes

Publicado no IG

O talento de muitos atores brasileiros é, de fato, inquestionável. E alguns possuem uma veia artística tão inquestionável que os limites da arte se expandem para outros tipos de trabalhos, além da TV , do cinema e o teatro , como a música e a literatura. Graças a isso, temos atores- escritores , com livros que causam verdadeira febre nas livrarias de todo o país.

Diversos atores brasileiros têm se aventurado pela literatura; veja os melhores livros escritos por atrizes

É o caso, por exemplo, de Fernanda Torres, que publicou dois livros – que chegaram ao posto de best-seller por semanas após seu lançamento. Isso faz parte da nova geração de atores brasileiros , que ostentam diversos talentos e, entre eles, a literatura. Apesar disso, há muitos outros exemplos de outros artistas, como músicos que também se aventuram a escrever livros – esse é o caso de Chico Buarque , com as obras ” Budapeste ” e “Leite Derramado “.

O iG fez uma seleção com os cinco melhores livros escritos por artistas do meio televisivo brasileiro. Confira os melhores livros escritos por atrizes brasileiras:
“Fim” – Fernanda Torres
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Reprodução/Facebook
Fernanda Torres lançou “Fim” em 2013 , que conta a história de cinco amigos cariocas

Embora o público tenha se acostumado a ver Fernanda Torres nas telas da TV e do cinema, antes de publicar seu livro, a atriz já havia feito contribuições para a revista piauí , além de contribuições em colunas da Veja Rio e da Folha de S. Paulo . Lançado em 2013, “Fim” conta a história de um grupo de cinco amigos, todos cariocas. Ao longo da narrativa, eles vão relembrando as passagens importantes de suas vidas.

Todos eles são figuras muito extremas, com grandes diferenças entre si – mas suas personalidades se complementam. Com temas como calor, mulheres, homens, sexo e virilidade, Fernanda Torres mostra que sua versatilidade como atriz também é válida como escritora, e cada personagem tem suas peculiaridades. Além disso, a narrativa segue uma mescla entre primeira e terceira pessoa, conforme os personagens vão se alternando entre relembrar fatos do passado e vivenciar o presente.

 

“Dedo Podre” – Nivea Stelmann

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Reprodução
Nívea Stelmann publicou “Dedo Podre”, baseado nas decepções amorosas que teve ao longo de sua vida, e enaltece o amor próprio

Nivea Stelmann escreveu “Dedo Podre” baseando-se em fatos reais de sua vida. Cada capítulo aborda uma história de amor frustrada que ela viveu. Términos, desilusões amorosas e expectativas frustradas se juntam para formar um livro de humor despretensioso sobre os fantasmas de relacionamentos passados que assombram as mulheres de hoje.

Tudo isso, porém, sem exaltar o sofrimento dos términos de relacionamento. Pelo contrário, em suas narrativas, Nivea Stelmann busca enaltecer o amor próprio, o desapego e as infinitas possibilidades que a vida nos dá de começar tudo de novo quando algum relacionamento ruiu. Ela também inclui algumas dicas para as leitoras para se livrarem do que chama de “homens-cilada” e como fazer para identificá-los.

“Dedo Podre” foi publicado no ano de 2013.
“É Duro Ser Cabra na Etiópia” – Maitê Proença

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Zô Guimarães / Revista Poder / divulgação
Maitê Proença publicou seu livro colaborativo intitulado “É Duro Ser Cabra na Etiópia” com a ajuda de internautas, que enviaram textos e ilustrações para compor a obra

“É Duro Ser Cabra na Etiópia” é um livro colaborativo de textos independentes, com organização de Maitê Proença. Nele, estão reunidos textos cômicos que a atriz recebeu, através de seu blog, de internautas e que achou “alguma graça”. Há também textos escritos pela própria atriz.

De tema livre, o livro traz um humor leve e divertido, sem grandes pretensões. Há também textos de autores reconhecidos, como Carlos Heitor Cony e Tatiana Salem Levy, costurados pelo humor e divagações da própria atriz. As imagens que estão no livro também chegaram através do blog que a atriz criou com essa finalidade.

“É Duro Ser Cabra na Etiópia” foi lançado no ano de 2013.
“Lucíola” – Vera Fischer

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Divulgação
Vera Fischer escreveu “Lucíola”, obra cuja protagonista tem algumas semelhanças e muitas diferenças com a cortesã homônima de José de Alencar

Assim como a cortesã de José de Alencar, a Lucíola de Vera Fischer também encontra no amor a sua redenção. Ambientada em um Rio de Janeiro de tons fortes, ela também dialóga sobre moral e preconceito, mesmo que viva cercada de drogas, alcool, violência e desamparo. Mesmo em meio a tanto caos, esta Lucíola consegue um equilíbrio perfeito entre a determinação e a beleza das atitudes simples.

Lucíola vive um intermédio entre o tédio e a revolta. Tudo isso é retratado de uma ótica feminina, sem rebeldia, mas com espaço para os diálogos, tentando definir limites entre o certo e o errado. Muitas das características da personagem são parte conhecida da personalidade da atriz e escritora. E, a cada nova reviravolta, temos uma personagem que se reinventa, mostrando novas facetas.

“Lucíola” foi lançado no ano de 2013, e é o segundo livro de Vera Fischer.
“Sofia” – Mayana Neiva

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Paulo Marcos
Mayana Neiva escreveu o livro infantil “Sofia”, que leva os pequenos a uma viagem sobre o conhecimento e o mundo a nossa volta

“Sofia” é um livro infantil sobre as descobertas que todas as crianças fazem na infância. A narrativa conta todos os desdobramentos e peripécias da jovem Sofia após engolir o Sol. Para compor essa aventura fantástica, a atriz teve de mergulhar fundo em sua imaginação e redescobrir o que é ser criança.

Apesar de ser um livro voltado para o público infantil, Mayana o transformou em uma bela história sobre o que significa ter conhecimento, e a forma como tudo o que sabemos pode afetar o mundo a nossa volta. Transformando sentimentos e palavras, o leitor entra em uma viagem para sentir o vento na pele de mãos dadas com a pequena Sofia.

“Sofia” é o primeiro livro da atriz e modelo Mayana Neiva, que faz parte dessa nova geração de atores brasileiros, e foi publicado no ano de 2011.

Coisas que aprendi com a escrita de Charles Bukowski

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

Para muitos, Charles Bukowski é considerado um escritor repugnante, sua ficção era horrível, sua escrita simplista, seu estilo narcisista, e muitas vezes misógino em suas palavras. Uma péssima reputação que costuma deixá-lo de fora da maioria das coletâneas de “grandes autores”. No entanto, ele continua no topo da lista dos autores mais lidos pelo mundo, além de ser a principal influência do nosso trabalho aqui no site.

Apesar de toda essa ‘má fama’, não tem como negar que o ‘velho safado’ é uma personalidade marcante da literatura, e praticamente um guia para muitos escritores iniciantes. E para promover este fato, observamos aqui seis coisas dignas de se aprender com um autor como Bukowski.

Sua Honestidade
Suas quatro primeiras obras são extremamente autobiográficos. Ele detalha o seu sofrimento na infância pintando seus pais como monstros, suas experiências com prostitutas, sua falta de respeito com as mulheres, e seu genuíno desinteresse em manter um emprego por mais tempo que o necessário. Sua poesia são odes à pessoas que ele odiava, autores que desprezava, e aos estabelecimentos desclassificados que frequentava.

Todo escritor que se preze, é capaz de produzir histórias fantásticas provindas de sua imaginação, mas Bukowski era incapaz de fazer o mesmo. Sempre que ele tentou flertar com a ficção, acabou se dando muito mal, e seu último livro é um bom exemplo disso. Mesmo a sua poesia era não-ficção.
E de fato sua honestidade não via limites dentro da sua escrita. Até mesmo outros autores que seguem essa linha, possuem alguns assuntos que consideram ‘intocáveis’, seja família, casamento, filhos, amigos, etc. Mas Bukowski não se deixava levar por esses tabus. Nenhum outro escritor havia feito isso até então. Ele detalhava cada nuance sexual de cada mulher que se atreveu a dormir com ele depois que ele alcançou o sucesso. Muitas delas ficavam horrorizadas depois que seus livros eram publicados.

É tão difícil quanto parece não ter esses limites. Mas é um desafio que encaro a cada texto que escrevo.

Sua Persistência
Bukowski possui apenas duas histórias publicadas durante a sua juventude (com 24 e 26 anos), todo o resto da sua obra foi rejeitado pelos editores durante este período. Assim, ele parou de escrever por dez anos, voltando novamente só em meados de 1950.
Em seu retorno ele apresentou toneladas de contos e poemas em todos os lugares possíveis, e ainda assim levou anos para ser publicado de novo. E levou tantos outros até ter seu trabalho reconhecido. O primeiro livro bem sucedido que lhe rendeu um retorno financeiro foi escrito aos 49 anos.

A maioria dos aspirantes a artista desistem muito cedo. Quantos músicos você não conhece que desistiram de suas carreiras ainda antes dos 30, para garantir uma estabilidade financeira em algum concurso público?

E toda essa persistência foi exercida em meio a três casamentos conturbados, dezenas de sub-empregos, e sob um alcoolismo ferrenho. Parte deste período tortuoso pode ser visto em dois filmes baseados em sua obra, Barfly e Factotum. Nos roteiros acompanhamos em detalhes os 10 anos em que ele passou pulando de emprego em emprego, de mulher em mulher, apenas tentando sobreviver como um alcoólatra enquanto o mundo tentava jogá-lo pra baixo.

Ele é um Sobrevivente
Quando se pensa no perfil de um alcoólatra, logo imaginamos um vagabundo sem-teto. Mas em determinado momento, Bukowski percebeu que precisava sobreviver. Não importa quantas decepções sofresse, ele sabia que precisava seguir em frente. Para isso trabalhou em inúmeros empregos em fábricas que deram base para o enredo do seu livro ‘Factotum’.
Finalmente ele conseguiu uma vaga trabalhando para o governo dos EUA nos correios, e ficou lá por 11 anos. Apesar de tudo ele sempre esteve em dia com a pensão da sua filha, embora escrevesse constantemente sobre o quão feia era a mãe da criança. E até onde sei, ele nunca ficou totalmente desabrigado até se consagrar como escritor. Seu período nos correios foi documentado na íntegra em seu livro ‘Cartas na Rua’.

Apesar de escrever sobre a pobreza que passava, ele teve uma pequena herança deixada por seu pai, uma poupança que ele recorria sempre que ficava sem salário fixo.

Sua Disciplina
Imagine trabalhar cansativas 10 horas nos correios, voltar para casa e discutir ferozmente com sua esposa ou namorada, ou quase-namorada, ou a prostituta da vez que estivesse vivendo com você, se encher de três ou quatro caixas de cervejas, e ainda sentar para escrever. Ele fazia isso praticamente todos os dias. A maioria das pessoas que pretendem escrever um livro, terminar uma pintura, ou iniciar o seu próprio negócio, não possuem a disciplina necessária para realizar esses feitos.

Quando mais jovem, ele passava quase todos os seus dias enfurnado em bibliotecas conhecendo grandes escritores. Seu amor pela literatura era tão latente, que ela acabou substituindo praticamente tudo na sua vida. Ele escrevia como se soubesse que morreria no dia seguinte. E a cada dia ele tentava colocar as palavras certas na linha, não importando se o resultado era bom ou ruim, ele provavelmente publicou absolutamente tudo que escreveu.
Um livro possui em média 60.000 palavras. E a teoria dele é que se você escrever 1000 palavras por dia, então terá 6 livros prontos até o final do ano. Principalmente com as obras de poesia que são consideradas menores.

Sua Poesia
Eu sei que não deveria dizer isso em voz alta, mas eu realmente não gosto muito de poesia. Pra mim sempre soou como o ‘banquinho e violão’ da literatura. No entanto, dos poucos poetas que li e gostei, Bukowski também conseguiu estar no topo da lista dos melhores. Ele conseguia dominar sua poesia de forma que cada palavra em suas frases fosse poderosa e eficaz, tirando aquele ar pretensioso de pseudo-intelectual que o próprio nome carrega. E foi essa formação que lhe deu a base necessária para escrever suas histórias mais longas.

Charles Bukowski: Alcoólatra, trabalhador braçal, misógino ( você pode encontrar facilmente no Youtube um vídeo em que ele, com quase 60 anos, literalmente chuta sua esposa com raiva enquanto está sendo entrevistado), anti-guerra, anti-paz, anti-a-porra-toda, odiava a todos, provavelmente inseguro, extremamente honesto, e um cara que precisava escrever todos os dias, ou então morreria.

Conto escrito por inteligência artificial surpreende em concurso literário japonês

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publicado na Super

“O computador, dando prioridade à busca pela própria felicidade, parou de trabalhar para os humanos”. É assim que termina o conto “Konpyuta ga shosetsu wo kaku hi” (“O Dia em que um Computador Escreveu um Conto”), escrito por uma inteligência artificial com a ajuda de cientistas humanos. Apesar de não ter levado o grande prêmio, o texto passou na primeira fase do concurso literário Nikkei Shinichi Hoshi, no Japão, e tem levantado a dúvida: será que os computadores são capazes de criar?

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A resposta é: ainda não. Mas estamos quase lá. Hoje, nenhuma inteligência artificial tem autonomia suficiente para criar um trabalho artístico por vontade própria, como os humanos podem fazer. Por isso, o computador “autor” japonês teve um empurrãozinho de pesquisadores da Universidade do Futuro em Hakodate.

Os cientistas selecionaram palavras e frases que seriam usadas na narrativa, e definiram um roteiro geral da história, que serviria como guia para a inteligência artificial. A partir daí, o computador criou o texto combinando as frases e seguindo as diretrizes que os cientistas impuseram.

O Nikkei Shinichi Hoshi, que está em sua terceira edição, sempre aceitou trabalhos escritos por “não humanos” – ou seja, por programas e inteligências artificiais (e este fato se torna ainda mais legal sabendo que Shinichi Hoshi, escritor que dá nome ao prêmio, era autor de ficção científica).

O processo deste ano analisou 1.450 contos – 11 deles escritos com inteligência artificial. Esta foi a primeira vez que um texto composto por um computador passou na primeira das quatro fases do concurso. O juízes não sabem de antemão quais textos são escritos por humanos e quais são feitos por computadores, o que mostra que o conto estava bem escrito. “O Dia” só não passou para as próximas etapas porque, de acordo com os juízes, os personagens não foram muito bem descritos, embora o texto estivesse estruturalmente impecável.

A ideia dos cientistas de Hakodate é continuar desenvolvendo a criatividade da AI para que ela se pareça cada vez mais com a humana. Simular esse tipo de resposta é difícil, porque o computador precisa ter, primeiro, um banco de dados vasto vinculado a uma programação específica para cada tipo de projeto – escrita, pintura, música, desenho e por aí vai.

Alguns passos já foram dados nessa direção: existem programas que escrevem textos informativos sobre economia e esportes, cujas informações são mais diretas, como resultados de competições ou variações na cotação de bolsas de valores. Pesquisadores nos Estados Unidos também têm desenvolvido programas geradores de discursos políticos, que também seguem uma lógica linear e repetitiva.

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