Vitrali Moema

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Dan Brown já tem novo livro previsto para o próximo ano

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Bruna Vieira, no Cabana do Leitor

De acordo com o The Bookseller, Dan Brown irá a publicar um novo thriller de Robert Langdon, intitulado ‘Origem’ em setembro de 2017.

Pouco se fala sobre o enredo do novo livro, mas a editora Transworld disse que será “de acordo com a marca estilo [Brown], com códigos, ciência, religião, história, arte e arquitetura”. A editora acrescentou que o enredo seria impelido pelo simbologista de Harvard, Robert Langdon, “sobre o cruzamento perigoso de duas das mais duradouras perguntas da humanidade e a descoberta de abalar a terra que vai respondê-las”.

‘Origem’ será publicado no Reino Unido em 26 de setembro de 2017, o romance será lançado simultaneamente nos EUA e no Canadá. Também estará disponível em um e-book e em audiolivro.
Brown é o autor de seis best-sellers internacionais, incluindo O Código Da Vinci, Inferno, O Símbolo Perdido, Anjos e Demônios, Ponto de Impacto e Fortaleza Digital. Existem mais de 200 milhões de cópias dos livros de Dan Brown em todo o mundo, de acordo com a Transworld, e seus romances foram traduzidos para 56 idiomas.

No total, o autor americano vendeu 16 milhões de livros impressos somente no Reino Unido.
Esse autor é trevoso ou não é? A Editora Arqueiro, ainda não se pronunciou sobre quando ‘Origem’ será lançado no Brasil, tendo em vista que o lançamento nos EUA será em setembro do ano que vem, pode ser que a editora demore um pouco para se pronunciar sobre a obra.

Livros sobre espionagem que são melhores que James Bond

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Fábio Mourão, no Dito pelo Maldito

Apesar do Agente 007 praticamente dominar o hall da fama dos espiões graças a sua enorme franquia de filmes, não podemos esquecer que antes disso ele foi um protagonista clássico de um livro sobre espionagem. Inclusive sendo até um espião bem mais insano que no cinema.

Mas ao contrário do que vemos transportado para os filmes, não é apenas de um personagem principal durão que se faz um bom livro de espionagem. Para funcionar, o gênero precisa principalmente da intriga e rivalidade entre duas superpotências mundiais com ávido desejo de ganhar vantagens sobre o outro. Algo que tivemos em abundância durante o século passado, período em que o gênero se popularizou fortemente.

Mestres do estilo como Ian Fleming e Robert Ludlum ajudaram a popularizar grandes espiões da ficção e nos emocionaram com histórias incríveis, mas abaixo você pode encontrar outras obras de espionagem que merecem a sua atenção.

O-Inocente-Ian-Mcewan-113710✔ O Inocente (Ian McEwan)
Em meados da década de 50, Berlim está dividida segundo a lógica da Guerra Fria. A cidade ainda exibe marcas dos bombardeios da Segunda Guerra, mas tem uma vida noturna intensa – e bastante americanizada. Para fazer dinheiro nesse momento de reconstrução, alguns jovens trabalham como informantes para espiões dos países que controlam a Alemanha.

Esse é o cenário que o jovem técnico do governo britânico Leonard Marnham encontra ao chegar a Berlim Ocidental para trabalhar na Operação Gold, uma missão secreta dos serviços de inteligência dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. A operação – que de fato existiu – consiste na escavação de um túnel sob a região controlada pelos soviéticos para instalar escutas nas principais linhas de comunicação com o Leste Europeu.

Longe dos pais, com quem levava uma vida pacata em Londres, o tímido e ingênuo Leonard se sente, pela primeira vez, um homem livre e passa por uma dupla iniciação, sexual e política. Sob influência do chefe americano, o jovem começa a desvendar os meandros do mundo da espionagem. Ao mesmo tempo, conhece Maria Eckdorf, uma bela alemã que o apresenta ao sexo e ao amor. Ao lado de Maria, porém, Leonard acaba por cometer uma atrocidade e sua vida se transforma num pesadelo. (Companhia das Letras)

nosso-homem-em-havana✔ Nosso Homem em Havana (Graham Greene)
Mr. Wormold possui uma loja de aspiradores de pó em Havana. A única preocupação do inglês é garantir o futuro de Milly, sua bela e devota filha de 16 anos. Porém, a vida na Cuba pré-Fidel Castro parecia mais pacata do que realmente estava. Um misterioso inglês aparece na ilha para fazer uma proposta irrecusável a Mr. Wormold: espionar, em troca de um ótimo dinheiro. Isso implicava identificar possíveis infiltrações comunistas, observar suspeitos e escrever longos relatórios. Mr. Wormold aceita o trabalho e mais: passa a criar inúmeras intrigas e personagens para continuar recebendo o salário. De repente suas fraudes parecem uma a uma se tornar realidade e então sua rede de mentiras começa a ruir.

Neste livro publicado em 1958, Graham Greene (1904-1991) adota um tom satírico para falar sobre um tema recorrente em sua obra: o do espião em terra estrangeira. Neste caso, a experiência como agente do Serviço Secreto Britânico permitiu ao escritor situar suas tramas em lugares reais – restando sempre a dúvida de onde começa e termina a ficção. Em Nosso homem em Havana, Greene descreve o ambiente da Cuba pré-revolução, revelando uma rede de intrigas e um ambiente paranóico que mostra o esquema – muitas vezes absurdo – das relações internacionais. A história se transformou num grande filme noir em 1959, nas mãos do diretor Carol Reed, que captou perfeitamente o clima tropical da Havana de Greene. (Editora L&PM)

OS_39_DEGRAUS_1305669779B✔ Os 39 Degraus (John Buchan)
John Buchan estava se recuperando de uma úlcera no estômago em uma casa de repouso em Ramsgate, na costa do extremo sudeste da Inglaterra, ele começou a trabalhar no que se referia como seu primeiro “choque”. Em 1914, Buchan supostamente tirou o título do romance de uma escada de madeira que levava até a praia de Ramsgate.

Embora existam vários relatos conflitantes: uma versão da história diz que a filha mais nova de Buchan descia as escadas de dois em dois, anunciando que havia “39 passos” para a praia, enquanto outro afirma que, como houve na verdade 78 passos, Buchan cortpou o número pela metade simplesmente para o título ficar mais curto, ou então mudou, porque ele tinha 39 anos na época.

O romance inspirou o filme homônimo de Alfred Hitchckok, a peça de Patrick Barlow e a peça radiofônica de Orson Welles, e é considerado um dos dez melhores livros de espionagem da história. (Editora Tordesilhas)

FUGA_1383238720B✔ Fuga (William Boyd)
Por quanto tempo uma pessoa consegue viver sob uma pesarosa atmosfera de segredo sem gerar desconfianças, embora se corroa dia após dia, temendo as trágicas conseqüências que um passado velado possa acarretar? Sally Gilmartin, 66 anos, uma respeitável viúva inglesa, escondeu de todos, num meticuloso cofre de silêncio, sua real identidade. Mas é chegada a hora de acertar as contas com o passado. E somente sua filha, Ruth, terá acesso à combinação deste cofre que guarda um espelho em que a velha inglesa Sally enxerga a jovem russa Eva Delectorskaya. Este é o ponto de partida de Fuga, eletrizante e envolvente thriller histórico de suspense e espionagem, novo livro do laureado ganês William Boyd.

Na trama, Sally resolve revelar, em capítulos, sua verdadeira identidade como Eva a sua filha (e ao leitor) através de uma minuciosa e detalhada história contada em terceira pessoa: o olhar da avó da década de 70 sobre a pré-balzaquiana na Paris de 1939, que, no funeral de Kolia, o caçula da casa, é recrutada pelo misterioso e ambíguo homem de chapéu de feltro marrom, “sorriso camaleônico e enorme autoconfiança”, Lucas Romer, como espiã do serviço secreto britânico na Segunda Guerra. Ela assume o posto que foi de seu irmão, assassinado por nazifascistas em perigosa missão ? “um gesto de desafio para mostrar que sua morte não tinha sido em vão”.

Aceito o emprego, Eva Delectorskaya se vê mudando de identidade (Eve Dalton, a primeira de muitas) e abandonando o cargo de tradutora da Frellon, Gonzáles et Cie. para tornar-se espiã na Escócia sob o comando do sargento Law. Código Morse, taquigrafia, manejo de vários tipos de revólver, leitura de mapa e bússola, criação e quebra de códigos simples, falsificação de documentos, fabricação de tinta invisível, e uma memória precisa, capaz de arquivar senhas e esquemas variados, estão entre as muitas lições de espionagem que recebeu. Porém, apesar de todo treinamento, movida pelo coração e por uma entrega cega, ela se esquece da única regra em seu serviço: não confiar em ninguém. (Editora Rocco)

Roleta-Russa✔ Roleta Russa (Jason Matthews)
Desde pequena, o sonho de Dominika Egorova era fazer parte do Bolshoi, o balé mais importante da Rússia. Após ser vítima de uma sabotagem, porém, ela vê sua promissora carreira se encerrar de forma abrupta. Logo em seguida, mais um golpe: a morte inesperada do pai, seu melhor amigo.

Desnorteada, Dominika cede à pressão do tio, vice-diretor do serviço secreto da Rússia, o SVR, e entra para a organização. Pouco tempo depois, é mandada à Escola de Pardais, um instituto onde homens e mulheres aprendem técnicas de sedução para fins de espionagem.
Em seus primeiros meses como pardal, ela recebe uma importante missão: conquistar o americano Nathaniel Nash, um jovem agente da CIA, responsável por um dos mais influentes informantes russos que a agência já teve. O objetivo é fazê-lo revelar a identidade do traidor, que pertence ao alto escalão do SVR.

Logo Dominika e Nate entram num duelo de inteligência e táticas operacionais, apimentado pela atração irresistível que sentem um pelo outro. (Editora Arqueiro)

Semelhanças entre a arte de escrever e a espionagem

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A espionagem foi uma fonte de inspiração para os romances de Graham Greene (Foto: Wikimedia)

A espionagem foi uma fonte de inspiração para os romances de Graham Greene (Foto: Wikimedia)

 

Paralelos entre a arte de escrever e a espionagem estimularam muitos escritores a trabalhar em agências de inteligência

Publicado no Opinião e Notícia

Graham Greene iniciou sua carreira como jornalista e, em seguida, se dedicou à literatura. Já com livros publicados o MI6, a agência de inteligência britânica, o recrutou em 1941. Suas viagens a lugares exóticos em busca de material de pesquisa para os livros como Libéria, México, Haiti, Cuba e Vietnã, mostraram como a escolha de Greene fora valiosa como informante do serviço secreto. Além disso, a espionagem foi uma fonte de inspiração para seus romances.

Greene, que morreu há 25 anos em 3 de abril, não foi o primeiro escritor que se envolveu com a espionagem. Quando a Universidade de Cambridge hesitou em dar o diploma de graduação ao poeta e dramaturgo inglês Christopher Marlowe em razão de suas ausências frequentes, o Privy Council da rainha Elizabeth I explicou que suas ausências justificavam-se pelo fato de trabalhar “em benefício do país”. Especula-se que Marlowe tenha sido recrutado como espião por Sir Francis Walsingham, o chefe do serviço secreto da rainha. Ele morreu em circunstâncias misteriosas aos 29 anos, apunhalado durante uma briga em uma taverna onde estava na companhia de outros conhecidos de Walsingham.

As carreiras de Ian Fleming e John Le Carré no serviço secreto britânico são bem conhecidas, mas outras pessoas menos óbvias também foram recrutadas por agências de inteligência. O escritor Roald Dahl foi espião em Washington a serviço do MI6. O escritor americano Peter Matthiessen ingressou na CIA após se formar em Yale. Matthiessen foi um dos fundadores da prestigiosa revista literária The Paris Review, um dos artifícios que usava como disfarce para seu trabalho de espionagem: “Eu precisava encobrir minhas atividades desprezíveis, sendo que a pior delas era a tarefa desagradável de vigiar o que alguns americanos estavam fazendo em Paris. Oficialmente, eu era um escritor que tinha publicado o primeiro livro.”

Ernest Hemingway tinha contatos com agências de inteligência americanas, assim como com o serviço secreto NKVD da União Soviética, o antecessor da KGB. Hemingway montou uma rede de informantes com um grupo da resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial. E em Cuba costumava patrulhar o litoral à procura de submarinos alemães. Ele não teve sucesso em sua busca, mas se divertiu com a perseguição. Não é tão surpreendente como se poderia imaginar que tantos escritores tenham trabalhado em agências de inteligência. Os escritores criam tramas e os espiões encarregam-se de descobri-las. Em certo sentido, todos os escritores agem como espiões, observando as pessoas ao redor deles e estudando as diferentes personalidades e características furtivamente, com o objetivo de criar as histórias de seus livros.

Apaixonada por livros e leitores

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Curitibana forma corrente de leitura com sua empresa de locação. É só telefonar que ela entrega o livro em casa

Adriana Czelusniak, na Gazeta do Povo

Lígia da Silva Maldonado, proprietária da Ligue Livros (Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Lígia da Silva Maldonado, proprietária da Ligue Livros (Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Depois de uma carreira como técnica de enfermagem e como assistente social em hospitais psiquiátricos, Lígia da Silva Maldonado, 54 anos, resolveu unir a vontade de ajudar as pessoas com a paixão que sempre teve pelos livros. Aproveitou a experiência de um período de trabalho em livrarias e criou o próprio negócio, a Ligue Livros, há 24 anos, com a missão de incentivar a leitura. Os clientes pagam uma taxa trimestral ou semestral, pedem os livros por telefone ou e-mail e os recebem em casa. Depois de lidos, são devolvidos e um novo pedido já pode ser feito.

Em um país onde as pessoas dedicam pouco tempo aos livros – em média, apenas dois são lidos por ano, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro –, a Ligue Livros cumpre um papel importante como difusor de leitura. Lígia consegue fazer compras diárias de novos títulos e manter o acervo sempre atualizado.

Mas ela não se restringe apenas às operações de pedidos e trocas dos 18 mil livros que reuniu. Como lê o tempo todo e atende pessoalmente cada pedido, se tornou uma espécie de guia de leitura para os 1.760 clientes – mulheres acima dos 40 anos, em sua maioria. “Consigo divulgar autores e livros que não são tão divulgados pela mídia. E temos à disposição desde edições esgotadas de clássicos até todos os últimos lançamentos do mês”, diz.

Fidelidade

O atendimento próximo e frequente também acaba fidelizando o cliente, que se não quiser não precisa se preocupar nem em escolher qual livro vai ler entre tantas opções de romances em geral, romances históricos, policiais, espionagem, suspense, terror, ficção científica, esotéricos e em outros idiomas. “Se tenho sucesso nas indicações, o leitor fica estimulado e lê mais, o que garante a satisfação com o serviço. Perguntam-me como consegui indicar um livro que tem tudo a ver com o momento. Acho que essa sensibilidade de perceber o que faz bem para cada pessoa vem da minha formação de assistente social”, conta.

Outros “mimos” sem taxas adicionais que agradam a clientela são a possibilidade de pedir mais de um exemplar por vez em período de férias ou feriados e o envio de livros infantis para quem tem filhos. Há quatro anos Lígia resolveu experimentar a locação de DVDs, mas decidiu continuar somente com livros. “Não conseguíamos acompanhar a aquisição dos lançamentos no ritmo das grandes locadoras e com a expansão das tevês a cabo e da internet ficou inviável continuar”, explica.

Aprovado

Associados dão nota 10 para o serviço

A jornalista Roseli Abrão é cliente do Ligue Livros há 20 anos e é considerada pela própria Lígia como uma “leitora voraz”, pois a cada semana lê ao menos três livros. “Não tenho ideia de quantos títulos já li, mas se são uns cem por ano durante 20 anos, faça a conta”, provoca. Roseli diz que se não fosse pelo serviço não teria lido tanto, pois falta­-lhe tempo para ir a livrarias.

Outra cliente é a auxiliar financeira Regina Maria Prim, 58 anos. Ela conta que foi sócia da Best Sellers Club, a primeira locadora de livros de Curitiba. Ao saber que Lígia havia montado a própria livraria, Regina adotou o serviço, em 1998. “Ela promoveu a evolução na locação. É muito prático. Depois de tanto tempo, a Lígia já sabe o estilo e os autores que eu gosto e ela escolhe o que mandar. Se não gosto do livro, é só avisar que ela troca.”

Regina considera mais vantajoso ter um serviço assim, já que lê três livros por mês e desta forma não precisa nem de um lugar para armazená-los. Pela sua conta já foram quase 600 títulos alugados pela Ligue Livros. Mas as vantagens não estão apenas na grande variedade de obras disponíveis e na praticidade de retirada e entrega. “Tem também o fato de a Lígia ser muito simpática. Já aconteceu de ligar para pedir uma troca e a gente ficar um tempão batendo papo”, diz.

Em Curitiba é possível alugar livros pelo telefone e internet
Os clientes pagam uma taxa trimestral ou semestral, pedem os livros por telefone ou e-mail e os recebem em casa. Quanto mais rápido lerem, mais trocas são feitas. São 18 mil livros no acervo e cerca de 1.700 clientes cadastrados.

Serviço

Contato com a Ligue Livros pelos telefones (41) 3367-2466 e 3367-3544, e-mail: liglivros@onda.com.br e site www.liglivros.com.br.

dica do Chicco Sal

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