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Vendendo amendoim, ambulante muda de vida e ganha bolsa para cursar direito

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Jhone Vicente dos Santos, 29, vende amendoim em avenida de Maceió e ganhou uma bolsa para cursar a faculdade de direito

Carlos Madeiro, no UOL

Quando Jhone Vicente dos Santos deixou a cidade de Palmeira dos Índios, no semiárido alagoano, para morar em Maceió após problemas familiares, em 2008, foi em busca de refazer a história marcada por problemas na juventude.

Hoje vendedor de amendoim na avenida Fernandes Lima –a principal de Maceió–, o rapaz de 29 anos conseguiu bancar com seu trabalho de ambulante todo o curso superior da mulher em Recursos Humanos. A ideia era que ela, depois de formada, arrumasse um emprego, trabalhasse e sustentasse então o sonho do marido: fazer faculdade de direito.

Uma gravidez, porém, mudou os planos da família. Leyla engravidou e deu à luz, há quatro meses, ao segundo filho do casal.

“Com o filho, ela não ia poder trabalhar. E também queria que ela curtisse mais a criança. Quando completasse seis meses de vida, é que pensaria em distribuir currículos dela por aí”, conta.

Mas a vida pregou uma peça em Jhone, que vai antecipar o sonho. No dia 10 de julho, ele teve sua história publicada em uma página do Facebook chamada “Humans of Maceió”. A postagem fez tanto sucesso –com mais de 5 mil curtidas e 500 compartilhamentos–, que ele recebeu uma bolsa integral de uma faculdade privada de Maceió.

Se fizesse o vestibular e fosse aprovado, ele teria os estudos totalmente bancados. E Jhone conseguiu. O resultado saiu nesta quarta, e o curso começa no dia 7 de agosto.

Conhecido na engarrafada avenida maceioense, Jhone conta que ficou ainda mais famoso após a publicação. “Depois disso, as pessoas param aqui, me parabenizam pela história”, relata o jovem, que admite ter pouca intimidade com as redes sociais. “Não sou muito de mexer.”

Como a mulher vai seguir em casa com o bebê, ele já planeja conciliar os estudos com a venda de amendoim. “É com ele que sustento minha família, não tem como parar”, diz.

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Carlos Madeiro/UOL

“Direito é uma carreira que me encanta porque faz a ligação entre a justiça e o povo. E minha vontade é essa: fazer essa ligação”

Juventude difícil

O interesse de Jhone em se formar é bem diferente da época de adolescência. Aos 18 anos, quando cursava o 1º ano do ensino médio, ele decidiu parar de estudar.

“Na verdade, parei mesmo por questão da juventude, nada de droga ou crime. Achava que o tempo não iria passar. Na época queria saber mais de festa, de jogar bola, não queria muita coisa pela vida”, admite.

O jovem conta que chegou a ter oportunidade de estudar gratuitamente em colégios particulares, mas refutou. “Eu me destacava porque jogava bem futebol, tive até a chance de estudar com bolsa, mas não quis. A maioria dos companheiros de que tenho conhecimento estão formados. O único que ficou estagnado fui eu”, disse.

A mudança para a capital ocorreu quando tinha 20 anos e estava responsável por sacar o dinheiro da aposentadoria de sua avó –à época internada em um hospital. “Fazia sempre tudo certinho, mas aí teve uma vez que –não sei o que deu– eu gastei o dinheiro. Foi então que eu vim para cá para casa da minha tia, que me recebeu como se nada tivesse acontecido. Foi aí que o negócio começou a se desenvolver”, conta ele.

A avó citada foi a mulher que criou Jhone. Ela morreu em 2011, mas não sem antes chegar a um entendimento com o neto. “Graças a Deus a gente superou, não teve mais nada”.

Quando chegou à capital, Jhone começou a trabalhar como servente de pedreiro. Depois, foi atuar em uma empresa de ferro. Em seguida, passou a atuar como motoboy. Foi quando decidiu ser autônomo.

A importância do casamento

Casado desde 2013 com Leyla Gabriele, 20, ele decidiu largar a vida de empregado e vender água de coco nos sinais.

“O casamento veio para me formar o caráter de homem que sou hoje. O que me motiva hoje a estar aqui é minha família”, afirma.

As vendas estavam fracas, e ele, inspirado em um amigo, decidiu vender amendoim. Hoje, sustenta a família vendendo 90 pacotes de “amendoins quentinhos” todos os dias. “Normalmente vendo tudo. Raramente volto com dois ou três para casa. Vendo cada pacote por R$ 2, mas faço três por R$ 5; é uma promoção”, conta. “Ganho mais que como motoboy”.

No ano passado, Jhone fez um supletivo e conseguiu o diploma do ensino médio, já pensando em cursar direito. Diz que gosta de ler e se informar, e por isso não espera dificuldade no curso de graduação.

Quando se formar, já tem decidido o que quer fazer na vida profissional. “Direito é uma carreira que me encanta porque faz a ligação entre a justiça e o povo. E minha vontade é essa: fazer essa ligação. Pretendo ser advogado na área trabalhista”, assegura.

Existe um método para estudar?

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Entendendo o processo do conhecimento, entenderemos o método da aprendizagem.

Bruno Rissatto, no Blasting News

A palavra “#Estudar” remete a inúmeras incertezas e confusões sobre uma definição clara e precisa do que significa tal conceituação. Algumas pessoas assemelham “estudar” com decorar, ler, escrever, assistir aula, elaborar um cronograma de estudos etc. Mas o que de fato determina afirmarmos que alguém está estudando de maneira correta ou que está estudando de forma errada?

Com base na psicologia histórico-cultural, na dialética do conhecimento, tentaremos definir o #método preciso, cientificamente analisado, que determina qual a melhor forma para #aprender um conteúdo específico.

Existe um processo pelo qual aprendemos, e entendendo como este processo funciona, nos possibilitará ter uma eficiente e rápida aprendizagem nas próximas vezes em que formos pegar um caderno ou um livro para ler.

A dialética do conhecimento

O conhecimento funciona da seguinte forma: primeiro nos deparamos diante de um mundo de coisas e situações diversas, todavia, estas coisas estão no mundo externo, e para aprendermos devemos nos apropriar, internalizar este mundo.

Grosso modo, o conhecimento sempre parte do externo para o interno, e o indivíduo ao se apropriar do objeto do conhecimento, retorna a ele – agora o compreendendo em seu modo mais amplo – com uma nova e mais desenvolvida forma psíquica e basilar para futuros conhecimentos mais avançados.

Analisemos o processo da aprendizagem da fala de uma criança. Antes da criança pequena começar a falar as primeiras palavras, a linguagem já existia independentemente dela. A criança nasce numa cultura já “pronta” e seu desenvolvimento requer uma apropriação desta cultura.

A linguagem, portanto, existe fora dela, externamente a ela. Deve por conseguinte internalizar este código de comunicação paulatinamente, aos poucos.

A criança no início da fala não sabe o significado da palavra – a sua essência – ela apenas está aprendendo sua sonoridade. Ao aprender a pronunciar determinada palavra, o psiquismo da criança ganha uma forma mais desenvolvida que possibilitará à ela aprender outra nova palavra, e assim por diante, mas sempre apoiada em uma base biológica que permite este desenvolvimento acontecer.
O método para estudar

Como então aplicamos a presente análise nos estudos em si e por conseguinte ter a certeza de que estamos estudando da maneira correta? Para aplicarmos o método, devemos usar como analogia a aprendizagem da criança.

Pensemos num conteúdo específico de química, matemática – que ainda não o sabemos e que é um tipo de conhecimento avançado – ou um texto de filosofia super complexo. Devemos ter a consciência, a priori, que não há possibilidade de aprender tais conteúdos de forma imediata, da mesma maneira que o bebê não começa conjugando os verbos ou fazendo concordância nominal.

Primeiro ele parte do simples, conteúdo este pelo qual seu psiquismo está apto a aprendê-lo no momento.

Para isso servem as aulas e por isso é importante assistir às aulas. O professor nada mais é que um facilitador e auxiliador no processo da aprendizagem. Mas quem estuda e deve estudar é o próprio indivíduo.

Vejamos o seguinte exemplo para compreendermos o método de estudo.

O aluno se depara com um texto específico de filosofia, o qual contém uma linguagem super avançada. Naturalmente, na primeira vez que o aluno ler o texto, não irá entender praticamente nada do que está ali escrito. Entretanto, ao assistir à aula sobre o conteúdo em si, o professor terá facilitado parcialmente a compreensão do presente texto.

Na próxima vez em que o aluno retornar ao texto de filosofia, ele terá – através da aula do professor – ganho uma nova forma de conhecimento que servirá de base para uma melhor compreensão do conteúdo, melhorando paulatinamente o entendimento da leitura.

Aplicando o método

O método para estudar pode ser sintetizado na seguinte linha de pensamento: antes da aula, é imprescindível que o aluno leia e estude; por mais que o mesmo não entenda nada do conteúdo.

Logo, após a explicação da aula, o aluno deve retornar a ler e estudar o conteúdo – desta vez o compreendendo mais – por conta e através da explicação do professor. Por conseguinte, o aluno deve repetir este processo sucessivamente, criando novas formas basilares de pensamento que o possibilitará a apropriar-se de novos aprendizados e de novos conteúdos mais avançados.

O método para estudar, portanto, se encontra neste processo dialético da apropriação de novos conteúdos. Aprendendo num determinado nível de complexidade, deve-se partir para o próximo e assim consecutivamente.

Aprenda a forma certa de estudar ouvindo música, ela pode melhorar muito a sua concentração!

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Música

Publicado no Amo Direito

Estudar ouvindo música pode melhorar muito a sua concentração. Para isso, é necessário que seja feito da forma correta. Confira algumas dicas para chegar melhor no seu formato.

Cada pessoa tem a sua própria técnica para estudar: alguns preferem estudar sozinhos, em lugares silenciosos, outros gostam de estudar em grupos e há quem prefira revisar o conteúdo ouvindo música. Caso o seu método se encaixe a esse último, saiba que existem atitudes que devem ser tomadas para que a música realmente melhore a sua concentração.

Primeiramente, lembre-se que você está estudando, e não num show. Assim sendo, escute músicas num volume baixo ou médio, que não vá atrapalhar a sua concentração. A ideia é que você coloque um som que torne o seu ambiente de estudos mais tranquilo.

Quanto ao gênero musical, não há um consenso: muito se fala sobre a música clássica ou instrumental ser perfeita para manter o foco. Há quem discorde afirmando que sente sono ou preguiça ao ouvi-las. Cabe a você fazer testes com vários estilos diferentes e descobrir qual é a melhor opção.

Se você escolher poucas músicas, provavelmente, terá que interromper seus estudos várias vezes para selecionar novas canções prejudicando a sua linha de raciocínio. Para evitar que isso aconteça, crie playlists e deixe-as tocando ininterruptamente. A dica é criar listas que durem um tempo calculado, assim você saberá a hora de fazer uma pausa.

Portanto, na próxima vez em que você for estudar ouvindo músicas, lembre-se de seguir essas dicas e perceba o impacto delas na sua concentração.

Fonte: noticias universia

Descubra como revisar o conteúdo das matérias antes de uma prova de maneira mais eficiente

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Prova

Publicado no Amo Direito

Fazer uma boa revisão antes de uma prova é importante estratégia para obter um bom resultado. Descubra como revisar o conteúdo de maneira eficaz.

Independentemente da maneira como você prefere estudar, a revisão de conteúdo é a maneira ideal para se preparar para a prova. Por isso, é importante que você preste atenção a como você costuma revisar a matéria e conheça estratégias para melhorar suas revisões.

Segundo o jornal The Guardian, o primeiro passo para melhorar os seus estudos antes de uma prova é entendendo como o seu cérebro funciona. Quando você estuda os neurônios fazem mais conexões e estimulam uma área chamada hipocampo – estrutura responsável pela memória. Entretanto, nem todas as informações são registradas por essa área: algumas delas são simplesmente perdidas. E agora, como contornar isso?

Uma das maneiras mais comuns de estimular a memorização de um conteúdo no hipocampo é pela repetição. Se você precisa decorar a anatomia de uma árvore para a aula de biologia, por exemplo, comece a repetir várias vezes as suas partes. Ao longo do dia, faça exercícios para recordar esses nomes e os escreva em uma folha de papel.

Outra técnica que pode ser utilizada é a repetição espaçada, ou seja, o ato de repetir um conteúdo estudado em períodos diferentes. Ao aprender uma nova informação, você deve estudá-la no mesmo dia. Depois, estudar novamente depois de alguns dias. Após isso, estudar mais uma vez após semanas. Estimular o seu hipocampo a recuperar essa informação em tempos espaçados faz com ela esteja mais registrada na memória e seja dificilmente esquecida.

Além disso, o The Guardian frisa que o hipocampo precisa de atenção e foco para conseguir memorizar uma informação. Ao dar atenção exclusiva a um único assunto, o cérebro entende que aquele momento é importante e, por isso, deve ser memorizado. Por isso, quando você estudar uma matéria difícil, evite mexer no celular ou escutar música. Seu cérebro deve estar totalmente focado nos estudos para que você memorize o conteúdo.

Os descansos também são importantes. Quando o hipocampo entra em contato com muitas coisas novas em pouco tempo ele tende a filtrar essas informações e memorizar somente algumas. Evite estudar por horas seguidas e tire pausas de aproximadamente 30 minutos para descansar.

Por fim, não deixe de dormir bem. Enquanto dormimos nosso cérebro, principalmente o hipocampo, consolida tudo o que foi aprendido ao longo do dia e registra essas memórias. Pessoas que não dormem bem têm mais problemas de memória e isso pode ser prejudicial para estudantes.

Essas técnicas poderão facilitar os seus momentos de estudo e melhorar seus resultados em provas e trabalhos. Bons estudos!

Fonte: Universia Brasil

Pesquisa: maior parte dos estudantes não ingressa na universidade por falta de dinheiro

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Foto: Agência O Globo

Foto: Agência O Globo

 

Publicado no Extra

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (25) revelou que 70% dos estudantes brasileiros que se formam no Ensino Médio não ingressam em uma faculdade por falta de dinheiro. O dado é da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), que entrevistou 1.200 pessoas nas cinco regiões do país, entre pais, alunos e ex-alunos do Ensino Médio.

De acordo com o levantamento, 23% dos entrevistados não continuaram os estudos porque não conseguiram passar em uma instituição pública. Destes, 62% desejavam ter ingressado em uma universidade logo após a conclusão do Ensino Médio.

No município do Rio, 54% dos estudantes entrevistados que já se formaram no Ensino Médio não pensavam em cursar uma faculdade. Para 42% deles o motivo principal para ter adiado o sonho foi o fato de não terem condições de pagar. Outros 31% indicam que pararam de estudar porque começaram a trabalhar; e 20% porque não conseguiriam passar em uma universidade pública. Apenas 7% declararam não ter interesse e 4% optaram por curso técnico.

Cerca de 62% dos cariocas que não deram continuidade aos estudos não pretendem retomá-lo. Entre os 38% que desejam voltar a estudar, 87% pretendem fazê-lo nos próximos dois anos. Em São Paulo, 54% não querem mais voltar para a faculdade.

A pesquisa mapeou ainda aqueles que pararam de estudar em algum momento durante o Ensino Médio. Em todo o Brasil essa porcentagem chega a 22%. No Rio, 85% dos que deixaram a escola afirmam ter abandonado porque conseguiram um emprego. Já em Salvador, o principal motivo apontado para deixar de estudar nessa etapa foi a existência de problemas de desempenho (89%).

EXPECTATIVA DOS PAIS

O estudo perguntou aos pais que importância atribuem ao Ensino Superior. Para 98% deles, o ingresso em uma universidade é importante. A maior parte dos entrevistados atribui o diploma universitário à possibilidade de obtenção de um bom emprego.

De acordo com a pesquisa, 78% dos pais entrevistados consideram o ensino superior o caminho natural a ser trilhado após o Ensino Médio. Entre os pais, 62% afirmam que postergariam os estudos dos filhos caso eles não conseguissem entrar em uma universidade pública, e 32% porque não teriam condições de pagar a mensalidade em uma instituição privada.

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