Vitrali Moema

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Drag queens leem histórias a crianças em livrarias e escolas dos EUA para incentivar respeito à diversidade

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Crianças participam de atividades durante a contação de histórias. — Foto: Reprodução/Facebook

Projeto usa livros infantis com temáticas relacionadas à tolerância e à liberdade. Ataques de grupos conservadores têm sido frequentes, de acordo com as drags.

Luiza Tenente, no G1

Uma drag queen, com roupas coloridas, maquiagem, perucas e muito brilho, reúne um grupo de famílias com crianças para ler uma história. O encontro pode acontecer em escolas, bibliotecas ou livrarias dos Estados Unidos. Depois, todos cantam uma música e podem perguntar o que quiserem para a drag.

“Você é um menino ou uma menina?”, questiona uma das crianças. A resposta é sempre uma forma de estimular o respeito à diversidade, conforme relata ao G1 um dos fundadores do projeto, Jonathan Hamilt. “Nós explicamos que as drags escolhem uma forma de mostrar ao mundo o que desejam ser. Ensinamos que cada um deve respeitar a forma como o outro se veste – com tolerância e sem bullying”, diz.

A ideia de fundar a “Drag Queen Story Hour” surgiu justamente dessa necessidade de mostrar ao público infantil a importância da liberdade de expressão individual. “Queremos um mundo em que as pessoas possam se caracterizar do jeito que desejarem”, explica Jonathan.

A escolha da história que é contada às crianças leva sempre em conta a faixa etária dos ouvintes. As opções foram selecionadas em uma visita à biblioteca pública do Brooklyn, em Nova York. Entre os preferidos das drags, está “Julián é uma sereia”, de Jessica Love. Na obra, a autora conta a aventura de um menino que tem vontade de se fantasiar de sereia, mas teme que sua avó o julgue.

Cada história é escolhida com base na faixa etária do público do evento. — Foto: Reprodução/Facebook

Perfis das famílias

Jonathan conta que, em geral, as famílias que frequentam a “hora da leitura” querem mostrar às crianças que não há nada de errado em ser gay, lésbica, transexual ou drag queen, por exemplo. “Não necessariamente os meninos e meninas que nos acompanham fazem ou vão fazer parte do grupo LGBTQ. Mas eles precisam aprender a ter empatia e a respeitar a diversidade de gênero”, diz o fundador do projeto.

Drag queens leem histórias infantis para crianças nos Estados Unidos. — Foto: Divulgação

Financiamento

O projeto não tem a intenção de gerar lucro para grandes empresas. Para se sustentar, aceita o apoio das livrarias e de organizações locais. Além disso, a drag que conta a história passa um chapéu para que o público, se quiser, coloque alguma contribuição em dinheiro durante o encontro.

Histórias foram escolhidas durante visita a uma biblioteca pública. — Foto: Divulgação

Ataques

Apesar de o projeto declarar que busca o incentivo à tolerância, tem sido frequentemente atacado e criticado por entidades dos Estados Unidos. A “Family Policy Alliance”, organização religiosa americana, lançou uma campanha para pressionar legisladores a proibir os eventos nas livrarias.

Grupos conservadores também fizeram protestos do lado de fora dos estabelecimentos em que ocorreram as horas de leitura.

“Nosso objetivo é fortalecer nossa organização para enfrentar essas reações negativas. Esperamos apoio de quem quer transformar o mundo em um lugar com maior aceitação”, dizem os organizadores do projeto.

Livro de Philip Roth sobre presidente fascista nos EUA vai ganhar série

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O escritor Philip Roth em retrato feito em Nova York em setembro de 2010 (Eric Thayer/Reuters)

Obra de realidade alternativa narra a ascensão de um populista fã da Alemanha nazista ao poder

Publicado na Veja

O canal HBO anunciou que vai adaptar o livro Complô Contra a América, de Philip Roth, para a televisão. A série, que será produzida por David Simon (The Wire), ainda não possui data de lançamento.

O enredo mostra a ascensão de Charles Lindbergh, um líder populista e xenófobo, ao poder nos Estados Unidos da década de 40. Os fatos são mostrados a partir da perspectiva de uma família operária judia, que vê seu país ser transformado em uma nação fascista – Lindbergh é um fervoroso defensor da Alemanha nazista.

Roth morreu em maio em Nova York. O romancista, que escreveu mais de 30 livros e conquistou o Prêmio Pulitzer de ficção em 1998, era conhecido por retratar a comunidade judaica em seus trabalhos.

David Simon possui um longo histórico de produções em parceria com a HBO, entre elas Treme, The Deuce e Generation Kill.

Financiamentos afundam os estudantes nos EUA: dívidas superam 5,9 trilhões de reais

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Cerimônia de graduação em uma instituição educacional do Texas. Chelsey Cox AP

Carga financeira para cursar a universidade obriga os recém-formados a adiar por vários anos investimentos como a compra da casa própria

Sandro Pozzi, no El País

A geração Y, a que nasceu entre meados dos anos 1990 e começo do novo milênio, está afundada em dívidas nos Estados Unidos. O dado do Federal Reserve sobre a situação financeira das famílias é preocupante. Quatro de cada dez pessoas que concluíram os estudos universitários têm de devolver algum tipo de empréstimo. O total acaba de superar 1,5 trilhão de dólares (5,9 trilhões de reais), um montante que ultrapassa a riqueza de uma economia avançada como a da Espanha.

A dívida universitária supera tranquilamente o 1,1 trilhão (4,3 trilhão de reais) em financiamentos para a compra de automóvel. Também a que se acumula nos cartões de crédito, que se aproxima do trilhão. O problema, como mostram as estatísticas do banco central dos Estados Unidos, é que esses empréstimos se combinam. A dívida média do recém-formado chega a 28.400 dólares (cerca de 112.000 reais), segundo The College Board. A cifra é maior para os estudantes que vão para universidades privadas.

As mulheres devem dois terços do total, de acordo com cálculos que utilizam como referência o relatório do Fed correspondente ao primeiro trimestre e outras instituições. A American Association of University Women (AAUW), uma organização que promove a educação entre as adolescentes, explica que a predominância feminina se deve em parte ao fato de haver mais mulheres matriculadas do que homens. Elas representavam 56% do total em 2016. E também porque pedem mais empréstimos.

A brecha de gênero na dívida estudantil explica por que uma recém-formada deve em média 2.740 dólares (10.700 reais) a mais do que um homem. Os dados também mostram que elas devolvem o valor mais lentamente, o que significa que acabam pagando mais em juros. “É um problema ao qual não se presta atenção”, afirma a AAUW, que o atribui à menor renda disponível das mulheres para quitar a dívida.

O custo médio da matrícula em uma instituição pública é de 14.210 dólares (55.700 reais) se o estudante permanecer em seu Estado. Essa cifra sobe para 20.090 dólares (78.800 reais) quando se inclui o gasto com acomodação. A diferença também se explica pelas bolsas disponíveis conforme a origem do aluno. Os preços sobem mais rápido que a inflação, a um ritmo superior a 10% nos últimos cinco anos.

Atrasos nos pagamentos

Há mais de 44 milhões de norte-americanos que carregam algum tipo de dívida desde o período de estudos. O volume total cresce a um ritmo vertiginoso. Há dez anos beirava 640 bilhões de dólares (2,5 trilhões de reais). Duplicou em 2012, e os fatores que impulsionaram essa escalada não vão desaparecer com o Fed elevando as taxas de juros, a ponto de os especialistas verem aí uma bolha como a hipotecária de 2008.

O pagamento mensal médio do financiamento se aproxima dos 400 dólares (1.570 reais), estima o Fed. Em termos gerais, 20% o fazem com o atraso. Os que têm mais problemas são os que optaram por não concluir os estudos. Esta carga, por sua vez, ameaça retardar investimentos para o futuro, como a compra da casa própria. O índice de propriedade está em 21%, em comparação com 32% antes da recessão.

O salário médio para os novos recém-formados beira os 50.000 dólares anuais (196.000 reais), segundo um estudo da empresa Korn Ferry. É 14% maior do que para o grupo que terminou antes da recessão. Mas, como observa a National Association of Realtors, a compra da casa própria está sendo adiada em sete anos por causa da dívida. Em paralelo, indica o Fed, aumentou em 45% o número de jovens que permanecem na casa dos pais.

Aliviar a dívida

O aumento das matrículas, a estagnação dos salários e o corte dos investimentos públicos em educação superior fazem com que as famílias norte-americanas dependam mais dos financiamentos. A American Student Assistance acrescenta que essa situação leva muitos a optarem por adiar sua formação. Por isso, pede aos congressistas que reduzam a carga financeira dos estudantes.

O Institute for Higher Education Policy afirma que esse nível de endividamento representa um fracasso na hora de enfrentar a desigualdade que domina o sistema educacional dos Estados Unidos.Uma mudança legislativa que permita aliviar a situação cancelando parte da dívida, segundo cálculos do Levy Economics Institute, resultará em cerca de 100 bilhões de dólares para o crescimento econômico a cada ano.

Manuscritos de Stephen King e primeiras edições são perdidas após inundação nos EUA

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Livraria ficou praticamente destruída. (Foto: Divulgação)

Rompimento de duas tubulações foi a responsável por inundações em Bangor

Fernando Rhenius, no Vavel

Manuscritos e primeiras edições de Stephen King foram perdidas após tubulações de água se romperem no município de Bangor, Maine nos Estados Unidos. Os documentos eram do colecionador Gerald Winters.

Proprietário de uma livraria especializada em materiais raros de Stephen King, o acervo continha manuscritos, e primeiras edições. De acordo com o site Bangor Daily News, a coleta das obras demorou mais de 20 anos para ser concluída.

A sorte de Gerald mudou nesta terça-feira, 16, quando tubulações subterranêas inundaram as principais ruas do centro da cidade, onde estava localizada a livraria. Foram perdidos mais de 2 mil livros, edições assinadas, cartas, livros traduzidos e sete manuscritos originais de Stephen King, incluindo “O Cadillac de Dolan”, presente no livro Pesadelos e Paisagens Noturnas 1, “Caminhões”, que faz parte do livro Sombras da Noite. Também foram perdidos os manuscritos de “Os olhos do Dragão”, obras assinadas de JRR Tolkien e George RR Martin.

Subsolo da livraria. (Foto: Divulgação)

Há uma primeira edição de” Cemitério Maldito“, disse Gerald, apontando para o livro encharcado. Além de várias caixas boiando no porão. Aproximadamente 90% do acervo foi perdido. De acordo com a prefeitura local foram duas quebras de tubulação nesta terça-feira, uma na Avenida Maine e outra na Universidade do Maine.

O próprio King ficou perplexo com a perda dos manuscritos. “Estou horrorizado. Como amante dos livros, meu coração se dirige a ele “, disse King ao jornal Bangor Daily News na quarta-feira. “Eu eventualmente vou ver se eu posso ajudar de qualquer maneira”.

Aniquilação | Filme ganha novo pôster e lançamento pela Netflix é confirmado

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Adaptação irá para as telonas apenas dos EUA, Canadá e China.

Fabio Silverio, no Cinema com Rapadura

“Aniquilação”, o novo filme do aclamado diretor Alex Garland, de “Ex-Machina“, ganhou um novo pôster. Veja abaixo:

Inicialmente, o novo filme de Garland iria para os cinemas de todo o mundo a partir do dia 22 de fevereiro. Mas depois de não ter ido muito bem nas exibições teste, o produtor Scott Rudin tomou a decisão de lançar o filme pela Netflix, depois de um período de negociação entre a Paramount e o serviço de streaming. Agora, a produção só irá para as telonas dos EUA, Canadá e China.

O diretor comentou a decisão:

“Estou decepcionado. Fiz esse filme para ser exibido nos cinemas. Não tenho preconceito com a exibição na TV, mas ele não foi feito para ser visto nessa mídia. Pelo menos, ele ainda será exibido nos cinemas dos EUA, o que me agrada muito. O bom da Netflix, é que ele atingirá um público maior. Vejo os lados positivos e negativos, mas ele foi feito para ser visto nos cinemas”.

“Aniquilação” é baseado no livro homônimo de ficção científica escrito por Jeff VanderMeer, lançado em 2014, cuja história é dividida em uma trilogia. A trama de “Annihilation” gira em torno de uma bióloga (Natalia Portman, de “Jackie”), que vai precisar enfrentar uma misteriosa área de risco ambiental para saber o que aconteceu com o seu marido desaparecido.

O elenco do filme conta ainda com Gina Rodriguez (da série “Jane The Virgin”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Tessa Thompson (“Thor: Ragnarok”) e Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”).

“Aniquilação” estreia dia 23 de fevereiro nos cinemas dos Estados Unidos e duas semanas depois na Netflix.

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