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Livros do vestibular estão entre os menos devolvidos em bibliotecas de SP

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Betty Faria em cena do filme "O Cortiço" (1978), baseado no livro homônimo de Aluísio Azevedo

Betty Faria em cena do filme “O Cortiço” (1978), baseado no livro homônimo de Aluísio Azevedo

Publicado na Folha de S.Paulo

Esquecer de devolver livros à bibliotecas é uma prática comum entre o público que a frequenta. O número de obras que nunca retornaram às estantes de 58 unidades da cidade —estaduais e municipais— somam 66.588 exemplares.

A quantidade poderia encher uma biblioteca grande. A estadual Biblioteca de São Paulo tem o maior índice de empréstimos em atraso, com 12.210 livros.

Os dados são das secretarias Estadual e Municipal de Cultura e foram obtidos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação.

Os títulos do vestibular se destacam na lista dos menos devolvidos —formulada com base na análise dos dados das cinco bibliotecas-polo da cidade (uma para cada zona), das três centrais e das duas estaduais, entre janeiro de 2008 e dezembro de 2016.

“O Cortiço”, romance de Aluísio Azevedo, lidera a lista, com 87 exemplares que não retornaram às estantes.

A história de João Romão supera best-sellers, como “A Cabana” (44 exemplares não devolvidos) e “O Pequeno Príncipe” (42), e até sagas completas, como as trilogias “Crepúsculo” (78, somando todos os títullos) e “Cinquenta Tons de Cinza” (50).

“Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, e “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, aparecem logo em seguida na lista (abaixo). Todos são leitura exigida pelos vestibulares da USP e da Unicamp.

Mireli Barbosa, 20, é de Bauru e quer cursar engenharia aeronáutica na USP. Durante a semana, em São Paulo, ela pesquisa o Sistema Municipal de Bibliotecas para retirar as obras para estudar. “Eram muitos livros, comprar era minha última opção.”

*

OS LIVROS MENOS DEVOLVIDOS

1. “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo – 87 exemplares
2. “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis – 72 exemplares
3. “Capitães da Areia”, de Jorge Amado – 66 exemplares
4. “Dom Casmurro”, de Machado de Assis e “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos – 64 exemplares cada
5. “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida – 59 exemplares
6. “Iracema”, de José de Alencar – 52 exemplares
7. “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente – 48 exemplares
8. “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queirós e “A Cabana”, de William P. Young – 44 exemplares cada
9. “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry – 42 exemplares
10. “Til”, de José de Alencar – 35 exemplares
11. “A Guerra dos Tronos”, de George R. R. Martin – 32 exemplares
12. “O Diário de Anne Frank”, de Anne Frank – 31 exemplares
13. “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, de J.K. Rowling – 30 exemplares

‘O Conto de Aia’, de Margaret Atwood, será ‘escondido’ em 11 cidades

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Série baseada em ‘O Conto de Aia’ foi produzida por serviço de streaming (Foto: Take Five-Hulu)

Série baseada em ‘O Conto de Aia’ foi produzida por serviço de streaming (Foto: Take Five-Hulu)

 

Livro lançado na década de 1980 e transformado em série está, infelizmente, mais atual do que nunca; iniciativa é uma parceria da Rocco e do Leia Mulheres

Maria Fernanda Rodrigues, no Babel

Romance distópico lançado por Margaret Atwood em 1985, O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale) voltou aos debates no mundo inteiro depois da eleição de Donald Trump, em 2016, e também às listas de mais vendidos dos Estados Unidos – assim como 1984, de George Orwell.

O livro é situado num futuro próximo em que fundamentalistas de direita tomam o poder nos Estados Unidos e criam a República de Gilead – um estado totalitário e teocrático em que mulheres férteis são feitas escravas sexuais para criarem novas vidas.

Na Marcha das Mulheres Contra Trump, no ano passado, eram vistos cartazes com os dizeres: Make Margareth Atwood Fiction Again, em referência ao slogan do então candidato (Make America Great Again), e ao medo de que o que a autora canadense escreveu fosse premonitório.

Canadian writer Margaret Atwood speaks during an interview at a hotel in Havana, Cuba, February 8, 2017. Picture taken on February 8, 2017. REUTERS/Alexandre Meneghini

Margareth Atwood voltou às listas de mais vendidos com ‘O Conto de Aia’ (Foto: Alexandre Meneghini/Reuters)

 

Recém-adaptado pelo serviço de streaming Hulu, O Conto de Aia é alvo de uma parceria entre a Rocco, que edita a obra no Brasil, e o projeto Leia Mulheres, que organiza clubes de leitura – só de obras escritas por mulheres – em mais de 40 cidades.

No próximo fim de semana, 15 e 16, exemplares do livro serão escondidos em 11 cidades: São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Brasília, Boa Vista, Maceió, Curitiba, Ribeirão Preto, Niterói e Natal. Os livros serão deixados com um bilhete para os leitores com as hashtags #LeiaMulheresERocco e #AcheOContoDaAia, para que eles possam compartilhar o achado nas redes sociais.

Uma prévia da ação foi realizada recentemente no Rio de Janeiro, com exemplares espalhados por diferentes bairros. A inspiração para ação veio de Emma Watson, que fez isso em Paris.

Emma Watson distribui o livro ‘The Handmaid’s Tale’ por Paris

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Emma Watson (Pascal Le Segretain/Getty Images)

Emma Watson (Pascal Le Segretain/Getty Images)

A atriz contou no Twitter que está escondendo exemplares de “O Conto da Aia” na capital francesa

Priscila Doneda, no M de Mulher

Emma Watson já tinha espalhado livros no metrô de Londres e em várias outras cidades no Dia Internacional da Mulher. Agora, a atriz está distribuindo exemplares de The Handmaid’s Tale (ou O Conto da Aia) pelas ruas de Paris.

Feminista declarada, Emma é Embaixadora da Boa Vontade da ONU para Mulheres e participa de um clube do livro que conta com meninas e mulheres de todo o globo. Nele, um título empoderador é escolhido e discutido pelas integrantes todos os meses.

Desta vez, Watson revelou no Twitter que está escondendo cópias de The Handmaid’s Tale por Paris, à convite da editora The Book Fairies.

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E é claro que quem achou esses exemplares está enlouquecendo, né?

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Escrito por Margaret Atwood em 1985, The Handmaid’s Tale fala sobre uma distopia perturbadora. Narrado em primeira pessoa, o livro traz a história de uma sociedade democrática que passa a viver um regime político em que as mulheres perdem todos os seus direitos e liberdades.

A obra foi adaptada para a TV por Bruce Miller e lançada no serviço de streaming Hulu, em abril de 2017. A série conta com dez episódios e Elisabeth Moss como a personagem principal, Offred. Apesar do sucesso crítica e público, ainda não há previsão para que seja transmitida no Brasil.

Bíblia de Gutenberg é disponibilizada on-line

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O livro é o primeiro impresso no Ocidente e joia do patrimônio universal (foto: JOHANNA LEGUERRE)

O livro é o primeiro impresso no Ocidente e joia do patrimônio universal (foto: JOHANNA LEGUERRE)

 

O livro é conservado na Biblioteca Nacional da França e agora está disponível gratuitamente para consulta no Gallica, biblioteca digital da instituição

Publicado no UAI

Primeiro livro impresso no Ocidente e joia do patrimônio universal, a Bíblia de Gutenberg conservada na Biblioteca Nacional da França (BnF) está agora disponível gratuitamente para consulta no Gallica, a biblioteca digital da instituição.

“Os dois exemplares conservados na BnF podem ser consultados a partir de agora no Gallica”, afirmou a instituição nesta segunda-feira em um comunicado.

“Foi adicionado um sumário para facilitar a navegação no texto bíblico e satisfazer as necessidades dos pesquisadores e dos curiosos”, acrescentou.

Digitalizados em alta definição, os dois raros exemplares da Bíblia de Gutenberg (só restam cerca de 50 no mundo) foram impressos na primeira prensa de tipos móveis de Gutenberg, em Mogúncia, em torno de 1455.

O primeiro (em quatro volumes) é um dos muito raros e prestigiosos exemplares completos impressos em pergaminho, magnificamente ilustrado na época da produção do livro.

O segundo (em dois volumes), impresso em papel, é de grande importância histórica, apesar da sua aparência mais modesta (as primeiras páginas estão faltando). Apresenta uma nota manuscrita datada de 1456, que certifica a data em que a impressão da Bíblia foi concluída, uma das poucas informações cronológicas conhecidas sobre o trabalho de Gutenberg.

Cada página, enriquecida com iluminuras delicadas, contém duas colunas de 40 linhas, no início, e de 42 depois. A tipografia reproduz as letras góticas dos copistas de Mainz do século XV. Trata-se da versão da Bíblia mais comum da época, a edição da Vulgata, traduzida para o latim por São Jerônimo e moldada pela Universidade de Paris no século XIII.

Venda do livro ‘Dois irmãos’ dispara após anúncio da minissérie na TV

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Os atores Cauã Reymond e Matheus Abreu, que vivem os “dois irmãos” da série de TV - Maurício Fidalgo / Maurício Fidalgo

Os atores Cauã Reymond e Matheus Abreu, que vivem os “dois irmãos” da série de TV – Maurício Fidalgo / Maurício Fidalgo

 

Publicado em O Globo

RIO — Antes do anúncio de que serie transformado em minissérie na TV Globo, o premiado livro “Dois irmãos” (Companhia das Letras), das obras mais conhecidas do autor Milton Hatoum vendia cerca de 60 exemplares por semana.

O levantamento foi feito pelo Publishnews, baseado em informações do Bookscan, ferramenta da Nielsen que monitora o varejo de livros no país. Nas duas últimas semanas de novembro, os números começaram a mudar: as vendas chegaram às 90 unidades.

A partir de dezembro, a escalada foi ganhando força: entre 28 de novembro e 4 de dezembro, foram vendidas 174 unidades; na semana seguinte, 281. De 12 a 18 de dezembro, foram 746 exemplares vendidos e na semana do Natal, 827. Na última semana do ano, quando a minissérie que estreou no último dia 9 foi anunciada, as vendas ultrapassaram a casa dos milhares e fecharam em 1.060 unidades.

A minissérie da TV Globo estreou na segunda, dia 9, às 22h20m, quando três episódios já estavam disponíveis na plataforma de vídeos Globo Play. A adaptação para a TV é assinada pela roteirista Maria Camargo, e pretende ser “totalmente fiel ao romance’’, segundo o diretor Luiz Fernando Carvalho, que define a história como “um grande drama familiar”.

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