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Garoto de 8 anos monta feira de troca de livros na calçada de casa: ‘Ler é muito legal’

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Igor tem 8 anos e resolveu renovar o estoque de livros fazendo uma feita na calçada de casa (Foto: Facebook/Reprodução)

Igor Zuniga lê desde os 5 anos e separou cerca de 50 livros para colocar na banca que montou em Campo Limpo Paulista (SP). Apesar de se divertir com todos os presentes, ele prefere ganhar livros em vez de brinquedos.

Mayara Correa, no G1

estrutura é simples e lembra uma escola: uma mesa, duas cadeiras e vários livros. Com uma faixa grande escrito “troca de livros infantis”, o pequeno Igor Daher Moura Zuniga, 8 anos, montou um cantinho de leitura na calçada da casa onde mora, em Campo Limpo Paulista (SP).

A intenção é renovar a biblioteca particular e atrair cada vez mais leitores. Leitor assíduo de histórias infantis e fã da série “Diário de um Banana”, o pequeno resolveu aproveitar as férias escolares para fazer ar as trocas.

Em vez de comprar exemplares, ele propôs para a mãe, a professora de educação física Daniele Marques Moura Zuniga, 31 anos, que montassem a banca.

A ideia surgiu no fim do ano passado e foi colocada em prática na terça-feira (9), quando três crianças apareceram para trocar ‘figurinhas’ com o Igor, inclusive uma menina de Várzea Paulista, município vizinho.

A feira de livros foi divulgada por Daniele no Facebook e chamou a atenção dos internautas e moradores de toda a região, que até sexta-feira (12) podem trocar exemplares com o garoto.

Mãe e filho usaram um tecido, tinta e bexigas para fazer um cartaz e chamar a atenção de quem passa pela rua do bairro Vila Tavares. Cerca de 50 livros foram separados para a feira e Igor já recebeu pelo menos 60 novos exemplares.

Daniele conta que as crianças deixaram mais títulos do que levaram. “Muita gente disse que vai deixar os livros aqui para ele ler. Depois que ler tudo, daqui a um tempo, acho que vamos fazer uma nova feira”, afirma.

Igor aprendeu a ler aos 5 anos (Foto: Daniele Zuniga/Arquivo pessoal)

Igor escreveu o próprio nome aos 3 anos, aos 5 aprendeu a ler e desde bem pequeno é estimulado pela família a ler.

Em entrevista ao G1, o garoto confessou que prefere ganhar livros em vez de brinquedo, mas que se diverte com todos os presentes. Por ser fã da série “Diário de um Banana”, ele perdeu a conta de quantas vezes leu os exemplares.

“Minha mãe comprou em 2016 o livro ‘365 Histórias Encantadas para Divertir e Sonhar’, então ela lê uma história diferente para eu dormir todos os dias, é muito legal. Ela dá aula de Educação Física, mas em casa me ajuda com todas as lições da escola”, afirma Igor.

Apesar de ainda não ter pensando na profissão que pretende seguir, Igor tem uma certeza: vai continuar lendo.

Igor e Daniele montaram a feira de troca de livros na calçada de casa (Foto: Arquivo pessoal)

Reencontro em Paris é o novo livro de Danielle Steel

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Úrsula Neves, no Cabine Cultural

Aos 50 anos, Carole Barber é uma famosa atriz que há algum tempo não atua em novos filmes. Sua carreira foi extensa, iniciada quando tinha apenas 18 anos. Desde que seu marido morreu, ela se manteve fora das produções cinematográficas, mas agora está focada em realizar um antigo sonho: escrever um livro. Carole escolhe Paris, cidade onde já morou, para ser a inspiração do seu enredo. Porém, após um grave acidente, ela acorda sem nenhuma lembrança do seu passado.

images.livrariasaraiva.com.br

Danielle Steel é considerada a dama do romance e já vendeu mais de dois milhões de exemplares só no Brasil. Reencontro em Paris chega às livrarias em dezembro pela Record. Danielle Steel é amada por legiões de leitores. Seus livros já venderam mais de 650 milhões de exemplares em todo o mundo, foram traduzidos para 43 idiomas e publicados em 69 países. Seus vários best-sellers incluem: Bangalô 2, Hotel Bevery Hills, O segredo de uma promessa, O anel de noivado, Final de verão, Vale a pena viver, Cinco dias em Paris, entre outros.

Livros do vestibular estão entre os menos devolvidos em bibliotecas de SP

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Betty Faria em cena do filme "O Cortiço" (1978), baseado no livro homônimo de Aluísio Azevedo

Betty Faria em cena do filme “O Cortiço” (1978), baseado no livro homônimo de Aluísio Azevedo

Publicado na Folha de S.Paulo

Esquecer de devolver livros à bibliotecas é uma prática comum entre o público que a frequenta. O número de obras que nunca retornaram às estantes de 58 unidades da cidade —estaduais e municipais— somam 66.588 exemplares.

A quantidade poderia encher uma biblioteca grande. A estadual Biblioteca de São Paulo tem o maior índice de empréstimos em atraso, com 12.210 livros.

Os dados são das secretarias Estadual e Municipal de Cultura e foram obtidos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação.

Os títulos do vestibular se destacam na lista dos menos devolvidos —formulada com base na análise dos dados das cinco bibliotecas-polo da cidade (uma para cada zona), das três centrais e das duas estaduais, entre janeiro de 2008 e dezembro de 2016.

“O Cortiço”, romance de Aluísio Azevedo, lidera a lista, com 87 exemplares que não retornaram às estantes.

A história de João Romão supera best-sellers, como “A Cabana” (44 exemplares não devolvidos) e “O Pequeno Príncipe” (42), e até sagas completas, como as trilogias “Crepúsculo” (78, somando todos os títullos) e “Cinquenta Tons de Cinza” (50).

“Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, e “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, aparecem logo em seguida na lista (abaixo). Todos são leitura exigida pelos vestibulares da USP e da Unicamp.

Mireli Barbosa, 20, é de Bauru e quer cursar engenharia aeronáutica na USP. Durante a semana, em São Paulo, ela pesquisa o Sistema Municipal de Bibliotecas para retirar as obras para estudar. “Eram muitos livros, comprar era minha última opção.”

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OS LIVROS MENOS DEVOLVIDOS

1. “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo – 87 exemplares
2. “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis – 72 exemplares
3. “Capitães da Areia”, de Jorge Amado – 66 exemplares
4. “Dom Casmurro”, de Machado de Assis e “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos – 64 exemplares cada
5. “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida – 59 exemplares
6. “Iracema”, de José de Alencar – 52 exemplares
7. “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente – 48 exemplares
8. “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queirós e “A Cabana”, de William P. Young – 44 exemplares cada
9. “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry – 42 exemplares
10. “Til”, de José de Alencar – 35 exemplares
11. “A Guerra dos Tronos”, de George R. R. Martin – 32 exemplares
12. “O Diário de Anne Frank”, de Anne Frank – 31 exemplares
13. “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, de J.K. Rowling – 30 exemplares

‘O Conto de Aia’, de Margaret Atwood, será ‘escondido’ em 11 cidades

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Série baseada em ‘O Conto de Aia’ foi produzida por serviço de streaming (Foto: Take Five-Hulu)

Série baseada em ‘O Conto de Aia’ foi produzida por serviço de streaming (Foto: Take Five-Hulu)

 

Livro lançado na década de 1980 e transformado em série está, infelizmente, mais atual do que nunca; iniciativa é uma parceria da Rocco e do Leia Mulheres

Maria Fernanda Rodrigues, no Babel

Romance distópico lançado por Margaret Atwood em 1985, O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale) voltou aos debates no mundo inteiro depois da eleição de Donald Trump, em 2016, e também às listas de mais vendidos dos Estados Unidos – assim como 1984, de George Orwell.

O livro é situado num futuro próximo em que fundamentalistas de direita tomam o poder nos Estados Unidos e criam a República de Gilead – um estado totalitário e teocrático em que mulheres férteis são feitas escravas sexuais para criarem novas vidas.

Na Marcha das Mulheres Contra Trump, no ano passado, eram vistos cartazes com os dizeres: Make Margareth Atwood Fiction Again, em referência ao slogan do então candidato (Make America Great Again), e ao medo de que o que a autora canadense escreveu fosse premonitório.

Canadian writer Margaret Atwood speaks during an interview at a hotel in Havana, Cuba, February 8, 2017. Picture taken on February 8, 2017. REUTERS/Alexandre Meneghini

Margareth Atwood voltou às listas de mais vendidos com ‘O Conto de Aia’ (Foto: Alexandre Meneghini/Reuters)

 

Recém-adaptado pelo serviço de streaming Hulu, O Conto de Aia é alvo de uma parceria entre a Rocco, que edita a obra no Brasil, e o projeto Leia Mulheres, que organiza clubes de leitura – só de obras escritas por mulheres – em mais de 40 cidades.

No próximo fim de semana, 15 e 16, exemplares do livro serão escondidos em 11 cidades: São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Brasília, Boa Vista, Maceió, Curitiba, Ribeirão Preto, Niterói e Natal. Os livros serão deixados com um bilhete para os leitores com as hashtags #LeiaMulheresERocco e #AcheOContoDaAia, para que eles possam compartilhar o achado nas redes sociais.

Uma prévia da ação foi realizada recentemente no Rio de Janeiro, com exemplares espalhados por diferentes bairros. A inspiração para ação veio de Emma Watson, que fez isso em Paris.

Emma Watson distribui o livro ‘The Handmaid’s Tale’ por Paris

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Emma Watson (Pascal Le Segretain/Getty Images)

Emma Watson (Pascal Le Segretain/Getty Images)

A atriz contou no Twitter que está escondendo exemplares de “O Conto da Aia” na capital francesa

Priscila Doneda, no M de Mulher

Emma Watson já tinha espalhado livros no metrô de Londres e em várias outras cidades no Dia Internacional da Mulher. Agora, a atriz está distribuindo exemplares de The Handmaid’s Tale (ou O Conto da Aia) pelas ruas de Paris.

Feminista declarada, Emma é Embaixadora da Boa Vontade da ONU para Mulheres e participa de um clube do livro que conta com meninas e mulheres de todo o globo. Nele, um título empoderador é escolhido e discutido pelas integrantes todos os meses.

Desta vez, Watson revelou no Twitter que está escondendo cópias de The Handmaid’s Tale por Paris, à convite da editora The Book Fairies.

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E é claro que quem achou esses exemplares está enlouquecendo, né?

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Escrito por Margaret Atwood em 1985, The Handmaid’s Tale fala sobre uma distopia perturbadora. Narrado em primeira pessoa, o livro traz a história de uma sociedade democrática que passa a viver um regime político em que as mulheres perdem todos os seus direitos e liberdades.

A obra foi adaptada para a TV por Bruce Miller e lançada no serviço de streaming Hulu, em abril de 2017. A série conta com dez episódios e Elisabeth Moss como a personagem principal, Offred. Apesar do sucesso crítica e público, ainda não há previsão para que seja transmitida no Brasil.

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