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Casas em que viveram grandes 14 escritores hoje são museus

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Quem é apaixonado por livros não pode perder esse rolê literário, de Cora Coralina a Ernest Hemingway

Ludmila Balduino, no Viagem e Turismo

Livros de grandes escritores nos levam a viajar. E nos fazem pensar sobre o contexto em que foram escritos. Para um leitor-viajante, nada é mais satisfatório do que descobrir detalhes sobre o seu autor favorito e a sua história de vida. Entender as motivações que o levaram a escrever obras tão fascinantes.

E quem é um verdadeiro leitor-viajante vai adorar passear por essas 15 casas de grandes escritores da história da humanidade. Nem que seja apenas admirando as fotos dos casarões abaixo.

1. Casa e museu de Mark Twain em Hartford, Connecticut, nos Estados Unidos


Mark Twain (Hartford, Connecticut, Estados Unidos) O autor de “As Aventuras de Tom Sawyer” nasceu no Mississippi e passou a viver em Hartford em 1874, após se casar com Olivia Clemens. Com ajuda de um arquiteto, os dois planejaram todos os detalhes da casa, que demorou três anos para ficar pronta – e, segundo o próprio Twain, perfeita para abrigar a família do escritor norte-americano. Apesar de parte da história de Sawyer se passar na terra natal de Twain, foi nessa casa em Connecticut que ele escreveu a obra que o tornou famoso no mundo inteiro

Mark Twain (Hartford, Connecticut, Estados Unidos) O autor de “As Aventuras de Tom Sawyer” nasceu no Mississippi e passou a viver em Hartford em 1874, após se casar com Olivia Clemens. Com ajuda de um arquiteto, os dois planejaram todos os detalhes da casa, que demorou três anos para ficar pronta – e, segundo o próprio Twain, perfeita para abrigar a família do escritor norte-americano. Apesar de parte da história de Sawyer se passar na terra natal de Twain, foi nessa casa em Connecticut que ele escreveu a obra que o tornou famoso no mundo inteiro

2. La Sebastiana, casa de Pablo Neruda em Valparaíso, Chile


Pablo Neruda (Valparaíso, Chile) O poeta chileno, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1971, mantinha três casas em seu país de origem: La Chascona, em Santiago; Isla Negra, na cidade costeira homônima, a 96 km de Santiago; e La Sebastiana (foto), em Valparaíso. As três construções têm arquiteturas interessantíssimas, dignas de um poeta tão criativo como ele foi – e são obrigatórias para quem é apaixonado pelos versos sonoros e que relatam tão profundamente a sociedade e a natureza do Chile

Pablo Neruda (Valparaíso, Chile) O poeta chileno, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1971, mantinha três casas em seu país de origem: La Chascona, em Santiago; Isla Negra, na cidade costeira homônima, a 96 km de Santiago; e La Sebastiana (foto), em Valparaíso. As três construções têm arquiteturas interessantíssimas, dignas de um poeta tão criativo como ele foi – e são obrigatórias para quem é apaixonado pelos versos sonoros e que relatam tão profundamente a sociedade e a natureza do Chile

3. The Fitzgerald Museum, casa dos Fitzgerald, em Montgomery, Alabama, Estados Unidos


F. Scott Fitzgerald (Montgomery, Alabama, Estados Unidos) O autor do clássico “O Grande Gatsby” viveu nessa casa no Alabama, Estados Unidos, com a esposa Zelda, entre o outono de 1931 e a primavera de 1932. Apesar de ficarem ali por pouco tempo (principalmente por causa da vida boêmia de Scott e da internação de Zelda em um hospício), o museu que a casa abriga conta a história completa do casal, da época em que viviam, e mostram aos fãs como os escritos de Fitzgerald reproduziram tão fielmente a cultura norte-americana do momento

F. Scott Fitzgerald (Montgomery, Alabama, Estados Unidos) O autor do clássico “O Grande Gatsby” viveu nessa casa no Alabama, Estados Unidos, com a esposa Zelda, entre o outono de 1931 e a primavera de 1932. Apesar de ficarem ali por pouco tempo (principalmente por causa da vida boêmia de Scott e da internação de Zelda em um hospício), o museu que a casa abriga conta a história completa do casal, da época em que viviam, e mostram aos fãs como os escritos de Fitzgerald reproduziram tão fielmente a cultura norte-americana do momento

4. Casa de William Faulkner em Oxford, Mississippi, Estados Unidos


William Faulkner (Oxford, Mississippi, Estados Unidos) Construída em 1844, a casa – que fica em uma fazenda e é cercada por carvalhos gigantescos – foi o local preferido de Faulkner para escrever sua extensa obra que o levou a receber o Prêmio Nobel de Literatura em 1949. Ele e sua família mudaram-se para esse casarão em 1930, e ali Faulkner viveu até o fim de sua vida, em 1962

William Faulkner (Oxford, Mississippi, Estados Unidos) Construída em 1844, a casa – que fica em uma fazenda e é cercada por carvalhos gigantescos – foi o local preferido de Faulkner para escrever sua extensa obra que o levou a receber o Prêmio Nobel de Literatura em 1949. Ele e sua família mudaram-se para esse casarão em 1930, e ali Faulkner viveu até o fim de sua vida, em 1962

5. Casa da escritora Pearl S. Buck, na Pensilvânia, Estados Unidos


Pearl S. Buck (Dublin, Pensilvânia, Estados Unidos) Foi nessa casa no subúrbio da Filadélfia que a escritora Pearl S. Buck criou um de seus livros mais famosos, “A Boa Terra”, que relata o dia-a-dia de uma família na China rural. A norte-americana conquistou o Prêmio Nobel de literatura em 1938 e foi uma grande ativista sobre os direitos das mulheres e dos descendentes de asiáticos nos Estados Unidos. No casarão em que viveu por 40 anos, é possível encontrar objetos da época em que morou na China, e até presentes de Dalai Lama e do ex-presidente dos EUA, Richard Nixon. Seu túmulo fica no terreno da casa, e também é muito visitado

Pearl S. Buck (Dublin, Pensilvânia, Estados Unidos) Foi nessa casa no subúrbio da Filadélfia que a escritora Pearl S. Buck criou um de seus livros mais famosos, “A Boa Terra”, que relata o dia-a-dia de uma família na China rural. A norte-americana conquistou o Prêmio Nobel de literatura em 1938 e foi uma grande ativista sobre os direitos das mulheres e dos descendentes de asiáticos nos Estados Unidos. No casarão em que viveu por 40 anos, é possível encontrar objetos da época em que morou na China, e até presentes de Dalai Lama e do ex-presidente dos EUA, Richard Nixon. Seu túmulo fica no terreno da casa, e também é muito visitado

6. Casa de Fernando Pessoa em Lisboa, Portugal


Fernando Pessoa (Lisboa, Portugal) É nesta casa em Campo de Ourique que o poeta português passou os últimos 15 anos de sua vida. Além de atividades culturais, a Casa Fernando Pessoa expõe o quarto em que ele morou, decorado como se ele ainda vivesse ali, junto com algumas relíquias, como o óculos de armação arrendodada, o bloco de anotações, e a máquina de escrever. Diz a lenda que foi naquele quartinho que ele escreveu, na noite de 8 de março de 1914, três dos seus poemas mais famosos: “O Guardador de Rebanhos”, “A Chuva Oblíqua” e “Ode Triunfal”

Fernando Pessoa (Lisboa, Portugal) É nesta casa em Campo de Ourique que o poeta português passou os últimos 15 anos de sua vida. Além de atividades culturais, a Casa Fernando Pessoa expõe o quarto em que ele morou, decorado como se ele ainda vivesse ali, junto com algumas relíquias, como o óculos de armação arredondada, o bloco de anotações, e a máquina de escrever. Diz a lenda que foi naquele quartinho que ele escreveu, na noite de 8 de março de 1914, três dos seus poemas mais famosos: “O Guardador de Rebanhos”, “A Chuva Oblíqua” e “Ode Triunfal”

7. Casa de Ernest Hemingway na Flórida, Estados Unidos


Ernest Hemingway (Key West, Flórida, Estados Unidos) O casarão ensolarado, de janelas amplas e piscina, fica na pontinha sul da Flórida. A casa em que o norte-americano viveu entre 1931 e 1940 com a ex-mulher, Pauline, e dois filhos, mantém a mobília original e objetos que Pauline trouxe da França. As dezenas de gatos que vivem por ali também são uma atração: dizem que eles são descendentes dos gatos que Hemingway e a família criaram. O autor ficou famoso por obras como “O Velho e o Mar”, “O Sol Também se Levanta” e “Por Quem os Sinos Dobram”

Ernest Hemingway (Key West, Flórida, Estados Unidos) O casarão ensolarado, de janelas amplas e piscina, fica na pontinha sul da Flórida. A casa em que o norte-americano viveu entre 1931 e 1940 com a ex-mulher, Pauline, e dois filhos, mantém a mobília original e objetos que Pauline trouxe da França. As dezenas de gatos que vivem por ali também são uma atração: dizem que eles são descendentes dos gatos que Hemingway e a família criaram. O autor ficou famoso por obras como “O Velho e o Mar”, “O Sol Também se Levanta” e “Por Quem os Sinos Dobram”

8. Casa de Shakespeare no Reino Unido


William Shakespeare (Stratford-upon-Avon, Reino Unido) Há cinco casas no Reino Unido que contam a história do maior escritor inglês de todos os tempos. Uma delas é a da foto acima: foi nessa casa que ele nasceu e viveu até por volta dos seus 20 anos, quando casou-se e mudou-se para o seu segundo lar (que também pode ser visitado). Dentro da casa, é possível descobrir detalhes sobre como a personalidade do escritor foi moldada – o local era agitado, sempre cheio de gente (Foto: David Iliff) + Doze melhores destinos no Reino Unido, a partir de Londres

William Shakespeare (Stratford-upon-Avon, Reino Unido) Há cinco casas no Reino Unido que contam a história do maior escritor inglês de todos os tempos. Uma delas é a da foto acima: foi nessa casa que ele nasceu e viveu até por volta dos seus 20 anos, quando casou-se e mudou-se para o seu segundo lar (que também pode ser visitado). Dentro da casa, é possível descobrir detalhes sobre como a personalidade do escritor foi moldada – o local era agitado, sempre cheio de gente (Foto: David Iliff) + Doze melhores destinos no Reino Unido, a partir de Londres

9. Casa de Carlos Drummond de Andrade em Itabira, Minas Gerais


Carlos Drummond de Andrade (Itabira, Minas Gerais)Foi neste sobrado do século 19 que Carlos Drummond de Andrade morou dos 2 aos 13 anos. Foi um período marcante na vida e na obra do poeta: vários poemas escritos por Drummond relembram o tempo em que ele morou no casarão. Depois que foi transformada em museu, a casa expõe objetos pessoais do brasileiro, como a sua primeira máquina de escrever, cartas, fotografias e prêmios literários

Carlos Drummond de Andrade (Itabira, Minas Gerais)Foi neste sobrado do século 19 que Carlos Drummond de Andrade morou dos 2 aos 13 anos. Foi um período marcante na vida e na obra do poeta: vários poemas escritos por Drummond relembram o tempo em que ele morou no casarão. Depois que foi transformada em museu, a casa expõe objetos pessoais do brasileiro, como a sua primeira máquina de escrever, cartas, fotografias e prêmios literários (Divulgação/Divulgação)

10. Casa do escritor Victor Hugo em Paris, França


Victor Hugo (Paris, França) Foi neste apartamento, hoje localizado na Place des Vosges, que o escritor francês viveu entre 1832 e 1848. A decoração atual tem vários objetos que pertenciam ao autor de “Os Miseráveis” e “O Corcunda de Notre Dame”, mas os cômodos também contam a história de sua vida. A foto acima, por exemplo, é do quarto chinês, que expõe o período em que ele ficou em exílio, em Guernsey, na Costa da Normandia. A estante de pratos na parede foi uma ideia criativa do escritor, que adorava decoração

Victor Hugo (Paris, França) Foi neste apartamento, hoje localizado na Place des Vosges, que o escritor francês viveu entre 1832 e 1848. A decoração atual tem vários objetos que pertenciam ao autor de “Os Miseráveis” e “O Corcunda de Notre Dame”, mas os cômodos também contam a história de sua vida. A foto acima, por exemplo, é do quarto chinês, que expõe o período em que ele ficou em exílio, em Guernsey, na Costa da Normandia. A estante de pratos na parede foi uma ideia criativa do escritor, que adorava decoração

11. Casa da escritora Agatha Christie, na Inglaterra


Agatha Christie (Devon, Reino Unido) Depois de ficar rica e famosa por causa de sua série de livros de mistério, em 1938 a inglesa Agatha Christie comprou essa casa construída entre os anos 1780 e 1790. Aberta ao público desde 2000, o casarão e seu extenso jardim serviam como refúgio da família da escritora nos feriados. Eles costumavam passar a primavera, o fim do verão e os Natais na tranquilidade do lugar. Durante a visita, é possível encontrar jogos de tabuleiro em frente à lareira, o piano de cauda da escritora, além de de áudios que contam a história de como o lugar é querido pela família

Agatha Christie (Devon, Reino Unido) Depois de ficar rica e famosa por causa de sua série de livros de mistério, em 1938 a inglesa Agatha Christie comprou essa casa construída entre os anos 1780 e 1790. Aberta ao público desde 2000, o casarão e seu extenso jardim serviam como refúgio da família da escritora nos feriados. Eles costumavam passar a primavera, o fim do verão e os Natais na tranquilidade do lugar. Durante a visita, é possível encontrar jogos de tabuleiro em frente à lareira, o piano de cauda da escritora, além de de áudios que contam a história de como o lugar é querido pela família

12. A Casa do Rio Vermelho – Jorge Amado e Zélia Gattai


Jorge Amado (Salvador, Bahia) Além da Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, a cidade de Salvador presta outra grande homenagem ao seu maior escritor: a casa em que ele morou, no bairro do Rio Vermelho, também foi transformada em museu – e tem mais objetos pessoais do baiano que gostava de usar camisas floridas do que em qualquer outro lugar. Ali, é possível voltar ao passado e quase sentir a presença dele e de sua companheira inseparável, Zélia Gattai. Principalmente ao ouvir a voz dele ecoando pelos cômodos cheios de referências aos livros que ele escreveu

Jorge Amado (Salvador, Bahia) Além da Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, a cidade de Salvador presta outra grande homenagem ao seu maior escritor: a casa em que ele morou, no bairro do Rio Vermelho, também foi transformada em museu – e tem mais objetos pessoais do baiano que gostava de usar camisas floridas do que em qualquer outro lugar. Ali, é possível voltar ao passado e quase sentir a presença dele e de sua companheira inseparável, Zélia Gattai. Principalmente ao ouvir a voz dele ecoando pelos cômodos cheios de referências aos livros que ele escreveu (Divulgação/Divulgação)

13. Museu Casa de Cora Coralina, Goiás (GO)


Cora Coralina (Goiás, Goiás) A senhorinha que encantou o Brasil e o mundo com seus poemas singelos, e ao mesmo tempo extremamente fortes, que relatavam o dia a dia de uma menina que morava na casa da ponte, vivia mesmo em um casarão à beira da ponte sobre o Rio Vermelho, em Goiás. Uma das representantes mais famosas da cidade histórica rodeada pela Serra Dourada, no meio do estado de mesmo nome, Cora Coralina precisou fazer doces para vender nos últimos anos de sua vida. Por isso, a cozinha é um dos pontos altos da visita. A casa da ponte – como é carinhosamente chamada pelos visitantes – ainda tem um jardim enorme e florido (tem até uma bica de água fresquinha), conserva as roupas que ela usou, a cama em que dormiu e a sua poltrona preferida, de onde recebia visitas ilustres

Cora Coralina (Goiás, Goiás) A senhorinha que encantou o Brasil e o mundo com seus poemas singelos, e ao mesmo tempo extremamente fortes, que relatavam o dia a dia de uma menina que morava na casa da ponte, vivia mesmo em um casarão à beira da ponte sobre o Rio Vermelho, em Goiás. Uma das representantes mais famosas da cidade histórica rodeada pela Serra Dourada, no meio do estado de mesmo nome, Cora Coralina precisou fazer doces para vender nos últimos anos de sua vida. Por isso, a cozinha é um dos pontos altos da visita. A casa da ponte – como é carinhosamente chamada pelos visitantes – ainda tem um jardim enorme e florido (tem até uma bica de água fresquinha), conserva as roupas que ela usou, a cama em que dormiu e a sua poltrona preferida, de onde recebia visitas ilustres

14. Casa de Vladimir Nabokov em São Petersburgo, na Rússia


Vladimir Nabokov (São Petersburgo, Rússia) Foi aqui que o escritor russo nasceu, em 1899, e viveu até a adolescência, em 1917. A família fugiu da revolução Russa, esperando passar poucos meses fora do país, mas nunca mais voltou à casa. Nos anos 1990, o térreo foi aberto para expor os objetos pessoais da família, como a extensa coleção de livros – são mais de 10 mil volumes. Também dá para se ter uma ideia da fascinação que Nabokov tinha por borboletas – suas coleções de desenhos de borboletas, e de borboletas que ele caçou, estão entre os pontos altos do museu

Vladimir Nabokov (São Petersburgo, Rússia) Foi aqui que o escritor russo nasceu, em 1899, e viveu até a adolescência, em 1917. A família fugiu da revolução Russa, esperando passar poucos meses fora do país, mas nunca mais voltou à casa. Nos anos 1990, o térreo foi aberto para expor os objetos pessoais da família, como a extensa coleção de livros – são mais de 10 mil volumes. Também dá para se ter uma ideia da fascinação que Nabokov tinha por borboletas – suas coleções de desenhos de borboletas, e de borboletas que ele caçou, estão entre os pontos altos do museu

3 livros para ler no feriado e depois ver o filme

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Nossa editora Isabella D’Ercole faz uma listinha de livros que viraram filmes: escolha uma dupla para curtir no feriado!

Isabella D’Ercole, na revista Claudia

Quem nunca se apaixonou pelos personagens de um livro? E, depois, ficou ainda mais feliz porque os personagens iam ganhar um filme só deles? Acho que todo mundo pode levantar a mão e admitir que já passou por isso. Tem aquela coisa de você ter imaginado o personagem um pouquinho diferente e aí chega aquele gato (tipo o Leonardo DiCaprio) e se prova muito melhor do que sua imaginação. Ou tem vezes que o livro não é tão fiel ao filme e ficamos chateadas, nos sentindo traídas pelo diretor. Com esses três livros que eu escolhi, essa segunda alternativa não acontece. Os filmes são fiéis e levam para a tela três histórias maravilhosas. Nenhum deles é novo, então dá para encontrar com facilidade, assim como os filmes. Eu sugiro ler o livro antes e depois sentar no sofá pra curtir as versões hollywoodianas. A garantia é: os três são tão bons que vai dar pra ler e assistir pelo menos um durante o feriado prolongado que vem aí.

O Grande Gatsby

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O americano F. Scott Fitzgerald é um dos meus autores preferidos, mas a lista de livros recomendados fica para outro post. Agora, sugiro este, que é um de seus títulos mais famosos. A história é de um homem tão obcecado por sua paixão de adolescência, a Daisy. No filme, Gatsby é o Leo DiCaprio e a Daisy é a Carey Mulligan. Gatsby muda sua vida, corre atrás de acumular uma fortuna e se torna popular para impressionar Daisy. Os dois vivem uma paixão louca e arrebatadora, mas Daisy é casada, o que acaba mudando os planos do casal. Não vou dar mais detalhes da história, mas digo que é merecido. Nessa versão do filme, dirigida por Baz Luhrmann, os cenários são deslumbrantes, a música é moderna e tudo brilha. Se você se apaixonar pela história (como eu), sugiro emendar a versão de 1974, com Robert Redford e Mia Farrow. Vale a pena. Ah, como o Leonardo DiCaprio é lindo demais, segue outra foto dele:

gatsby

 

Orgulho e Preconceito

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Elizabeth Bennet é uma das personagens mais marcantes da literatura. Criada pela britânica Jane Austen, ela é forte, feminista, poderosa. E se apaixona pelo charmoso Sr. Darcy. Só que ele não é uma figura fácil. Tímido, demora a responder aos sentimentos da Srta. Bennet. Nesse meio tempo, ela precisa lidar com as loucuras que fazem suas quatro irmãs e a mãe. A família vive no interior da Inglaterra, no final do século 18. No cinema, Elizabeth é interpretada por Keira Knightley e o Sr. Darcy por Matthew MacFadyen. Fora a bela história, o filme tem cenários lindos, planos-sequência de deixar o queixo caído e uma trilha sonora que acalma. Vale ler e depois assistir uma, duas, três, mil vezes…

As Vantagens de Ser Invisível

as-vantagens-de-ser-invisivel

Escrito por Stephen Chbosky, esse livro lançado em 1999 causou furor no público juvenil. Mas, na verdade, ele é tão profundo e revelador que pode ser muito bem aproveitado por um adulto. Conta a história de Charlie, um adolescente com personalidade inconstante e dificuldade de se relacionar. Logo após passar pelo trauma do suicídio do melhor amigo, ele entra em uma nova escola e é obrigada a lidar com uma realidade totalmente diferente. Para sorte de Charlie, alguns colegas são tão diferentões quanto ele e o abraçam sem hesitar. O livro é curtinho e pode ser lido em uma sentada. No filme, Charlie é interpretado por Logan Lerman, mas no elenco estão Emma Watson e Ezra Miller. Só um aviso: não é exatamente feliz, tá? Capaz de você terminar mais reflexivo do que relaxado.

Contos inéditos de F. Scott Fitzgerald são publicados 80 anos após criação

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Retrato do escritor norte-americano F. Scott Fitzgerald

Retrato do escritor norte-americano F. Scott Fitzgerald

 

Publicado na Folha de S.Paulo

Os contos inéditos de F. Scott Fitzgerald, cujo livro “O Grande Gatsby” proporciona uma representação icônica dos excessos dos Estados Unidos na era do jazz, serão lançados em abril de 2017, 80 anos após terem sido escritos.

A Scribner, editora da Simon & Schuster, anunciou que publicará “I’d Die for You” –uma coleção de histórias consideradas muito controversas quando foram escritas na década de 1930.

Como um personagem de seus livros, Fitzgerald teve uma curta e trágica vida. Morreu em 1940, aos 44 anos, após lutar durante anos contra o alcoolismo e com o comprometimento neurológico de sua mulher, Zelda.

No fim da vida, escreveu e enviou às maiores editoras diversas histórias que eram repetidamente devolvidas. De acordo com os editores, seu trabalho era muito provocativo para aqueles tempos.

“Ao invés de permitir trocar, ou ser suavizado, pelos editores contemporâneos, Fitzgerald preferiu que seu trabalho não fosse publicado, inclusive em momentos em que realmente precisava de dinheiro”, assinalou a Scribner em sua página na Internet.

Publicado em 1925, “O Grand Gatsby” capturou as mudanças de costumes e os extremos econômicos de uma época que o autor apelidou como “a era do jazz”.

“Foi uma era de milagres”, escreveu. “Foi uma era de excessos”.

O livro foi elogiado por autores contemporâneos como T. S. Eliot e Willa Cather, mas as vendas foram baixas, assim como já havia acontecido com livros anteriores –”Este Lado do Paraíso” e “Os Belos e Malditos”– deixando Fitzgerald no que ele chamou de “a grande depressão”.

Agora, seus livros vendem em apenas um mês mais do que venderam durante toda sua vida, além de terem se tornado objeto de estudo nas aulas de literatura de escolas e universidades.

Como o próprio Fitzgerald disse: “um autor deve escrever para os jovens de sua geração, os críticos da seguinte e, depois, para os professores de sempre”.

Nove adaptações literárias que você precisa conhecer

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Publicado no Canal do Leitor

Acho que muitos de nós, cinéfilos, temos notado que ultimamente a quantidade de filmes com roteiros originais diminuiu bastante, isso porque as adaptações cinematográficas de livros e até quadrinhos viraram uma febre e estão enriquecendo os estúdios Hollywoodianos. Se é mais fácil eu não sei, mas é fato que unir o melhor dos dois mundos e criar representações visuais para histórias que só eram vivas em nossas imaginações, tem cativado muitas pessoas.

Muitas vezes essa troca entre as artes faz com que o leitor vá até o cinema e o espectador busque ler os livros, é um casamento perfeito que estimula as pessoas, apesar de todos os mimimis envolvidos.

Acontece que muitas obras cinematográficas que amamos ou não são adaptações de livros (contos, novelas e etc.) e nós nem imaginávamos. Abaixo segue uma lista com os 09 filmes que são adaptações literárias e que, para não dizer ninguém, poucas pessoas sabiam.

1. CORALINE: Sim, o encantador filme que recebeu um toque especial da produção de Tim Burton, é a adaptação de um conto de terror do autor Neil Gaiman (Deuses Americanos) e fez um enorme sucesso antes de se tornar uma animação belíssima e brilhante do diretor Henry Sellick.

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2. O Curioso caso de Benjamin Button: Um filme polêmico, com uma história emocionante e peculiar, que apesar de ser uma ficção tem muitas verossimilhanças. É uma adaptação de um conto do F. Scott Fitzgerald (O Grande Gatsby), bizarro e igualmente emocionante.

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3. Orgulho e Preconceito E ZUMBIS: Por essa ninguém esperava! Esse filme trash é baseado em uma adaptação de uma adaptação do romance da escritora Jane Austen, Orgulho e Preconceito, que também ganhou um filme. O interessante é justamente que esse filme é adaptado do livro de comédia do autor Seth Grahamer Smith, que é adaptado do livro clássico da Austen. Confuso né?

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4. Cidade de Deus: Um dos mais prestigiados e consagrados filmes do cinema nacional, tem um roteiro brilhante que expõe as faces de um Brasil obscuro por meios de histórias de criminalidades retratas na favela Cidade de Deus. Adaptação do romance escrito por Paulo Lins é baseado em fatos reais e é considerada uma das maiores obras literárias contemporâneas, feita para um projeto de pesquisas antropológicas: “Crime e criminalidade nas classes populares”.

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5. Bonequinha de Luxo: O Clássico perfeito e apaixonante, eternizado no cinema pela icônica Audrey Hepburn fez e ainda faz muito sucesso. É uma adaptação do livro do jornalista Truman Capote, que tem o mesmo nome, em inglês, Breakfast at Tiffany’s. É interessante porque para a época, apesar de sutil, essa história foi polêmica por contar a vida de uma prostituta de luxo. O livro tem uma narrativa muito mais completa, abrangente e explícita.

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6. SHREK: BOMBA! Uma das animações mais maravilhosas de todas que fez a alegria de várias gerações, que marcou nossa infância, que você tem todos os DVDs em casa e que todo mundo ama foi adaptado, ou mais precisamente, baseado em um livrinho infantil ilustrado e escrito por William Steig. Claro que a DreamWorks mais do que adaptou a história, modificou e temperou ela todinha, mas o que vale é a essência literária. Antes de chegar aos cinemas provavelmente era a leitura antes da soneca de muitas crianças.

Shrek (mais…)

O trabalho de alguns autores antes de serem famosos

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Publicado no Resenhas a La Carte

O site Unplag criou um infográfico superlegal sobre os trabalhos “aleatórios” que alguns autores tiveram antes de alcançar a fama. De pirata a compositor, esses gênios já fizeram de tudo!

JAMES JOYCE

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FOTO: Reprodução

O autor de “Ulysses” já foi compositor, ator e tocava instrumentos como piano e violão!

CHUCK PALAHNIUK

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FOTO: Reprodução

Antes de se tornar célebre pelo livro “Clube da Luta”, Palahniuk trabalhou como lavador de pratos, mensageiro, mecânico e ainda manejava projetores de filmes!

WILLIAM FAULKNER

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FOTO: Reprodução

O autor de “O Som e a Fúria” já foi carteiro da Universidade do Mississipi.

KEN KESEY

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FOTO: Reprodução

O autor de “Um Estranho no Ninho” já foi zelador em um hospital psiquiátrico e voluntário para um estudo da CIA.

KURT VONNEGUT

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FOTO: Reprodução

O autor de “Cama de Gato” já foi vendedor de carros para uma empresa sueca.

 

STEPHEN KING

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FOTO: Reprodução

O mestre do horror já foi zelador em uma escola. (mais…)

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