Vitrali Moema

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Faculdade de Direito na Índia terá curso sobre Harry Potter

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João Abbade, no Nerd Bunker

Assim como aconteceu no Brasil com a USP, a Índia também terá um curso focado em discutir e analisar aspectos específicos da mitologia do mundo mágico de Harry Potter. Ministrado na Universidade Nacional de Ciências Jurídicas de Bengala Ocidental, em Kolkata, o curso oferece aulas sobre as legislações do mundo fictício, dissecando os direitos e a ética por trás dos elfos domésticos e das maldições imperdoáveis, por exemplo.

O coordenador que criou o curso é o professor de direito Shouvik Kumar Guha, que pede que seus alunos tenham lido a saga de livros de J. K. Rowling pelo menos duas vezes. No conteúdo programático do curso, estão aulas como “Maldições Imperdoáveis”, “Snape e a Ordem da Fênix” e “Agentes do bom e servos do mal”

“De certa forma, eu acho que nós não estávamos incentivando o pensamento fora da caixinha”, diz o professor em entrevista.

O mundo mágico destaca o limite das leis. Fala sobre problemas de um judiciário quando ele não é totalmente independente e de quando a mídia é reduzida.

As leis da ficção podem ser bons paralelos para discutirmos e melhorarmos a nossa compreensão das leis do nosso mundo. A prova disso é que o curso “Uma interface entre Literatura de fantasia e direito: foco especial no Potterverso de Rowling” já está lotado e com fila de espera.

‘Não entrem na faculdade em 2018’: estudante sugere que jovens tirem 6 meses para experiências pessoais

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Henrique Souza está se formando em psicologia e trabalha em uma startup (Foto: Arquivo pessoal)

Henrique Souza está se formando em psicologia e trabalha em uma startup (Foto: Arquivo pessoal)

Para Henrique Souza, adolescentes de 17 e 18 anos não devem entrar de imediato na universidade.

Luiza Tenente, no G1

Sabe aquele roteiro pré-estabelecido para os jovens de 17 ou 18 anos? Saia da escola, entre no cursinho ou na faculdade e seja um profissional bem-sucedido? Então: isso pode te deixar mentalmente doente. Quebre isso e se permita falhar.”

Esse é o conselho de Henrique Souza, de 22 anos, compartilhado no Facebook e curtido por mais de 40 mil pessoas. Recém-formado em psicologia, ele sugere que os jovens terminem o ensino médio e reservem os 6 meses seguintes para atividades de autoconhecimento. A recomendação não é que seja um período de descanso, e sim de experiências intensas.

Faça uma lista de pessoas que você admira e sugira de trabalhar de graça para elas nesse período. Trabalhe como vendedor em uma loja. Faça voluntariado com crianças ou idosos, entre no coral, dê aula de inglês, crie um canal no Youtube para postar vídeos diários, ensine grávidas a fazer crochê. O principal é: faça tudo sem o medo de errar, sem pensar se os outros vão curtir. Quanto mais você falhar, mais vai crescer”, sugere Henrique.

Henrique recomenda que estudantes não entrem na faculdade logo após terminar a escola (Foto: Reprodução/Facebook)

Henrique recomenda que estudantes não entrem na faculdade logo após terminar a escola (Foto: Reprodução/Facebook)

Na opinião de Henrique, são atividades como essas que vão ajudar o jovem a perceber quais são suas habilidades e preferências. “Não precisa ser só projeto de caridade, até porque não é todo mundo que tem condição financeira de ser bancado por 6 meses. Mas dá para conciliar um canal de música no Youtube com um trabalho que pague as contas. Ter um chefe, precisar ouvir os colegas e ousar são jeitos de dar valor para as pessoas, de se conhecer”, diz.

Ele afirma que a decisão de aguardar 6 meses para entrar na faculdade pode incomodar os pais, os professores ou os amigos. “Eles todos querem nosso bem. Mas não necessariamente o que eles desejam é o que vai nos fazer feliz. Minha irmã tem 17 anos e está sofrendo para escolher uma profissão. Eu sugeri a ela: foca na sua aprendizagem e em algo que exija várias habilidades de você. Se permita tentar mil coisas diferentes, falhar em 995 delas e descobrir 5 que fazem seu coração bater mais forte”, conta Henrique.

Ele explica que, na universidade, também é possível dar continuidade aos projetos pessoais – grupos de estudo e voluntariado, por exemplo. “Mas não vejo motivo para querer entrar na faculdade de cara, ainda mais se for privada, que vai exigir dinheiro e tempo. Esse período de 6 meses pode amadurecer a escolha”, diz.

Recomendação por experiência própria

Henrique foi aprovado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aos 17 anos, logo após terminar o ensino médio. O sonho dele era cursar psicologia – mas, quando começaram as aulas, ele se decepcionou. “Sou de São Leopoldo e precisei mudar de cidade. A adaptação foi difícil, as matérias não eram o que eu pensava, fiquei muito frustrado. Eu tinha uma expectativa grande e, quando não entendia algum texto, me culpava”, conta. “Perdi energia, minha rotina mudou e aí tive depressão nos dois primeiros semestres.”

O que ajudou o jovem a se reerguer foram as atividades complementares. “Foi o que mudou minha vida. Comecei a experimentar tudo sem filtro: laboratório de pesquisa, monitoria na faculdade, empresa júnior. Elaborei projetos de workshop, cozinhava à noite, vendia alfajor, pastel e pão de queijo para os meus colegas. Não podemos fazer só o que fica bonito no Instagram. Precisamos ser humildes”, diz.

Equipe da Eurekka, startup da qual Henrique é sócio, cria soluções tecnológicas para problemas humanos (Foto: Arquivo pessoal)

Equipe da Eurekka, startup da qual Henrique é sócio, cria soluções tecnológicas para problemas humanos (Foto: Arquivo pessoal)

Nas atividades extracurriculares, Henrique conheceu seus atuais sócios da startup Eureka, que busca desenvolver soluções tecnológicas para problemas humanos. “Postei esse texto porque me lembrei da minha história. Dói ver jovens sofrendo”, diz.

Martinho da Vila faz faculdade de Relações Internacionais no Rio, aos 79 anos

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Cantor assiste à aula numa faculdade privada do Rio Foto: Rennan Medeiros Pimentel

Cantor assiste à aula numa faculdade privada do Rio Foto: Rennan Medeiros Pimentel

Michael Sá, no Extra

Devagar, devagarinho, Martinho da Vila vai chegando lá. Cantor, compositor, poeta e escritor, o músico de 79 anos mostra que nunca é tarde para aprender e voltou às salas de aula. Ele é aluno do 5º período do curso de Relações Internacionais de uma universidade particular na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Bastante aplicado, Martinho se destaca nas aulas por ser extremamente inteligente e dedicado. Esse é o primeiro curso universitário do cantor, que é autor de 14 livros com temas que variam sobre Brasil, política, samba e escravidão.

Procurado pelo EXTRA, o sambista contou que escolheu o curso de RI por causa do seu trabalho como embaixador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Já pratico relações internacionais há muito tempo, mas eu queria pegar um pouco de conhecimento mais teórico”, explica. “Na faculdade, eu sou um aluno de conhecimento, um ouvinte. Faço os trabalhos que todos fazem, cumpro uma carga horário, mantenho a frequência nas aulas, mas não preciso fazer prova”.

Ele releva ainda que sua atitude de voltar a estudar tem servido de exemplo para muita gente retornar às salas de aula.

“Várias pessoas de uma certa idade, até de 50 anos, que tinham vontade de fazer um curso superior, mas que não tinham muita coragem, chegam e falam que foram incentivados por mim a estudar. E isso é bacana. Conhecimento nunca é demais”.

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Martinho da Vila volta às salas de aula Foto: Martinho da Vila fez sucesso pelo país com “Xica da Silva” / AGência O Globo

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Aluno aplicado! Martinho da Vila assiste a uma aula numa faculdade do Rio Foto: Rennan Medeiros Pimentel

Morador de rua passa em 2º lugar em Administração na UFRN

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(Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

(Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

 

Publicado na Galileu

Vendedor ambulante e morador de rua, Mário Batista da Cruz Júnior, de 34 anos, passou em segundo lugar no curso de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Determinado a voltar a estudar, ele conta que leu tudo o que podia para se preparar para a prova do Enem.

Mário dorme todos os dias no Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro Pop) de Panamirim, na região da Grande Natal. Ele conta que precisa chegar cedo para conseguir uma das 26 vagas, onde tem acesso, além do abrigo, a assistência social, jurídica e psicológica. Seu plano agora, porém, é conseguir uma vaga na residência universitária.

O mais novo calouro de administração sempre gostou de ler, e emprestava a maioria dos livros que lia de uma minibiblioteca do Coletivo For All, que fica no bairro Cohabinal da cidade. Ele acredita que o conhecimento, diferente de bens materiais, uma vez adquirido, nunca mais será perdido.

Mário começou a experimentar substâncias químicas desde muito cedo e por isso abandonou os estudos. Ele conta que começou a beber aos nove anos, e a partir daí experimentou muitas outras coisas. Agora, Mário pretende refazer seus laços familiares, se dedicar aos estudos e seguir para uma nova vida.

(Via G1)

Se você tem mais de 30 anos, não é tarde para uma primeira graduação

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Mercado de trabalho tem caminhado para ser cada vez mais flexível em relação à idade, afirma coach de carreira

Publicado no Administradores

O mercado de trabalho vem se tornando cada vez mais competitivo. Para ter alguma chance de manter ou conseguir um emprego, o profissional precisa estar em constante aprimoramento e aprendizado. Porém, enganam-se quem acredita que o mercado apenas encontra força de vontade e disposição nos profissionais com 20 e poucos anos. Muito pelo contrário. As qualidades necessárias para preencher os pré-requisitos de uma vaga de emprego, muitas vezes, só são adquiridos com a maturidade da prática e experiência de vida, que os profissionais mais velhos têm de sobra.

Madalena Feliciano, coach de carreiras e diretora da Outliers Careers e do Instituto Profissional de Coaching, diz que o mercado de trabalho tem caminhado para ser cada vez mais flexível em relação à idade. “Embora essa nova mentalidade se desenvolva lentamente, a cultura dos profissionais de Recursos Humanos está cada vez mais pautada em competências, isto é, o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que devem estar congruentes ao que as empresas pedem. Profissionais mais velhos já trazem essa experiência na prática, por isso se enquadram às buscas de candidatos”, explica.

A coach acrescenta que a formação superior nunca é tardia. “Os profissionais que já tem experiência em sua área de atuação, mas não tem formação acadêmica (graduação ou pós-graduação), são beneficiados com novos pontos de vista, novas ferramentas e metodologias que não conseguiram desenvolver na atuação prática”, comenta.

Madalena ainda ressalta que a qualidade mais procurada no mercado de trabalho, hoje em dia, é a força de vontade e aprimoramento pessoal. “Principalmente em tempos de crise econômica, o profissional que não acrescenta nada de novo, é facilmente descartado, pois o empregador vê isso como um investimento alto e arriscado. Uma graduação, não importa a idade, é, com certeza, um aprimoramento e vontade de crescer. Isso é muito bem visto no mercado”, afirma a coach.

De acordo com a especialista, esta é uma regra que se aplica a todos, tanto aos já formados, quanto aos que ainda estão buscando a primeira graduação, em qualquer idade. “Profissionais que estão sempre em busca de novos aprendizados, são sempre melhores vistos no mercado. Pois são os que estão completamente fora de suas zonas de conforto, trazendo inovação e pensamentos diferentes dos que as empresas estão acostumadas. O perfil deste profissional inquieto está entre os mais procurados no mercado de trabalho”, complementa Madalena.

Aos profissionais que já são formados, mas estão buscando a transição de carreira, Madalena diz que uma segunda graduação só tem a acrescentar. “Estes profissionais têm a oportunidade de agregar ao seu currículo um perfil mais versátil, maximizando os seus resultados em função da integração entre Experiência Corporativa e conhecimentos acadêmicos, de comprovada eficiência”, afirma.

A coach de carreiras comenta que, às vezes, o maior obstáculo desse profissional é a visão pessimista, comumente vinda de familiares e amigos, sobre a pessoa estar “muito velha” para uma reinvenção profissional. “É importante sempre lembrar, que muitas das grandes mentes do mundo são pessoas que quebraram as barreiras do preconceito e superaram a si mesmas, se reinventando com idades mais avançadas e quando ninguém mais acreditava”, diz.

E conclui: “Nunca deixe que alguém diga o que você pode ou não fazer, afinal, você é o único representante do seus sonhos e ninguém pode parar uma pessoa que está determinada em ser cada vez melhor”, finaliza Madalena.

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