Sua Segunda Vida Começa Quando Você Descobre Que Só Tem Uma

Posts tagged fadas

J.K. Rowling revela ter conto de fadas guardado

0
J.K. Rowling: ela disse "não fazer ideia" sobre se a história será publicada um dia (Stefan Wermuth/Reuters)

J.K. Rowling: ela disse “não fazer ideia” sobre se a história será publicada um dia (Stefan Wermuth/Reuters)

Ao admitir a existência da história, a escritora revelou um detalhe curioso: ele não foi escrito em papel e nem em um computador

Publicado na Exame

J.K. Rowling fez uma nova revelação sobre suas obras em entrevista à CNN. Questionada pela jornalista Christiane Amanpour se era verdade que ela estava produzindo um livro infantil com temática política, ela confirmou que havia, sim, escrito uma história. Mas tem um detalhe: não foi em papel nem em um computador. J.K. Rowling escreveu em um vestido.

“A minha festa de aniversário de 50 anos foi realizada no Halloween e como tema eu pedi para os convidados virem como ‘seu pior pesadelo’. No meu caso, era o de um manuscrito perdido, então escrevi um conto no vestido e usei. Não faço nem ideia se será publicado algum dia, mas no momento está pendurado em algum dos meus armários”, falou Rowling.

No momento, ela está finalizando o roteiro da continuação de Animais Fantásticos e Onde Habitam e revelou no final de 2016 que está escrevendo dois livros diferentes, um deles com o seu pseudônimo Robert Galbraight.

Com Rapunzel rastafári e fadas do acarajé, baiana lança livro inspirado em contos de fadas clássicos com personagens negros

0

‘Os Contos de Fadas na Realidade Afro-baiana’ será lançado no dia 7 de julho, em Salvador.

Livro Os Contos de Fadas na Realidade Afro-Baiana será lançado no dia 7 de julho, em Salvador (Foto: Divulgação)

Livro Os Contos de Fadas na Realidade Afro-Baiana será lançado no dia 7 de julho, em Salvador (Foto: Divulgação)

Lílian Marques, no G1

Rapunzel rastafári, fadas do acarajé, príncipe jamaicano, Chapeuzinho Vermelho protegida por um orixá são alguns dos personagens do primeiro livro da escritora baiana Maria Izabel Nascimento Muller. Intitulada de “Os Contos de Fadas na Realidade Afro-baiana”, a obra foi inspirada em clássicos da literatura infantil e tem personagens negros ou que vivem em cenários da Bahia, como o Pelourinho e Chapada Diamantina.

O livro é também definido pela escritora como muvulcultura, uma forma de incentivar as crianças negras, criando uma identificação com os personagens, antes pertencente ao mundo tido como dos brancos.

Após quase 30 anos de escrita, a publicação será lançada no dia 7 de julho, na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, em Salvador, e tem ainda os santos Cosme, Damião e Do’ou, representando os três porquinhos, os irmão João e Maria cantando e dançando ao som do Olodum e da Timbalada. O livro tem também um trecho dedicado ao tema “histórias de baianidade”, no qual a escritora cria histórias divertidas, como o diário de um tênis, as aventuras de um personagem no carnaval da Bahia e a miscigenação dos anjos.

Em entrevista ao G1, Maria Izabel revelou que a ideia de escrever a publicação surgiu há muitos anos, quando ainda era professora da rede pública de ensino da Bahia e viu a necessidade da sensação de pertecimento em seus alunos negros. Maria Izabel trabalhou em escolas de Salvador por 33 anos. Episódios de racismo que marcaram a vida dela também foram determinantes para essa iniciativa. Hoje, aos 68 anos, ela se divide entre Brasil e Suíça, terra natal do marido dela.

“Começou nos idos de 1982, quando passei por uma situação de racismo em uma pós [graduação]. Quando eu comecei a ensinar estudos africanos passei a ter uma nova visão. Descobri que minhas alunas eram fascinadas pelos contos de fadas. Negras, pobres, que não tinham a realidade dos contos de fadas. Depois de estudos, eu fui observando e olhando os livros de contos de fada. Vi que aqui vivemos numa realidade de 80% de negros e [esses contos] não condizem com nossa realidade, mas não sou contra”, afirmou.

A escritora, que também ilustrou o livro, conta que começou a escrever a obra em 1988, ainda com muita insegurança em falar sobre negritude no Brasil. “Era muito difícil”, disse.

Sem perspectivas de publicação, Maria Izabel guardou os escritos do livro, mas compartilhou o trabalho com alguns colegas de escola. “Só foi publicado agora por falta de oportunidades. Me cobraram muito caro na época e para financiar pelos órgãos públicos eu precisava participar de editais”, disse.

Após pouco mais de dez anos, o trabalho de Maria Izabel foi divulgado em alguns jornais de Salvador e em uma edição especial da Revista TV Escola, do Ministério da Educação, mas ainda sem perspectivas de publicação.

“O trabalho ‘fugiu’ das minhas mãos e foi parar nos jornais e revistas. Em 2000, o Ministério da Educação estava buscando por trabalhos inéditos e me procurou. Veio uma delegação do MEC e fui escolhida para representar o povo negro quando o Brasil completou 500 anos”, afirmou.

A escritora afirma que ainda hoje considera que existe um racismo velado no Brasil, mas que o país já avançou muito em relação a isso. Quando teve a ideia do livro, conta Izabel, o tema mal era debatido. “O racismo colonialista se alimenta até hoje. Mas isso tem melhorado muito. Pelo menos, a gente ja tem a coragem de dizer, não tem mais medo. Minha intenção [no livro] não foi fazer uma separação, mas pegar metáfora e escrever numa realidade mais próxima. A literatura é volátil, usei a metáfora da inclusão e não da exclusão. Existem vários caminhos para a gente se incluir”, disse.

O projeto de publicar o livro foi retomado recentemente, em maio 2017. “Minha intenção é, através da venda do livro, dar oportunidade a alguém que está necessitando, fazer um trabalho social, porque ele está agregado à minha carreira, à minha realidade. É uma contribuição, não é uma vaidade minha. Eu vim de uma realidade muito humilde e, graças a Deus, a meus pais, e muita outras pessoas, tive a oportunidade de estar realizando esse sonho”, revelou.

Izabel conta que investiu cerca de R$ 8 mil para publicar 200 exemplares da obra. Cada livro será vendido por R$ 30. Como a escritora não tem vínculo com nenhuma distribuidora, a publicação pode ser adquirida no dia do lançamento. Quem tiver interesse também pode fazer contato com a escritora pelos telefones 71 98806-4872 ou 71 3230-1219.

Maria Izabel define livro como uma forma de incentivar as crianças negras (Foto: Roberto Leal/ Divulgação)

Maria Izabel define livro como uma forma de incentivar as crianças negras (Foto: Roberto Leal/ Divulgação)

Racismo

Ao G1, a escritora Maril Izabel contou uma história marcante de racismo que ocorreu quando ela ainda era criança. Segundo a escritora, à época do ocorrido ela estava com 9 anos e não chegou a perceber com clareza que, junto com três colegas, estava sendo excluída de uma ativdade escolar por ser negra.

“Uma vez uma pró integrou uma turma de teatro e os quatro negros foram excluídos. Eu questionei e, no dia seguinte, ela trouxe um texto muito direcionado aos negros. Vivi com isso por toda a minha vida, me feriu muito. Era uma cantiga que dizia assim: ‘eram quatro pretinhos, todos quatro da Guiné, e deitaram a fugir dançando siricoté'”, disse a escritora cantando o trecho da música.

Mesmo diante da resistência da mãe, que orientou Izabel a não participar da atividade com a cantiga, ela disse que não tinha consciência do que estava ocorrendo e se sentia feliz por poder se apresentar com os colegas. “No dia da apresentação, todos os colegas apresentaram seus pápeis, e nós quatro [negros] ficamos no fundo da sala, ouvimos todos. Quando terminou todos foram embora, só ficou a professora. Eu perguntei da nossa apresentação e ela mandou a gente se apresentar para a sala vazia. Mas isso para mim foi uma alegria tão grande, mas ao mesmo tempo tinha um sentimento que eu não sabia explicar. Só hoje eu tenho noção de que era tristeza, frustação”, relatou.

Sobre a autora

Maria Izabel do Nascimento Muller nasceu em Jacobina, cidade localizada na Chapada Diamantina, onde se formou em Magistério. Após prestar concurso para professor da rede pública de ensino da Bahia, ela se mudou para Salvador, onde fez o curso de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, pela Universidade Católica de Salvador (Ucsal). Depois, Izabel fez pós-graduação em Estudos Afro e Tradição e Cultura, nas Universidades Federal (UFBA) e do Estado da Bahia (Uneb).

Em 2002, casou com um suíço, se aposentou e foi viver no país do marido, onde estudou alemão e trabalhou como voluntária em um programa da Organização das Nações Unidas (Onu). Em 2012, após o marido se aposentar, Izabel voltou com ele para Salvador e o casal começou a viajar o mundo. Juntos, os dois já conheceram mais de 25 países e fizeram alguns cursos de idiomas por onde passaram. Hoje eles se dividem entre o Brasil e a Suíça.

Concurso Cultural Literário (79)

49

capa do bem e do mal

LEIA UM TRECHO

No povoado de Gavaldon, a cada quatro anos, dois adolescentes somem misteriosamente há mais de dois séculos. Os pais trancam e protegem seus filhos, apavorados com o possível sequestro, que acontece segundo uma antiga lenda: os jovens desaparecidos são levados para a Escola do Bem e do Mal, onde estudam para se tornar os heróis e os vilões das histórias.

Sophie torce para ser uma das escolhidas e admitida na Escola do Bem. Com seu vestido cor-de-rosa e sapatos de cristal, ela sonha em se tornar uma princesa. Sua melhor amiga, Agatha, porém, não se conforma como uma cidade inteira pode acreditar em tanta baboseira. Ela é o oposto da amiga, que, mesmo assim, é a única que a entende. O destino, no entanto, prega uma peça nas duas, que iniciam uma aventura que dará pistas sobre quem elas realmente são.

Este best-seller é o primeiro livro de uma trilogia que mostra uma jornada épica em um mundo novo e deslumbrante, no qual a única saída para fugir das lendas sobre contos de fadas e histórias encantadas é viver intensamente uma delas.

Vamos sortear 3 exemplares de “A Escola do Bem e do Mal“, superlançamento da Gutenberg.

Para participar, basta responder: Por que os contos de fadas fascinam leitores de todas as idades? (utilize no máximo 3 linhas)

Se usar o Facebook, por gentileza deixe seu e-mail de contato.

O resultado será divulgado dia 5/8 neste post.

Boa sorte! 😉

***

Parabéns aos ganhadores: Sol Solange, Krislaynne Oliveira, ShBasilio.

Por gentileza enviar seus dados completos para livrosepessoas@gmail.com em até 48 horas.

Autores paulistanos investem em obras sobre fadas, anjos e demônios

0

Inspiração para o movimento é o sucesso de livros que explodiram nos últimos anos, como as séries Crepúsculo

O autor F.T. Farah
O autor F.T. Farah publicou ‘A Outra Face de Deus’, em agosto, com 6.000 exemplares (Foto: FERNANDO MORAES )

Cristiane Bomfim, na Veja SP

“Dimítris e Anne voaram por cerca de vinte minutos, sempre acompanhados por prédios, avenidas e muito trânsito. Diferente do que Dimítris esperava, a cidade de São Paulo era caótica. Apenas no final do trajeto encontraram uma região calma, com árvores e pouca movimentação, um bairro chamado Vila Madalena.” A passagem acima não se refere à conversa de turistas num passeio de helicóptero, mas à aventura de um homem grego que se teletransporta para cá depois de ser submetido a um treinamento celestial no qual tenta virar um ser alado. Essa mistura digna de samba-enredo com pitadas psicodélicas faz parte do livro O Vale dos Anjos — O Torneio dos Céus (editora Novo Século, 414 páginas), escrito pelo paulistano Leandro Schulai, de 26 anos, e lançado em 2010. No início de 2013, chega às livrarias a segunda parte da trilogia, repleta de mistérios e seres sobrenaturais.

+ Leia trecho do livro A Outra Face de Deus, de F.T. Farah

Embora seja difícil conceber uma conferência de personagens mitológicos na Praça da Sé ou uma invasão de seres sobrenaturais na Vila Mariana, entre outras ocorrências fora do comum, a imaginação de um grupo especial de novos autores de ficção voa longe o suficiente para fazer daqui a capital da fantasia. Como acontece na série O Vale dos Anjos, vários enredos dessa turma são ambientados em locações da cidade. Voltado para o público jovem, A Grande Criação de Nicolas (Llyr Editoral, 290 páginas) narra a saga de um garoto solitário que dedica a maior parte do seu tempo a fazer rascunhos de super-heróis até perceber sua principal criação, o Fantasma Vingador, à solta nas ruas da Vila Formosa, na Zona Leste.

A escolha do bairro, segundo o pai da história, Dennis Vinicius, de 33 anos, foi automática. “Como nasci e fui criado aqui, o trabalho de pesquisa fica mais fácil”, explica. Um problema a menos, portanto, em meio às dificuldades enfrentadas pelo aspirante a autor de best-seller. “Tentei outras nove editoras, mas elas recusaram meus textos sem dó”, desabafa. “Todas as pessoas da minha família que leram dizem ter adorado.” O título chegou ao mercado no ano passado com singelos 1 000 exemplares e se esgotou.

A clara inspiração para o movimento é o sucesso de livros que explodiram nos últimos anos, como as séries Crepúsculo, de Stephenie Meyer, e A Guerra dos Tronos, de George R.R.Martin, além do clássico O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien. O gênero está mais na moda do que nunca. No atual ranking de vinte obras de ficção mais vendidas do país publicado no site de VEJA, há onze de fantasia, todas assinadas por estrangeiros.

Já a produção de brasileiros, com o auxílio de blogs e pequenas editoras, ganha expressividade, ao menos em número de títulos: de 136, em 2009, saltou para 398, em 2011. A contabilidade está no Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica, preparado por Cesar Silva, designer, e Marcello Simão Branco, doutor em ciências políticas pela USP. “São Paulo é o principal celeiro dessa produção no país”, diz Silva. A cidade também abriga, desde 2007, a Fantasticon, feira para escritores e aficionados do estilo. Em setembro, a Companhia das Letras escolheu o evento para lançar o selo Seguinte, especializado no gênero. “Essas séries cresceram tanto nos últimos anos que não é mais possível deixá-las de lado”, diz a editora Júlia Schwarcz, que privilegia, por enquanto, nomes internacionais — o gaúcho Luís Dill, o primeiro a romper a barreira, chega às prateleiras em janeiro.

O paulistano Fabio Tucci Farah, de 36 anos, sonha em ser a próxima estrela dessa safra. Ele publicou em agosto A Outra Face de Deus, com tiragem de 6 000 exemplares, pela editora Rai, um feito para um autor sem projeção.Com quatro outros livros já lançados, todos infantis ou juvenis, Farah reconhece a influência de Dan Brown (O Código Da Vinci) no calhamaço de 544 páginas que tem como personagens principais um jornalista com carreira decadente e um padre exorcista. Juntos, eles tentam impedir a realização do “apocalipse negro” em Londres. O enredo mistura sociedades secretas, demônios, interesses políticos e espionagem. Pensando “no mercado externo”, ele até trocou o nome completo na assinatura pela abreviação F. T. Farah. Em busca de sucesso, também tentou se aproximar de Paulo Coelho para transformá-lo em guru de sua carreira literária. “Ele me disse que descobriu o próprio caminho e que eu tinha de fazer o mesmo”, conta.

Perfis dos novos escritores

F.T. FARAH, 36

Obra: publicou A Outra Face de Deus, em agosto, pela editora Rai, com 6. 000 exemplares. Tem outros quatro livro sinfantis e juvenis

Temas: religião, demônios e espionagem

Referências: G.K.Chesterton, C.S. Lewis, Arthur Conan Doyle e Dan Brown

  O autor Dennis Vinicius prepara 'Os Fantasmas de Nicolas'
O autor Dennis Vinicius prepara ‘Os Fantasmas de Nicolas’ (Foto:FERNANDO MORAES)

DENNIS VINICIUS BORGES FABRICIO, 33

Obra: prepara Os Fantasmas de Nicolas, continuação de A Grande Criação de Nicolas, publicado em 2011 pela Llyr Editorial

Temas: super-heróis e universos paralelos

Referências: Neil Gaiman, Dan Brown, J.K. Rowling e André Vianco

  O autor Leandro Schulai lançará o segundo livro da série 'O Vale dos Anjos'
O autor Leandro Schulai lançará o segundo livro da série ‘O Vale dos Anjos’ (Foto:MARIO RODRIGUES)

LEANDRO SCHULAI, 26

Obra: lançará no início de 2013 o segundo livro da série O Vale dos Anjos. O primeiro saiu em 2010, com 1.500 cópias, e teve reimpressão, com mais 1.000, em abril deste ano

Temas: anjos, amor além da morte, universos paralelos, inferno e paraíso

Referências: J.K. Rowling e Philip Pullman

Cabine Literária: Lançamentos de julho

0


x
Sempre numa deliciosa vibe bem-humorada, Danilo Leonardi e Gabriel Utiyama apresentam lançamentos recentes. Visitem o Tumblr dos caras. #recomendo

Go to Top