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Millôr Fernandes será o homenageado da Flip em 2014

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Curador aponta diversidade do autor, que foi ‘da tradução de Shakespeare à HQ, do jornalismo ao haikai’

Millôr Fernandes na Flip em 2003 Ana Branco / Agência O Globo

Millôr Fernandes na Flip em 2003 Ana Branco / Agência O Globo

Rodrigo Fonseca em O Globo

RIO – Ícone do humor no país, Millôr Fernandes (1923-2012) será o autor homenageado pela Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) em 2014. Ao justificar a escolha, Paulo Werneck, curador do evento (que será realizado entre 30 de julho e 3 de agosto), evoca a ironia política onipresente na obra do jornalista, dramaturgo, escritor e cartunista:

— Num ano eleitoral, é significativo termos a ironia dele em destaque, para trazer uma afinação entre a Flip e o momento político do país — diz Werneck, lembrando que Millôr é o primeiro autor contemporâneo a ganhar tributo do evento e o único dos homenageados a ter palestrado na festa (em 2003).

Ele amplia a justificativa citando múltiplos talentos de Millôr, que, entre suas frases célebres, afirmava que “acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder”:

— Millôr foi da tradução de Shakespeare à história em quadrinhos, do jornalismo ao haikai. Ele era o mundo de diversidade que tentamos festejar na Flip sintetizado num homem só — diz o curador, ressaltando que, ao festejar a figura de Millôr, destaca também a importância do cartum e dos quadrinhos brasileiros. — A Flip sempre prestigiou as HQs, e Millôr foi fundamental para as artes gráficas no país.

Ainda não há definição de como serão os eventos em torno de Millôr nem que escritores participarão da festa.

Livros invadem os cinemas

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Caroline Ropero no Diário do Grande ABC

 

Divulgação

Aventura, romance e magia são ingredientes de livros e filmes teens de grande sucesso. Talvez por ter essa receita, a saga Os Instrumentos Mortais  (Cassandra Clare, Galera Record, 462 págs., R$ 39,90) conquistou tantos leitores e, agora, ganhará as telas do cinema. O primeiro livro da série, Cidade dos Ossos, tem estreia prevista para 21 de agosto e já tem gente ansiosa por ele. Só o trailer original, em inglês, do longa-metragem tem mais de 3 milhões de acessos no YouTube.

Na trama, Clary (Lily Collins, na foto) descobre que faz parte de mundo sobrenatural e precisa juntar-se aos Caçadores de Sombras – guerreiros que protegem a Terra de demônios e outras criaturas – para salvar a mãe e descobrir quem realmente é. O tamanho do livro pode assustar (o D+ conferiu), mas a leitura é fácil e prende a atenção.

Para Maria Lúcia Outeiro Fernandes, professora de Literatura da Unesp-Araraquara, histórias como as de Clary, Harry Potter e Bella (Crepúsculo) seguem uma fórmula. “Satisfazem a fantasia e imaginação, trazem suspense, a luta entre bem e mal, a figura do herói e têm a mesma estrutura de texto, com personagens que têm o destino traçado e história previsível, trazendo certo conforto.” Além disso, possuem linguagem simples. “Investem mais no imaginário, dando respostas rápidas ao leitor, do que no literário, que leva à reflexão mais elaborada da vida.”

Fã de livros de aventura e sagas, Beatriz dos Santos Valentim, 13 anos, de São Caetano, acredita que a leitura faz esquecer os próprios problemas. “É legal imaginar como seria se tudo fosse diferente. Faz a gente ir para outro mundo. Claro que eu não gostaria de viver em Panem (de Jogos Vorazes), mas seria legal participar do Acampamento Meio-Sangue (de Percy Jackson).” A garota sabe que, em geral, o filme não é idêntico à obra original. “Não gosto quando o diretor joga o livro pela janela e refaz tudo. Mas se ele coloca o que tem de mais importante, fica bom.”

Como Beatriz, quem curte literatura e adaptações cinematográficas pode se preparar para a grande quantidade de lançamentos que vem por aí. O bom é que haverá cada vez mais mundos diferentes e emocionantes para conhecer. É só ficar de olho nas novidades e escolher em qual aventura embarcar.

Desde o início do cinema, literatura é inspiração para adaptações

A adaptação de livros para as telas ocorre desde o início do cinema. Obras do escritor Júlio Verne, por exemplo, estão entre as primeiras a ganhar vida na sétima arte. Da Terra à Lua inspirou o filme Viagem à Lua, feito em 1902 por Georges Méliès, um dos precursores do cinema. E até hoje livros do francês servem de influência para novas produções, como o longa em 3D Viagem ao Centro da Terra (2008).

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Livro recupera percurso profissional de Cacilda Becker

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Maria Eugênia de Menezes, no Estadão

Nossa memória é curta. O cronista Ivan Lessa definia bem essa particularidade nacional. Gostava de dizer que, a cada 15 anos, o brasileiro esquece os últimos 15 anos. Mas será possível esquecer Cacilda Becker? Maria Thereza Vargas, reconhecida estudiosa do teatro brasileiro, acredita que sim. “Corremos esse risco”, diz. “É como se a imagem dela já estivesse se apagando.”

1Cacilda Becker: Uma Mulher de Muita Importância é uma tentativa de manter nítidos os contornos dessa figura. No livro, lançado recentemente pela Imprensa Oficial, Maria Thereza recupera, com imagens, relatos e análises, os passos daquela que foi nossa atriz maior.

As mais de 150 páginas do volume não trazem uma descrição distanciada, com o verniz próprio das biografias, mas o testemunho de quem acompanhou de perto parte significativa dessa trajetória. A autora tem recordações dos episódios que está a narrar. Os sofrimentos de Cacilda, os anos de ouro no TBC – Teatro Brasileiro de Comédia, a maturidade artística e o ímpeto de ter uma companhia própria. “Já contei tantas vezes essa história que estou me repetindo”, confessa a pesquisadora.

Em 1983, ela havia organizado, ao lado de Nanci Fernandes, o título Uma Atriz: Cacilda Becker. Lá, a intenção era elencar pessoas que foram determinantes para a intérprete. A influência de Maria Jacintha, diretora do Teatro do Estudante. O papel de Alfredo Mesquita, à frente do Grupo Experimental e da EAD – Escola de Arte Dramática. Os depoimentos de encenadores estrangeiros – como Ziembinski, Luciano Salce, Ruggero Jacobbi – sobre seu estilo de interpretação.

Nessa nova obra, o resultado tem sabor diferente. Ainda que continue voltado a seu percurso profissional, revela um pouco mais sobre a vida da Cacilda, especialmente na juventude. Outro acréscimo significativo são as críticas que ela recebeu, tanto no teatro como no cinema.

Feliz por nada

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mob 6 tom fernandes

Feliz por nada – Martha Medeiros

Publicado por Grifei num Livro

dica do Tom Fernandes

Que tipo de livro mais vende no país?

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Que tipo de livro mais vende no país?

Que tipo de livro mais vende no país?

Publicado por Valor Econômico

SÃO PAULO – Pesquisa feita pela GfK, empresa alemã de pesquisas e quarta maior do mundo neste setor, mostrou que literatura estrangeira e ficção infantil e juvenil foram os gêneros de livros mais vendidos no Brasil no ano passado. As informações foram colhidas a partir das vendas realizadas ao consumidor final em livrarias, hipermercados, lojas de eletroeletrônicos, lojas de departamento e lojas de comércio online.

O “Painel de Livros GfK” é a primeira pesquisa contínua que mede as vendas de livros no varejo. Por isso, não é possível fazer comparações com anos anteriores a 2012.

A pesquisa também apresentou como resultado a indicação de que o mercado brasileiro de livros possui certa estabilidade de vendas ao longo do ano, não sendo dependente de datas comemorativas para aquecer. No entanto, como a pesquisa permite acompanhar quais os gêneros mais vendidos mês a mês, considerando o ano de 2012 é possível verificar que alguns gêneros venderam mais em determinados trimestres.

De acordo com a pesquisa, no primeiro trimestre de 2012, o destaque foi a comercialização de livros didáticos e técnicos, que responderam por 26% das vendas do setor e com preço médio de R$ 44,94. No segundo trimestre, 21% das vendas se concentraram em literatura estrangeira e títulos religiosos, com preço médio de R$ 37,45. No terceiro trimestre, destacaram-se a literatura infantil e juvenil, que responderam por 23% das vendas, a um preço médio de R$ 37,33. No quarto trimestre, a literatura estrangeira foi o gênero mais procurado, concentrando 30% das vendas, com valor médio de R$ 36,16.

Devido a uma política interna de divulgação dos dados, a GfK não revela o valor absoluto comercializado pelo mercado de livros no Brasil.

dica do Tom Fernandes

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