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Advogado reúne toda a legislação tributária do Brasil e publica livro de 6 toneladas

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Publicado por Charlezine

1De tão ousada e inusitada, a ideia chegou a ser tachada como uma “verdadeira insanidade” pelos colegas, mas o advogado mineiro Vinícios Leôncio ignorou os descrentes e iniciou há quase duas décadas um projeto para reunir em livro as legislações tributárias do País. Movido pela inconformidade com o que considera um excesso de normas, o tributarista queria, a princípio, apenas mostrar de forma simbólica o peso dessa legislação no custo das empresas brasileiras. Porém, ao agrupar numa publicação toda a legislação nacional, Leôncio acabou por credenciar sua obra ao ingresso no Guinness World of Records como a mais volumosa e com o maior número de páginas do mundo. A obra pesa 6,2 toneladas e tem um total de 43.216 páginas (cada uma delas com 2,2 m de altura por 1,4 m de largura) que, se enfileiradas, alcançariam uma distância de 95 km!

“A legislação brasileira é muito extensa, mas ela nunca teve visibilidade concreta. Essa foi a ideia, mostrar para a sociedade o tamanho dessa legislação, de um país que edita (em média) 35 normas tributárias por dia útil”, destaca Leôncio. ”A questão era justificar o peso que tem a burocracia tributária na economia das empresas e procurar saber por que o Brasil é o único país do mundo no qual as empresas consomem 2,6 mil horas anuais para liquidar seus impostos, só de burocracia”. O espírito crítico do advogado em relação ao assunto fica evidente no título que ele escolheu para a obra: Pátria Amada. “Tem de amar muito essa pátria para tolerar isso”, ironiza. “Até nós, advogados tributaristas, temos dificuldade de acompanhar esse volume enorme de legislação”.

Leôncio iniciou seu projeto em 1992. Desde então, empreendeu uma verdadeira cruzada para viabilizar tecnicamente a empreitada e desembolsou cerca de R$ 1 milhão (aproximadamente 35% desse total foi gasto com impostos, segundo o advogado). A primeira dificuldade foi encontrar uma gráfica que aceitasse a encomenda. Todas que foram procuradas recusaram. “O Brasil não tem nenhuma impressora com esse padrão”. Com o auxílio de um gráfico amigo, que topou o desafio, a solução encontrada foi adaptar uma impressora de outdoors. Para isso, no entanto, Leôncio precisou enviar emissários à China, que adquiriram equipamentos e importaram tecnologia para a manutenção da impressora. Ele praticamente montou uma gráfica em Contagem-MG, na região metropolitana de Belo Horizonte. Após muitos empecilhos, em 2010 os técnicos conseguiram que a máquina imprimisse os dois lados da folha imensa. Em fonte Times New Roman, as letras têm corpo tamanho 18, impressas com tinta de vida útil de 500 anos. O advogado pretende também que a obra possa ser consultada e pediu que um engenheiro aeronáutico desenvolvesse amortecedores para regular a virada das páginas.

Mas Leôncio considera que a maior dificuldade enfrentada foi mesmo a de agrupar as 27 diferentes legislações dos Estados e do Distrito Federal e os mais de 5 mil códigos tributários dos municípios brasileiros. “Em vários municípios, o código ainda está escrito a mão!”. Parte do levantamento precisou ser feito in loco. “No auge dessa pesquisa cheguei a ter 45 pessoas trabalhando para mim. Nem todos os municípios têm sites e a legislação disponibilizada eletronicamente. Aí é com correspondência… Mas, mesmo assim, muitas prefeituras não se dispõem a colaborar, fornecer a legislação, embora seja pública”. O advogado garante que sua aspiração nunca foi o Guinness Book, mas sim chamar a atenção para a necessidade de uma reforma tributária. ”Não me passava pela cabeça essa coisa de recorde, mas com o passar dos anos eu fui percebendo que o livro seria o maior do mundo”, diz, salientando que o atual título pertence a um livro sueco de 2,7 toneladas.

Leôncio assegura também que não espera nenhum retorno financeiro com o projeto. Enquanto apresenta à reportagem gráficos comparativos que mostram que o tempo anual gasto para o pagamento de impostos no Brasil é muito superior ao de outros países (sejam os 10 mais ricos, os 10 mais pobres ou mesmo os 15 mais burocráticos do mundo), ele observa que espera mesmo é que sua obra leve o próprio Estado a fazer uma reflexão. ”Acho que a sociedade vai levar um susto com isso. A própria classe política, o Fisco, eles não tem noção, em todas as esferas estatais, do tamanho da legislação tributária brasileira”.

6 livros para quem gosta de moda

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Dhyogo Oliveira, no Moda para Homens

Por moda se tratar de um tema em que todos temos acesso -afinal, todos somos consumidores-, muita gente acredita entender como a moda funciona e acaba falando besteira por aí por falta de pesquisa ou boas leituras sobre o assunto. A verdade é que os próprios títulos que temos hoje, dependendo do autor ou editora, acabam não tendo uma fonte muito segura de informações e, errando datas, dados históricos e informações sem embasamento. Se você acessa o Moda Para Homens é porque, de alguma maneira, gosta de moda e se interessa pelo assunto. Então para aprofundar o conhecimento sobre o tema, listei abaixo alguns títulos que vão te ajudar a entender um pouco melhor esse universo e tudo que envolve o processo da moda. Existem uma infinidade de livros, sobre os mais diversos nichos – estilistas, movimentos, história, figurino, marketing, têxtil, etc- mas listei os básicos e para quem é leigo no assunto, essa lista é um bom começo.

1. Moda de A a Z

Alex Newman e Zakee Shariff, Editora Publifolha.

Se você fica perdido quando surgem alguns termos técnicos ou novas peças aparecem na temporada com nomes estranhos e difíceis até de pronunciar, esse livro é para você. É um dicionário como qualquer outro: você procura por ordem alfabética, e os 2 mil termos são divididor por categorias como acessórios, bolsas,  tecidos, etc. O legal é que ele também dá a origem histórica e cultural determinada peça.

R$59,90 no site da Livraria Saraiva.

 

2. ISMOS

Mairi Mackenzie, Editora Globo.  

A Ismos para entender a moda é prática por ter um tamanho compacto, fino, ilustrado e bem direto. Esse livro serve como um guia rápido de movimentos da moda, com uma linha tempo que acompanha a história da humanidade. É bem importante ler o índice: ele explica símbolos e códigos que são usados em cada página e te ajudam aprofundar a pesquisa, caso você se interesse. Apesar de ter uma abordagem rasa dos temas, é ideal para quem quer entender um pouco de tudo sobre como a moda evolui durante as década e se aprofundar em uma pesquisa mais apurada depois.R$39,90 no site da Livraria Cultura.

3. Cronologia da Moda 

Nj Stevenson, Editora Zahar

Eu poderia dizer que este livro faz a mesma abordagem do ISMOS, porém mais profunda e conceitualizada. Mostra também com embasamento histórico, os principais movimentos da moda, com partes especiais sobre o traje usado em cada década. Ponto positivo por mostrar como a moda masculina evolui (geralmente os livros são mais focados em moda feminina). Ótimo para quem gosta de entender como a moda pode servir como ferramente para entender a história – e vice-versa.

R$53,90 no site da Livraria Saraiva.

4. Moda, Uma Filosofia 

Lars Svendsen, Editora Zahar

De Lars Svendsen, filósofo moderno, é um livro como uma análise sociológica e filosófica da moda. Ele exige que o leitor já tenha um conhecimento básica sobre principais estilistas e movimentos históricos (ou vai te motivar a pesquisar mais e mais). aborda temas como Moda e Arte, O que é novo, A relação da moda com o corpo e jornalismo de moda. Todos os temas, embasados em correntes filosóficas, o que dá o toque especial do livro. Foi meu melhor amigo quando entrei na faculdade. R$36,90 no Submarino.

5. Estilistas mais influentes do mundo 

Noel Palomo-lovinski, Editora Girassol

É uma pequena biografia dos principais estilistas do mundo. Mostra origem, principais coleções, influenciadores e influenciados. O mais rico do livro, é que ele divide os estilistas em grupos de acordo com a similaridade nas criações ou que tiveram as mesmas influencias. Só deixa a desejar quanto ao formato. Por ser grande, fica difícil de levar na bolsa ou até mesmo guardar na estante junto com o outros. R$59,90 no site da Livraria Saraiva.

6. Guia Prático Dos Tecidos 

Maria Helena Daniel, Editora Novo Século

Esse é para você que quer entender a etiqueta que vem na peça. Eu explico: este livro é sobre como são fabricados os tecidos, o nome de cada processo, tipos de fibras, etc. Com ele, você entende o porquê de determinado tecido ter um caimento melhor ou pior que outro, um amassar mais que outro, ou de um ser mais caro e nobre que outro. Também é um guia prático de início para quem não entende nada sobre os tecidos. É um ótimo começo!

R$99,90 no site da Livraria Cultura.

Dica do Tom Fernandes

Bando invade museu e leva livros e obras raras

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Documentos foram roubados do Centro de Ciências, Letras e Artes, em Campinas; as peças devem entrar no catálogo da polícia internacional

Publicado no MSN

A Polícia Civil e a Polícia Federal investigam um grupo de assaltantes que levou livros e obras raras, incluindo cartas enviadas ao ex-presidente Campos Sales (1898- 1902). Os documentos foram roubados do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA), em Campinas, interior paulista, na quinta-feira.

Por volta das 16 horas, cinco assaltantes em uma Fiorino invadiram o CCLA, dominaram 12 pessoas que estavam no local – seis funcionários e seis visitantes – e levaram parte do acervo. Todos foram amarrados e trancados em uma sala enquanto o restante do grupo agia.

Entre as obras está uma coleção de 11 livros franceses de botânica do século 17, que já tinham sido roubados e recuperados pela Polícia Federal, no Rio de Janeiro, quatro anos atrás. O presidente do CCLA, Marino Ziggiatti, disse que os ladrões foram direto para uma sala onde ficam as obras mais raras. “Eles sabiam o que queriam, mas o valor dessas obras é histórico, não tem como dar um preço para elas.”

Mais de cem peças foram levadas do local. Entre o material roubado estão cartas e documentos do Museu Campos Sales, que fica no prédio, em homenagem ao quarto presidente da República, Manuel Ferraz de Campos Sales, que nasceu em Campinas e, antes de morrer, doou seu acervo pessoal para o CCLA.

Entre os documentos retirados também estão uma carta do imperador chinês Guangxu (1875-1908), enviada ao ex-presidente, e um volume sobre a história da Dinastia Romanov, que foi um presente do czar Nicolau II (1894-1917), último imperador da Rússia, a Campos Sales.

Na fuga, os assaltantes fugiram na Fiorino, com adesivos colados com a escrita “Museu das Artes”. Para a Delegacia de Investigações Gerais, de Campinas, foi um disfarce para a ação. A PF ainda não recebeu o catálogo com a descrição de quais obras foram roubadas, mas informou que assim que receber vai acionar a Interpol para tentar impedir que o material saia do País.

Alerta internacional. O delegado da PF, Hermógenes de Freitas Leitão Neto, destacou que um alerta logo será divulgado. “A Interpol (polícia internacional) tem um cadastro de obras raras roubadas e de suspeitos procurados especializados nesse tipo de crime. Isso vai auxiliar nas investigações da Polícia Civil”, disse.

O presidente do CCLA afirmou que até quinta-feira vai concluir o levantamento das obras furtadas e fornecer a lista dos títulos para a polícia iniciar as buscas. “Quem roubou acha que esse material tem valor, mas são documentos históricos, não acredito que alguém colecione esse tipo de coisa.”

Start-up israelense cria câmera que lê para deficientes visuais

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Publicado na Folha de S. Paulo

A israelense Liat Negrin, deficiente visual desde a infância, entrou recentemente em uma mercearia, pegou uma lata de legumes e leu seu rótulo usando uma câmera simples e discreta acoplada aos seus óculos.

Negrin, que tem coloboma, má-formação de nascença que perfura a estrutura do olho e afeta cerca de uma em cada 10 mil pessoas, é funcionária da OrCam, start-up israelense que desenvolveu um sistema com câmera destinado a permitir que deficientes visuais se desloquem livremente e “leiam” com facilidade.

O aparelho da OrCam consiste em uma pequena câmera usada de forma semelhante ao Google Glass, conectada por um fino cabo a um computador portátil projetado para caber no bolso do usuário. O sistema fica preso com a ajuda de um pequeno ímã aos óculos do usuário e emprega um alto-falante de condução óssea para descrever em alto e bom som as palavras ou objetos apontados.

Para reconhecer um objeto ou texto, o usuário simplesmente aponta para ele com o dedo, e o aparelho interpreta a cena.

O sistema reconhece um conjunto pré-definido de objetos e permite que o usuário amplie seu acervo –incluindo, por exemplo, o texto de um rótulo ou outdoor, um semáforo ou uma placa de rua– simplesmente acenando com a mão, ou com o próprio objeto, no campo de visão da câmera.

Até agora, assistentes de leitura para cegos e outros deficientes visuais eram aparelhos desajeitados, capazes de reconhecer textos só em ambientes restritos, ou, mais recentemente, aplicativos para smartphones, com capacidade limitada.

Divulgação
OrCam faz óculos que interpretam texto e o vocalizam para pessoas que não podem enxgergar
OrCam faz óculos que interpretam texto e o vocalizam para pessoas que não podem enxergar

O sistema foi concebido para reconhecer e descrever textos em geral –de jornais a números de ônibus–, além de objetos tão diversos quanto marcos da paisagem, semáforos e rostos de amigos. Ele reconhece textos em inglês.

O aparelho é vendido no site da empresa por US$ 2.500, o preço de um aparelho auditivo mediano.

Ele é diferente de outras tecnologias desenvolvidas para permitir alguma forma de visão a cegos, como o sistema de retina artificial chamado Argus II, fabricado pela Second Sight Medical Products. Esse sistema, aprovado em fevereiro pela FDA (Administração de Alimentos e Drogas dos EUA), permite que sinais visuais contornem a retina danificada e sejam transmitidos para o cérebro.

O dispositivo da OrCam é ainda vastamente diferente do Google Glass, que também oferece uma câmera ao usuário, mas foi concebido para pessoas com visão normal e tem limitações em termos de reconhecimento visual e poder local de computação.

A OrCam foi criada há vários anos por Amnon Shashua, pesquisador e professor de ciência da computação na Universidade Hebraica. A tecnologia se baseia nos algoritmos de visão computadorizada que ele desenvolveu com outro docente, Shai Shalev-Shwartz, e com um ex-aluno dele na pós-graduação, Yonatan Wexler.

O avanço é resultado da rápida melhora dos computadores, que agora podem ser carregados no bolso, e do algoritmo de visão computadorizada desenvolvido pelos cientistas. O sistema OrCam é representativo também das melhorias em sistemas de visão que empregam a inteligência artificial.

A técnica da OrCam, chamada Shareboost, se distingue pelo fato de que, à medida que cresce o número de objetos que ele precisa reconhecer, o sistema minimiza o poder de processamento adicional que é exigido.

“Os desafios são enormes”, disse Wexler, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da OrCam. “As pessoas que têm baixa visão vão continuar a ter baixa visão, mas queremos aproveitar a informática para ajudá-las.”

Um dos principais desafios, segundo Shashua, é permitir um rápido reconhecimento óptico de caracteres sob condições de luz muito diversas e também sobre superfícies flexíveis.

“Os leitores ópticos profissionais de caracteres hoje funcionam muito bem quando a imagem é boa, mas temos desafios adicionais –precisamos ler o texto sobre superfícies flexíveis, como um jornal na mão”, disse ele.

Embora o sistema possa ser utilizado por cegos, a OrCam planeja inicialmente vender o aparelho nos Estados Unidos a pessoas com deficiências visuais impossíveis de serem adequadamente corrigidas com o uso de óculos.

A OrCam disse que mundialmente há 342 milhões de adultos com deficiência visual significativa, sendo 52 milhões deles com renda de classe média.

Tomaso Poggio, cientista da computação no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), com quem Shashua estudou, ficou impressionado com o aparelho da OrCam. “O que é notável é que o aparelho aprende com o usuário a reconhecer um novo produto”, disse ele. “Isso é mais complexo do que parece, e, como especialista, acho realmente impressionante.”

Pessoas que leem são mais legais

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Foto: flickr.com/ciro

Foto: flickr.com/ciro

Publicado por Superinteressante [via Fan Page Skoob]

Pesquisadores da Universidade de Washington e Lee (EUA) constataram esse efeito com um teste bem simples: colocaram voluntários para ler uma história bem curtinha, fizeram algumas perguntas para identificar o quanto cada um tinha curtido o que leu e aí derrubaram, sem querer querendo, um monte de canetas no chão. O estudo conta que, quanto mais “transportadas” para dentro da história as pessoas tinham sido, maiores eram as chances de levantarem o bumbum da cadeira para ajudar a recolher as canetas.

A explicação é que quando lemos algo que realmente mexe com a gente, criamos empatia pelos personagens da história — e quanto maior essa empatia, mais propenso a gente fica a ser bacana com os outros na vida real.

E você aí, anda lendo muito?

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