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Bando invade museu e leva livros e obras raras

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Documentos foram roubados do Centro de Ciências, Letras e Artes, em Campinas; as peças devem entrar no catálogo da polícia internacional

Publicado no MSN

A Polícia Civil e a Polícia Federal investigam um grupo de assaltantes que levou livros e obras raras, incluindo cartas enviadas ao ex-presidente Campos Sales (1898- 1902). Os documentos foram roubados do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA), em Campinas, interior paulista, na quinta-feira.

Por volta das 16 horas, cinco assaltantes em uma Fiorino invadiram o CCLA, dominaram 12 pessoas que estavam no local – seis funcionários e seis visitantes – e levaram parte do acervo. Todos foram amarrados e trancados em uma sala enquanto o restante do grupo agia.

Entre as obras está uma coleção de 11 livros franceses de botânica do século 17, que já tinham sido roubados e recuperados pela Polícia Federal, no Rio de Janeiro, quatro anos atrás. O presidente do CCLA, Marino Ziggiatti, disse que os ladrões foram direto para uma sala onde ficam as obras mais raras. “Eles sabiam o que queriam, mas o valor dessas obras é histórico, não tem como dar um preço para elas.”

Mais de cem peças foram levadas do local. Entre o material roubado estão cartas e documentos do Museu Campos Sales, que fica no prédio, em homenagem ao quarto presidente da República, Manuel Ferraz de Campos Sales, que nasceu em Campinas e, antes de morrer, doou seu acervo pessoal para o CCLA.

Entre os documentos retirados também estão uma carta do imperador chinês Guangxu (1875-1908), enviada ao ex-presidente, e um volume sobre a história da Dinastia Romanov, que foi um presente do czar Nicolau II (1894-1917), último imperador da Rússia, a Campos Sales.

Na fuga, os assaltantes fugiram na Fiorino, com adesivos colados com a escrita “Museu das Artes”. Para a Delegacia de Investigações Gerais, de Campinas, foi um disfarce para a ação. A PF ainda não recebeu o catálogo com a descrição de quais obras foram roubadas, mas informou que assim que receber vai acionar a Interpol para tentar impedir que o material saia do País.

Alerta internacional. O delegado da PF, Hermógenes de Freitas Leitão Neto, destacou que um alerta logo será divulgado. “A Interpol (polícia internacional) tem um cadastro de obras raras roubadas e de suspeitos procurados especializados nesse tipo de crime. Isso vai auxiliar nas investigações da Polícia Civil”, disse.

O presidente do CCLA afirmou que até quinta-feira vai concluir o levantamento das obras furtadas e fornecer a lista dos títulos para a polícia iniciar as buscas. “Quem roubou acha que esse material tem valor, mas são documentos históricos, não acredito que alguém colecione esse tipo de coisa.”

Loja abandonada vira maior biblioteca pública dos EUA

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Antigo Walmart com o tamanho de 2,5 campos de futebol é reformado e reutilizado da melhor maneira possível para a comunidade

Publicado no Catraca Livre

reprodução

A biblioteca teve um aumento de 23% do número de membros no primeiro mês de funcionamento no novo espaço, que tem o tamanho de mais de dois campos de futebol.

Existe um grande numero de lojas abandonada nos Estados Unidos, que, durante as últimas décadas, ficam largadas em espaços enormes à espera de novos donos. Mas ao menos um desses terrenos ganhou utilidade e se transformou na maior biblioteca pública do país.

A empresa Meyer, Scherer & Rockcastle transformou uma antiga loja Walmart abandonada na cidade de McAllen, Texas, em uma biblioteca de 124.500 metros quadrados, a maior biblioteca pública de um único piso dos EUA. A reforma derrubou o teto antigo e as paredes do edifício, deu ao que sobrou uma demão de tinta branca e começou a trabalhar adicionando espaços envidraçados, detalhes arquitetônicos que aumentavam a luminosidade interna e muitas fileiras de livros.

Hoje, a McAllen Pubilc Library tem uma sala acusticamente separada para jovens, 16 espaços para reunião, 14 salas de estudo e 64 laboratórios de informática. Além disso, espaços anexos incluem um auditório, uma galeria de arte, um sebo e um café.

Livros nas tubotecas se esgotam em menos de três horas após reposição

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Com o crescimento da demanda, prefeitura prepara campanhas para aumentar doações de livros

Em menos de três horas, livros repostos somem das prateleiras das Tubotecas (Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Em menos de três horas, livros repostos somem das prateleiras das Tubotecas (Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Rafael Neves, na Gazeta do Povo

De segunda a sexta, perto da hora do almoço, equipes da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) percorrem a cidade repondo as prateleiras das sete Tubotecas – bibliotecas informais instaladas em estações-tubo do transporte coletivo.

Apesar de cada uma ter capacidade para guardar até 150 livros, o acervo de mais de 27 mil obras não tem sido suficiente. Menos de três horas após a reposição, segundo a FCC, as prateleiras já ficam vazias novamente

“No começo da campanha, imaginamos que o volume de retirada de livros por tubo, a cada dia, seria cerca de 30 livros. Hoje, mais de três meses depois – [as tubotecas foram instaladas no dia 28 de março] -, descobrimos que este potencial é três vezes maior”, explica o Presidente da FCC, Marcos Antonio Cordiolli. Segundo o presidente, esta demanda inesperada faz com que, às vezes, o usuário encontre as prateleiras vazias.

O objetivo da FCC, de acordo com Cordiolli, é chegar a um acervo de cem mil livros, que circulem nas mesmas sete tubotecas que já existem. Para isso, a prefeitura deve lançar em menos de um mês uma campanha para aumentar o número de doações de obras.

“Não sabemos exatamente quantos livros estão sendo adquiridos, já que muitos são depositados informalmente nos tubos e não é feita a contagem diária”, explica o presidente. “Mas sabemos que o número ainda não é muito alto”. No Prédio Central da Prefeitura, maior núcleo de doações, a FCC informa que recebe entre 20 e 30 livros por dia.

A campanha projetada pela fundação quer elevar as doações entre cidadãos e também com empresas. Entre as ações planejadas, a FCC vai implantar pontos de recebimento de livros em estabelecimentos comerciais, promover publicidade na internet e nos ônibus e colocar marcadores nos próprios livros incentivando as doações.

Cordiolli explica que o objetivo não é apelar para que os usuários devolvam os livros mais rapidamente. “Temos percebido que as pessoas demoram a restituir as obras justamente porque passam mais tempo com elas. As tubotecas foram pensadas de forma que o leitor possa ficar com o volume por quanto tempo desejar”, garante o presidente.

dica do Jarbas Aragão

Saiba como agir quando o jovem não quer fazer faculdade

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Alternativas como cursos de ensino médio profissionalizante e cursos técnicos devem ser consideradas

Alternativas como cursos de ensino médio profissionalizante e cursos técnicos devem ser consideradas

Catarina Arimatéia, no UOL

“O que você vai ser quando crescer?” é uma das perguntas mais frequentes que as crianças escutam dos adultos em geral. Nem sempre a resposta é óbvia. Se há aqueles que sempre souberam que seriam médicos, engenheiros ou advogados, há também os que demoram a se encontrar profissionalmente. Ou que simplesmente não querem fazer faculdade, deixando os pais sem saber como agir.

“Hoje, a felicidade passa pela autonomia pessoal, profissional e financeira. Para que isso ocorra, é preciso ter um conhecimento especializado e cabe à família deixar clara essa importância”, afirma Neide Noffs, diretora da Faculdade de Educação da PUC de São Paulo.

Infância prolongada
Muitas vezes, os pais são os principais responsáveis pela demora dos filhos em decidir o destino profissional. “Ao contrário do que ocorre em muitos países, nossa cultura está prolongando a infância, o que faz com que a criança entre na adolescência de uma forma bem diferente do que ocorre no Japão ou nos Estados Unidos, por exemplo”, afirma Neide. Ela explica que nesses países o jovem tem condições de administrar boa parte de sua vida, o que não tem acontecido aqui.

O que se observa é um efeito cascata em que a adolescência e a vida adulta são empurradas para mais adiante. Resultado: os estudos profissionalizantes e o trabalho ficam para depois.

Incentivo
No processo de amadurecimento dos filhos, os pais têm o importante papel de incentivar. “Os adultos devem defender o valor do aprendizado e mostrar que o estudo pode ser encarado de maneira leve e como parte natural do processo de crescimento de cada um”, diz Cristiane Moraes Pertusi, doutora em psicologia do desenvolvimento humano pela USP. Cristiane ressalta que essa filosofia deve ser adotada pelos pais desde a mais tenra idade das crianças.

Segundo Cristiane, a maneira como os filhos encaram os estudos na adolescência é reflexo de como os pais vêm lidando com a questão desde a infância. “Se a trajetória em relação ao estudo foi de conflitos, brigas, imposições e pressões, será mais difícil mudar esse padrão na adolescência, exigindo um maior esforço e mais dedicação dos pais nessa fase.”

Formas de estudar
Também é preciso deixar claro que a escolha profissional é sempre uma decisão do filho. Muitas vezes, o jovem não quer cursar faculdade, mas se interessa por um curso técnico.

“O importante é adquirir o conhecimento, seja por meio do ensino superior ou não. Há muitos cursos superiores de péssima qualidade, formando profissionais que ou não conseguem emprego ou não são capazes de se manterem nele”, afirma Neide Noff.

Alternativas como cursos de ensino médio profissionalizante e técnicos devem ser consideradas pelos adultos como forma de o jovem buscar um caminho profissional.

“Os jovens precisam vivenciar algum tipo de atividade para perceberem seus gostos e preferências”, diz Cristiane Moraes Pertusi. O curso técnico pode ser um caminho inicial para a confirmação, com mais certeza, de uma profissão. Além disso, pode também trazer um resultado profissional mais rápido e prático –e esse é um fator que pode incentivar o jovem a continuar seus estudos.

Só trabalho
Há também casos em que o adolescente não quer mais estudar e, sim, apenas trabalhar. Nessas situações, o diálogo entre pais e filhos deve prevalecer. “Proibir não é a solução”, diz Cristiane. O que deve ser feito é conversar, negociar e tentar entender a razão de tal decisão.

Ao mesmo tempo, os pais devem mostrar a importância da formação. E se o filho insistir em trabalhar, a família pode sugerir alternativas, como trabalho temporário, de meio período ou durante as férias, que podem ser realizados sem prejudicar a dedicação aos estudos.

Nem trabalho nem estudo
Situações extremas, em que o filho não quer nem estudar nem trabalhar, devem ser tratadas com toda a atenção. “Nesse caso, é possível oferecer possibilidades como cursos ligados a hobbies, música por exemplo. Mas é importante incentivar o filho a ocupar seu tempo e a torná-lo produtivo”, afirma Cristiane.

Mas a demora em escolher uma profissão nem sempre deve ser um fator de preocupação para os pais. “Em alguns casos, ela pode ser positiva, desde que o jovem esteja dando um tempo para saber o que realmente quer fazer”, declara a psicóloga Regiane Machado.

“Pode ser apenas uma fase, talvez o jovem esteja sem saber o que estudar. Se estiver trabalhando, com a própria atividade, ele pode descobrir habilidades e buscar cursos relacionados”, fala Regiane.

A preocupação é inevitável, mas é preciso tomar cuidado com os exageros de cobrança e a imposição de achar que o filho tem de fazer o que os adultos querem.

“Há muitos jovens que se sentem obrigados a decidir rapidamente o que fazer e acabam optando por um curso só para agradar aos pais ou por pressão de amigos. E aí acabam não terminando a faculdade escolhida”, fala a especialista.

Ajuda especializada
A psicoterapeuta familiar Miriam Barros vai além. “Como afirmava Freud, o que define a saúde psíquica de uma pessoa é a sua capacidade de amar e de trabalhar. Portanto, ficar sem produzir não é uma boa opção para a psique se manter saudável. Se o jovem não trabalha e não estuda, como irá ocupar seu tempo? Acho que isso não deve ser aceito pelos pais. Precisa ser negociado e conversado. E, se for o caso, os adultos devem buscar ajuda psicológica para o filho. Esse desinteresse pela vida pode ser sinal de depressão.”

Quando o caso mais parece de acomodação, os pais precisam colocar limites. A saída pode ser suprir as necessidades básicas do jovem, como alimentação e moradia, mas não regalias, como passeios e carro próprio.

Ao mesmo tempo, é imprescindível procurar ajuda de profissionais, principalmente aqueles especializados em orientação vocacional.

Câmara aprova projeto que destina 75% dos royalties do petróleo para educação e 25% para saúde

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Publicado por UOL

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 5.500/2013 que destina 75% dos royalties do petróleo para a educação e os 25% restantes para a área da saúde na madrugada desta quarta-feira (26).

O projeto foi aprovado por consenso, após negociação entre as lideranças. Originalmente, o PL destinava 100% dos royalties para educação.

1Veja quais são as 20 metas para a educação na década; PNE ainda não foi aprovado

Ficou também com a educação 50% do Fundo Social — em vez de 50% dos rendimentos do montante desse fundo. E o critério para começar o repasse dos recursos é “declaração de comercialidade” em vez de ser a assinatura dos contratos. O setor da educação receberá esses recursos até que sejam atingidos os 10% do PIB, meta do PNE (Plano Nacional de Educação) que tramita no Senado.

Segundo o deputado André Figueiredo (PDT-CE), autor do texto substitutivo, os investimentos em educação e saúde devem alcançar  R$ 280 bilhões na próxima década com as mudanças aprovadas.

Horas antes, a Câmara engavetou a PEC 37 que restringia os poderes de investigação do MP (Ministério Público). Assim como o arquivamento da PEC 37, a votação da destinação dos royalties para a área social é uma resposta da Câmara aos protestos que tomaram as ruas nas últimas semanas. Os deputados também aprovaram projeto de lei complementar 288/2013 que estabelece novas regras para a distribuição dos recursos do FPE (Fundo de Participação dos Estados) a partir de 2016.

Os royalties são uma espécie de taxa cobrada das concessionárias que vão explorar o petróleo — e ficam com o poder público (União, Estados produtores e municípios produtores).

PROJETO QUE DESTINA RECURSOS DO PETRÓLEO PARA ÁREA SOCIAL

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Acordos
O substitutivo do deputado André Figueiredo (PDT-CE) chegou à Câmara propondo que os royalties do petróleo fossem destinados integralmente para a educação. O PL (Projeto de Lei) 5.500/2013, de autoria de Figueiredo, foi apensado a um PL de 2007, o 323. O PL foi encaminhado à Câmara dos Deputados em regime de urgência pela presidenta Dilma Rousseff.

Durante as negociações, os percentuais dos royalties passaram de 100% na educação para 75% na educação e 25% na saúde. O PMDB chama para si a emenda que destina parte dos recursos à saúde. O líder do PT, José Guimarães, foi à tribuna demostrar apoio ao substitutivo após a retirada de alguns artigos sobre exploração e comercialização do petróleo que, no entendimento da bancada petista, poderiam influenciar contratos já acordados.

MAPA DOS PROTESTOS

1Clique aqui e veja onde aconteceram os principais protestos no Brasi até agora

Substitutivo
O PL 5.500 destinava exclusivamente à educação as receitas provenientes dos royalties e da participação especial relativa aos contratos fechados a partir de 3 de dezembro do ano passado, sob os regimes de concessão e de partilha de produção. A educação receberia também a metade dos recursos resultantes do retorno sobre o capital do Fundo Social do Pré-Sal.

O parlamentar pedetista propôs que a educação recebesse, além dos royalties dos contratos firmados a partir de dezembro, os recursos provenientes de áreas cuja explorações tenha começado após essa data. Ele explicou que há contratos firmados em datas anteriores, mas que ainda não têm declaração de comercialidade. Esses recursos iriam para a educação.

Além disso, a proposta original de Figueiredo destinava não apenas 50% do retorno do capital do Fundo Social, mas 50% de todo o Fundo Social – os recursos dos royalties e da participação especial destinados à União provenientes dos contratos sob regime de concessão e cessão onerosa, quando oriundos do pré-sal, serão integralmente destinados ao Fundo Social.

No texto original, Figueiredo previa à educação os recursos com a exploração das chamadas áreas unitizáveis – vizinhas a áreas já exploradas e ainda não exploradas – e abre a possibilidade de encaminhar ao setor recursos provenientes de áreas como o Campo de Libra (camada pré-sal localizada na Bacia de Santos e com reservas de 8 bilhões a 12 bilhões de barris).

No texto original do substitutivo de Figueiredo, os recursos vão para a educação básica pública.

Tramitação
Agora que foi aprovado em plenário, o texto do projeto de lei passará por uma revisão final da CCJC (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) para ajustes finais de técnica legislativa e, então, segue para o Senado.

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