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13 livros que os britânicos dizem que leram (mas só assistiram ao filme)

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Pesquisa realizada no Reino Unido revelou que jovens costumam mentir mais sobre o que e quanto leram recentemente

Pesquisa realizada no Reino Unido revelou que jovens costumam mentir mais sobre o que e quanto leram recentemente

 

Trabalho, família e filhos. No tempo livre, ainda vale uma espiada nas redes sociais.

Publicado na BBC Brasil

Em um mundo cada vez mais atribulado (e conectado), ler livros parece ter deixado de ser prioridade para muita gente.

Mesmo assim, o hábito continua influenciando na forma como somos vistos pela sociedade.

Atire a primeira pedra – ou o primeiro livro – quem nunca disse que leu um clássico sem nunca ter aberto uma página sequer.

Uma nova pesquisa, realizada pela ONG The Reading Agency no Reino Unido, revelou que a prática é mais comum do que se imagina nos dias de hoje.

Pior: quanto mais jovem, maior a chance de mentir.

De acordo com o levantamento, realizado com 2 mil adultos no país, dois em cada cinco britânicos (41%) confessaram ter mentido sobre o que e quanto leram recentemente.

Entre os millennials (18 a 24 anos), esse índice foi ainda maior: 64%.

Eles mentem não só o número de livros, mas também sobre que tipo de obras leram.

Um quarto deles (25%) admitiu ter dito que leu O Senhor dos Anéis, de JRR Tolkien, quando, na verdade, só assistiu ao filme.

Muitas pessoas dizem ter lido O Senhor dos Anéis, mas só assistiram ao filme

Muitas pessoas dizem ter lido O Senhor dos Anéis, mas só assistiram ao filme

Lamento

No entanto, a pesquisa mostrou que mais de dois terços dos entrevistados gostariam de dedicar mais tempo à leitura.

Segundo a sondagem, 67% deles afirmaram que queriam ler mais, mas praticamente a metade (48%) disse estar “muito ocupada”.

E mais de 35% alegaram ter dificuldade para achar um livro de que gostem.

Confira, abaixo, a lista dos 13 livros que os britânicos dizem que leram, mas só assistiram ao filme, em ordem de popularidade:

1) Romances e contos de James Bond, Ian Fleming

2) O Senhor dos Anéis, JRR Tolkien

3) As Crônicas de Nárnia, CS Lewis

4) O Código de Da Vinci, Dan Brown

5) Jogos Vorazes, Suzanne Collins

6) Trainspotting, Irvine Welsh

7) O Mágico de Oz, L Frank Baum

8) O Diário de Bridget Jones, Helen Fielding

9) Os Homens que Não Amavam as Mulheres, Stieg Larsson

10) O Poderoso Chefão, Mario Puzo

11) Um Estranho no Ninho, Ken Kesey

12) Garota Exemplar, Gillian Flynn

13) O Caçador de Pipas, Khaled Hosseini
Brasil

Segundo a pesquisa ‘Retratos da Leitura’, divulgada no ano passado pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro, 44% dos brasileiros não leem e 30% nunca compraram um livro.

Ainda de acordo com o estudo, o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano – desses, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria.

A pesquisa ouviu 5.012 pessoas, alfabetizadas ou não.

Autora cria universo feminino macabro e vê seu 1º livro virar filme de Hollywood

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Renata Nogueira, no UOL

Uma garota desaparecida misteriosamente há 11 anos e uma impostora que se passa por ela para escapar de uma situação em que seria presa. Uma família obscura, mas acolhedora. Um desfecho surpreendente. Este é o enredo que levou “Única Filha”, livro de estreia de Anna Snoekstra, uma australiana de 28 anos, a cair nas graças de Hollywood.

Anna Snoekstra, autora de "Única Filha" Imagem: Heather Lighton

Anna Snoekstra, autora de “Única Filha” Imagem: Heather Lighton

 

A história macabra é uma costura de fábulas e situações reais, mas surgiu na cabeça da jovem escritora depois de um susto com o barulho de vidro estilhaçado em um furto durante a madrugada. Com o livro publicado nos Estados Unidos quase ao mesmo tempo em que foi lançado na Austrália, a Universal Studios se interessou pelo suspense da autora desconhecida e logo comprou os direitos para transformar a obra em filme.

“Única Filha” já tem até roteirista escalada, Erin Cressida Wilson, a mesma do filme “A Garota no Trem”, que também surgiu de um livro adaptado e fez barulho nas bilheterias no ano passado com Emily Blunt como protagonista.

“São livros de suspense, escritos por mulheres, e suas protagonistas têm segredos. Mas as semelhanças param por aí”, esclarece Anna, em entrevista ao UOL. Sobre as possíveis comparações com o romance de Paula Hawkins? “A protagonista do meu livro é mais jovem e a trama central não envolve marido e mulher, e sim duas mulheres.”

Mas o cinema não é ambiente desconhecido para a autora. Antes de tomar coragem para botar no papel a história que martelava em sua cabeça desde os “vinte e poucos anos”, Anna assinou direção, roteiro e produção de três curtas-metragens.

“Quando eu comecei a escrever o livro, estava trabalhando em um cinema à noite e escrevendo durante o dia. Eu sempre amei filmes, então quando a Universal me procurou para conversar sobre uma adaptação, fiquei chocada”, relembra.

“Achei que só a minha família iria ler”

Mas a escrita não era o plano B na vida dela. Anna deixou a capital Canberra aos 17 anos para estudar escrita criativa e cinema em Melbourne. Na faculdade, os próprios professores a alertaram sobre as dificuldades de se publicar um livro na Austrália. “Eu sempre me policiei para manter minhas expectativas bem baixas […] A maioria dos autores precisa manter um segundo emprego para pagar as contas.”

Ela então adiou os planos de seu primeiro livro, mas não conseguiu guardar a história por muito tempo, com os personagens martelando em sua cabeça. “Quando eu decidi que iria mesmo escrever, já estava conformada que provavelmente só a minha família leria. O fato de ter feito tanto sucesso e tão rápido ainda é inacreditável.”

"Única Filha" é o primeiro livro de Anna Snoekstra Imagem: Divulgação... - Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2017/04/20/com-suspense-macabro-autora-novata-chega-a-19-paises-e-vira-filme-de-hollywood.h... - Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2017/04/20/com-suspense-macabro-autora-novata-chega-a-19-paises-e-vira-filme-de-hollywood.htm?cmpid=copiaecola

“Única Filha” é o primeiro livro de Anna Snoekstra Imagem: Divulgação

 

Os pais e sua irmã realmente leram “Única Filha”, mas não foram só eles. O livro foi traduzido e lançado em quatro continentes. No Brasil, é o grande lançamento de abril da editora HarperCollins. E enquanto não tem sua data de estreia no cinema anunciada, Anna segue trocando ideias com a roteirista.

“Enviei vários textos para ela, a maioria sobre a fábula do Barba Azul”, conta, sobre uma de suas referências para a história do sumiço da adolescente e as descobertas da impostora que se passa por ela 11 anos depois. A roteirista retribuiu com referências visuais para a adaptação, que será americanizada para facilitar o trabalho do estúdio. A história original se passa em Canberra, cidade em que a autora nasceu e cresceu.

A mudança não a incomoda. “Penso que é sim possível fazer com que ‘Única Filha’ se passe em um lugar diferente. Me inspirei em histórias de impostores que aconteceram ao redor do mundo: Anastásia da Rússia, Martin Guerre na França no século 16, Walter Collins em Seattle nos anos 20 e Nicholas Barclay nos anos 1990 no Texas. Isso me faz pensar que a história contada ali é universal.”

Contos macabros e desaparecidos como referência

Não foi só a ficção que inspirou Anna a criar o enredo sobre as duas meninas ruivas e sardentas que de tão parecidas driblam até a polícia. Pitadas de histórias reais e de várias épocas diferentes temperam o suspense de “Única Filha”.

Veja as histórias que mais inspiraram a autora:

O Barba Azul
O Barba Azul é personagem de um famoso conto infantil escrito pelo francês Charles Perrault em 1697. Ele é um nobre que carrega uma horrível barba azul e vive em um castelo isolado. Apesar da feiúra, foi casado com seis mulheres diferentes que desapareceram em circunstâncias misteriosas. O aristocrata consegue convencer outra mulher a se casar com ele e entrega para ela as chaves de todos os cômodos do castelo. Curiosa, ela abre o único local que ele havia proibido de explorar, e a mulher acaba descobrindo o grande segredo do marido. O final da história ganhou várias versões depois do conto original ser adaptado por outros escritores pelo mundo.

Anastásia
Oficialmente, Anastásia Nikolaevna morreu aos 17 anos assassinada por soldados bolcheviques junto com os demais membros da família imperial russa, em 1918. Ela era filha do czar Nicolau 2º e da czarina Alexandra Feodorovna, os últimos governantes autocráticos da Rússia Imperial. Como seus restos mortais desaparecidos por décadas de governo comunista, rumores apontavam que ela estava viva. Por isso, várias mulheres começaram a se passar por ela. Anna Anderson é a mais conhecida entre as impostoras e chegou a ser capa de jornais e revistas se passando por Anastásia. Ela só foi desmascarada 25 anos depois de sua morte, em 2009, com a descoberta de restos mortais e finalização de exames de DNA de todos os membros da realeza.

Martin Guerre
Martin Guerre é um caso de roubo de identidade julgado em Toulouse em 1560. A história virou livro em 1561 nas palavras de Jean de Coras. Martin Guerre era um camponês que sumiu de sua aldeia e “reapareceu” anos depois na pele do impostor, que enganou até mesmo a família e viveu com sua mulher e filho por três anos.

Walter Collins
Em 1928, o menino Walter Collins, 9, sumiu em Los Angeles. Pressionada pela mídia, a polícia então capturou um pequeno fugitivo e entregou à mãe solteira do menino como se ele fosse Walter. A mãe não aceitou a resolução bizarra encontrada e acabou internada dada como louca ao ir contra os oficiais. Mais tarde se descobriu que o verdadeiro Walter Collins havia sido assassinado por um psicopata que torturava, abusava e matava crianças em um galinheiro.

Nicholas Barclay
Em 1994, um menino de 13 anos chamado Nicholas Barclay sumiu quando voltava a pé para sua casa na cidade de San Antonio, no Texas. Quatro anos depois, um rapaz vindo da França bateu à porta da família alegando ser Nicholas. Mesmo com sotaque francês e olhos castanhos (Nicholas tinha olhos azuis), ele conseguiu convencer a família ao dizer que havia sido sequestrado por uma gangue francesa de prostituição infantil que teria trocado a cor de seus olhos. O vigarista era Frédéric Bourdin, descoberto por um investigador cinco meses depois da farsa. Ele ficou preso por seis anos. Depois de solto e deportado dos Estados Unidos, Bourdin ainda aplicou o mesmo golpe em diversos países europeus. A história inspirou o filme “O Impostor”, de 2012.

‘A Cabana’ ofereceu para mim uma chance de esperança e cura, diz Octavia Spencer

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Octavia Spencer esteve no Rio de Janeiro para divulgação de seu novo filme, 'A cabana' (Foto: Célio Silva/G1)

Octavia Spencer esteve no Rio de Janeiro para divulgação de seu novo filme, ‘A cabana’ (Foto: Célio Silva/G1)

 

Atriz ganhadora do Oscar está no Rio para lançar seu novo filme, inspirado em best-seller.

Celio Silva, no G1

A atriz Octavia Spencer, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2012 por “Histórias Cruzadas” e indicada em 2017 na mesma categoria por seu trabalho em “Estrelas Além do Tempo”, está no Rio para o lançamento de “A Cabana”, baseado no best-seller de William P. Young. O longa estreia no Brasil no dia 6 de abril.

No filme, Octavia vive ninguém menos do que Deus, carinhosamente chamada de “Papai”, e ajuda o protagonista vivido por Sam Worthington (“Avatar”) a superar a perda da filha mais nova. A atriz conversou com a imprensa nesta segunda-feira (27) e falou sobre seu papel no filme, além de assuntos relacionados a religião e a fé.

Bem-humorada, Octavia elogiou as belezas naturais do Rio e disse que, se pudesse dar uma mensagem ao presidente americano Donald Trump, seria a de amarmos uns aos outros. Para ela, uma coisa interessante no filme é o retrato do efeito terapêutico da fé, e ela conta que teve uma epifania quando viu o filme pronto.

“Eu aceitei o papel de uma forma egoísta, pois ofereceu para mim uma chance de esperança e cura para o mundo”, declarou a atriz. Ela também elogiou o modo que Deus se apresentou ao personagem de Worthington, que foi orgânico e que não o forçou a acreditar ou a perdoar, mas sim que chegasse a suas próprias conclusões.

Questionada sobre a forma que o filme mostra a Santa Trindade, representada por uma mulher negra, um jovem do Oriente Médio e uma japonesa, Octavia disse que essa foi uma das coisas que mais amou tanto no filme quanto no livro. “Eu acho que o fato de William ter usado latinos, asiáticos, israelitas, afro-americanos, não muda a forma do Cristianismo. Todos fomos feitos à sua imagem”, disse a atriz.

Papel de impacto

Perguntada se o seu trabalho no filme mudou a sua vida, Octavia Spencer disse que isso teve um grande impacto em sua vida, que amadureceu bastante, mas que não foi nada muito radical. Ela admitiu que passou a dar menos importância a outras coisas e que a vida é uma jornada espiritual.

Uma das coisas mais lindas da história, para ela, é a cena em que Missy (Amélie Eve), a filha do protagonista, faz perguntas sobre religião que o deixam numa saia justa. “É a inocência de uma criança sem julgamento. Há algo belo neste livro quanto do filme é que o pai não sabe as respostas e terá que encontrá-las”, afirmou.

Para construir o papel de Papai, Octavia disse que trabalhou com um pastor local, amigo dela. Ela também recebeu livros do diretor. No entanto, ela confessou que não teve referências para interpretar Deus. “Eu a interpretei como se fosse a mãe do Sam (Worthington), um filho a quem havia traído ou abandonado. Não houve tempo para uma relação mais ampla com Sam, o que foi bom, para dar essa sensação de estranhamento”, disse Octavia.

Por fim, a atriz contou que conversa com seu “Papai” todos os dias, sobretudo no início da manhã, o que a ajuda a ter um dia melhor. Ela se considera uma filha de Deus e que estava a serviço do papel. “No fim das contas, tive uma conversa meio ‘esquizofrênica’ quando falava com Deus ao mesmo tempo que interpretava Deus”, concluiu.

As Aventuras do Capitão Cueca ganha trailer dublado

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Marcel Plasse, no Pipoca Moderna

A Fox divulgou a versão dublada em português do trailer da animação do “Capitão Cueca”. A prévia revela a origem do impagável personagem-título, extraído dos livros da franquia infantil “As Aventuras do Capitão Cueca”, do escritor americano Dav Pilkey.

Produção original da DreamWorks Animation, a trama gira em torno de dois amigos de escola, George e Harold, que conseguem hipnotizar o terrível diretor Sr. Krupp e transformá-lo em um irreverente super-herói.

O elenco de dubladores original inclui Kevin Hart (“Um Espião e Meio”) como George e Thomas Middleditch (série “Silicon Valley”) como Harold, além de Ed Helms (“Se Beber, Não Case”) no papel do Capitão Cueca. Kristen Schaal (série “The Last Man on Earth”) e Jordan Peele (série “Key and Peele”) também estão no elenco de vozes.

O roteiro é de Nicholas Stoller (“Cegonhas”) e a direção de David Soren (“Turbo”).

“As Aventuras do Capitão Cueca” estreia em 1 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. E ganhou o indefectível subtítulo “O Filme”.

O filme vai se chamar “As Aventuras do Capitão Cueca – O Filme” porque o público brasileiro deve ser estúpido e achar que está comprando livros ou ligando a TV quando adquire ingressos de cinema. Tem outra explicação para a quantidade anormal de lançamentos com o subtítulo “O Filme” no país?

As Vantagens de Ser Invisível, um livro para ficar sempre na memória

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“Não há nada como a respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas razões certas ” 

Paula Ramos, no Poltrona Nerd

Faz muito tempo desde que adicionei As Vantagens de ser Invisível a minha lista de leitura. Me encantei pelo filme de 2012 e desde então só venho ouvido comentários positivos a respeito da obra literária original. E todos estavam certos.

O livro é contado por Charlie, um solitário adolescente de 15 anos, começando a amadurecer e conhecer os prazeres e decepções da vida. Desde a primeira morte de um amigo ao primeiro amor, o jovem vivencia as típicas aventuras da adolescência e expressa suas opiniões em uma espécie de diário, a quem chama de amigo. A grande busca de Charlie é em relação a sua existência : Quem sou eu ? Por que eu sou assim ? Através de suas histórias, ele nos mostra não apenas as respostas, mas também um novo lado de sua personalidade. É através da amizade entre Sam e Patrick, dois irmãos dispostos a viver todas essas aventuras e mais um pouco, que o menino encontra o que precisava : amigos e oportunidades.

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As Vantagens de Ser Invisível é um livro que nos faz pensar, em todos os parâmetros possíveis. Até que ponto estamos certos ou errados em formar opiniões precoces sobre os outros ? Charlie é extremamente inteligente, porém inocente, o que o faz enxergar toda e qualquer situação com o coração aberto. Ele tem sua rotina modificada por Sam e Patrick, mas se propões até mesmo a fumar para se integrar no grupo dos amigos. O processo de aprendizagem, mudança e transformação de Charlie é o carro chave do livro, e a maneira como ele lida com isso é que nos ensina um pouco mais sobre a vida.

“Só preciso saber que existe alguém que ouve e entende, e não tenta dormir com as pessoas, mesmo que tenha oportunidade. Preciso saber que essas pessoas existem. “

Não pensem que Charlie é puro por ter vivido pouco, pois enfrentou situações que muitos a sua volta não vivenciaram, como o suicídio do melhor amigo e a morte da tia, de quem ele era muito próximo. O menino aprendeu a viver a vida de sua própria maneira, internalizando suas emoções e passando-as para seu melhor amigo. A maneira de narrar de Charlie é tão simples e bonita, que nos sentimos parte de seu dia a dia, a medida que as páginas vão passando.

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Não pensem, porém, que estamos lidando com um livro infantil. Stephen Chbosky conseguiu abordar temas complicados e polêmicos, como homossexualidade, gravidez na adolescência e violência doméstica, sem perder a principal essência da história. A maneira como Charlie lida com todos esses impasses faz parte da construção de sua imagem, defrontando-se com os problemas e resolvendo-os de sua maneira. Para ele, o bem estar de seus amigos é muito importante, por mais que as vezes ele haja por impulso.

— Posso fazer uma pergunta?
— Sim, Charlie.
— Porque as pessoas legais escolhem amar as pessoas erradas?
Silêncio.
— Bem… Nós aceitamos o amor que achamos merecer.

Algumas questões ficaram em aberto no fim, deixando até mesmo um lado negativo na maneira como tudo terminou. Temas não abordados completamente, mas que foram onipresentes durante toda a trama, permaneceram sem resposta, como por exemplo, o fato de Charlie ter ou não alguma doença. Mais de uma vez ele apresentou crises e foi parar no hospital, porém, até hoje não sabemos o real motivo das mesmas. Ficou claro desde o início que ele era diferente dos outros, por meio de sua maneira de pensar e enxergar as coisas, mas isso se retém apenas ao lado psicológico ou existe uma razão física para tal ?

As Vantagens de Ser Invisível é um livro simples, porém cheio de conteúdo. Foi muito bem adaptado ao cinema, o que só aumentou a grandiosidade que a obra adquiriu. São poucas as páginas que a compõe, entretanto, as mesmas transbordam pureza e maestria pelas palavras de Chbosky. Todos deveríamos ter um amigo como Charlie, ou até mesmo, ter um lado Charlie dentro de nós. As vezes, as soluções são as mais simples possíveis, nós é que tendemos a complicá-las.

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“Eu sei que tudo isso serão apenas histórias algum dia. E nossas fotos se tornarão velhas fotografias. E todos nós nos tornaremos mãe ou pai de alguém. Mas agora, exatamente agora, esses momentos não são histórias. Está acontecendo. Eu posso ver. E nesse momento, eu juro, nós somos infinitos.”

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