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‘A Cabana’ ofereceu para mim uma chance de esperança e cura, diz Octavia Spencer

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Octavia Spencer esteve no Rio de Janeiro para divulgação de seu novo filme, 'A cabana' (Foto: Célio Silva/G1)

Octavia Spencer esteve no Rio de Janeiro para divulgação de seu novo filme, ‘A cabana’ (Foto: Célio Silva/G1)

 

Atriz ganhadora do Oscar está no Rio para lançar seu novo filme, inspirado em best-seller.

Celio Silva, no G1

A atriz Octavia Spencer, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2012 por “Histórias Cruzadas” e indicada em 2017 na mesma categoria por seu trabalho em “Estrelas Além do Tempo”, está no Rio para o lançamento de “A Cabana”, baseado no best-seller de William P. Young. O longa estreia no Brasil no dia 6 de abril.

No filme, Octavia vive ninguém menos do que Deus, carinhosamente chamada de “Papai”, e ajuda o protagonista vivido por Sam Worthington (“Avatar”) a superar a perda da filha mais nova. A atriz conversou com a imprensa nesta segunda-feira (27) e falou sobre seu papel no filme, além de assuntos relacionados a religião e a fé.

Bem-humorada, Octavia elogiou as belezas naturais do Rio e disse que, se pudesse dar uma mensagem ao presidente americano Donald Trump, seria a de amarmos uns aos outros. Para ela, uma coisa interessante no filme é o retrato do efeito terapêutico da fé, e ela conta que teve uma epifania quando viu o filme pronto.

“Eu aceitei o papel de uma forma egoísta, pois ofereceu para mim uma chance de esperança e cura para o mundo”, declarou a atriz. Ela também elogiou o modo que Deus se apresentou ao personagem de Worthington, que foi orgânico e que não o forçou a acreditar ou a perdoar, mas sim que chegasse a suas próprias conclusões.

Questionada sobre a forma que o filme mostra a Santa Trindade, representada por uma mulher negra, um jovem do Oriente Médio e uma japonesa, Octavia disse que essa foi uma das coisas que mais amou tanto no filme quanto no livro. “Eu acho que o fato de William ter usado latinos, asiáticos, israelitas, afro-americanos, não muda a forma do Cristianismo. Todos fomos feitos à sua imagem”, disse a atriz.

Papel de impacto

Perguntada se o seu trabalho no filme mudou a sua vida, Octavia Spencer disse que isso teve um grande impacto em sua vida, que amadureceu bastante, mas que não foi nada muito radical. Ela admitiu que passou a dar menos importância a outras coisas e que a vida é uma jornada espiritual.

Uma das coisas mais lindas da história, para ela, é a cena em que Missy (Amélie Eve), a filha do protagonista, faz perguntas sobre religião que o deixam numa saia justa. “É a inocência de uma criança sem julgamento. Há algo belo neste livro quanto do filme é que o pai não sabe as respostas e terá que encontrá-las”, afirmou.

Para construir o papel de Papai, Octavia disse que trabalhou com um pastor local, amigo dela. Ela também recebeu livros do diretor. No entanto, ela confessou que não teve referências para interpretar Deus. “Eu a interpretei como se fosse a mãe do Sam (Worthington), um filho a quem havia traído ou abandonado. Não houve tempo para uma relação mais ampla com Sam, o que foi bom, para dar essa sensação de estranhamento”, disse Octavia.

Por fim, a atriz contou que conversa com seu “Papai” todos os dias, sobretudo no início da manhã, o que a ajuda a ter um dia melhor. Ela se considera uma filha de Deus e que estava a serviço do papel. “No fim das contas, tive uma conversa meio ‘esquizofrênica’ quando falava com Deus ao mesmo tempo que interpretava Deus”, concluiu.

As Aventuras do Capitão Cueca ganha trailer dublado

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Marcel Plasse, no Pipoca Moderna

A Fox divulgou a versão dublada em português do trailer da animação do “Capitão Cueca”. A prévia revela a origem do impagável personagem-título, extraído dos livros da franquia infantil “As Aventuras do Capitão Cueca”, do escritor americano Dav Pilkey.

Produção original da DreamWorks Animation, a trama gira em torno de dois amigos de escola, George e Harold, que conseguem hipnotizar o terrível diretor Sr. Krupp e transformá-lo em um irreverente super-herói.

O elenco de dubladores original inclui Kevin Hart (“Um Espião e Meio”) como George e Thomas Middleditch (série “Silicon Valley”) como Harold, além de Ed Helms (“Se Beber, Não Case”) no papel do Capitão Cueca. Kristen Schaal (série “The Last Man on Earth”) e Jordan Peele (série “Key and Peele”) também estão no elenco de vozes.

O roteiro é de Nicholas Stoller (“Cegonhas”) e a direção de David Soren (“Turbo”).

“As Aventuras do Capitão Cueca” estreia em 1 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. E ganhou o indefectível subtítulo “O Filme”.

O filme vai se chamar “As Aventuras do Capitão Cueca – O Filme” porque o público brasileiro deve ser estúpido e achar que está comprando livros ou ligando a TV quando adquire ingressos de cinema. Tem outra explicação para a quantidade anormal de lançamentos com o subtítulo “O Filme” no país?

As Vantagens de Ser Invisível, um livro para ficar sempre na memória

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“Não há nada como a respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas razões certas ” 

Paula Ramos, no Poltrona Nerd

Faz muito tempo desde que adicionei As Vantagens de ser Invisível a minha lista de leitura. Me encantei pelo filme de 2012 e desde então só venho ouvido comentários positivos a respeito da obra literária original. E todos estavam certos.

O livro é contado por Charlie, um solitário adolescente de 15 anos, começando a amadurecer e conhecer os prazeres e decepções da vida. Desde a primeira morte de um amigo ao primeiro amor, o jovem vivencia as típicas aventuras da adolescência e expressa suas opiniões em uma espécie de diário, a quem chama de amigo. A grande busca de Charlie é em relação a sua existência : Quem sou eu ? Por que eu sou assim ? Através de suas histórias, ele nos mostra não apenas as respostas, mas também um novo lado de sua personalidade. É através da amizade entre Sam e Patrick, dois irmãos dispostos a viver todas essas aventuras e mais um pouco, que o menino encontra o que precisava : amigos e oportunidades.

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As Vantagens de Ser Invisível é um livro que nos faz pensar, em todos os parâmetros possíveis. Até que ponto estamos certos ou errados em formar opiniões precoces sobre os outros ? Charlie é extremamente inteligente, porém inocente, o que o faz enxergar toda e qualquer situação com o coração aberto. Ele tem sua rotina modificada por Sam e Patrick, mas se propões até mesmo a fumar para se integrar no grupo dos amigos. O processo de aprendizagem, mudança e transformação de Charlie é o carro chave do livro, e a maneira como ele lida com isso é que nos ensina um pouco mais sobre a vida.

“Só preciso saber que existe alguém que ouve e entende, e não tenta dormir com as pessoas, mesmo que tenha oportunidade. Preciso saber que essas pessoas existem. “

Não pensem que Charlie é puro por ter vivido pouco, pois enfrentou situações que muitos a sua volta não vivenciaram, como o suicídio do melhor amigo e a morte da tia, de quem ele era muito próximo. O menino aprendeu a viver a vida de sua própria maneira, internalizando suas emoções e passando-as para seu melhor amigo. A maneira de narrar de Charlie é tão simples e bonita, que nos sentimos parte de seu dia a dia, a medida que as páginas vão passando.

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Não pensem, porém, que estamos lidando com um livro infantil. Stephen Chbosky conseguiu abordar temas complicados e polêmicos, como homossexualidade, gravidez na adolescência e violência doméstica, sem perder a principal essência da história. A maneira como Charlie lida com todos esses impasses faz parte da construção de sua imagem, defrontando-se com os problemas e resolvendo-os de sua maneira. Para ele, o bem estar de seus amigos é muito importante, por mais que as vezes ele haja por impulso.

— Posso fazer uma pergunta?
— Sim, Charlie.
— Porque as pessoas legais escolhem amar as pessoas erradas?
Silêncio.
— Bem… Nós aceitamos o amor que achamos merecer.

Algumas questões ficaram em aberto no fim, deixando até mesmo um lado negativo na maneira como tudo terminou. Temas não abordados completamente, mas que foram onipresentes durante toda a trama, permaneceram sem resposta, como por exemplo, o fato de Charlie ter ou não alguma doença. Mais de uma vez ele apresentou crises e foi parar no hospital, porém, até hoje não sabemos o real motivo das mesmas. Ficou claro desde o início que ele era diferente dos outros, por meio de sua maneira de pensar e enxergar as coisas, mas isso se retém apenas ao lado psicológico ou existe uma razão física para tal ?

As Vantagens de Ser Invisível é um livro simples, porém cheio de conteúdo. Foi muito bem adaptado ao cinema, o que só aumentou a grandiosidade que a obra adquiriu. São poucas as páginas que a compõe, entretanto, as mesmas transbordam pureza e maestria pelas palavras de Chbosky. Todos deveríamos ter um amigo como Charlie, ou até mesmo, ter um lado Charlie dentro de nós. As vezes, as soluções são as mais simples possíveis, nós é que tendemos a complicá-las.

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“Eu sei que tudo isso serão apenas histórias algum dia. E nossas fotos se tornarão velhas fotografias. E todos nós nos tornaremos mãe ou pai de alguém. Mas agora, exatamente agora, esses momentos não são histórias. Está acontecendo. Eu posso ver. E nesse momento, eu juro, nós somos infinitos.”

Heroínas de ‘Estrelas além do tempo’ inspiram garotas em trabalho de escola nos EUA

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Foto de meninas vestidas como trabalhadoras da Nasa retratadas no filme viralizou nas redes sociais.

Publicado no G1

Uma foto de três crianças vestidas como as protagonistas do filme “Estrelas além do tempo” viralizou em redes sociais e foi compartilhada pelas três atrizes do longa, Taraji P. Henson, Janelle Monae e Octavia Spencer.

A imagem foi criada para um trabalho de escola de Ambrielle-Baker Rogers, Morgan Coleman e Miah Bell-Olson em um colégio em Milwaukee, nos EUA. Elas tinham que criar um projeto para o Mês da História Afroamericana.

Meninas se vestem de protagonistas de 'Estrelas além do tempo' para trabalho de escola (Foto: Divulgação)

Meninas se vestem de protagonistas de ‘Estrelas além do tempo’ para trabalho de escola (Foto: Divulgação)

 

As meninas, então, resolveram imitar as três mulheres (Katherine Johnson, Dorothy Vaughan and Mary Jackson) que foram pioneiras entre trabalhadoras negras na NASA, e foram retratadas no filme. “A professora pediu para criar pôsteres que afirmassem positivamente a excelência dos estudantes e jogasse os holofotes na beleza da cultura afroamericana”, explixou a mãe de Jessica ao site “Huffington Post”.

Ameaçado de morte, autor de ‘Quatro Vidas de Um Cachorro’ conta a história por trás do filme

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W. Bruce Cameron, autor de "Quatro Vidas de Um Cachorro", com seu cão, Tucker imagem: Ute Ville/Divulgação

W. Bruce Cameron, autor de “Quatro Vidas de Um Cachorro”, com seu cão, Tucker imagem: Ute Ville/Divulgação

 

Renata Nogueira, no UOL

O escritor americano W. Bruce Cameron já está acostumado a ver seus livros ganharem adaptações para a TV ou o cinema. O que ele não imaginava é que uma grande polêmica atrapalhasse a adaptação logo de seu maior sucesso de vendas, “Quatro Vidas de Um Cachorro”. Lançado em 2010 nos EUA, o livro passou 52 semanas consecutivas na lista de mais vendidos do New York Times.

“Eu nunca escrevi um livro que não acabasse adaptado para televisão ou o cinema, então eu já esperava uma versão cinematográfica de ‘Quatro Vidas de Um Cachorro’. Mesmo assim é um processo bastante difícil, que nem sempre dá certo, então tentei ficar esperançoso e otimista”, conta o autor em entrevista exclusiva ao UOL.

O contrato para transformar a história narrada do ponto de vista do próprio cachorro foi assinado há sete anos, pouco tempo depois de o livro ir parar entre os mais vendidos dos Estados Unidos. No Brasil, a primeira versão foi lançada sem muito alarde, em 2011, e acabou ganhando uma nova edição em 2016 pela HarperCollins alguns meses antes da estreia do filme, que acontece nesta quinta-feira (26).

“Eu fiquei tão empolgado quando a DreamWorks quis fazer o filme. Quando nós levamos o livro para eles e outros estúdios, fomos avisados de que mais de um tinha interesse em produzir, mas já sabíamos que a DreamWorks seria a melhor para o nosso trabalho”, conta. Bruce fechou o contrato e se envolveu diretamente na adaptação, assinando o roteiro junto com sua mulher, a atriz e roteirista Cathryn Michon.

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Imagem: Divulgação

 

O sucesso do livro pode ser explicado pela fórmula leve e bem-humorada que Bruce usou ao narrar situações comuns a quem tem um cachorro, mas do ponto de vista do bicho, e não dos humanos. Além disso, o escritor buscou amenizar o momento mais temido desta relação: a morte do bichinho. “Em ‘Quatro Vidas de Um Cachorro’, o cachorro não morre – ele renasce!”, destaca.

E a morte de cada um dos quatro cães retratados no livro (no filme são cinco) é narrada com a aceitação de que ele cumpriu sua missão, até mesmo o cãozinho vira-lata que tem uma vida muito curta depois de ir parar ainda filhote na carrocinha. “Cachorros são simplesmente as criaturas mais queridas, otimistas e despreocupadas do planeta. Eu já até tentei viver como os cachorros, mas não consegui atingir o espírito elevado deles.”

Mas nem todo o amor demonstrado pelo escritor pelos cachorros foi suficiente para afastá-lo da polêmica lançada uma semana antes de o filme chegar aos cinemas. Um vídeo divulgado no site TMZ que mostra os bastidores de uma cena de ação que no filme dura pouco mais de 1 minuto foi o suficiente para arruinar todo o barulho que se fazia desde o lançamento do primeiro trailer, em agosto de 2016, visto por 10 milhões.

Como roteirista, W. Bruce Cameron acompanhou as gravações feitas no Canadá, em 2015. “Foi um trabalho muito divertido. Eu sei que eu deveria trocar ideias com os produtores, com o diretor e com os atores, mas eu só brinquei com os cachorros mesmo”, contou sobre sua função no set. Ele alega, no entanto, que não estava presente quando um pastor alemão foi supostamente forçado a entrar na água, e diz ter escolhido pessoalmente Gavin Polone como produtor justamente por seu histórico de ativismo no direito dos animais.

Ameaças de morte

Em pouco mais de uma semana, uma reviravolta aconteceu na vida de toda a equipe que trabalhou nos bastidores de “Quatro Vida de Um Cachorro”.

“Quando as pessoas gritam injúrias para você porque você se recusa a dizer que um cão ficou ‘traumatizado’ (ele entrou no tanque com bastante disposição um pouco depois) e ‘lutou pela vida’ (eu sei que Hercules está feliz e saudável) você não pode imaginar como é horrível enfrentar mais um dia”, explicou o escritor depois de garantir que acompanhou a investigação movida pela produtora do filme.

“Eu e minha família recebemos ameaças de morte”, revela o escritor após a polêmica, sem citar porém de onde vieram essas ameaças. Bruce vive na Califórnia com a sua mulher, Cathryn Michon, e com o cachorro deles, Tucker.

“A raiva fora de controle e os pedidos de boicote ao meu trabalho atrapalham meu sono, minha paz, e pior, a minha percepção sobre a humanidade. Eu sou uma pessoa que pode perdoar e acredito que a lição que devo tirar disso é que temos que tomar ainda mais cuidado com tudo o que fazemos. Mesmo sendo chamado de vendido e torturador, eu sigo apoiando o filme a mensagem por trás dele.”

Mesmo com toda a controvérsia envolvendo o filme, o escritor faz um apelo aos leitores brasileiros. “Por favor tentem ler o livro antes de assistir o filme. Tem tantas histórias e personagens que você vai entender melhor se puder ler o livro. Estou muito contente de saber que meu livro está disponível no Brasil. Quando eu era criança tive amigos que eram intercambistas e sempre achei os brasileiros afetivos e maravilhosos”.

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