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A Torre Negra | Roteirista admite que filme é uma versão “mais modesta” dos livros

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dris Elba como Roland Deschain

Idris Elba como Roland Deschain

Caio Coletti, no Observatório do Cinema

O roteirista Akiva Goldsman teve que admitir, durante o tapete vermelho da pré-estreia de A Torre Negra, que o filme escrito por ele e dirigido por Nikolaj Arcel é uma versão “mais modesta” dos livros de Stephen King.

“Isso é parte do porquê King chama A Torre Negra de sua grande obra prima. Esses livros nãos e prendem a um gênero, eles são gigantescos e excitantes. Nos EUA, nós gostamos do nosso entretenimento colocado em caixinhas e rótulos”, contou o diretor.

“Essa é uma versão mais modesta dos livros de King. O que temos aqui é uma história de pai e filho. De um garoto sem rumo e de um homem que perdeu a esperança”, continuou ainda.

Além de Idris Elba e Matthew McConaughey nos papeis principais, o elenco conta ainda com Jackie Earle Haley, Tom Taylor e Katheryn Winnick.

O lançamento do filme foi adiado algumas vezes: primeiro, estrearia em fevereiro; depois, em julho; enfim, a data definitiva de estreia ficou para dia 4 de agosto.

O Diário da Princesa 3 | Autora dos livros confirma terceiro filme da franquia

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Gabriel Alencar, no Eu Nerd

Segundo a autora Meg Cabot, que escreveu os livros em que os filmes “O Diário da Princesa” são baseados, o terceiro filme da franquia pode acontecer.

A autora disse em entrevista que “estão fazendo isso como um tributo ao Garry Marsshall e aos fãs da franquia”. Garry, diretor dos dois filmes faleceu no último ano, além de “O Diário da Princesa”, Garry também foi diretor de “Uma Linda Mulher” e “Noiva em Fuga”.

“Não posso revelar qual é a história do filme, porque o estúdio me proibiu, mas posso afirmar que será diferente da história dos meus livros”, afirmou Meg.

Segundo o ator Hector Elizondo, que interpretou o chefe de segurança Joe nos dois primeiros filmes da franquia, o projeto continua vivo.

“Não é oficial, mas todos estão interessados. Eu sei que Anne Hathaway quer fazer, e Julie Andrews também. Eu definitivamente quero fazer. É só uma questão de tempo até encontrarmos uma história boa. Está chegando a hora de voltarmos para Genovia!”, afirmou em entrevista à Variety Latina.

“O Diário da Princesa” (The Princess Diaries) foi lançado em agosto de 2001, e estrelado pela então novata Anne Hathaway (sua estreia no cinema) como Mia Thermopolis, uma adolescente que descobre que ela é a herdeira do trono do Reino fictício de Genovia, governado por sua avó, a rainha viúva Clarisse Renaldi (Julie Andrews).

O filme arrecadou US$ 165 milhões mundialmente. Já a sequência foi lançada em 2004 e fez US$ 134 milhões no mundo todo.

5 coisas que você não sabia sobre Clube da Luta

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Publicado no Mundo Estranho

Em 1996, o escritor norte-americano Chuck Palahniuk lançou seu primeiro e mais famoso livro, Clube da Luta. Três anos depois, o filme homônimo era estrelado por nomes de peso como Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter e dirigido pelo aclamado David Fincher, que havia feito Alien 3 e Seven: Os Sete Pecados Capitais.

Recepcionado com avaliações mistas do público no começo, hoje em dia Clube da Luta é um ícone cult e uma das mais apreciadas críticas ao consumismo da literatura. Em homenagem aos 20 anos que a obra completou no ano passado, vamos desrespeitar a primeira e a segunda regras do Clube para trazer estas cinco curiosidades para você.

1) O autor quase não foi escritor

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A vida de Chuck não foi das mais fáceis. Formado em jornalismo, Palahniuk já foi lutador amador, caminhoneiro e mecânico de automóveis. Durante a adolescência, teve que lidar com o assassinato do pai e da namorada dele, a morte da avó e o suicídio do avô. Após ser indicado a um workshop literário por um amigo, finalmente permitiu que seu lado escritor crescesse e começasse a definir um estilo próprio – esse estilo, que o autor intitulou de “ficção transgressional”, é caracterizado pelo uso de frases curtas e repletas de humor irônico, repetidas ao longo do romance.

Após duas de suas primeiras obras autorais serem recusadas por diversas editoras, Chuck resolveu fugir completamente do mainstream e arriscar uma história mais obscura que as outras. Assim, nascia Clube da Luta. O autor também escreveu outros 16 livros, dentre eles, No Sufoco, adaptado para o cinema em 2008.

2) Os personagens foram inspirados em pessoas reais

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Palahniuk já admitiu em entrevistas e em um ótimo texto de 1999 que os personagens e situações do livro foram inspirados em pessoas e acontecimentos reais.

Ele diz: “Partes de Clube da Luta sempre foram reais. É menos um romance do que uma antologia das vidas dos meus amigos. Eu tenho insônia e fico sem dormir por vários dias. Garçons bravos que eu conheço mexem com a comida dos outros. Eles raspam suas cabeças. Minha amiga Alice faz sabão. Meu amigo Mike coloca frames de filmes eróticos em vídeos de família. (…) Um amigo alemão meu, Carston, aprendeu a falar inglês usando apenas clichês ultrapassados. Agora, as palavras dele estão saindo da boca de Brad Pitt. (…) A noite em que fui salvar meu amigo Kevin de uma overdose de Xanax é a cena de Brad correndo para salvar Helena.”

Em um artigo da revista Premiere, que entrevistou o elenco do filme e o autor do livro, a jornalista Johanna Schneller escreveu que o Tyler da vida real “é um carpinteiro com propensão a invadir propriedades, líder de incursões a prédios abandonados para salvar mármores e outros acessórios”. Palahniuk é citado dizendo que seu amigo Tyler é “uma dessas pessoas neorromânticas que pensam que, se o Bug do Milênio acontecesse, todos nós iríamos ser melhores”.

Já a amiga que inspirou Marla sempre teve o desejo de que Chuck se tornasse um grande escritor e sempre pediu que, se isso acontecesse, que ele a levasse para conhecer Brad Pitt. Dito e feito: quando Brad foi escalado para viver Tyler nos cinemas, Chuck levou todos os amigos que inspiraram os personagens (um total de seis), incluindo Marla, aos set de filmagens para conhecê-lo. Na entrevista, lembrou: “Então, eu pude dizer: ‘Tyler, este é o Tyler’; ‘Marla, esta é a Marla’, e todos estavam realmente fascinados uns pelos outros”.

3) Palahniuk prefere o filme ao livro

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Se você já leu Clube da Luta, sabe que o final do livro e o final do filme são diferentes. Atenção para os spoilers: no livro, o Narrador atira em si mesmo e, supostamente, consegue se livrar de Tyler (há contestações quanto a isso, mas vamos deixá-las de lado). Ele então acorda no que acredita ser o céu, mas é, na verdade, uma instituição psiquiátrica, na qual os funcionários aparecem machucados (seriam membros do clube da luta?) e dizem a ele que aguardam seu retorno. Ele tinha um plano de explodir um prédio, mas isso nunca é concretizado.

No filme, o Narrador atira em si mesmo, livrando-se da influência de Tyler, e explode vários prédios de sedes de empresas de cartões de crédito para acabar com as dívidas das pessoas (uma iniciativa de Tyler).

(fim dos spoilers) Em uma entrevista, o autor admitiu que o filme conseguiu simplificar o plot e apresentá-lo de maneira muito mais efetiva, além de estabelecer conexões que ele se sentia envergonhado de não ter feito antes na própria obra.

4) Existem clubes da luta na vida real

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No final do próprio livro, o autor admite que inúmeras pessoas entraram em contato com ele para que compartilhasse o segredo de onde se encontravam os clubes da vida real. Decepcionadas, recebiam a notícia que a coisa era toda fictícia.

Mas se engana quem pensa que os entusiastas pararam por ai: há relatos de que realmente existam clubes com o mesmo objetivo que o original por ai. Um deles, que segue a mesma linha, mas não é tão secreto, é o da Rússia, onde homens de negócio pagam para passar uma semana inteira com outros caras se estapeando e passando por outras formas de agressão física e psicológica com o objetivo de transformar cidadãos urbanos em “homens reais”. O anúncio deles na internet? “Você não é o que você tem — seu emprego, seu carro, sua conta bancária. Se você quer mudar sua vida, encontrar o guerreiro dentro de você e enfrentar seu inimigo interior — inscreva-se na nossa próxima turma!”.

Além do clube russo, há relatos de clubes em Nova York, na Califórnia e na Tailândia.

5) Há uma sequência e haverá mais uma

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Em 2015, a banda Nine Inch Nails anunciou em uma Comic Con a realização de uma versão ópera rock do Clube da Luta, que contará com as colaborações de Chuck Palahniuk e de David Finch, diretor do filme. O projeto ainda está em desenvolvimento.

Em 2016, foi lançada no Brasil a continuação da obra, Clube da Luta 2, uma graphic novel escrita por Palahniuk. A obra nos reapresenta o Narrador – agora chamado Sebastian – e Marla, agora sua esposa, 10 anos depois do final do primeiro livro. Os dois têm um filho de 9 anos e uma rotina enfadonha e careta, o que faz Tyler se agitar no subconsciente de Sebastian.

Tyler começa a tocar um projeto militar chamado Erga-ze ou Morra e sequestra o filho dos dois. Sebastian e Marla então partem atrás do filho, de formas diferentes. Em paralelo, Palahniuk quebra a quarta parede inserindo-se na história como um roteirista que, junto a outros colegas autores, quebra a cabeça para dar continuidade à trama (e falha).

A continuação dividiu os fãs entre críticas positivas e negativas. Apesar disso, Palahniuk já confirmou que haverá um Clube da Luta 3, também em quadrinhos.

6) BÔNUS: A teoria de Calvin e Haroldo

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Existe uma teoria maluca que conecta as famosas tirinhas de humor Calvin e Haroldo à trama de Clube da Luta. Segundo ela, o Narrador é Calvin crescido e Tyler é apenas uma versão evoluída de Haroldo.

Ao envelhecer, Calvin teria se visto obrigado a deixar Haroldo para trás e crescer, porém essa separação, somada à percepção de como a realidade é dolorida e amargurada, transformaria o garoto em um adulto ansioso e insone: o Narrador. Em meio a essa confusão mental, Haroldo ressurgiria como Tyler (já que, para um adulto, não seria mais cabível ter um amigo imaginário animal), também crescido e revoltado.

A teoria também argumenta que há semelhanças entre o Clube da Luta e o grupo formado por Calvin nos quadrinhos, o G.R.O.S.S. (sigla em inglês para “Get Rid of Slimy girlS”), um clube só para meninos. Enquanto Haroldo lia as atas das reuniões anteriores, os componentes brigavam entre si. Doideira!

Netflix vai adaptar Caixa de Pássaros estrelando Sandra Bullock

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(Imagem: Divulgação)

(Imagem: Divulgação)

Publicado no Literatura Policial

Via Bookriot – A Netflix anunciou a adaptação de “Caixa de Pássaros”, thriller psicológico de Josh Malerman lançado no Brasil pela Editora Intrínseca. Sandra Bullock será Malorie, mãe de duas crianças pequenas que sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.

Susanne Bier, dinamarquesa vencedora do Oscar (In a Better World, Brothers, Serena), vai dirigir o filme. Eric Heisserer, indicado para o Oscar (The Arrival) escreveu o roteiro. O produtor Scott Stuber estava desenvolvendo o filme na Universal, mas trouxe o projeto com ele quando migrou para a Netflix. A produção começará em agosto.

200 anos após a morte de Jane Austen, sua obra segue atual

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Bridget Jones é uma das inúmeras personagens inspiradas na obra de Jane Austen DIVULGAÇÃO

Bridget Jones é uma das inúmeras personagens inspiradas na obra de Jane Austen DIVULGAÇÃO

Publicado em O Globo

Com passeios em sua Hampshire natal, exposições e, inclusive, uma nota com seu retrato, a Inglaterra homenageia a romancista Jane Austen, que, 200 anos depois de sua morte, é um ícone da literatura que transcende fronteiras.

Quando faleceu, em 18 de julho de 1817, aos 41 anos, já começava a ser reconhecida e hoje é uma das autoras preferidas dos britânicos.

Seus seis romances já venderam milhões e suas tramas, que dissecam a pequena nobreza provincial do início do século XIX, inspiraram centenas de adaptações.

“No teatro é Shakespeare e, no romance, Jane Austen”, proclama a escritora francesa Catherine Rihoit, que prepara uma biografia e destaca o fato de como a autora inglesa consegue atingir leitores de países tão distantes e culturas tão diferentes.

Virginia Woolf também destacou a genialidade de Austen, assim como Vladimir Nabokov.

Cada um tem seu romance favorito, apesar de Orgulho e Preconceito ser alvo de um culto particular e ter produzido adaptações de todos os tipos, do cinema indiano ao estilo Bollywood (Noiva e Preconceito), passando pelo gênero fantástico (a minissérie Lost in Austen) até o terror (Orgulho e Preconceito Zumbi).

A personagem vivida por Renée Zellweger, Bridget Jones, também é inspirada em Lizzie Bennet, a heroína austeniana que prefere se casar por amor e não por dinheiro.

Outro filme que brinca com a questão do amor e das aparências e males-entendidos é Mensagem para Você, em que Orgulho e Preconceito é explicitamente citado.

Mais um sucesso inspirado em um livro de Austen é Patricinhas de Beverly Hills, que traz para um contexto supermoderno e igualmente crítico o romance Emma, a história de uma adolescente de natureza independente, mas com pendores casamenteiros.

Em O Clube de Leitura de Jane Austen (2007), a vida dos personagens se misturam com as tramas de Austen. E até a autora da saga Crepúsculo se declarou apaixonada pela autora e produziu Austenland (2013), um mergulho no universo austeniano.

Feminista
A trama de seus livros, entre bailes, chistes em torno de uma xícara de chá e busca de casamentos convenientes para jovens mal saídas da adolescência, levou alguns críticos a injustamente comparar Austen com Barbara Cartland, a rainha do romance açucarado britânico.

“É muito mais que isso”, assegura Louise West, curadora da exposição, que tenta dar uma nova luz à vida desta mulher sobre a qual pouco se sabe, depois que sua irmã, Casandra, destruiu quase toda sua correspondência.

Outra curadora da mostra, Kathryn Sutherland, professora de literatura na Universidade de Oxford, destaca que, além da visão de uma Inglaterra idealizada, com suas lindas mansões e campina verde, Austen se mostra “uma escritora que fala de ética, de responsabilidade social em uma sociedade de classes”, com as guerras napoleônicas e a conquista dos mares como pano de fundo.

Austen também ilumina de maneira precisa as relações humanas e a condição das mulheres, cujo único futuro repousava no casamento.

“Ela tinha um conhecimento arguto da situação desesperada das mulheres, de sua dependência econômica dos homens e isso a frustrava”, diz Kathryn Sutherland, que a considera uma verdadeira feminista.

Uma das adaptações mais recentes de Orgulho e Preconceito, de 2005, mostra uma Elizabeth Bennet (vivida por Keira Knightley, indicada ao Oscar de melhor atriz por sua interpretação) ainda mais independente ante sua atração pelo sr. Darcy, o grande galã de Austen, neste filme interpretado com mais sensibilidade do que arrogância por Matthew McFadden.

O casamento é uma forma de escapar da pobreza, apesar de não para Austen, que permaneceu solteira, apesar de ter sido pedida em casamento.

Um filme de 2007, Amor e Inocência, especula a respeito desse episódio na vida da autora. Anne Hathaway vive Jane Austen, que se enamora de um advogado e é pedida por ele em casamento.

Filha de um pastor anglicano, viveu toda a vida no limite da pobreza. “Sempre tinha que calcular as finanças, fingir estar bem de situação”, explica Catherine Rihoit. Por isso se pôs a escrever livros, para ganhar a vida.

O manuscrito de Razão e sensibilidade foi finalmente aceito por um editor em 1811, depois de várias tentativas infrutíferas.

“Infelizmente, morreu quando o sucesso e o dinheiro começaram a chegar”, constata Rihoit, autora de uma biografia da autora.

O túmulo de Jane Austen, na Catedral de Winchester, ou as casas onde morou em Chawton, ao norte, em Bath, ou na região de Somerset, atraem anualmente milhares de admiradores que seguem os passos de seus personagens ou buscam indícios sobre a personalidade da autora.

No entanto, mesmo seu rosto continua sendo um enigma, destaca Kathryn Sutherland, que pela primeira vez reuniu em um mesmo lugar os poucos retratos que supostamente são da autora.

As certezas a respeito da eterna Jane Austen são tantas que deixam abertas as portas para a imaginação. (AFP)

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