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Vida da escritora Jane Austen virará comédia romântica

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Publicado no CineSet

Jane Austen, autora de clássicos populares como “Orgulho e preconceito”, terá sua vida transformada no filme “Jane by the sea“, também baseado num livro, escrito por Carolyn V. Murray. Esta também ficará responsável pelo roteiro do longa.

Segundo o The Guardian, “Jane by the sea” será uma comédia romântica e combinará elementos da biografia e das obras de Austen. O foco será mostrar como alguns relacionamentos importantes que ela teve influenciaram seus livros.

A produção de “Jane by the sea” está a cargo da Voltage Pictures. Ainda não há informações de diretor ou elenco para o filme, que está em seus estágios iniciais de pré-produção. Por hora, os fãs de Jane Austen aguardam o filme que mistura comédia, terror e romance, “Orgulho, preconceito e zumbis“, que será estrelado por Sam Riley e Lena Headey e chega aos cinemas em 5 de fevereiro de 2016.

Elle Fanning irá estrelar adaptação para os cinemas do livro Por Lugares Incríveis

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PARK CITY, UT -- JANUARY 20, 2014--Actress Elle Fanning, from the film, "Low Down," photographed in the L.A. Times photo & video studio at the 2014 Sundance Film Festival, Jan. 20, 2014. (Jay L. Clendenin / Los Angeles Times)

Livro comparado a A Culpa é das Estrelas ganhará as telonas sob a direção de Miguel Arteta (Por um Sentido na Vida).

João Vitor Figueira, no Adoro Cinema

Elle Fanning irá estrelar a versão para os cinemas do romance adolescente “Por Lugares Incríveis”, escrito por Jennifer Niven. O longa-metragem terá a direção de Miguel Arteta, responsável pela direção de episódios de The Office e American Horror Story, e dos filmes Alexandre e o Dia Terrivel, Horrível, Espantoso e Horroroso e Por um Sentido na Vida. O roteiro será escrito pela própria Niven, que com sua obra alcançou o quinto lugar na lista dos best-sellers do jornal New York Times.

219033Fanning vai interpretar Violet Markey, uma jovem atormentada pela culpa por ter sobrevivido ao acidente de carro que vitimou sua irmã. Ela aguarda ansiosamente o fim das aulas, para deixar para trás sua cidade e seus traumas do passado. O caminho dela se cruza com o de Theodore Finch, personagem cujo intérprete nos cinemas ainda não foi definido. Theodore é um rapaz que sofre com o descaso de sua própria família, o bullyng dos valentões e a constante sensação de não pertencimento. Quando estava prestes a cometer suicídio, Theodore conhece Violet e a vida de ambos muda para sempre. “Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los”, diz a sinopse oficial do livro.

Alguns críticos literários já compararam a história de “Por Lugares Incríveis” com a trama de livros como “A Culpa é das Estrelas” e “Eleanor & Park”, por trazer a relação entre adolescentes desajustados.

Não foi anunciado quando as filmagens de Por Lugares Incríveis vão começar. O filme também não tem previsão de estreia.

Alguns dos trabalhos ainda inéditos de Fanning são o drama biográfico Low Down, sobre a derrocada do pianista de jazz Joe Albany; a comédia sci-fi How to Talk to Girls at Parties, baseada em conto de Neil Gaiman, onde interpreta uma estrangeira na Londres de 1970; o drama biográfico Trumbo, sobre o roteirista americano Dalton Trumbo (Bryan Cranston) que se recusou a cooperar com o Comitê de Atividades Antiamericanas do congresso, e acabou preso e proibido de trabalhar; o drama familiar Três Gerações, onde interpreta o jovem transexual Ray, contracenando com Naomi Watts e Susan Sarandon; o drama romântico A Storm in the Stars, que narra a história de amor entre o poeta Percy Shelley e a jovem Mary Wollstonecraft; o terror The Neon Demon, de Nicolas Winding Refn, diretor de Drive; e o suspense policial Live By Night, próximo projeto de Ben Affleck como diretor, com Zoe Saldana, Sienna Miller e o próprio Affleck no elenco.

Melhor que a encomenda: conheça casos de filmes que superaram os livros

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Filme estreou nesta semana nos cinemas brasileiros (Reprodução/Internet)

Filme estreou nesta semana nos cinemas brasileiros (Reprodução/Internet)

O lançamento “Cidades de Papel”, estrelado por Cara Delevingne, pode ser a mais nova inclusão na seleta lista de filmes que superaram sua raiz literária

Publicado no A Crítica

Durante a turnê de divulgação do filme “Cidades do Papel”, que chegou aos cinemas brasileiros nesta semana, John Green, autor do livro de mesmo nome no qual o filme se baseia, comentou que algumas alterações que os produtores do longa fizeram na hora de adaptar sua obra fizeram-no gostar mais de certos momentos da trama no filme do que suas contrapartes literárias.

Se o sucesso comercial agraciar o filme (caso que cada vez mais parece ser o mais provável), “Cidades de Papel” pode, com essa forcinha do criador de seu material-base, ser a mais nova inclusão na seleta lista de filmes que superaram sua raiz literária e ganharam uma vida superior no cinema e o BEM VIVER TV resolveu revisitar alguns desses filmes para você.

Epa! Final diferente

Mudar alguns trechos ou passagens de livros em adaptações cinematográficas é normal, afinal, as duas mídias são diferentes e o que funciona na página muitas vezes não o faz na tela.

Alguns diretores, no entanto, foram além, optaram por mudar o final de suas obras e se deram bem quando o público comprou sua versão. Obras pessimistas como Laranja Mecânica (1971) e O Nevoeiro (2007) divergem dos livros que os basearam, que contém finais mais ‘upbeat’. O autor de “O Nevoeiro”, Stephen King, adorou o final alterado. Já Anthony Burguess, autor de “Laranja Mecânica”, execrou a mudança no filme.

Clássicas repaginadas

Alguns filmes se tornaram tão célebres que muita gente que teve contato com o material-base jura de pé junto que o filme é melhor. No caso de O Poderoso Chefão (1972), o próprio autor do livro, Mario Puzo, colaborou com o roteiro, eliminando várias subtramas que deixavam seu livro convoluto.

Já em O Silêncio dos Inocentes (1991), o talento do elenco (Jodie Foster e Anthony Hopkins imortalizam seus respectivos papeis) leva o filme a alturas nunca alcançadas pela prosa de Thomas Harris.

Por fim, Tubarão (1975) ganhou o status de clássico de suspense pela decisão dos produtores de filme de investir numa caracterização profunda dos protagonistas, o que o livro de Peter Benchley ignorou.

A arte melhora a vida

Livro de não-ficção virar filme de ficção de sucesso? Difícil, mas não impossível. “Meninas Malvadas (2004) e “A Rede Social” (2010) vieram de panos de fundo bem reais (sem serem biografias, claro, pois esse gênero literário rende sucessos a granel) e viraram obras ficcionais clássicas.

“Meninas Malvadas” tem suas raízes no livro homônimo de auto-ajuda, que dava dicas de como lidar com as pressões sociais pelas quais passam as meninas durante os anos da high school americana, e acabou virando uma comédia hilária roteirizada por Tina Fey.

Já “A Rede Social” se baseou em “Bilionários Por Acaso – A Criação do Facebook: Uma História de Sexo, Dinheiro, Genialidade e Traição”, um relato sobre os anos de formação do popular site, e virou um drama com fortes tons de humor negro dirigido por David Fincher, que concorreu a oito Oscars e levou três (um deles justamente por roteiro).

‘Cidades de papel’: Para John Green e Nat Wolff, filme é tão bom quanto livro

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Autor e ator estiveram no Brasil para lançar filme que estreia na quinta (9).
‘Ela se revelou uma excelente atriz’, diz Nat sobre modelo Cara Delevingne.

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Publicado no G1

John Green está impressionado com a popularidade que possui no Brasil. Em entrevista ao G1, o escritor americano falou que considera os leitores brasileiros entre os mais apaixonados do mundo. Ele também diz que os fãs de seu trabalho se unem para fazer coisas “incríveis” em prol de outras pessoas.

Ele esteve no Brasil para lançar “Cidades de Papel”, que estreia nesta quinta-feira (9). O filme é baseado em seu livro de 2008. Nat Wolff, que interpreta o protagonista, também veio. O ator conta que os fãs daqui são os que mais interagem com ele via Twitter.

Filme é melhor do que o livro?

Green fez um alerta aos seus leitores. Eles podem se surpreender com as mudanças no enredo do filme, quando comparado ao livro. Mas ele destaca que o “espírito de amizade” entre o protagonista e seus amigos, o fio condutor da história, segue intacto. Para ele, certas alterações fizeram o filme ser até melhor do que o livro em alguns pontos.

“Há coisas no filme que eu gosto mais. Há algumas coisas que Nat e os outros atores trouxeram para o filme que eu nunca tinha pensado”, explica Green.

Cantoria e Ângela
“Como no momento em que eles cantam. É uma das cenas mais divertidas e isso não está no livro. E a Ângela, interpretada pela Jaz Sinclair, tem uma participação muito pequena no livro. E achei sua performance tão forte… Eu realmente gostei daquele romance. Essas são duas coisas que eu gostei mais no filme. Mas eu gosto dos dois”, complementa.

John Green afirma que não sabe apontar por que seus livros se tornaram best-sellers no Brasil. “Os leitores brasileiros são muito apaixonados. E quando eles gostam de alguma coisa, gostam de compartilhar. Eles leem o livro e compartilham e contam para os amigos e familiares.”

Nat Wolff compartilha da opinião de Green. O ator e músico toca com o irmão no duo Nat & Alex Wolff e já se acostumou com a insistência de seu fã-clube brasileiro. “Recebemos milhares de tuítes, ‘venha ao Brasil, venha tocar no Brasil’. Eu sinto que há uma conexão com os brasileiros e espero voltar para fazer uma turnê”, avisa.

Nat e Alex têm uma música na trilha sonora de “Cidades de Papel”, chamada “Look Outside”. “Eu tenho a sorte de fazer parte de dois mundos que se encontram. Eu acho que uma coisa ajuda a outra porque são bem similares. E eu odeio ficar entediado. São as duas coisas que mais gosto: fazer música com o meu irmão e atuar em bons projetos.”

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Em “Cidades de Papel”, Nat vive Quentin, um adolescente com uma paixão platônica pela vizinha, Margo Roth Spiegelman, interpretada pela top model inglesa Cara Delevingne. Certa noite, Margo pede ajuda para um plano de vingança. Após várias emoções, a jovem desaparece e Quentin e seus amigos tentam encontrá-la.

Nat, que trabalha como ator há dez anos, elogia a modelo que começa a enveredar pelo mundo da interpretação. “Ela se revelou uma excelente atriz e também é uma excelente pessoa. Eu e John somos muito sortudos em conhecê-la.” John completa e afirma que ela é uma pessoa “sensível”, o que contribui para o sucesso do trabalho.

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Fãs de longa data x fãs novos

Após o sucesso do primeiro longa baseado em um livro seu, “A Culpa é das Estrelas”, de 2014, John Green viu o número de fãs aumentar consideravelmente.

Mesmo com um enorme número de leitores, ele nega que existam grandes rivalidades entre os fãs antigos e os que conheceram seu trabalho recentemente. Para ele, o interesse em comum destas pessoas os ajuda a construir boas coisas para a sociedade.

“Mesmo com o crescimento, ainda lembra uma comunidade, uma comunidade que pode fazer coisas importantes juntas”, garante o autor.

“Eles encontram caminhos para fazer coisas juntos, para ter projetos, como serviços comunitários, construção de casas para sem teto, angariar fundos para projetos. O que eles fazem juntos é que os realmente torna uma comunidade forte e a faz crescer. Pode parecer estranho quando cresce ao ponto de se tornar um grande fenômeno, mas também é estranho para mim também”.

John Green e Nat Wolff dizem que ‘Cidades de Papel’ celebra amizade

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Autor disse que adaptação para cinema é melhor do que sua obra.
Escritor e ator estão no Rio para divulgar filme baseado em livro.

Cristina Boeckel, no G1

John Green e Nat Wolff lançam filme 'Cidades de Papel' no Rio (Foto: Cristina Boeckel/G1)

John Green e Nat Wolff lançam filme ‘Cidades de
Papel’ no Rio (Foto: Cristina Boeckel/G1)

Em encontro com fãs e a imprensa nesta quarta-feira (1), o escritor John Green falou sobre a adaptação para o cinema de seu livro “Cidades de Papel”, que chega aos cinemas no dia 9 de julho.

Acompanhado do ator Nat Wolff, que interpreta Quentin, o protagonista, ele afirmou que o sentido principal de seu texto foi preservado na adaptação. “A coisa mais importante era o entendimento da amizade é de como as pessoas são complexas. Isso era central”.

Ele atesta a qualidade do trabalho. “Muita gente diz que adaptações para o cinema são piores do que os livros, mas acho que esta é claramente melhor”.

John Green citou como destaque na narrativa a maneira como a personagem alvo romântico do protagonista é interpretada pela modelo Cara Delevigne. “Era importante mostrar que Margo não é um milagre, é uma pessoa. Humanizá-la era fundamental”.

Sobre a paixão de Quentin por Margo, Nat Wolff conta que a história de amor está relacionada com outros fatores da sua vida que Quentin não consegue observar. “Às vezes você está focado em uma coisa, mas é preciso olhar para os lados”.

Fascínio pela cartografia
O tema das cidades de papel, que são pequenas cidades criadas por cartógrafos para conseguir identificar cópias, foi escolhido por John Green sempre ser fascinado por esse trabalho. “Sempre fui encantado por este ofício de escrever, de desenhar o mundo como eles fazem”.

Nat Wolff mostra paisagem do Rio a John Green no lançamento de 'Cidades de Papel' (Foto: Cristina Boeckel/G1)

Nat Wolff mostra paisagem do Rio a John Green
no lançamento de ‘Cidades de Papel’
(Foto: Cristina Boeckel/G1)

Semelhanças com personagem
O escritor também enfatizou que adorou o trabalho de Wolff como o protagonista do filme. “Nat é muito esperto e estou satisfeito não só por ele fazer parte do elenco, mas por estar envolvido no processo como um todo”.

Wolff, em contrapartida, elogiou Green e destacou que Cidades é seu livro favorito do autor. “Eu me senti extremamente à vontade durante as filmagens”.

O ator contou que há semelhanças entre a vida de Quentin e a sua própria. “O filme foi como uma máquina do tempo. Eu também tinha dois amigos inseparáveis e uma paixão platônica. Foi como se eu voltasse no tempo. Eu também sigo acreditando que a amizade é algo muito importante na minha vida”.

Sucesso no Brasil
John afirma que nunca esperou o sucesso que seus livros fizeram ao redor do mundo. “Eu nunca imaginei que meus livros iam ser traduzidos para o português e se tornariam best sellers aqui, por exemplo.”

John Green filma jornalistas no Rio (Foto: Cristina Boeckel/G1)

John Green filma jornalistas no Rio
(Foto: Cristina Boeckel/G1)

Green fez questão de reverenciar os leitores brasileiros. “Eu nunca me considerei diferente dos autores que falam para os jovens, mas é maravilhoso estar aqui e até é um pouco estranho, pois é algo que nunca imaginei. Eu gostaria de agradecer aos fãs brasileiros”.

O escritor completou a sua fala mencionando a dificuldade de escrever para o público adolescente.

“É uma linguagem que não é para adultos e nem para crianças. É um meio termo. São linguagens que se encontram e, em algum momento, entram em conflito. É uma época diferente da infância, é uma época de primeiras vezes, de primeira paixão, de descobertas. Não são adultos, mas já abandonaram a infância”, afirmou John.

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