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Veja as primeiras fotos do mistério juvenil O Escaravelho do Diabo

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Marcel Plasse, no Pipoca Moderna

A adaptação do clássico da literatura de mistério juvenil “O Escaravelho do Diabo” teve suas primeiras fotos divulgadas, que incluem o elenco e o terrível inseto do título, que as vítimas de um serial killer obcecado por ruivos recebem antes de morrer.

Baseado no livro de Lúcia Machado de Almeida, da coleção Vaga-Lume, o filme acompanha a investigação do menino Alberto (Thiago Rosseti) para desvendar uma série de crimes contra pessoas ruivas que vem assombrando a cidade em que ele vive. Com a ajuda do Inspetor Pimentel (Marcos Caruso, de “O Diário de Tati”), ele promete não descansar enquanto não encontrar o culpado, principalmente após a morte de seu irmão, Foguinho.

No livro original, o protagonista é adulto, mas o diretor Carlo Milani (novela “Além do Horizonte”), que faz sua estreia no cinema, optou por transformá-lo em um menino de 13 anos.

Segundo a produtora Sara Silveira, as filmagens já foram finalizadas. “O Escaravelho do Diabo” tem estreia prevista para 17 de dezembro.

 

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Mistério da vida real de Agatha Christie vai virar filme

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Agatha Christie

Daniel Medeiros, na Pipoca Modernaarticle-0-13A6911A000005DC-593_640x827-400x517

A Paramount Pictures vai produzir o filme “Agatha”, que investigará um mistério real da vida da escritora Agatha Christie, autora de “Assassinato no Expresso Oriente”, “O Caso dos Onze Negrinhos”, “Morte no Nilo” e diversos outros livros do gênero. A informação é do site Deadline.

A trama do filme vai explorar o misterioso desaparecimento de Agatha Christie em dezembro de 1926, fato que causou grande comoção pública na época. Christie saiu de casa na noite de 3 de dezembro de 1926 depois de uma briga com o marido, o coronel Archibald Christie, após ele pedir o divórcio.

Nessa noite, ela deixou um bilhete com a sua secretária, explicando que estava indo para o norte da Inglaterra. No entanto, o seu carro foi encontrado mais tarde, não muito longe de sua casa, perto de um lago, com várias roupas suas. Isso levou a um enorme clamor do público em geral. seu desaparecimento foi noticiado na primeira página do The New York Times, e 15 mil voluntários e mil policiais vasculharam a área próxima procurando por ela. O escritor Sir Arthur Conan Doyle, criador do personagem Sherlock Holmes, chegou até a contratar um médium e deu-lhe uma das luvas de Christie para tentar ajudar a investigação.

 

Christie_at_Hydro-400x627Dez dias mais tarde, ela foi encontrada no Swan Hydropathic Hotel, em Harrogate, Yorkshire, onde tinha sido registrada como a senhora Teresa Neele, da Cidade do Cabo, África do Sul. Mas a intriga só aumentou após o seu regresso, quando dois médicos a diagnosticaram com amnésia, e ela insistiu que não tinha nenhuma lembrança dos acontecimentos dos últimos 11 dias. Christie nunca divulgou a razão pela qual esteve ausente por tanto tempo, mas supõe-se que a infidelidade do marido, a sua depressão por escrever constantemente e a morte da sua mãe no início daquele ano tenham lhe causado um colapso nervoso.

Algumas pessoas teorizam que tudo não passou de um golpe de publicidade ou até mesmo de uma tentativa de acusar o marido de homicídio, na linha da trama de “Garota Exemplar” (2014). Archie e Agatha se divorciaram em 1928.

A história tem tantos teorias que já foi explorada na série britânica “Doctor Who”, numa trama envolvendo alienígenas e abelhas gigantes.

O projeto do filme está sendo descrito como uma mistura de “Sherlock Holmes” (2009) com “Tudo por uma Esmeralda” (1984). A primeira versão do roteiro foi escrita por Allison Schroeder (“Meninas Malvadas 2″) e atualmente o texto está sendo reescrito por Annie Neal, cujo roteiro inédito de “Beauty Queen” figurou na Black List de 2013.

“Agatha” ainda não tem cronograma de filmagem e nem data de estreia definidos.

’50 Tons’: após briga com autora, diretora deixa franquia

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Sam Taylor-Johnson é a diretora escolhida para o filme Cinquenta Tons de Cinza(Divulgação/VEJA)

Sam Taylor-Johnson é a diretora escolhida para o filme Cinquenta Tons de Cinza(Divulgação/VEJA)

Publicado na Veja

Depois de uma série de desentendimentos com a escritora E. L. James, a diretora britânica Sam Taylor-Johnson, responsável por transformar em filme o primeiro livro da série best-seller de James, a erótica Cinquenta Tons de Cinza, pediu para sair da franquia. Controladora, a autora da trilogia não teria dado liberdade suficiente para que Sam Taylor-Johnson fizesse do seu livro um filme decente — no sentido da qualidade, não moral. Alguns diálogos, por exemplo, foram fiéis aos do livro — e provocaram risos na plateia do Festival de Berlim.

“Ter dirigido Cinquenta Tons de Cinza foi uma viagem intensa e incrível pela qual sou muito grata. Gostaria de agradecer ao estúdio Universal por isso”, declarou Taylor-Johnson em comunicado enviado ao site americano Deadline, na noite desta quarta-feira. “Fiz amizades próximas e duradouras com o elenco, os produtores, a equipe e, especialmente, com Dakota (Johnson) e Jamie (Dornan) e, embora não esteja mais ligada à série, não desejo nada se não sucesso às sequências.”

De acordo com o jornal britânico The Guardian, a roteirista do primeiro filme, Kelly Marcel, também está de saída, e pelo mesmo motivo — desentendimento com E. L. James, que agora terá ainda mais controle sobre a produção. Embora não se sabia por enquanto quem tomará as rédeas do projeto, está confirmado que Dakota Johnson voltará a encarnar a jovem Anastasia Steele e que Jamie Dornan interpretará outra vez o multimilionário Christian Grey. A adaptação cinematográfica do primeiro dos livros de E.L. James arrecadou cerca de 560 milhões de dólares no mundo todo.

Para Sempre Alice: por que você deve ler este livro

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Daniela Schwanke, no Brasil Post

Mais uma vez, como sempre acontece quando termino de ler um livro inesquecível, me vi com aquela sensação angustiante de garganta engasgada e com aquela vontade enorme de sair gritando aos quatro ventos: “leiam este livro!”. Afinal, apesar de ser uma história fictícia, ela pode muito bem ser a minha, a sua, ou a de alguém que você ame incondicionalmente. E sinceramente, me aflige pensar que um assunto tão mal discutido possa ser o futuro de muita gente – e o presente de outras 35,6 milhões de pessoas ao redor do mundo que sofrem da doença de Alzheimer.

“Enunciada precisamente nas palavras que ela havia temido, e que só recentemente se atrevera a considerar, essa simples opinião profissional destroçou sua explicação bem-arrumada e segura. Havia algo errado com ela.” (pág. 45)

Para Sempre Alice foi publicado originalmente no ano de 2007, intitulado Still Alice e sempre esteve na lista dos melhores livros. Trata-se do primeiro título da escritora Lisa Genova, que além de ser uma escrita das boas, também é ph.D em neurociência pela Universidade de Harvard. Ou seja, pelo seu amplo conhecimento no assunto, Lisa nos mostra um lado muito científico da doença – mostrando quais são os tratamentos existentes, como este mal vai afetando o cérebro (e o porquê disso), além de disponibilizar o nome de diversos medicamentos utilizados. Tudo isso de uma forma extremamente clara e de fácil compreensão, o que deixa o leitor mais a vontade com o tema e, consequentemente, mais tocado pela história da personagem.

“Ali estava ela, a prova absoluta, servida pura, sem açúcar nem sal nem água que a diluísse. E desceu queimando.” (pág. 87)

O enredo do livro é quase poético. Na medida em que conhecemos a história de Alice Howland, uma mulher na faixa dos 50 anos, professora titular de Psicologia Cognitivada da Universidade de Harvard e extremamente bem sucedida, vamos conhecendo o lado íntimo da personagem. Alice é casada, mãe de três filhos, e acredita ter a vida que sempre sonhou. Até que todo o seu mundo de reconhecimento começa a se desmoronar, pouco a pouco, a medida que suas lembranças vão se esvaindo. De início são pequenas coisas, como “onde deixei as chaves do carro?” e “por que anotei este nome na minha lista de afazeres?”. Mas, obviamente, a doença não respeita o tempo. Sendo assim, Alice vai tomando consciência de que seus esquecimentos banais estão se tornando cada vez mais rotineiros. E vão se transformando em esquecimentos completos, de coisas fundamentais, como por exemplo, onde fica a sua casa.

“Fico apavorada ao pensar no que ando esquecendo sem sequer perceber.” (pág. 81)

A partir disso, surge o nome: mal de Alzheimer de instalação precoce (que acomete cerca de 10% dos portadores da doença). E o que todos nós, leigos no assunto, a princípio pensamos sobre este tema, vai por água abaixo. Afinal, a doença é sim caracterizada pela perda progressiva da memória. Porém, com o tempo, tudo acaba se deteriorando. A orientação espaço-visual se acaba, a linguagem torna-se vazia e desprovida de significado, vestir-se se torna cada vez mais complicado, e a dependência total de outra pessoa é fator fundamental. Sabe o que mais? Dos primeiros sintomas ao óbito, a sobrevida média é de 6 a 9 anos. Cruel. Muito cruel.

“O simples fato de ela ter o mal de Alzheimer não significava que ela já não fosse capaz de pensar analiticamente. O fato de ter Alzheimer não significava que não merecesse sentar-se naquela sala, entre eles. O fato de ter Alzheimer não significava que já não merecesse ser ouvida.” (pág. 177)

A história de Alice, que ilustra a de muitas outras pessoas, deve ser contada e, principalmente, lida. Seja para conhecer mais sobre a doença ou seja para ler uma história que jamais vai sair da sua cabeça.

Felizmente este ano o livro ganhou a versão cinematográfica, com a ganhadora do Oscar, Julianne Moore. Mas não poderia deixar de publicar aqui um trecho inesquecível do livro, onde a personagem faz seu último discurso público em uma conferência (pouco antes de perder quase totalmente sua memória):

“Nós, nos primeiros estágios da doença de Alzheimer, ainda não somos completamente incompetentes. Não somos desprovidos de linguagem nem de opiniões importantes, nem de períodos extensos de lucidez. Mas já não temos competência suficiente para que nos sejam confiadas muitas demandas e responsabilidades de nossa vida anterior. Temos a sensação de não estar nem cá nem lá, como um personagem numa terra bizarra. É um lugar muito solitário e frustrante para se estar (…) E não tenho nenhum controle sobre os ‘ontens’ que conservo e os que são apagados. Não há como negociar com esta doença. Não posso oferecer a ela os nomes dos presidentes dos Estados Unidos em troca dos nomes dos meus filhos. Não posso lhe dar os nomes das capitais dos estados e conservar as lembranças de meu marido (…) Meus ‘ontens’ estão desaparecendo e meus amanhãs são incertos. Então, para que eu vivo? Vivo para cada dia. Vivo o presente. Num amanhã próximo, esquecerei que estive aqui diante de vocês e que fiz este discurso. Mas o simples fato de eu vir a esquecê-lo num amanhã qualquer não significa que hoje eu não tenha vivido cada segundo dele. Esquecerei o hoje, mas isso não significa que o hoje não tem importância.”

Séries literárias fazem sucesso com públicos de diferentes idades

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Segundo livro da saga "Divergente", "Insurgente" chega aos cinemas Foto: Summit Entertaiment / Divulgação

Segundo livro da saga “Divergente”, “Insurgente” chega aos cinemas Foto: Summit Entertaiment / Divulgação

A adaptação cinematográfica de “Insurgente”, segundo livro da saga “Divergente”, ganha as telas na quinta-feira

Alexandre Lucchese, no Zero Hora

Elas chegam em grupo e invadem livrarias, listas de mais vendidos e cinemas. Com leitores fiéis, as séries de livros têm conquistado públicos de diferentes idades e desafiado o clichê de que atualmente não há gente interessada em dedicar tempo para longas leituras.

Nesta semana, mais um produto desse fenômeno será lançado. A adaptação cinematográfica de Insurgente, segundo livro da saga Divergente, da escritora Veronica Roth, ganha a telas na quinta-feira. O longa é aguardado com ansiedade pelos aficionados — no primeiro sábado deste mês, um encontro reuniu fãs em uma livraria da Capital para discutir as expectativas sobre o filme, fazer jogos e distribuir brindes.

A trilogia de Veronica, que totaliza mais de 1,5 mil páginas, tem como principais seguidores os adolescentes, público que se acostumou a curtir leituras volumosas.

— É possível traçar uma linha de corte depois de O Senhor dos Anéis e Harry Potter, séries enormes, nas quais um volume emenda no outro, mas é possível ler separadamente. A partir daí, os jovens começam a consumir livros com muitas páginas, o que não se esperaria deles antes — diz Regina Zilberman, especialista em literatura infantojuvenil.

Para os leitores, as séries aprofundam a relação com os personagens de maneira única. Uma das organizadoras do encontro sobre Divergente em Porto Alegre, a estudante Aline Dal Bó, 14 anos, conta que acaba considerando os protagonistas das histórias quase como amigos:

— Principalmente nas séries mais longas, a gente acompanha os personagens torcendo por eles.

Tamanha devoção dos leitores não passou despercebida por quem faz da ficção um mercado vantajoso.

— A força desse público é frequentemente subdimensionada. Começamos a perceber seu poder a partir da saga Crepúsculo. No cinema, você pode até ter fãs de personagens como James Bond, mas isso não quer dizer que haja quem se engaje e os defenda como fazem os leitores com seus personagens — afirma Gabriel Gurmam, gerente de marketing da Paris Filmes, empresa que distribui o longa Insurgente no Brasil e costuma promover e apoiar reuniões de fãs.

A tendência não se restringe ao público juvenil. Cinquenta Tons de Cinza, outra trilogia literária que virou filme, conquistou leitores de diferentes faixas etárias.

— A gente vive atualmente em uma cultura de séries. Não era assim há 15 ou 20 anos. É um formato que possibilita lançar uma isca no mercado e depois ver se dá certo — diz Regina Zilberman.

Da mesma forma que O Senhor dos Anéis e Harry Potter ajudaram a (mais…)

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