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Melhor que a encomenda: conheça casos de filmes que superaram os livros

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Filme estreou nesta semana nos cinemas brasileiros (Reprodução/Internet)

Filme estreou nesta semana nos cinemas brasileiros (Reprodução/Internet)

O lançamento “Cidades de Papel”, estrelado por Cara Delevingne, pode ser a mais nova inclusão na seleta lista de filmes que superaram sua raiz literária

Publicado no A Crítica

Durante a turnê de divulgação do filme “Cidades do Papel”, que chegou aos cinemas brasileiros nesta semana, John Green, autor do livro de mesmo nome no qual o filme se baseia, comentou que algumas alterações que os produtores do longa fizeram na hora de adaptar sua obra fizeram-no gostar mais de certos momentos da trama no filme do que suas contrapartes literárias.

Se o sucesso comercial agraciar o filme (caso que cada vez mais parece ser o mais provável), “Cidades de Papel” pode, com essa forcinha do criador de seu material-base, ser a mais nova inclusão na seleta lista de filmes que superaram sua raiz literária e ganharam uma vida superior no cinema e o BEM VIVER TV resolveu revisitar alguns desses filmes para você.

Epa! Final diferente

Mudar alguns trechos ou passagens de livros em adaptações cinematográficas é normal, afinal, as duas mídias são diferentes e o que funciona na página muitas vezes não o faz na tela.

Alguns diretores, no entanto, foram além, optaram por mudar o final de suas obras e se deram bem quando o público comprou sua versão. Obras pessimistas como Laranja Mecânica (1971) e O Nevoeiro (2007) divergem dos livros que os basearam, que contém finais mais ‘upbeat’. O autor de “O Nevoeiro”, Stephen King, adorou o final alterado. Já Anthony Burguess, autor de “Laranja Mecânica”, execrou a mudança no filme.

Clássicas repaginadas

Alguns filmes se tornaram tão célebres que muita gente que teve contato com o material-base jura de pé junto que o filme é melhor. No caso de O Poderoso Chefão (1972), o próprio autor do livro, Mario Puzo, colaborou com o roteiro, eliminando várias subtramas que deixavam seu livro convoluto.

Já em O Silêncio dos Inocentes (1991), o talento do elenco (Jodie Foster e Anthony Hopkins imortalizam seus respectivos papeis) leva o filme a alturas nunca alcançadas pela prosa de Thomas Harris.

Por fim, Tubarão (1975) ganhou o status de clássico de suspense pela decisão dos produtores de filme de investir numa caracterização profunda dos protagonistas, o que o livro de Peter Benchley ignorou.

A arte melhora a vida

Livro de não-ficção virar filme de ficção de sucesso? Difícil, mas não impossível. “Meninas Malvadas (2004) e “A Rede Social” (2010) vieram de panos de fundo bem reais (sem serem biografias, claro, pois esse gênero literário rende sucessos a granel) e viraram obras ficcionais clássicas.

“Meninas Malvadas” tem suas raízes no livro homônimo de auto-ajuda, que dava dicas de como lidar com as pressões sociais pelas quais passam as meninas durante os anos da high school americana, e acabou virando uma comédia hilária roteirizada por Tina Fey.

Já “A Rede Social” se baseou em “Bilionários Por Acaso – A Criação do Facebook: Uma História de Sexo, Dinheiro, Genialidade e Traição”, um relato sobre os anos de formação do popular site, e virou um drama com fortes tons de humor negro dirigido por David Fincher, que concorreu a oito Oscars e levou três (um deles justamente por roteiro).

‘Cidades de papel’: Para John Green e Nat Wolff, filme é tão bom quanto livro

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Autor e ator estiveram no Brasil para lançar filme que estreia na quinta (9).
‘Ela se revelou uma excelente atriz’, diz Nat sobre modelo Cara Delevingne.

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Publicado no G1

John Green está impressionado com a popularidade que possui no Brasil. Em entrevista ao G1, o escritor americano falou que considera os leitores brasileiros entre os mais apaixonados do mundo. Ele também diz que os fãs de seu trabalho se unem para fazer coisas “incríveis” em prol de outras pessoas.

Ele esteve no Brasil para lançar “Cidades de Papel”, que estreia nesta quinta-feira (9). O filme é baseado em seu livro de 2008. Nat Wolff, que interpreta o protagonista, também veio. O ator conta que os fãs daqui são os que mais interagem com ele via Twitter.

Filme é melhor do que o livro?

Green fez um alerta aos seus leitores. Eles podem se surpreender com as mudanças no enredo do filme, quando comparado ao livro. Mas ele destaca que o “espírito de amizade” entre o protagonista e seus amigos, o fio condutor da história, segue intacto. Para ele, certas alterações fizeram o filme ser até melhor do que o livro em alguns pontos.

“Há coisas no filme que eu gosto mais. Há algumas coisas que Nat e os outros atores trouxeram para o filme que eu nunca tinha pensado”, explica Green.

Cantoria e Ângela
“Como no momento em que eles cantam. É uma das cenas mais divertidas e isso não está no livro. E a Ângela, interpretada pela Jaz Sinclair, tem uma participação muito pequena no livro. E achei sua performance tão forte… Eu realmente gostei daquele romance. Essas são duas coisas que eu gostei mais no filme. Mas eu gosto dos dois”, complementa.

John Green afirma que não sabe apontar por que seus livros se tornaram best-sellers no Brasil. “Os leitores brasileiros são muito apaixonados. E quando eles gostam de alguma coisa, gostam de compartilhar. Eles leem o livro e compartilham e contam para os amigos e familiares.”

Nat Wolff compartilha da opinião de Green. O ator e músico toca com o irmão no duo Nat & Alex Wolff e já se acostumou com a insistência de seu fã-clube brasileiro. “Recebemos milhares de tuítes, ‘venha ao Brasil, venha tocar no Brasil’. Eu sinto que há uma conexão com os brasileiros e espero voltar para fazer uma turnê”, avisa.

Nat e Alex têm uma música na trilha sonora de “Cidades de Papel”, chamada “Look Outside”. “Eu tenho a sorte de fazer parte de dois mundos que se encontram. Eu acho que uma coisa ajuda a outra porque são bem similares. E eu odeio ficar entediado. São as duas coisas que mais gosto: fazer música com o meu irmão e atuar em bons projetos.”

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Em “Cidades de Papel”, Nat vive Quentin, um adolescente com uma paixão platônica pela vizinha, Margo Roth Spiegelman, interpretada pela top model inglesa Cara Delevingne. Certa noite, Margo pede ajuda para um plano de vingança. Após várias emoções, a jovem desaparece e Quentin e seus amigos tentam encontrá-la.

Nat, que trabalha como ator há dez anos, elogia a modelo que começa a enveredar pelo mundo da interpretação. “Ela se revelou uma excelente atriz e também é uma excelente pessoa. Eu e John somos muito sortudos em conhecê-la.” John completa e afirma que ela é uma pessoa “sensível”, o que contribui para o sucesso do trabalho.

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Fãs de longa data x fãs novos

Após o sucesso do primeiro longa baseado em um livro seu, “A Culpa é das Estrelas”, de 2014, John Green viu o número de fãs aumentar consideravelmente.

Mesmo com um enorme número de leitores, ele nega que existam grandes rivalidades entre os fãs antigos e os que conheceram seu trabalho recentemente. Para ele, o interesse em comum destas pessoas os ajuda a construir boas coisas para a sociedade.

“Mesmo com o crescimento, ainda lembra uma comunidade, uma comunidade que pode fazer coisas importantes juntas”, garante o autor.

“Eles encontram caminhos para fazer coisas juntos, para ter projetos, como serviços comunitários, construção de casas para sem teto, angariar fundos para projetos. O que eles fazem juntos é que os realmente torna uma comunidade forte e a faz crescer. Pode parecer estranho quando cresce ao ponto de se tornar um grande fenômeno, mas também é estranho para mim também”.

John Green e Nat Wolff dizem que ‘Cidades de Papel’ celebra amizade

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Autor disse que adaptação para cinema é melhor do que sua obra.
Escritor e ator estão no Rio para divulgar filme baseado em livro.

Cristina Boeckel, no G1

John Green e Nat Wolff lançam filme 'Cidades de Papel' no Rio (Foto: Cristina Boeckel/G1)

John Green e Nat Wolff lançam filme ‘Cidades de
Papel’ no Rio (Foto: Cristina Boeckel/G1)

Em encontro com fãs e a imprensa nesta quarta-feira (1), o escritor John Green falou sobre a adaptação para o cinema de seu livro “Cidades de Papel”, que chega aos cinemas no dia 9 de julho.

Acompanhado do ator Nat Wolff, que interpreta Quentin, o protagonista, ele afirmou que o sentido principal de seu texto foi preservado na adaptação. “A coisa mais importante era o entendimento da amizade é de como as pessoas são complexas. Isso era central”.

Ele atesta a qualidade do trabalho. “Muita gente diz que adaptações para o cinema são piores do que os livros, mas acho que esta é claramente melhor”.

John Green citou como destaque na narrativa a maneira como a personagem alvo romântico do protagonista é interpretada pela modelo Cara Delevigne. “Era importante mostrar que Margo não é um milagre, é uma pessoa. Humanizá-la era fundamental”.

Sobre a paixão de Quentin por Margo, Nat Wolff conta que a história de amor está relacionada com outros fatores da sua vida que Quentin não consegue observar. “Às vezes você está focado em uma coisa, mas é preciso olhar para os lados”.

Fascínio pela cartografia
O tema das cidades de papel, que são pequenas cidades criadas por cartógrafos para conseguir identificar cópias, foi escolhido por John Green sempre ser fascinado por esse trabalho. “Sempre fui encantado por este ofício de escrever, de desenhar o mundo como eles fazem”.

Nat Wolff mostra paisagem do Rio a John Green no lançamento de 'Cidades de Papel' (Foto: Cristina Boeckel/G1)

Nat Wolff mostra paisagem do Rio a John Green
no lançamento de ‘Cidades de Papel’
(Foto: Cristina Boeckel/G1)

Semelhanças com personagem
O escritor também enfatizou que adorou o trabalho de Wolff como o protagonista do filme. “Nat é muito esperto e estou satisfeito não só por ele fazer parte do elenco, mas por estar envolvido no processo como um todo”.

Wolff, em contrapartida, elogiou Green e destacou que Cidades é seu livro favorito do autor. “Eu me senti extremamente à vontade durante as filmagens”.

O ator contou que há semelhanças entre a vida de Quentin e a sua própria. “O filme foi como uma máquina do tempo. Eu também tinha dois amigos inseparáveis e uma paixão platônica. Foi como se eu voltasse no tempo. Eu também sigo acreditando que a amizade é algo muito importante na minha vida”.

Sucesso no Brasil
John afirma que nunca esperou o sucesso que seus livros fizeram ao redor do mundo. “Eu nunca imaginei que meus livros iam ser traduzidos para o português e se tornariam best sellers aqui, por exemplo.”

John Green filma jornalistas no Rio (Foto: Cristina Boeckel/G1)

John Green filma jornalistas no Rio
(Foto: Cristina Boeckel/G1)

Green fez questão de reverenciar os leitores brasileiros. “Eu nunca me considerei diferente dos autores que falam para os jovens, mas é maravilhoso estar aqui e até é um pouco estranho, pois é algo que nunca imaginei. Eu gostaria de agradecer aos fãs brasileiros”.

O escritor completou a sua fala mencionando a dificuldade de escrever para o público adolescente.

“É uma linguagem que não é para adultos e nem para crianças. É um meio termo. São linguagens que se encontram e, em algum momento, entram em conflito. É uma época diferente da infância, é uma época de primeiras vezes, de primeira paixão, de descobertas. Não são adultos, mas já abandonaram a infância”, afirmou John.

5 Livros para ler após assistir o filme ‘Mad Max: Estrada da Fúria’

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Fábio Mourão, no Dito pelo Maldito

Com o recente sucesso do filme ‘Mad Max’, parece que a ficção científica finalmente definiu o seu retorno triunfal ao topo da cultura de entretenimento. Um caminho que vem sendo galgado com filmes como ‘Gravidade’, ‘Interestelar’, o remake de ‘Star Trek’, o retorno da série Arquivo X e outras grandes produções ligadas ao tema Sci-Fi.

Para alguns, a franquia de filmes Mad Max foi pioneira em apresentar um tom sujo e violento ao cenário pós-apocalíptico da ficção cinematográfica. Para outros, esses filmes podem ser vagamente lembrados pelas boas tiradas de Mel Gibson e a música empolgante da Tina Turner. De qualquer forma, Mad Max está de volta as telas do cinema, e já vem sendo considerado o melhor filme do ano. Como seus antecessores, o roteiro original de Mad Max: Estrada da Fúria não é diretamente baseado em qualquer romance ou conto da literatura. No entanto, uma viagem perigosa por estradas empoeiradas é algo que ocorre com certa frequência em obras de fantasia e ficção científica.

Aqui estão cinco livros fantásticos que possuem a mesma ‘pegada’ e estilo de Mad Max, e que talvez possam suprir a sua abstinência de adrenalina enquanto espera até o próximo filme da franquia.

stephen_king_a_dan_a_da_morte✔ A Dança da Morte, de Stephen King
Poucos livros merecem ser chamados de fenômeno editorial, mas A dança da morte sem dúvida é um deles. Aclamado pela crítica e pelo público, o romance é considerado uma das melhores obras de Stephen King.

Após um erro de computador no Departamento de Defesa, um milhão de contatos casuais formam uma cadeia de morte: é assim que o mundo acaba. O que surge é um árido lugar, privado de suas instituições e esvaziado de 99% de sua população. Um lugar onde sobreviventes em pânico escolhem seus lados — ou são escolhidos por eles. Onde os bons se apoiam nos ombros frágeis de Mãe Abigail, com seus 108 anos de idade, e os piores pesadelos do mal estão incorporados em um indivíduo de poderes indizíveis: Randall Flagg, o homem escuro.

Valendo-se da imaginação sem limites que caracteriza sua obra, King criou uma história épica sobre o fim da civilização e a eterna batalha entre o bem e o mal. Com sua complexidade moral, seu ritmo eletrizante e suas incríveis profundidade e variedade de personagens, A dança da morte merece um lugar entre os clássicos da literatura popular contemporânea (Editora Suma de Letras).

SiloHughHowey✔ Silo, de Hugh Howey
O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade?

Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do silo

Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras.

Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso.
Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo. Um crime cuja punição é simples e mortal. Elas são levadas para o lado de fora. Juliette é uma dessas pessoas. E talvez seja a última (Editora Intrinseca).

metro-2033-livro1✔ Metrô 2033, de Dmitry Glukhovsky
Países inteiros destruídos, florestas devastadas, escassez de alimentos e água. O ser humano já não tem mais o comando sobre a Terra. Novas formas de vida a dominam. Um desastre nuclear varreu a superfície terrestre obrigando os poucos sobreviventes a uma existência sem sentido e sem esperança nos túneis do metrô de Moscou.

É nesse cenário pós-apocalíptico que Dmitry Glukhovsky traz o tema que enche o ser humano de curiosidade e incerteza: a possibilidade do fim do mundo. Metrô 2033, que inspirou a criação de um dos games mais eletrizantes da atualidade, cria uma atmosfera caótica ao tentar mostrar como se comportaria um ser humano em um ambiente onde o que predomina é o instinto de sobrevivência (Editora Planeta).

 

puros✔ Puros, de Julianna Baggott
Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos de uma antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido – como um mundo com parques incríveis, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras, corpos mutilados e fundidos. Agora, em uma época em que todos os jovens são obrigados a se entregar às milícias para, com sorte, serem treinados ou, se tiverem azar, abatidos, Pressia não pode mais fingir que ainda é uma criança. Sua única saída é fugir.

Houve, porém, quem escapasse ileso do Apocalipse. Esses são os Puros, mantidos a salvo das cinzas pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores. Partridge é um desses privilegiados, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu o suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo. Ou talvez seja a claustrofobia, a sensação de que o Domo se transformou em uma prisão de regras extremamente rígidas. Quando uma frase dita sem querer dá a entender que sua mãe pode estar viva, ele arrisca tudo e sai à sua procura (Editora Intrinseca).

capa_cantico✔ Um Cântico para Leibowitz, de Walter M. Miller, Jr.
Após ter sido quase aniquilada por um holocausto nuclear, a humanidade mergulha em desolação e obscurantismo, assombrada pela herança atômica e pelo vazio de uma civilização perdida. Os anos de loucura e violência que se seguiram ao Dilúvio de Fogo arrasaram o conhecimento acumulado por milênios.

A ciência, causadora de todos os males, só encontrará abrigo na Ordem Albertina de São Leibowitz, cujos monges se dedicam a recolher e preservar os vestígios de uma cultura agora esquecida. Seiscentos anos depois da catástrofe, na aridez do deserto de Utah, o inusitado encontro de um jovem noviço com um velho peregrino guarda uma surpreendente descoberta, um elo frágil com o século 20.
Um foco de luz sobre um mundo de trevas. Cobrindo mil e oitocentos anos de história futura, “Um cântico para Leibowitz” narra a perturbadora epopeia de uma ordem religiosa para salvar o saber humano. Marco da literatura distópica e pós-apocalíptica, vencedor do prêmio Hugo de 1961, este clássico atemporal é considerado uma das obras de ficção científica mais importantes de seu tempo (Editora Aleph).

O Talentoso Ripley vai virar série de TV

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Daniel medeiros, no Pipoca Moderna

O assassino mais famoso da escritora de suspenses Patricia Highsmith (“Pacto Sinistro”) vai virar série de TV. Ninguém menos que Tom Ripley, que já rendeu cinco filmes, entre eles os clássicos “O Sol por Testemunha” (1960), “O Amigo Americano” (1977) e “O Talentoso Ripley” (1999), em que Matt Damon (“Elysium”) deu vida ao personagem.

Segundo o site The Hollywood Reporter, a série será produzida por Guymon Casady (série “Game of Thrones”) e Ben Forkner (“Risco Imediato”) e deverá adaptar todos os cinco livros de Highsmith, contando assim a trajetória completa do personagem, iniciada em 1955 justamente com a publicação de “O Talentoso Ripley”.

A trama inicial acompanha Tom Ripley, um jovem fracassado que é enviado para a Itália pela família de um playboy milionário para trazê-lo de volta aos EUA. Mas à medida que Ripley se enturma com o playboy e se acostuma com aquele estilo de vida, resolve fazer de tudo para manter-se naquela situação, inclusive matar quem ameaçar seus planos.

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Será a terceira vez que a origem de Ripley ganhará versão de carne e osso. Além de ter sido adaptado no filme de 1999, dirigido por Anthony Minghella, o livro original também é a base de “O Sol por Testemunha”, que em 1960 apresentou o galã francês Alain Delon na pele do assassino talentoso.

O projeto ainda está em seus estágios iniciais e não tem nenhum roteirista contratado. Os produtores pretendem primeiro vender a ideia para emissoras de TV e sites de streaming.

O último filme do personagem no cinema foi “Ripley no Limite” (2005), no qual o assassino foi vivido por Barry Pepper (série “The Kennedys”).

Além desse projeto, outros livros de Patricia Highsmith chegarão aos cinemas em breve. Após causar sensação e render o prêmio de Melhor Atriz à Rooney Mara no Festival de Cannes, o romance lésbico “Carol” tem estreia prevista para 18 de dezembro nos EUA, enquanto o thriller “The Blunderer”, estrelado por Jessica Biel (“O Vingador do Futuro”), permanece sem previsão de lançamento.

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