Diário da Maisa

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Autor de livro que inspirou “As Aventuras de Pi” foi acusado de plagiar Moacyr Scliar

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Publicado no Bahia Notícias

Autor de livro que inspirou 'As Aventuras de Pi' foi acusado de plagiar Moacyr Scliar
O escritor do romance “A Vida de Pi” (2001), Yann Martel, era um ilustre desconhecido antes da publicação que inspirou o filme “As Aventuras de Pi”, de Ang Lee, que estreia este final de semana no Brasil. Além da fama, o livro rendeu a Yann Martel a acusação de plágio. Jornais de vários países acusaram Martel de ter roubado ideias do romance “Max e os Felinos”, escrito pelo brasileiro Moacyr Scliar, morto ano passado. Publicado em 1981, o livro de Scliar conta a história de Max, garoto alemão que, após um naufrágio, se vê confinado a um pequeno barco com um jaguar.
Na introdução de seu livro, Martel reconhece que se inspirou na ideia de Scliar. Em entrevistas posteriores, porém, o autor afirmou que só leu “Max e os Felinos” depois de ganhar o Booker Prize, em 2002. “Existe uma similaridade quanto à premissa, claro, mas o resto é muito diferente”, disse em entrevista à Folha em 2004. Scliar também considerou que não houve plágio. “Há no prefácio do livro um agradecimento a mim, e, como não sou litigante, resolvi dar o episódio por encerrado”, afirmou o escritor gaúcho.

Autora de “50 tons de cinza” diz ter vergonha que homens leiam suas fantasias

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E.L. James: autora diz não se sentir pressionada a escrever novos livros (Foto: BBC)

Romance de E.L. James já vendeu 60 milhões de cópias.
Ela falou sobre como foi se tornar sucesso e confirmou que livro virará filme.

Publicado por BBC [via G1]

A autora do best-seller Cinquenta Tons de Cinza, E.L. James, disse sentir “vergonha” que homens ‘leiam suas fantasias’.

“Quando penso que homens estão lendo (o livro) e que essas são minhas fantasias, sinto uma boa dose de vergonha, mas a única solução é encarar isso de frente”, afirmou James, em entrevista à BBC, referindo-se ao crescente público masculino de sua obra.

Cinquenta Tons de Cinza é um romance erótico e já vendeu 60 milhões de exemplares em todo o mundo. Ao Brasil, chegou no mês passado e também se tornou um sucesso de vendas.

O livro conta a história da relação amorosa entre uma jovem de 22 anos e um empresário atormentado.

Faz parte de uma trilogia – os dois outros livros são Cinquenta Tons Mais Escuros e Cinquenta Tons de Liberdade

James contou que os personagens são inspirados em pessoas que conhece e o processo de escrever o livro foi muito espontâneo.

“Não tinha nenhuma ideia de para onde estava indo, nenhum projeto”, afirmou.

Novos livros
James também disse que não se sente pressionada a escrever novos livros.

“Escrevi esses por diversão e quero continuar escrevendo por diversão. Se deixar de ser divertido, não vou escrever de novo”, afirmou.

Ela confirmou que um estúdio de Hollywood está preparando um filme baseado no livro.

Questionada sobre como sua vida mudou após o sucesso editorial, respondeu: “Não tenho mais de me preocupar com a mensalidade da escola das crianças, o que é muito bom.”

Profeta Gentileza pode se tornar ‘patrimônio afetivo’ no Rio

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Profeta Gentileza, José Datrino, conhecido pela frase: “gentileza gera gentileza”.
Divulgação

Heloisa Aruth Sturm, no Estadão.com

Talvez poucos conheçam José Datrino. Mas não há, no Rio, quem já não tenha ouvido falar, ao menos uma vez, no profeta Gentileza. Ele já foi tema de filme, livro, música. Agora, recebe homenagem da Companhia Crescer e Viver de Circo, que transformou sua história em show circense. Se “existe amor em São Paulo”, no Rio o que estampa camisetas e adesivos é “Gentileza gera Gentileza”.

Passados mais de 15 anos de sua morte, a figura de túnica branca e longas barbas e cabelos continua no imaginário carioca. Para que não se perca, organizadores de Universo Gentileza querem que ele vire “patrimônio afetivo do Rio”. Na pré-estreia do espetáculo, no início do mês, fizeram o pedido a Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade.

Fajardo disse que essa categoria de patrimônio ainda não consta na lei municipal e prometeu estudar o assunto. A peça mostra a trajetória do homem nascido em Cafelândia, interior paulista, que se mudou ainda jovem para o Rio e teve a vida transformada em 1961, após o incêndio criminoso no Gran Circus Norte-Americano, em Niterói, que deixou centenas de mortos. Datrino abandonou empresa, mulher e filhos e foi montar um jardim sobre cinzas do circo. Considerado louco por uns e poeta por outros, viveu anos como andarilho, fazendo pregações pela cidade, distribuindo flores e deixando mensagens de amor e solidariedade nas pilastras do Viaduto do Gasômetro, no centro do Rio. Apesar de o governo planejar a remodelação da área, com o fim da Perimetral, todas as pilastras com escritos serão preservadas.

Segundo um dos coordenadores da companhia circense, Vinícius Daumas, a ideia da montagem foi inspirada na leitura do livro UNIVVVERRSSO GENTILEZA, de Leonardo Guelman. “A gente hoje faz com o circo aquilo que ele fez durante muitos anos sozinho, tentando passar mensagem de gentileza, de amor. Parece um ciclo que se fecha, é a volta do profeta ao circo, mas não um circo queimado, e sim vivo”, disse Daumas. Trata-se da segunda montagem da peça, encenada pela primeira vez em 2008.

Vida. No palco, 15 artistas fazem referência a esses e outros episódios do “profeta”, como internação em hospitais psiquiátricos e restauro de seus escritos após a Companhia de Limpeza Urbana “limpar” o viaduto em 1997. Muitos dos jovens artistas são provenientes de comunidades carentes da capital e litoral fluminense que participam do Programa de Formação do Artista de Circo, da Crescer e Viver.

Ex-vedete brasileira lança livro na Noruega

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Jussara Calmon – ex-vedete lança livro na Noruega /Foto: Arquivo pessoal


Bruno Astuto, na Revista Época

Musa do extinto jornal O Pasquim, precursora dos seios de fora no Carnaval carioca e estrela do primeiro filme erótico nacional, Coisas Eróticas, que está completando 30 anos, Jussara Calmon está na Noruega para lançar a biografia Jussara Calmon – Muito Prazer, escrita por Fábio Fabrício Fabretti, em que narra os episódios de sua trepidante vida.

“Lancei para a comunidade latina em Aalesund (onde mora com o marido) e, no fim de novembro, vou levar o livro para uma cidade que se chama Mold. Em 2013, vamos fazer o lançamento em Oslo e Bergen com a ajuda da embaixada do Brasil daqui. O livro está tendo muita procura pelos brasileiros que moram aqui e os noruegueses estão bem curiosos”, diz Jussara à coluna.

“Já estou estudando propostas de editoras daqui que estão interessadas em traduzi-lo”, adianta a autora, que na publicação relata a violência do pai alcoólatra, os abusos do tio pedófilo, o trabalho como empregada doméstica e a vida nas ruas do Espírito Santo. Entre as passagens mais picantes, está o encontro com o ator americano Robert de Niro. “Ele ficou cinco dias atrás de mim até conseguir um encontro. Quando cheguei ao quarto, fui recebida por um rapaz brasileiro. De repente, Robert saiu de dentro do armário com uma toalha amarrada na cintura. Ele era um parque de diversões na cama”, conta.

Filme adaptado por Ben Affleck, “Argo” chega ao Brasil em versão impressa

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Cena da versão cinematográfica de “Argo”, dirigida e protagonizada pelo ator americano Ben Affleck

Jessika Gresko, no UOL.com

Pergunte a quase todo adulto norte-americano sobre a crise dos reféns do Irã e você vai ter os contornos de uma história bem conhecida: militantes que atacam a embaixada americana em Teerã, em 1979, e fazem dezenas de reféns por 444 dias.

Agora, em “Argo”, o mestre dos disfarces da CIA Antonio Mendez conta uma história bem menos conhecida sobre a crise. Na confusa e caótica tomada, seis americanos escaparam.

Durante quase três meses, o grupo se escondeu no Irã, protegido pelo governo canadense. Mas a situação tornou-se cada vez mais precária. No fim das contas, a CIA enviou dois agentes para o país para resgatar o grupo. Como cobertura, a CIA inventou uma história elaborada, envolvendo um filme de Hollywood.

Mendez desenvolveu um plano para disfarçar os americanos como um grupo de Hollywood procurando locações para um filme de ficção científica falso chamado “Argo”. Mendez não fez nada pela metade. Ele obteve um script, anunciou o filme, imprimiu cartões, e alugou um escritório e contratou pessoal em Hollywood no caso de alguém no Irã verificar sua história. Então, posando como o produtor do filme, ele entrou em Teerã, ajudou a transformar os funcionários da embaixada em tipos de Hollywood e constrabandeou os americanos em um avião para a Suíça.

Durante anos, porém, a história completa do envolvimento da CIA era um segredo. Isso mudou em 1997, no 50 º aniversário da CIA. Mendez foi homenageado pela agência naquele ano, e ele relatou a história de “Argo” para o jornalista Dan Rather.

Agora, no que é uma ironia, a história do filme falso está se tornando o enredo de um filme de Hollywood real. O lançamento está previsto para 12 de outubro, e Ben Affleck dirige e estrela como Mendez.

Os leitores que quiserem a versão não-hollywoodiana vão descobrir que além de ser um espião talentoso, Mendez também é um contador de histórias talentoso. Este habitante de Maryland escreveu anteriormente sobre o seu trabalho clandestino em “O Mestre do Disfarce” e “Spy Dust”. Seu último livro é muito fácil de ler apesar do fato de os leitores sabem desde o início como a história vai acabar. Ainda assim, manter as biografias e personalidades dos seis fugitivos em linha reta não é fácil. Talvez assistir ao filme primeiro ajudaria bastante.

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