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Filme sobre criadora de Mary Poppins estreia nos cinemas

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Tom Hanks vive Walt Disney em filme primoroso que não teve destaque no Oscar. Emma Thompson estrela o longa (foto: Divulgação)

Tom Hanks vive Walt Disney em filme primoroso que não teve destaque no Oscar. Emma Thompson estrela o longa (foto: Divulgação)

Emma Thompson vive Pamela-Lyndon Travers, que demorou 20 anos para vender os direitos do seu livro e seus personagens para Walt Disney (Tom Hanks)

Publicado no Bem Paraná

“Vocês não precisam me pagar nada. Eu aceito”, disse Emma Thompson após ser convidada para o papel da criadora de Mary Poppins no novo filme da Disney, Walt nos Bastidores de Mary Poppins, que estreia hoje. “Eles me pagaram em chocolates e brinquedos”, brincou a atriz britânica de 54 anos. “Foi um dos papéis mais difíceis de interpretar. Eu não conhecia a história de Mary Poppins na verdade”, revelou a atriz, bem humorada, na coletiva de imprensa do filme em Londres

O drama conta a história da batalha de Walt Disney pelos direitos do livro de Pamela-Lyndon Travers. Australiana de gênio indomável, a criadora da personagem Mary Poppins recusou-se a vender os direitos de seus livros por 20 anos. A historia é contada entre imagens da difícil infância de Travers na Austrália e as instáveis negociações com Disney, até a produção do filme, em 1964.

Thompson revela que gostou de viver a inflexível escritora. “Eu deixei aflorar meu lado mais rude, um lado que eu escondo. É um alivio poder ser rude sem ter de se desculpar”, disse ela. “Se eu dissesse por exemplo que eu não gostaria de ir na p** da coletiva de imprensa porque eu estou de saco cheio, você já pensou? Travers era assim. Ela dizia essas coisas. E foi libertador interpretá-la”, revelou a atriz indicada ao Globo de Ouro por sua atuação no filme. Emma Thompson, assim como PL Travers, também criou sua própria Mary Poppins em 2005, quando escreveu o roteiro — e estrelou — o filme Nanny McPhee – A Babá Encantada.

“Meu marido apontou essa semelhança. Certamente há algo de alter ego, de poder criar algo que você gostaria de ser. E eu certamente gostaria de poder ser assim”, afirmou ela. “Mas, sobre Mary Poppins, eu acho que foi uma personagem que saiu da vulnerabilidade de PL Travers. Ela mesmo disse que não inventou Mary Poppins, mas que ela apareceu. Grandes gênios são assim”, disse ela em defesa da autora. Thompson afirmou que entende porque Travers era relutante em entregar os direitos de sua criação a Walt Disney. “Eu sou roteirista. Meus personagens são feitos para sair das páginas para as telas. Eu sou implacável se eles não forem adotados da maneira que eu quero”, disse.

Apesar de ter sido ignorado pelo Oscar (foi indicado somente na categoria de melhor trilha sonora), o longa foi bem recebido pela crítica, principalmente pelo trabalho de Emma Thompson — a atriz ganhou um Oscar por seu roteiro do filme Razão e Sensibilidade, de 1995. Também no elenco estão Colin Farrell, que vive o pai de Travers em flashbacks de sua infância na Austrália

E Tom Hanks encarna o próprio Walt Disney. “Eu cresci com ele. Ele era onipresente em nossas vidas quando eu era criança — assim como o Tio Sam ou o próprio Mickey Mouse”, disse Hanks, de 57 anos. “Porém, para interpretá-lo, eu não sabia por onde começar, a não ser pelas minhas próprias memórias. Claro, há muitos vídeos e áudios disponíveis, mas infelizmente a maioria é do Walt Disney como Walt Disney. É difícil encontrar momentos informais dele. Mas eu tive acesso à alguns deles, graças à sua filha”, afirmou.

O ator revelou que vê semelhanças com Disney. ” Ele começou desenhando na garagem da sua casa com esperança de vender quadrinhos por US$ 5. Eu me identifico com a ideia. Você não sabe onde essas coisas vão te levar. Eu achava que esse trabalho de ator era algo que você fazia voluntariamente. Eu nunca me identifiquei com esse conceito de sonhar quando jovem. Não tinha um plano”, falou.

Walt nos Bastidores de Mary Poppins termina com a imagem de Travers emocionada, chorando enquanto assiste o filme. Apesar da autora não ter aprovado o longa de Walt Disney — ela não queria as cenas de animação —, o filme foi um estrondoso sucesso de bilheteria. Bateu todos os recordes até que Steven Spielberg lançou Tubarão, em 1975.

And the Oscar goes to…

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’12 anos de escravidão’ estreia na sexta posição na lista de não ficção

Cassia Carrenho, no PublishNews

A velha dobradinha livro e filme levou o Oscar da lista, desta vez com o 12 anos de escravidão, de Solomon Northup (Penguin Companhia) e com a capa do filme. Estreou na lista de ficção em sexto lugar, vendendo 765 exemplares. Isso ainda promete render muita pipoca! Outro destaque, menos glamoroso, mas surpreendente, é o livro Um sorriso ou dois (Benvirá), de Frederico Elboni, autor do blog Entenda os homens que, em poucos dias (pré venda e venda), vendeu 704 exemplares e ficou em nono lugar em não ficção. O livro promete arrancar suspiros de muitas fãs, meio a la Leonardo DiCaprio. No ranking semanal, nossos ganhadores já levaram muitas estatuetas: A culpa é das estrelas (Intrínseca), Destrua este diário (Intrínsenca) e Ansiedade: como enfrentar o mal do século (Saraiva) seguem nas primeiras colocações. Decepção para outros concorrentes… No ranking semanal das editoras mais um déjà vu: Intrínseca, com 18, Sextante, com 13 e Record com nove. Coladinha, com oito livros, vem a Rocco, que desde o começo do ano vem tentando se sentar na primeira fila!

“12 Anos de Escravidão” será distribuído em escolas dos EUA

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Chris Vieira, no Diário 24 Horas

filme-12-anos-de-escravidao-nas-escolasUm dos favoritos ao filme do ano no Oscar 2014 detentor de 9 indicações, ’12 anos de escravidão’, será distribuído em escolas dos EUA para ser usado em aulas de história. Livro e filme estarão à disposição de estudantes a partir de setembro e contam o caso de homem transformado em escravo.

A intenção é usar o caso de Northup, um homem negro que nasceu livre, mas que em 1841 foi sequestrado e transformado em escravo durante mais de uma década, em aulas de história. A ação, coordenada pelo apresentador e ativista Montel Williams, é uma parceria entre os produtores do filme, a editora do livro e a Nacional School Boards Association (NSBA).

“Acreditamos que oferecer aos estudantes das escolas públicas da América a oportunidade de testemunhar uma visão tão impiedosa dos males da escravidão é essencial para garantir que essa história nunca seja esquecida e que nunca se repita”, justificou o presidente da NSBA, David A. Pickler ao anunciar o projeto.

“Desde que li ’12 anos de escravidão’ pela primeira vez tinha o sonho de que esse livro fosse usado em escolas. Sou imensamente grato a Montel Williams e a National School Boards Association por transformar esse sonho em realidade e por compartilhar a história de Solomon Northup com a geração atual”, disse o diretor do filme, Steve McQueen.

A obra cinematográfica foi premiada no BAFTA (British Academy Film Awards) como melhor filme. O livro homônimo que inspirou o ganhador do Bafta foi lançado no Brasil nesta segunda-feira (24), pela Companhia das Letras (R$ 22,50).

The Double, filme com Jesse Eisenberg baseado em romance de Dostoiévski, ganha trailer

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Publicado na revista Rolling Stone

Foi liberado o trailer do filme The Double, baseado no romance do escritor russo Fiódor Dostoiévski O Duplo. Com a direção de Richard Ayoade (Submarine), o longa britânico conta a história de Simon, que tem um choque com a chegada de um novo colega de trabalho, James, um sujeito com a mesma aparência física de Simon, porém, personalidade exatamente oposta. Simon e James são interpretados por Jesse Eisenberg (A Rede Social, Zumbilândia), enquanto a mulher dos olhos de Simon é encarnada por Mia Wasikowska (Alice no País das Maravilhas). Atuam no filme também Yasmin Paige (Submarine), Noah Taylor (Quase Famosos, Vanilla Sky), Sally Hawkins (Blue Jasmine), Craig Roberts (Submarine) e Paddy Considine (O Ultimato Bourne). O diretor Richard Ayoade divide o roteiro com Avi Korine, e a produção é de Amina Dasmal e Robin Fox.

Livros que deram origem ao filme ‘12 Anos de Escravidão’ são lançados no Brasil

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O sucesso de público e de crítica motivou a edição da obra 160 anos depois de seu lançamento; leia trecho

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

Assim que se viu em liberdade e conseguiu chegar em casa, Solomon Northup começou a escrever suas memórias com o editor David Wilson. Três meses depois, em 15 de julho de 1853, o livro 12 Anos de Escravidão, que deu origem ao filme que está chegando aos cinemas brasileiros, era lançado e vendia, nos primeiros quatro meses, 17 mil exemplares nos Estados Unidos.

Hoje, 160 anos depois e em domínio público, o livro ganha suas primeiras traduções para o português.

A edição da Seoman (232 págs., R$ 19,90 e R$ 13,95 o e-book) traz um prefácio de David Wilson e foi traduzido por Drago.

Já o volume da Penguin-Companhia das Letras (264 págs., R$ 22,50), traduzido por Caroline Chang, traz o mesmo texto introdutório e ainda um posfácio do crítico literário, acadêmico, escritor e editor americano Henry Louis Gates Jr., que foi o primeiro negro americano a receber o Andrew W. Mellon Foundation Fellowship.

Trecho:

“Cerca de três horas se passaram, durante as quais permaneci sentado no banco baixo, absorto em reflexões pesarosas. À distância ouvia o cacarejar de um galo, e logo mais um estrondo ao longe, como coches passando aceleradamente pelas ruas, chegou até meus ouvidos, e eu soube que era dia. Nenhum raio de sol, porém, penetrou minha prisão. Finalmente ouvi passos que pareciam vir de cima, como de alguém caminhando de um lado para o outro. Ocorreu-me que decerto eu estava em um imóvel subterrâneo, e o cheiro de umidade e mofo do lugar confirmava minha suposição. O barulho acima continuou por pelo menos uma hora, quando, enfim, ouvi passos vindo de fora.”
(Tradução: Caroline Chang)

“Passaram-se cerca de três horas – tempo durante o qual permancei sentado sobre o banco baixo, absorto em dolorosa meditações. Nesse ínterim, ouvi o cantar de um galo, e, logo, um longínquo som rumorejante, como o ruído produzido por carruagens percorrendo as ruas, chegou aos meus ouvidos, fazendo-me saber que era dia claro, embora sequer um raio de luz penetrasse minha prisão. Afinal, ouvi o som de passos, imediatamente acima da minha cabeça, como se alguém caminhasse de um lado para o outro. Ocorreu-me, então,que eu devia me encontrar em um aposento subterrâne; e os odores de mofo e umidade do recinto confirmaram esta suposição. O ruído proveniente de cima continuou ao menos por uma hora, quando ouvi passos aproximando-se do exterior.”
(Tradução: Drago)

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