Diário da Maísa

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Peter Jackson irá produzir adaptação dos livros de fantasia Mortal Engines

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Realizador de O Senhor dos Anéis e O Hobbit deixará a direção para o seu protegido de longa data, Christian Rivers.

Rodrigo Torres, no Adoro Cinema

Peter Jackson fechou com a Universal o seu próximo projeto cinematográfico — porém, ainda não de volta à direção. O realizador e seu time de confiança realizarão um novo projeto de fantasia e ficção científica: a adaptação dos livros “Mortal Engines”, de Philip Reeve.

Mortal Engines é ambientado numa distopia pós-apocalíptica provocada pela “Guerra dos Sessenta Minutos”, que causou maciça turbulência goelógica. Para contornar terremotos, vulcões e outras instabilidades, o líder Nikola Quercus instala grandes motores e engrenagens que desmantelam cidades próximas e proveem recursos à sua cidade, Londres. A tecnologia se espalha rapidamente e evolui para o que se torna conhecido como “Darwinismo Municipal”.

"Mortal Engines", de Philip Reeve.

“Mortal Engines”, de Philip Reeve.

 

Realizador das trilogias O Senhor dos Anéis, O Hobbit e de King Kong, Jackson assina o roteiro de Mortal Engines com Fran Walsh, sua esposa, e o amigo Philippa Boyens. A direção ficará a cargo de um colaborador de longa data, Christian Rivers, que fará sua estreia na função em longa-metragem.

A Universal produzirá Mortal Engines em parceria com a MRC. As filmagens terão início no segundo semestre de 2017, na Nova Zelândia.

Autor de livros de Jack Reacher vai escrever série de TV

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Tom Cruise em Jack Reacher

Tom Cruise em Jack Reacher

 

Caio Coletti, no Observatório do Cinema

Lee Child, o famoso autor da saga Jack Reacher na literatura, vai investir em outra mídia: a TV. Seu novo projeto, Last Hope, foi originalmente concebido como um livro, mas será adaptado pelo próprio Child para a televisão.

A NBC comprou a ideia, que gira em torno de uma ex-operativa do exército americano que, após ser afastada por suas decisões polêmicas em campo, forma um grupo de agentes que ajudam vítimas em casos que parecem sem esperança.

Andrew Dettman, que produziu a franquia CSI, vai ajudar Child a adaptar a ideia para a TV. Ainda não há previsão de estreia para a série.

O Mestre dos Gênios: filme mostra bastidores do ambiente literário

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O diretor Michael Grandage revela como um editor lidava com escritores problemáticos e nem sempre talentosos.

Paula Maria Ladeira, no Blasting News

O Mestre dos Gênios é baseado no livro Max Perkins – um editor de gênios, de A. Scott Berg, lançado no Brasil, que traz a biografia do editor responsável por tornar famosos escritores como Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, e Thomas Wolfe. Perkins costumava perceber potencial aonde outros falhavam e apostava em novos autores. Mas, segundo Berg, sua atuação ia além dos tradicionais cortes no texto: ele era amigo dos autores. Seu apoio era dado antes, durante e após o término do livro, e incluía conselhos para problemas conjugais, de família, e até empréstimos financeiros quando fosse o caso.

Embora costumasse dizer que “o livro pertence ao autor”, Perkins foi, em boa parte, o responsável pelo sucesso dessas obras, mas preferiu permanecer no anonimato.

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O longa, dirigido pelo estreante Michael Grandage, foca o relacionamento entre o editor e Thomas Wolfe, cuja personalidade problemática se refletia em sua escrita e em seus livros, muitos de caráter autobiográfico.

A excelente interpretação de Colin Firth (vencedor do Oscar por O Discurso do Rei) como Maxwell Perkins, e de Jude Law (Anna Karenina, O Grande Hotel Budapeste) como o atormentado Thomas Wolfe, traduz bem a realidade do editor. E Nicole Kidman (vencedora do Oscar pelo #Filme As horas) interpreta Aline Bernstein, a amante dominadora de Wolfe. A relação conturbada que os dois tiveram fica clara no filme.

Mas o maior mérito de O Mestre dos Gênios é desmistificar o ambiente de perfeição que costuma envolver escritores. Ao mostrar que, mesmo para esses gênios, a vida pode não ser tão brilhante, que bloqueios criativos não são lendas, e que problemas financeiros podem existir, Grandage os aproxima mais do ser humano comum.

Não por acaso, Grandage dá uma “ponta” no filme para F. Scott Fitzgerald (interpretado por Guy Pearce, de Homem de Ferro 3), e Ernest Hemingway (interpretado por Dominic West, de Orgulho e Esperança). Ambos foram escritores que, apesar do sucesso literário, tiveram vidas infelizes: Fitzgerald era alcoólatra e Hemingway cometeu suicídio.

Thomas Wolfe é um nome importante na literatura norte-americana. No Brasil, porém, a maior parte de sua obra não foi publicada.

O filme estreia hoje, dia 20 de outubro

“Marley & Eu” faz dez anos: conversamos com o dono do “pior cão do mundo”

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Renata Nogueira, no UOL

11.dez.2008 - John Grogan posa com o cachorro Clyde, que fez a maior parte das cenas de Marley no filme "Marley & Eu"

11.dez.2008 – John Grogan posa com o cachorro Clyde, que fez a maior parte das cenas de Marley no filme “Marley & Eu”

Há dez anos, o Brasil conhecia a história de Marley, um labrador travesso que mudou a vida de uma família americana. Depois de 1,1 milhão de livros vendidos por aqui, o país ganha uma edição comemorativa publicada pela HarperCollins e a atenção especial do autor de “Marley & Eu”, o jornalista John Grogan, que escreveu uma dedicatória exclusiva para seus leitores e fãs brasileiros.

Em uma conversa exclusiva com o UOL, direto de sua casa em uma cidadezinha no topo das montanhas da Pensilvânia, o escritor ressaltou a importância do nosso país no estrondoso sucesso internacional de seu primeiro e mais conhecido livro. A história do “pior cachorro do mundo” o permitiu colecionar amigos fora do país, muitos deles brasileiros, que compartilharam com o autor as histórias de seus cachorros desde a primeira edição do livro em português.

“Obrigado, Brasil, por abraçar a mim e ao meu cachorro maluco. Obrigado por tornar minha simples história em um sucesso internacional. Obrigado por me fazer sentir parte de suas famílias e um honrado cidadão do seu país”, escreve John Grogan em sua dedicatória. Apesar do carinho especial pelo público brasileiro, o americano ainda não teve a oportunidade de conhecer o país.

“Acompanhei a Olimpíada do Rio pela TV e fiquei ainda mais encantado com a beleza do seu país. Quero muito conhecer o Brasil, é a viagem dos sonhos para mim e para a minha mulher”, conta John. Ele se refere a também jornalista Jenny Grogan, coprotagonista da história que virou filme dois anos depois do lançamento do livro e chegou aos cinemas no dia de Natal, em 2008.

Marley ficou conhecido primeiro em 2003, quando John Grogan publicou uma coluna no jornal em que trabalhava contando sobre a dor de perder o companheiro que o acompanhou durante 13 anos. De 20 cartas que costumava receber após seus textos, o número saltou para cerca de 800.

Capa da edição comemorativa de dez anos de Brasil do livro "Marley & Eu"

Capa da edição comemorativa de dez anos de Brasil do livro “Marley & Eu”

Para externar a dor de perder o companheiro que havia chegado à casa dele e de Jenny antes mesmo de seus três filhos (que hoje têm 25, 23 e 19 anos), Grogan resolveu escrever sobre a trajetória difícil, mas inesquecível ao lado do bicho batizado em homenagem ao cantor Bob Marley.

O texto carregado de sentimentos foi um sucesso imediato de vendas logo após sua publicação nos Estados Unidos, há exatos 11 anos, em 18 de outubro de 2005. Um ano depois, em 2006, “Marley & Eu” ganhava sua edição brasileira.

Durante a entrevista, John Grogan fez questão de destacar a importância do Brasil no sucesso internacional de seu primeiro livro. Leia a seguir:

UOL – Dez anos se passaram desde a publicação de “Marley & Eu” aqui no Brasil. O que mudou na sua vida nesse período?
John Grogan – Muita coisa mudou desde a publicação do livro. O Marley foi um cachorro que agregou muito a nossa família. A história dele possibilitou que meus filhos frequentassem boas escolas e que eu fizesse muitos amigos pelo mundo. Hoje eu também não trabalho mais em redação graças ao sucesso dele.

Muitos brasileiros entraram em contato com você depois do sucesso de “Marley & Eu”. O que eles te contavam nas cartas e e-mails?
Foram muitos leitores internacionais, recebi milhares de cartas do mundo todo. Mas posso dizer que mais da metade dos e-mails que recebi de países estrangeiros vinham do Brasil. Foram muitas mensagens. Logo percebi que vocês também eram apaixonados por cachorros. As pessoas contavam histórias felizes e também compartilhavam a dor de ter perdido um animal. Elas faziam questão de mandar até fotos dos seus bichos de estimação e isso me alegrou muito. Com essa experiência pude ver que, apesar de tantas guerras e diferenças entre as nações, existe um sentimento sincero que nos une e nos faz igual.

O número de cartas e e-mails cresceu muito depois da adaptação de “Marley & Eu” para o cinema, em 2008?
Eu já recebia muitas mensagens depois de publicar o livro, que logo virou best-seller nos Estados Unidos e internacionalmente. Mas posso dizer que depois do lançamento do filme esse número saltou umas dez vezes.

Os cães Woodson (à esquerda) e Wallace no Natal de 2014: sucessores de Marley

Os cães Woodson (à esquerda) e Wallace no Natal de 2014: sucessores de Marley

Quantos cachorros sua família já teve depois do Marley? Já pensou em escrever sobre eles?
Tivemos uma cadela logo depois do Marley, a Gracie, mas ela tinha uma doença degenerativa e acabou morrendo quando tinha 6 anos. Depois chegaram outros dois cachorros, o Woodson e o Wallace. O Woodson era um dos 22 cachorros que fizeram o Marley no filme e foi um presente da produção logo após o final das filmagens. Ele está conosco até hoje, já faz oito anos. Apesar de todos os problemas de comportamento que enfrentamos com o Marley, sempre tivemos labradores. É definitivamente a nossa raça favorita. Não pensei em escrever sobre os nossos novos cachorros, pois definitivamente eles têm um comportamento bem diferente. São tranquilos, ótimos cachorros.

Você escreveu diversos livros infantis com o personagem do Marley depois de lançar “Marley & Eu”. Já teve proposta para outros filmes?
Não recebi outras propostas para fazer filmes e também não vejo como continuar a história do Marley. Mas foi muito prazeroso escrever estes livros para as crianças. Eu senti a necessidade de fazer isso, já que muitas crianças queriam ler “Marley & Eu” e, honestamente, o considero um livro adulto.

Você acha que um dia vai conseguir repetir o estrondoso sucesso de “Marley & Eu”?
É muito difícil repetir o que foi “Marley & Eu”, mas isso não significa que meus outros livros não sejam bons ou não tenham feito sucesso. Acontece que quando eu comecei a escrever esta história foi uma algo que escrevi do fundo do meu coração. Eu sinceramente não esperava que fosse fazer todo o sucesso que fez. Mas como escrevi com tanto sentimento, é um livro único, algo que só acontece uma vez na vida. Não tem como repetir.

Após estreia de Inferno, Dan Brown explica por que O Símbolo Perdido ainda não ganhou os cinemas

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Dan Brown, Omar Sy, Felicity Jones, Tom Hanks, Ron Howard em Berlim, promovendo Inferno.

Dan Brown, Omar Sy, Felicity Jones, Tom Hanks, Ron Howard em Berlim, promovendo Inferno.

 

Todos os livros de Brown sobre o personagem Robert Langdon já foram adaptados para as telonas, com a exceção de O Símbolo Perdido.

João Vitor Figueira, no Adoro Cinema

A estreia de Inferno marcou a terceira atuação de Tom Hanks no papel do professor de iconografia e simbologia Robert Langdon, personagem criado por Dan Brown em seus romances campeões de venda em diversos países mundo afora.

“Inferno” (2013) foi o quarto livro da franquia dedicada aos mistérios e conspirações decifrados por Langdon. Os anteriores foram O Código Da Vinci e Anjos e Demônios. Entretanto, apesar de ter sido lançado antes mesmo de “Inferno”, o livro “O Símbolo Perdido” (2009) jamais ganhou uma adaptação para as telonas.

Durante uma première em Florença, na Itália, Dan Brown comentou o assunto em entrevista ao site Collider. “Quer saber? Eu respeito muito o fato de nós não termos feito isso. Nós ainda não sabemos como fazer um bom filme com ele. É um livro grande e complexo e eu acho que nós vamos adaptar em filme um dia. Mas quer saber? É melhor levar um tempo para fazer uma coisa da maneira correta do que simplesmente lançar um filme ruim.”

Em “O Símbolo Perdido”, Langdon tem um de seus amigos, um maçom e filantropo, sequestrado por Mal’akh, que acredita que os fundadores de Washington esconderam um tesouro capaz de dar habilidades sobre-humanas.

Em Inferno, Langdon acorda com amnésia e um ferimento de bala na cabeça em um hospital italiano. Mesmo sem saber o que aconteceu consigo nos últimos dias, o professor de Harvard une forças com a Dr. Sienna Brooks (Felicity Jones), a médica que cuidou dele, para recuperar suas memórias e impedir que se coloque em prática o plano de espalhar uma praga inspirada pela Divina Comédia, de Dante Alighieri.

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