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Para entender Caio Fernando Abreu: confira livros, filmes e peças sobre o poeta gaúcho

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Obras de outros autores ajudam a entender a figura de um dos escritores mais populares do Brasil até hoje, data em que completaria 70 anos

Publicado na Gaúcha ZH

Extensa e muito rica, a obra de Caio Fernando Abreu, que completaria 70 anos nesta quarta-feira (12), reúne um vasto número de contos, romances, novelas e peças, que versam sobre temas tão diversos como sexo, relações amorosas, política, psicologia, movimentos contraculturais e a própria trivialidade da rotina. Porém, o tamanho do autor nascido em Santiago, no interior do Rio Grande do Sul, faz com que haja muito mais sobre Caio Fernando Abreu do que compõe seus livros.

A vida e a obra do autor gaúcho, um dos mais populares do Brasil até hoje, rende uma produção contínua e crescente de peças, discos, filmes, documentários, biografias, espetáculos, fotografias e livros que se relacionam à sua figura. Com a ajuda de quem estuda e consome Caio Fernando Abreu, reunimos uma série de obras que ajudam a entender o autor além de sua produção.

Literatura

O livro mais relevante sobre Caio Fernando Abreu é Para sempre teu, Caio F., lançado em 2009 por Paula Dip, escritora e amiga pessoal de Caio – na obra, a autora reúne cartas, bilhetes e particularidades que dividiu com o escritor, além de depoimentos de pessoas importantes na vida de Caio, como Cazuza, Ney Matogrosso, entre outros. Há ainda Caio Fernando Abreu: Inventário de um Escritor Irremediável, lançada no ano anterior por Jeanne Callegari, que usa técnicas de reportagem para cobrir a vida do escritor até sua morte.

Outra obra importante para conhecer mais sobre a personalidade do escritor gaúcho foi lançada em 2016, também por Paula Dip: Numa hora assim escura, a paixão literária de Caio F. e Hilda Hilst reúne correspondências inéditas trocadas entre a poeta paulista – uma das grandes influências literárias de Caio – e o autor gaúcho entre 1971 e 1991.

Há obras, no entanto, que revelam outras facetas de Caio: 360 Graus – Inventário Astrológico de Caio Fernando Abreu, lançado em 2011 pela astróloga Amanda Costa, traça um paralelo entre o campo astrológico e as tramas do autor, um apaixonado pelo misticismo. Já em Caio Fernando Abreu e o Cinema: O Eterno Inquilino da Sala Escura, o cineasta gaúcho Fabiano de Souza traça as relações entre o escritor e a sétima arte, área que também era de sua adoração.

– Nas aulas de literatura que dava, Caio sempre sugeria que seus alunos imaginassem como queriam que as cenas que estavam escrevendo fossem filmadas: em qual enquadramento, com qual movimento, sob que ponto de vista. Apesar de nunca ter feito filmes, ele achava que a imagem da câmera sobre os personagens ajudava a montar uma cena – conta a escritora Paula Dip.

Cinema

O cinema era não só uma paixão de Caio, mas uma influência. Não à toa, muitas de suas obras geraram produções audiovisuais. Em 2016, um evento intitulado Semana Caio Mon Amour, com curadoria de Paula Dip, reuniu uma série de obras relacionadas ao escritor – entre os filmes, uma série de curtas foram exibidos: Dama da Noite (1999), de Mario Diamante; Pela Passagem de Uma Grande Dor (2006), de Bruno Polidoro; Linda, Uma História Horrível (2013), de Bruno Gularte Barreto e Bruno Polidoro; Para Sempre Teu, Caio F. (2014), de Candé Salles e Onde Andará Dulce Veiga (2008), de Guilherme de Almeida Prado.

Outro curta baseado em obra de Caio bastante respeitado é A Visita, com direção de Gilberto Perin, que foi exibido como atração do programa Curtas Gaúchos, da RBS TV.

Mas uma das obras cinematográficas mais relevantes relacionadas a Caio Fernando Abreu, no entanto, é Sobre Sete Ondas Espumantes (2013), documentário de Bruno Polidoro que usa trechos de obras e depoimentos de pessoas relacionadas ao escritor para mostrar lugares que fizeram parte de sua produção literária.


Teatro

Para comemorar os 70 anos de nascimento do autor, uma das peças mais conhecidas entre as baseadas na obra de Caio terá montagem no prédio 40 da PUCRS: Caio do Céu, montagem da Cia. de Solos & Bem Acompanhados, estrelada por Deborah Finocchiaro, parte de textos, cartas e entrevistas do autor para reconstruir dramaticamente o seu universo criativo.

Há outras peças, baseadas ou inspiradas em textos do autor, que se tornaram referência entre os fãs do gaúcho de Santiago: a performance Dama da Noite, de Gilberto Gawronski; o espetáculo de dança Graxa, com Diogo Granato e Henrique Lima; e a peça O Homem e a Mancha: Releitura Drama Multimídia, de Marcos Breda e Luis Artur Nunes, foram exemplos recentes de homenagens a Caio Fernando Abreu que ganharam montagens.


Música

Não é raro encontrar referências a músicas, discos e cantores (normalmente, cantoras) nos textos de Caio Fernando Abreu. Adorador da MPB, citou Angela Rô-Rô como trilha sonora obrigatória para o conto Os Sobreviventes, por exemplo. Com base em trechos de suas obras e em passagens de cartas ou de biografias, o fã Elder Ferreira criou uma playlist de músicas relacionadas a Caio Fernando Abreu, com direito a Cazuza, Marina, Cida Moreira e Caetano Veloso.

Telecine fará maratona de filmes de Stephen King em setembro

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Guilherme Coral, no Observatório do Cinema

Em comemoração ao aniversário de 71 anos do autor Stephen King, no dia 21 de setembro, a rede Telecine vai exibir algumas adaptações cinematográficas de clássicos de sua carreira.

As exibições começam já no feriado de 7 de setembro, trazendo uma dose dupla no Telecine Cult, a partir das 20h. Primeiro será exibido Louca Obsessão, clássico de 1990, que rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante à Kathy Bates.

Em seguida, a sessão dupla traz Carrie, A Estranha (1976), mais um clássico, dirigido por Brian De Palma, que rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz para Sissy Spacek e outro de Melhor Atriz Coadjuvante para Piper Laurie.

Já o remake de Carrie, a Estranha, de 2013, estrelado por Chloë Grace Moretz, será exibido no dia 21 de setembro, às 23:50h, no Telecine Action.

‘A Dança da Morte’: Série de Stephen King tem estreia confirmada para 2019

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Thiago Muniz, no CinePop

Já faz algum tempo desde que Josh Boone (‘Novos Mutantes’) começou a trabalhar em uma adaptação do livro de Stephen King, ‘A Dança da Morte’ (‘The Stand’). Inicialmente visionado como uma potencial franquia cinematográfica de 4 filmes, parece que os planos mudaram.

Os filmes se tornaram uma minissérie, que chegará no serviço de streaming da emissora, o CBS All Access, com dez episódios com uma hora cada, em 2019. Porém, o canal não confirmou em qual época do ano a série chegará.

Segundo uma notícia do Tracking Board, Bone irá dirigir a adaptação do livro de Stephen King.

Na trama, “Depois que uma praga mortal matou a maior parte da população, os sobreviventes se dividem em dois grupos – um liderado por um benevolente ancião, e o outro por um ser maléfico –, que irão se enfrentar em uma batalha final pelo bem e o mal.”

‘A Dança da Morte’ já havia ganhado uma adaptação para as telinhas em 1994.

Os novos filmes de terror serão um dia tão importantes quanto “O Exorcista”?

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Cena do filme “O Exorcista” (1973) Imagem: Reprodução

Rodolfo Vicentini, no UOL

Ganhando mais espaço na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, o terror virou tema de debate no painel “Pós-horror: O Novo Terror” nesta sexta-feira (03). Os escritores Santiago Nazarian, Gabriel Tennyson e Marcos DeBrito analisaram como a nova leva de filmes e livros do gênero se diferenciam das produções “jump  scare” — aquelas de susto fácil que inundaram o mercado nos últimos anos — e vem ganhando destaque.

“Para mim, o pós-terror teria um descomprometimento com o gênero, ele utiliza convenções para trazer questões mais profundas do que o medo e o arrepio”, disse Santiago, que lançou “Neve Negra” em 2017 pela Companhia das Letras. “Acho que a questão é além do terror. Leitores mais jovens de gênero acham que eu faço um terror chato. Eu acho bom ter um terror ‘chato’ e outro mais comercial, convencional. As pessoas podem acabar se interessar por isso”.

Diretor e roteirista de “Condado Macabro” e “Mesa Pra Dois”, Marcos não gosta da alcunha por dar a entender que “nega” o que veio antes, mas entende que o pós-terror vem em um momento positivo. “[O termo] Acabou sendo criado para ir contra o ‘jump scare’, tipo [o da franquia] ‘Sobrenatural’, que é um estilo que vem sendo usado muito. A gente está retornando à origem. A gente tem que reeducar o público para além do susto fácil”.

Da esquerda para direita: Gabriel Tennyson, Marcos DeBrito, Antonio Carlos Sartini (mediador) e Santiago Nazarian Imagem: Iwi Onodera/UOL

Gabriel, autor de “Deuses Caídos” (Companhia das Letras, 2018), por sua vez, inseriu um novo tema para análise. Os filmes recentes que cativaram a crítica e não necessariamente o público, como “Um Lugar Silencioso” e “Corra!”, terão o mesmo apelo que alguns clássicos do cinema que uniram o modelo comercial, feito para as massas, com situações criativas e que fugiam do senso comum?

“Lembro quando relançaram ‘O Exorcista’ no cinema, com o corte do diretor. Quando vi o filme ainda pequeno, fiquei com tanto medo que dormia com o cobertor na cabeça, mas na sessão que fui a galera estava rindo. O horror precisa dessa renovação constante. Mas tenho dúvida se esses filmes serão lembrados como ‘O Exorcista’ foi lembrado naquela época”.

A questão levantada é válida, afinal “O Exorcista”, lançado em 1973, foi indicado a 10 Oscars (inclusive o de melhor filme) e entrou para a cultura pop como um dos mais assustadores da história do cinema.

Santiago crê que algumas produções atuais, que carregam a marca do “terror psicológico”, podem sim ficar tão marcantes quanto o filme dirigido por William Friedkin. “Eles estão sendo indicados ao Oscar, e isso já eterniza o filme de uma certa forma”.

Entre tantos temas debatidos pelo trio, o terror brasileiro tanto na literatura quanto na sétima arte também ganhou destaque, principalmente a necessidade de criar uma identidade própria para falar do que é palpável ao brasileiro.

“Eu escrevo sobre Egum em ‘Deus Caídos’, por exemplo. O brasileiro é um público conservador ainda, com paradigmas. O essencial seria filmes mais complexos, mas que atingisse a mensagem clara de entretenimento. É uma responsabilidade nossa [escritores, roteiristas e diretores]. É natural uma emulação do que vem de fora, mas eu creio que aos poucos vamos dar uma noção nacional e exportar isso.”

Marcos completou a ideia. “Precisamos criar mundos da nossa realidade. Não fazer [filmes e livros] porque estamos mais acostumados [com o que está sendo feito lá fora]. Estamos trazendo a nossa verdade com pitadas de comercial para um público que está começando a ler”.

O diretor, roteirista e escritor usou como exemplo seu livro “O Escravo de Capela”, em que muda a imagem popular do Saci. “Peguei as lendas africanas e criei um novo saci. Em vez de ser da natureza, peguei um escravo que cortaram a perna e voltou dos mortos para se vingar. É uma imagem real que reflete mais a nossa cultura. O saci original era tenebroso, e virou algo mais comercial com o tempo”.

Ewan McGregor estará em “Doutor Sono”, a sequência de “O Iluminado”

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Ator interpretará Danny Torrance, garotinho do filme original, depois de adulto

Tony Alex, no Tenho Mais Discos Que Amigos

Em 2013 o mega influente escritor Stephen King lançou um livro chamado Doctor Sleep, ou “Doutor Sono” aqui no Brasil.

O livro é a sequência do aclamado O Iluminado, lançado em 1977, e assim como aconteceu com o primeiro título, também ganhará uma adaptação para o cinema.

No Iluminado das telonas, Jack Nicholson teve a responsabilidade de ficar com o papel principal em um filme dirigido pelo mestre Stanley Kubrick, e agora temos uma confirmação pra lá de interessante em relação a Doutor Sono.

Ewan McGregor estará no elenco e irá interpretar Danny Torrance, o garotinho do primeiro filme que assustou muita gente e que agora cresceu, ainda está traumatizado com os eventos do passado e é procurado por conta dos seus “poderes” especiais.

Passando por problemas de comportamento e alcoolismo, ele luta pela sobriedade enquanto ajuda pessoas internadas em um hospital, fazendo uma conexão com uma jovem garota que compartilha das suas habilidades e tornou-se alvo de um grupo com habilidades similares.

De acordo com a Variety, que deu a notícia em primeira mão, Stephen King já aprovou a escolha por McGregor, conhecido por filmes como Trainspotting e da franquia Star Wars.

A direção vai ficar com Mike Flanagan, responsável pelo trabalho de adaptação de Jogo Perigoso, também de Stephen King, para a Netflix.

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