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Extraordinário – filme baseado no livro best-seller do escritor R. J. Palacio dá vida nova a filmes do gênero

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Filme conta a história de Auggie (Jacob Tremblay), menino que nasceu com uma deformidade facial. Foto: Lionsgate Films/Divulgação

Filme conta a história de Auggie (Jacob Tremblay), menino que nasceu com uma deformidade facial. Foto: Lionsgate Films/Divulgação

Filme de Stephen Chbosky passa longe dos clichês ao tratar da história de um garoto com deformidade facial

Daniel Bydlowski, Diário de Pernambuco

O filme conta a história de Auggie (Jacob Tremblay), um menino que nasceu com uma deformidade facial devido a um raro gene que ambos os seus pais possuem. Acreditando que é hora de seu filho aprender a enfrentar a realidade e as outras pessoas, seu pai (Owen Wilson) convence sua mãe (Julia Roberts) de que Auggie precisa ingressar no ginásio. O maior conflito do enredo fica então claro: Auggie precisa lidar com o bullying de muitos jovens da escola para tentar fazer amigos. Ao mesmo tempo, seus pais e sua irmã (Izabela Vidovic) tentam colocar suas vidas pessoais em ordem.

Vendo o trailer, pode-se acreditar que se trata mais uma vez de um clichê que mostra como a vida de tal pessoa é triste e como é difícil para a família. Porém, a obra está longe disso e caminha muito inteligentemente sem cair nas famosas armadilhas já batidas. O aspecto mais importante é o modo com que Auggie é retratado: como uma criança comum, que tem desejos e medos regulares. Além disso, sua aparência física é compensada por seu humor e inteligência. Assim, todos os espectadores imediatamente gostam do personagem e, ao invés de ter pena, se identificam com ele. Afinal, como seu melhor amigo afirma, esquecemos de sua deformidade ao longo do tempo, e focamos principalmente em suas qualidades positivas.

'Extraordinário' é a estreia da semana do cinema de Vilhena (Foto: Reprodução)

‘Extraordinário’ é a estreia da semana do cinema de Vilhena (Foto: Reprodução)

A produção ainda usa elementos da cultura Nerd para dar mais vida ao enredo. Por exemplo, Star Wars é citado várias vezes como algo querido por Auggie, o que também dá grande humor à obra (com direito à participação dos próprios personagens da saga de ficção científica na escola). Além disso, estas referências são usadas de modo eficaz. Qual é a pior coisa para uma criança do que ter seus próprios ídolos voltados contra ela? Quando um dos meninos que caçoam de Auggie usa o vilão deformado de Star Wars (Imperador Palpatine) para se referir ao protagonista, todos sentimos sua dor.

O filme evita colocar Auggie sempre como centro da atenção e foca também em sua irmã Via, que se sente muito solitária já que toda a atenção de seus pais está com seu irmão. E o modo que Extraordinário faz isso é com a criação de capítulos que mostram o ponto de vida de personagens diferentes, como o próprio Auggie, sua irmã e até mesmo seus amigos.

Tanto a presença da cultura popular e Nerd, quanto a possibilidade de vermos os diferentes pontos de vista de diversos personagens, dão ao filme uma leveza muito rara para este tipo de obra. O resultado é que, ao invés de levar à depressão, Extraordinário simplesmente faz com que todos lembremos e voltemos para a época do ginásio, com lembranças contentes e tristes, amigos inesquecíveis e um futuro pela frente.

Os dez melhores livros de 2017

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André Barcisnki, no Blog do Barcinski

Chegou a hora de fazer o balanço de 2017. Esse ano tomei a decisão de não fazer mais listas dos melhores filmes do ano, por uma razão simples: moro a 250 km de distância de qualquer sala de cinema decente e não consigo acompanhar os lançamentos. Até hoje não consegui ver “Mãe!” ou o filme da Sofia Coppola, por exemplo. Uma pena, mas é o preço que se paga por morar longe demais das capitais, como diria Humberto Gessinger.

Como não fiz lista de melhores livros em 2016 (o blog reestreou no UOL em outubro de 2016), incluí aqui alguns livros lançados no fim do ano passado. Priorizei títulos em português, mas incluí alguns títulos ainda não lançados por aqui.

Aqui vão, sem ordem de preferência, os dez livros mais legais que li este ano.

1 – Breve História de Sete Assassinatos, de Marlon James

Claramente inspirado por Don De Lillo e James Ellroy, o jamaicano Marlon James fez um épico histórico-policial centrado na tentativa de assassinato de Bob Marley, no meio dos anos 70.

2 – Sem Causar Mal, de Henry Marsh
Quem diria que um livro sobre neurocirurgia seria tão emocionante e tenso? As memórias de Henry Marsh, conhecido neurocirurguião britânico, e os relatos das operações que ele executou em décadas de carreira, são impressionantes.

3 – Dias Bárbaros, de William Finnegan
Conhecido jornalista investigativo e surfista amador, Finnegan conta sua vida em busca das ondas mais desafiadoras do planeta, de Fiji ao Havaí, da Austrália a Portugal.

4 – Distancia de Rescate, de Samantha Schweblin
Lançado originalmente na Argentina em 2014, o livro só ganhou tradução para o inglês este ano, com o título de “Fever Dream”. É uma história curta, surrealista e aterrorizante, narrada durante uma conversa entre uma mulher e uma criança em um hospital. Lembro que terminei de ler e, um tanto decepcionado com alguns aspectos da narrativa, liguei para discutir o livro com um amigo, que o havia recomendado. Mesmo insatisfeito com a leitura, a história não saiu da minha cabeça, e reli longos trechos. Até hoje, meses depois de terminar o livro, ainda me pego lendo algumas páginas especialmente estranhas.

5 – Enquanto Houver Champanhe, Há Esperança – Uma Biografia de Zózimo Barroso do Amaral, de Joaquim Ferreira dos Santos
Biografia de Zózimo (1941-1997), jornalista que não revolucionou só o colunismo social, mas o jornalismo brasileiro, com seu texto cheio de humor e, muitas vezes, venenoso. Tive a sorte de trabalhar no “Jornal do Brasil” no fim dos anos 80 e vi de perto muitas das figuras incríveis descritas por Joaquim. Esse livro deveria ser obrigatório em escolas de jornalismo.

6 – A Segunda Mais Antiga Profissão do Mundo, de Paulo Francis
Coletânea de artigos que Francis escreveu para a “Folha” entre 1975 e 1990. Os temas são variados: política, cinema, literatura, e casos pitorescos envolvendo seus amigos – e desafetos, claro. Francis era um dos poucos articulistas que se lia com prazer mesmo discordando dele.

7 – Killers of the Flower Moon: The Osage Murders and the Birth of the FBI, de David Grann
Nos anos 1920, os índios Osage venceram uma antiga luta contra o governo norte-americano para permanecer na região do Oklahoma que habitavam há muitos anos. Os nativos deram sorte: pouco depois, acharam petróleo em toda a área, o que fez dos Osage o povo mais rico do mundo. Logo, índios andavam em carros de luxo e construíam palacetes suntuosos. Mas a alegria durou pouco: um a um, os Osage começaram a ser exterminados por tiros, envenenamento, e até bombas. Esse livro conta a história da misteriosa matança dos Osage e da criação de uma força-tarefa da polícia que resultou na fundação do FBI. Fascinante.

8 – Move Fast and Break Things – Jonathan Taplin
O subtítulo resume bem a tese defendida pelo autor: “Como Facebook, Google e Amazon encurralaram a cultura e o que isso significa para nós”. No livro, Taplin explica como a Internet, cujo objetivo inicial era ser um instrumento de democratização da informação, foi usada por algumas empresas, como Google, Facebook, Amazon e Paypal, para monopolizar mercados e dar a seus donos um poder econômico e uma capacidade de controle da sociedade nunca antes imaginado. Leitura obrigatória para quem ainda acredita que vivemos na era da “Democracia Digital”.

9 – Uma História do Samba – Volume 1, de Lira Neto

Primeiro volume de uma trilogia em que Neto – biógrafo de personagens tão diversos quanto Padre Cícero, Getúlio Vargas e a cantora Maysa – contará toda a trajetória do samba, do fim do século 19 aos tempos atuais. A história desse primeiro livro começa no Rio de Janeiro no fim do século 19, logo após a Abolição da Escravatura, e vai até o surgimento das primeiras escolas de samba e o aparecimento de bambas como Noel Rosa, Cartola, Ismael Silva, Bide, Paulo da Portela e Almirante. É um livro excepcional, que mistura grandes personagens a um relato minucioso sobre a criação de uma cidade e de um gênero musical que ajudou a definir a identidade brasileira.

10 – Uncommon People: The Rise and Fall of The Rock Stars, de David Hepworth
O autor relata 40 histórias – uma por ano, de 1955 a 1995 – que marcaram a história do rock, e explica por que a era do rockstar durou até meados dos anos 90. Hepworth conta histórias já conhecidas, mas sempre trazendo uma visão nova e cheia de detalhes e informações, que as tornam interessantes.

Harry Potter | Tom Riddle está com sede de poder em trailer de filme feito por fãs

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Marina Val, no Jovem Nerd

Fãs sempre surpreendem com suas próprias versões de universos conhecidos. Com ilustrações, histórias curtas e até filmes, eles conseguem contar sua própria versão de eventos que conhecemos, como é o caso desse fanfilm que fala sobre a origem de Tom Riddle.

Voldemort: Origins of the Heir originou-se de uma releitura de O Enigma do Príncipe, no qual a equipe questionou o que fez Tom Riddle virar Voldemort e o que aconteceu quando ele retornou a Hogwarts. Eles acharam algumas pistas nos livros e nos contos expandidos e decidiram juntar estes pedaços.

O filme segue Grisha Mac Laggen, a herdeira de Grifinória que investiga o assassinato de Hepzibah Smith, uma descendente da família Lufa-Lufa. Indo a fundo no caso, a bruxa descobre magia negra dentro de Hogwarts e um estudante envolvido com essa confusão.

Voldemort: Origins of the Heir será lançado em 13 de janeiro no Youtube.

Estúdios estão interessados em transformar outros livros de George R.R. Martin em filmes

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Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

Em seu blog, George R.R. Martin revelou que está em Los Angeles para diversas reuniões. Além de conversar com a HBO sobre Game of Thrones e os spin-offs da série, o escritor se encontrou com executivos de alguns estúdios que estão interessados em adaptar alguns de seus livros.

Eu tive reuniões. A maioria foi com a HBO, coisas empolgantes e todas foram muito bem…e também reuniões com alguns grandes estúdios cinematográficos sobre possíveis adaptações de outros trabalhos meus. Tudo muito animador. Cruze os dedos da mão, cruze os dedos dos pés, talvez eu tenha boas notícias em breve.

Além da série As Crônicas de Gelo e Fogo, Martin escreveu diversas histórias de ficção científica e fantasia. Por enquanto, não sabemos quais delas podem ser adaptadas para a telona.

Mais detalhes devem chegar nos próximos meses.

Os filmes clássicos que são adaptações de livros e você provavelmente não sabia

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Cena do filme Clube da Luta

Cena do filme Clube da Luta

Publicado no Preparado pra Valer

Alguns livros fazem tanto sucesso que vão parar nos cinemas através de um filme ou mesmo uma franquia inteira. É o caso, por exemplo, de “Harry Potter”, “Jogos Vorazes” e “Garota Exemplar”. Mas em outros casos a obra cinematográfica obtém tanto destaque que nem imaginamos que a história original não veio da cabeça do roteirista (que muitas vezes também é o diretor), mas sim de um livro. Muitas vezes isso ocorre porque a obra até então não era tão conhecida, ou mesmo porque a história original tem um nome diferente do utilizado pelo filme.

Seja qual for o caso, há muitos clássicos ou títulos premiados que talvez você nem saiba que tiveram a sua inspiração em uma publicação. Se você é dessas pessoas que gosta de ler a história original para compará-la com a adaptação, dá uma olhada nas obras que tiveram a sua origem na literatura em uma lista feita pelo #P:

Blade Runner (1982)

O clássico que recentemente ganhou uma continuação para os cinemas foi inspirado em uma obra de ficção científica intitulada “Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?”. Pois é, o nome é tão diferente que é bem possível que você já tenha até visto na livraria e nem tenha percebido. Embora a obra original também fale de um futuro distópico, ela acaba se aprofundando mais em relação ao filme ao oferecer também subtramas que se desenvolvem com a narrativa.

O autor do livro, Philip K. Dick, infelizmente morreu pouco tempo antes do longa chegar aos cinemas, e embora estivesse envolvido diretamente com a produção do filme ele vivia mudando de ideia a respeito de sua qualidade. Por isso não temos como saber se ele teria aprovado a sua adaptação para as telonas ou não.

Um Corpo que Cai (1958)

Esse clássico de Alfred Hitchcock já chegou a ser considerado o melhor filme do mundo de acordo com uma lista elaborada por Hollywood. O que poucos sabem é que ele foi uma adaptação do livro homônimo dos franceses Pierre Boileau e Thomas Narcejac, que costumavam assinar suas obras como Boileau-Narcejac. Se você é fã da trama, que segue um estilo policial, talvez seja interessante conhecer outros títulos dos autores, que têm uma obra bem extensa.

Pois é, os filmes dirigidos por Hitchcock não eram de sua autoria, como muita gente pensa. Mas isso não significa que ele fosse menos cuidadoso ao manter suas histórias em segredo. Em “Psicose” (1960), por exemplo, ele chegou a comprar todos os exemplares da editora do livro para que ninguém pudesse saber qual era o desfecho da trama e tivesse que ir ao cinema para descobri-lo.

A Chegada (2016)

Indicado a 8 Oscars este ano, incluindo o de Melhor Filme, e vencedor da categoria Melhor Edição de Som, “A Chegada” também teve suas origens na literatura. Só que desta vez a história não veio de um livro, mas sim de um conto de Ted Chiang publicado em “História da sua vida e outros contos”. E é justamente o “História da sua vida” que acabou dando origem ao longa estrelado por Amy Adams. O autor chegou a receber diversos prêmios por suas obras, que são quase obrigatórias a qualquer amante de ficção científica.

Tubarão (1975)

Não, a história não foi escrita por Steven Spielberg, como muitos acreditam, mas sim por Peter Benchley. Embora o livro tenha sido um sucesso de vendas, hoje são poucos os que o conhecem se compararmos ao número de pessoa que já viram a adaptação para os cinemas. Por isso, após seu lançamento nas telonas, o autor acrescentou na introdução do livro o relato que conta que Spielberg decidiu tirar a parte da máfia da história para produzir o longa. Tal detalhe chama a atenção de quem viu o filme, claro. Afinal, não há máfia na trama! Pois é, a história acabou sendo modificada, o que por si só já é motivo suficiente para ler a obra original.

Um Sonho de Liberdade (1994)

Como o filme não segue o gênero de terror muita gente nem sabe que ele é do aclamado escritor Stephen King. Mas a razão chega a ser justificada, já que a história que deu origem ao filme é o conto “Rita Hayworth e a redenção de Shawshank” que está no livro “Quatro Estações”, que é bem pouco conhecido de uma forma geral. Ainda assim, vale a pena adquiri-lo, já que ele mostra o lado dramático de King. Além disso, o livro de quatro contos contém outros dois que se tornaram adaptações cinematográficas. “Aluno inteligente” deu origem a “O aprendiz” (1998), enquanto “O corpo” foi a base para “Conta comigo” (1986).

Laranja Mecânica (1971)

Assim como Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick também se baseava em livros para fazer as suas obras. E foi assim com o clássico “Laranja Mecânica”, cujo autor é o britânico Anthony Burgess. Um detalhe interessante é que o dialeto utilizado pela gangue se trata de uma língua inventada pelo autor do livro. Para criá-la ele misturou principalmente o russo e o inglês, e por isso a maior parte das edições vem com um glossário. Uma leitura difícil, mas que vale a pena para quem se interessa em histórias distópicas.

Clube da Luta (1999)

A gente sabe que a regra número um do Clube da Luta é não falar sobre o Clube da Luta. Será que é por isso que muita gente desconhece a existência do livro que deu origem ao filme? Escrita por Chuck Palahniuk, a história chamou a atenção ao ser adaptada para as telonas em uma produção estrelada por Brad Pitt e Edward Norton. Ainda assim, os fãs da obra original não são poucos, e uma continuação foi feita em forma de quadrinhos e publicada em 2015. Ah, se você viu o filme saiba que ele é fiel ao livro até aproximadamente a metade da trama, mas o final é bem diferente. Mas para conhecer o desfecho original será preciso ler a história.

por Ana Carolina Porto

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