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Fim de bibliotecas em ônibus faz leitura despencar em SP

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Pessoas consultam a ‘biblioteca circulante do Departamento de Cultura’ em 1937, um ano depois da criação do projeto pelo escritor Mário de Andrade
Divulgação/Prefeitura de São Paulo

Programa criado por Mário de Andrade levava livros para regiões periféricas

Guilherme Seto e Thiago Amâncio, na Folha de S.Paulo

São Paulo – Em 1936, seu último ano como diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, o escritor Mário de Andrade questionou: em vez de esperar que o público fosse às bibliotecas, por que elas não vão ao público?

Ele então procurou a montadora Ford, colocou livros dentro de um ônibus e os levou para regiões periféricas da capital paulista, onde o transporte é precário e o acesso a bibliotecas é escasso.

Aos trancos e barrancos, o programa municipal de ônibus-bibliotecas sobreviveu por oito décadas de maneira intermitente até o fim de 2015 e está parado desde então.

A suspensão do projeto fez despencar os números de acesso a livros na cidade.

Em 2015, 627.637 consultas a livros foram feitas em ônibus-bibliotecas, quase a metade do número total (1.519.780). Comparativamente, 648.518 consultas foram feitas nas 52 bibliotecas na cidade naquele ano (atualmente são 54).

No ano passado, o primeiro período inteiro sem ônibus, o total de consultas a livros na cidade caiu para 843.579.

Ainda que o número de consultas em bibliotecas convencionais tenha subido 4% em relação a 2015, a queda no total de consultas na cidade foi de 44,5% (consultas podem ainda serem feitas em programas como Bosques da Leitura e Ponto de Leitura).

No último ano de atividades, doze veículos percorriam 72 roteiros nos quatro cantos da cidade. Cada um deles com 4.000 itens: livros, revistas e jornais. Regiões periféricas como Brasilândia, Cachoeirinha, Capão Redondo, Cidade Tiradentes estavam no mapa.

Ônibus-biblioteca, no largo de Santa Cecília no centro de São Paulo
Dimang Kon Beu – 29.mai.1994/Folhapress

O último contrato, de cinco anos, da prefeitura com as empresas de ônibus encerrou-se no final de 2015, durante a gestão Fernando Haddad (PT).

Uma licitação foi aberta, mas empresa que teve sua participação cancelada por supostos problemas na documentação entrou na Justiça e conseguiu a interrupção do processo.

No final de 2016, a administração petista fez nova licitação, que não foi levada adiante pela administração atual devido a questões orçamentárias.

Foi em um ônibus-biblioteca estacionado próximo ao terminal Varginha, no extremo sul da capital, que Amanda Cruz, 23, teve acesso às obras cobradas no vestibular da USP, no fim de 2012. “A minha família não é de leitores, meus pais não se formaram no ensino fundamental, então minha casa não tinha livros. Era uma oportunidade para eu conseguir ler”, diz.

Os livros não só a ajudaram a passar no vestibular como também a escolher sua profissão. “Foi nessa biblioteca que eu conheci a obra de Mário de Andrade e foi por causa dele que decidi estudar letras”, conta ela, agora aluna da USP.

“Hoje tenho acesso a outras coisas, vou à biblioteca da universidade e a outras pela cidade. Mas e quem nem sabe que pode procurar esses lugares?”.

A escritora e tradutora Maria José Silveira, que recebeu o prêmio APCA por seu romance de estreia, “A Mãe da Mãe de sua Mãe e suas Filhas” (2002), participou de encontro com leitores em roteiro do ônibus-bilioteca em 2015, no Jardim Ângela, na zona sul.

Ela diz que o ônibus estacionou perto de escola pública da qual saíam alunos e pais, que paravam para conversar.

“Tive um contato importante com um público diferente daquele a que estou acostumada em livrarias e faculdades. Conversei com pessoas mais carentes, mais atenciosas, mais interessadas”.

Secretária de Cultura entre abril e dezembro de 2016, Rosário Ramalho explica que o programa era prioritário e a ideia era ampliá-lo, o que não foi possível devido à interrupção da licitação pela liminar.

“A prefeitura perdeu na Justiça a licitação, mas nós [gestão Haddad] deixamos outra proposta e também recursos para que o programa fosse retomado em 2017. Aconteceu aquele congelamento monstro [43,5%] do orçamento da secretaria em 2017 e ela praticamente parou, e então a licitação não foi retomada.”

Em 2017, o Tribunal de Contas do Município apontou a participação significativa dos ônibus nos índices de leitura. Em resposta, a Secretaria de Cultura, já na gestão Doria, disse que planejava colocar um veículo em funcionamento no primeiro semestre de 2018, o que não ocorreu.

Em nota, a Secretaria de Cultura afirma que “colocou R$ 2 milhões no orçamento de 2018 para este projeto. A retomada do ônibus-biblioteca está vencendo barreiras burocráticas para ser ativada ainda este ano.”

Informa também que “houve um acréscimo de consultas e empréstimos de livros e frequência de público nas bibliotecas em 2017 em relação a 2015.

A melhora se deve à implementação do programa Biblioteca Viva, que consiste em levar programação cultural semanalmente, a disponibilização de wi-fi gratuito e mudanças mobiliárias em todas as bibliotecas, tornando estes espaços mais atrativos para a população.”

Enem 2017 será em dois domingos seguidos de novembro

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Novo Enem deixa de ser realizado no sábado. (Foto: Graziele Frederico/G1)

Novo Enem deixa de ser realizado no sábado. (Foto: Graziele Frederico/G1)

Exame deixará de ser aplicado aos sábados. MEC ampliou possibilidade de isenção de taxa, vai personalizar cadernos e eliminar ‘ranking’ de escolas.

Graziele Frederico, no G1

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 será realizado em dois domingos consecutivos: 5 e 12 de novembro. No ano passado, a prova foi aplicada em um fim de semana (sábado e domingo, 5 e 6 de novembro). A modificação integra uma lista de novidades divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC) nesta quinta-feira (9).

As demais mudanças foram:

*Primeiro domingo terá linguagens, ciências humanas e redação, com cinco horas e meia de prova; no segundo, matemática e ciências da natureza, com quatro horas e meia de prova
*Cadernos de prova serão personalizados, com nome e número de inscrição na capa e cartão de respostas
*Passam a ser isentos da taxa de inscrição também aqueles que tiverem cadastro no CadÚnico (que reúne famílias de baixa renda)
*Não serão divulgados dados do Enem por escola
*Isentos do pagamento da inscrição que não comparecem perdem direito ao benefício no ano seguinte se a ausência não for justificada
*Enem não valerá como certificado do ensino médio
*Solicitação de tempo adicional para atendimento especial deve ser solicitada na inscrição
*MEC diz que estudantes recusaram, em consulta pública, possibilidade de fazer a prova no computador

A decisão de alterar o esquema de datas do Enem foi tomada após a realização da consulta pública sobre o exame, entre os dias 18 de janeiro e 17 de fevereiro. Dos mais de 600 mil participantes, 63,70% votaram que o Enem deveria ocorrer em dois dias e 36,30% opinaram que deveria ser aplicado em um dia só.

Em seguida, aqueles que participaram da consulta pública tiveram de responder à seguinte questão: “Caso o exame continue sendo aplicado em dois dias, qual formato deverá ser realizado?”.

A maior parte (42,30%) optou que ele ocorresse em dois domingos seguidos – por isso, o MEC implementou a mudança.

Em segundo lugar, ficou a opção de um domingo e uma segunda-feira (que se tornaria feriado escolar), votada por 34,10% dos participantes. Por último, restou a alternativa de manter-se o esquema até então vigente, de sábado e domingo, com 23,60% dos votos.

Sabatistas

Uma das consequências da realização do exame somente aos domingos é atender uma antiga reclamação dos candidatos sabatistas – por causa da religião, eles só podem estudar ou trabalhar aos sábados após o sol se pôr.

Consequentemente, todos os anos, eles entram no local de prova às 13h (horário de Brasília) e ficam isolados em uma sala até as 19h, quando começam o exame. No Acre, por exemplo, por causa do fuso horário, o tempo de espera é de 9 horas.

De acordo com o Inep, isso faz com que cada candidato sabatista custe para o governo R$ 16,39 a mais do que os demais participantes, devido às despesas extras trazidas pela aplicação do exame à noite no sábado. No Enem 2016, os 76 mil sabatistas que fizeram a prova acarretaram um gasto de aproximadamente R$ 646 mil.

Redação muda de data

O MEC não mudou total de questões ou qualquer item de conteúdo, mas mudou o dia da prova de redação. Antes, a redação era cobrada no segundo dia, junto com as 45 questões de matemática e as 45 de linguagens. Na configuração anterior, nesse dia os alunos tinham cinco horas e meia de prazo.

Agora, redação, linguagens e ciências humanas serão os temas do primeiro domingo. Com a alteração, o primeiro dia de provas passa a ter duração de cinco horas e meia de prova. Uma semana depois será feita a prova de matemática e ciências da natureza, com quatro horas e meia para realização.

A diagramação das provas também será alterada, buscando uma apresentação “mais amigável”, segundo o Inep.

Inscrições

As inscrições para o Enem 2017 ficarão abertas entre os dias 8 e 19 de maio de 2017. O edital com mais informações sobre o exame será publicado até o dia 10 de abril, segundo o MEC.

Isenção da taxa de inscrição

De acordo com a pasta, continuarão isentos da taxa de inscrição os concluintes do ensino médio de escolas públicas, os candidatos com renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio e aqueles que cursaram o ensino médio completo em escola da rede pública ou como bolsista integral de escola privada.

A novidade do Enem 2017 é que passam a ser isentos também aqueles que tiverem cadastro no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal), que reúne famílias em situação de pobreza e pobreza extrema. Para comprovar o dado, o candidato deverá informar, no ato da inscrição, o NIS (número de identificação social) – o sistema permitirá a busca automática.

Data do resultado

Os resultados do Enem 2017 serão divulgados em 19 de janeiro de 2018. Os candidatos continuarão podendo acessar o resultado por área de conhecimento e o desempenho individual.

Fim do ‘ranking’ do Enem por escola

O MEC também decidiu que não haverá mais o resultado do Enem por escola – dado que costuma ser disponibilizado anualmente. A lista é popularmente conhecida como “ranking” do Enem por escolas.

Sobre a exclusão desse dado, a presidente do INEP Maria Inês Fini afirmou que a mudança é uma reivindicação antiga dos especialistas em educação. “O Enem não avalia escola, avalia o estudante e isso é só um dos muitos indicadores para poder avaliar uma escola”.

Ainda sobre o cancelamento do resultado por escola o ministro da Educação, Mendonça Filho afirmou que “o ranking das escolas que é utilizado como propaganda, e não é missão do Estado brasileiro estabelecer esse ranking. Produzia um desserviço e uma desinformação. ”

Ausência

O candidato que obtiver a isenção da taxa de inscrição e não comparecer à prova perderá o benefício no Enem 2018, caso queira solicitá-lo novamente. A exceção ocorrerá nos casos em que o indivíduo justificar sua ausência por meio de atestado médico ou documento oficial que comprove a impossibilidade de seu comparecimento. Antes, bastava fazer uma autodeclaração com a justificativa da ausência.

Estrutura da prova e segurança

Os participantes do Enem 2017 receberão cadernos de prova personalizados, com o nome e o número de inscrição escritos na capa, juntamente com os cartões de resposta encartados, que também levam os dados do candidato.

Continuam havendo quatro cadernos diferentes, identificados por cores, para manter a segurança do exame.

Certificação do ensino médio

O MEC já havia informado que o Enem não poderia mais ser usado como certificação do ensino médio. A partir de 2017, os jovens poderão obter o documento pelo Encceja (Exame Nacional de Certificação De Competências de Jovens e Adultos) – tanto para ensino fundamental quanto para ensino médio.

Atendimento especializado

Aqueles candidatos que precisarem de atendimento especializado na prova, como no caso daqueles que têm alguma deficiência, deverão fazer a solicitação de tempo adicional no ato da inscrição, apresentando um documento que comprove a necessidade do benefício.

No Enem 2016, o requerimento era feito nos dias de aplicação do exame – foram 68.907 solicitações na última edição da prova.

Reforma do ensino médio

É importante esclarecer que as mudanças no Enem 2017 não têm relação com a reforma do ensino médio. O MEC lembra que ainda é preciso concluir a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), documento que lista os conteúdos obrigatórios a serem ensinados nas escolas, para que as instituições de ensino tenham tempo de ensinar essas matérias em sala de aula. Só depois é que ocorrerão mudanças no conteúdo do exame.

Prova virtual

Outra questão levantada pela consulta pública diz respeito à realização da prova por computador. O MEC já havia avisado que, caso a mudança fosse aprovada, não seria implementada antes de 2018. Mas os participantes votaram contra a prova virtual: 70,10% disseram não a ela.

Sobre o resultado, o ministro se disse surpreso e afirmou ainda acreditar que a medida será inevitável. “De fato foi uma surpresa, eu imaginava que a maioria indicaria o computador como mecanismo para aplicação da prova e aí contradiz um pouco ou bastante a própria tendência do jovem. De um lado acho que há sempre um receio com relação à segurança, de que o computador poderia facilitar fraudes e, de outra parte, o medo com relação ao novo. O ser humano gosta do novo, mas ele não gosta de ousar. Eu acho que é uma coisa inevitável, não sei em quanto tempo a gente vai conseguir promover essa mudança, mas ela virá”, disse o Mendonça Filho.

Consulta pública

O MEC realizou uma consulta pública sobre o Enem do dia 18 de janeiro até 17 de fevereiro. Os participantes, após preencherem um formulário com nome completo, e-mail e CPF, responderam três questões:

– A primeira questionava se o exame deveria continuar ocorrendo no formato atual, em dois dias, ou se aconteceria em um dia só, com um número reduzido de questões. A intenção, conforme declarado pelo ministro Mendonça Filho, era estudar a possibilidade de haver economia nos custos de segurança e de volume de papel.

Segundo o Inep, especialistas contratados pelo governo garantiram que não haveria redução na qualidade do exame caso ele ficasse concentrado em uma jornada. Em janeiro, o MEC reforçou que não haveria a possibilidade de eliminar a redação do Enem.

– A segunda questão era sobre a possibilidade de aplicação da prova por computador. A pasta afirmou que, caso a mudança fosse aprovada, não seria implementada antes de 2018, por exigir uma nova demanda de infraestrutura e de modificação no sistema de segurança do Enem.

– A última pergunta da consulta pública permitia que o participante escrevesse contribuições para o aprimoramento do exame.

Série em mangá Naruto chega ao fim após 15 anos de publicação

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Naruto chega ao fim

Serão dois capítulos, 699 e 700, dentro de um especial, que terá páginas coloridas

Publicado no Divirta-se

A série de mangá (histórias em quadrinho japonesas) Naruto vai chegar ao fim na próxima segunda-feira na versão impressa, após 15 anos, quando vai estar nas prateleiras a edição 50, distribuída pela Weekly Shonen Jump. No entanto, na última quinta-feira, os mais aficionados puderam baixar a revista em plataformas móveis. São dois capítulos, 699 e 700, dentro de um especial, com páginas coloridas. O criador da história, Masashi Kishimoto disse a um jornal japonês, no mês passado, que o “o mangá está no climax. Tenho em mente como a história termina e tudo caminha nessa direção”.

Davi Leite de Resende, 23 anos, acompanha a série e os mangás há 10 anos. Para o estudante de letras, que leu a revista on-line, o final foi bem construído e não deixou a desejar. “Quando fiquei sabendo do anúncio, preparei o coração e pensei que ficaria com um sentimento ruim. Pela primeira vez, fiquei satisfeito com o desfecho de uma série. Cumpriu muito bem o papel, recomendo para qualquer pessoa que assista e leia, se tiver a oportunidade”, afirma.

O estudante de ciências sociais Luan Alves Neves, 21, ressalta o compromisso de fidelidade da animação à série impressa. “Para os episódios na televisão, criaram algumas histórias que não aconteceram no mangá, mas apenas para evitar que as datas de publicação das duas mídias se aproximassem. A fidelidade ao mangá fica em um nível quase cena por cena, com pouquíssimas exceções”, explica.

Fãs que desejam se manifestar de alguma forma, agradecendo, desabafando, contando alguma história pessoal relacionada com o mangá e com a série, ou até mesmo um desenho, pode mandar uma mensagem diretamente para o criador Masashi Kishimoto por meio do link http://shonenjump.viz.com/thanks-naruto.

Para quem também curte a versão animada de Narutovai poder ver um pouco mais da história no filme ‘The Last: Naruto The Movie’, uma espécie de epílogo da trama, que conta a luta entre Naruto e Sasuke, mostrando o futuro da vila de Konoha e a geração que vem após as dos protagonistas. O longa chega aos cinemas japoneses em 6 de dezembro, ainda sem data de estreia por aqui. Veja o trailer abaixo.
A série de mangá (histórias em quadrinho japonesas) Naruto vai chegar ao fim na próxima segunda-feira na versão impressa, após 15 anos, quando vai estar nas prateleiras a edição 50, distribuída pela Weekly Shonen Jump. No entanto, na última quinta-feira, os mais aficionados puderam baixar a revista em plataformas móveis. São dois capítulos, 699 e 700, dentro de um especial, com páginas coloridas. O criador da história, Masashi Kishimoto disse a um jornal japonês, no mês passado, que o “o mangá está no climax. Tenho em mente como a história termina e tudo caminha nessa direção”.

Davi Leite de Resende, 23 anos, acompanha a série e os mangás há 10 anos. Para o estudante de letras, que leu a revista on-line, o final foi bem construído e não deixou a desejar. “Quando fiquei sabendo do anúncio, preparei o coração e pensei que ficaria com um sentimento ruim. Pela primeira vez, fiquei satisfeito com o desfecho de uma série. Cumpriu muito bem o papel, recomendo para qualquer pessoa que assista e leia, se tiver a oportunidade”, afirma.

O estudante de ciências sociais Luan Alves Neves, 21, ressalta o compromisso de fidelidade da animação à série impressa. “Para os episódios na televisão, criaram algumas histórias que não aconteceram no mangá, mas apenas para evitar que as datas de publicação das duas mídias se aproximassem. A fidelidade ao mangá fica em um nível quase cena por cena, com pouquíssimas exceções”, explica.

Fãs que desejam se manifestar de alguma forma, agradecendo, desabafando, contando alguma história pessoal relacionada com o mangá e com a série, ou até mesmo um desenho, pode mandar uma mensagem diretamente para o criador Masashi Kishimoto por meio do link http://shonenjump.viz.com/thanks-naruto.

Para quem também curte a versão animada de Narutovai poder ver um pouco mais da história no filme ‘The Last: Naruto The Movie’, uma espécie de epílogo da trama, que conta a luta entre Naruto e Sasuke, mostrando o futuro da vila de Konoha e a geração que vem após as dos protagonistas. O longa chega aos cinemas japoneses em 6 de dezembro, ainda sem data de estreia por aqui. Veja o trailer abaixo.

Naruto é serializado deste 1999, totalizando 71 volumes. Para a série animada, o ninja já conta com mais de 600 episódios televisionados por todo o mundo. Em pouco tempo, ele ganhou fãs de todas as idades pelo mundo, estampou os mais diversos produtos e foi protagonista de mais de 50 títulos de jogos em diversas plataformas. No Brasil, a série já foi transmitida pelo SBT e pelo canal pago Cartoon Network.

Quais foram os grandes livros publicados na data de seu nascimento?

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O grande Borges afirmou, sobre um dos escritores mais presentes nesta lista: “Toda a boa literatura é uma forma de alegria, e nenhum autor me deu tantas alegrias quanto Chesterton.”

Arte de Rob Gonsalves

Arte de Rob Gonsalves

Luísa G. Ferreira, no Homo Literatus

O site espanhol Que Leer disponibilizou uma matéria associando os principais livros lançados entre 1911 e 1999 à suas respectivas datas de publicação. Como a internet faz estas matérias viajarem sem fronteiras, o Homo Literatus traz a lista de títulos já lançados no Brasil, em português e poucos ainda não lançados, com seus títulos originais. No melhor estilo migrante, com o objetivo de que nossos leitores descubram, além da data, grandes dicas de leitura.

Mate sua curiosidade literária e descubra quais livros foram publicados no ano do seu aniversário:

1911- A Árvore da Ciência (Pio Baroja)

1912- A Morte em Veneza (Thomas Mann)

1913- O Jardineiro (Rabindranath Tagore), Filhos e Amantes (D.H. Lawrence), O grande Meaulnes (Alain-Fournier), No Caminho de Swann (Marcel Proust)

1914- Dublinenses (James Joyce), Nevoeiro (Miguel Unamuno), Platero e Eu (Juan Ramón Jimenez), A Taberna Errante(G.K. Chesterton)

1915- A Metamorfose (Franz Kafka)

1916- Retrato do Artista Quando Jovem (James Joyce)

1917- Contos de amor, de loucura e de morte (Horacio Quiroga), Os Frutos da Terra (Knut Hamsun)

1918- Contos da Selva (Horacio Quiroga)

1919- Demian (Hermann Hesse)

1920- A idade da Inocência (Edith Wharton)

1921- A Tia Tula (Miguel Unamuno)

1922- Ulisses/Ulysses (James Joyce), Sidarta (Hermann Hesse), O homem que sabia demais (G.k. Chesterton)

1923- Dersu Uzala (Vladimir Arseniev), As Aventuras do Bom Soldado Švejk (Jaroslav Hasek), Bambi, história de uma vida do bosque (Félix Salten)

1924- A Montanha Mágica (Thomas Mann)

1925- O Processo (Franz Kafka), Mrs Dalloway (Virginia Woolf), O grande Gatsby (Francis Scott Fitzgerald), Seis personagens em busca de um autor (Luigi Pirandello)

1926- O Castelo (Franz Kafka), A dançarina de Izu (Yasunari Kawabata), Tirano Banderas (Valle Inclan), Confusão de Sentimentos(Stefan Zweig), O Assassinato de Roger Ackroyd (Agatha Christie), Dom Segundo Sombras (Ricardo Güiraldes)

1927- O Lobo da Estepe (Hermann Hesse)

1928- Contraponto (Adouls Huxley), O Amante de Lady Chatterley (D.H. Lawrence), Nadja (André Breton)

1929- O Som e a Fúria (William Faulkner), Adeus às Armas (Ernest Hemingway), Os sete loucos (Roberto Arlt), Dona Bárbara (Rómulo Gallegos)

1930- Enquanto Agonizo (William Faulkner), O Homem Sem Qualidades (Robert Musil)

1931- Gog (Giovanni Papini), Os Lança-Chamas (Roberto Arlt), As Lanças Coloradas (Arturo Uslar Pietri)

1932- Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley)

1933- O Corcunda (Roberto Arlt), A Condição Humana (André Malraux)

1934- Trópico de Câncer (Henry Miller), Huasipungo (Jorge Icaza)

1935- História Universal da Infâmia (Jorge Luis Borges), Assassinato na Catedral (S.T. Eliot), Canaima (Rómulo Gallegos)

1936- Absalão, absalão! (Willian Faulkner), E o Vento Levou (Margaret Mitchell), Auto-de-Fé (Elias Canetti), Os Paradoxos da Mr. Pond (G.K. Chesterton)

1937- O Hobbit (J.R.R. Tolkien), Ter e Não Ter (Ernest Hemingway), O País das Neves (Yasunari Kawabata)

1938- A Náusea (Jean-Paul Sartre)

1939- Finnicius Revém (James Joyce), As Vinhas da Ira (John Steinbeck), Palmeiras Selvagens (Willian Faulkner), O Sono Eterno (Raymond Chandler),Trópico de Capricórnio (Henry Miller), O Caso dos Dez Negrinhos (Agatha Christie)

1940- Por Quem os Sinos Dobram (Ernest Hemingway), A Invenção de Morel (Adolfo Bioy Casares), O Zero e o Infinito (Arthur Koestler), O Deserto dos Tártaros (Dino Buzzati)

1941- Entre os Atos (Virginia Woolf), Os Filhos de Matusalém (Robert A. Heinlein)

1942- O Estrangeiro (Albert Camus), Viagem ao Fim da Noite (Louis-Ferdinand Céline)

1943- O Jogo das Contas de Vidro (Hermann Hesse)

1944- Ficções (Jorge Luis Borges), O Anão (Pär Lagerkvist)

1945- A Revolução dos Bichos (George Orwell), Viagem à Alcarria (Camilo José Cela)

1946- História de uma Escada (Antonio Buero Vallejo), O Senhor Presidente (Miguel Ángel Asturias)

1947- A Peste (Albert Camus), À Sombra do Vulcão (Malcolm Lowry), A Espuma dos Dias (Boris Vian), O Diário de Anne Frank (Anne Frank)

1948- Confissões de uma Máscara (Yukio Mishima), O Túnel (Ernesto Sábato)

1949- O Aleph (Jorge Luis Borges), 1984 (George Orwell), Homens de Milho (Miguel Ángel Asturias), O Segundo Sexo (Simone de Beauvoir), O Homem que Calculava (Malba Tahan)

1950- Crônicas Marcianas (Ray Bradbury), A Vida Breve (Juan Carlos Onetti), Eu, Robô (Isaac Asimov), Barabbas (Pär Lagerkvist), Nadíe encendia las lampadas (Felisberto Hernández), O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (C.S. Lewis)

1951- Bestiário(Julio Cortázar), O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry), O Homem Ilustrado (Ray Bradbury), Molloy (Samuel Beckett), Malone morre (Samuel Beckett), O Apanhador no Campo de Centeio (J.D. Salinger), Memórias de Adriano (Marguerite Yourcenar), Fundação (Isaac Asimov), O Criador de Gorilas (Roberto Arlt), A Colméia (Camilo José Cela)

1952- O Velho e o Mar (Ernest Hemingway), Esperando Godot (Samuel Beckett), Mil Origames (Yasunari Kawabata), Confabulário (Juan José Arreola)

1953- Chão em Chamas (Juan Rulfo), Fahrenheit 451 (Ray Bradbury), O Longo Adeus (Raymond Chandler), O Inominável (Samuel Beckett)

1954- O Senhor dos Anéis (J.R.R. Tolkien), O Senhor das Moscas (William Golding), Uma Fábula (William Faulkner), O Mestre do Go (Yasunari Kawabata), O Som da Montanha (Yasunari Kawabata), Bom Dia, Tristeza (Francoise Sagan)

1955- Pedro Páramo (Juan Rulfo), Lolita (Vladimir Nabokov), O Fim da Eternidade (Isaac Asimov)

1956- Final do Jogo(Julio Cortázar)

1957- Fim de Partida (Samuel Beckett), Pé na Estrada (Jack Kerouac), Doutor Jivago (Boris Pasternak), O Barão nas Árvores (Italo Calvino)

1958- Bonhequinha de Luxo (Truman Capote)

1959- As Armas Scretas (Julio Cortázar), O Tambor (Günter Grass), A Trégua (Mario Benedetti), The Sirens of Titan (Kurt Vonnegut), Tropas Estrelares (Robert A. Heinlein)

1960- O Sol é para Todos (Harper Lee), Um Cântico para Leibowitz (Walter M. Miller)

1961- A Casa das Belas Adormecidas (Yasunari Kawabata), O Estaleiro (Juan Carlos Onetti), Sobre Heróis e Tumbas (Ernesto Sábato), Solaris (Stanisław Lem), Catch-22 (Joseph Heller)

1962- Histórias de Cronópios e de Famas (Julio Cortázar), Laranja Mecânica (Anthony Burgess), Os Funerais da Mamãe Grande (Gabriel Garcia Marquez), O Homem do Castelo Alto (Philip K. Dick), Voando Sobre um Ninho de Cucos (Ken Kesey), A Morte de Artemio Cruz (Carlos Fuentes), Aura (Carlos Fuentes), O Século das Luzes (Alejo Carpentier), O Caderno Dourado (Doris Lessing)

1963- A Cidade e os Cachorros (Mario Vargas Llosa), O Jogo do Mundo (Julio Cortázar),V (Thomas Pynchon)

1964- Beleza e Tristeza (Yasunari Kawabata), Uma Questão Pessoal (Kenzaburo Oe)

1965- Três Tristes Tigres (Guillermo Cabrera Infante), O Lugar Sem Limites (José Donoso)

1966- Paradiso (José Lezama Lima), A Casa Verde (Mario Vargas Llosa), Todos os Fogos o Fogo (Julio Cortázar), A Sangue Frio (Truman Capote), O Leilão do Lote 49 (Thomas Pynchon), Cinco Horas com Mario (Miguel Delibes)

1967- Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez), A Brincadeira (Milan Kundera), O Mestre e Margarida (Mikhail Bulgakov)

1968- O Caçador de Andróides (Philip K. Dick), 2001: Uma Odisséia no Espaço (Arthur C. Clarke)

1969- Conversa no Catedral (Mario Vargas Llosa), Ubik (Philip K. Dick), O Poderoso Chefão (Mario Puzo), O complexo de Portnoy (Philip Roth), Boquinhas Pintadas (Manuel Puig), Hasta no verte, Jesús mío (Elena Poniatowska)

1970- O Informe de Brodie (Jorge Luis Borges), Juan Salvador Gaviota (Richard Bach), O Olho Mais Azul (Toni Morrison), Ringworld (Larry Niven), Um Mundo para Julius (Alfredo Bryce Echenique)

1971- Nossa Gangue (Philip Roth), Carteiro (Charles Bukowski), Medo e Delírio em Las Vegas (Hunter S. Thompson)

1972- Os Próprios Deuses (Isaac Asimov), Encontro com Rama (Arthur C. Clarke)

1973- Pantaleão E as Visitadoras (Mario Vargas Llosa), Momo (Michael Ende), O Arco-íris da Gravidade (Thomas Pynchon), Café-da-Manhã dos Campeões (Kurt Vonnegut)

1974- Abaddon Destruidor (Ernesto Sabato)

1975- O Outono do Patriarca (Gabriel García Márquez), O Livro de Areia (Jorge Luis Borges), Terra Nostra (Carlos Fuentes)

1976- O Beijo da Mulher Aranha (Manuel Puig)

1977- Tia Júlia e o Escrevinhador (Mario Vargas Llosa), O Iluminado (Stephen King)

1978- Mulheres (Charles Bukowski), A vida: modo de usar (Georges Perec), Casa de Campo(José Donoso)

1979- A História Sem Fim (Michael Ende), A Zona Morta (Stephen King),O Guia do Mochileiro das Galáxias (Douglas Adams), A Escolha de Sofia (William Styron)

1980- A Confederação dos burros (John Kennedy Toole), O Nome da Rosa (Umberto Eco), Gostamos Tanto da Glenda (Julio Cortázar)

1981- Crônica de uma Morte Anunciada (Gabriel García Márquez), A Guerra do Fim do Mundo (Mario Vargas Llosa), Filhos da Meia-Noite (Salman Rushdie), A vida exagerada de Martin Romagna (Alfredo Bryce Echenique)

1982- A Casa dos Espiritos (Isabel Allende), Paisagens Depois da Batalha (Juan Goytisolo)

1983- O Enteado (Juan José Saer), Vida e Época de Michael K. (JM Coetzee)

1984- A Insustentável Leveza do Ser (Milan Kundera), O Amante (Marguerite Duras), Neuromancer (William Gibson)

1985- O Amor nos Tempos do Cólera (Gabriel Garcia Marquez), Cidade de Vidro (Paul auster), Meridiano de sangre (Cormac McCarthy), Ruído Branco (Don DeLillo), O Perfume (Patrick Süskind), Amada (Toni Morrison), O Jogo do Exterminador (Orson Scott Card)

1986 – A cidade dos Prodígios (Eduardo Mendoza), A Coisa (Stephen King)

1987- Norwegian Wood (Haruki Murakami), Notícias do Império (Fernando del Paso), A Fogueira das Vaidades (Tom Wolfe), Angústia (Stephen King), Red Sorghum (Mo Yan)

1988- A Imortalidade (Milan Kundera), O Alquimista (Paulo Coelho)

1989- Palácio da Lua (Paul Auster),Como Água para Chocolate (Laura Esquivel), Os Pilares da Terra (Ken Follett)

1990- Uma Casa no Fim do Mundo (Michael Cunningham), O Cair da Noite (Isaac Asimov), O Dia do Curinga (Jostein Gaarder)

1991- O Evangelho Segundo Jesus Cristo (José Saramago), El Jinete Polaco (Antonio Muñoz Molina), O Mundo de Sofia (Jostein Gaarder)

1992- Doze Contos Peregrinos (Gabriel García Márquez), Leviatã (Paul Auster), Todos os Belos Cavalos (Cormac McCarthy), Um Coração Tão Branco (Javier Marías)

1993- Morte nos Andes (Mario Vargas Llosa), Quando já não Importa (Juan Carlos Onetti), A Paixão Turca (Antonio Gala), Trainspotting (Irvine Welsh)

1994- Do Amor e Outros Demônios (Gabriel García Márquez), Amanhã, na batalha, pensa em mim (Javier Marías)

1995- Crônica do Passaro de Corda (Haruki Murakami), Santa Evita (Tomás Eloy Martínez), Ensaio Sobre a Cegueira (José Saramago), Não me Espere em Abril (Alfredo Bryce Echenique)

1996- Pulp (Charles Bukowski), Clube da Luta (Chuck Palahniuk), Estrela Distante (Roberto Bolaño), O Capitão Alatriste (Arturo Pérez Reverte)

1997- Pastoral Americana (Philip Roth), Mason e Dixon (Thomas Pynchon), Todos os Nomes (José Saramago)

1998- A Identidade (Milan Kundera), Os Detetives Selvagens (Roberto Bolaño), As Partículas Elementares (Michel Houellebecq), Meu nome é Vermelho (Orhan Pamuk)

1999- Sputnik, meu amor (Haruki Murakami), Desgraça (J.M. Coetzee)

Livros malditos. “Fim às guerras”

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Há livros cuja existência pode ameaçar a humanidade. “A revolução por meio da ciência ou fim às guerras”, escrita por um cientista russo, Mikhail Filippov, foi um de tais manuscritos. A obra, destruída pela polícia czarista, nunca foi publicada. Que perigo guardava o livro para o mundo?

Foto: aristeya.livejournal.com

Foto: aristeya.livejournal.com

Anna Fedorova, no Voz da Rússia

Em outubro de 1903, à noite, Mikhail Filippov foi encontrado morto em seu laboratório. Segundo as lendas, o cientista foi assassinado por uma ordem do czar Nicolau II. A polícia apreendeu todos os papéis, inclusive o manuscrito “maldito” “Fim às Guerras”. Como se dizia, o imperador Nicolau II estudou pessoalmente o caso de Filippov, sendo posteriormente o laboratório destruído e os papéis queimados.

Mikhail Filippov estudava o espectro eletromagnético de ondas milimétricas e realizava experiências de transmissão de energia explosiva à distância. O cientista escrevia numa carta ao jornal Boletim de São Petersburgo:

“Sendo muito jovem, li numa obra de Buckle em que se afirmava que a invenção da pólvora tornou menos sangrentas as guerras. Desde então fui dominado pela ideia sobre a possibilidade de uma invenção que poderia fazer as guerras quase impossíveis. Há dias, fiz uma descoberta cuja realização prática acabará de fato com a guerra. Trata-se da minha invenção de um método de transmissão elétrica à distância da onda explosiva, sendo possível transmiti-la a milhares de quilômetros, fazendo, por exemplo, uma explosão em São Petersburgo e transmitindo o seu efeito para Constantinopla. O método é surpreendentemente fácil e barato. Mas, tal guerra à distância se torna um delírio e deve ser erradicada. Vou publicar os pormenores no próximo outono em memórias da Academia de Ciências”.

Esta publicação deveria ser a 301ª obra científica do estudioso. O método de Filippov não teve caráter teórico, o cientista fez de fato uma descoberta extraordinária. Se ele conseguiria publicar a sua pesquisa e esta seria utilizada na Primeira Guerra Mundial, o mundo, possivelmente, deparasse com uma catástrofe. “Posso reproduzir toda a força explosiva através de feixe de ondas curtas. A onda explosiva se transmite completamente ao longo da onda eletromagnética portadora e, deste modo, uma carga de dinamite explodida em Moscou pode transmitir seu efeito a Constantinopla”, escrevia em uma das suas cartas.

Deste modo, Nicolau II salvou da morte a humanidade, mandando assassinar Filippov e destruir suas obras. Como destacou Jaques Bergier na sua obra “Os Livros Malditos”, “A invenção de Filippov, sendo utilizada por militares ou revolucionários, faz parte, a meu ver, daquelas que podem levar ao extermínio total da civilização. Os inventos do gênero devem ser sujeitos a um controle muito rigoroso”.

A personalidade surpreendente de Mikhail Filippov suscita grande interesse: divulgador da ciência, estudioso, escritor, experimentador e revolucionário convicto que era vigiado pela polícia desde os tempos do assassinato do imperador Alexandre II. Ele compôs o Dicionário Enciclopédico de três volumes, fundou na Rússia a primeira séria revista científico-popular Panorama da Ciência, traduziu para francês “Bases da Química” de Mendeleev e publicou o artigo de Konstantin Tsiolkovsky “Estudo do Espaço Interplanetário através de Foguetes”. Filippov era dotado de intelecto extraordinário, capaz de trabalhar na junção de muitas ciências e de sintetizar. O manuscrito “maldito” abria caminho a descobertas contemporâneas, mas também podia causar muitas mortes.

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