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Palestra com autor de ‘Pai Rico, Pai Pobre’ tem ofensa a plateia e vaias

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Muitos participantes pediram dinheiro de volta; há relatos de quem recebeu reembolso

Muitos participantes pediram dinheiro de volta; há relatos de quem recebeu reembolso – Deividi Correa/Estadão Conteúdo

Juliana Carpanez, no UOL

O anúncio do congresso NAC Brasil 2017 prometia “dois dias intensos para despertar o seu poder e sucesso financeiro”, destacando as palestras dos internacionais Robert Kiyosaki (autor do best-seller “Pai Rico, Pai Pobre”) e Chris Gardner (que inspirou o filme “À Procura da Felicidade”).

O evento, realizado em São Paulo no último final de semana, reuniu cerca de 5.000 participantes que pagaram até R$ 2.647 pelo ingresso, segundo a organização.

Para muitos dos presentes, em vez de poder e sucesso, o congresso despertou a ira. O motivo do descontentamento, segundo relatos de diversos participantes, foi Kiyosaki. Em resumo, dizem os insatisfeitos, o autor repetiu exaustivamente a mesma ideia nas palestras de sábado (23) e domingo (24). E atrelava a divulgação de mais informações –além do conceito do “quadrante do fluxo de caixa”, apresentado em seu livro– a outro curso nesta terça-feira (26), com custo de R$ 6.997.

No segundo dia de evento, alguns visitantes começaram a comentar entre si a repetição. Também causou desconforto, segundo eles, a exaltação ao presidente dos EUA, Donald Trump, com quem o palestrante escreveu o livro “Nós Queremos que Você Fique Rico – Dois Bilionários”.

Grupo no WhatsApp: “Fuck You! – by Kiyosaki”

Participantes dizem que Kiyosaki foi repetitivo e atrelou a divulgação de mais informações a outro curso pago

Participantes dizem que Kiyosaki foi repetitivo e atrelou a divulgação de mais informações a outro curso pago

Além dos comentários paralelos, alguns deixaram de aplaudir quando o autor pedia. Foi quando Kiyosaki –em inglês– mandou um desses “resistentes” calar a boca, fazendo com que se levantasse para aplaudir de pé. Foi obedecido.

Na sequência, contam, disse estar ciente que muitos estavam insatisfeitos com o custo da aula extra. E deu um recado para aqueles que não tivessem o valor para mais este investimento: “fuck you” (vão se foder). Teve quem aplaudisse, mas também houve vaias. Chegou a haver reforço da equipe de segurança nas áreas laterais de acesso ao palco.

O palavrão já havia sido dito diversas vezes, mas não neste contexto, direcionado à plateia –como confirmaram dezenas de pessoas presentes no local. A manifestação, ironicamente, deu origem ao nome de um grupo de WhatsApp: “Fuck You! – by Kiyosaki”. Na segunda-feira, agregava 110 integrantes indignados com o que viram e ouviram no fim de semana.

Nem todos os presentes compartilharam a frustração ou as queixas: há elogios a Kiyosaki e postagens positivas nas redes sociais. Porém, há relatos de posts e comentários críticos apagados nas redes sociais.

‘Fácil ficar rico fazendo os outros de otário’

Muitos abandonaram o congresso antes da conclusão e chegaram a preencher um “formulário de reembolso”, pedindo o dinheiro de volta. No grupo do WhatsApp, alguns dizem já ter recebido o ressarcimento. Aqueles que fizeram a solicitação disseram que os organizadores estipularam quatro dias para a devolução. As empresas não confirmaram, apenas citaram um canal de atendimento pelo e-mail info@nacbrasil.com.br.

À reportagem, o consultor de vendas Joman Lemos, 40, disse ter se sentido lesado e que confia na devolução dos R$ 500 pagos pelo evento.

Você foi uma decepção, péssima palestra…. […] realmente é muito fácil ficar rico fazendo os outros de otário

Joman Lemos, consultor de vendas, no Instagram do palestrante

A farmacêutica Andréa Cristina de Lima, 41, ganhou o convite e disse que está igualmente indignada. Além dos custos com alimentação e transporte, a moradora de Piracicaba (SP) havia adiado a comemoração do aniversário de seu pai. “Um dos palestrantes disse que nosso ativo mais precioso é o nosso tempo. Perdi meu tempo e tinha mais o que fazer.”

Final ‘mais humilde’

Duas pessoas que ficaram até o final do congresso disseram que, após a debandada de domingo à tarde, Kiyosaki voltou ao palco mais simpático e passou a compartilhar mais informações. Elas –que preferiram não se identificar– afirmam que tiveram a impressão de que o palestrante tentou amenizar o “climão” de mais cedo.

“Ele não deu o braço a torcer, mas estava mais tranquilo. Deu umas alfinetadas mais suaves e entregou mais conteúdo, algo que até então não estava fazendo. Ele ficou mais na dele, devem ter orientado que aquela atitude não era adequada”, contou uma.

Para outra, sua postura foi mais humilde, mas ainda deu a entender, duas vezes, que não haviam compreendido o conteúdo da palestra.

Palestrante não comenta o episódio

A reportagem contatou a equipe de Kiyosaki, que não comentou o episódio.

As empresas Success Resources e Elsever Institute, responsáveis pelo evento, afirmaram em nota que “as opiniões pessoais dos palestrantes não refletem suas visões e valores”. Disseram que o National Achievers Congress já teve a participação de 10 milhões de pessoas em seus 23 anos de edição em diversos países.

Esta versão brasileira do congresso contou com oito palestrantes, sendo que as inflamadas queixas ouvidas pela reportagem concentraram-se no autor de “Pai Rico, Pai Pobre”. Lançado em 1997, o livro revela como os ensinamentos dos pais podem influenciar o sucesso financeiro dos filhos.

“Uso da tecnologia na educação precisa ser planejado”

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A sala de aula tecnológica imaginada pela Intel: segundo Paoletti, ela não está assim tão distante assim

A sala de aula tecnológica imaginada pela Intel: segundo Paoletti, ela não está assim tão distante

Afirmação é de Ed Paoletti, gerente de desenvolvimento de negócios para educação da Intel, em entrevista a INFO

Gustavo Gusmão, na Exame [via Info]

A Intel divulgou nesta semana um novo recorte de seu “Global Innovation Barometer”, pesquisa que ouviu 12 mil pessoas em oito países. Batizado de “Classroom of the Future” (“Salas de Aula do Futuro”, em tradução livre), o estudo foi focado em educação – e o resultado mostrou que, no Brasil, a 81% dos entrevistados acreditam que o uso de tecnologia nas escolas é inevitável, e que os investimentos do país devem focar mais em um suporte tecnológico para pedagogos.

Ao todo, 77% dos brasileiros ouvidos para a pesquisa acreditam que “escolas e professores devem se apoiar mais na tecnologia para melhorar o sistema educacional”. É um número relativamente maior do que o visto no resto do mundo (69%), e ainda é apoiado pelos 57% dos entrevistados que acreditam que deve haver mais educação tecnológica na escola e pelos 65% que veem uma possível melhora no relacionamento entre professor e aluno com a maior adoção de recursos avançados.

Obtidos entre julho e agosto do ano passado pela Peen Schoen Berland, os números podem até parecer surpreendentes, mas não deixaram Ed Paoletti, gerente de desenvolvimento de negócios para educação da Intel, tão surpreso assim. INFOconversou com o executivo para falar um pouco da pesquisa e das iniciativas da empresa dentro da área – e a entrevista completa você confere abaixo.

INFO: Primeiro, o que você achou dos números mostrados pela pesquisa?

Ed Paoletti: Essa expectativa otimista do brasileiro em relação ao uso da tecnologia é algo que eu vejo como realmente positivo. Pelos alunos e pelos professores, isso pode trazer uma melhora na educação. E acho até que essa visão [dos entrevistados para a pesquisa] faz muito sentido, até porque a Intel tem uma atuação forte em tecnologia na educação, que já vem de muitos anos – e nós acreditamos que o resultado dessa pesquisa é um reflexo da realidade, de que a tecnologia, quando bem aplicada, pode sim trazer benefícios e uma melhora nos resultados da educação, do ensino e da aprendizagem.

Por bem aplicado, você quer dizer o quê?

Ed Paoletti: Para você poder implantar um projeto de tecnologia na educação, vários aspectos precisam ser trabalhados. E até, de certa forma, seguindo uma ordem, para que o resultado final seja bom. Um ponto fundamental, por exemplo, é a existência de uma política clara para o uso de tecnologia na educação. Quando falamos de governo, é uma política pública. Se for uma instituição privada, é preciso haver uma norma muito específica, colocando objetivos claros para essa adoção. A partir delas, você explica um caminho.

INFO: Mas essa parte de definir a importância é só um “primeiro passo”, não?

Ed Paoletti: Quando falamos de educação pública, por exemplo, a política estabelecida apenas começa com a importância do uso da tecnologia na educação. A partir disso, outros pontos fundamentais vão entrando na fila. A formação e o desenvolvimento dos professores, por exemplo: é essencial que eles estejam bem informados na questão das próprias disciplinas com as quais eles trabalham e na da tecnologia, que pode ser uma ferramenta importante para o desenvolvimento do trabalho dele no processo de ensino a aprendizagem. Isso sendo colocado como política faz com que surjam programas governamentais em todos os níveis, para impulsionar a formação de professores. E esse é um ponto. Outro é definir como os conteúdos educacionais e didáticos serão trabalhados dentro da política da escola. Uma vez que você tem um currículo já bem definido, como começar a trazer elementos digitais para ser trabalhados dentro do projeto? Existe uma grande seleção que pode ser feita, com vários tipos de conteúdo, abertos, livres ou comerciais. E depois, para avaliar os resultados, você tem que pensar em quais são as métricas que irá utilizar para fazer o acompanhamento da implementação do projeto, a partir dos objetivos que você quer atingir.

INFO: E como são definidas as tecnologias que serão usadas em uma iniciativa assim?

Ed Paoletti: Escolhida toda a estratégia, vem essa questão. E aí entram todos os requisitos para poder iniciar um projeto assim: conectividade, intraestrutura da escola… Quando se fala de Brasil, essa última parte passa até por saber se a escola tem alimentação de energia suficiente para comportar muitos equipamentos funcionando dentro dela. Todos esses aspectos têm que ser pensados, trabalhados dentro de um projeto, de um cronograma. É algo bastante complexo, e a implementação vai ser em fases – a tecnologia começa a entrar na escola, mas de forma gradual. Primeiro os professores precisam se apropriar do uso da tecnologia, fazer seus planejamentos de aula usando ferramentas tecnológicas. E a partir disso, ela vai chegando dentro da sala de aula, para os alunos – uma etapa bem evoluída em uma boa implementação.

INFO: Em suma, é algo bem mais complexo do que aquela ideia de dar um tablet na mão de criança

Ed Paoletti: Exato, é muito além disso, porque se você coloca um tablet ou qualquer equipamento de uma vez na mão dos alunos, você causa uma ruptura, e os resultados são imprevisíveis. Pode acontecer de a experiência fazer a escola entrar em um caos de conectividade e de dispersão na sala de aula, deixando o professor complemente perdido, sem saber por onde começar, por exemplo. Mas também pode ser que, de repente, o docente, até por uma natureza dele mesmo, por já ter trabalhado com isso anteriormente, consiga fazer esse trabalho em sala de aula. Porque a grande dificuldade é essa: como o professor vai fazer essa coordenação da sala, nesse novo cenário em que os alunos estão todos conectados? Se não for bem coordenado, dentro de um processo planejado, pode gerar o caos. É claro que aí são várias linhas, e há opiniões diferentes quanto a isso. Existem aqueles que acreditam que tudo tem que entrar primeiro na bagunça mesmo, para depois naturalmente se encontrar. Ou aqueles a favor do planejamento, algo mais ortodoxo – e a minha opinião pende mais para esse lado.

INFO: Você se lembra de algum exemplo real de boa implementação de tecnologia na educação?

Ed Paoletti: Vi acontecer em escolas privadas, que também têm esse perfil mais ortodoxo. Primeiro, em termos de tecnologia, ela começou com os laboratórios de informática e partiu para os computadores na sala de aula, mas voltados para projeção de conteúdo, basicamente. Depois, começaram com o uso de tablets nas primeiras séries, da pré-escola, para fins lúdicos, com games e apps artísticos até. E agora eles estão iniciando a experiência no ensino fundamental. Escolheram o novo ano, no caso, e todos os alunos de lá vão usar tablets. Mas teve um processo por trás: quais aplicativos seriam utilizados em cada disciplina? Em que momentos a tecnologia seria inserida dentro do plano de aula? Isso dando resultado, certamente será expandido para outras salas de aula. Há, portanto, formas e formas, mas eu diria que aquela com a maior chance de sucesso é a pensada – e que envolva inclusive coisas muito simples. Por exemplo, se você entra em uma sala de aula, a rede Wi-Fi tem algum problema e o professor não sabe resolver e não tem quem chamar: ele pode perder metade da aula para tentar arrumar e não conseguir. Em uma ocorrência assim, qual o plano B? Como o docente sai dessa situação sem perder o fio da meada? Quem é que vai de fato ter esse papel de ajudar o professor a fazer a tecnologia funcionar? Tudo precisa ser o mais transparente possível para ele dentro da sala. Até porque o objetivo dele não é conhecer a ferramenta a fundo, a ponto de saber resolver um problema técnico. Tudo isso tem que ser pensado.

INFO: Você mencionou que a Intel já trabalha com a educação faz alguns bons anos. Quais as iniciativas principais da empresa hoje nessa área?

Ed Paoletti: Nossa primeira atuação na educação foi (e ainda é) ligada à formação dos professores. Começou lá atrás, há mais de 10 anos, com programas do tipo, para auxiliá-los no uso de tecnologia. E esses programas continuam, são feitos normalmente em convênios com governos ao redor do mundo. No Brasil, já foram mais de 300 mil docentes formados por essas iniciativas, que visam ajudar mesmo os que não tenham nenhum contato com tecnologia a desenvolver planos de aula utilizando-a – e até com pensamentos em torno do ensino voltado a projetos, para o ensino multidisciplinar. E começou aí, mas visando mais o uso laboratorial de tecnologia na escola. Então, cerca de oito anos atrás, começaram os primeiros projetos mundiais de “um computador por aluno”, e começamos a criar voltados para isso. Nosso netbook educacional surgiu aí, e começou a ser trabalhado com governo, inclusive o do Brasil. Em cima disso, desenvolvemos software que acompanhavam essa plataforma educacional, e hoje estamos com tablets híbridos, que viram notebooks. E essa tecnologia, claro, é pensada, inclusive na parte da robustez – as implementações podem ser feitas com crianças, que jogam coisas sobre o aparelho. A ideia também envolve tecnologias que inibem o furto do equipamento, programas voltados para a colaboração em sala de aula, entre outros pontos.

INFO: Recentemente a Intel adquiriu a Kno, que é voltada para gestão e distribuição de conteúdos. Foi uma mudança de rumos ou mais uma ampliação dos atuais mesmo?

Ed Paoletti: Fomos subindo na cadeia de valor, de solução mesmo. Imagine: com o advento dos livros digitais e o uso cada maior deles dentro da educação, como vamos administrar e distribuir esse conteúdo dentro da rede da escola? Como o professor poderia trabalhar esse conteúdo todo na sala de aula, em um ambiente colaborativo? A Intel não entra na questão do material em si, porque isso ela deixa a cargo dos responsáveis pela escola e dos criadores do conteúdo mesmo – as editoras tradicionais e os desenvolvedores de software que se especializam em educação para criar aplicativos didáticos.

INFO: Aproveitando o nome do recorte do estudo, “Classrooms of the Future” (Salas de Aula do Futuro), o que você e a Intel veem como o futuro da tecnologia nas salas de aula?

Ed Paoletti: Nós vemos para um futuro próximo a adesão e proliferação, um maior interesse, de novos dispositivos multifuncionais, que possam ser tanto tablets quanto notebooks. Eles podem permitir tanto consumir conteúdo – algo fundamental para livros digitais – quanto criá-lo. Nós acreditamos que o uso deles crescerá nos próximos meses ou dentro de um ano e pouco, e temos toda uma linha de desenvolvimento na nossa divisão de soluções para educação. Quanto a visão de uma “sala de aula do futuro”, eu até aconselharia ver um vídeo do Project Bridge, “projeto ponte” [abaixo]. Ele traz uma sala de aula toda aparelhada, mostrando como um professor consegue trabalhar vários conceitos e conhecimentos dentro de uma aula voltada a um projeto. O docente tem como objetivo desenvolver uma ponte mesmo, e em torno disso trabalha vários conceitos, passando por matemática, física, artes, etc. Ele trabalha de forma colaborativa com os alunos, que desenvolvem os projetos tanto dentro quanto fora da sala de aula. E as tecnologias envolvidas não são tão diferentes do que vemos hoje – só que elas estão juntas. Você vê lá ali os dispositivos híbridos comentados antes, lousas interativas de uma próxima geração, toda a parte de comunicação, impressoras 3D, entre outros.

Magnífica catedral do século XV transformada em livraria

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Publicado no Greensavers

Para os fervorosos bibliófilos, a ida a esta livraria deve ser algo muito próximo de uma experiência espiritual. Arquitectos da Bk. Architecten converteram a maravilhosa catedral Broerenkerk, em Zwolle, na Holanda, numa moderna livraria.

Foi-lhes permitido alterar radicalmente o interior do edifício gótico, mediante a condição de manutenção de elementos originais, como os vitrais, a harpa e a decoração.

A estreiteza do edifício e as regulamentações associadas a este projecto único fizeram com que os designers tivessem de desenvolver soluções singulares para maximizar o uso do espaço. Foram incorporados mais 700 metros quadrados de zona comercial, incluindo um restaurante.

Ao estabelecer uma estrutura temporária e independente, os designers conseguiram colocar em três andares, situados nas zonas laterais da igreja, o espaço comercial, que pode ser retirado posteriormente, de forma à igreja retomar o seu estado original.

Este espaço religioso foi parte de um mosteiro dominicano fundado em 1465 e encerrado, após extinção das ordens religiosas, em 1580. De 1640 a 1982, a igreja foi utilizada para serviços protestantes. Após o seu restauro, entre 1983 e 1988, recebeu vários eventos culturais.

A loja Waanders in de Broeren abriu no início do Verão e, até agora, já recebeu dezenas de milhares de compradores pela sua grande entrada.

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(mais…)

Escola nos EUA entrega diploma do ensino médio a ex-aluna de 99 anos

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Mulher largou os estudos no último ano em 1932 para cuidar da avó.
‘Me sinto mais inteligente agora’, disse a homenageada.

Audrey Crabtree sorri ao receber um broche da escola na cerimônia de sua 'formatura' (Foto: Waterloo Courier, Tiffany Rushing/AP)

Audrey Crabtree sorri ao receber um broche da escola na cerimônia de sua ‘formatura’ (Foto: Waterloo Courier, Tiffany Rushing/AP)

Publicado por G1

Uma mulher de 99 anos do estado de Iowa, nos Estados Unidos, ganhou nesta terça-feira (24) um diploma honorário de conclusão do ensino médio depois de ter abandonado a escola há mais de 80 anos. Audrey Crabtree, da cidade de Cedar Falls, foi homenageada pela Waterloo East High School, escola que deixou em 1932 às vésperas de terminar o último ano.

“Me sinto muito mais inteligente agora”, brincou a senhora. Ela abandonou os estudos aos 18 anos depois que sofreu um acidente quando nadava, o que a deixou fora da escola por algumas semanas. Em seguida, teve de cuidar da avó que estava muito doente e não voltou mais a estudar. “Eu tinha que ter voltado para terminar meus créditos no ano seguinte”, explicou.

Audrey se casou duas vezes, montou uma empresa de flores, teve dois filhos, cinco netos e quatro bisnetos. Apesar de tudo o que Audrey construiu, a família dela percebeu que a senhora tinha uma insatisfação por não ter terminado a escola.

“Ela sempre dizia que a única coisa que lhe faltava na vida era que ela nunca tinha conseguido seu diploma”, disse Shelley Hoffman, neta de Audrey.

Os parentes entraram em contato com a escola que em uma reunião do comitê de educação entregou o diploma para Audrey. Ela recebeu uma cópia do seu último boletim e recordações de seu tempo na escola, incluindo uma jaqueta e broches. Ela também recebeu mais de 100 cartas de congratulações escritas pelos atuais alunos do ensino médio.

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