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Detentos cursam ensino superior no MS

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Preso que se formou pagou faculdade com trabalho realizado na biblioteca do presídio

preso

Publicado no R7

Durante dois anos e meio, detentos de uma penitenciária no Mato Grosso do Sul tiveram a oportunidade de estudar na cadeia. Com o sistema de ensino à distância, José Carlos de Santana, um dos presos que conseguiu cursar faculdade, se formou em Processos Gerenciais.

A colação de grau ocorreu nesta semana e Santana comemora a conquista.

— Vai construindo o seu conhecimento. Você vai vendo que é capaz de ir mais além.

A faculdade foi paga com o dinheiro que ganha no trabalho realizado na biblioteca do presídio. Ele é responsável por monitorar a saída dos livros levados para as celas.

Coisas que gostaria de ter ouvido quando estava no último ano da Universidade

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Coisas que gostaria de ter ouvido quando estava no último ano da Universidade

O que vamos ser quando crescer? Qual área devo escolher para meu futuro? Será que serei bem sucedido nessa área que escolhi?

Carlos Bramante, no Administradores

Essas são apenas algumas das várias perguntas que habitam na cabeça dos jovens que fazem Universidade. Após anos de estudo, como devemos nos preparar para o mercado de trabalho? Foi baseado nessa questão que elaborei algumas dicas, simples, mas valiosas para orientar você e auxiliá-lo nessa jornada.

SEJA HUMILDE: todos temos sonhos de sermos bem sucedidos e alcançarmos os postos mais altos das empresas. Porém, antes de vibrar com uma vitória é necessário “suar a camisa”. Muitos empresários reclamam dos profissionais que saem da Universidade com a exigência de cargo de gerência ou diretoria, sem ao menos ter qualquer tipo de experiência. Seja como um bom mineiro, que faz tudo quietinho e vai conquistando seu espaço aos poucos. Lembrando a máxima de Thomas Edison: a genialidade é 1% inspiração e 99% de transpiração.

LEIA, LEIA, LEIA: Estamos na era da Informação, inundados 24hs por dias por notícias, dados, etc. Porém de nada adianta ter a informação sem o CONHECIMENTO e habilidade para praticá-los no dia-a-dia. Eu aprendi a ler somente com 30 anos, após identificar meu interesse por livros biográficos, pois sempre quis entender como seres humanos como nós, se tornam em grandes gênios da humanidade.
No começo a leitura dá sono, o celular toca e nos distrai. Porém, com o tempo e interesse, mergulha-se em um mundo novo, que pode resultar em hábitos positivos ou grandes ideias para nossas vidas.

NET WORKING: Um ex-chefe me disse uma frase que carrego comigo: VOCÊ É QUEM VOCÊ CONHECE! Em todos os segmentos, principalmente na área de serviços, a comercialização depende muitas vezes dos contatos e indicações que você possui.
Seja estratégico e frequente lugares onde há potencial para novos negócios. Participe de palestras, eventos ou encontros que tenham a ver com sua área de trabalho ou com seus interesses particulares. Todos nós somos potenciais clientes e nunca o tal “boca-a-boca” foi capaz de impulsionar negócios como agora!

OUVIR SEMPRE: Ao sairmos para o mercado de trabalho, é natural a vontade de dar o melhor de si e provar a nossa capacidade. E isso é ótimo! Porém, muitas vezes a nossa ansiedade ou ímpeto pode atrapalhar nossas conquistas e avanços profissionais. Por isso, OUÇA MAIS DO QUE FALE, especialmente se estiver perto de pessoas mais experientes que você. Com toda certeza elas terão muito a colaborar com seu trabalho e desenvolvimento. Procure conversar com pessoas mais velhas e com vários anos de experiência de trabalho: além de dicas, elas podem ter diversos exemplos de sucessos e fracassos para lhe auxiliar.

PACIÊNCIA E PERSEVERANÇA: Desde muito cedo somos cobrados por parentes, amigos e a própria sociedade, o que queremos ser. Porém, essa decisão nem sempre vem no tempo em que as pessoas querem. Por isso é muito importante ter paciência consigo mesmo, para que as experiências mostrem qual o rumo certo a seguir. Também é importante ter PERSEVERANÇA, pois muitas vezes sabemos onde queremos chegar, mas nem sempre acertamos na primeira, segunda ou terceira tentativa.

NÃO FOQUE NO DINHEIRO: Todas as vezes em que coloquei o dinheiro antes do trabalho, infelizmente, fui mal sucedido. Com o tempo aprendi que o dinheiro é consequência de muito trabalho e resultado. Nem sempre é possível amar o que se faz, mas podemos sim identificar um trabalho que utilize-se de todo nosso potencial e resulte em sucesso e conquistas.

COMEMORE SEMPRE: Vencer e ser o melhor não é PECADO! Por isso, vibre e comemore sempre que atingir um objetivo! Muitas vezes passamos dias, meses ou anos lutando pela conquista de um objetivo e ao alcança-lo simplesmente ignoramos tudo o que passamos. Mas também não precisa passar 1 semana comemorando, afinal, assim que conquistamos um objetivo, devemos traçar o próximo e assim por diante.

SEJA ESTRATÉGICO: Comparo a vida profissional, e muitas vezes a vida pessoal, como um grande jogo de Xadrez. É necessário pensar muito bem e calcular qual jogada ou passo tomar. No dia-a-dia do mercado de trabalho, você terá que voltar algumas casas para trás, para dar passos a frente e conquistar um determinado objetivo. Infelizmente nossa sociedade prega o sucesso e não nos prepara para as derrotas que teremos na vida. Não há forma melhor do que aprender com o erro, desde que possamos tirar aprendizados dele.

PLANEJAMENTO E FOCO: A cada dia somos incentivados a viver o hoje, sem se preocupar com o amanhã. A juventude nos dá um ar de superioridade e imortalidade que nos cega na caminhada da vida. Porém, não é possível se alcançar sucesso ou conquistas, sem um planejamento prévio. Seria o mesmo que tentar fazer o trajeto SP para RIO utilizando-se da Rodovia Castello Branco! Você sabe onde está e qual o objetivo/destino a conquistar, porém sem estipular um plano e caminho é impossível conquista-lo. Portanto, reserve um tempo para mapear seus próximos passos e BOA SORTE!

Escola nos EUA entrega diploma do ensino médio a ex-aluna de 99 anos

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Mulher largou os estudos no último ano em 1932 para cuidar da avó.
‘Me sinto mais inteligente agora’, disse a homenageada.

Audrey Crabtree sorri ao receber um broche da escola na cerimônia de sua 'formatura' (Foto: Waterloo Courier, Tiffany Rushing/AP)

Audrey Crabtree sorri ao receber um broche da escola na cerimônia de sua ‘formatura’ (Foto: Waterloo Courier, Tiffany Rushing/AP)

Publicado por G1

Uma mulher de 99 anos do estado de Iowa, nos Estados Unidos, ganhou nesta terça-feira (24) um diploma honorário de conclusão do ensino médio depois de ter abandonado a escola há mais de 80 anos. Audrey Crabtree, da cidade de Cedar Falls, foi homenageada pela Waterloo East High School, escola que deixou em 1932 às vésperas de terminar o último ano.

“Me sinto muito mais inteligente agora”, brincou a senhora. Ela abandonou os estudos aos 18 anos depois que sofreu um acidente quando nadava, o que a deixou fora da escola por algumas semanas. Em seguida, teve de cuidar da avó que estava muito doente e não voltou mais a estudar. “Eu tinha que ter voltado para terminar meus créditos no ano seguinte”, explicou.

Audrey se casou duas vezes, montou uma empresa de flores, teve dois filhos, cinco netos e quatro bisnetos. Apesar de tudo o que Audrey construiu, a família dela percebeu que a senhora tinha uma insatisfação por não ter terminado a escola.

“Ela sempre dizia que a única coisa que lhe faltava na vida era que ela nunca tinha conseguido seu diploma”, disse Shelley Hoffman, neta de Audrey.

Os parentes entraram em contato com a escola que em uma reunião do comitê de educação entregou o diploma para Audrey. Ela recebeu uma cópia do seu último boletim e recordações de seu tempo na escola, incluindo uma jaqueta e broches. Ela também recebeu mais de 100 cartas de congratulações escritas pelos atuais alunos do ensino médio.

11 habilidades que o mercado exige e a faculdade não ensina

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Diploma na parede e notas elevadas no boletim nem sempre são garantia de sucesso

Publicado na revista Alfa

Sair da formatura com notas elevadíssimas em todas as disciplinas não é garantia de que o recém-formado seja um excelente profissional. Ao contrário.

Especialistas consultados são unânimes ao afirmar que entre os conhecimentos compartilhados nas universidades brasileiras e o que o mercado de trabalho exige para o crescimento na carreira há uma grande lacuna. E não estamos falando apenas de preparo técnico.

“Faltam aquelas competências que os americanos chamam de “soft skills”, como comunicar-se bem, avaliar o que cada um é capaz, montar e motivar uma equipe, além de uma série de outras coisas que levam à uma performance melhor”, diz Armando Dal Colletto, diretor acadêmico da Business School São Paulo.

1- Ser multicultural (na prática)
Fora a possibilidade de ter um intercambista na turma ou estudar por um período em uma universidade estrangeira, poucas são as iniciativas oficiais de muitas universidades por aí para colocar os alunos em contato direto com diferentes culturas.

No mercado de trabalho o cenário é outro: o chefe pode ser coreano, o colega da mesa ao lado, espanhol, a empresa parceira, indiana e o cliente, chinês. A falta de profissionais qualificados no país, a internacionalização das empresas brasileiras e o desembarque de grupos globais por aqui aproximou a rotina corporativa do cenário de Babel.

E inglês fluente não é tudo. De detalhes culturais para negociar melhor até gestos pequenos que contribuem para um boa convivência: “É preciso um entendimento das diversidades”, afirma Dal Coleto.

2- Trabalhar em equipe
Não se engane: os tradicionais trabalhos em grupos da faculdade quase não preparam ninguém para atuar em uma equipe. Motivo? “Quando organizam os grupos de trabalho, os alunos escolhem seus amigos, pessoas com quem se identificam e, no mínimo, a partir de pontos que os aproximam”, diz Casagrande.

Na vida profissional, a história é diferente. Ninguém (exceto o próprio chefe) escolhe com quem vai trabalhar. E, ao contrário da tônica típica dos grupos de faculdade (em que as pessoas tendem a ser parecidas), para uma equipe dar certo no trabalho é essencial que seja composta por pessoas com perfis complementares e, portanto, diferentes, afirma o especialista.

“E, além de tudo, os alunos não aprendem a compartilhar ideias: Para facilitar a a própria vida, dividem tarefas”, diz Casagrande.

3- Fazer networking
Seja por ficar centrado no próprio círculo de amigos e até por uma questão cultural, a faculdade raramente desmistifica a capacidade de fazer networking ou expandir sua rede de contatos profissionais.

“As pessoas têm vergonha de se aproximar dos outros com uma segunda intenção”, diz Gustavo Furtado, fundador da Tricae. E as universidades quase nunca criam meios para que esta visão seja mudada. “Nos Estados Unidos, em todo e qualquer evento as pessoas são estimuladas a se apresentar e falar a sua história”, diz.

4- Ser interdisciplinar
Na faculdade, as disciplinas até podem ser apresentadas em dias ou semestres diferentes. Mas, na rotina corporativa, o conhecimento adquirido de cada uma delas deve ser usado de forma integrada – algo que, infelizmente, o ensino tradicional ainda não sabe manejar.

“As pessoas aprendem a resolver problemas de forma separada e, de repente, precisarão resolver todos estas questões em um problema só”, diz o coach educacional Renato Casagrande.

(mais…)

Gatsby for dummies

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Vanessa Barbara, no Blog da Companhia

De pouco ou nada adiantou fazer pensamento positivo, acender uma vela aos deuses do cinema ou rezar uma novena pelo discernimento espiritual de Baz Luhrmann: a mais recente adaptação de O grande Gatsby, que estreou nesta sexta-feira, é mais deprimente do que Zelda em dia de cabelo ruim.

A crítica americana foi quase unânime em destroçar o filme. Numa resenha para a revista New Yorker, o jornalista David Denby afirmou que Luhrmann não é um cineasta, mas um diretor de videoclipes com recursos infinitos e uma impressionante ausência de bom gosto.

Peter Travers, da Rolling Stone, pediu silêncio aos leitores para ouvir F. Scott Fitzgerald revirando-se no túmulo. “O filme é tão rígido e morto quanto uma vitrine de butique de luxo”, declarou. Já Rex Reed, do New York Observer, disse que a adaptação tem a força narrativa de uma água de torneira. O New York Times classificou a obra de rasteira e agudamente inautêntica; no Wall Street Journal, Joe Morgenstern a acusou de elefantíase artística. Todos reprovaram o excesso, a superficialidade e a vulgaridade desta superprodução que custou 150 milhões de dólares.

Luhrmann, que assina o roteiro com Craig Pearce (ambos de Moulin Rouge), transformou o texto sutil, denso e complexo de Fitzgerald numa orgia visual e hiperativa com dançarinas seminuas, zebras infláveis, plumas, pérolas, mafiosos de fraque, trapezistas, palhaços, acrobatas e uma orquestra no meio da piscina, como “um baile de formatura à fantasia invadido pelo Cirque du Soleil”, comparou Reed.

A cena mais infeliz é a da primeira aparição de Jay Gatsby. No livro, a apresentação é feita casualmente durante uma festa na mansão. Nick conversa com um desconhecido que, no fim, se identifica como o anfitrião, desculpando-se pela falta de modos. No cinema, a câmera dá um close grosseiro em Leonardo DiCaprio, que exclama: “Eu sou Jay Gatsby!” ao som de Rhapsody in Blue, de Gershwin, e emoldurado pelo espocar de fogos de artifício.

(Há tantos closes em O grande Gatsby que o crítico Rex Reed o chama de “um filme sobre orelhas”.)

O pior de tudo, porém, é o roteiro. Por motivos didáticos, recorreu-se a um sofrível recurso de framing device que sustenta o enredo: Nick está internado num sanatório e conta seus dissabores a um psiquiatra, que o aconselha a transformá-los em livro. As falas em off são mal escritas, soporíferas e redundantes, atribuindo a Nick uma personalidade rasa. Muitas vezes, ele narra uma cena e então a repete em forma de diálogo, enquanto na tela pipocam as palavras datilografadas — em 3D, ainda por cima. (Não há nenhum motivo terreno que explique a adoção desse formato.)

Outra prova de que o diretor esforçou-se para legar às massas um verniz do romance: a expressão old sport (meu velho) é repetida não menos do que 55 vezes, provavelmente para quem é surdo de um ouvido. No momento em que Nick descreve a sensação de estar “dentro e fora” das situações, Luhrmann acha cabível mostrar o narrador materializando-se na cena e depois fora dela, o que me lembrou vivamente um episódio dos Teletubbies.

No livro, o relato da reunião no apartamento de Myrtle é soturno, esquisito e incoerente, cheio de lacunas. A embriaguez de Nick é mais um estado letárgico do que uma frenética orgia regada a ecstasy, porém esta parece ter sido (como sempre) a opção de Luhrmann.

Já a tensão psicológica entre os personagens indiferentes e descuidados (até o narrador tem defeitos de caráter) dá lugar, no filme, a um bacanal espalhafatoso e violento, anulando as nuances do livro numa barulhenta sucessão de festas e futilidade. Não há espaço para ambiguidades nem delicadeza.

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O ponto forte desta adaptação é a fotografia. Por meio de reconstituições computadorizadas de Nova York nos anos 20, veem-se impressionantes cenas panorâmicas de Long Island que situam até o espectador mais perdido; uma belíssima tomada aérea do carro amarelo atravessando o Vale das Cinzas em direção a Manhattan; vistas detalhadas das duas penínsulas separadas pela baía; travellings da ponte Queensboro; a imponência da mansão dos Buchanan e a extravagância do palácio de Gatsby. É certo que, às vezes, Nova York fica parecendo a Hong Kong de Batman: O Cavaleiro das Trevas, mas isso é o de menos. Gostei do expressionismo dos trabalhadores do Vale das Cinzas, das janelas dos apartamentos em Manhattan e do saxofonista solitário.

Por outro lado, a trilha sonora é de supurar o apêndice. Em vez de swing jazz, charleston e foxtrote temos hip-hop, Beyoncé e André 3000 comandados pelo rapper Jay-Z, que assina a catastrófica trilha. Em vez de lindy hop, shimmy e vaudeville, temos uma dança estilo rave totalmente fora de contexto. “Nada como o hip-hop para acrescentar relevância a um clássico”, ironiza Peter Travers.

Se a ideia era mesclar a estética e os ritmos dos anos 20 com a atualidade, o único acerto foi a versão jazzística para Crazy in Love, de Beyoncé, executada pela Bryan Ferry Orchestra. Podia ter seguido essa lógica nas outras faixas.

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Rebatendo as críticas, Baz Luhrmann diz que o romance de Fitzgerald também foi mal recebido na época, e que os resultados da bilheteria é que irão julgar a qualidade do filme.

Talvez a intenção do diretor tenha sido mimetizar Jay Gatsby, um “homem saído da própria concepção platônica de si mesmo”, que, reinventando-se, esvaziou-se de substância e verdade. Um galã de anúncio feito para agradar. Como observa o Homem dos Olhos de Coruja, os livros de Gatsby são absolutamente verdadeiros, mas suas páginas nunca foram cortadas.

O filme de Luhrmann é como a biblioteca do protagonista: uma suntuosa parede de encadernações verdadeiras, mas jamais lidas. Uma ilusão que só vai até certo ponto, não passando das aparências. “Mas o que vocês queriam? O que esperavam?”, conclui o Homem dos Olhos de Coruja.

Nesse sentido, Luhrmann nos deu uma interpretação perfeita de O grande Gatsby.

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Extras: Leia aqui uma análise das adaptações anteriores de O grande Gatsby para o cinema.

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