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Universitário é salvo após bala atingir livro que estava em mochila

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Bala parou em livro acadêmico de aluno que estava em local de chacina em Fortaleza
(foto: Arquivo pessoal)

Tiroteio ocorreu na Praça da Gentilândia, local da cidade cearense que costuma reunir centenas de jovens

Publicado no Correio Braziliense

Um estudante universitário foi salvo por um livro que estava em sua mochila quando foi atingido por uma bala de um revólver calibre 38 durante um tiroteio que aconteceu na última sexta-feira (09/3), na cidade de Fortaleza, no bairro do Benfica, local que costuma reunir centenas de universitários na cidade. Bandidos chegaram armados ao local e saíram atirando, o que ocasionou a morte de três pessoas. Ataques simultâneos no mesmo bairro mataram outras quatro pessoas, totalizando sete vítimas na chacina do Benfica.

O aluno beneficiado pelo ‘milagre’, que não quis se identificar, afirmou que “os caras chegaram atirando na região onde ficam as barracas de carne e depois foram se aproximando mais das pessoas e atirando. Foi onde acertaram um homem e uma mulher. “Depois um cara moreno com um 38 deu um tiro pro lado da esquina, que possivelmente acertou minha mochila”, contou. As informações são do G1.

No momento da confusão, o estudante disse não ter sentido o impacto da bala. Ele completa dizendo que só percebeu que sobreviveu graças ao livro “Introdução à Mecânica dos Fluidos” quando organizava a mochila para ir a aula, já nesta segunda-feira, (12/3).

Fli7 começa nesta quarta-feira e traz nomes importantes da literatura para Fortaleza

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Marina Colasanti, escritora

Marina Colasanti, escritora

Publicado no Leituras da Bel

Lançamento de livros, debates com autores, música, teatro, sarau e mais. Apostando no diálogo entre literatura e outras linguagens artísticas, a 2ª edição da Festa Literária 7 de Setembro (Fli7), que acontece de hoje ao dia 20 na Uni7, vai contar com a presença de escritores como Marina Colasanti, Lira Neto, Raymundo Netto, Socorro Acioli, Ana Miranda e o português Gonçalo Tavares. A edição presta homenagem ao poeta cearense Patativa do Assaré, que morreu há 15 anos.

“A cultura é uma missão muito clara para nós, e a educação funciona como ponte para a construção do indivíduo, que vai estar sempre se aprimorando”, afirma Fabio Delano, organizador e curador da festa. “Nesta edição, aprimoramos a programação, as curadorias e acrescentamos o lançamento de livros, que está muito forte”, ressalta. Uma novidade, conta Fabio, é a escolha de um eixo temático: Literatura como arte que transforma a realidade. A conferência de abertura do evento, Literatura e Transformação, será proferida pelo escritor mineiro Luiz Rufatto às 19h30min.

“Grandes valores da humanidade estão em obras literárias, da Bíblia à Metamorfose (de Franz Kafka), passando por 1984 (de George Orwell). Os livros são um repositório da ética humana, e os valores podem ser acessados e colocados em prática”, aponta o curador. Para Regina Ribeiro, jornalista e editora executiva das Edições Demócrito Rocha e Editora Dummar — que estarão presentes na FLI7 (leia na página 3) —, o poder da literatura passa pela relação com a realidade. “Creio que ela pode contribuir para a autonomia do pensamento e ampliar a capacidade de interlocução com o real. E isso é tudo que nossa sociedade requer dos seus cidadãos. Mais gente pensando, refletindo”, opina.

Gonçalo M. Tavares

Gonçalo M. Tavares

A curadoria de Arte e Literatura, que conta com atividades que conectam literatura a outras linguagens artísticas com shows, espetáculos teatrais e oficinas, é um dos destaques. “Acredito não haver hierarquias ou fronteiras entre as artes, há pontes, há abraços, há entrecruzamentos, e é isto que as enriquece”, considera Nina Rizzi, curadora, poeta e editora. “Para o público que não tem muita intimidade com outra linguagem, é uma excelente oportunidade para vivenciar a arte em suas mais diversas manifestações, fortalecendo a dimensão literária e a potência do pensamento estético”, avança.
Programação de literatura

“O ser humano é multidimensional no seu registro. Acreditamos em não limitar a Fli7 somente ao literário. A literatura inspira e é inspirada pelos outros registros”, afirma Fabio. A principal intenção do evento, afinal, é servir de polo para a expressão. “A leitura é um caminho de democratização do conhecimento. Vamos receber vários alunos de escolas públicas, temos programação infantil, para a juventude, oficina de escrita, de histórias em quadrinhos… Não estamos só chamando as pessoas para lerem, mas para se expressarem. A literatura dá voz”, convida.

Serviço
2ª Festa Literária 7 de Setembro – FLI7
Quando: de 27 a 30 de setembro
Onde: UNI7 (Av. Alm. Maximiniano da Fonseca, 1395 – Eng. Luciano Cavalcante)
Entrada gratuita.
Programação: www.fli7.com.br

Texto de João Gabriel Tréz

Quais são as melhores cidades no mundo para se estudar?

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Além de Montreal (foto), o Canadá tem Vancouver e Toronto na lista

Além de Montreal (foto), o Canadá tem Vancouver e Toronto na lista

 

Publicado no UOL via BBC Brasil

Qual é a melhor cidade do mundo para ser estudante? De acordo com o ranking 2017 das melhores cidades universitárias, realizado pela consultoria britância QS (Quacquarelli Symonds), trata-se de Montreal. A cidade canadense desbancou Paris, que perdeu pela primeira vez em quatro anos a liderança do ranking, ficando em segundo lugar dentre as 100 cidades que fazem parte da lista.

O Brasil aparece no ranking representado por duas cidades: São Paulo (69º) e Rio de Janeiro (94º). A capital paulista caiu seis posições em relação ao último levantamento, de 2016, enquanto o Rio de Janeiro fez sua estreia na lista.

Para entrar no ranking, as cidades devem ter uma população de pelo menos 250 mil habitantes e ser sede de, pelo menos, duas universidades que fazem parte do QS World University Rankings.

O ranking é baseado em um conjunto de parâmetros, como a qualidade das universidades, custo e qualidade de vida, caráter internacional, acesso ao mercado de trabalho e experiência estudantil.

A edição de 2017 ampliou a lista para 100 cidades – no levantamento anterior, foram contempladas 75.
Lista das melhores cidades para ser estudante

1. Montreal (Canadá)
2. Paris (França)
3. Londres (Inglaterra)
4. Seul (Coreia do Sul)
5. Melbourne (Austrália)
6. Berlim (Alemanha)
7. Tóquio (Japão)
8. Boston (Estados Unidos)
9. Munique (Alemanha)
10. Vancouver (Canadá)
69. São Paulo (Brasil)
94. Rio de Janeiro (Brasil)

Destinos alternativos

O Canadá aparece bem classificado em termos de conveniência para estudantes internacionais. Além de Montreal, Vancouver aparece na 10ª posição e Toronto em 11º no ranking. O país tem a vantagem de oferecer cursos em duas línguas: inglês e francês.

O resultado reforça a tese de que o Canadá pode concentrar uma parcela maior do rentável mercado de educação internacional, especialmente diante das incertezas sobre as mudanças nas regras de entrada dos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump.

Para Ben Sowter, responsável pela Unidade de Inteligência da QS, a crescente popularidade do Canadá faz parte do aumento de “alternativas para os destinos de estudo tradicionalmente dominantes, tanto na Europa como na América do Norte”.

“O Canadá vai se tornar um ator importante”, prevê Sowter. Segundo ele, o país norte-americano pode atrair estudantes dos Estados Unidos, enquanto o Reino Unido pode perder alunos para a Irlanda, Holanda e países escandinavos.

Um porta-voz da cidade de Montreal confirma que houve um grande aumento no número de estudantes internacionais, especialmente da China, Índia, França e Irã.

Queda de Paris

Paris aparece, por sua vez, como a segunda colocada no ranking. A queda em relação ao levantamento anterior é atribuída ao custo de vida e à diminuição de certos critérios desejáveis, como segurança.

Sowter não acredita, no entanto, que haja uma ligação com os ataques terroristas na capital francesa. Ele afirma que poucas cidades são apontadas nas entrevistas com os alunos como mais atraentes do que Paris.

Segundo ele, os estudantes concordam que não há cidades com “risco zero”, seja Boston, Berlim ou Paris, todas têm mantido seu apelo.
Londres é Londres

Já a terceira cidade mais atraente para os estudantes, segundo o estudo, é Londres.

As instituições de ensino britânicas estão preocupadas, no entanto, com o impacto que o Brexit (saída da União Europeia) pode ter no Reino Unido, fazendo com que seja percebido como um destino menos acolhedor para os estudantes estrangeiros.

Pesquisas recentes de universidades britânicas revelaram uma queda de 7% na candidatura de estudantes da União Europeia.

Ainda não há sinais, no entanto, de um impacto negativo sobre Londres no ranking deste ano, uma vez que a capital do Reino Unido subiu da quinta para a terceira posição na lista.

É importante lembrar que a desvalorização da libra após o Brexit também facilitou o acesso a estudantes estrangeiros em termos financeiros.

As universidades de Londres obtêm alta pontuação devido à qualidade. “Nenhuma cidade possui a variedade e qualidade de universidades como Londres”, diz.

Assim como Boston (oitavo lugar) –que conta com a Universidade de Harvard, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) e a Universidade de Boston–, Londres e Paris também se beneficiam do grande número de instituições de ensino.

Fortaleza alemã

Além do Canadá, o outro único país com duas cidades no top 10 é a Alemanha, com Berlim, em sexto, e Munique, na nona posição.

O resultado reflete as vantagens financeiras da Alemanha para estudantes estrangeiros, que não pagam sequer taxa de matrícula.
Ásia vem aí

Os países asiáticos – principalmente China e Índia – fornecem o maior número de estudantes estrangeiros.

Mas os países asiáticos também estão atraindo alunos internacionais, com cinco cidades no top 20 do ranking, lideradas por Seul, que subiu para o quarto lugar, e Tóquio, que está em sétimo.

Xangai é a cidade chinesa com a melhor classificação, ocupando o 25º lugar. Já Mumbai (ex-Bombaim) é a primeira cidade indiana na lista, na 85ª posição.

Além de São Paulo (69º) e Rio de Janeiro (94º), outras cidades latino-americanas que aparecem no ranking são: Buenos Aires (42º), Cidade do México (51º), Santiago (62º), Bogotá (73º), Monterrey (76º) e Lima (99º).

O fato é que a competição para atrair estudantes internacionais é um grande negócio. Os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado, e as cifras anuais mostram que, pela primeira vez, mais de um milhão de estudantes estrangeiros se encontram em universidades do país. Apenas a China enviou cerca de 330.000 alunos.

Além dos benefícios que resultam dos contatos transnacionais para pesquisa e da projeção da influência cultural a nível internacional, estima-se que os estudantes estrangeiros contribuam com quase US$ 36 bilhões para a economia dos EUA.

Brasileiros ganham 4 medalhas na Olimpíada Ibero-Americana de Biologia

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Caio Adamian, Beatriz Marques, Bruno Gomes e Bernardo Collaço (Foto: Divulgação)

Caio Adamian, Beatriz Marques, Bruno Gomes e Bernardo Collaço (Foto: Divulgação)

 

Publicado na Galileu

Na última semana, a cidade de Brasília foi sede da 10ª Olimpíada Ibero-Americana de Biologia. A edição contou com a participação de estudantes de 12 países das Américas do Sul e Central, bem como de Portugal e Espanha.

Ao longo da competição, os estudantes fizeram três avaliações teóricas e práticas que envolvem assuntos como anatomia animal, botânica e citologia.

A delegação brasileira obteve ótimos resultados. No total, foram quatro medalhas conquistadas: uma de ouro, que foi para Bruno Teixeira Gomes, de Fortaleza, no Ceará; duas pratas obtidas pelos estudantes Beatriaz Marques de Brito, de São Paulo capital, e Bernardo Habriele Collação, de Fortaleza, no Ceará; e um bronze para Caio Manuel Caetano Adamian, também de Fortaleza.

Parabéns aos nossos estudantes!

Escola pública de Fortaleza é campeã no Enem e se destaca na aprovação em universidades

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Das turmas de 2013 da Escola Estadual Adauto Bezerra, quase a metade dos alunos garantiu o ingresso no Ensino Superior, sendo 144 em universidades públicas

Estudantes comemoram relacionamento com professores (FOTO: Roberta Tavares/Tribuna do Ceará)

Estudantes comemoram relacionamento com professores (FOTO: Roberta Tavares/Tribuna do Ceará)

Roberta Tavares, na Tribuna do Ceará

Grades esverdeadas, quadras esportivas e bibliotecas repletas de estudantes na hora do intervalo e muito (muito!) barulho. A Escola Estadual Adauto Bezerra, em Fortaleza, poderia passar despercebida entre tantas na cidade. A diferença dela seria o estudante João Victor Santos, que, aos 16 anos, surpreendeu o Brasil depois de acertar 172 de 180 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. Mas não é apenas isso.

Em todos os cantos da escola pública são exibidos cartazes com o desempenho dos alunos. Os resultados enchem os olhos. “O caso do João Victor trouxe ênfase no nosso trabalho escolar. Ele trouxe uma dinâmica meio louca para a escola, que foi noticiada em todo o país e deu uma visibilidade muito grande para a escola pública. A nossa sociedade precisava ouvir isso: que a escola pública tem sua importância”, afirma o coordenador Humberto Mendes.

Logo na entrada, um cartaz mostra que foram 60 aprovações na Universidade Federal do Ceará (UFC), 21 no Instituto Federal do Ceará (IFCE), 18 na Universidade Estadual do Ceará (Uece), 45 em outras instituições de ensino e 80 no Programa Universidade Para Todos (Prouni). Das turmas de 2013, quase a metade dos alunos garantiu o ingresso no Ensino Superior, 144 em universidades públicas. “O pessoal olha para esses resultados e sente vontade de fazer parte disso. O Adauto Bezerra realmente é um grande link do aluno para chegar à universidade”, conta o diretor Otacílio Bessa.

Em 2014, a escola voltada para o Ensino Médio conta com cerca de 2 mil alunos nos três turnos. O diferencial é a motivação dos estudantes, encorajando-os a acreditar que podem alcançar os sonhos desde o primeiro dia de aula. “O trabalho de motivação é um dos carros-chefe da nossa escola. A gestão anda muito em sintonia com o trabalho. Logo que o aluno chega aqui, a gente conversa, discute técnicas, troca informações sobre profissões, sobre Ensino Superior e sobre Enem”, explica.

A escola Adauto Bezerra, no Bairro de Fátima, é central e recebe alunos de toda a Região Metropolitana de Fortaleza. Anualmente, são matriculados alunos de 140 bairros e comunidades diferentes, algumas bem distantes. “Eles já vêm na perspectiva de que a escola dê esse suporte para entrarem na universidade”, acrescenta o coordenador. Os estudantes participam de simulados e de concursos desde os primeiros anos. No 3º ano do Ensino Médio, a vontade de estudar vai se intensificando cada vez mais. “Costumamos participar de concursos estaduais ou nacionais. Tivemos 17 menções honrosas da Olimpíada Nacional de Matemática das escolas públicas”, comemora Otacílio.

A escola também direcionou o ensino para a prova do Enem. Os alunos participam de oficinas temáticas, como a de redação. Em pequenos grupos, eles são orientados pela professora de literatura, que explica onde estão os erros de cada um. Outro ponto positivo que os gestores indicam é a inexistência de processo seletivo para a entrada na escola. A maioria dos estudantes vem da rede municipal ou estadual. “O aluno que chega com todas as suas deficiências, em três anos consegue ampliar seus horizontes e tem uma grande chance de entrar na universidade”, diz o coordenador.

De acordo com a aluna Jéssica Oliveira, de 15 anos, vencedora do prêmio Cidadania Judiciária, com uma redação sobre acesso aos direitos sociais, o estímulo dos professores é essencial para o sucesso dos alunos. “Eu ganhei um tablet no concurso, e isso devo aos professores que preparam a gente muito bem. Eles não dão apenas aula, eles são amigos da gente. Isso me dá gosto de vir para a escola. O Adauto Bezerra tem condições de formar bem um aluno, porque outras escolas não têm estrutura e nem professores suficientes”, lembra a estudante, que está no 2º ano do Ensino Médio e pretende ser psicóloga.

O estudante David Mota dá ênfase à formação dos docentes. Segundo o aluno que pretende cursar Jornalismo na UFC, a maioria tem pós-graduação, Mestrado e até Doutorado. “Os professores dão aula com prazer, e aqui acaba sendo uma grande família. Eu acredito que a gente pode entrar na faculdade, tanto pelo incentivo que a escola dá quanto por nós mesmos. O Adauto é uma escola pública e muitos alunos são de baixa renda, mas têm visão de futuro ampliada. ‘O impossível é só questão de opinião”, finaliza.

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