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Enigmas matemáticos que ninguém foi capaz de resolver valem milhões de dólares

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Publicado na Livraria da Folha

Em “Os Mistérios dos Números“, Marcus du Sautoy, professor no Instituto de Matemática da Universidade de Oxford e pesquisador da Royal Society, apresenta cinco enigmas matemáticos que, até agora, ninguém conseguiu solucionar.

Autor reúne inúmeros problemas, contando a história por trás deles (Divulgação)

Autor reúne inúmeros problemas, contando a história por trás deles (Divulgação)

“Resolver um desses enigmas não lhe trará apenas renome na matemática –trará também uma fortuna astronômica”, escreve Sautoy. “Um empresário americano, Landon Clay, ofereceu o prêmio de US$ 1 milhão para a solução de cada um desses mistérios matemáticos”.

Pode parecer estranho que um empresário arrisque uma fortuna em charadas numéricas. Porém, basta lembrar de que a ciência, a tecnologia e a economia dependem dos números para gerar riqueza. A premiação de Clay é um investimento que provavelmente trará um lucro ainda maior.

A cada capítulo do livro, um dos mistérios matemáticos é exposto pelo autor –“O Estranho Caso dos Infinitos Números Primos”, “A História da Forma Imprecisa”, “O Segredo da Sequência Vencedora”, “O Caso do Código Impossível de Ser Quebrado” e “Em Busca da Predição do Futuro”.

“Nesses cinco capítulos, quero trazer a matemática para a vida, mostrar a você parte da grande matemática que descobrimos até hoje”, diz o autor. Além dos desafios milionários, Sautoy ensina como medir o tamanho de um país, criar uma senha impossível de ser violada, a ganhar no pôquer e no Banco Imobiliário, atirar corretamente um bumerangue e falsificar uma obra do pintor Jackson Pollock.

Marcus du Sautoy também é autor de “A Música dos Números Primos”. “Os Mistérios dos Números”, publicado no Brasil pela editora Zahar, tem lançamento previsto para o dia 22 deste mês.

As maiores declarações de amor da literatura universal

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O Nascimento de Vénus, de Sandro Botticelli

O Nascimento de Vénus, de Sandro Botticelli

Car­los Wil­li­an Lei­te, no Revista Bula

Dando sequencia a série de melhores trechos de livros, pedi aos leitores, seguidores do Twitter e Facebook — escritores, jornalistas, professores —, que apontassem, entre passagens literárias memoráveis, quais eram as maiores declarações de amor da história da literatura.

Na lista, aparecem personagens dos mais díspares perfis, em comum entre eles, apenas a paixão flamejante. De Humbert Humbert, personagem de Vladimir Nabokov, descrevendo Dolores Haze, em “Lolita”— o mais citado —,  até a metáfora da pedra de Bolonha, do romance “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, de Goethe, que imortaliza não apenas o amor de Werther por Carlota, mas todos os grandes amores da literatura universal.

Abaixo, a lista baseada no número de citações e uma pequena amostra do amor incendiário dos personagens selecionados.

Carta a D.
André Gorz
(De André Gorz para Dorine Keir)

Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinquenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher. Eu só preciso lhe dizer de novo essas coisas simples antes de abordar questões que, não faz muito tempo, têm me atormentado. Por que você está tão pouco presente no que escrevi, se a nossa união é o que existe de mais importante na minha vida?

Primo Basílio
Eça de Queiroz
(De Basílio para Luísa)

Que outros desejem a fortuna, a glória, as honras, eu desejo-te a ti! Só a ti, minha pomba, porque tu és o único laço que me prende à vida, e se amanhã perdesse o teu amor, juro-te que punha um termo, com uma boa bala, a esta existência inútil. E Luísa tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante.

Dom Quixote
Miguel de Cervantes
(De Dom Quixote para Dulcinéia)

Ó Dulcinéia del Toboso, dia da minha noite, glória da minha pena, norte dos meus caminhos, estrela da minha ventura (assim o céu te depare favorável em tudo que lhe pedires!), considera, te peço, o lugar e o estado a que a tua ausência me conduziu, e correspondas propícia ao que deves à minha fé! Ó solitárias árvores, que de hoje em diante ficareis acompanhando a minha solidão, dai mostras com o movimento das vossas ramarias de que vos não anoja a minha presença! Ó tu, escudeiro meu, agradável companheiro em meus sucessos prósperos e adversos, toma bem na memória o que vou fazer à tua vista, para que pontualmente o repitas à causadora única de tudo isto!

Romeu e Julieta
William Shakespeare
(De Julieta para Romeu)

Meu inimigo é apenas o teu nome. Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume. Assim Romeu, se não tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca teu nome, e, em troca dele, que não é parte alguma de ti mesmo, fica comigo inteira.

Lolita
Vladimir Nabokov
(Humbert sobre Dolores Haze)

Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta.  Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita. Será que teve uma precursora? Sim, de fato teve. Na verdade, talvez jamais teria existido uma Lolita se, em certo verão, eu não houvesse amado uma menina primordial.

Os Sofrimentos do Jovem Werther 
Johann Wolfgang von Goethe
(Werther sobre Carlota)

Hoje não pude ir ver Carlota, uma visita inesperada me segurou em casa. Que havia a fazer? Mandei o meu criado ao encontro dela, só para ter junto de mim alguém que tivesse estado em sua presença. Com que impaciência o esperei, com que alegria tornei a vê-lo! Não tivesse vergonha e teria me atirado ao seu pescoço e coberto seu rosto de beijos. Falam que a pedra de Bolonha, quando exposta ao sol, absorve seus raios e reluz por algum tempo durante a noite. Dava-se o mesmo comigo e aquele rapaz. A lembrança de que os olhos de Carlota haviam pousado em seu rosto, em suas faces, nos botões de sua casaca e na gola de seu sobretudo, tornava-o tão querido, tão sagrado para mim!

A Trégua
Mario Benedetti
(Martín Santomé sobre Avella­neda)

Ah, os velhos tempos em que Avellaneda era só um sobrenome, o sobrenome da nova auxiliar (faz apenas cinco meses que anotei: A mocinha não parece ter muita vontade de trabalhar, mas pelo menos compreende o que a gente explica), a etiqueta para identificar aquela pessoinha de testa ampla e boca grande que me olhava com enorme respeito. Ali estava ela agora, diante de mim, envolta em sua manta. Não me lembro de como era ela quando me parecia insignificante, inibida, nada além de simpática. Só me lembro de como é agora: uma deliciosa mulherzinha que me atrai, que me alegra absurdamente o coração, que me conquista.

dica do Walter Mendes

Após gastar fortuna com aulas, “mãe-tigre” desiste de ser durona

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Britânica abandonou o método chinês de educação após perceber que a filha estava se afastando / Foto: Reprodução

Publicado por Terra

O relato de uma mãe que seguia o criticado método de educação chinês conhecido como “mãe-tigre” ganhou destaque nesta semana no jornal britânico Daily Mail. A jornalista Tanith Carey afirma que gastou uma pequena fortuna com aulas de mandarim, matemática, violino e até com um tutor que cobrava 75 libras por hora para orientar os estudos da menina de apenas 11 anos. Segundo Carey, depois de alguns anos incentivando a filha a se tornar uma “pessoa brilhante” ela percebeu que acontecia o contrário: a pequena Lily havia se tornado uma garota introspectiva e distante da mãe.
A britânica, que mora em Londres, conta que teve uma infância “negligenciada”, já que não era estimulada pelos pais a estudar. Então, quando a filha nasceu, em 2001, decidiu fazer diferente: “Eu achava que era meu dever estimular a Lily com brinquedos educativos, jogos e vídeos”, disse ao confessar que tinha se convencido, a partir de “descobertas da neurociência”, que precisava estimular o conhecimento. Na estante da jornalista estavam livros que mostrariam como “fazer dos filhos pessoas brilhantes”.

Ela conta que na creche particular onde matriculou Lily aos 3 anos, via outras mães também ansiosas para tornar seus filhos os melhores. Com o tempo, percebeu que a “disputa” pela superioridade havia se tornado algo estressante. “Se uma das mães via uma criança com a pasta das aulas de matemática do Kumon (método de ensino que estimula o raciocínio), todas corriam para fazer a matrícula porque havia medo de deixar os nossos filhos para trás (…) Mas pouco a pouco, essa viagem que tinha começado tão emocionante e gratificante foi se transformando em um jogo estressante de superioridade”.

A mãe conta que o “alarme” começou a tocar quando Lily tinha 9 anos e venceu um prêmio de ciências na escola. Enquanto ela vibrava com a conquista, a filha não parava de chorar. Nos anos seguintes a situação piorou, já que a menina não queria mais fazer as lições, pois tinha medo de errar. Os pais decidiram levar a menina a um psicólogo, que constatou o quanto a autoestima de Lily havia sido afetada. “Ela sentia que precisava ser melhor em tudo e quando sabia que não conseguiria ser, ela achava melhor se fechar e não fazer nada”. A mãe ainda conta que a filha estava se afastando dela. “Foi doloroso, mas precisei matar a mãe-tigre que existia dentro de mim”.

A decisão veio recentemente, depois de fazer a inscrição em cinco das melhores escolas de Londres. “Apesar de gastar uma pequena fortuna na inscrição para as melhores escolas de Londres, eu decidi que a minha filha pdoeria escolher a escola onde estudar. Um colégio do Estado onde ela pode não brilhar como estrelas, mas vai crescer como uma pessoa inteira, ser pressão por resultados”. A mãe ainda completa o relato afirmando que quando a filha chega em casa da escola, não pergunta mais sobre qual foi o desempenho no dia, e sim como ela está.

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