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Fahrenheit 451 | Adaptação da HBO tem sua primeira foto divulgada

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Telefilme ainda não tem previsão de estreia

Athur Eloi, no Omelete

O telefilme de Fahrenheit 451 da HBO teve sua primeira imagem divulgada, que mostra Michael B. Jordan (Creed) e Michael Shannon (Homem de Aço) com um lança-chamas – veja abaixo:

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Baseada na obra de Ray Bradbury, a história de Fahrenheit 451 mostra um futuro aterrorizante, no qual as pessoas sofrem lavagem cerebral de programas de televisão idiotizantes de um governo ditatorial. O corpo de bombeiros é obrigado a iniciar incêndios, tendo como alvo qualquer tipo de literatura (451 é a temperatura em graus fahrenheit da queima dos livros).

O herói, papel de B. Jordan, é um desses bombeiros, e o conflito começa quando ele questiona o sistema. Shannon faz o chefe e mentor do bombeiro. Já Sofia Boutella (A Múmia) viverá Clarisse, uma informante que se encontra dividida entre os interesses do protagonista e do mentor.

O livro teve uma versão para as telas em 1966, dirigida por François Truffaut (1932-1984). A nova versão tem roteiro e direção de Ramin Bahrani com Amir Naderi, e seu parceiro de 99 Casas – longa de 2014 que foi estrelado por Shannon.

Ainda não há previsão de estreia para o telefilme de Fahrenheit 451 na HBO.

Foto registra fantasma no hotel que inspirou O Iluminado

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Publicado no Literatura Policial

FANTASMA – Uma foto do que parece ser uma pessoa em pé, parada no topo das escadas de um hotel, tem gerado polêmica nos Estados Unidos. Em visita ao Colorado, o diretor e relações públicas de um museu de Houston, Henry Yau, quis conhecer o famoso Hotel Stanley, depois de saber que o lugar inspirou o escritor Stephen King a escrever um de seus livros mais famosos.

Ele disse que utilizou um recurso panorâmico do celular para capturar uma foto apenas da escada, no hall de entrada, e que normalmente não gosta de fotografar pessoas. Porém, quando olhou o resultado da foto no dia seguinte, havia uma pessoa parada no topo das escadas. Então ele postou a foto no Facebook, com um círculo vermelho ao redor da figura estranha. Veja aqui:

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O lugar tem mesmo a fama de ser mal assombrado, como já escrevemos em um post publicado anteriormente aqui no blog. Construído em 1909, o Hotel Stanley apresenta atividade paranormal desde 1970. Uma das explicações é que ele é habitado pelos antigos proprietários F.O. Stanley e sua esposa Flora, geralmente “vistos” na Sala de Bilhar ou fazendo o piano da sala de música tocar sozinho. Em 1974, Stephen King se hospedou no quarto 217 e foi lá que ele se inspirou para escrever O Iluminado.

(Fonte: Via ClickHouston – Imagem: Henry Yau)

Machado de Assis aparece em foto, ao lado de princesa Isabel, numa missa que homenageou o fim da escravidão

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Reprodução

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Autores como Sidney Chalhoub, Alfredo Bosi, John Gledson e Roberto Schwarz mostram que o autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas não era alienado

Euler de França Belém, no Jornal Opção

Durante anos, leituras apressadas e redutoras frisaram que Machado de Assis (1839-1908), o maior escritor brasileiro, autor do seminal romance “Memórias Póstumas de Brás Cubas” — que influenciou, entre outros, Philip Roth —, era politicamente “alienado”. Não era, claro. Mas sua sutileza verbal, sua linguagem apurada e irônica e sua ambiguidade à Henry James não são percebidas por leituras à realismo socialista. Sua prosa, cada vez mais estudada no e fora do Brasil, por expert como o brasileiro Alfredo Bosi e o britânico John Gledson, está sempre revelando coisas novas, descortinando seu tempo e, ao seu modo, dialogando com o futuro. Pode-se dizer que Machado de Assis passou a ser mais conhecido na medida que escritores começaram a “repeti-lo”, mesmo sem citá-lo diretamente, e os críticos passaram a lê-lo com mais atenção. Agora, os jornais revelam mais uma “surpresa” do criador de “Dom Casmurro”. Uma fotografia o mostra — tudo indica que se trata do escritor — numa missa campal realizada no dia 17 de maio de 1888, há 127 anos, em São Cistovão, no Rio de Janeiro.

Era uma homenagem à abolição escravidão e Machado de Assis estava presente — próximo da Princesa Isabel e do marido desta, o conde D’Eu. O portal Brasiliana Fotográfica ampliou a fotografia — 15 vezes — e, por isso, ficou mais fácil identificá-lo. A “Folha de S. Paulo” ouviu especialistas em Machado de Assis e eles concordam que a pessoa é mesmo muito parecida com o escritor.

“A foto é uma representação muito importante do contexto da época, e ainda demonstra que Machado estava próximo da questão abolicionista”, disse Sergio Burgi, coordenador de fotografia do Instituto Moreira Sales, à “Folha”.

Ubiratan Machado, autor do “Dicionário de Machado de Assis”, afirma que “a presença” do autor de “O alienista” na missa era “fato até hoje desconhecido pelos biógrafos”. O que prova que o autor que morreu há 107 anos — no ano em que nasceu Guimarães Rosa, o Machado de Assis do modernismo literário — ainda é um enigma e carece de novas pesquisas. O livro “Machado de Assis Historiador”, de Sidney Chalhoub, revela que o escritor tinha uma compreensão poderosa de seu tempo — inclusive (talvez sobretudo) da escravidão. Roberto Schwarz e Raymundo Faoro, nos seus clássicos, mostraram o tanto que Machado de Assis era atento ao seu tempo e o registrou com a finura do escritor, não com o registro às vezes seco e frio do historiador.

“Não bato o martelo de que é o Machado, mas realmente parece muito com ele”, disse Valentim Facioli, mestre aposentado da USP, à “Folha”. “Se for realmente ele, é mais uma prova para desqualificar as bobagens de que Machado era indiferente à escravidão. Sempre foi um abolicionista, mas à moda dele, sem militar em grupos ou comícios”, afirma. O livro de Sidney Chalhoub comprova, em detalhes, que as preocupações sociais de Machado são expostas, ainda que não de maneira engajada, na sua prosa perspicaz e antenada.

O pesquisador britânico John Gledson, um dos maiores machadianos internacionais, concorda com seus pares: “Parece realmente o Machado daquele período. Me surpreende que ele estivesse tão perto da princesa. Ele não era exatamente membro da elite, embora já fosse famoso na época”. Se foi uma jogada de “marketing” da princesa, tê-lo tão perto, o tempo mostra que foi um acerto. A fotografia indica que tanta a aristocrata quanto o intelectual plebeu tinham sensibilidade social e estavam conectados com os tempos ventos-tempos.

Carta de Karl Marx é vendida por US$ 678 mil em leilão na China

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Foto: Reprodução/Xiling Yinshe

Foto: Reprodução/Xiling Yinshe

Publicado por BOL Notícias

Uma carta do filósofo alemão Karl Marx, junto com uma fotografia do pensador, foi vendida por US$ 678 mil em um leilão realizado na China.

Segundo informou nesta terça-feira o jornal “China Daily”, o lote foi oferecido em um leilão especial sobre documentos originais dos pioneiros do comunismo realizado na casa Xiling Yinshe da cidade chinesa de Hangzhou (província de Zhejiang, leste do país).

Na fotografia leiloada, é possível ver Marx com os cabelos e a barba longos e envelhecidos, vestido com um traje escuro e uma camisa branca sobre a qual destaca-se um monóculo que leva pendurado ao pescoço, apoiando sobre uma mesa seu braço direito enquanto coloca o dedão na gola de sua jaqueta.

A carta vendida ontem foi escrita em 2 de junho de 1881 pelo filósofo, que morreu em Londres em 1883 aos 63 anos de idade.

Como consequência de sua má saúde, o intelectual baixou notavelmente sua produção em seus últimos anos de vida, por isso que esta carta é um dos poucos escritos que foram conservados desta etapa.

No documento, que ocupa uma página (incluindo um longa post scriptum), o autor de “O capital” menciona Friedrich Engels e a sua esposa e se refere aos pensamentos progressistas do século XIX.

Esta carta assinada por um dos pais do comunismo já foi publicada na versão chinesa das Obras Completas de Marx e Engels e em uma monografia russa sobre o pensador.

Na República Popular da China, os estudos da obra de Marx e das ideias marxistas são obrigatórios na educação média e universitária, já que nelas se inspirou a construção de seu sistema político atual, que entrou em vigor em 1949.

No entanto, em um leilão que aconteceu em julho em Xangai, no qual foi colocada à venda outra carta do filósofo alemão, ninguém ofereceu os US$ 1,34 milhão que era pedido para começar o leilão.

dica do Guilherme Massuia

Site francês usa foto de mulheres de biquíni ao noticiar participação brasileira em evento literário

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Uma das revistas mais importantes da França, ‘Le nouvel observateur’ falou sobre os escritores convidados ao Salão do Livro de Paris

Site francês usa foto de mulheres de biquini ao noticiar participação brasileira no Salão do Livro de Paris - Reprodução

Site francês usa foto de mulheres de biquíni ao noticiar participação brasileira no Salão do Livro de Paris – Reprodução

Bolívar Torres, em O Globo

A lista dos 48 autores que representarão o Brasil no Salão do Livro de Paris, que acontece entre 20 e 23 de março de 2015, acaba de ser anunciada. E a polêmica já começou — não por causa dos nomes escolhidos, mas sim por causa de uma matéria publicada no site da revista francesa “Le nouvel observateur”, uma das mais importantes do país. Ao noticiar os escritores convidados do Brasil, país homenageado no evento, o semanário usou a foto de três mulheres de biquíni, na praia, em poses sensuais. Uma imagem que pouco diz sobre literatura — e que ainda reforça clichês sobre a imagem do Brasil.

Na legenda da foto, o site informa que se trata de “Torcedoras brasileiras, na última copa do mundo”. Mas uma simples busca no Google mostra que as modelos na foto sequer são brasileiras, e sim dançarinas inglesas que posaram num ensaio temático sobre o Brasil. Ironicamente, a matéria também destaca que a seleção de autores tem como objetivo “refletir a riqueza da produção intelectual contemporânea” do país. Nas redes sociais, editora e tradutora francesa Paula Anacaona, que publica alguns dos autores convidados na França, repudia a reportagem.

“Olhem o que uma revista francesa colocou para ilustrar o artigo sobre o convite do Brasil no Salon du Livre… Desesperador, né??”, escreveu em seu perfil no Facebook.

— Quando vi essa foto, pensei que era uma brincadeira. Mas não, o jornalista não fez uma brincadeira — diz Paula, em entrevista por email. — Ele quis ilustrar o seu artigo sobre o Brasil e a Feira do livro e pensou nisso: praia, biquíni… É justamente contra esse tipo de preconceito que eu batalho todo dia aqui, com minha editora especializada no Brasil. Na cabeça do francês, o Brasil não é um pais literário. Por mais que você tente, por mais dinheiro você gaste, parece que os franceses não querem deixar de lado esse estereótipo. Sou uma otimista, tenho fé que um dia isso mude, mas às vezes dá vontade de chorar de desespero.

Ela ironiza:

— Será que vou pedir para meus autores, quando chegarem em Paris, vestirem um biquíni nas palestras?

Para a escritora Carola Saavedra, uma das convidadas do evento, “não há como não comentar a foto”.

— É como se, ao anunciar a França como país convidado para um evento literário no Brasil, utilizássemos fotos de dançarinas de cancan — diz.

Outra representante brasileira, Tatiana Salem Levy definiu a matéria como “triste”.

— Significa que teremos trabalho pela frente, lá no salão mesmo, para ver se um dia conseguimos mudar esse clichê do Brasil — opina. — É sempre assim, onde há Brasil, há mulher de biquini e futebol. Por isso, é tão importante investirmos na exportação da literatura, do cinema, do teatro, das artes plásticas. Assim, com o tempo, pode ser que isso mude e em vez de fotos de mulheres de biquíni vejamos fotos de escritores.

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