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Mary Shelley | Assista ao trailer da origem de Frankenstein

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Mary Shelley nos contará como uma história de amor inspirou a criação de um dos maiores best-sellers da história.

Flavia Viana, no Mundo Hype

Elle Fanning dará vida a Mary Shelley, mulher responsável pela criação dessa obra literária que desde 1818 é vendida e é sucesso, tendo inspirado peças de teatro, filmes, séries e outros livros, ficando ao lado de Drácula e Médico e o Monstro na prateleira de clássicos. O livro, além de tudo o que representa, é um dos primeiros passos da ficção científica que conhecemos hoje.

Maisie Willians, a Arya de Game of Thrones, também está no elenco. Douglas Both também está no longa.

O filme chega aos cinemas americanos no dia 25 de maio. O longa é dirigido por Haifaa Al Mansour.

Onze livros para ler sozinho (e às escuras) neste Halloween

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Dia 31 de outubro é dia das bruxas e uma boa oportunidade para ler alguns dos melhores clássicos de terror. O Observador selecionou os que lhe vão deixar os cabelos em pé.

Publicado no Observador

Diz a tradição que na noite de 31 de outubro o véu que separa o mundo dos vivos do dos mortos fica mais tênue. Os antigos celtas, os primeiros a celebrarem o Halloween, acreditavam que, nessa data, os mortos regressavam à terra e que os deuses e os outros seres do submundo passeavam por entre os vivos. O Halloween era, por isso, uma época de festa mas também de homenagem àqueles que já tinham partido.

Passados vários séculos, a tradição celta ainda sobrevive. A sua popularização pela cultura norte-americana fez com que se tornasse numa celebração transversal a todas as nacionalidades e crenças. O Halloween é hoje celebrado da mesma forma nos quatro cantos do mundo — crianças e adultos mascaram-se de personagens aterradoras e saem à rua para assustar os vivos, pedem-se doces e há quem goste de ver filmes de terror. Porque o Halloween é o tempo do fantástico e do sobrenatural.

Por esse motivo, este ano decidimos escolher 13 livros que são ideais para ler no Dia das Bruxas — de Tim Burton a Edgar Allan Poe, passando pelo mestre Stephen King e pelo maior clássicos de todos, Drácula. Tudo para que não passe o feriado de 1 de novembro no sofá a rever o Sexta-Feira 13 (que certamente estará a dar num qualquer canal de televisão).

1 -A Morte Melancólica do Rapaz Ostra & Outras Histórias, Tim Burton

Todas a gente conhece Tim Burton, o realizador, mas nem todos conhecem Tim Burton, o escritor. A verdade é que, em 1997, Burton publicou um pequeno livro de histórias onde as personagens principais são crianças como a Rapariga Vodoo ou o Rapaz Robô — crianças híbridas, “estranhas” e desajustadas que se esforçam por ser amadas num mundo que não as consegue compreender.

A Morte Melancólica do Rapaz Ostra & Outras Histórias foi publicado em Portugal pela primeira vez em 2007, pela Antígona, e ainda se encontra disponível para compra. A tradução foi feita por Margarida Vale Gato, que traduziu os poemas de Edgar Allan Poe publicados pela Tinta-da-China.

Diz a lenda que o título da obra é o mesmo que um texto do romancista e guionista Michael McDowell destinado à Taboo, uma antologia de banda desenhada de terror criada por Steve Bissette, e que nunca viria a ver a luz do dia. Quer seja verdade ou não, o livro Burton é ideal para todos os fãs do criador de Eduardo Mãos de Tesoura, mas também para todos aqueles que dizem que não a um bocadinho de humor negro.

2 – O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares, Ransom Riggs

Ransom Riggs sempre teve uma coisa por fotografias antigas. A sua coleção, composta por dezenas de exemplares, é de tal forma curiosa que o seu editor tentou convencê-lo a lançar um livro. Só que, em vez disso, Riggs decidiu usar as imagens como ponto de partida para uma narrativa que se viria a transformar no seu romance de estreia (antes disso só tinha publicado um livro sobre Sherlock Holmes).

O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares saiu em 2011 (com as próprias fotografias de Riggs a ilustrar) e o sucesso foi tão grande que chegou ao top dez do The New York Times, já depois de ter vendido dois milhões de exemplares. A Portugal chegou este ano, a poucas semanas da estreia da adaptação de Tim Burton, que conta com a atriz Eva Green num dos papéis principais.

O romance segue a historia de Jacob, um jovem de 16 anos que se vê obrigado a viajar até a uma remota ilha no País de Gales depois de uma tragédia familiar. Aí, encontra as ruínas de um lar para crianças “peculiares”, ao cuidado da Senhora Peregrine.

3 – Contos Fantásticos, Edgar Allan Poe

Editado pela Ulisseia, Contos Fantásticos reúne as melhores histórias de Edgar Allan Poe, um dos precursores da literatura de ficção científica e fantástica e considerado por muitos um dos pais da literatura policial moderna. Este volume inclui alguns dos seus contos emblemáticos, como “A queda da casa de Usher”, “O coração revelador” ou “O barril de Amontillado”. A quantidade de horror perfeita para o Halloween.

Se prefere antes mergulhar a fundo na obra em prosa do escritor norte-americano, nascido em 1809 em Boston, pode sempre optar pela obra completa — Todos os Contos — lançada pela Temas e Debates em 2014. A Tinta-da-China tem também uma edição ilustrada (e em capa dura) da obra poética completa do autor, com tradução, introdução e notas de Margarida Vale de Gato. As ilustrações são de Filipe Abranches.

Se, por outro lado, tiver curiosidade em conhecer mais sobre a vida de Poe, que morreu precocemente em 1849, com apenas 40 anos, a Saída de Emergência publicou em 2009 a extraordinária biografia de Peter Ackroyd — Poe, Uma Vida Abreviada. Vale a pena ler.

4 – Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft, H.P. Lovecraft

Quando se fala de literatura fantástica e de terror, é difícil não falar de Howard Phillips Lovecraft. Considerado por muitos como um dos mais importantes escritores do género do século XX, Lovecraft escreveu poemas, contos e uma extensa correspondência que muitos consideram ser a sua obra-prima. Apesar da produção literária variada, foi pelo Mito de Cthulhu — uma personagem mítica parte polvo, parte homem e parte dragão — que acabou por se tornar conhecido, várias décadas depois da sua morte, em 1937.

É exatamente com a história do monstro, “O Despertar de Cthulhu”, que se inicia o primeiro volume de Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft, editado pela Saída de Emergência. Ao todo, a editora lançou quatro volumes com textos curtos escritos pelo escritor norte-americano, com organização de José Manuel Lopes, professor na Universidade Lusófona, em Lisboa, e introduções escritas por Fernando Ribeiro, vocalista da banda de heavy metal Moonspell.

Publicado originalmente em 2009, o primeiro volume dos contos de Lovecraft esteve esgotado durante mais de dois anos. Foi recentemente editado numa tiragem “super limitada”.

5 – Harry Potter e a Câmara Secreta, J.K. Rowling

“A Câmara secreta foi aberta. Inimigos do herdeiro, cuidado.”

No Halloween, não podia faltar um dos livros de Harry Potter. É que na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts, a data é sempre assinalada de forma especial. O grande salão enche-se de abóboras flutuantes e velas, caldeirões recheados de dores de todas as cores e bolo de cenoura e abóbora. É uma das festas mais esperadas do ano — para os alunos mas também para os fantasmas residentes, que fazem sempre questão de aparecer nas celebrações.

Harry Potter e a Câmara dos Secreta é, provavelmente, um dos livros mais negros da saga escrita por J.K. Rowling. Repleto de mistério, o romance, publicado originalmente em 1998, tem todos os ingredientes de um bom thriller — suspense e muito mistério. Além disso, é o primeiro livro onde surge Dobby, o elfo doméstico, uma das personagens mais acarinhadas pelos potterheards, o que torna a obra ainda mais especial.

6 – O Aperto do Parafuso, Henry James

Conhecido pelo romance Retrato de Uma Senhora, Henry James também se dedicou à literatura de terror. Uma das suas obras mais conhecidas é o conto “O Aperto do Parafuso”, criado no final do século XIX em resposta a um desafio lançado pela revista Colliers’ Weekly, que lhe propôs que que escrevesse “um produto da época”.

O século XIX foi o século das histórias de terror e da literatura gótica, e foi exatamente isso que James se propôs a fazer. Baseando-se numa história que (mais…)

5 livros de ficção que acertaram em cheio sobre o futuro

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Fábio Jordão, no TecMundo

A realidade tem inúmeras influências na literatura, mas, às vezes, pode acontecer o caminho inverso. Seja de maneira involuntária ou proposital, muitas vezes o mundo real se inspira no fantasioso e acaba criando uma realidade nunca antes imaginada.

Não são raros os escritores que tiveram capacidades inacreditáveis para criar histórias sobre o futuro, com ideias pra lá de malucas na época, mas algumas foram tão certeiras que é assustador olharmos para trás e vermos que a riqueza de detalhes nas descrições é tão similar à nossa realidade.

Pensando nisso, resolvemos separar algumas obras de ficção científica escritas nos últimos dois séculos que têm diversas semelhanças com o nosso cotidiano. É importante ressaltar que há dezenas de livros desse tipo, mas escolhemos alguns mais peculiares e famosos. Evidentemente, você pode dar sua contribuição nos comentários.

Ralph 124C 41+

O ano era 1911, e um gênio chamado Hugo Gernsback publicava a primeira parte da história “Ralph 124C 41+” (que teria doze partes no total). Trata-se de uma obra que, em boa parte, praticamente previa nossa atual realidade. Em 1925, essa história foi reunida em um único livro, o que garantiu que muitas pessoas conhecessem as ideias inusitadas de Gernsback.

O nome por si só já é curioso, visto que não faz muito sentido para quem apenas visualizar um bocado de números. Todavia, esse código tem um significado em inglês: One (1) to (2) foresee (4C) for (4) one (1) another (+), que em português seria algo como “Um para prever para o outro”.

A grande genialidade aqui é que, basicamente, o autor conseguiu ter uma noção de quase toda a nossa tecnologia moderna, incluindo televisões (com canais), controles remotos, telefones com vídeo, aviões capazes de realizar voos transcontinentais, energia solar colocada em prática, filmes com som, comidas sintéticas, roupas artificiais, gravadores de fitas e até mesmo as viagens espaciais.

Falando assim, até parece que o escritor entrou em uma máquina do tempo e esteve no meio de nós para vislumbrar todas essas coisas (e talvez ele realmente tenha feito essa viagem), afinal são muitas ideias que deram certo. Não é de se duvidar que muitos cientistas tenham aproveitado algumas de suas ideias para bolar invenções fantásticas.

2001: Uma Odisseia no Espaço

A obra de Arthur C. Clarke escrita em 1968, que ficou mundialmente conhecida após a adaptação de Stanley Kubrick (filme de mesmo nome que foi lançado em 1969) para os cinemas, previa algumas coisas que realmente existiriam no futuro, ou seja, no nosso presente.

Clarke acertou em algumas ideias, incluindo viagens espaciais (ainda que não possamos viajar da mesma forma como ele descrevia, fazemos passeios até a Lua e bolamos planos de ir até Marte), computadores muito avançados (os nosso estão quase chegando ao mesmo patamar) e iPads.

iPads? Sim! Os personagens da história “2001: Uma Odisseia no Espaço” recebiam notícias e se comunicavam com “papéis eletrônicos”. O iPad não é tão fino quanto um papel, mas ele é bem parecido com o que também vimos no filme de Kubrick. A única coisa errada mesmo foi o ano: uma tecnologia que era prevista para 2001 acabou saindo apenas em 2010.

Neuromancer

William Gibson não teve uma visão de um futuro tão distante, mas é surpreendente perceber que o autor conseguiu descrever tão bem a nossa atual realidade quando a internet ainda estava dando seus primeiros passos. No livro “Neuromancer” , lançado em 1984, o escritor conta a história de um hacker que vive em um futuro totalmente conectado.

Até aí, nada de extraordinário, porém a grande sacada dessa história é que ele dá detalhes sobre uma avançada rede global de computadores chamada “Matrix” (soa familiar?). A internet aqui é diretamente ligada aos usuários, sendo necessária uma conexão com os órgãos da pessoa. O livro trata ainda de coisas mais complexas , como a transferência de consciência dos seres humanos para memórias de computador.

A verdade é que muito do que ele descreve ainda nem existe, mas essa rede mundial repleta de hackers é uma realidade que conhecemos por fazer parte do lado frágil da história (que sofre com as invasões e tem seus dados pessoais reféns dos bandidos digitais).

Da Terra à Lua

Escrito pelo autor francês Jules Verne, que no Brasil é comumente conhecido como Júlio Verne, o livro “De la Terre à la Lune” foi escrito lá em 1865, ou seja, mais de 100 anos antes da primeira viagem à Lua (que aconteceu em 1968). Esta obra é centrada na ideia de que seria possível enviar um objeto para a Lua com o auxílio de um enorme canhão.

O desejo de sair do planeta Terra não foi algo inédito no livro de Verne, mas os detalhes e as situações apresentadas mostram grande semelhança com o que aconteceu posteriormente. Neste livro, é apresentada a ideia de enviar um projétil cilíndrico para a Lua (o que lembra muito os foguetes usados para visitar o satélite natural do nosso planeta).

Quer mais? O escritor ainda teve a brilhante ideia de enviar seres humanos para o espaço. Na história de “Da Terra à Lua”, três astronautas embarcam no projétil, sendo que a viagem começa em Tampa, no estado da Flórida (EUA). Além de pensar que pessoas de fato poderiam ir ao espaço, Verne também acertou no local da partida (mesma região de onde saíram algumas missões Apollo).

Frankenstein

A história do cientista Victor Frankenstein é mundialmente conhecida, sendo que ela já recebeu inúmeras adaptações para a telona, televisão e outros tipos de mídia. A obra da escritora Mary Shelley narra o incrível nascimento de uma criatura (que normalmente é chamada de Frankenstein) que surgiu a partir de tecido morto, uma técnica que o tal doutor teria desenvolvido na faculdade.

Atualmente, não temos nenhum monstro bizarro andando por aí, mas, conforme a autora previu, a ciência de fato evoluiu, principalmente no campo da medicina. Hoje, temos inúmeros casos de cirurgias complexas bem-sucedidas, sendo possível fazer transplante de órgãos, inclusive dos mais vitais, como o coração.

A autora também acertou no fato de que a eletricidade seria de suma importância para que determinados procedimentos fossem tivessem sucesso. Felizmente, ninguém conseguiu montar uma criatura sinistra para aterrorizar as pessoas.

Como será o futuro?

Diante de tantas coincidências, é natural imaginar como será o futuro daqui a 20, 30 ou até 100 anos. Para ter uma boa noção, talvez seja válido começar a ler os livros de ficção científica, que certamente já têm boas pistas sobre as próximas invenções mirabolantes. Será que vamos visitar outras galáxias daqui a algumas décadas? Eu não duvido!

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