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Leitura terapêutica
0Biblioterapia clínica recomenda livros para aliviar sintomas decorrentes de tratamentos de saúde, como angústia, solidão e insônia
Rodolfo Stancki, na Gazeta do Povo
A leitura engrandece a alma, escreveu uma vez Voltaire. A frase do pensador iluminista mostra o potencial do livro para agregar conhecimento, abrir portas para a imaginação e servir de refúgio para os problemas diários. Entusiastas de biblioteca defendem que ler tem poderes mágicos e pode ajudar a curar. A realidade não está muito longe disso. Médicos e psicólogos indicam a leitura para aliviar sintomas de diversas patologias. A prática recebe o nome de biblioterapia clínica, definida como a recomendação de livros para aliviar angústias pessoais, estimular emoções, promover o diálogo e ajudar pessoas com insônia.
“A biblioterapia mostra um cuidado com o ser humano, que se manifesta ao ler, narrar ou dramatizar histórias”, diz a professora Clarice Caldin, do departamento de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialista no tema, ela explica que as narrativas literárias buscam proporcionar a catarse, considerada por alguns autores como uma purificação do corpo e da mente.
Por meio da leitura, as pessoas podem se identificar com personagens ficcionais, refletindo suas próprias atitudes. “O objetivo da biblioterapia é favorecer a expressão dos pensamentos aflitivos, como uma descarga emocional, uma purgação”, observa.
Histórias
A administradora Roseli Bassi percebeu esse potencial terapêutico da leitura e criou a ONG História Viva, que conta com um time de 200 voluntários especializados em ler e contar histórias para pacientes de hospitais. “Nosso trabalho é apaziguar os sentimentos de pessoas que estão lidando com realidades difíceis. Tiramos crianças e adultos de suas doenças ao abrir um mundo de imaginações”, afirma.
Julia Dutra, 10 anos, luta contra o câncer desde 2008. Durante alguns dias da semana, em seu quarto no Hospital das Clínicas, em Curitiba, ela recebe a visita de um contador de histórias, que lê para a menina por cerca de uma hora. No período, suas preocupações se tornam disputas entre monstros, desafios de leões e castelos de princesas. A narrativa vira uma distração, que a anima. “É uma parte do dia que adoro”, diz a menina.
Antes de sair, o voluntário deixa um recado para os pais de Julia. “É recomendado que vocês leiam para ela também, isso ajuda a fortalecer o interesse dela.” Além de distrair e relaxar, a biblioterapia por meio de contadores de histórias incentiva a aproximação com o livro.
Benefícios
Na realidade hospitalar, a leitura tira o paciente de sua rotina, de sua espera. Existem pessoas que usam livros, revistas e jornais para enfrentar a cadeira antes de serem atendidos em um consultório. “É importante que cada um saiba o tipo de leitura que o ajuda. Geralmente são as que mais agradam”, aponta Ítala Duarte, psicóloga clínica do Hospital Erasto Gaertner. O efeito terapêutico depende da disposição do paciente diante da leitura.
Um livro antes de dormir, por exemplo, pode ajudar pessoas com insônia. O médico Attilio Melluso Filho, do Centro de Distúrbios do Sono de Curitiba, diz que quanto menos alarmante e repetitiva for a narrativa, melhor a condução para a latência do sono, período que antecede o adormecer. A leitura engrandece a alma e também faz bem para a saúde.
Companhia para a solidão
Na sala de diálise da Santa Casa de Curitiba, Florisbal Costa passa algumas tardes lendo livros e jornais. Em tratamento por conta de um problema de rim há três anos, ele usa a leitura para combater a solidão. “Ler direciona o cérebro das pessoas sozinhas. Faz a gente pensar no que é bom”, diz.
Com 101 anos, o vendedor aposentado vive na companhia de uma enfermeira, que o ajuda. Há vários anos, pratica a rotina diária de ler jornais e revistas. “Assim me conecto com o mundo.” Como passa mais da metade da semana no hospital, a companhia dos livros também o mantém distraído.
A leitura é estimulada para pacientes em diálise. O médico Georgio Sfredo Bertuzzo, da Santa Casa, diz que as narrativas literárias ajudam a conter a ansiedade. Afinal, são várias horas em que os pacientes não fazem nada a não ser esperar. Costa faz a sua parte, além de ler muito, ele troca livros com outros pacientes.
Recuperação por meio de livros
Para Victor D’Ambrós, 12 anos, os livros são mais importantes do que os filmes. Prefere histórias de ação, que tenham alguma coisa a ver com os videogames que joga. A prática da leitura é bastante útil no período em que fica no hospital ou em casa, se recuperando de quimioterapias.
Victor descobriu que tem sarcoma de Ewing, um tipo de câncer que atinge os ossos, em julho do ano passado. Está reagindo bem ao tratamento, mas precisou se afastar da escola e dos amigos. “A leitura o ajuda a passar o tempo e o deixa animado”, conta a mãe, a professora Kátia D’Ambrós.
“Gosto de ler à noite, antes de dormir”, diz o menino. A ficção literária o leva para outros mundos, que envolvem vilões, guerras mundiais e as aventuras de crianças em escolas. Apesar de colocar os livros na frente dos filmes, quando não está no hospital coloca os jogos de videogame no topo da lista de preferências. O que não deixa de ser uma distração terapêutica.
dica do Chicco Sal
Promoção: “Manual para mães de garotas descoladas”
11Sua filha age como se odiasse você, mas de repente ela corre para seus braços em busca de consolo por algum problema que está enfrentando? Ou chega, cheia de charme, pedindo uma blusa emprestada? Bem-vinda ao mundo pré-adolescente!
Sim, sua garota está vivendo uma fase de transformações intensas e rápidas.
O mundo dela é bem diferente do seu, mas o que ela mais quer é que vocês tenham um bom relacionamento.
Nancy Rue apresenta neste livro um panorama da pré-adolescência, com todas as turbulências que acontecem na mente, no corpo e nas emoções das meninas e aponta caminhos para que a relação entre mãe e filha seja viva e saudável.
Entenda a cabeça de sua filha! Ela:
- já percebeu que a aparência influencia a forma como as pessoas a tratam;
- tem um corpo que está se transformando dia a dia, bem diante dos seus olhos;
- praticamente daria a vida pela melhor amiga;
- questiona tudo: você, a escola e até ela mesma.
O mundo de sua garotinha é empolgante e confuso por dentro e por fora. Por isso, cabe a você, mãe, ajudá-la a compreender quem ela é e qual o lugar dela em meio a esse caos.
Vamos sortear 3 exemplares de “Manual para mães de garotas descoladas”, superlançamento da Mundo Cristão. O sorteio será realizado no dia 5/4 às 17h30.
Para concorrer, basta mencionar na área de comentários o nome da “garota descolada” (filha, sobrinha ou conhecida) cuja mãe vai ganhar este livro se você for sorteado(a).
O resultado será divulgado no perfil do twitter @livrosepessoas e os ganhadores terão 48 horas para enviar seus dados completos para o e-mail livrosepessoas@gmail.com.
O prazo de entrega é de 30 dias e o envio é de responsabilidade da editora.
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Parabéns aos ganhadores: Tatiane P. de Souza, Sidnei B. Kucla e Lena Dias
Promoção: “Incertezas de outono”
28Depois do sol forte e das altas temperaturas do verão, é a vez do outono mudar a paisagem, trazer novas cores e grandes mudanças para a vida dos habitantes de Deepwater Cove.
Esther e Charlie Moore percebem que a vida feliz que construíram ao longo de quase cinquenta anos de união começa a desmoronar, especialmente depois de um grave acidente de carro sofrido por ela, que deixa sua saúde debilitada.
O casamento – que até então era modelo de perfeição – demonstra sinais de que o gelo do inverno se aproxima como nunca antes. Eles e outros casais dessa pequena cidade do Missouri terão de redescobrir o amor e se esforçar para salvar seus relacionamentos.
Incertezas de outono é o terceiro livro de uma série de ficção baseada no best-seller As quatro estações do casamento, de Gary Chapman.
Vamos sortear 3 exemplares de “Incerteza de Outono”, superlançamento da Mundo Cristão. O sorteio será realizado no dia 28/3 às 17h30.
Para concorrer, basta completar esta frase: “Minha dica para superar maus momentos na relação conjugal é…”.
O resultado será divulgado no perfil do twitter @livrosepessoas e os ganhadores terão 48 horas para enviar seus dados completos para o e-mail livrosepessoas@gmail.com.
O prazo de entrega é de 30 dias e o envio é de responsabilidade da editora.
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Parabéns aos ganhadores: Rafael Trindade, Edith Boschmann Bier e Emanoella =)
Bebês entendem gramática de idiomas distintos, diz estudo
0Publicado por BBC Brasil
Um estudo realizado por linguistas do Canadá e da França indica que os bebês de sete meses já conseguem perceber a diferença entre estruturas gramaticais de idiomas distintos ao crescerem em famílias bilíngues.

Os bebês conseguem identificar palavras auxiliares e então entender como funciona a estrutura da frase
Para tanto, eles usam palavras auxiliares como preposições e artigos, de pouco ou nenhum significado “como uma âncora para segmentar o discurso em trechos sinteticamente relevantes, dos quais a ordem básica de palavras de uma língua pode ser deduzida”, diz o estudo.
No teste foi estudada a compreensão que os bebês têm de línguas com estrutura verbo-objeto (como o inglês e línguas latinas) e línguas com estrutura objeto-verbo (como o japonês).
Preposições e artigos
As cientistas Judit Gervain, da Universidade Paris Descartes, da França, e Janet Werker, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, aplicaram testes em 24 bebês de sete meses “bilíngues”, expostos a duas línguas em casa, e 47 “monoglotas”, expostos a apenas uma língua.
As crianças ouviram várias frases e tiveram o comportamento monitorado, para verificar se elas tinham algum tipo de compreensão do que ouviam.
O estudo, divulgado pela publicação científica Nature Communications, diz que os bebês monoglotas conseguem identificar a estrutura verbo-objeto ao identificar palavras auxiliares como preposições e artigos.
Crianças bilíngues foram submetidas a testes similares. O exame mostrou que há diferenças na forma como elas identificam os sons, mas os resultados finais foram parecidos. O estudo concluiu que elas conseguem identificar igualmente a estrutura das frases.
“Apreender a gramática em um ambiente bilíngue onde duas línguas tem a ordem das palavras de forma diferente, como o inglês e o japonês, é uma tarefa ainda mais desafiadora”, diz o artigo. “Os mecanismos que crianças bilíngues usam para resolver esse problema ainda é desconhecido.”
“Como a maioria da população mundial está exposta a várias línguas desde o nascimento, um melhor entendimento de seu desenvolvimento cognitivo pode ter impacto considerável nas políticas sociais e educativas no mundo”, diz o artigo.

























