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Rascunho de poeta da 1ª Guerra revela corte de versos polêmicos de poema
0Dalya Alberge, na Folha de S.Paulo
Foi encontrado um rascunho de um dos mais célebres poemas antibelicistas de Siegfried Sassoon (1886-1967), poeta e capitão do Exército britânico, revelando que os versos mais controvertidos foram cortados e outros foram suavizados antes de o poema ser publicado.
O manuscrito de “Atrocities” –que trata da matança brutal de prisioneiros alemães por soldados britânicos– é acompanhado por uma carta inédita em que Sassoon fala do horror que sentiu ao descobrir que soldados de seu lado tinham cometido tais barbáries.

O poeta e capitão do Exército britânico Siegfried Sassoon em foto de George Charles Beresford, em 1915 – George Charles Beresford/Reprodução
A versão original do poema inclui as frases “vocês são hábeis assassinos” e “sorver o sangue deles em sonhos vampirescos”, deletadas mais tarde.
Depois da descrição de prisioneiros “massacrados”, na primeira estrofe, a segunda estrofe impressa prossegue: “Como você deu cabo deles…?”. Mas, na versão inicial, Sassoon escreveu: “Como você os matou…?”.
O editor de Sassoon hesitou em incluir “Atrocities” no livro de poemas de guerra “Counter-Attack”, de 1918, e o poema foi publicado no ano seguinte em versão revista.
Na carta que acompanha o rascunho do poema, Sassoon expressa desespero pelo fato de “canadenses e australianos divulgarem suas façanhas como assassinos”, acrescentando: “Sei de casos muito atrozes. Outro dia um oficial de um regimento escocês estava me presenteando com histórias de como seus homens colocavam bombas nos bolsos de prisioneiros e então os enfiavam em buracos de bomba cheios de água. Mas é claro que essas coisas não são atrocidades quando nós a fazemos. Mesmo assim, revelam o que é a guerra; algumas pessoas não conseguem impedir-se de ser assim quando estão lá fora.”
Os materiais encontrados estão entre mais de 520 manuscritos de poemas e retratos de poetas colecionados ao longo de 40 anos por um estudioso literário, Roy Davids, e serão leiloados pela Bonhams, que descreve a coleção como a melhor coletânea de poesia jamais oferecida em leilão.
Entre os materiais de Sassoon há um caderno com quase 50 poemas ainda inéditos.
Datados em sua maioria da década de 1920, eles incluem “Companions” (Companheiros) (“O silêncio e a solidão são meus companheiros / Mas sou autodidata em estar só…”), “The Fear of Death” (O medo da morte) (“Corra como o vento para encontrá-la em sua mente / E você verá que já não se choca / Com a morte, a quem a vida supera em coragem com cada respiração…”) e “Max Gate”, lamentando a morte de Thomas Hardy, seu amigo.
TESOURO
Sassoon recebeu a Cruz Militar, mas os horrores que viveu o levaram a jogar sua medalha no rio Mersey e recusar-se a continuar prestando o serviço militar. Diagnosticado como traumatizado de guerra, deixou de ser submetido à corte marcial e foi internado para tratamento psiquiátrico no Hospital de Guerra Craiglockhart, em Edimburgo, de onde, em 1917, enviou a carta inédita a seu amigo C.K. Ogden, psicólogo e editor da “Cambridge Magazine”, que publicava opiniões dissentes sobre a guerra.
A biógrafa de Sassoon, Jean Moorcroft Wilson, comentou: “Estes são materiais muito instigantes. Quero reescrever a biografia que fiz, e provavelmente conseguirei incluir alguns destes textos. São um tesouro.”

O poeta e capitão do Exército britânico durante a 1ª Guerra Siegfried Sassoon em foto não datada (Divulgação)
A respeito do rascunho de “Atrocities”, ela comentou: “A editora, Heinemann, não o deixou publicar o poema. Agora entendo ainda mais claramente por quê. Ogden era um dos poucos editores que ousavam publicar poemas contrários à guerra. A sede de sua revista foi depredada por pessoas que achavam que ele não era patriota. E havia censura, de certo modo. O editor deve ter imaginado que o texto não seria aceitável. A Heinemann provavelmente percebeu que teria que agir com cuidado.”
O caderno de Sassoon é “prova de sua busca incansável por um tema”, disse a biógrafa. “Ele encontrou um tema maravilhoso na Primeira Guerra Mundial. Terminada a guerra, tornou-se um poeta em busca de um assunto.”
Wilson descreveu o poema sobre a morte de Hardy como “muito comovente”, dizendo: “Sassoon foi ajudar Florence Hardy, a viúva, quando Hardy morreu, porque era íntimo do escritor. Eu imaginava que ele tivesse escrito algo sobre a morte de Hardy, e aqui está.”
Roy Davids, 70 anos, é ex-leiloeiro e marchand; dirigiu o departamento de manuscritos da Sotheby’s por muitos anos. Ele comentou sobre o rascunho de “Atrocities”: “Quando primeiro li este poema, mal pude acreditar que era um oficial inglês dizendo essas coisas sobre seu próprio lado. Não surpreende que não tenham querido publicar. É claro que fazia parte daquela coisa toda de fazer resistência aos generais. Eles sabiam que não poderiam executá-lo, então o mandaram ao hospício.”
A coleção de Davids se lê como um manual de A a Z de literatura inglesa, abrangendo Tennyson, Ted Hughes e T.S. Eliot. É tão grande que o leilão da Bonhams terá lugar em dois dias, 10 de abril e 8 de maio.
Desmond Clarke, presidente da Sociedade de Livros de Poesia, falou que haverá grande interesse no material oferecido no leilão. “‘Atrocities’ é uma crítica intransigente aos colegas soldados de Sassoon. Deveria ser leitura obrigatória para todos os cadetes de [a academia militar] Sandhurst.”
VISÃO DE CRUELDADE
O texto publicado de “Atrocities”
Você me contou, em seu momento de jactância bêbada
De como massacrou prisioneiros, certa época. Era bom!
Com certeza não sentiu pena ao vê-los
Pacientes, acovardados e assustados, como prisioneiros devem ficar.
Como deu cabo deles? Vamos lá, não seja tímido:
Você sabe que eu adoro ouvir sobre como morrem alemães
Lá embaixo, em trincheiras. “Camaradas!”, eles berram,
E então gritam como arminhos quando as bombas começam a voar.
E você? Conheço sua ficha. Você se declarou doente
Quando as ordens pareceram perigosas; e depois, com truques e mentiras
Deu um jeito de ser mandado para casa. E aqui está,
Ainda contando vantagem e bebendo todas num bar.
O original, em inglês
You told me, in your drunken-boasting mood,
How once you butchered prisoners. That was good!
I’m sure you felt no pity while they stood
Patient and cowed and scared, as prisoners should.
How did you do them in? Come, don’t be shy:
You know I love to hear how Germans die,
Downstairs in dug-outs. “Camerad!” they cry;
Then squeal like stoats when bombs begin to fly.
And you? I know your record. You went sick
When orders looked unwholesome: then, with trick
And lie, you wangled home. And here you are,
Still talking big and boozing in a bar.
Sobre Ler e Escrever
0Publicado por Roberto Tostes
Todo esforço de uma palavra ou página está num livro. Desfolhamos vida, peles, membranas e camadas antigas.
Começar um livro é muito bom. Os primeiros parágrafos e páginas podem ser sempre mágicos.
Entrar pelas folhas é abrir uma nova porta ou janela e descortinar uma paisagem, um novo mundo desconhecido. Tudo parece novo, chão, ares, cheiros, sons, cenários.
Na textura do papel tateamos as páginas com nossos dedos e emoções, vamos decifrando as sensações e ideias de quem a escreveu, um processo que nos devora lentamente e muitas vezes nos engole vivos.
Certos livros são tão apaixonantes que devem ser lidos da forma mais confortável possível: no sofá, na cama, na rede. Com atenção total, desligando tudo em volta. Só assim conseguimos nos entregar e mergulhar sem pensar em um mundo do qual não queremos sair.
Até terminar um bom livro nos alegra, mesmo se o desejo era ainda ouvir suas palavras e personagens. O gosto e a saudade de ter terminado nos acompanham durante um tempo.
Ler é viver. Viver é ler.
Quando lemos escrevemos alguma coisa em nossas mentes e corações. E quando escrevemos também relemos algo, sinais do mundo que nos marcam e não nos largam. Com as palavras vamos decifrando pessoas, ambientes, barulhos e vozes que tentamos recriar como ficção.
Quando escrevemos a memória pode ser um cinema mágico – num tempo lento, brilhante e com cores muito vivas: podemos nos empolgar e nos concentrar sem cansaço durante horas ou dias debruçados sobre diálogos, pensamentos, descrições, devaneios, memórias.
Tudo por muito esforço e algumas poucas frases que nos satisfaçam, palavras, parágrafos e muitas emoções que encontram seu destino em poesia, conto, crônica ou um texto qualquer.
Escrevemos para vivenciar de novo o que vivemos mas queremos sentir de novo.
Escrevemos para procurar dentro de nós mesmos algo que não sabemos, não lembramos ou descobrimos. Nossos acontecimentos e tudo à volta, pessoas e coisas.
Quem escreveu e terminou de produzir algo deseja muito que outras pessoas leiam.
Escritores e leitores, estamos todos perdidos no mesmo misterioso universo de palavras e textos que nos cercam.
Escrever e Ler são dois lados que se complementam na mesma moeda.
É muito importante entender o segredo do que mantém este fogo da linguagem aceso por centenas de anos de escrita:
Não basta apenas ler e escrever:
Leia como quem Escreve.
Escreva como se estivesse Lendo.
Mr. Darcy: após dois séculos, o cavalheiro romântico ainda arrebata corações
0Andréia Martins, no IG
No bicentenário do livro “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, relembramos um dos homens mais apaixonantes da literatura mundial
Apenas bons casamentos salvariam as irmãs Bennet da pobreza e indiferença da sociedade aristocrática do início do século 19. Porém, uma delas, Elizabeth, não quer apenas um marido, e sim um grande amor. Neste contexto entra em cena um dos homens mais apaixonantes da literatura: Mr. Darcy. Figura central do romance “Orgulho e Preconceito”, o personagem comemora 200 anos nesta segunda-feira (28). Foi em 1813 que a escritora inglesa Jane Austen traduziu em palavras o ideal masculino que, mesmo após dois séculos, ainda faz estremecer.

Divulgação
“Orgulho e Preconceito”, filme de 2005 revive o clássico de Jane Austen. Com Keira Knightley, como Elizabeth, e Matthew Macfadyen, no papel do irresistível Mr. Darcy
Mr. Darcy nasceu rico, tem posses e estudos. Porém, um encanto peculiar faz sua condição social parecer irrelevante. O je ne sais quoi do cavalheiro mora na profundidade dos seus sentimentos, nas frases avassaladoras, e, evidentemente, no temperamento forte e provocativo. “Além disso, ele é rejeitado pela amada e tem que se desdobrar para reconquistar o amor dela. Este enredo faz parte do imaginário feminino”, explica Amilcar Santos, professor de Língua Portuguesa e Literatura.
“Ele é diferente porque não está ali para agradar. A princípio é mais esnobe que mocinho. Jane Austen nos mostra um cavalheiro que possui certos preconceitos em relação às pessoas de classes sociais inferiores – diferente do amigo Mr. Bingley, que pode até ser considerado o herói romântico do livro, pois, igualmente rico, se apaixona à primeira vista por Jane, irmã de Elizabeth”, lembra Adriana Zardini, tradutora de três livros de Jane Austen para o português ["Emma", "Razão e Sensibilidade" e "Mansfield Park"] e especializada na autora pela universidade de Oxford.
Para Santos, boa parte da arrogância de Mr. Darcy está ligada à realidade socioeconômica daquela época. Mas ao superar a si próprio, Darcy prova que merece o amor Elizabeth.
As leitoras concordam. Ao desconstruir a imagem arrogante, Mr. Darcy se enquadra em todas as exigências femininas. “Impossível ler ‘Orgulho e Preconceito’ e não se encantar com Mr. Darcy. Mas não o considero exatamente um romântico, e sim real, orgulhoso, porém capaz de mudar”, diz a estudante de administração Danielle Gabioli, 21 anos, fã de Austen.
“Quando ele diz a sua tão famosa frase ‘you must allow me to tell you how ardently I admire and love you’ [em português, algo como: você tem de me permitir dizer com quanto ardor eu admiro e amo você”], o faz dando uma ordem, logo após ter explicitado todos os motivos pelos quais esses sentimentos contrariam sua razão e até seus valores”, diz Daniella. “A mudança dele é para mim o evento mais importante do livro, a prova de quão real o personagem pode ser – ou quão real gostaríamos que ele fosse”, diz.
De acordo com Vanessa Hannud, 23 anos, “o personagem é apaixonante porque tem o caráter dos mocinhos, mas traz o lado arrogante dos bad boys”. “Nos romances, o mocinho normalmente tem o lado bom ressaltado. O Darcy foge disso; ele imprime arrogância e tudo o que ele faz de bom fica escondido”.
“Ele parece não se importar com Elizabeth, mas no fundo está preocupado, apaixonado. É o tipo de homem de uma mulher só”, diz a consultora de Recursos Humanos, Paola Barban, 30 anos, que assiste ao filme baseado no livro quase todos os domingos.
Um Mr. Darcy na vida de Jane Austen
Se em “Orgulho e Preconceito” Austen criou um modelo perfeito do homem romântico, na vida real estima-se que ela não teve tanta sorte no amor. Contudo, segundo o historiador inglês Andrew Norman, a autora teria se inspirado em um amor real para compor o personagem Mr. Darcy.
Para Norman, o jovem rapaz era um estudante de teologia, Samuel Blackall. O historiador chegou a essa conclusão por meio de cartas de Austen e depoimentos de pessoas próximas a ela. O casal teria se conhecido no verão de 1798, época na qual Blackall passava alguns dias em Lefroys, Hampshire, condado onde a escritora morava. Segundo ele, após um reencontro inesperado com o estudante anos depois é que Austen teria se apaixonado.
No entanto, muitos desencontros teriam atrapalhado Austen e Blackall. Em uma carta do estudante para a escritora, ele diz que não poderia encontrá-la, o que prontamente foi interpretado como descaso.
Um dos pontos mais curiosos descobertos pelo historiador e revelado em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, é que em 1813, Austen teria sido surpreendida com a notícia do casamento de Blackall. Em uma carta ao seu irmão Francis, ela conta que gostaria que a noiva fosse “um túmulo” e “bastante ignorante”.
“Orgulho e Preconceito” foi publicado pouco tempo após tal acontecimento.
Revivendo o romance
Para relembrar o bicentenário de “Orgulho e Preconceito”, a rede britânica BBC vai recriar o baile de Netherfield, em Chawton House, a mansão que pertenceu a Edward Austen-Knight, irmão de Austen, para exibí-lo este ano na TV em um especial de uma hora e meia. A data ainda não foi confirmada. O baile marca um encontro repleto de ironias sedutoras entre Darcy e Elizabeth.
Uma série de outras comemorações vai acontecer em solo britânico este ano. Parte da programação está disponível no site Pride and Prejudice: A 200 Year Affair . Por aqui, com coordenação de Adriana Zardini, o site Jane Austen Brasil comemorou nos últimos dias o bicentenário de “Orgulho e Preconceito”, com palestras e leituras acerca da obra.
dica da Noh Oliveira
Johnnie Walker cria embalagem com participação dos fãs
0Bruno Garcia, no Exame
Nomes de escritores como Clarice Lispector, Ferreira Gullar, Monteiro Lobato, e de brasileiros comuns estarão juntos na edição limitada que chega às lojas em abril

Johnnie Walker: internautas podem acessar a fanpage da empresa e votar em frases e imagens de autores e artistas consagrados, como Clarice Lispector e Ferreira Gullar (Divulgação)
A Johnnie Walker cria uma edição especial em homenagem ao Brasil e convida os fãs da marca a co-criarem a nova embalagem. Os internautas podem acessar a fanpage da empresa e votar em frases e imagens de autores e artistas consagrados, como Clarice Lispector, Ferreira Gullar, Monteiro Lobato, entre outros.
As mensagens estão divididas em três temas, escolhidos para representar a alma do brasileiro: paixão, criatividade e beleza. Os participantes também serão convidados a votar em autores contemporâneos, que vão criar frases que dialoguem com os temas propostos.
A votação prossegue até o dia 14 de fevereiro e os primeiros 10 mil consumidores que participarem terão os nomes impressos na embalagem, juntamente com os artistas homenageados pela empresa. A edição especial chegará aos supermercados em abril.
dica da Luciana Leitão
Joaquim Barbosa condena frases atribuídas a Clarice Lispector no Facebook
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Barbosa anunciou pena de dois anos de reclusão para aqueles que postarem fotos de refeições no instagram
Publicado impagavelmente no site da Piauí
BRASÍLIA – Após julgar o Fim do Mundo inconstiucional, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, anunciou punição severa para quem atribuir frases de efeito a Clarice Lispector no Facebook. “Pelos poderes de Macabéa, condeno aqueles que difamam a obra de Clarice com frases de auto-ajuda a ler em voz alta Marimbondos de Fogo, de José Sarney”. Assim que concluiu a sentença, houve certo tumulto entre os ministros. Ricardo Levandowski tirou um livro de baixo da mesa e leu, elevando a voz: “Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro”. Ao saber da decisão, Ayres Britto divulgou imediatamente uma mensagem pelo twitter: “Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.” “Causa-me espécie”, reagiu Barbosa.
Uma senhora da plateia que havia sussurrado a frase “vencer não é competir com o outro, é derrotar seus inimigos interiores” foi levada pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos. Dois estagiários desligaram seus iPhones imediatamente.
Luís Fernando Veríssimo, Arnaldo Jabor e Dalai Lama entraram com representação no STF para que seus nomes sejam considerados por Barbosa.
Ao saber da decisão do ministro, o advogado de José Dirceu, José Luis de Oliveira, convocou uma coletiva às pressas. Diante de uma centena de repórteres, abriu o romance Perto do Coração Selvagem e declamou: “Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome”. A seguir, encerrou a entrevista: “José Dirceu deseja um Feliz Natal a todos”.
Minutos depois que a decisão entrou em vigor, o tráfego do Facebook caiu 97,9%. “Ninguém quer se arriscar”, disse um especialista em direito penal que não quis se identificar.
























