BKO WAVE SAÚDE

Posts tagged fraude

Polícia Federal conclui que houve vazamento do Enem 2016

0
Estudantes aguardam para realizar a prova do Enem, em São Paulo (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

Estudantes aguardam para realizar a prova do Enem, em São Paulo (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

 

Candidatos receberam, pelo celular, fotos da prova e tiveram acesso ao gabarito e ao tema de redação

Publicado no Guia do Estudante

O Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) anunciou, nesta quinta-feira (1), que o inquérito da Polícia Federal sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) concluiu que houve vazamento das provas do primeiro e do segundo dia para pelo menos dois candidatos.

No relatório transmitido ao MPF, a Polícia Federal destacou que os candidatos receberam, pelo celular, fotos da prova e tiveram acesso ao gabarito e ao tema de redação antes do início do exame.

Além disso, os candidatos tiveram acesso à frase do caderno de prova rosa, que deve ser transcrita no gabarito. Essa frase permitiu que os candidatos pudessem preencher o cartão de respostas de acordo com o gabarito da quadrilha, não importando a cor da prova que tivessem recebido – a prova é corrigida pelo sistema de acordo com as informações que são preenchidas no gabarito.

Os candidatos também receberam o tema da prova de redação com algumas horas de antecedência. A perícia identificou que o tema da redação começou a ser pesquisado por eles no Google a partir das 9h38 do domingo de prova, 6 de novembro.

O relatório também explica que os dois candidatos foram presos em operações diferentes, em Minas Gerais e no Maranhão, mas as fotografias recebidas foram as mesmas, o que permite concluir que o vazamento têm só uma origem.

Outros casos

A PF realizou duas operações (Embuste e Jogo Limpo) em oito estados do Brasil para desarticular organizações criminosas que vendiam o gabarito e o acesso antecipado à prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. Foram presas 11 pessoas em flagrante.

Segundo a PF, a modalidade de fraude mais comum podia ser feita de duas formas: o candidato realiza a prova e recebe o gabarito através da escuta, ou uma pessoa designada se passa pelo candidato e faz a prova em seu lugar. O valor poderia custar entre R$ 40 a R$ 200 mil.

O trabalho foi feito também em conjunto com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que identificou gabaritos anteriores suspeitos de fraude de pessoas que fariam o exame novamente este ano.

Jovem é presa na Índia por colar em exame

0
Pais flagrados escalando muro de locais de prova para passar cola - AP

Pais flagrados escalando muro de locais de prova para passar cola – AP

 

Rubi Rai teve a maior nota em humanidades, mas depois não soube soletrar ‘ciência política’

Publicado em O Globo

RIO- Uma adolescente indiana foi presa no estado de Bihar acusada de fraude em exames de ingresso no ensino superior do país. Rubi Rai, de 17 anos, havia conquistado a maior nota da prova de humanidades.

As suspeitas sobre o resultado da jovem começaram a surgir quando o vídeo de uma entrevista dada por ela viralizou na internet. Durante a conversa, Rubi não soube soletrar “ciência política”, justamente o curso que estava estudando. Além disso, a jovem afirmou que pensava que o assunto traria tópicos sobre culinária.

“Agora temos que prender um total de 18 pessoas, incluindo a menina”, afirmou o superintendente da polícia de Bihar, Manu Maharaj.

Após o surgimento das suspeitas, Rubi foi submetida a novos exames e teve um resultado desastroso. De acordo com as autoridades, quando foi pedido a ela que escrevesse um ensaio sobre o poeta indiano Tulsidas, a menina escreveu somente “saudações a Tulsidas”.

A decisão de conduzir Rubi à prisão tem sido criticada pelo fato da jovem ser menor de idade. O argumento é de que ela deveria ir para uma casa de detenção de menores e não para uma prisão comum. As autoridades afirmam, no entanto, que ela terá que provar sua idade.

Outros estudantes também foram alvo de mandados de prisão. Um deles havia liderado o ranking na prova de Ciências, mas quando submetido ao novo exame não sabia que “H2O” era água.

No ano passado, um grupo de pais e familiares de alunos foram flagrados em Bihar escalando paredes de locais de prova para passar colar aos estudantes. O caso foi um escândalo na Índia.

Mais de mil livros didáticos foram descartados em terreno baldio de MG

0

Livros jogados fora eram de matérias como química e geografia.
Material seria destinado às escolas públicas, para alunos do Ensino Médio.

imageee

Publicado no G1

Mais de mil livros didáticos, alguns ainda embalados, foram jogados em um terreno baldio em Minas Gerais. O material seria destinado às escolas públicas, para alunos do Ensino Médio.

Os livros foram abandonados em dois terrenos na zona rural de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Nos locais havia livros de matérias como química e geografia. Eram mais mil unidades novas e embaladas. Em um adesivo foi possível ver que a verba foi do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, do Programa Nacional do Livro Didático, e os livros seriam enviados para cidades da região metropolitana, como Nova Lima.

Os policiais tiveram trabalho para descarregar o material apreendido. As viaturas ficaram lotadas. Um homem que passava pela região no momento em que a polícia recolhia os livros se ofereceu para ajudar.

Os livros foram comprados para serem distribuídos em escolas públicas e deveriam ser usados nos anos letivos de 2015, 2016 e 2017. A entrega deveria ter sido feita entre outubro de 2014 e fevereiro deste ano e depois de recebidos pelas escolas, eles deveriam ser guardados em local apropriado até a entrega aos alunos.

As pilhas dos volumes levados para um distrito da Polícia Militar serão encaminhadas a Polícia Civil, que irá apurar se o material foi roubado ou se houve algum tipo de fraude. O Ministério da Educação recebeu a denúncia e disse que irá apurar os fatos.

Suposto chefe de esquema de fraude em vestibulares ostentava luxo

0

Ele aparece carros importados, em mansões e com muito dinheiro.
Quadrilha é suspeita de fraudar Enem e vários vestibulares particulares.

Áureo Ferreira, susposto chefe da quadrilha que fraudava o Enem e vestibulares (Foto: Reprodução/TV Globo)

Áureo Ferreira, susposto chefe da quadrilha que fraudava o Enem e vestibulares (Foto: Reprodução/TV Globo)

Publicado no G1

Charutos, carros importados, mansões e muito dinheiro. Áureo Moura Ferreira, suspeito de ser chefe da quadrilha investigada por fraudar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vários vestibulares de faculdades privadas de medicina, ostentava uma vida de luxo em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, em Minas Gerais. Em imagens que constam na investigação, ele aparece em uma Limousine e em um Chrysler.

Trinta e três pessoas foram detidas pela Polícia Civil na Operação Hemostase II, durante o processo seletivo da Faculdade de Ciências Médicas, na capital mineira, no domingo. Dests, 22 eram candidatos ao processo seletivo. Investigadores ainda fizeram diligências em Teófilo Otoni, no Vale de Mucuri, e em Governador Valadares, no Leste de Minas, além da cidade do Guarujá, no litoral de São Paulo. O 34º suspeito foi preso em Montes Claros nesta terça-feira (25). Ele é apontado como uma das pessoas que teriam agido no Enem.

Em um vídeo a que o Fantástico teve acesso, Áureo aparece fumando charuto, mostrando o luxo conquistado com fraudes nos vestibulares.

A polícia monitorou a ação da quadrilha em São Paulo. Além de Áureo, Carlos Roberto Leite Lobo, empresário do Guarujá (SP), também era um dos chefes do bando.

Pelo esquema, os candidatos usavam um microponto eletrônico, tão pequeno que era preciso colocá-lo e tirá-lo com um instrumento médico. Estudantes de medicina integrantes da quadrilha eram os chamados de “pilotos”. Eles resolviam as provas no tempo mínimo e depois, transmitiam os dados para os candidatos. De acordo com as investigações, Áureo e Carlos Roberto cobravam até R$ 100 mil por candidato para passar o gabarito.

Áureo Ferreira, suposto chefe da quadrilha (Foto: Reprodução/TV Globo)

Áureo Ferreira, suposto chefe da quadrilha
(Foto: Reprodução/TV Globo)

“Um grupo que se dedicava, com um grau de sofisticação e de desenvolvimento tecnológico que, até então, nós não conhecíamos, a lotear de 20% a 40% das vagas nos vestibulares de medicina onde eles atuavam”, afirmou André Luis Pinho, promotor de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Minas Gerais.

Eles foram gravados pela polícia entrando em um hotel na cidade de São Paulo com mochilas e caixas onde estavam os equipamentos eletrônicos no dia 18 de outubro deste ano, véspera de um vestibular de medicina. No hotel, estavam os “pilotos” que resolveriam as questões deste processo seletivo.

A transmissão era feita de um Chrysler preto, com vidros blindados, que ficava estacionado perto dos locais de prova. Um sistema de rádio com frequência exclusiva era usado para enviar o gabarito codificado. Este esquema foi usado nos processos seletivos de faculdades privadas.
Áureo Ferreira, suposto chefe da quadrilha que fraudava o Enem e vestibulares (Foto: Reprodução/TV Globo)Áureo em uma limousine
(Foto: Reprodução/TV Globo)

De acordo com o delegado Antônio Júnio Dutra Prado, coordenador do Grupo de Combate às Organizações Criminosas da Polícia Civil, que atua junto ao Ministério Público de Minas Gerais, a quadrilha estava em Pontes e Lacerda, uma cidade do interior de Mato Grosso, nos dias do Enem, 8 e 9 de novembro deste ano, de onde transmitiram o gabarito para candidatos que vários estados. Segundo o delegado, pessoas ligadas à organização do Enem nesta cidade de Mato Grosso vazaram os cadernos de questões uma hora antes das provas, e “pilotos” resolveram as perguntas de uma pousada da região.

Áureo em uma limousine (Foto: Reprodução/TV Globo)

Áureo em uma limousine
(Foto: Reprodução/TV Globo)

No caso do Enem, como os candidatos estavam separados, foi usado um dispositivo de telefonia GSM parecido com um cartão de crédito. O gabarito era transferido por celular para todos os candidatos, através do microponto eletrônico, como se fosse uma ligação em conferência. Esta transmissão foi registrada pela polícia.

Havia ainda um manual de uso do sistema de transmissão para os candidatos.

– Não mascar chiclete, bala, chocolate, etc. O movimento mandíbula maxilar faz com que ocorra pressão no canal intra-auricular fazendo com que o ponto folgue e pode chegar a ficar visível.

– Não mascar nada. O movimento da boca pode provocar pressão no canal do ouvido, fazendo com que o ponto eletrônico folgue e fique visível.

– O que você escuta, anote sempre. Depois traduza e transcreva para o exame.

A polícia também monitorou uma viagem que Áureo fez à China, para comprar os transmissores e os pontos eletrônicos. Na casa dele, em Teófilo Otoni, em Minas, e na casa de Carlos Roberto, no Guarujá, foram apreendidos centenas dos equipamentos. Documentos falsificados, lista de vestibulares que teriam sido fraudados, extratos bancários que comprovariam o pagamento ao bando também foram recolhidos. Em uma agenda, a políca encontrou mais de 160 nomes de candidatos que teriam sido aprovados após a compra do gabarito.

Até a prisão, o grupo fez o mesmo esquema em outros cinco processos seletivos de faculdades de medicina do estado de São Paulo e Belo Horizonte, e pretendiam repetir a fraude em mais cinco vestibulares até janeiro.

“A polícia afirma que realmente houve fraude no último exame do Enem no Brasil”, confirmou o delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, Jeferson Botelho.

O advogado Délio Gandra, que representa Áureo Ferreira e Carlos Lobo, disse que seus clientes confessam a fraude, mas não na dimensão dada pela polícia. Eles também assumem chefiar o esquema.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, disse por nota que “solicitou à Polícia Federal informações sobre o caso. O Inep reafirma que qualquer pessoa que tenha utilizado métodos ilícitos para obter vantagens no Enem será sumariamente eliminado do exame, sem prejuízo a outras sanções legais.”

“Nós vamos atrás de cada um dos fraudadores que se beneficiaram com este esquema delituoso”, encerrou o promotor.

Jovem de quadrilha que fraudava Enem gastava R$ 4 mil por noite em boates

2
Em Teófilo Otoni, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em mansão que seria de jovem apontado como um dos líderes da quadrilha que fraudou o Enem deste ano (Foto: Polícia Civil/MG/Divulgação)

Em Teófilo Otoni, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em mansão que seria de jovem apontado como um dos líderes da quadrilha que fraudou o Enem deste ano (Foto: Polícia Civil/MG/Divulgação)

Rayder Bragon, no UOL

Um jovem de vinte e seis anos é apontado como um dos líderes da organização criminosa acusada de ter fraudado o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2014. O rapaz vivia de maneira luxuosa e ostentava riqueza. Conforme a investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, em parceria com o MPE (Ministério Público Estadual), ele chegava a gastar R$ 4 mil em uma única noite.

“Ele é um delinquente de ostentação. Gastava de R$ 2 mil a R$ 4 mil por noite em boates”, afirmou o superintendente de Investigação e Polícia Judiciária de Minas Gerais, Jeferson Botelho, durante coletiva dada nessa quarta-feira (26) à imprensa sobre o caso, na sede do Ministério Público Estadual, em Belo Horizonte.

Conforme o policial, o acusado também fazia viagens ao exterior com frequência. Morador da cidade de Teófilo Otoni (a 468 km de Belo Horizonte), o homem seria dono de carros de luxo e uma mansão em bairro nobre da cidade.

O delegado Antônio Júnio Dutra Prado, integrante do grupo de Combate a Organizações Criminosas, informou que a polícia ainda não sabe o valor total do montante movimentado pelo grupo. “Essa informação vai ter de ser levantada em um segundo momento da investigação, quando a gente for investigar o crime de lavagem de dinheiro”, afirmou.

Segundo Prado, foram apreendidos carros de luxo e confiscados bens que seriam do rapaz na cidade mineira. Já no Guarujá, em São Paulo, foi identificada uma casa em condomínio de luxo que pertenceria a outro homem, também apontado como líder do esquema. A dupla e mais dez pessoas que integrariam o bando estão presas desde o último domingo (23).

“Entre os carros foram aprendidos dois veículos da marca Porsche, além do sequestro de uma fazenda na região. Eles ostentavam uma vida luxuosa”, declarou.

Três milhões livres de despesas

Apesar de a movimentação financeira ainda não ter sido determinada, o delegado Antônio Prado disse ter se surpreendido com o valor que o jovem receberia apenas no último trimestre deste ano com as fraudes em vestibulares.

“Um dos líderes, o de Teófilo Otoni, me confidenciou que, somente nessas ações (fraudes em vestibulares de medicina) de final de ano, ele embolsaria R$ 3 milhões livres de despesas”, afirmou o policial.

Por sua vez, o promotor de justiça André Luís de Pinho destacou que serão investigados os pais dos candidatos detidos (22 no total) com material eletrônico durante prova da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, realizada no dia 23 deste mês, em Belo Horizonte. Os estudantes foram ouvidos e liberados após pagarem fiança.

Conforme o promotor, os inscritos não teriam comprovação de renda que lhes permitisse pagar o valor cobrado pelo grupo criminoso pelas vagas supostamente garantidas aos clientes. Pela investigação, o grupo cobrava entre R$ 70 mil a R$ 200 mil com a promessa de fazer com que o candidato obtivesse a vaga.

“Como que um rapaz de 18 anos, estudante, obtém esse valor para comprar as vagas? Isso leva a investigação para um outro foco, que são os pais dos alunos. Vários são médicos, empresários e fazendeiros”, declarou.

Pinho disse não descartar pedido de quebra de sigilo bancário dos envolvidos, que não tiveram os nomes divulgados. “Eles também vão responder pelo crime de fraude contra certame de interesse público”, adiantou.

Os membros do grupo deverão responder pelos crimes de formação de quadrilha, fraude contra certames de interesse público, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, de acordo com os responsáveis pela investigação.

Go to Top