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Paulo Coelho entra em lista com os 100 maiores pensadores da atualidade

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Paulo Coelho e a obra da Fundação Albert Einstein || Créditos: Getty Images/Divulgação

Paulo Coelho e a obra da Fundação Albert Einstein || Créditos: Getty Images/Divulgação

 

Publicado no Glamurama

Paulo Coelho foi incluído na lista dos 100 maiores pensadores da atualidade, elaborada pela Fundação Albert Einstein, junto com outros “visionários” dos tempos modernos como a escritora canadense Alice Munro, o político israelense Shimon Peres, morto em setembro, o arquiteto Frank Gehry, a cantora Barbra Streisand, a artista Marina Abramovic, e pelo menos dez ganhadores do prêmio Nobel.

Cada um dos homenageados pela instituição deverá escrever um relato sobre o mundo em que vivemos e seus problemas, que será publicado em uma coletânea em homenagem aos 100 anos da Teoria da Relatividade. A obra, batizada “Genius: 100 Visions of the Future”, vai ser a primeira impressa em 3D no mundo, e terá o formato do busto de Einstein.

Com sede em Jerusalém, a Fundação Albert Einstein é subordinada à Universidade Hebraica, onde se encontra o arquivo pessoal do físico alemão, com mais de 55 mil itens, conforme uma determinação feita por ele em seu testamento. (Por Anderson Antunes)

Executivo-chefe da Netflix cria fundo de US$ 100 milhões para educação

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Publicado em Terra

O executivo-chefe da Netflix, Reed Hastings, criou um fundo filantrópico destinado à educação dotado com US$ 100 milhões e anunciou que o primeiro US$ 1,5 milhão será investido na Fundação Hispana do Vale do Silício e no United Negro College Fund.

“Estou muito feliz de anunciar que financiarei um novo fundo filantrópico para a educação com US$ 100 milhões”, escreveu Hastings em seu perfil no Facebook na última hora de terça-feira.

O Fundo Hastings será administrado através da Fundação Comunitária de Vale do Silício.

“As duas primeiras doações serão para o United Negro College Fund e a Fundação Hispana do Vale do Silício para apoiar a educação universitária de jovens negros e latinos com um total de US$ 1,5 milhão”, declarou Hastings.

O executivo da Netflix afirmou sentir-se afortunado de poder capitanear uma iniciativa desse tipo e disse confiar em poder fazer mais no futuro.

Hastings está envolvido há anos em projetos de reforma educativa e apoiou uma iniciativa na Califórnia em 1998 que facilitou a criação das chamadas “charter schools”, escolas criadas por professores, pais ou grupos comunitários que contam com financiamento público.

O executivo foi também presidente do Conselho Estadual para a Educação da Califórnia entre os anos 2001 e 2005 e doou milhões de dólares a projetos educativos.

Canal Futura inaugura primeira sala em museu

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Inauguração da sala Futura no Museu da Língua Portuguesa Marcos Alves / Agência O Globo

Inauguração da sala Futura no Museu da Língua Portuguesa Marcos Alves / Agência O Globo

Midioteca da emissora ocupa espaço no térreo do Museu da Língua Portuguesa, em SP

Marcia Abos em O Globo

SÃO PAULO – A primeira Sala Futura a ocupar um museu foi inaugurada ontem em São Paulo, no Museu da Língua Portuguesa. Trata-se do 12º espaço do gênero no Brasil, com o objetivo de levar a comunidades o conteúdo do canal de televisão da Fundação Roberto Marinho. A midioteca ocupa uma sala no térreo do museu, na qual está à disposição de visitantes material audiovisual relacionado à língua portuguesa, à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e do uso de drogas, à inclusão social e moradia. São temas com potencial de dialogar com a população do entorno do museu, localizado na região da Luz, e com a própria instituição.

— Compartilhamos custos e equipes para aumentar o serviço prestado pelo museu. Não só para os visitantes, mas para atrair a população do entorno e desenvolver atividades que sejam do interesse das ONGs ou dos grupos da vizinhança. Não vamos falar como vai ser. Vamos nos adaptar às demandas — explicou Nelson Savioli, superintendente executivo da Fundação Roberto Marinho.

A parceria também deve gerar frutos para a programação do canal de TV. O primeiro deles será um programa sobre os desvios no uso da norma culta da Língua Portuguesa.

— Nossos projetos acabam voltando para a TV, porque envolvemos os visitantes na produção de conteúdo — disse Lúcia Araújo, diretora do Canal Futura.

Google lança YouTube Edu, plataforma educativa com 8.000 videoaulas gratuitas

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Publicado na Folha de S.Paulo

O Google lançou nesta quinta-feira (21), em parceria com a Fundação Lemann, um canal no YouTube responsável por reunir conteúdos educacionais gratuitos e “de qualidade” em língua portuguesa.

Voltado para estudantes, educadores e colégios, o YouTube Edu conta com 8.000 vídeos produzidos por professores brasileiros de 26 canais. O Brasil foi o segundo país a receber a iniciativa, que já está presente nos Estados Unidos desde 2009.

Por enquanto, aqui no país, o foco são os alunos do ensino médio, que encontram a disposição aulas de biologia, física, língua portuguesa, matemática e química. Mas o Google diz que pretende incluir conteúdos dos ensinos fundamental e superior no futuro.

A fim de garantir a veracidade e a precisão das informações ensinadas, a Fundação Lemann convocou 16 professores para realizar um processo rigoroso de curadoria.

“Quero ser advogada e mudar vidas”, diz interna da Fundação Casa que fará Enem

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Neste ano, serão 30 mil participantes; exame em unidades prisionais e socioeducativas será realizado em dezembro

Julia Carolina, no Último Segundo

“Uma coisa que comecei a me interessar aqui dentro foi por ser advogada. Tem muita coisa errada e eu queria poder ajudar. Fazer diferença para as pessoas”. O “aqui” a que Luíza, 18 anos, se refere é a Fundação Casa, onde a jovem cumpre medida socioeducativa há dez meses. No fim do ano, para conseguir o certificado de conclusão do ensino médio e tentar a sonhada vaga fará a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pessoas privadas de liberdade, que acontece nos dias 3 e 4 de dezembro.

iG São Paulo Luíza quer fazer o Enem para conseguir o certificado de conclusão de curso e pensa em prestar Direito

iG São Paulo
Luíza quer fazer o Enem para conseguir o certificado de conclusão de curso e pensa em prestar Direito

Luíza é de Charqueada, a 185 km de São Paulo, e parou de estudar no 1º ano do Ensino Médio após repetir por causa de faltas. “Eu não estava interessada em continuar a estudar, estava envolvida com algumas coisas erradas. Foi uma fase de adolescente”, resume sobre a época em que deixou os estudos e sobre o envolvimento com o crime. Foram as professoras que dão aula dentro da Fundação que a alertaram sobre a possibilidade de fazer o Enem para conseguir o certificado de conclusão de ensino. A menina se animou e resolveu tentar.

E ela não é uma exceção. Apenas na unidade da Fundação Casa Chiquinha Gonzaga, na Mooca (uma das quatro unidades femininas do Estado), 14 jovens farão a prova. No País, neste ano, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), serão 30 mil participantes.

O chamado “Enem dos presídios” segue o mesmo formato da prova regular – são 45 itens de ciências humanas, 45 de ciências da natureza, 45 de linguagens e 45 de matemática, além da redação. A diferença para a prova que aconteceu no final de outubro é o conteúdo das questões.

iG São Paulo Juliana quer fazer turismo quando sair da Fundação Casa

iG São Paulo
Juliana quer fazer turismo quando sair da Fundação Casa

Assim como as demais meninas, Luíza acorda por volta das 5h, toma banho, café da manhã e começa a participar das atividades. Na parte da manhã, tem aula normal e depois ocupa o tempo com outras atividades, como esportes, teatro, música e também as profissionalizantes, como telemarketing e informática básica. Fora da sala de aula, sobra pouco tempo para o estudo. Neste mês, farão um simulado para se acostumar com o Enem.

A coordenadora pedagógica da unidade, Rosana Maria Roza, explica que Luíza estuda em uma sala de aula com cerca de oito meninas. A classe é multisseriada, isto é, atende a estudantes do 1º, 2º e 3º ano do Ensino Médio. Assim que chegam por ali, as adolescentes fazem uma prova para saber em qual nível estão.

Nos fins de semana, a biblioteca fica aberta para que as meninas emprestem livros. Luíza aproveita o tempo livre para ler com a amiga Juliana, que há seis meses também está cumprindo medida socioeducativa no local.

Juliana tem 17 anos e está no 3º ano do Ensino Médio. Quando foi detida estava estudando e agora deve terminar o ano letivo dentro da Fundação Casa. Ela, que sempre quis fazer uma faculdade, conta que vai prestar para Turismo. “Eu achava que ia fazer Biologia, mas mudei de ideia aqui. Gosto muito de eventos e minha irmã, que é fotógrafa, disse que vai me ajudar”, afirmou.

Diferentemente da família de muitas meninas, que recebem poucas visitas dos parentes (as coordenadoras da Fundação avaliam que cerca de um terço das meninas recebam visitas regularmente), a irmã e a mãe de Juliana costumam visitá-la todos os domingos.

Outra interna, Rafaela, 18 anos, não consegue ver a mãe e a avó com tanta regularidade. Isso porque, explica, a avó mora em Campinas, a 93 km de São Paulo, e a mãe atualmente vive em Goiânia. “Minha mãe vem sempre que pode, uma vez por mês me visita, são 13 horas de viagem. Ela e minha avó estão muito animadas que decidi prestar a prova. Depois de tanto desgosto, quero dar coisas boas para elas.”

Quando foi detida, Rafaela morava com a avó e os dois filhos – gêmeos, de três anos. Após “se perder”, Rafaela deixou a escola na metade do 3º ano do Ensino Médio, pouco antes de ser detida. Lá descobriu que não tem dúvida do que quer fazer quando deixar a Fundação: cursar pedagogia.

“A minha maior esperança é poder mudar de vida mesmo. Ninguém merece ficar em uma Fundação Casa ou em um CDP [Centro de Detenção Provisória]. O mundo no crime não compensa. Além disso, tenho meus filhos. Quero montar um futuro para eles, quero dar alegria. Dizem que o pai é o espelho do filho. Quero ser um bom exemplo”.

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