Vitrali Moema

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“Sombra e Ossos” – 60 resenhas

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Foto: Blog Mariana Everyday

Foto: Blog Mariana Everyday

Felipe Castilho, especial para o Livros e Pessoas

Entre todas as principais sagas do momento, poucas são originais como a Trilogia Grisha, de Leigh Bardugo – aclamada escritora israelense radicada nos Estados Unidos.

A Editora Gutenberg já publicou os dois primeiros livros da saga, Sombra & Ossos e Sol & Tormenta. A conclusão da trilogia, Ruína & Ascensão, chega às livrarias em fevereiro. A trama se inicia com Alina Starkov, que é uma cartógrafa a serviço dos Grishas, divisão especial do exército de Ravka – país que é uma espécie de Rússia pós-apocalíptica. Os Grishas são manipuladores de forças da natureza ou portadores de dons especiais, e são liderados pelo Darkling, braço direito do Rei e o único capaz de manipular sombras.

Alina, até então uma garota comum, passa a manifestar o poder de conjurar a luz do Sol, o que chama a atenção do Darkling pelo poder antagônico aos seus, fator que desencadeia um romance proibido entre a garota e o líder dos Grishas. Isso causa atrito com o melhor amigo de Alina, Malyen Oretsev, que não gosta do rumo que as coisas estão tomando – e que no final das contas, também parece nutrir algum sentimento pela Conjuradora do Sol, a nova arma de Ravka na guerra contra a Dobra das Sombras.

Conhecida pelas incessantes reviravoltas em suas histórias, Bardugo dá sequência à série com piratas em barcos alados, artefatos místicos que podem mudar o rumo da guerra e líderes religiosos fanáticos e uma incessante disputa pelo trono de Ravka, circundada por luz e trevas – agora embalada por Hollywood, já que o filme de Sombra & Ossos está em pré-produção pelas mãos de David Heyman, que assinou blockbusters como Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2.

Links

Slideshow

 SombraeOssos

Clique na imagem para assistir.

Resenhas

“O livro não é só bom, ele é fantástico” [Livros e Citações]

“Fãs de fantasia estão proibidos de perder essa leitura!” [Brincando com Livros]

“Bardugo criou um universo rico e com personagens superenvolventes” [Memories of the Angel]

“Desde Vampire Academy eu não via um livro com uma mitologia tão original” [Nem Um Pouco Épico]

“Me senti em um jogo de RPG”[Pausa para um Café]

“Estou subindo pelas paredes LOUCA pelo próximo volume da trilogia” [Quatro Amigas e um livro viajante]

“Leigh Bargudo ganhou meu coração e me fez surtar com o final!” [Garota It]

“Não quero revelar muito da história porque imploro, de joelhos, pra que vocês corram ler esse livro!” [Juliana Dolinski]

“Você precisa ler esse livro” [Apenas um trecho]

“Simplesmente me apaixonei por esse livro” [Mariana Everyday]

“Um dos melhores livros de fantasia que já li” [BurnBook]

“Uma aventura sem igual” [Calibre Cultural]

“Leiam e se surpreendam!” [Cultivando a Leitura]

“Meu coraçãozinho disparou em certos momentos” [Depois que eu mudei]

“Corra para uma livraria mais próxima, e leia!” [Entrando numa fria]

“É o tipo de livro que prende do início ao fim” [Feed Your Head]

“Uma trama envolvente, original e criativa” [House of Chick]

“Uma das melhores leituras que fiz no ano” [It Cultura]

“Quase fiquei sem respirar enquanto lia” [Minha Mini Biblioteca]

“Quando a gente começa a ler, não quer mais largar” [Mon Petit Poison]

“A Gutenberg está de parabéns!” [Lendo e Escrevendo]

“Uma fantasia altamente viciante” [My Book Lit]

“Uma leitura instigante” [Dear Book]

“A narrativa é incrivelmente sensorial e… visível” [Nem Te Conto]

“Alina é uma protagonista envolvente” [O Livreiro]

“Esse livro tirou o meu fôlego diversas vezes” [Pausa para um Livro]

“Estava carente de autores que conseguissem criar algo novo, complexo e surpreendente” [Perdido em Palavras]

“Fantasia em sua melhor forma” [Poderosas e Girlies]

“Envolvente e cativante, entrou para a minha lista de favoritos”  [Por essas Páginas]

“Nunca havia lido nenhum livro de fantasia assim e gostei bastante” [Psychobooks]

“Me pegou de surpresa com um enredo rico em detalhes e personagens cativantes” [Um Leitor a Mais]

“Quando menos se espera, já está mergulhando de ponta cabeça em um mundo onde as aparências enganam” [Um Reino Muito Distante]

“É difícil acreditar que este é o livro de estreia da autora, ela é uma legítima contadora de histórias” [Viagem Literária]

“Completo, cheio de reviravoltas e de personagens bem construídos” [Viajando na Estante]

“Bardugo te surpreende completamente ao mudar o ponto de vista da história” [Who’s Thanny?]

“Me vi vidrada na história desde o início” [Blog da Vecchi]

“Não larguei o livro até ler a última página” [Versos Não Ditos]

“Um livro que você devora” [Ensaio de Monomania] [Sacudindo as Palavras]

“A história me prendeu e apaixonou do início até o final” [Distrações Literárias]

“Trama que faz o coração bater mais forte a cada página” [Moonlight Books]

“Digno de adaptação cinematográfica” [De Cara nas Letras]

“Não é preciso muitas palavras para descrever esse livro, uma é mais que suficiente: maravilhoso” [Dicas da Semana]

“O livro joga várias perguntas e mistérios para o leitor, mas responde todas” [O Espaço Entre]

“Ele tem tudo que eu amo em um livro!” [Sonhos Infinitos]

“Gostei do modo de criação dessa sociedade, quase que separada em castas, numa Rússia alternativa.” [Apenas uma História]

“Aliás, o que foi aquele final? FANTÁSTICO!!” [Irreparável]

“Me deixou de queixo caído” [Cidade das Cerejas]

“Há reviravoltas, mistério, jogo de poder, sedução… ” [Retalhos Assimétricos]

“Se você gosta de fantasia esse livro é para você” [Eu Leio, Eu Conto]

“O livro está na prateleira de honra, a prateleira reservada para a nata” [Insônia, You’re Doing it Wrong]

“A autora criou uma trama singular e optou por produzir artifícios narrativos geniais” [Infoescola]

“Achei legal como Bardugo não subestima a inteligência dos leitores” [Sobre Mim e Meu Mundo]

“Simplesmente apaixonante, e não posso mais esperar pelos próximos volumes” [Meu Mundo]

“A autora criou um mundo místico e fantasioso incrível!” [Face dos Livros]


Mensagem da Leigh Bardugo para os blogueiros brasileiros. 🙂

Vídeos

“Esse livro me fez surtar!” [Garota It]

“É empolgante porque fala com o nosso desejo de não apenas conviver, mas superar adversidades” [Cabine Literária]

“O mundo é descrito de uma tal forma que me surpreendeu”[Mariana Everyday]

“Depois que li, entrei em ressaca literária” [Beatriz Costa]

“Esse livro é bom, pronto acabou o vídeo!” [Show do Luan]

“Fui surpreendida!” [Resenhando Sonhos]


PS: Se você resenhou o livro e ela não aparece nesta lista, por gentileza informe o link nos comentários ou envie para livrosepessoas@gmail.com.

Evento com vlogueiras atrai centenas de pessoas e causa tensão na Bienal

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Pâm Gonçalves, de 23 anos, e Tatiana Feltrin, de 32, são garotas que fazem vídeos veiculados no Youtube nos quais falam de literatura (Foto: Rodrigo Casarin/UOL)

Pâm Gonçalves, de 23 anos, e Tatiana Feltrin, de 32, são garotas que fazem vídeos veiculados no Youtube nos quais falam de literatura (Foto: Rodrigo Casarin/UOL)

Rodrigo Casarin, no UOL

Ninguém esperava tanta gente para acompanhar a mesa com as vlogueiras Pâm Gonçalves, do canal Garota It, e Tatiana Feltrin, de Tiny Little Things, na noite de sábado (23) na Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O evento era para acontecer em um espaço que comportava 80 pessoas, contudo, como aproximadamente 400 fãs queriam ouvir as garotas, o papo rolou de forma improvisada no estande do Espaço Imaginário.

Pâm, de 23 anos, e Tatiana, de 32, são garotas que fazem vídeos veiculados no Youtube nos quais falam de literatura. A quantidade de pessoas dispostas a ouvi-las na Bienal apenas comprova o sucesso que ambas fazem junto ao público principalmente jovem; impressiona a influência que possuem sobre seus seguidores.

Quando o mediador do papo perguntou quem ali já havia lido obras por indicação das duas, praticamente todos levantaram a mão. Ao abrirem espaço para perguntas da plateia, alguns confessaram ler clássicos da literatura nacional e até mesmo estudar tradução por conta de Tatiana, que demonstrou preocupação com essa segunda revelação. “Acho complicado influenciar pessoas a seguir um ramo tão importante, mas tão pouco valorizado”.

Ambas disseram que hoje se sentem mais à vontade falando do que escrevendo resenhas, e a preferência é falar sobre o que gostam. “Não faço mais vídeos de livros que não gostei porque às vezes as pessoas se doem muito fácil. E nem sempre é o autor, mas os fãs”, disse Pâm.

Ao serem questionadas sobre suas bibliotecas básicas, a vlogueira do Garota It respondeu de pronto “A Lista Negra”, de Jennifer Brown, obra a qual fez referência e implorou para que o público lesse durante boa parte do evento, e ainda lembrou de “Jogos Vorazes”, de Suzanne Collins, e “Peças Infernais”, de Cassandra Clare. Já Tatiana também deu seu pitaco de literatura pop ao falar de John Green, mas ainda destacou Edgar Alan Poe, Gabriel García Márquez e Jorge Luis Borges.

Enquanto falavam e as perguntas iam chegando, o mediador tinha o cuidado de separar piadinhas, xavecos ou elogios à beleza das duas –ao todo, foram cinco pedidos de casamento destinados a Pâm e Tatiana. Elas admitem que esse tipo de assédio também acontece em suas páginas na internet. Pâm diz que vem principalmente de quem chega às páginas por acaso, sem conhecer o seu trabalho. Já Tatiana contorna a situação fazendo com que seu marido marque presença em alguns vídeos.

Tensão

Pouco antes das 19h, hora marcada para o início do papo, o clima era de bastante tensão no Espaço Imaginário. Enquanto organizadores andavam de um lado para o outro buscando soluções para atender o enorme público que queria adentrar ao lugar –que já estava lotado há horas–, pessoas do lado de fora reclamavam bastante, alegando problemas variados.

“A mulher da organização disse que não adiantava chegar antes das 18h30, que só distribuiriam ingressos nessa hora. Então cheguei às 18h, mas não tinha mais ingresso. Disseram que às 16h já estava cheio de gente aqui e deixaram elas entrar”, queixou-se Viviane Paganotti, 34 anos, vendedora, de São Paulo. “Teve um evento antes e as pessoas que estavam nele não iriam sair, para ficar também para este. Nós estamos em muitos, então não nos deixaram entrar. Umas 17h30 disseram que não tinha mais lugar”, relatou Natália Lima, estudante de 15 anos, que veio do Rio de Janeiro para a Bienal.

Segundo Sergio Lopes Servollo, agitador cultural do Sesc e responsável pela programação e coordenação do espaço, o que aconteceu foi que, às 15h, houve uma primeira aglomeração de pessoas para esperar pela distribuição das 80 senhas para a mesa, que só aconteceria às 18h30. Após explicarem como funcionaria a retirada dos bilhetes, esse público de dispersou. Contudo, às 16h30 já havia, novamente, mais de duzentas pessoas aguardando para acompanhar o papo de Pâm e Tatiana. Como a fila apenas aumentava, optaram por distribuir as senhas, imaginando que o problema se resolveria. Não foi o que ocorreu.

Com o espaço lotado e seus arredores tomado por pessoas querendo acompanhar o papo, tiveram que procurar uma solução. “O público tem toda razão em reclamar. Nosso medo era que houvesse algum tumulto, nos preocupamos com a segurança”, disse Sergio. Ao final, a solução encontrada – as garotas na rampa e todo o público acompanhando o papo –pareceu agradar a todos. “Não esperávamos uma procura tão grande, impressionou a todos”, revela Sergio. As palavras de Pâm vão ao encontro do que disse o responsável pelo espaço. “Isso é muito estranho para gente, imaginei que não ia nem lotar o lugar”.

As garotas

O canal do “Garota It” no Youtube conta com mais de 50 mil assinantes, enquanto o do “Tinny Little Things” se aproxima dos cem mil. O esquema das garotas é semelhante: uma câmera ligada, um único ângulo, frontal, registrando o que elas pensam sobre os livros que andam lendo ou que recebem em casa das editoras. Costumam durar entre 10 e 15 minutos e as avaliações e discussões quase sempre se resumem às histórias e aos personagens das obras abordadas. Mas, ainda que ambas sejam uma referência para esse formato de publicação na internet, há sensíveis diferenças entre as duas.

Pâm (que na verdade chama Pâmela) Gonçalves tem 23 anos, mora em Tubarão, Santa Catarina, e, por conta do blog, desistiu do curso de Sistemas de Informação para estudar Publicidade e Propaganda, curso no qual está para se formar. Ela é a típica leitora da geração Harry Potter – série que, ao ser citada na conversa, arrancou urros da plateia –, que passou a adolescência convivendo com o mundo mágico de J. K. Rowlling, sua autora favorita, e depois seguiu suas leituras com obras como “Crepúsculo”, de Stephenie Meyer, e “Jogos Vorazes”.

Seus vídeos costumam trazer obras que se encaixam no chamado “jovem adulto”, termo utilizado para definir os trabalhos que focam no leitor que acaba de deixar a adolescência. São títulos como “A Extraordinária Garota Chamada Estrela”,  de Jerry Spinelli, “Um Caso Perdido”, de Colleen Hoover, e “Sem Você Não é Verão”, de Jenny Han. Conta que começou a “blogar sobre livros porque não encontrava ninguém que fizesse isso”.

Já Tatiana Feltrin é formada em Letras, dá aulas de inglês, mora em Diadema e, ainda que vez ou outra fale sobre algum “Águas para Elefantes”, “O Menino do Pijama Listrado” ou quadrinhos e mangás, nos últimos tempos vem mesmo é abordando grandes clássicos em seus vídeos. Passeando pelo Tinny Little Things, surgem comentários sobre Aldous Huxley, Fiódor Dostoiévski, Umberto Eco, Miguel de Cervantes, Jack London e até mesmo uma série de vídeos sobre a leitura de “Em Busca do Tempo Perdido”, de Marcel Proust.

A ideia é mostrar que a literatura de entretenimento, os livros pops, são sim legais, mas há coisas bacanas além deles, que os clássicos podem ser vistos, lidos e discutidos de uma maneira menos carrancuda do que a feita pela escola. “Quando falamos deles de forma mais simples, de ‘Dom Quixote” ou “Os Miseráveis’, por exemplo, as pessoas gostam e os procuram”.

Apesar disso, o vídeo que fez com que seu vlog alavancasse foi sobre “50 Tons de Cinza”, de E. L. James, que resenhou  antes da obra sair no Brasil, quando as pessoas ainda estavam curiosas com o fenômeno internacional. Sua opinião não foi favorável ao livro e até hoje a vlogueira diz receber xingamentos por conta disso.

A quantidade de pessoas dispostas a ouvir as voglueiras Pâm Gonçalves e Tatiana Feltrin na Bienal comprova o sucesso que ambas fazem junto ao público principalmente jovem (Foto: Rodrigo Casarin/UOL)

A quantidade de pessoas dispostas a ouvir as voglueiras Pâm Gonçalves e Tatiana Feltrin na Bienal comprova o sucesso que ambas fazem junto ao público principalmente jovem (Foto: Rodrigo Casarin/UOL)

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