Vitrali Moema

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O Dragão de Gelo, livro de George R.R. Martin, será adaptado para filme animado

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Tayná Garcia, no Jovem Nerd

De acordo com o Deadline, a Warner Bros. Animation vai adaptar e produzir O Dragão de Gelo, livro infantil de George R.R. Martin (Game of Thrones), em um filme animado.

A história acompanha Adara, uma garota que tem uma amizade com um Dragão de Gelo, mas que mantém essa relação em segredo. Até que um exército de dragões invadem sua cidade e apenas o Dragão de Gelo pode ajudar no caos. Vale ressaltar que o livro não se passa em Westeros e não tem nenhuma ligação com As Crônicas de Fogo e Gelo.

George R.R. Martin vai produzir o projeto. Mais detalhes devem se revelados em breve.

A animação de O Dragão de Gelo ainda não tem previsão de estreia.

George R.R. Martin confirma que As Crônicas de Gelo e Fogo terão apenas 7 livros

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Bruna Dolores, no Poltrona Nerd

A pesar dos rumores de um oitavo volume, George R.R. Martin confirmou que As Crônicas de Gelo e Fogo consistem em apenas sete livros. Os fãs da série Game Of Thrones e dos livros na qual ela é baseada estão esperando ansiosamente pelo próximo lançamento em cada uma das plataformas.

Do lado televisivo, Game of Thrones voltará para sua última temporada em algum ponto de 2019. Felizmente as filmagens estão a todo vapor e fotos das locações tem nos provocado e apresentado alguns pontos da história. Por conta do programa de TV nós sabemos que Jon e Cersei se confrontarão durante a oitava temporada. É claro, dado o estado que as coisas acabaram no ano passado, é não surpresa que os dois governantes irão se estranhar. Mas se isso os distrairá da ameaça maior dos Outros e seu dragão de gelo ainda teremos que aguardar para saber.

Já do lado literário, os leitores estão aguardando há sete anos para que Martin entregue The Winds of Winter. O sexto livro da série já foi especulado por muito tempo, mas os fãs já desistiram de esperar que ele saia antes da série de televisão acabar. E Martin falou sobre ele ser o penúltimo dos livros em uma discussão em seu LiveJournal.

“Eu não considero As Crônicas de Gelo e Fogo uma série, é uma única história sendo publicada em (nós esperamos) sete volumes. Para sua informação, Tolkien não estava escrevendo uma série quando ele escreveu O Senhor dos Anéis. Ele escreveu um grande romance e sua editora o dividiu em três partes, nenhuma delas se sustenta sozinha”

Como confirmado, apenas sete livros estão no plano. Dito isso, ele deixa a ideia de que a série de livros certamente expandiu além de sua visão inicial. Ele poderia produzir novos contos para uma audiência pequena, mas dedicada, porém o sucesso de Game of Thrones significou mais pressão sobre Martin para lançar novos materiais.Não apenas isso, mas finalizar algo tão épico quanto esse conto parece ser muito mais difícil do que escrever o miolo dele.

Martin também tem estado bastante ocupado. Além de escrever e editar livros de outros autores, ele está ajudando a adaptar pelo menos uma das séries derivadas de Game Of Thrones. Seu livro Nightflyers vai virar série de TV também, apesar disso ele disse que não estará diretamente envolvido. Então pode ser o que o próximo livro ainda demore um pouco para sair. Além disso, quando ele finalmente chegar, ainda não saberemos quando o sétimo e último livro será lançado, ou seja, ainda vamos ter que esperar muitos anos até finalmente conhecermos o final de As Crônicas de Gelo e Fogo.

George R.R. Martin completa 69 anos: cinco fatos sobre o autor de Game of Thrones

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Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

Nesta quarta-feira (20), George R.R. Martin completou 69 anos. Ele nasceu em Bayonne, no estado de Nova Jersey, cidade portuária que inspirou sua criatividade quando criança. Formado em jornalismo pela Universidade Northwestern, Martin começou a publicar contos de terror e ficção científica nos anos 70, publicando seu primeiro romance, Dying of the Light, em 1977. O livro mostra a história de um planeta que se afasta da estrela mais próxima e entra numa zona de frio e escuridão que impossibilita a vida.

Em 1985, ele conseguiu seu primeiro emprego como roteirista, no reboot de Além da Imaginação. Nos anos seguintes, Martin trabalhou exclusivamente com televisão, até que em 1991 ele começou a escrever A Game of Thrones, primeiro volume d’As Crônicas de Gelo e Fogo. O livro foi publicado em 1996 e transformou Martin em um sucesso de público e crítica.

Para celebrar a data, listamos cinco fatos sobre o autor:

Ele recusou várias propostas de uma adaptação cinematográfica de GoT

No rastro do sucesso das adaptações de O Senhor dos Anéis, Martin recebeu várias propostas de estúdios interessados em fazer um filme de Game of Thrones. Contudo, o autor não quis vender os direitos de suas obras porque todos os produtores que conversaram com ele queriam fazer um longa focado em Jon Snow ou Daenerys, deixando de lado as dezenas de personagens e subtramas presentes nos livros e tornando a narrativa mais simples.

Ele só autorizou a produção de uma adaptação em 2007, quando a David Benioff e D.B. Weiss entraram em contato e apresentaram a visão que tinham para uma série baseada nos livros. A HBO passou os anos seguintes trabalhando no projeto, que estreou em 2011 e agora se dirige para sua oitava (e última) temporada.

Apesar de ser conhecido por matar seus personagens, Martin é pacifista

Apesar de matar seus personagens de forma bastante cruel, Martin é um pacifista. No começo dos anos 70, ele foi convocado pelo Exército Americano para servir na Guerra do Vietnã, mas recusou o posto* e teve de trabalhar na Fundação de Amparo Legal do Condado de Cook entre 1973 e 1976.

Em diversas entrevistas ao longo de sua carreira, Martin criticou obras que glorificam a guerra e explicou que escreve as batalhas de seus livros de maneira crua para mostrar os horrores desse tipo de confronto.

A guerra revela o melhor e o pior das pessoas. Livros antigos falam sobre a glória da guerra. Os hippies dos anos 70 falavam sobre a feiura da guerra. Eu acho que existe verdade nos dois casos.

(* a Constituição dos EUA permite que civis que se alinham com certas doutrinas religiosas, ideológicas e filosóficas se recusem a servir as Forças Armadas mesmo em situações de guerra. Essas pessoas ganham o título de conscientious objectors e são direcionadas a serviços públicos no país)

Daenerys quase ficou sem seus dragões

Originalmente, Martin não queria que os dragões aparecessem em As Crônicas de Gelo e Fogo. A ideia que ele tinha em mente era de escrever a série usando o mínimo possível de elementos fantásticos. Contudo, a autora Phyllis Eisenstein (que é mencionada na dedicatória do terceiro livro) o convenceu a inserir um pouco de magia nos romances.

Apesar de serem parte da saga, Martin tenta controlar os elementos fantásticos da narrativa o máximo que pode. Segundo ele, se a magia deixa de ser misteriosa, perigosa e pouco entendida, o senso de realismo da trama se perde.

Ele é um mega nerd

Martin tem duas casas na mesma rua. Uma onde ele de fato mora com sua esposa e outra que serve apenas como escritório e depósito de nerdices. Lá ele guarda milhares de quadrinhos e livros, centenas de jogos de tabuleiro, sistemas de RPG, action figures e miniaturas.

George é tão nerd que escreveu uma carta para a Marvel nos anos 60 apontando um furo de roteiro em uma HQ do Quarteto Fantástico.

Martin quase desistiu da carreira de escritor após o fracasso de seu quarto livro

Em 1983, Martin publicou seu quarto livro, o thriller fantástico The Armageddon Rag. Contudo, o romance foi um fracasso comercial, fazendo com que o autor quase desistisse de sua carreira. Nos anos seguintes, ele dedicou todos os seus esforços trabalhando como roteirista de televisão e só voltou para os livros na década de 90 com A Game of Thrones.

Por enquanto, Martin continua trabalhando em Os Ventos do Inverno, sexto livro de As Crônicas de Gelo e Fogo, que continua sem data de publicação.

Sonho Febril: conheça os vampiros de George R.R. Martin

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Fevre Dream - Ilustração: Reprodução

Fevre Dream – Ilustração: Reprodução

Marina Lopes, no Café Radioativo

Um livro sobre vampiros assinado por George R.R. Martin – é fácil entender por que quem é fã de histórias vampirescas e de As Crônicas de Gelo e Fogo logo fica curioso para ler Sonho Febril. Minha curiosidade, em particular, foi movida pela vontade de saber qual seria, digamos assim, a versão de Martin para estas criaturas – sim, porque, desde Bram Stoker, passando por Anne Rice e a infame Stephenie Meyer, cada escritor, ao longo das décadas, inventou particularidades e características específicas para seus vampiros.

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Os de Martin não podiam ser mais a cara de Martin: não são mortos-vivos e sequer foram humanos um dia – são, isso sim, uma espécie muito antiga, semelhante aos seres humanos na aparência, mas completamente diferentes na biologia e no funcionamento de seus organismos. Sua velocidade e força, sua aversão ao sol, sua dependência de sangue, são todos características de uma espécie diferente da nossa; uma espécie que, justamente por ser caçada e demonizada pelos humanos, precisou se esconder ao longo dos séculos, disfarçando-se entre as pessoas comuns. É típico de George R.R. Martin criar uma explicação evolutiva, histórica, biológica para seus vampiros, tornando-os de certa forma mais realistas – cuidado já conhecido por quem acompanha As Crônicas de Gelo e Fogo, uma fantasia tão verossímil que parece, paradoxalmente, extremamente realista.

Mas, fora isso, é difícil até lembrar que se está lendo um livro de Martin: o estilo de escrita e narrativa não lembra em quase nada aquele demonstrado na série que inspirou Game of Thrones – e até as mortes (embora sejam várias) parecem menos sangrentas do que aquelas com as quais acabamos nos acostumando. O motivo é claro: Sonho Febril foi escrito em 1982, quatorze anos antes de As Crônicas de Gelo e Fogo, embora só tenha chegado ao Brasil em 2015 – natural que o estilo do autor tenha mudado bastante com o tempo. Outra mudança que chama a atenção é que, aqui, as fronteiras entre o bem e o mal são muito melhor traçadas – em As Crônicas de Gelo e Fogo, não há mocinhos ou bandidos, apenas uma coleção de personagens fascinantes (e de moral muitas vezes duvidosa) lutando por seus próprios interesses.

A história se passa entre 1857 e 1870, abarcando o fim da escravidão nos Estados Unidos e a Guerra Civil Americana; e tem como cenário as margens do rio Mississippi, que corta os Estados Unidos e faz lembrar os livros As Aventuras de Tom Sawyer e As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain – as frequentes menções e aparições da cidade de New Orleans também remetem, propositalmente ou não, a Entrevista Com o Vampiro, de Anne Rice, já que Louis, o narrador da história, vivia nas proximidades. Abner Marsh, um capitão falido, vê sua sorte mudar ao ser contatado por Joshua York, um excêntrico milionário que quer investir em sua companhia de vapores, dando a Marsh a oportunidade de construir o maior, mais veloz e mais luxuoso barco do rio, o Fevre Dream. Em troca, Marsh deve apenas evitar fazer perguntas sobre os estranhos hábitos de York – e de seus igualmente estranhos amigos -, como o fato de que ele só sai de sua cabine à noite ou de que prefere beber um estranho licor com gosto de podridão em vez dos caros vinhos e uísques oferecidos a bordo do Fevre Dream. Enquanto parte do livro é narrada sob o ponto de vista de Marsh, há trechos descritos por Sour Billy Tipton, capataz de Damon Julian, um fazendeiro com hábitos tão exóticos quanto os de York. É claro que, em certo ponto, o capitão começa a fazer as perguntas que não deveria fazer – e, quando ambas as narrativas se encontram, presenciamos o embate entre a improvável dupla formada por Marsh e York e os terríveis poderes de Damon Julian.

George R.R. Martin constrói sua trama devagar, de maneira quase sutil no começo, como era comum nos romances de horror dos anos 1980 – mas pode dar uma certa agonia para os leitores de hoje em dia (principalmente em momentos como, por exemplo, quando York inventa para Marsh uma história sobre não ser um vampiro – quem você acha que está enganando, York?). Mas vale a espera. Os personagens, como sempre nas histórias de Martin, são bastante bem construídos: se no começo Joshua York se parece com Lestat, com seu charme, erudição e beleza, logo percebemos que, enquanto a maior estrela das histórias de Anne Rice só está preocupada em aproveitar o que a vida vampírica tem de bom, York é atormentado por uma série de perguntas sem resposta – e motivado por uma espécie de missão pessoal. E, embora Sonho Febril seja uma leitura leve e rápida, ainda tem profundidade suficiente para fazer o leitor viajar, se questionar, refletir sobre conceitos como respeito e amizade – e, por que não, em determinados momentos, sentir até mesmo um pouquinho de medo.

George R.R Martin publicará novo conto do universo de Game of Thrones neste ano

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História vai aparecer em coletânea que sai em outubro

Caio Soares, no Omelete

Enquanto George R.R. Martin não divulga mais detalhes sobre o lançamento de Winds of Winter, sexto livro das Crônicas de Gelo e Fogo, o autor deve publicar neste ano um novo conto ambientado no universo de Game of Thrones.

De acordo com uma lista de lançamentos adicionados nesta semana ao catálogo da Amazon norte-americana, a coletânea Book of Swords será lançada no dia 10 de outubro de 2017. O compêndio organizado por Gardner Dozois contará com uma nova história escrita por George R.R. Martin e ambientada em Westeros, mais não existem detalhes sobre o enredo ou personagens.

No passado, Gardner Dozois e Martin organizaram “O Príncipe de Westeros e Outras Histórias”, que trouxe um conto ambientado no universo de Game of Thrones, se passando 80 anos antes de O Cavaleiro dos Sete Reinos e focado em Daemon Targaryen.

Um outro conto sobre a dinastia Targaryen está em Mulheres Perigosas, nova antologia de Dozois e Martin que será lançada em fevereiro pelo selo LeYa/Omelete e que já está em pré-venda. Também chamado de “Os Negros e os Verdes”, o conto A Princesa e a Rainha narra a disputa entre a princesa Rhaenyra Targaryen e sua madrasta, a rainha Alicent Hightower que, com seus respectivos aliados (o “Negros” e os “Verdes”, nessa ordem), deram início ao conflito sangrento conhecido nas Crônicas de Gelo e Fogo como “A Dança dos Dragões”.

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