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Brasil ultrapassou marca de 25 mil ebooks em português

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Publicado por Revolução eBook

1Nunca se publicaram tantos livros digitais no Brasil, como nos últimos 8 meses. É o que mostra o terceiro e mais recente levantamento realizado pela Simplíssimo, que verificou a quantidade de ebooks em português à venda nas lojas e livrarias brasileiras, assim como a quantidade total de ebooks únicos disponíveis (ebooks à venda, mais ebooks grátis). Os dados foram obtidos ente os dias 20 e 24 de abril.

Apple e Amazon, os papa-léguas

Os resultados mostram uma ligeira liderança da Apple, com quase 18 mil ebooks à venda, seguida pela Amazon, com aproximadamente 15.800 ebooks à venda. O cenário é completamente diferente daquele mostrado na última edição da pesquisa, em agosto de 2012, quando Saraiva e Gato Sabido tinham os maiores catálogos de ebooks à venda, dois meses antes da estreia da versão brasileira da loja de ebooks da Apple (outubro de 2012) e três meses e meio antes da estreia do trio Amazon, Google e Kobo (dezembro de 2012).

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De lá para cá, apenas a Livraria Saraiva expandiu seu catálogo, mas não em ritmo suficiente para fazer frente à Apple e Amazon. Em oito meses, as gigantes americanas deixaram a concorrência local comendo poeira.

A Amazon, no último levantamento, mostrava meros 6 mil ebooks em português. Em menos de um ano, quase triplicou seu catálogo de ebooks à venda. Livraria Cultura e Apple não constavam do último levantamento, de modo que não é possível comparar a evolução do seu catálogo, mas a liderança da Apple era mais que previsível. Além de ser a principal vendedora de conteúdo digital no Brasil, a Apple investe forte na captação de conteúdo brasileiro para seus aparelhos, inclusive com consultores trabalhando dentro das editoras, auxiliando na colocação e posicionamento dos ebooks na iBookstore.

O Google aparece em cinza no gráfico, pois a Simplíssimo não conseguiu obter informações sobre os ebooks à venda na loja. Os dados da pesquisa são obtidos através de consultas sistematizadas aos sites e catálogos das lojas, abordagem que não funcionou para a loja Google Play. Leia mais aqui.

Menino de 12 anos cria aplicativo de educação e vira sucesso na internet

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“iBoletim” ajuda a calcular notas necessárias para aprovação na escola

Natan Gorin, de apenas 12 anos, autor do aplicativo que chegou figurar na lista da Apple Store BR como o mais vendido Divulgação

Natan Gorin, de apenas 12 anos, autor do aplicativo que chegou figurar na lista da Apple Store BR como o mais vendido Divulgação

Leonardo Vieira, em O Globo

RIO – Quem nunca passou pela aflição na escola de calcular as notas no final do ano e ver de quanto precisava para ser aprovado? Se a tarefa já é tortuosa para uma determinada disciplina, imagine agora ter que fazer o mesmo processo com 10 ou 12 matérias.

Foi pensando nisso que o estudante Natan Gorin, de apenas 12 anos, resolveu criar um aplicativo de celular que calculasse todos os pontos necessários para atingir a média mínima de aprovação. Batizado de iBoletim, o programa trabalha com sistemas de nota que vão de sistema de notas que vão de zero à dez ou de zero à cem. Além disso, é possível escolher os períodos de avaliação em bimestres, trimestres ou semestres.

Por enquanto, o aplicativo não faz cálculos mais complexos de médias ponderadas com pesos, nem é adaptável a outros sistemas de avaliação como os usados no Sisu. No entanto, Natan admite que quer aperfeiçoar o iBoletim no futuro.

— Eu quis fazer um programa simples para que as pessoas soubessem mexer sem dificuldades. Se eu ficasse enchendo o aplicativo de funções, as pessoas não iriam entender direito o programa e não usariam — explicou o menino.

A ideia do aplicativo surgiu quando muitos colegas de Natan o procuraram no final do ano passado pedindo que ele calculasse as notas. Na época, o menino, conhecido por ser bom em Matemática, pesquisou em sites da Apple e no Google para saber como se fazia um aplicativo que resolvesse o problema.

Mesmo sem ter estudado programação, o menino conseguiu criar um protótipo, aperfeiçoado durante as férias escolares de verão. O resultado da empreitada foi o iBoletim, que chegou a figurar na lista da Apple Store BR como o mais vendido no dia 13 de abril e já soma 24.501 downloads.

O mundo de oportunidades dos aplicativos

Como publicado em matéria recente da revista “Formou!”, do GLOBO, jovens de todo o mundo encontraram um ambiente fértil e rentável no desenvolvimento de aplicativos. Para quem se mira essa área como profissão, o salário inicial pode chegar a R$ 4 mil. Quem tem um pouco mais tempo de carreira chega a ganhar até R$ 10 mil por mês.

A boa notícia é que, para quem deseja aprender um pouco mais sobre o assunto, a própria internet está cheia de materiais, como tutoriais. No site Universo.mobi, é possível criar aplicativos gratuitamente. Estudar a documentação das principais plataformas de aplicativos também é fundamental. Isso pode ser encontrado nos sites developer.apple.com/devcenter/ios (iOS) e developer.android.com (Android).

Para ler na escola

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Jairo Marques, na Folha de S.Paulo

Fico imaginando o quanto deve doer o “Coração de Estudante” do Milton Nascimento ao ser bombardeado com imagens de professores com suas caras arroxeadas que não param de aparecer na televisão, nos jornais, nas “internets” e nos hospitais.

Professor pega gripe de menino catarrento que dá bom-dia com beijo, faz curativo no atentado que se rasgou na hora do recreio, é o psicólogo preferido do adolescente meio “revolts” e o defensor-mor da igualdade no reino das diferenças que imperam em uma escola.

Agora, porém, o respeito, a consideração e a admiração ao mestre, valores intocáveis e inquestionáveis, parecem que estão sucumbindo a qualquer mimo, a qualquer charme, a quaisquer garotões ou garotonas bobos que se acham, mas que, no fundo, estão bem perdidos.

Professor é o cara que entrega para a gente, em alguns casos, quase de graça, uma chave universal que destranca portas ao longo de toda a trajetória de vida. Mesmo assim, a tranca da ignorância de quem acha que ensinar é algo ultrapassado parece estar ganhando adeptos com velocidade.

Quero ver o Google inspirar a pensar que, talvez, o segundo resultado de uma pesquisa seja mais íntegro e válido do que o primeiro link apresentado. Duvido que haja jogos on-line mais interessantes do que um bom debate sobre a danada da Capitu.

De nada valem aplicativos geniais e vídeos engraçados no YouTube se alguém não ensina o que é a ironia, o que são os efeitos da trigonometria, a importância do porto de Alexandria, a razão por que tantos buscam isonomia e os relevos da geografia.

Passou da hora de a galera do fundão reagir criando uma marchinha de agrado ao professor. E também é momento de os nerds fazerem uma campanha no ciberespaço de valorização do conhecimento.

As bonitas poderiam ajudar a dar um up no make caído que fazem para o “prô”. A galera da timidez poderia preparar um grito bem gritado de “cheeeega”, de cale-se e preste atenção, que é meu futuro o que está no gramado. Aos puxa-sacos caberia fazer redondilhas cheias de xodó.

Quando a violência não é mais um tema da rua e de ambientes hostis, em que a gente tem sempre um político safado a quem impor a responsabilidade, e começa a ser fotografada dentro do palco maior de aprendizado, a escola, parece que o futuro está avisando, com calafrios, que ficará doente.

Este texto não é para ser lido na escola porque vai cair na Fuvest nem trata de um tema modernoso, que não para de ser discutido nos mundos acadêmicos. Ele também não tem palavrão caprichado e escracho sujão para se morrer de achar bom, compartilhar com os amigos.

Ele só serve para lembrar e reafirmar que escola e professor são fundamentos que instigam acordar para fazer melhor, para ganhar mais uma dose de estímulo para ir além. Não é a história de um fulano em uma caverna distante que é afetada quando um mestre apanha de um aluno. É a história que você está construindo para seus filhos e para si mesmo.

Que as caras manchadas dos prófis sejam de tanto rir de conquistas daqueles a quem se doaram ou pela maquilagem escorrida de tanto chorar de orgulho por aqueles a quem se dedicaram. E desculpe-me do tom professoral.

Uma minilivraria na porta de casa

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Little Free Library é feita de material reaproveitado e pode ficar no quintal

Alice Sant’Anna, no O Globo

Um exemplar do projeto Little Free Library Divulgação

Um exemplar do projeto Little Free Library Divulgação

Apesar do tamanho exíguo, a ideia é grandiosa. Inaugurada em 2009 nos Estados Unidos, a intenção da Little Free Library é, como diz o nome, ser uma pequena biblioteca de graça, onde os livros circulam livremente. É uma biblioteca de bairro: pode ficar dentro de um café, por exemplo, ou no quintal de casa. A condição é que a casinha, feita com material reaproveitado, sirva como ponto de partida e de chegada de obras literárias.

O projeto, que inicialmente almejava algo em torno de 2.500 pontos, deslanchou. Se em 2011 os criadores Todd Bol e Rick Brooks festejavam a marca de cem bibliotecas, em 2013 viram o número extrapolar para seis mil, somando um total de dois milhões de livros trocados em mais de 32 países.

No Google Maps, há um mapeamento de todas as coleções registradas, incluindo três na África (bit.ly/JDzl7o). Na América do Sul, ainda não há nenhuma. A estimativa é que, seguindo esse ritmo, até o fim do ano o projeto alcance impressionantes 25 mil registros.

As pessoas que doam seus livros são encorajadas a escrever um pequeno bilhete apresentando o conteúdo. E os leitores seguintes, de preferência, devem adicionar suas impressões ao papel. A ideia é que a seleção seja formada por “títulos preferidos” — incluam-se aí romances e histórias infantis — e também por ensinamentos práticos, como manuais.

Para cadastrar uma biblioteca na Little Free Library em sua cidade, é preciso pagar uma licença no valor de US$ 35. O preço cobrado pela casinha varia, mas no site (littlefreeli brary.org.) há instruções completas para se construir uma (aí sim, de graça), usando elementos recicláveis e resistentes. A criatividade cuida do resto.

MEC afirma que matrícula a partir de 4 anos será obrigatória só em 2016

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Imagem: Google

Imagem: Google

Publicado por UOL

O MEC (Ministério da Educação) afirmou que a matrícula de crianças na pré-escola a partir dos 4 anos será obrigatória somente em 2016. Segundo nota publicada pelo órgão na noite desta sexta-feira (5), “para atender a essa obrigatoriedade de pais e responsáveis, as redes municipais e estaduais deverão se adequar, dentro do mesmo prazo, para acolher alunos de 4 a 17 anos”.

No entanto, advogados ouvidos pelo UOL dizem que a Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013, estabelece que os pais ou responsáveis devem matricular as crianças de 4 anos a partir da sua publicação, o que aconteceu hoje.

Art. 6º
“É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade”
Fonte: Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013 – página 1 e página 2

“A lei dispõe que ela entra em vigor na data da sua publicação, [e por isso] os pais já têm o dever de procurar vagas para seus filhos a partir dos 4 anos na educação básica [a partir desta sexta]“, explica o advogado Ariel de Castro Alves, da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB.

De acordo com Alves, os pais podem ser multados se não respeitarem a nova legislação — os valores podem ir de três a vinte salários mínimos segundo o artigo 249 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Segundo o MEC, “a obrigatoriedade da educação básica dos 4 aos 17 anos decorre da Emenda Constitucional nº 59, de 11 de novembro de 2009. A mesma EC garante que a medida deverá ser implementada progressivamente, até 2016″. E, completa: “Evidentemente, não há como dissociar a obrigação dos pais da existência de vagas, que deverá ser garantida até o prazo previsto na EC.”

Para o advogado Flavio Augusto Antunes, especialista em direito educacional, a lei “antecipa” o prazo de cumprimento da Emenda Constitucional 59. Ele faz ainda uma observação: “Os gestores públicos terão de cumprir essa lei desde já, sob pena de se considerar crime de responsabilidade, no caso de negligência com sua implementação, conforme já dizia o artigo 5º, § 4º, da Lei nº 9.394/96 (LDB)”.

Anteriormente, os pais eram obrigados a colocar as crianças na escola a partir dos 6 anos.

Veja quais são as 20 metas para a educação na década; PNE ainda não foi aprovado

Educação infantil
Há também orientação sobre a avaliação da educação infantil. Não haverá retenção ou reprovação das crianças nessa etapa de ensino. A avaliação será feita “mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças”. Os ensinos fundamental e médio já possuem quesitos de avaliação consolidados por meio do Saeb, com a Prova Brasil e o Ideb que medem a qualidade da educação dessas etapas.

Segundo a lei publicada hoje, “a educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”.

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