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Clubes de leitura se proliferam e apostam na curadoria para atingir nichos

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As curadoras do Leia Mulheres, Juliana Gomes (E), Michelle Henriques e Juliana Leuenroth Foto: Daniel Teixeira/Estadão

 

Serviços se especializam e enviam mensalmente traduções inéditas, livros escritos por mulheres, best-sellers ou infantis

André Cáceres, no Estadão

Em meio à enxurrada que jorra diariamente das prateleiras físicas e virtuais – mais de 50 mil títulos lançados por ano, segundo pesquisa anual da Fipe para a Câmara Brasileira do Livro –, os leitores têm buscado novas maneiras de encontrar livros resgatando uma prática antiga: o serviços de assinatura mensal, nos moldes do Clube do Livro, criado pelo escritor e editor Mário Graciotti em 1943.

Um desses serviços é a TAG, que surgiu em 2014 e hoje abarca mais de 20 mil assinantes. “Levamos um tempo para conceber a ideia, se seria surpresa ou não, o que acompanharia o pacote”, diz ao Aliás o fundador Arthur Dambros. A empresa aposta em edições próprias caprichadas e curadoria de autores como a nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, o argentino Alberto Manguel e os brasileiros Luis Fernando Verissimo, Martha Medeiros e Daniel Galera. “A TAG não existe para incentivar a leitura, e sim para criar experiências literárias”, diz Dambros. “Por consequência, fomentamos o gosto pela leitura e valorização do livro.” Em março, a TAG estreou um novo selo, que enviará apenas obras inéditas em português para seus assinantes.

O Skoob é uma rede social em que leitores podem avaliar e debater obras, mostrar o que estão lendo e conhecer novos autores, mas desde junho de 2017, a plataforma oferece também um serviço por assinatura. “Nós usamos a avaliação dos livros pelos leitores no site para selecionar os títulos”, explica Lindenberg Moreira, fundador do site, que conta ter começado a iniciativa a pedido dos usuários. O Clube Skoob, que já soma 2 mil assinantes, não envia edições próprias, mas seleciona livros de editoras e oferece o espaço que já existia na internet para que a discussão das obras. “É claro que estamos limitados ao público que já é leitor, não vamos conseguir vender essa caixa para alguém que não lê, mas muitas vezes conseguimos mudar os hábitos de leitura dessas pessoas”, afirma Moreira, comemorando os usuários que passam a ler estilos pelos quais não se interessavam antes.

O Leia Mulheres, concebido entre 2014 e 2015, se inspirou em uma ação da escritora e ilustradora britânica Joanna Walsh, que incentivava a leitura de obras escritas por mulheres. “Ela basicamente propunha que as pessoas prestassem mais atenção ao que estavam lendo, porque a maioria dos livros era de homens”, conta Juliana Leuenroth, que, com Juliana Gomes e Michelle Henriques, fundou um clube de discussão na livraria Blooks.

A ideia, que começou entre amigos, se espalhou e hoje está em dezenas de municípios. “Cada cidade tem autonomia para escolher o livro que quiser. Os encontros são mensais e a única coisa que pedimos é que o livro seja de fácil acesso, ou seja, não esteja esgotado em livrarias e não seja tão caro”, explica Leuenroth. É claro, os títulos são todos de mulheres, mas ela conta que alguns homens também participam dos encontros. Até autoras, como Giovana Mandalosso e Jarid Arraes, estiveram presentes nos debates sobre suas obras. A próxima reunião ocorre em 24 de março, às 16h, no CCSP, para discutir Um Útero é do Tamanho de um Punho, de Angélica Freitas.

Em 2017, o Leia Mulheres se tornou um dos selos do Garimpo, um serviço de assinatura dividido em nichos como ficção, poesia, infantil e negócios. Leuenroth, Gomes e Henriques selecionam, mensalmente, obras escritas por mulheres, como Kindred, de Octavia Butler, e A Mulher de Pés Descalços, de Scholastique Mukasonga, alguns dos livros escolhidos recentemente.

Crianças. A Companhia das Letrinhas, selo focado no público infantojuvenil, oferece o Expresso Letrinhas, que envia mensalmente dois livros infantis aos associados. “A ideia é que os pais possam construir uma biblioteca para a criança, mesmo que ela ainda não consiga ler alguns dos títulos agora ou precise da leitura compartilhada”, diz Mell Brites, que é editora da Companhia e curadora do clube. Ela conta que a expertise da empresa é fundamental, pois a Companhia das Letras conta com um departamento especializado em fornecer material para escolas e, com isso, sabe o que é importante para cada idade.

Os livros enviados mensalmente são divididos em três faixas etárias: para crianças de até seis anos, as obras têm mais imagens e menos texto, indicadas para a leitura com os pais. Entre sete e nove anos, são selecionados livros que tratam de temas mais complexos, mas ainda com um bom equilíbrio entre imagens e texto. Até os 12 anos, as crianças recebem títulos que tenham uma predominância de texto e sejam recomendados para a leitura autônoma. Além desses livros, há sempre um clássico enviado para todas as faixas.

Para Brites, muitos pais que nutrem o hábito da leitura não sabem transmiti-lo aos filhos. “A literatura infantil é muito específica, então os pais têm dificuldade de escolher um livro para a criança ou de saber o que é interessante. A oferta é muito variada e um dos motivos pelos quais criamos o clube foi para garantir que os pais ofereçam uma literatura de qualidade aos filhos”, conclui.

Outro serviço voltado para os pequenos é o Leiturinhas, fundado por Guilherme Martins, Rodolfo Reis e Luis Castilho em 2014. Nenhum dos três tinha um background editorial, mas todos perceberam a necessidade do clube quando seus filhos começaram a nascer. “Nossa ideia é sempre levar algo para a criança que faça ela associar a leitura a uma atividade divertida”, afirma Martins, que é CEO da Playkids, empresa responsável pelo serviço. “A criança se sente importante porque chega um pacote para ela em casa, que é algo que ela vê acontecendo com os adultos”, conta, listando os adesivos, marcadores de páginas e o material de apoio para os pais. “Não importa se o pai é leitor ou não. Se não criamos essa periodicidade, a criança não adquire um hábito de leitura”, acredita Martins. O Leiturinhas é parte de um projeto maior, que conta também com o aplicativo Playkids Explorer, que leva os pequenos a aventuras que vão “do fundo do mar ao espaço”, conta o empresário.

Pode parecer que os clubes de leitura são todos voltados para o mesmo público, mas o perfil do leitor de cada serviço é bastante definido. O foco na experiência, no final das contas, parece ser o leitmotiv por trás desse fenômeno editorial, uma vez que não se resume a receber um produto em casa, mas sim a todo tipo de vivência que um livro pode proporcionar: debater escritoras, se aproximar dos filhos, conhecer um autor novo ou expandir as fronteiras dos próprios hábitos literários.

Alguns dos serviços disponíveis:

TAG

Curadoria: seleção de notáveis, edição em capa dura exclusiva, conteúdo extra e brindes, a partir de R$ 55,90 mais frete; Inéditos: best-sellers ainda não traduzidos em brochura, a partir de R$ 39,90 mais frete

Leia Mulheres

Selo do Garimpo com livros escritos por mulheres, escolhidos pelas criadoras do projeto, acompanha carta das curadoras, a partir de R$ 49,90

Skoob

Caixa comum contém de um a dois brindes que acompanham o livro: R$ 59,90 mais frete; especial com três a cinco brindes, R$ 89,90 mais frete

Expresso Letrinhas

Um livro clássico e um indicado para a faixa etária, além de brincadeiras inclusas no pacote e textos de apoio para os pais: R$ 54,90 mais frete

Leiturinhas

Lançamentos com exclusividade das mais de cem editoras parceiras, além de brindes e material de apoio. Kit Uni, com um livro: R$ 39,90; Kit Duni: R$ 59,90

Os sete livros que farão você tomar gosto pela leitura em 2018

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Imagem: Getty Images.

Rodrigo Casarin, no Página Cinco

Já dei aqui algumas dicas para quem deseja começar a ler ou ler mais ao longo de 2018 e também dei minha opinião sobre se vale a pena ou não investir em um aparelho para livros digitais a fim de atingir tal graça. Espero que a esta altura do ano, já na terceira semana de janeiro, ainda exista a vontade de cumprir as resoluções regadas a sidra do réveillon, por isso indico agora sete livros que podem ser uma aprazível porta de entrada ao universo da literatura. São obras de linguagem simples, que apresentam histórias marcantes, algumas bem-humoradas, outras extremamente impactantes, que nos colocam para pensar.

Última Hora”, de José Almeida Júnior (Record): vencedor do último Prêmio Sesc na categoria romance, a obra é uma ficção histórica que acompanha um jornalista em conflito entre suas convicções comunistas e a necessidade de escrever para um jornal que apoia Getúlio Vargas. Feijão com arroz competente, o livro impressiona por mostrar como o Brasil da década de 1950, marcado pela polarização política, é extremamente parecido com o de hoje.

O Ano do Pensamento Mágico”, de Joan Didion (Nova Fronteira): “A vida se transforma num instante. Você se senta para jantar e a vida que você conhecia acaba de repente”. É assim que Joan, jornalista e excelente escritora, começa a narrativa na qual lembra da morte súbita de seu marido e de como essa perda a impactou ao longo do ano seguinte – para piorar, sua filha ainda estava seriamente adoecida. Relato pungente, faz o leitor pensar sobre os raros instantes em que vidas são completamente transformadas. Boa pedida para quem quer começar o ano refletindo.

 

Dândis de Selma”, de Nicolás Irurzun (Giostri): uma mistura entre a série mexicana “Club de Cuervos”, o humor e o estilo do escritor José Roberto Torero e músicas de “Engenheiros do Hawaii”. É bastante divertido esse romance de Irurzun, que conta a história de um pequeno time de futebol acostumado a ser goleado a cada rodada e a sempre terminar na lanterna do campeonato – ou, quando consegue realizar uma campanha épica, abraçar a penúltima colocação. As coisas, no entanto, começam a mudar quando uma moça chega para assumir a preparação física, mas acaba ficando com o cargo de treinadora da equipe. A dica é boa especialmente para quem curte futebol.

Trem Fantasma Para a Estrela do Oriente”, de Paul Theroux (Objetiva): um dos maiores nomes da literatura de viagem, o norte-americano Paul Theroux repete em “Trem Fantasma Para a Estrela do Oriente”, livro de 2008, boa parte da rota que traçou na década de 1970 para escrever “O Grande Bazar Ferroviário”, clássico do gênero. Viajando de Londres até Cingapura, passando pelo Japão e retornando para a Inglaterra pelo norte da Rússia utilizando principalmente trem, sua grande paixão, mostra como o mundo se transformou ao longo das décadas que separam as duas viagens. É um título para viajar no espaço e no tempo sem sair de casa.

Holocausto Brasileiro”, de Daniela Arbex (Geração Editorial): livro-reportagem impactante, que nos coloca para pensar em quantos absurdos acontecem próximos de nós enquanto seguimos com nossas vidas, sem nos preocupar com muita coisa além do próprio umbigo. Na obra, Daniela escancara o horror que era o hospício da cidade de Barbacena, em Minas Gerais, onde ao longo de décadas pessoas foram violentadas, torturadas e mortas. Sofrendo de crueldades que fazem lembrar as práticas nazistas em seus campos de extermínio, mais de 60 mil brasileiros morreram no hospício. Essa vai para quem deseja descobrir o quanto um livro pode escancarar nossa própria realidade.

 

Demônios Domésticos”, de Tiago Germano (Le Chien): a curiosidade de saber como o Papa faz para se livrar de todas as suas roupas quando precisa ir ao banheiro, possíveis slogans adotados por funerárias, um garoto que deixou de colecionar selos e passou a reunir palavras… Esses são alguns dos assuntos aos quais o escritor Tiago Germano dedica o seu olhar de cronista, gênero que, pelo tamanho das histórias (quase sempre pequenas), pode agradar em cheio quem está começando a ler e ainda não consegue ficar imerso durante muito tempo em uma narrativa.

O Palácio da Memória”, de Nate DiMeo (Todavia): falei sobre este livro ontem no blog, aqui está o link. Coloco o título na lista apenas para reforçar que é outra excelente alternativa a quem procura por histórias surpreendentes e bem contadas, porém breves. Independente de ser um leitor iniciante ou já experiente, vale muito a pena conhecer o trabalho de DiMeo, que leva o justo subtítulo de “Pessoas Extraordinárias em Tempos Conturbados”.

Programa ‘Geladeiras Literárias’ incentiva a leitura nos terminais urbanos de Jundiaí

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Terminal Vila Arens foi o primeiro a receber o equipamento (Foto: Fotógrafos PMJ)

Terminal Vila Arens foi o primeiro a receber o equipamento (Foto: Fotógrafos PMJ)

Publicado no G1

Como parte da programação em homenagem ao aniversário de 362 anos de Jundiaí (SP), os terminais urbanos da cidade estão recebendo o programa “Geladeiras Literárias”, para incentivar a leitura.

Cada terminal conta com uma “geladeira” que dispõe de diversos livros para retirada e leitura pelos usuários. Após o uso, o livro deve ser devolvido em qualquer um dos sete terminais. O terminal Vila Arens foi o primeiro a receber o equipamento, na segunda-feira (4).

Segundo o gestor da Unidade de Cultura, Marcelo Peroni, a ideia é fomentar o gosto pela leitura na população. “Quem pegar um livro para ler pode devolver em qualquer um dos locais. E quem tiver uma obra em casa e quiser deixar na geladeira para que outros leiam também é permitido”, explica.

O projeto literário oferece opções para todos os gostos e idades. Ao todo, o governo municipal recebeu quatro toneladas de livros em doações, entre obras infantias, romances, poesias e contos.

Confira os locais das próximas apresentações:

Quarta-feira (6): Terminal Central – Zumba com a Unidade de Esporte e Lazer
Quinta-feira (7): Terminal Cecap – Intervenção circense Gravidade Zero
Segunda-feira (11): Terminal Eloy Chaves – Coral 28 de Setembro
Terça-feira (12): Terminal Colônia – Capoeira Angolinha
Quarta-feira (13): Terminal Hortolândia – Dança do Ventre Portal do Egito

O projeto “O livro bate à sua porta” leva leitura às comunidades carentes do Rio de Janeiro

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Publicado no Sopa Cultural

O projeto O livro bate à sua porta nasceu da vontade de levar a leitura às casas, comércio e bibliotecas com o objetivo de mobilizar pessoas, dando a elas o suporte necessário para que possam ser agentes de transformação em seu meio social.

O livro bate à sua porta conta com uma equipe enxuta que visita, ao longo do ano, várias comunidades e deixam em cada uma delas uma caixa em MDF personalizada em formato de estante de livros. Além disso, durante as visitas nos locais públicos (restaurante, salão de beleza, biblioteca) o projeto realizar saraus, contações de histórias e diversas atividades ligadas ao estímulo e ao prazer da leitura.

Lucia Morais, diretora do projeto, explica que ele surgiu quando ela reparou que as pessoas não se dirigiam à biblioteca. “Percebi que havia uma demanda enorme de crianças brincando nas ruas e as bibliotecas públicas vazias, então criei o projeto”, conta. “Via muitas pessoas em frente às suas casas à toa e muitas vezes pensei em parar e ler algo para elas. Daí concluí que se a comunidade não vai à biblioteca, a biblioteca vai à comunidade”, relembra. E é assim, de lar em lar, que o projeto vem a cada ação se tornando mais bem sucedido.

O livro bate à sua porta é uma maneira de aproximar crianças e adultos dos livros porque estreita a relação entre o sujeito e o objeto aumentando o interesse pela leitura em locais que não veem nos livros uma oportunidade de crescimento educacional e cultural. “Íamos, voluntariamente e aos poucos, numa casa aqui, outra ali e quando vimos o projeto já estava acontecendo”, diz Lucia.

O interesse das pessoas foi crescendo e chegou ao ponto de muitas pedirem à equipe do projeto para irem às suas casas mediar leitura, contar história e emprestar um livro. Crianças, adolescentes e famílias inteiras foram aderindo a proposta e, aos poucos, foram tornando-se mediadores de leitura voluntariamente. Estimular o gosto pela leitura e colaborar com o desenvolvimento de moradores que têm pouco acesso aos livros e às bibliotecas contribuindo para seu enriquecimento cultural e ajudar famílias a montarem em seuslares um ambiente de leitura, promovendo uma troca de livros entre vizinhos e identificar mediadores de leitura para expandir a ação são os objetivos deste projeto.

O livro bate à sua porta percorrer residências, creches e estabelecimentos comerciais de algumas comunidades carioca. Já passou pela Ladeira dos Tabajaras, Morro dos Cabritos em Copacabana, Mangueirinha em Botafogo, Candelária na Mangueira, Maré, Rio dasPedras em Jacarepaguá e Fazenda Botafogo em Coelho Neto. Com produção d’A Trupe Pequenalegria formada por três mulheres contadoras de histórias, Lucia Morais, Arlene Costa e Marcia Costa, o projeto vai realizar dias 2 e 6 de novembro várias ações nas comunidades localizadas em Acari e Botafogo.

Mães são as maiores influenciadoras da leitura na infância, indica pesquisa

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Ler junto com a criança é divertido, fortalece o vínculo entre pais e filhos e estimula o gosto pela leitura.

Ler junto com a criança é divertido, fortalece o vínculo entre pais e filhos e estimula o gosto pela leitura.

 

Publicado no Catraquinha

A quarta Edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Ibope Inteligência, investigou o comportamento dos leitores brasileiros e os maiores influenciadores dos hábitos de leitura do brasileiro.

Os resultados indicam que o hábito de leitura dos pais têm forte influência na construção do hábito de leitura dos filhos, e que a figura da mãe é bastante importante no estímulo ao prazer da leitura, somada à figura do pai ou de um outro parente pode-se perceber a influência da família na formação de leitores.

De acordo com a pesquisa, 33% dos respondentes sofreu a influência de alguém para começar a gostar de ler. Destes 33%, 11% afirmam que a mãe ou um responsável do sexo feminino influenciou o gosto pela leitura; 7% dizem terem sido influenciados por um professor ou uma professora; e 4% dos entrevistados alegaram ainda que o pai ou o responsável do sexo masculino foi o influenciador.

A pesquisa aponta ainda que, em relação ao hábito de leitura dos pais, 17% dos entrevistados leem com frequência, 24% leem às vezes e 53% nunca leem.

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