Sua Segunda Vida Começa Quando Você Descobre Que Só Tem Uma

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Programa ‘Geladeiras Literárias’ incentiva a leitura nos terminais urbanos de Jundiaí

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Terminal Vila Arens foi o primeiro a receber o equipamento (Foto: Fotógrafos PMJ)

Terminal Vila Arens foi o primeiro a receber o equipamento (Foto: Fotógrafos PMJ)

Publicado no G1

Como parte da programação em homenagem ao aniversário de 362 anos de Jundiaí (SP), os terminais urbanos da cidade estão recebendo o programa “Geladeiras Literárias”, para incentivar a leitura.

Cada terminal conta com uma “geladeira” que dispõe de diversos livros para retirada e leitura pelos usuários. Após o uso, o livro deve ser devolvido em qualquer um dos sete terminais. O terminal Vila Arens foi o primeiro a receber o equipamento, na segunda-feira (4).

Segundo o gestor da Unidade de Cultura, Marcelo Peroni, a ideia é fomentar o gosto pela leitura na população. “Quem pegar um livro para ler pode devolver em qualquer um dos locais. E quem tiver uma obra em casa e quiser deixar na geladeira para que outros leiam também é permitido”, explica.

O projeto literário oferece opções para todos os gostos e idades. Ao todo, o governo municipal recebeu quatro toneladas de livros em doações, entre obras infantias, romances, poesias e contos.

Confira os locais das próximas apresentações:

Quarta-feira (6): Terminal Central – Zumba com a Unidade de Esporte e Lazer
Quinta-feira (7): Terminal Cecap – Intervenção circense Gravidade Zero
Segunda-feira (11): Terminal Eloy Chaves – Coral 28 de Setembro
Terça-feira (12): Terminal Colônia – Capoeira Angolinha
Quarta-feira (13): Terminal Hortolândia – Dança do Ventre Portal do Egito

O projeto “O livro bate à sua porta” leva leitura às comunidades carentes do Rio de Janeiro

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Publicado no Sopa Cultural

O projeto O livro bate à sua porta nasceu da vontade de levar a leitura às casas, comércio e bibliotecas com o objetivo de mobilizar pessoas, dando a elas o suporte necessário para que possam ser agentes de transformação em seu meio social.

O livro bate à sua porta conta com uma equipe enxuta que visita, ao longo do ano, várias comunidades e deixam em cada uma delas uma caixa em MDF personalizada em formato de estante de livros. Além disso, durante as visitas nos locais públicos (restaurante, salão de beleza, biblioteca) o projeto realizar saraus, contações de histórias e diversas atividades ligadas ao estímulo e ao prazer da leitura.

Lucia Morais, diretora do projeto, explica que ele surgiu quando ela reparou que as pessoas não se dirigiam à biblioteca. “Percebi que havia uma demanda enorme de crianças brincando nas ruas e as bibliotecas públicas vazias, então criei o projeto”, conta. “Via muitas pessoas em frente às suas casas à toa e muitas vezes pensei em parar e ler algo para elas. Daí concluí que se a comunidade não vai à biblioteca, a biblioteca vai à comunidade”, relembra. E é assim, de lar em lar, que o projeto vem a cada ação se tornando mais bem sucedido.

O livro bate à sua porta é uma maneira de aproximar crianças e adultos dos livros porque estreita a relação entre o sujeito e o objeto aumentando o interesse pela leitura em locais que não veem nos livros uma oportunidade de crescimento educacional e cultural. “Íamos, voluntariamente e aos poucos, numa casa aqui, outra ali e quando vimos o projeto já estava acontecendo”, diz Lucia.

O interesse das pessoas foi crescendo e chegou ao ponto de muitas pedirem à equipe do projeto para irem às suas casas mediar leitura, contar história e emprestar um livro. Crianças, adolescentes e famílias inteiras foram aderindo a proposta e, aos poucos, foram tornando-se mediadores de leitura voluntariamente. Estimular o gosto pela leitura e colaborar com o desenvolvimento de moradores que têm pouco acesso aos livros e às bibliotecas contribuindo para seu enriquecimento cultural e ajudar famílias a montarem em seuslares um ambiente de leitura, promovendo uma troca de livros entre vizinhos e identificar mediadores de leitura para expandir a ação são os objetivos deste projeto.

O livro bate à sua porta percorrer residências, creches e estabelecimentos comerciais de algumas comunidades carioca. Já passou pela Ladeira dos Tabajaras, Morro dos Cabritos em Copacabana, Mangueirinha em Botafogo, Candelária na Mangueira, Maré, Rio dasPedras em Jacarepaguá e Fazenda Botafogo em Coelho Neto. Com produção d’A Trupe Pequenalegria formada por três mulheres contadoras de histórias, Lucia Morais, Arlene Costa e Marcia Costa, o projeto vai realizar dias 2 e 6 de novembro várias ações nas comunidades localizadas em Acari e Botafogo.

Mães são as maiores influenciadoras da leitura na infância, indica pesquisa

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Ler junto com a criança é divertido, fortalece o vínculo entre pais e filhos e estimula o gosto pela leitura.

Ler junto com a criança é divertido, fortalece o vínculo entre pais e filhos e estimula o gosto pela leitura.

 

Publicado no Catraquinha

A quarta Edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Ibope Inteligência, investigou o comportamento dos leitores brasileiros e os maiores influenciadores dos hábitos de leitura do brasileiro.

Os resultados indicam que o hábito de leitura dos pais têm forte influência na construção do hábito de leitura dos filhos, e que a figura da mãe é bastante importante no estímulo ao prazer da leitura, somada à figura do pai ou de um outro parente pode-se perceber a influência da família na formação de leitores.

De acordo com a pesquisa, 33% dos respondentes sofreu a influência de alguém para começar a gostar de ler. Destes 33%, 11% afirmam que a mãe ou um responsável do sexo feminino influenciou o gosto pela leitura; 7% dizem terem sido influenciados por um professor ou uma professora; e 4% dos entrevistados alegaram ainda que o pai ou o responsável do sexo masculino foi o influenciador.

A pesquisa aponta ainda que, em relação ao hábito de leitura dos pais, 17% dos entrevistados leem com frequência, 24% leem às vezes e 53% nunca leem.

7 grandes livros que você deve ler antes de morrer

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publicado no Geekness

O poeta espanhol Rubén Darío disse uma vez que “aprender a ler é uma das coisas mais importantes que nos acontece na vida”. E esta é uma verdade.

Quase não dá para imaginar como seria nossa vida hoje sem os grandes livros, histórias e registros. E, sim, para ler e aproveitar a leitura é preciso aprender. Uma coisa é ler a lista do mercado ou textos na internet outra coisa bem diferente é entrar em um universo novo feito de páginas, palavras e imaginação.

Dizem que para saber ler basta ler; e nós concordamos. Uma vez que você pega gosto pela leitura é difícil conseguir parar. A dica é se manter lendo, trocando de livro um atrás do outro e não deixando o ânimo esfriar.

Para que você tenho pelo menos sete ótimos livros para ler nos próximos meses, selecionamos clássicos imperdíveis da literatura. Não tem desculpa agora para dizer que não sabe o que ler… Boa leitura!

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Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez, 1967

Clássico absoluto recomendado por 10 entre 10 leitores, Cem Anos de Solidão apresenta a história da família Buendia em sete gerações. Durante um século, García Márquez narra a trajetória de uma vila no meio do nada, cuja existência passa despercebida no tempo.

Trata-se de uma leitura que exige concentração, pois pede certa sagacidade do leitor para entender o ambiente irreal de Macondo que é cheio de detalhes e mistura o normal e o fantástico, o real e o sobrenatural.

O livro tem a intenção de retratar a solidão humana, quando se passam cem anos e nada continua igual, apenas o ser humano. Leitura recomendada para todas as idades!

A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera, 1984
insustentavel-leveza-do-ser (1)O romance de Milan Kundera se passa em Praga em 1968 e narra os amores e desamores de quatro personagens: Tomás, Tereza, Sabina e Franz. O livro é permeado pela invasão russa à Tchecoslováquia e pelo clima de tensão que pairava em Praga naqueles dias.

Além de totalmente sensual e envolvente, o estilo narrativo de Kundera permite saídas do texto central com comentários que esclarecem ao leitor sobre o terreno filosófico e psicológico em que a história se desenrola.

Há referência a autores como Nietzsche e Parmênides que situam o enredo em uma perspectiva existencial e submete as situações à uma análise filosófica e uma reflexão especulativa.

O livro narra as dores e as delícias de optar pela liberdade ou pelo comprometimento ilustrando as consequências existenciais de cada uma dessas opções. Imperdível e maravilhoso!

Memória de Minhas Putas Tristes, Gabriel García Márquez, 2004

Memória de Minhas Putas Tristes narra a história de um velho cronista e crítico musical que, em seu aniversário de 90 anos, pretende presentear a si mesmo com uma noite de amor insano com uma adolescente virgem.

No entanto, ao vê-la dormindo, não tem coragem de acordá-la e se apaixona por uma garota adormecida. Um livro sábio, reflexivo e com muito bom humor.

1984, George Orwell, 1949
19841984 apresenta a história de Winston Smith, um homem com uma vida insignificante que recebe a tarefa de perpetuar a propaganda do regime atuante por meio da falsificação de documentos públicos e da literatura a fim de que o governo sempre esteja correto no que faz.

Smith fica cada vez mais desiludido com sua existência miserável e assim é iniciada uma rebelião contra o sistema. O romance ficou famoso por seu retrato sobre a fiscalização e controle de um determinado governo na vida dos cidadãos e a crescente invasão sobre os direitos do indivíduo.

Vivemos ou não em um imenso “Big Brother”?

Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley, 1932

No mundo futurista criado por Aldous Huxley não existe família e as pessoas nascem pré-condicionadas biologicamente em uma sociedade organizada por castas. Nesta sociedade não existe ética religiosa nem os valores que regem a sociedade atual.

Qualquer dúvida ou insegurança são dissipadas com o consumo de uma droga chamada “soma”. Não existem casais, nem o nascimento por meio da gravidez. O conceito de Amor, como um sentimento monogâmico, também não existe.

As pessoas praticam relações sexuais entre si como uma mera forma de lazer, vivendo sob o lema: “cada um pertence a todos”. O enredo remete à reflexões sobre os relacionamentos, o futuro e modos de vida.

Quando Nietzsche Chorou, Irvin D. Yalom, 1982

Em Quando Nietzsche Chorou, o psicoterapeuta Irvin Yalom liga duas figuras históricas importantíssimas em um relacionamento fictício que se passa em um contexto histórico real na Viena de 1982.

O médico e fisiologista austríaco Josef Breuer e o filósofo alemão Friedrich Nietzsche iniciam discussões permeadas pelas teorias de Nietzsche, como a do eterno retorno, e abrangem grandes questões que permeiam a existência humana: o seu significado, a liberdade, as escolhas, o destino, Deus, a morte e o desespero.

Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa, 1956

Com uma linguagem caracterizada por acentos e jeitos sertanejos, Grande Sertão: Veredas é considerado uma das maiores obras da literatura brasileira. A grandiosidade do livro de Guimarães Rosa pode ser exemplificada pelas interpretações, que abordam variados pontos de vista e as mais diferentes culturas.

A obra se passa no sertão brasileiro e o enredo é tomado por uma espécie de labirinto. Como se fosse uma metáfora da vida, a travessia do labirinto pode ser interpretada como a travessia da própria existência.

Mais que os outros livros desta lista, este é destinado para quem sabe ler. Ele requer paciência, pois a linguagem é cheia de cultura oral e pede muita interpretação de texto. Com paciência é possível logo se sentir preso à trama e abduzido por um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos que deve ser lido e entendido muitas vezes.

Felipe, 9 anos, 18 livros em um bimestre: “Não resisto nem a rótulo de comida”

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Nada de tablet; amante da leitura em papel, Felipe ganhou no ano passado o certificado de leitor ano da biblioteca da escola

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Publicado em Último Segundo

O pequeno Felipe Ellero da Silva não se esquece do dia em que Claudia, sua mãe, lhe mostrou um livro e explicou: “As histórias todas que te conto estão aqui. Quando você começar a ler, vai poder fazer isso sozinho.”

Estava dada a autorização para que o menino, hoje com nove anos, se permitisse escolher o passeio favorito para os finais de semana: frequentar livrarias e bibliotecas. E não só a seção infantil. Leitor voraz desde os cinco anos, Felipe gosta de livros de arte, de música, biografias e o que mais lhe apetecer nos corredores.

Houve a época dos dinossauros, e então ele ganhou uma porção de enciclopédias sobre o assunto. Depois vieram os livros de mitologia. Nas aulas de música, quando começou a aprendeu sobre Luiz Gonzaga, ganhou uma sanfona antiga dos pais e aprender a tocar Asa Branca.

No ano passado, durante a Copa do Mundo, Felipe montou o álbum de figurinhas, como todos os amigos. Mas não parou por aí: ganhou dos pais um livro com os hinos de todos os países e um atlas para pesquisar as bandeiras. “Quando gosto de um tema, quero saber tudo sobre ele”, resume, com a frase curta e tímida típica da infância.

Tão tímido que responde apenas com um “ahã” quando a repórter pergunta se era mesmo verdade que ele ganhou, no fim do ano passado, o “certificado de leitor” da biblioteca do Colégio Santa Maria, onde cursa o 4º ano do fundamental. Neste ano, o certificado também deverá ir para sua coleção. Só no primeiro bimestre de 2015, Felipe emprestou 18 livros na biblioteca.

“Vou à biblioteca na hora do recreio e já começo ler o livro na fila, enquanto espero para fazer a retirada. Depois continuo no carro. Rapidinho termino”, conta ele, que também não resiste a um rótulo de alimento ou de xampu. “Quero ler tudo”

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