Marcelo Nova - o Galope do Tempo

Posts tagged Guardian

Nobel da Física de 2013 diz que hoje não teria lugar na Academia

1

“Não seria considerado suficientemente produtivo”, afirma Peter Higgs, que em 1964 previu a existência do bosão de Higgs, que só viria a ser comprovada em 2012. Cientista britânico critica o clima atual das universidades, em que os investigadores são transformados em máquinas de produzir papers.

Publicado no Esquerda

higgs_peter_19293Peter Higgs, prémio Nobel da Física de 2013 junto com François Englert pela descoberta do bosão de Higgs, disse ao The Guardian que hoje não conseguiria um emprego na Academia. “Tão simples assim. Não creio que fosse considerado suficientemente produtivo”.

Higgs recebeu diversos prémios, como a Medalha Dirac pelas contribuições à física teórica do Instituto de Física em 1997, o Prémio High Energy and Particle Physics pela Sociedade Europeia de Física em 1997, o Prémio Wolf de Física em 2004 e o Nobel de Física de 2013. Mas duvida que a descoberta que expôs num célebre artigo publicado em 1964 pudesse ter sido feita no clima que impera nas universidades de hoje, onde os investigadores têm de produzir papers uns atrás dos outros. “É difícil imaginar como é que no ambiente atual [da universidade] eu teria paz e tranquilidade suficientes para fazer o que fiz em 1964”.

Higgs diz que publicou menos de dez artigos depois da sua importante descoberta de 1964, e está convencido que teria sido despedido se não tivesse sido nomeado para o Nobel, pela primeira vez, em 1980. O que aconteceu foi que a direção da Universidade de Edinburgh percebeu que o investigador poderia vir a ganhar o Prémio Nobel, e se não ganhasse sempre poderiam ver-se livres dele.

O cientista contou ao Guardian o embaraço que ele significava para o departamento quando circulava o pedido de lista de publicações dos cientistas do departamento naquele ano, e ele respondia: “Nenhum”.

O nome de Higgs foi posto à partícula cuja existência ele previu em 1964 e que só foi comprovada pelo acelerador de partículas LHC do Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN) em 2012. O físico só lamenta que o bosão tenha ficado conhecido como “a partícula de Deus”, pois teme que essa alcunha “reforce o pensamento confuso na cabeça das pessoas que já pensam de forma confusa. Se acreditam na história da criação em sete dias, estão a ser inteligentes?”, disse ao Guardian.

dica do Davi Duarte

Rovio vai lançar plataforma educativa baseada em “Angry Birds” na China

0

Publicado por Folha de S.Paulo

A Rovio, desenvolvedora da franquia “Angry Birds”, está levando o universo de sua popular série de games para as salas de aulas da China.

Em parceria com a Universidade de Helsinque, na Finlândia, o estúdio criou o “Angry Birds Playground”, um conjunto de materiais educacionais baseado no currículo escolar finlandês e estrelado por personagens dos jogos.

Voltado para alunos do jardim de infância, o projeto foi revelado na semana passada, na China, e será lançado numa escola em Xangai. O material –formado por livros, pôsteres, um instrumento de cinco cordas, jogos físicos e conteúdo digital– cobre temas como linguagem, matemática, artes, música e educação física.

Desenvolvedora finlandesa Rovio vai levar sua série de games "Angry Birds" para as salas de aula / Divulgação

Desenvolvedora finlandesa Rovio vai levar sua série de games “Angry Birds” para as salas de aula / Divulgação

“Não estamos falando de games apenas: é uma abordagem de aprendizado completa, da qual os jogos fazem parte”, disse ao jornal britânico “The Guardian” Sanna Lukander, vice-presidente do setor de ensino e publicação de livros da Rovio.

“Não é aprender sentado e brincando com um aparelho eletrônico. Há um fundamento real nisso, e um equilíbrio saudável entre descanso, brincadeira e trabalho”, complementou.

Como aponta o veículo, o “Angry Birds Playground” é muito mais do que dar um viés educativo para a série: o projeto é sobre exportar “a filosofia e o expertise educacional” da Finlândia para o resto de mundo através de uma marca popular.

A Rovio já trabalhou com organizações como NASA, National Geographic e CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, na sigla em francês), a fim de produzir material educativo. Mas “Angry Birds Playground” seria algo muito mais “ambicioso”.

Livros podem derrotar o terrorismo, diz Malala Yousafzai

0

Jovem paquistanesa baleada por talibãs inaugura, em Birmingham, a maior biblioteca pública da Europa

Publicado no Tvi24

Malala Yousafzai com o pai Ziauddin (REUTERS/Darren Staples)

Malala Yousafzai com o pai Ziauddin (REUTERS/Darren Staples)

Malala Yousafzai, a estudante paquistanesa baleada na cabeça pelos talibãs por defender o direito das meninas à educação, afirmou esta terça-feira, no Reino Unido, que os livros podem derrotar o terrorismo.

De acordo com a edição online do «The Guardian», a jovem de 16 anos fez um discurso na cidade que a adotou, Birmingham, antes de descerrar uma placa na inauguração da maior biblioteca pública da Europa.

«Desafiei-me a ler milhares de livros e a ganhar força com o conhecimento. Canetas e livros são as armas para derrotar o terrorismo», afirmou a jovem que, em outubro de 2012, viajou para a cidade inglesa para ser operada, após um ataque no momento em que seguia para a escola no Paquistão.

«Não há uma arma mais poderosa do que o conhecimento, nem maior fonte de conhecimento do que a palavra escrita», argumentou Malala Yousafzai, num discurso que durou sete minutos.

Malala Yousafzai inaugura biblioteca em Birmingham (REUTERS/Darren Staples)

Malala Yousafzai inaugura biblioteca em Birmingham (REUTERS/Darren Staples)

A adolescente, candidata ao Prémio Nobel da Paz 2013, exprimiu-se com desenvoltura, apesar do grave ferimento que sofreu. A jovem mostra apenas um pouco de rigidez no lado esquerdo do rosto.

Malala Yousafzai frequenta a escola em Birmingham, cidade que tem uma grande população paquistanesa e para onde a família da jovem se mudou.

A biblioteca de Birmingham é um dos grandes projetos para recuperar o centro da cidade e conta com mais de um milhão de livros, incluindo as primeiras edições das obras do dramaturgo inglês William Shakespeare

Cartas de soldados da I Guerra são disponibilizadas on-line

0

Historiadores digitalizaram documentos extraviados para que descendentes possam ter acesso às mensagens deixadas por seus familiares

Barão Manfred von Richthofen saúda na frente funcionários com agentes do esquadrão de combate ( Hulton/Getty Images)

Barão Manfred von Richthofen saúda na frente funcionários com agentes do esquadrão de combate ( Hulton/Getty Images)

Publicado por Veja

Milhares de cartas de soldados europeus que serviram na I Guerra Mundial foram digitalizadas e disponibilizadas na internet para que os descendentes dos combatentes, que nunca receberam os escritos, possam finalmente conhecer seus conteúdos.

Segundo o historiador Jon Cooksey, editor do jornal Stand To!, publicação da Western Front Association, associação que zela pela memória de soldados que lutaram na guerra entre 1914 e 1918, as tropas costumavam escrever cartas e testamentos e guardá-las junto a seus pertences, para que as mensagens pudessem ser entregues a seus familiares no caso de morrerem em combate.

No entanto, muitas dessas cartas foram censuradas e arquivadas, segundo reportagem do jornal inglês The Guardian. No total, cerca de 278 000 delas estão guardadas em um centro de segurança na cidade de Birmingham, na Inglaterra. Acredita-se que os textos foram barrados por relatarem detalhes da guerra, que o Exército não queria que fossem divulgados.

A partir desta quinta-feira, as cartas estarão disponíveis em um site do governo inglês, no qual os familiares podem digitar o nome do soldado, o ano de sua morte e, após encontrar a carta, pagar 6 libras para receber uma cópia dela.

Confira alguns trechos de cartas divulgadas pelo Guardian:

Trechos de cartas de soldados da Primeira Guerra Mundial

“Estou me preparando para lutar e só me arrependo de não ter visto vocês antes de partir, mas, mãe querida, não perca a esperança. Eu posso voltar para casa um dia.”

“Mãe, seja corajosa, eu vou ficar bem. Há milhares de outras mães e relacionamentos passando pela mesma situação. E se eu morrer, morrerei com um bom coração e todo seu amor em minha mente.”

“Querida Clara, sexta pela manhã vamos cercar a costa e partir para a Bélgica. Eu não deveria te contar isso.”

“Nós recebemos um pequeno acessório com nosso número, nome e esquadrão, que devemos usar no pescoço para podermos ser reconhecidos se, por acaso, morrermos.”

“Temos que lutar como tigres e pegar nossa comida o mais rápido que pudermos quando ela chega. Alguns conseguem pegar muito, outros não conseguem nada. Quando temos dinheiro é muito difícil gastá-lo. Se você for à cantina tem que esperar cerca de duas horas para ser servido.”

“Querida, está guerra será pior do que imaginei. Alguns acham que não durará mais que um mês, e outros dizem que vai durar pelo menos três anos. Nossos oficiais nos falaram esta manhã que será uma guerra longa e difícil.”

“Se eu morrer em combate haverá uma medalha para mim. Eu espero que você a pegue e guarde para nosso menino usar quando ele crescer.”

Garotos brasileiros corrigem erros gramaticais de tuítes de Rihanna, Lady Gaga e Bieber

1
Milena, 10, para a cantora Lady Gaga: "você é ótima, mas seu 'tweet' tem um erro"

Milena, 10, para a cantora Lady Gaga: “você é ótima, mas seu ‘tweet’ tem um erro”

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

Tuítes de Rihanna, Justin Bieber e Lady Gaga com erros gramaticais estão sendo usados para ensinar crianças brasileiras a escrever corretamente em inglês.

A iniciativa, divulgada em reportagem do jornal britânico “The Guardian”, é da rede de escolas de inglês Red Balloon.

A ideia surgiu porque os professores perceberam que os alunos estavam criando muitos vícios de linguagem por meio do Twitter de artistas.

Entre eles há também atores, como John Cusack e Charlie Sheen, mas os músicos são os que cometem os erros mais gritantes, segundo os professores

Os professores da rede pedem a alunos de oito a 13 anos para levantar os erros que encontrarem nos tuítes das celebridades.

Quando os erros são encontrados, os alunos enviam textos com as versões corrigidas aos autores famosos. Até agora, nenhum deles respondeu.

Maria, 9, é fã de Justin Bieber. "Cuidado: é 'we're here' not 'we here'", ela escreve ao ídolo

Maria, 9, é fã de Justin Bieber. “Cuidado: é ‘we’re here’ not ‘we here'”, ela escreve ao ídolo

Carolina, 11, alerta a cantora Rihanna de seu erro: "it's not to she, it's to her".

Carolina, 11, alerta a cantora Rihanna de seu erro: “it’s not to she, it’s to her”.

Go to Top