Sua Segunda Vida Começa Quando Você Descobre Que Só Tem Uma

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Você compra mais livros do que consegue ler? Esta palavra te define

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(Foto: Flickr/ABC Open Riverland)

(Foto: Flickr/ABC Open Riverland)

 

Publicado na Galileu

Você não resiste a uma livraria. Mesmo sabendo que já tem vários livros ainda não lidos em casa, entra mesmo assim e sai com novas aquisições. Ou faz o mesmo na internet ao receber um e-mail avisando que alguns livros do assunto pelo qual você tem interesse estão em promoção. Resultado: você tem uma pilha de leituras muito maior do que realmente consegue ler.

Quem é apaixonado por livros provavelmente se identifica com a situação descrita acima. Isso acontece tanto que existem, inclusive, grupos de apoio sobre o assunto em redes sociais voltadas para leitores, como o Goodreads, por exemplo.

Existe ainda uma palavra em japonês que define a sensação já bem conhecida por leitores e compradores ávidos de livros: tsundoku.Trata-se do hábito de comprar materiais de leitura e deixá-los em uma pilha sem nunca serem livros. Em entrevista ao Quartz, o professor de japonês Sahoko Ichikawa, da Universidade Cornell, dos Estados Unidos, explicou que o termo teve origem no século 19 e que “tsunde” significa empilhar coisas e “oku”, deixá-las de lado por um tempo.

Poder da leitura
A ciência estuda a influência que os livros que de fato são lidos têm em seus leitores. Um levantamento recente mostra, por exemplo, que ler Harry Potter faz com que fãs lidem melhor com a morte. Já um estudo publicado no periódico Social Science and Medicine afirma que ler regularmente pode aumentar sua expectativa de vida.

8 dicas para ler mais livros e deixar o smartphone de lado

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8 dicas para ler mais livros e deixar o smartphone de lado  |  Fonte: Shutterstock

8 dicas para ler mais livros e deixar o smartphone de lado | Fonte: Shutterstock

 

Veja como se livrar do vício na internet e ler mais livros durante o ano

Publicado no Universia Portugal

Quando está em casa sem fazer nada ou sentado na sala de espera de um consultório médico, é praticamente instintivo pegar o smartphone para dar uma olhada nas redes sociais ou tentar passar uma nova fase daquele novo jogo online. Na era digital, as opções de entretimento para as horas vagas são imensas, indo desde as séries do Netflix até aos quase infinitos jogos disponíveis na palma da sua mão.

O problema é que as diversas tecnologias disponíveis acabaram por ganhar força e deixaram de lado hobbies mais analógicos, como ler um bom livro. No entanto, é possível contornar todas essas distrações digitais e retomar o hábito e a paixão pela leitura. Veja como:
Um livro de cada vez

Começar a ler mais livros do que aqueles que é capaz é garantia de que vai criar um bloqueio. Ainda que algumas pessoas consigam ler diversas obras ao mesmo tempo, para quem só agora está a retomar a prática, é preciso evitar essa tentação. O leitor pode ficar intimidado e ficar com a impressão de que a leitura é algo muito difícil e nada prazerosa. Por isso, foque-se numa única história de cada vez e se não gostar do livro que estiver a ler, não hesite em deixá-lo de lado e começar a ler um novo. O importante é ir com calma e manter o interesse pela prática.

Desconecte-se para se dedicar à leitura

Se está a passar por uma crise de leitura, em que apenas a visão da capa de um livro já o deixa apavorado, então parte desse fenômeno pode estar ligada ao excesso de tempo que passa online. A internet, apesar das suas memes de gatinhos fofos e de vídeos engraçados, é a maior ferramenta de procrastinação do mundo. Começamos com a intenção de dar apenas uma vista de olhos no Facebook, mas quando nos damos conta já estamos sentados há horas em frente ao computador ou com o smartphone na mão.

Uma forma de reverter esse processo é reservar algum tempo para se desconectar e passar algumas horas a usufruir de um bom livro. Mas para que isso funcione, é preciso ter disciplina. Reserve os dias da semana em que está mais tranquilo e programe um alarme no celular para saber a que horas deve fazer log off do mundo digital.

Revisite os clássicos

Lembra-se do primeiro livro que motivou o seu gosto pela leitura? Provavelmente foi mesmo especial e conquistou a sua atenção com uma boa história. Por isso, quando estiver a passar por uma crise de leitura, abra o seu armário, vasculhe as prateleiras e tente encontrar a obra que o inspirou desde o início, para mergulhar na sua história mais uma vez.

Passeie pela livraria

Pode parecer algo muito simplista, mas aproximar-se desse universo pode resolver a crise com os livros. Por isso, reserve algum tempo para passear pela sua livraria favorita, tomar um bom café e conhecer as novidades. Depois de algumas horas a admirar as capas dos livros e a conversar com os vendedores, sem dúvida retomará a sua inspiração e gosto pela leitura.

Partilhe o hábito com um amigo

Ler é uma atividade que, geralmente é praticada por uma única pessoa, mas ter uma companhia em momentos de crise pode ser a solução para os seus problemas. Fale com amigos que também estejam a querer ler mais livros e crie um clube de leitura e de discussões literárias. Esta tática estimulará o grupo como um todo.

Leia o livro depois do filme

O que é considerado um verdadeiro pecado por algumas pessoas pode ser a solução para a crise de leitura de outras. Se foi ao cinema e adorou um filme baseado na história de um livro, corra para a livraria ou para a biblioteca mais próxima e tente encontrá-lo. Por ser uma história interessante, as hipóteses de se envolver na leitura são ainda maiores. Mas para quem simplesmente não consegue lidar com essa ideia, aposte num livro inédito, mas de uma série que já conheça e que já tenha lido outros capítulos adaptados para o cinema.

Ouça o seu livro

Sentar e folhear as páginas de um livro parece-lhe angustiante? Então aposte nos podcasts. Atualmente, estão já disponíveis neste tipo de plataforma prática e barata uma extensa variedade de gêneros e que pode ser utilizada em casa, no carro ou até mesmo no smartphone.

Experimente novos gêneros

Apesar de ser apaixonado por uma determinada série de livros, ler as suas histórias diversas vezes pode ser muito cansativo. Para evitar que se canse da leitura e para que também tenha a oportunidade de conhecer coisas novas, tente explorar gêneros diferentes dos que está acostumado. Nesta aventura, pode descobrir uma nova série preferida.

Atividades para estimular o hábito da leitura na sua Família

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familia lendo

Fábio Mourão, no Dito pelo Maldito

Estudos recentes afirmam que se os pais estão ativamente envolvidos no progresso da leitura de uma criança, o pequeno tem mais chances de alcançar o sucesso pessoal. Nossa compreensão das coisas, isto é, a capacidade individual de assimilar conhecimentos, seja na área profissional ou na vida pessoal, a maioria dessas coisas depende da leitura.

E não estou falando em comprar alguns livros coloridos, jogar no quarto do seu filho e esperar que ele comece a lê-los por osmose. Além de ler em voz alta, há uma infinidade de outras atividades que você pode fazer com a sua família para ajudar a incentivar o excelente hábito da leitura e desenvolver um duradouro amor pelos livros.
Veja alguns exemplos abaixo.

✔ Criar um ambiente apropriado. Só de ter algumas prateleiras recheadas de livros já ajudaria bastante a estimular a leitura no seu lar. Durante os primeiros anos de vida, esse ambiente será tudo que seu filho conhecerá, e seria excelente se os livros fizessem parte dele.

✔ Aprenda mais sobre os interesses dos seus filhos. Desse modo você poderá sugerir livros, artigos ou revistas que abordam temas que eles realmente gostam.

✔ Certifique-se de que seus filhos vejam você lendo. As crianças gostam de imitar os adultos. Quando estiver lendo na presença deles, demonstre através de gestos e comentários o quão satisfatório é aquele ato. Além disso, dessa forma o seu filho será estimulado a dar valor a leitura, e isso criará um vínculo entre vocês ao associar todo aquele agradável sentimento com a leitura.

✔ Visite a biblioteca da sua cidade. Um passeio em família para a biblioteca local é uma excelente oportunidade para diversas atividades. Vocês podem ler um para o outro, compartilhar interesses e discutir suas preferências de leitura. Também pode gravar as histórias lidas para ser tocada em casa na hora de dormir na falta de uma babá.

✔ Alguns filmes são excelentes pontos de partida para motivar a leitura. Após assistir um filme baseado em um livro, por exemplo, as crianças podem ficar motivadas em ler os livros ligados aquele universo.

✔ Experimente realizar atividades relacionadas a temática da literatura. Você pode encontrar inúmeros títulos cujo os conteúdos sugerem a realização de tarefas e atividades divertidas.

✔ Prepare uma noite de jogos com a família. Você pode encontrar muitos jogos tradicionais inspirados em clássicos da literatura, e também sempre pode contar com o RPG como uma forma eficiente de polir o interesse do seu filho pela leitura.

✔ Encene peças teatrais entre a família. A escrita de roteiros, ensaios e o simples ato de decorar as falas, pode ajudar as crianças a aprender sobre escrita, organização e estrutura de histórias.

A leitura e a infidelidade

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Cláudia De Villar, no Homo Literatus

A leitura provoca muitos sentimentos, mas percebe-se, já há algum tempo, que esse hábito está levando alguns leitores à infidelidade. Você que pensou que essa infidelidade ocorre quando um deles não lê e é deixado de lado pelo parceiro leitor, engana-se. Ambos traem. Não é uma traição levada pelas narrativas de amor e sexo, mas uma traição literária.

O leitor apaixona-se por uma obra, a narrativa não lhe sai da cabeça. Os sonhos são repletos de lugares e cenários do livro e essa paixão cega os olhos, provoca suores, calafrios. Esse leitor, doente de amor por seu livro, passa somente a falar dele. Não tem mais assunto. O assunto é o livro. A todos que ele encontra é feita uma ‘propaganda’ da obra. As qualidades daquela trama são descritas minimamente. Passa a achar ilógico alguém não se apaixonar por sua obra. Sim, sua, pois nesse momento a obra não é mais do autor, mas sua. Apodera-se do enredo, dos diálogos, dos pensamentos da personagem. Decide vestir-se igualmente ao mocinho da trama. Revolta-se com a proximidade do fim dos capítulos. Porém, a criatura vai a uma livraria e… É amor à primeira vista. Apaixona-se, perdidamente, por outra obra!

Então, o leitor, antes apaixonado pelo livro 1, vai até a prateleira, toca no novo livro, acaricia-o, vagarosamente, sente o seu cheiro, abre o livro, com ar de cientista, toca, novamente, em suas folhas, como se estivesse tocando em uma joia rara, aproxima os olhos, como se fosse míope, e olha com olhos arregalados o prefácio, lê o que há nas orelhas… Ah, as orelhas, são locais fantásticos para o leitor faminto por papel novo e, dessa forma, se vê perdidamente apaixonado pela nova obra. É infiel.

Sim, o leitor, mas o leitor com o terrível fetiche por leitura não consegue controlar os seus instintos literários e é infiel. Trai o livro que ainda está lendo. Muitas vezes, leva a nova obra para casa e a lê escondido, para que não seja descoberto! Vê o livro antigo na cabeceira de sua cama. Deixa-o ali mesmo e passa a levar o novo livro para o serviço. Lê nas horas vagas, lê na hora do almoço, lê nos intervalos, lê no ônibus e, quando chega em casa, age como um leitor honesto. Faz tudo igual, como sempre fez nos tempos remotos, toma banho, janta, assiste à novela e vai deitar ao lado de seu velho livro, de seu amor antigo. Primeiramente, ele olha para a obra e dá um longo suspiro e toca-o, meio a contragosto, abre-o. Nem o olha mais com aquele mesmo olhar apaixonado. Nem aspira mais o seu perfume. Lembra-se do livro que está em seu trabalho. O perfume do novo livro está em sua memória olfativa. Balança a cabeça a fim de espantar aquele cheiro inebriante! Esforça para se concentrar no livro antigo. Não lembra em qual página parou. Procura o marcador de páginas. Encontra-o. Volta a ler e dorme no meio da leitura. Sonha com o livro do serviço e suas páginas tentadoras com os seus belos parágrafos e sua língua, ops, sua linguagem envolvente. É infiel.

Como esse triângulo amoroso termina? Diga você, leitor, o que faz um leitor voraz?

Estudos comparam compreensão de texto de quem lê livros eletrônicos e de papel

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Reinaldo José Lopes, na Folha de S.Paulo

O hábito de ler em meios digitais ainda é minoritário –menos de 5% dos livros vendidos hoje no Brasil são e-books, enquanto o número nos EUA chega a 25% –, mas cada vez mais pessoas aderem aos livros eletrônicos. Faz alguma diferença, para o bem ou para o mal?

Comparações entre os dois tipos de leitura indicam um empate técnico.

Por um lado, é possível que ler uma narrativa num e-reader (aparelho projetado para a leitura digital) atrapalhe um pouco a percepção que a pessoa tem da estrutura da história, ainda que não interfira em outros aspectos. Por outro, a possibilidade de personalizar detalhes do texto parece ajudar quem tem dificuldades de ler no papel.

A ligeira desvantagem do leitor digital foi identificada num estudo liderado por Anne Mangen, da Universidade de Stavanger, na Noruega.

Ela dividiu 50 estudantes em dois grupos –um tinha de ler a versão em papel de um conto da americana Elizabeth George, enquanto o outro lia o texto num e-reader Kindle. Depois, tinham de responder a perguntas sobre o conto.

A percepção sobre os personagens da narrativa, por exemplo, não variou de forma significativa entre os grupos, e a sobre objetos da história foi até melhor entre quem lia via e-reader, mas os usuários do Kindle sofreram mais para identificar a sequência correta de acontecimentos na trama.

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Editoria de Arte/Folhapress

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Editoria de Arte/Folhapress

Já a equipe de Matthew Schneps, do departamento de educação científica do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (EUA), trabalhou com mais de cem adolescentes com dislexia (dificuldade de leitura e escrita). A comparação foi entre ler em papel e em iPods Touch configurados para mostrar de duas a três palavras por linha em letras grandes.

O resultado: os adolescentes com mais dificuldade para captar o som das palavras, bem como os que tinham menos capacidade de atenção visual, tiveram melhora significativa na velocidade de leitura e na compreensão.

A possibilidade de personalizar os aparelhos é um dos trunfos dos e-readers, afirma Carla Viana Coscarelli, especialista em letramento digital da Faculdade de Letras da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

“Do ponto de vista da acessibilidade, isso é um achado. O mesmo vale para a conversão de texto para áudio no caso de leitores com deficiência auditiva”, compara.

No entanto, no caso de leitores sem grandes dificuldades, ela aponta que não há diferença entre os meios. “O trabalho cognitivo de fazer inferências e perceber ideias implícitas é o mesmo”, diz.

“A situação ainda é muito fluida, porque os dois tipos de leitura continuam misturados, e essa transição vai ser demorada”, diz Ana Elisa Ribeiro, doutora em linguística aplicada e professora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais.

Uma das variáveis que influenciam os hábitos de leitura é a relação da pessoa com cada tipo de livro. E-readers e tablets têm tido impacto grande em quem lê textos acadêmicos –nesse caso, a tendência é trabalhar só com o formato eletrônico.

“Por outro lado, vi um estudo interessante com aqueles romances populares femininos, do tipo ‘Júlia’ e ‘Sabrina’. Nesse caso, as pessoas tendem a comprar em papel uma grande quantidade de títulos, em especial os preferidos delas”, diz Ana Elisa.

Também não parece haver diferença no tempo de leitura entre livros digitais e impressos, ou mesmo no nível de concentração.

“Mesmo que você esteja ouvindo música e lendo no tablet ao mesmo tempo, sua atenção só vai ter um único foco”, exemplifica Ana Elisa.

“É uma faca de dois gumes. Outros aplicativos podem acabar tirando você do texto, mas você também pode usá-los para procurar uma palavra no dicionário, acessar vídeos ou blogs sobre o tema. A experiência de leitura não necessariamente fica mais dispersa –pode se tornar mais aprofundada.”

dica do Jarbas Aragão

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