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Hamburgueria inspirada no universo de Harry Potter abrirá em São Paulo

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O chamado “Beedle, o Bar” promete ser um tributo à saga de J.K. Rowling.

Luiza Belloni, no HuffpostBrasil

Amantes da saga Harry Potter agora terão um lugar para comer e beber só para eles. Em São Paulo, um bar totalmente inspirado no universo criado pela escritora britânica J.K. Rowling será inaugurado no final deste mês.

O chamado “Beedle, o Bar”, um trocadilho com o livro de contos “Beedle The Bard” mencionado no “Relíquias da Morte”, promete ser um tributo ao universo de Harry Potter e oferecerá lanches e bebidas inspiradas na história.

“O Beedle, o Bar abrirá suas portas para receber todos os Bruxos, Bruxas e Não Mágicos curiosos que queiram saborear um delicioso Hambúrguer artesanal acompanhado de refrescantes poções, entradas e muito mais!”, anunciou o instagram do bar que será localizado no bairro de Perdizes.

Instigando mistério, o bar não deu mais detalhes sobre o cardápio e suas atrações. Ele será inaugurado no dia 31 de julho — data em que se comemora o aniversário de Harry Potter, protagonista da história que encantou crianças do mundo inteiro (e continua encantando).

“Prepare sua vassoura ou chave de portal (nossa rede flu, ainda está em reformas) e não deixe de comparecer em nossa inauguração! Após passar por nosso beco, uma refeição mágica espera por você! Curioso? Caraminholas na cabeça? Em breve nossas corujas soltarão mais detalhes. Por enquanto, apenas seja bem vindo ao Beedle, o bar… do bruxo!”

Mulher ganha anel de noivado inspirado em Harry Potter

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Reprodução do cartaz de divulgação do filme “Harry Potter e a Câmara Secreta”
Foto: Divulgação

 

Joia tem pedras com as cores das quatro casas de Hogwarts

Publicado no Terra

Se um anel de noivado já é de surpreender, imagina se ele estiver relacionado a algo que você ama. A usuária do site rede social Reddit Katiemack777 ganhou um inspirado em Harry Potter e compartilhou fotos da joia .

“Meu (agora) noivo sabe que eu amo Harry Potter quase o tanto que eu o amo, então ele fez um anel especial para mim”, escreveu.

Na imagem, ela usa uma peça única que foi combinada por três anéis separados.

No centro, há uma pedra brilhante e, dos lados, outras menores nas cores vermelha, verde, amarela e azul. Cada peça colorida representa uma das quatro casas de Hogwarts: Grifinória, Sonserina, Lufa-Lufa e Cornival.

“Acho que tenho um casamento geek para planejar”, escreveu a mulher em outra foto em que mostra o anel.

Stan Lee convida J.K Rowling para fazer um crossover entre o universo Marvel e Harry Potter

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J.K Rowling e Stan LeeReprodução / Divulgação

Publicado na Gaucha ZH

O lendário Stan Lee, responsável por criar personagens de história em quadrinhos antológicos, como Homem-Aranha, X-Men e Pantera Negra, voltou ao Twitter. Em clima de descontração, Stan perguntou a outra usuária assídua da rede social, J.K Rowling, se ela não queria alguns personagens da Marvel em Hogwarts:

A britânica ainda não respondeu à brincadeira.

‘Expelliarmus!’: como Harry Potter influencia a visão política dos millenials

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Harry Potter (Foto: Divulgação)

 

Resistir a tiranias e questionar autoridades são algumas das ‘lições’ que estariam sendo pescadas de livros de J. K. Rowling; nos protestos recentes contra porte de armas nos EUA, vários jovens exibiam cartazes com referências à série.

Publicado no G1 [via BBC Brasil]

Após 21 anos da publicação do primeiro livro da série Harry Potter, parece que a realidade se aproximou da ficção da escritora J.K. Rowling.

Na Marcha Pelas Nossas Vidas, um protesto contra o porte de armas que teve mais de 800 manifestações nos Estados Unidos e em outros países em março de 2018, diversos cartazes faziam referência à saga de Harry Potter.

“Quando disse que queria que o mundo real fosse mais como o de Harry Potter, eu me referia às coisas mágicas, não ao enredo inteiro do livro cinco, em que o governo se recusa a fazer qualquer coisa a respeito de uma ameaça de morte levando os adolescentes a se organizar para revidar”, dizia um cartaz em Worcester, no Estado de Massachusetts.

Revidar. Essa é a parte importante, já que o universo de Harry Potter não é mais só um refúgio – ou um mundo que oferece conforto e escapismo. Agora, esse universo está mobilizando e motivando uma legião de fãs.

Outros cartazes presentes nas manifestações diziam “Expelliarmus”. Mas o que é isso? “‘Expelliarmus’ é o feitiço de desarmamento (da saga Harry Potter), o feitiço da moda entre as crianças de Hogwarts”, tuitou Charlotte Alter, jornalista da revista Time. “O desarmamento é a estratégia da #MarchaPelasNossasVidas, tanto literária quanto retoricamente”.

E os cartazes não paravam por aí: “O exército de Dumbledore está recrutando”, “Lufa-lufas pelo controle de armas!”, “Hermione usa conhecimento, não armas”, “Se os alunos de Hogwarts podem derrotar os comensais da morte, nossos estudantes podem derrotar o NRA” – a sigla NRA refere-se ao nome em inglês da Associação Nacional do Rifle, principal grupo defensor de armas nos Estados Unidos.

“Essa não é apenas a geração que cresceu com tiroteios em escolas, é também a geração que cresceu lendo Harry Potter”, continuou Alter.

Como escreveu Neil Gaiman em 2002, “os contos de fada vão além da verdade: não porque nos dizem que dragões existem, mas porque nos dizem que dragões podem ser derrotados”. Gaiman é o criador da série de histórias em quadrinho Sandman.

É uma lembrança de que, por baixo da açucarada iconografia da série Harry Potter, a narrativa aborda temas pesados, como limpeza étnica, desigualdade, escravidão, governos corruptos e tortura.

Em sua essência, os livros Harry Potter são sobre o bem contra o mal. O centro da narrativa fala da tentativa do vilão Lorde Voldemort e seus capangas de exterminarem os “trouxas”, como são chamadas na história as pessoas sem poderes mágicos, e os “sangues-ruins”, os filhos dos trouxas nascidos com poderes mágicos.

Se isso teve ressonância quando os livros foram lançados pela primeira vez, agora tem efeito dobrado sobre a geração de estudantes que participaram dos protestos contra massacres em escolas em um mundo cada vez mais tenso.

Mas o uso dos memes de Harry Potter não é, como dizem os mais críticos, sobre uma esperança ingênua de que um assunto como o controle de armas possa ser resolvido com um passe de mágica, metaforicamente ou não.

Como os fãs de Harry Potter bem sabem, o bruxo e seus companheiros enfrentam problemas típicos do mundo real quando combatem Voldemort.

Lições do mundo real

Um exemplo: o vilão, apoiado pelos seus servos, os comensais da morte, é obcecado por pureza racial, com uma sensibilidade niilista claramente nietzschiana. “Não há bem e mal”, diz um dos seus soldados. “Há apenas poder e os que são fracos demais para buscá-lo”‘.

Ainda assim, há uma miríade de tons de cinza na série. Como o padrinho de Harry, Sirius Black, lhe diz, “o mundo não está dividido entre pessoas do bem e os comensais da morte. Todos nós temos luz e sombra dentro de nós. O que importa é com qual parte decidimos agir”.

Outra lição crucial que os livros nos ensinam é sobre complacência. O mundo da escola de Hogwarts, onde Harry estuda magia, foi construído usando escravidão, graças ao serviço dos elfos domésticos.

Quando Hermione tenta ficar ao lado deles ao fazer uma campanha pela libertação de todos os elfos domésticos, ela é ridicularizada por seus colegas. A injustiça social é facilmente normalizada, a ponto de alguns elfos ficarem ofendidos com ofertas de recompensa pelos seus serviços.

A questão sobre quem deve ser respeitado também tem suas nuances. Apesar de os estudantes de hoje marcharem sob a bandeira de Albus Dumbledore, o diretor da escola de Harry, sabe-se que até ele tem manchas em sua reputação.

Sim, há a turma do mal, como Dolores Umbridge, a professora e, depois, diretora da escola que praticava bullying. Mas, e quanto a Cornelius Fudge, o ministro da Magia, que parecia tão bem intencionado, mas depois se recusou a enfrentar o perigo mortal que ameaçava o mundo dos magos e não-magos?

Mais uma vez, a autoridade é vista como algo que não deve ser respeitada sem questionamentos. E há também a importância de uma imprensa livre e o incentivo à ação direta – pequenas atitudes sempre contam, às vezes de maneira grandiosa.

Apesar da magia ajudar e de o amor ser a arma derradeira de Harry, Voldemort é vencido principalmente pela cooperação e organização.

Essa lição específica é promovida desde 2005 pela Aliança Harry Potter, uma ONG criada para mobilizar fãs a se manifestarem contra os males do mundo real, como intolerância e mudanças climáticas.

“Nós sabemos que a fantasia não é apenas uma fuga do nosso mundo, mas um convite a ir mais fundo nele”, diz o grupo em seu site.

A própria J. K. Rowling disse que seus romances são imbuídos de mensagens de resistência a qualquer tipo de tirania. “Os livros de Potter são em geral um longo argumento em prol da tolerância, um apelo prolongado pelo fim da intolerância”, afirmou ela em 2007.

“Acho que é uma das razões pelas quais algumas pessoas não gostam dos livros, mas acho que é uma mensagem muito saudável a se passar para jovens: a de que você deve questionar a autoridade e não presumir que as instituições ou a imprensa lhe digam toda a verdade.”

Isso não é novidade. Desde as tragédias gregas, passando por Shakespeare, O Senhor dos Anéis e até mesmo Star Wars, a ficção inspira a luta por liberdade. O poder da imaginação – de uma mensagem imbuída em uma narrativa humana e fantástica ao mesmo tempo – sempre será um forte manifesto.

Mas há ainda outra dimensão do fenômeno Harry Potter. Seu mundo sempre foi sobre pertencer e estar junto, como acontece na própria história dos livros.

Os primeiros fãs da série, agora na casa dos 30 anos, faziam fila do lado de fora de livrarias toda vez que saía um novo livro da série – e viram fotos dessas filas virarem notícia.

Essa enorme legião de fãs – e a dos novos jovens leitores que os seguiram – provaram o sabor do que é fazer parte de uma história maior que a sua própria. Em uma sociedade secular e atomizada, isso é poderoso. Quão poderoso? Ainda vamos descobrir.

Musicais de Harry Potter vêm ao Brasil pela primeira vez

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Harry Potter: musical e exposição tem inspiração no bruxinho
Eduardo Garcia/R7

 

Projeto será apresentado em uma arena móvel para 4 mil pessoas no estacionamento do Shopping Eldorado, em São Paulo, de 8 a 11 de março

Helder Maldonado, no R7

Pela primeira vez o Brasil vai receber o Harry Potter In Concert. O projeto, uma série de musicias baseados nos livros de J. K. Rowling será apresentado em uma arena para 4 mil pessoas no estacionamento do Shopping Eldorado, em São Paulo, de 8 a 11 de março.

O espetáculo, uma parceria entre a produtora 4i, Warner e Film Concert Series, está previsto para ser dividido em oito anos, acompanhado assim a sequência das histórias escritas pela britânica.

O capítulo que será apresentado em 2018 é a Pedra Filosofal, história que introduz os fãs às aulas de bruxaria de Hogwarts. Nesse formato, a música de John Williams ganha mais destaque e uma orquestra acompanha o filme sendo projetado em uma tela de cinema.

Segundo Davi Tiozi, que trouxe o projeto para o Brasil, tudo que envolve o musical é grandioso.

O investimento aplicado na apresentação, estrututura e na exposição Casa dos Bruxos, que fica ao lado da arena móvel, chegou à casa dos R$ 3 milhões.

Também foram contratados 80 músicos para o show. A ideia do produtor foi reunir instrumentistas que tivessem conhecimento das histórias. Por isso, ele não optou por uma orquestra formada.

— É um desafio, já que ninguém havia tocado junto antes. Mas eu queria trabalhar com pessoas conhecessem o livro ou o filme. Só trabalharemos com mão de obra estrangeira na parte técnica e com o maestro.


Harry Potter In Concert: primeira vez no Brasil
Divulgação

Inicialmente, apenas São Paulo deve receber o musical. Mas Davi já negocia com outras cidades para que o Harry Potter In Concert passe a ser um show itinerante.

— Estudamos agora a viabilidade econômica e demanda por algo desse estilo em outras praças. Mas não devemos parar por aqui. Os convites já surgiram e propostas de parceria também.

Casa dos Bruxos

Ao lado do show, os fãs podem desde o fim de janeiro visitar a Casa dos Bruxos. O projeto, que não é uma atração licenciada, tem objetos e ambientes que fazem alusão à bruxaria pop de Harry Potter.

Lá dentro, show de magia, vendas de itens relacionados ao universo do personagem, cosplay de Harry e Hermione e até mesmo corujas vivas fazem parte do roteiro.

Aliás, a escolha por trabalhar com animais de verdade pode não parecer, mas tem relação com o sucesso da franquia em nível mundial nas duas últimas décadas.

Segundo o treinador de animais Wagner Ávila, responsável pelo espaço, com a popularização dos livros e filmes, pessoas no mundo todo tiveram interesse em comprar corujas para domesticar.

No entanto, por não ser nada interativo e ter hábitos selvagens, o animal teve rejeição dos donos e passou a ser abandonado. O trabalho de Wagner é conscientizar o público sobre isso, além de mostrar de perto a beleza de espécies brasileiras.

— As pessoas que compraram corujas não tinham ideia de que são pássaros que se alimentam de roedores e começaram a mudar os hábitos deles por nojo ou medo. O resultado foram diversos problemas de saúde nos animais. Além disso, corujas não interagem como os papagaios. Isso frustrou muitas pessoas que adotaram os bichos apenas pela questão estética. Estou aqui para aletar sobre essa realidade também.

Quem for à exposição, pode sair de lá carcterizado como Harry Potter, inclusive adquirindo varinhas exclusivas produzidas com madeiras tipicamente brasileiras na Escola de Magia e Bruxaria, que foi apelidada carinhosamento de “Hogwarts brasileira”.

A dona do espaço, Vanessa Godoy, explica que a loja surgiu da ideia de adaptar para a cultura nacional as histórias que as crianças viam nos filmes de Hollywood e, assim, introduzir nosso folclore aos jovens.

— É uma fusão de Harry Potter com Brasil, o que gerou produtos únicos e exclusivos.

Harry é herói moderno

Poucos personagens se mantém em alta na cultura pop por tantos anos. Harry Potter é uma dessas excessões. Criado em 1997 pela escritora inglesa J.K. Rowling, o bruxinho há 21 anos continua popular entre o público infantil e mantem a fidelidade entre os adultos que cresceram consumindo filmes, livros, desenhos e produtos licenciados.

Traçada sob uma longa tradição na literatura infantil inglesa — o ambiente dos internatos — as histórias são pautadas em mitologia, lendas e mistério. Traduzido em mais de 60 países. Harry Potter é influenciador de uma série de filmes que se tornaram clássicos do cinema infantil, com diversos recordes batidos em bilheteria ao longo da história e ajudaram a lançar as carreiras de Emma Watson e Daniel Radcliffe.

Davi Tiozzi enxerga Harry como o mais bem-sucedido herói da era moderna. Para ele, o bruxinho pode ser comparado com os maiores personagens da DC e da Marvel no que diz respeito à popularidade e perenidade.

— Nada se igualou a ele nas últimas duas décadas. Temos um caso de sucesso inesperado que agradou completamente pais e filhos e gerou diversos frutos na cultura pop, como jogos, audiobooks e adaptações no teatro. Isso não acontece sempre. E nem sempre que acontece dura tanto.

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