Vitrali Moema

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Starbucks lança Frappuccino inspirado em ‘Harry Potter’ no Brasil

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Butter Frappuccino do Starbucks em ambiente que lembra muito ‘Harry Potter’
Foto: Instagram / @starbucksbrasil / Estadão

Butter Frappuccino lembra muito a ‘cerveja amanteigada’ dos livros e filmes do bruxinho

Publicado no Terra

A Starbucks lançou no Brasil o Butter Frappuccino [‘Frappuccino de manteiga’ ou ‘Frappuccino amanteigado’, em tradução livre], bebida inspirada na cerveja amanteigada das histórias de Harry Potter, na terça-feira, 4.

Apesar de não citar diretamente os livros e filmes do bruxinho, a imagem divulgada pelo Starbucks traz a bebida em um ambiente que lembra muito a saga Harry Potter, com ‘feijõezinhos de todos os sabores’ (jujubas), um livro velho e até mesmo uma varinha.

Segundo a marca, a novidade é inspirada “na magia das histórias de mistério e aventura”: “Nossos magos criaram uma bebida cremosa, com nuts caramelizados e especiarias encantadas.”

A novidade foi lançada na última terça-feira, 4, mas ficará disponível por tempo limitado, somente até o dia 13 de dezembro.

Confira abaixo:

Hamburgueria inspirada no universo de Harry Potter abrirá em São Paulo

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O chamado “Beedle, o Bar” promete ser um tributo à saga de J.K. Rowling.

Luiza Belloni, no HuffpostBrasil

Amantes da saga Harry Potter agora terão um lugar para comer e beber só para eles. Em São Paulo, um bar totalmente inspirado no universo criado pela escritora britânica J.K. Rowling será inaugurado no final deste mês.

O chamado “Beedle, o Bar”, um trocadilho com o livro de contos “Beedle The Bard” mencionado no “Relíquias da Morte”, promete ser um tributo ao universo de Harry Potter e oferecerá lanches e bebidas inspiradas na história.

“O Beedle, o Bar abrirá suas portas para receber todos os Bruxos, Bruxas e Não Mágicos curiosos que queiram saborear um delicioso Hambúrguer artesanal acompanhado de refrescantes poções, entradas e muito mais!”, anunciou o instagram do bar que será localizado no bairro de Perdizes.

Instigando mistério, o bar não deu mais detalhes sobre o cardápio e suas atrações. Ele será inaugurado no dia 31 de julho — data em que se comemora o aniversário de Harry Potter, protagonista da história que encantou crianças do mundo inteiro (e continua encantando).

“Prepare sua vassoura ou chave de portal (nossa rede flu, ainda está em reformas) e não deixe de comparecer em nossa inauguração! Após passar por nosso beco, uma refeição mágica espera por você! Curioso? Caraminholas na cabeça? Em breve nossas corujas soltarão mais detalhes. Por enquanto, apenas seja bem vindo ao Beedle, o bar… do bruxo!”

Mulher ganha anel de noivado inspirado em Harry Potter

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Reprodução do cartaz de divulgação do filme “Harry Potter e a Câmara Secreta”
Foto: Divulgação

 

Joia tem pedras com as cores das quatro casas de Hogwarts

Publicado no Terra

Se um anel de noivado já é de surpreender, imagina se ele estiver relacionado a algo que você ama. A usuária do site rede social Reddit Katiemack777 ganhou um inspirado em Harry Potter e compartilhou fotos da joia .

“Meu (agora) noivo sabe que eu amo Harry Potter quase o tanto que eu o amo, então ele fez um anel especial para mim”, escreveu.

Na imagem, ela usa uma peça única que foi combinada por três anéis separados.

No centro, há uma pedra brilhante e, dos lados, outras menores nas cores vermelha, verde, amarela e azul. Cada peça colorida representa uma das quatro casas de Hogwarts: Grifinória, Sonserina, Lufa-Lufa e Cornival.

“Acho que tenho um casamento geek para planejar”, escreveu a mulher em outra foto em que mostra o anel.

Stan Lee convida J.K Rowling para fazer um crossover entre o universo Marvel e Harry Potter

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J.K Rowling e Stan LeeReprodução / Divulgação

Publicado na Gaucha ZH

O lendário Stan Lee, responsável por criar personagens de história em quadrinhos antológicos, como Homem-Aranha, X-Men e Pantera Negra, voltou ao Twitter. Em clima de descontração, Stan perguntou a outra usuária assídua da rede social, J.K Rowling, se ela não queria alguns personagens da Marvel em Hogwarts:

A britânica ainda não respondeu à brincadeira.

‘Expelliarmus!’: como Harry Potter influencia a visão política dos millenials

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Harry Potter (Foto: Divulgação)

 

Resistir a tiranias e questionar autoridades são algumas das ‘lições’ que estariam sendo pescadas de livros de J. K. Rowling; nos protestos recentes contra porte de armas nos EUA, vários jovens exibiam cartazes com referências à série.

Publicado no G1 [via BBC Brasil]

Após 21 anos da publicação do primeiro livro da série Harry Potter, parece que a realidade se aproximou da ficção da escritora J.K. Rowling.

Na Marcha Pelas Nossas Vidas, um protesto contra o porte de armas que teve mais de 800 manifestações nos Estados Unidos e em outros países em março de 2018, diversos cartazes faziam referência à saga de Harry Potter.

“Quando disse que queria que o mundo real fosse mais como o de Harry Potter, eu me referia às coisas mágicas, não ao enredo inteiro do livro cinco, em que o governo se recusa a fazer qualquer coisa a respeito de uma ameaça de morte levando os adolescentes a se organizar para revidar”, dizia um cartaz em Worcester, no Estado de Massachusetts.

Revidar. Essa é a parte importante, já que o universo de Harry Potter não é mais só um refúgio – ou um mundo que oferece conforto e escapismo. Agora, esse universo está mobilizando e motivando uma legião de fãs.

Outros cartazes presentes nas manifestações diziam “Expelliarmus”. Mas o que é isso? “‘Expelliarmus’ é o feitiço de desarmamento (da saga Harry Potter), o feitiço da moda entre as crianças de Hogwarts”, tuitou Charlotte Alter, jornalista da revista Time. “O desarmamento é a estratégia da #MarchaPelasNossasVidas, tanto literária quanto retoricamente”.

E os cartazes não paravam por aí: “O exército de Dumbledore está recrutando”, “Lufa-lufas pelo controle de armas!”, “Hermione usa conhecimento, não armas”, “Se os alunos de Hogwarts podem derrotar os comensais da morte, nossos estudantes podem derrotar o NRA” – a sigla NRA refere-se ao nome em inglês da Associação Nacional do Rifle, principal grupo defensor de armas nos Estados Unidos.

“Essa não é apenas a geração que cresceu com tiroteios em escolas, é também a geração que cresceu lendo Harry Potter”, continuou Alter.

Como escreveu Neil Gaiman em 2002, “os contos de fada vão além da verdade: não porque nos dizem que dragões existem, mas porque nos dizem que dragões podem ser derrotados”. Gaiman é o criador da série de histórias em quadrinho Sandman.

É uma lembrança de que, por baixo da açucarada iconografia da série Harry Potter, a narrativa aborda temas pesados, como limpeza étnica, desigualdade, escravidão, governos corruptos e tortura.

Em sua essência, os livros Harry Potter são sobre o bem contra o mal. O centro da narrativa fala da tentativa do vilão Lorde Voldemort e seus capangas de exterminarem os “trouxas”, como são chamadas na história as pessoas sem poderes mágicos, e os “sangues-ruins”, os filhos dos trouxas nascidos com poderes mágicos.

Se isso teve ressonância quando os livros foram lançados pela primeira vez, agora tem efeito dobrado sobre a geração de estudantes que participaram dos protestos contra massacres em escolas em um mundo cada vez mais tenso.

Mas o uso dos memes de Harry Potter não é, como dizem os mais críticos, sobre uma esperança ingênua de que um assunto como o controle de armas possa ser resolvido com um passe de mágica, metaforicamente ou não.

Como os fãs de Harry Potter bem sabem, o bruxo e seus companheiros enfrentam problemas típicos do mundo real quando combatem Voldemort.

Lições do mundo real

Um exemplo: o vilão, apoiado pelos seus servos, os comensais da morte, é obcecado por pureza racial, com uma sensibilidade niilista claramente nietzschiana. “Não há bem e mal”, diz um dos seus soldados. “Há apenas poder e os que são fracos demais para buscá-lo”‘.

Ainda assim, há uma miríade de tons de cinza na série. Como o padrinho de Harry, Sirius Black, lhe diz, “o mundo não está dividido entre pessoas do bem e os comensais da morte. Todos nós temos luz e sombra dentro de nós. O que importa é com qual parte decidimos agir”.

Outra lição crucial que os livros nos ensinam é sobre complacência. O mundo da escola de Hogwarts, onde Harry estuda magia, foi construído usando escravidão, graças ao serviço dos elfos domésticos.

Quando Hermione tenta ficar ao lado deles ao fazer uma campanha pela libertação de todos os elfos domésticos, ela é ridicularizada por seus colegas. A injustiça social é facilmente normalizada, a ponto de alguns elfos ficarem ofendidos com ofertas de recompensa pelos seus serviços.

A questão sobre quem deve ser respeitado também tem suas nuances. Apesar de os estudantes de hoje marcharem sob a bandeira de Albus Dumbledore, o diretor da escola de Harry, sabe-se que até ele tem manchas em sua reputação.

Sim, há a turma do mal, como Dolores Umbridge, a professora e, depois, diretora da escola que praticava bullying. Mas, e quanto a Cornelius Fudge, o ministro da Magia, que parecia tão bem intencionado, mas depois se recusou a enfrentar o perigo mortal que ameaçava o mundo dos magos e não-magos?

Mais uma vez, a autoridade é vista como algo que não deve ser respeitada sem questionamentos. E há também a importância de uma imprensa livre e o incentivo à ação direta – pequenas atitudes sempre contam, às vezes de maneira grandiosa.

Apesar da magia ajudar e de o amor ser a arma derradeira de Harry, Voldemort é vencido principalmente pela cooperação e organização.

Essa lição específica é promovida desde 2005 pela Aliança Harry Potter, uma ONG criada para mobilizar fãs a se manifestarem contra os males do mundo real, como intolerância e mudanças climáticas.

“Nós sabemos que a fantasia não é apenas uma fuga do nosso mundo, mas um convite a ir mais fundo nele”, diz o grupo em seu site.

A própria J. K. Rowling disse que seus romances são imbuídos de mensagens de resistência a qualquer tipo de tirania. “Os livros de Potter são em geral um longo argumento em prol da tolerância, um apelo prolongado pelo fim da intolerância”, afirmou ela em 2007.

“Acho que é uma das razões pelas quais algumas pessoas não gostam dos livros, mas acho que é uma mensagem muito saudável a se passar para jovens: a de que você deve questionar a autoridade e não presumir que as instituições ou a imprensa lhe digam toda a verdade.”

Isso não é novidade. Desde as tragédias gregas, passando por Shakespeare, O Senhor dos Anéis e até mesmo Star Wars, a ficção inspira a luta por liberdade. O poder da imaginação – de uma mensagem imbuída em uma narrativa humana e fantástica ao mesmo tempo – sempre será um forte manifesto.

Mas há ainda outra dimensão do fenômeno Harry Potter. Seu mundo sempre foi sobre pertencer e estar junto, como acontece na própria história dos livros.

Os primeiros fãs da série, agora na casa dos 30 anos, faziam fila do lado de fora de livrarias toda vez que saía um novo livro da série – e viram fotos dessas filas virarem notícia.

Essa enorme legião de fãs – e a dos novos jovens leitores que os seguiram – provaram o sabor do que é fazer parte de uma história maior que a sua própria. Em uma sociedade secular e atomizada, isso é poderoso. Quão poderoso? Ainda vamos descobrir.

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