Os Meninos Que Enganavam Nazistas

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Mundial de matemática no Rio tem só 10% de meninas entre competidores

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Publicado no UOL

Lápis e papel na mão. É com essas armas que competidores do mundo todo começam a disputar na próxima semana as provas da 58ª IMO (Olimpíada Internacional de Matemática, da tradução do inglês), que acontece pela primeira vez no Brasil.

De 17 a 23 de julho, estudantes de 112 países vão se reunir no Rio de Janeiro para fazer o que muita gente considera um pesadelo: resolver os problemas mais cabeludos da matemática. Podem participar jovens com menos de 20 anos e que não estejam na faculdade.

Cada país participante é responsável pela seleção dos membros da sua delegação. No Brasil, são considerados três critérios: a classificação do candidato na OBM (Olimpíada Brasileira de Matemática), seu desempenho em uma prova específica de seleção e a resolução de uma lista de exercícios.

Nesse universo dos números, um deles se destaca. Entre os 623 participantes da olimpíada, só 65 são meninas –ou seja, cerca de 10% dos competidores.

Essa proporção tem se mantido nos últimos dez anos. O número recorde de competidoras foi verificado no ano passado: do total de 602 participantes, 71 eram mulheres (aproximadamente 12%).

“É bem pouco. É uma coisa com que acabei me acostumando, mas deveria mudar”, afirma Deborah Alves, 24, que competiu pela equipe brasileira na IMO em 2011 e 2010.

Deborah é uma das 6 meninas que participaram da equipe brasileira na IMO

Deborah é uma das 6 meninas que participaram da equipe brasileira na IMO

Na delegação brasileira deste ano, não há nenhuma mulher. O país começou a participar da competição em 1979, e desde então apenas seis meninas participaram do time brasileiro. Curiosamente, as equipes costumam ter seis participantes a cada ano.

Esse padrão, para Deborah, é geral: “tem poucas mulheres envolvidas em áreas de exatas nas várias fases da vida, seja na infância ou mais tarde, no mercado de trabalho”, afirma.

Sua experiência de participação em olimpíadas de exatas vem de ainda mais cedo: ela ganhou sua primeira medalha, de bronze, quando estava na 6ª série e participou da OBM.

“Acho que tive muita sorte por sempre fazer amizade muito fácil nesse ambiente de olimpíada. Mas para as meninas é realmente difícil se sentir confortável sendo a única naquele ambiente em que todos os outros são meninos”, conta.

Machismo e desestímulo desde a infância
Hoje, Deborah é formada em ciência da computação e matemática pela Universidade Harvard –uma conquista que, para ela, vai contra uma cultura que desestimula as mulheres a buscarem uma carreira em exatas e também a permanecerem nessa área.

“A sociedade é machista. Tem muita coisa implícita, que as pessoas não percebem. Isso vem desde lá na infância, quando o brinquedo da menina é a boneca e não carrinho, lego ou outras coisas que estimulam o raciocínio lógico. É uma cultura que acaba desestimulando, que mexe com a autoconfiança das meninas. Menina que se exibe é um problema, enquanto menino que ‘se acha’ é normal”, diz.

“Isso acontece quando as crianças não têm nem consciência do que é matemática, do que é ciência, como se existisse um papel pré-determinado para cada um. É algo que vai sendo reforçado no colégio ou até dentro de casa. Por isso, os meninos chegam com mais pré-disposição e incentivo para estudar matemática”, complementa Carolina Araújo, 40.

Doutora em matemática pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, Carolina é a única mulher entre os quase 50 pesquisadores permanentes do Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada).

Para Carolina, meninos são mais incentivados a estudar matemática

Para Carolina, meninos são mais incentivados a estudar matemática

Ela diz que, em toda a sua trajetória de estudos, as mulheres sempre foram minoria. “Ainda existe muito preconceito porque é uma área predominantemente masculina. Infelizmente alguns colegas ou alunos acham que matemática não é coisa de mulher”, explica.

Calcule como uma garota
Para incentivar a participação das meninas na competição, a IMO estreia neste ano o Troféu Impa Meninas Olímpicas. A premiação, que vai contemplar as cinco estudantes que mais contribuírem com o resultado de suas equipes, passará a fazer parte do calendário permanente da olimpíada.

Carolina e Deborah veem a iniciativa com esperança. “Esse troféu especial é uma forma de trazer visibilidade para a questão de gênero e para as meninas, que estão conquistando seu espaço. Muitas vezes, para aquelas que pensam em competir, faltam modelos a serem seguidos”, afirma a pesquisadora.

“É um começo, apesar de o problema ser muito mais embaixo. As meninas conseguirem competir e continuarem se sentindo motivadas é muito necessário”, diz Deborah, que complementa: “aos poucos, a gente tem que começar a mostrar para as pessoas que as mulheres podem ser o que elas quiserem”.

Concurso Literário Cultural (186)

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Os meninos que enganavam nazistas

Joseph Joffo (autoria), Fernando Scheibe (tradução)

Paris, 1941. O país é ocupado pelo exército nazista e o medo invade as casas e as ruas francesas. O poder de Hitler se mostra absoluto e brutal na França… É durante um dos períodos mais turbulentos da História que a emocionante narrativa de Joseph e Maurice se desenrola. Irmãos judeus de 10 e 12 anos de idade, eles perambulam sozinhos pelas estradas, vivendo experiências surpreendentes, tentando escapar da morte e em busca da zona livre para ganhar a liberdade.

Essa é uma história real, autobiográfica, cuja espontaneidade, ternura e humor comprovam o triunfo da humanidade e da empatia nos momentos mais sombrios, quando o perigo está sempre à espreita… Os meninos que enganavam nazistas conta a fantástica e emocionante epopeia de duas crianças judias durante a ocupação, narrada por Joseph, o mais jovem.

***

Em parceria com a Editora Vestígio, vamos sortear 2 exemplares de “Os meninos que enganavam nazistas”, de Joseph Joffo.

Para concorrer, mencione na área de comentários o nome de um amigo que você quer presentear com esse livro. Os dois ganharão a obra.

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O resultado será divulgado dia 8/8 neste post.

Facebook faz “feitiço” quando você publica sobre Harry Potter

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Publicado na Exame

O Facebook criou uma maneira divertida para os fãs de Harry Potter celebrarem os 20 anos da série de livros na rede social.

Ao escrever o nome do bruxo ou de uma das casas de Hogwarts, a escola de magia onde Harry estudou, no Facebook, um feitiço será feito por uma varinha, que aparecerá na tela. Para ver o truque mágico novamente, basta clicar na palavra.

Além disso, o nome da casa será exibido em sua cor tradicional – Sonserina ficará verde, Grifinória ficará vermelho, Lufa-Lufa ficará amarelo e Corvinal ficará azul. Vale lembrar que é preciso comentar os nomes da casas em inglês (Slytherin, Gryffindor, Hufflepuff e Ravenclaw) para que o “feitiço” funcione.

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No dia 26 de junho de 1997, a escritora inglesa J.K. Rowling publicou o primeiro livro da série, Harry Potter e a Pedra Filosofal. Os sete volumes da saga foram traduzidos para 79 idiomas em 200 países e venderam um total de 450 milhões de exemplares desde o seu lançamento, segundo a editora britânica Bloombury.

Hoje, a autora escreveu um agradecimento aos fãs do mundo mágico em sua conta no Twitter. “Há 20 anos, um mundo em que vivi sozinha foi subitamente aberto aos outros. Tem sido maravilhoso. Obrigada.”

Conheça oito palavras que moldaram nosso modo de pensar

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Publicado na BBC Brasil

Cada palavra carrega uma história, um segredo. Atrás das sílabas que usamos todos os dias se escondem várias narrativas esquecidas.

“Se você sabe a origem de uma palavra”, insistia o acadêmico do século 6 Isidore de Sevilha, “tudo pode ser compreendido mais claramente”. Enquanto a maioria das palavras entra em uso discretamente e sem deixar rastro de suas jornadas, há uma “elite” de invenções verbais cuja origem foi cuidadosamente registrada.

Algumas dessas palavras são criações únicas de pessoas esquecidas pela história. Outras são invenções de pioneiros culturais que deliberadamente queriam determinar como gerações futuras pensariam e falariam.
Em cada caso, investigar a biografia da palavra nos ajuda a conhecer a trajetória da pessoa que a criou, além da época em que ele ou ela viveu. A seguir, oito criações que mudaram a forma como pensamos, ouvimos, descobrimos e existimos no mundo:

Twitter

As redes sociais certamente seriam um lugar menos animado sem o logotipo do Twitter: aquele perfil azul de um pássaro voando. Mas quem teve a imaginação para criar uma onomatopeia que combina a linguagem dos homens com a dos pássaros? ‘Twitter’ (ou ‘twiterith’, como era o termo original na metade do século 14), tirado da pena de Geoffrey Chaucer em sua tradução do livro A Consolação da Filosofia, do filósofo do século 6 Boethius, significa “gorjear” em inglês.

Ao lado de “chilrar”, “twitter” é uma das mais de 2,2 mil palavras que o poeta medieval leva o crédito por ter criado. É o mesmo autor que escreveu o poema O Parlamento das Aves, o que parece muito apropriado.

Serendipidade

Antes de 1754, se alguém quisesse expressar “a descoberta fortuita de algo por acaso”, ele ou ela teriam que se esforçar para dar vida a um sentimento tão complexo. Até que, ao escrever uma carta em uma terça-feira de janeiro, o escritor inglês Horace Walpole presenteou o mundo com a animada união de sílabas “serendipity”.

Walpole disse que criou sua invenção lírica inspirado no conto de fadas persa As Três Princesas de Serendip, cujas protagonistas “estavam sempre fazendo descobertas, por acidente e sagacidade”, disse ele.

Pouca importa o fato de Walpole ter lembrado incorretamente da verdadeira essência do conto – na verdade, as princesas não conseguem encontrar o que procuram, apesar de dolorosas tentativas. “Serendipidade” veio para ficar.
E não é a única criação de Walpole. “Betweenity” (“entremeio”), uma palavra mais charmosa do que seu sinônimo mais conhecido, “intermédio”, merece a mesma afeição que sua irmã “serendipidade” recebe.

Panorama

Algumas palavras parecem vibrar com o mesmo espírito que seu significado denota. “Panorama” é uma delas – seu ritmo próprio parece estar em harmonia com vistas amplas de topos de montanhas e horizontes infinitos.

Parece apropriado, portanto, que a palavra que literalmente significa “vista total” tenha entrado no léxico mundial em 1789, um ano lembrado pela queda da Bastilha em Paris.

Que irônico, então, descobrir que a palavra inicialmente estava ligada a uma experiência de confinamento: uma pintura cilíndrica que prende sua audiência, um mecanismo visual criado pelo artista irlandês Robert Barker.

Visualizar

É difícil acreditar que ninguém jamais havia “visualizado” algo antes de 1817, mas esse foi o ano em que o poeta romântico e crítico Samuel Taylor Coleridge criou a palavra em sua confissão filosófica Biographia Literaria – um século depois que a palavra “envision” (“vislumbrar”) foi criada.

Em retrospectiva, parece oportuno que um escritor cuja mente foi assombrada por visões fantasmagóricas como o navio fantasma de seu poema A Balada do Velho Marinheiro e pelos “olhos brilhantes” e “cabelo flutuante” que marcam o final de sua poesia lírica profética Kubla Khan, tenha dado o nome à ação de ver algo que não se vê.

Torturado ao longo de sua vida por substâncias materiais e imateriais, Coleridge é responsável por introduzir ao inglês outras palavras para descrever aspectos mais sombrios da experiência humana, como “psicossomático” e “pessimismo”.

Intelectualizar

Coleridge frequentemente ganha o crédito por ter concebido um verbo relacionado: “intelectualise”
(“intelectualizar” em português), que significa transformar um objeto físico em uma propriedade da mente.

Enquanto ele certamente merece o crédito por criar um verbo que sugere justamente o contrário – o “thingify”
(“coisificar”, em tradução livre”), que significa transformar um pensamento em um objeto.

Na verdade, “intelectualizar” provavelmente pertence a um poeta contemporâneo que serviu de inspiração ao poeta romântico: um viajante misterioso do século 18 conhecido pelo curioso apelido de “Stewart ambulante” por ter perambulado por boa parte do que se conhecia do mundo até então.

Em décadas viajando por Índia, África e Europa, Stewart desenvolveu uma filosofia excêntrica centrada na ideia de que corpo e mente estavam em fluxo constante entre um mundo que é o tempo todo intelectualizado e um espírito eternamente “coisificado”.

Burocracia

O narrador da música Big Rock Candy Mountain, de 1928 e de autoria do cantor americano Harry McClintock, sonha com um paraíso sem preocupações onde “eles enforcam o desgraçado que inventou o trabalho”.

Enquanto a história não menciona o nome do “desgraçado” em questão, conhecemos a identidade do economista francês que inventou o nome de algo quase tão cansativo quanto: “burocracia”.

Em 1818, Jean Claude Marie Vincent de Gournay uniu a palavra francesa para mesa (bureau) ao sufixo grego que significa “o poder de” (cracia) e deu um nome àquilo que começava a sufocar a sociedade.

Por ter criado a palavra para processos governamentais que impõem regras entediantes no comportamento das pessoas, Gournay pode parecer a última pessoa que teria dado o nome ao termo que significa “deixe as pessoas fazerem o que acham melhor”: laissez-faire.

Fotografia

É estranho pensar que um dos nomes aparentemente mais estáveis que damos aos objetos em nossa volta foram adotados gradualmente e em um processo de eliminação.

O inventor e astrônomo inglês Sir John Herschel propôs a palavra “fotografia” em 1839 e enfrentou uma competição intensa até que seu termo fosse adotado permanentemente no vocabulário mundial.

Se a história tivesse acontecido de outra maneira, sua avó poderia estar cobrando as suas “impressões de sol” ou “fotógenos”. Um termo rival, heliográfico, que competiu com “fotografia” por uma geração inteira, urgiu Herschel a ir atrás de seu dinheiro.

Trouxa

Não é preciso dizer que os homens, como um gênero, não são os únicos bem-sucedidos na criação de palavras atraentes, apesar da pouca celebração de neologistas mulheres.

Com suas contribuições à cultura frequentemente marginalizadas, não é surpresa que o dicionário Oxford atribua a escritoras o primeiro uso da palavra “outsider” (“excluído”, em tradução livre), pela britânica Jane Austen em 1800, e “angst” (“raiva”) pela alemã George Eliot em 1849.

Na nossa época, mais uma vez foi uma escritora que definiu aqueles que se admiram com os poderes dos iniciados e ficam na vontade como se por feitiçaria.

A britânica J. K. Rowling criou a palavra “muggle” (“trouxa”, em português”) em seu livro Harry Potter e a Pedra Filosofal em 1997 para descrever os mortais que não têm um dom sobrenatural, o que nos lembra da magia perene das palavras: alguns as têm, outros não.

Game of Thrones | “Acho que novo livro sai este ano”, diz George R.R. Martin

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Publicado no Observatório do Cinema

George R.R. Martin ofereceu uma nova previsão de lançamento para The Winds of Winter (Os Ventos do Inverno, em tradução livre), o próximo livro da saga que inspirou a série Game of Thrones.

Em resposta a um leitor do seu blog, o autor disse que a tão esperada obra pode sair ainda em 2017. Mas ele não conseguiu dar o prazo com segurança:

“Não está finalizada ainda, mas eu fiz progresso – não tanto quanto eu esperava a um ano atrás, quando pensei que estaria pronta até agora. Eu acho que o livro vai sair este ano (mas ei, eu pensava a mesma coisa ano passado)”, finalizou.

Em entrevista anterior, Martin prometeu um livro “obscuro”, com muitas mortes leia aqui.

A série televisiva da HBO inspirada nas obras de Martin já ultrapassaram a trama dos livros, seguindo uma vertente um tanto diferente da original. O que não quer dizer necessariamente que o final de ambas as histórias sejam completamente distintas.

Game of Thrones volta para sua sétima e penúltima temporada em 2017.

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