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‘Minha professora é diferente, e ela é maravilhosa’: a trajetória da educadora com Down alvo de preconceito de desembargadora

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Débora Seabra atua como auxiliar de desenvolvimento infantil há 13 anos em uma escola privada de Natal: ‘Porque as crianças nos dão alegria’ (Foto: Rodolfo Seabra/Complexo EDH)

 

Marília Castro Neves, magistrada que havia questionado no Facebook o que Débora Seabra teria a ensinar, divulgou pedido de desculpas; texto, porém, chegou apenas por acaso à professora; conheça sua história.

Publicado no G1 [via BBC Brasil]

Estou escrevendo para agradecer a carta que você me mandou e lhe dizer que suas palavras me fizeram refletir muito. Bem mais do que as centenas de ataques que recebi nas últimas semanas. Desculpe a demora na resposta, mas eu precisava desse tempo.”

A professora Débora Seabra de Moura, de 36 anos, se preparava para mais um dia de aulas nesta quarta-feira em Natal (RN) quando se deparou com essas palavras, encaminhadas a ela por um amigo da família.

A autora da mensagem era a desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. E o pedido de desculpas poderia ser um desfecho redentor para o caso de preconceito do qual a professora, considerada a primeira com síndrome de Down no Brasil, foi vítima.

Mas Débora foi pega de surpresa: a carta não foi enviada a ela, mas divulgada pela magistrada à imprensa horas antes que o conteúdo chegasse, por acaso, em suas mãos.

‘O que será que essa professora ensina a quem?’

As vidas da professora e da desembargadora se cruzaram há cerca de três anos, quando Marília Castro Neves postou em um grupo de magistrados no Facebook um comentário em que dizia ter ouvido no rádio que o Brasil é “o primeiro país a ter uma professora portadora de síndrome de Down”.

Na mensagem, ela declarou: “(…) Aí me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?”.

O teor da publicação só viria a público em março deste ano, depois que a juíza fez comentários ofensivos e com informações falsas contra a vereadora Marielle Franco (PSOL), então recém-assassinada a tiros na região central do Rio de Janeiro.

“Me senti machucada”, contou Débora à BBC Brasil.

“Doeu o preconceito de dizerem que sou incapaz de dar aula.”

Desembargadora Marília Castro Neves, que questionou a capacidade da professora, responde a cinco processos no CNJ por postagens na internet (Foto: Reprodução/Facebook)

O caso foi parar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após denúncia feita pela Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down. Se somou a outros quatro ajuizados contra a desembargadora por causa de suas polêmicas postagens nas redes sociais. Todos tramitam em segredo de Justiça – o órgão diz não poder dar esclarecimentos sobre o andamento dos processos.

Em tese, o prazo de defesa de Neves no CNJ terminaria nesta quarta-feira – mesmo dia em que ela postou no Facebook o pedido de desculpas à Débora e “à memória de Marielle”.

O texto foi publicado em seu perfil nas redes sociais, onde postagens mais recentes, inclusive essa, são fechadas e, portanto, visíveis somente a amigos. Acabou noticiado pela colunista Mônica Bergamo, do jornal “Folha de S. Paulo”, mas não foi e nem será enviado diretamente a Débora ou à família, segundo confirmou à BBC Brasil um assessor do gabinete da desembargadora. “A divulgação que existe é esta.”

Procurada pela reportagem, a magistrada não quis dar entrevista. A família de Débora também preferiu não fazer comentários sobre a carta.

‘Tenho o que ensinar’

Marília Castro Neves escreveu 386 palavras. Em meio a elas, diz que “tem sofrido muito” desde que foi “atropelada” pela divulgação de comentários que fez em grupos privados, alguns dos quais “há tanto tempo” que ela já “nem lembrava deles”.

Diante da “repercussão imensa”, ela diz que decidiu se recolher, chorou e pensou muito. E acrescenta: “E de tudo que li e ouvi ao meu próprio respeito, foi de você, de quem em um primeiro momento duvidei da capacidade de ensinar, que me veio a maior lição: a de que precisamos ser mais tolerantes e duvidar de pré-conceitos”.

“Perdão, Débora, por ter julgado, há três anos atrás, (…) que uma professora portadora de síndrome de Down seria incapaz de ensinar. Você me provou o contrário.”

Débora havia publicado no Facebook, ainda em março, uma carta-resposta ao questionamento da desembargadora.

Pegou lápis, uma folha de caderno e o “choque” que sentiu, como contou à BBC Brasil. E então escreveu o que chamou de “Recado para a juíza Marília”. No texto, detalha suas atividades em sala de aula e afirma “ensinar muitas coisas” às crianças.

Quando viu a mensagem da desembargadora no Facebook, Débora escreveu uma carta-resposta a mão e postou ‘para combater o preconceito’ (Foto: Reprodução/Facebook)

“A principal é que sejam educadas, tenham respeito pelas outras, aceitem as diferenças de cada uma e ajudem a quem precisa mais.”

Quando terminou, “sentiu um alívio”.

“Pensei que tinha de responder logo. Tenho o que ensinar às crianças e a todo mundo.”

‘Insegurança desnecessária’

Débora cursou magistério e, logo depois de formada, foi chamada para ser auxiliar de desenvolvimento infantil na escola onde havia estudado – uma das mais tradicionais na rede privada em Natal (RN).

Treze anos atrás, quando pôs os pés em uma sala de aula pela primeira vez na nova função, o sentimento entre pais e professores era de “insegurança”, admite a diretora geral da instituição, Lucila Ramalho.

“É que foi de fato quebrar uma barreira. Nunca havíamos tido uma auxiliar com necessidades especiais”, diz. “Mas foi uma insegurança desnecessária e que foi se dissipando. A síndrome de Down não atrapalha a prática dela. E ela conquista muito a criança.”

Sandra Nicolussi, de 52 anos, a primeira professora a quem Débora auxiliou, ficou “receosa”, mas “se surpreendeu”. “Ela precisava de tempo para aprender, mas foi se apropriando da rotina e mostrou que dava conta.”

Débora atua hoje em uma turma do 4º nível, com cerca de 20 alunos na faixa dos cinco anos de idade. Faz dupla com outra auxiliar encarregada, assim como ela, de dar assistência às atividades definidas em plano de aula e coordenadas por uma pedagoga.

Débora com os pais e o irmão, Frederico, na formatura do magistério: ‘Eu ajudo a educar e a incluir todo mundo’, diz (Foto: Arquivo pessoal)

Nessa função, é uma das mãos que ajudam a abrir os livros e a conduzir as crianças ao parque e ao banheiro, assim como os olhos que leem e a boca que conta histórias, “de preferência sobre animais e contos de fadas”.

“Eu ajudo a educar e a incluir todo mundo”, descreve ela.

“Ensino que eles não podem brigar, que precisam dividir brinquedos, materiais de aula e aceitar todas as crianças como elas são.”

Débora diz que “se apaixonou por crianças”. “Porque elas trazem alegria para a gente.”

Ela encontrou reciprocidade no caminho.

Cinco anos atrás, a professora Laísa Palhano Torres, de 47 anos, ouviu a filha, Rebeca, dizer surpresa: “Sabe, mamãe, tem uma professora diferente na minha sala. E ela é maravilhosa.”

A menina tinha seis anos. “E acabou vendo o belo, por meio de diferenças. Viu que não é preciso ter um susto diante de um cadeirante, de um autista, ou da professora com síndrome de Down. Que é parte da vida”, diz a mãe.

Na sala de aula, Débora vira a “tia Débora” – Ana Júlia, uma das alunas de sua turma neste ano, capricha na entonação para contar sobre ela à mãe, a servidora federal Juliana Vieira Costa de Aguiar, de 34 anos.

Lançamento de livro de fábulas infantis no Rio, em 2013: além de contar histórias a crianças, ela também criou as suas (Foto: Frederico Seabra de Moura)

Livro de fábulas

Da experiência de contar histórias aos alunos, Débora passou também a escrevê-las. Em 2010, trabalhou às escondidas em seu quarto, criando histórias e personagens. E no Natal daquele ano, entregou um manuscrito, depois transformado em livro, como presente aos pais.

“São pequenas fábulas em que a preocupação central é sempre a compreensão, a empatia e a convivência cordial e afetuosa com os diferentes”, descreveu o escritor João Ubaldo Ribeiro no prefácio.

Nas histórias que concebeu, uma menina, Sandra – uma homenagem à primeira professora que auxiliou – vive em uma fazenda onde ajuda a resolver conflitos entre os animais e a disseminar a mensagem de “sim à inclusão” e “não ao preconceito”.

Por meio de seus ensinamentos, um cachorro e um papagaio aprendem a conviver com as diferenças e se tornam amigos, um coelhinho preto se dá conta de que não precisa ter pelos brancos para conquistar espaço e uma galinha surda, então isolada, aprende a se comunicar. E por aí vai. “É um pouco da história dela”, diz a mãe de Débora, a advogada e procuradora aposentada Margarida Seabra de Moura.

Na fábula, um passarinho perdido é encontrado ferido. Ele voa então mais devagar e os outros questionam se não ficaria mais seguro se permanecesse na gaiola, sempre.

Sandra, a menina da fazenda, discorda. “Já pensaram se eu proibisse vocês de voarem para onde quisessem?”, pergunta. “Tentem conviver com ele, aceitando o seu jeito de voar mais devagar. Ele voa com uma asa só, mas consegue ir para onde vocês vão e chegar lá como vocês chegam.”

Débora e o cartunista, quadrinista, jornalista e escritor Henfil, amigo da família, no início dos anos 80: ‘Você vai fazer coisas inimagináveis’, disse a ela (Foto: Arquivo pessoal)

Trinta e seis anos atrás, pouco tempo após a professora e escritora nascer em Natal, ela estava em São Paulo com a família quando o cartunista mineiro e amigo dos pais dela, Henfil, vaticinou: “Débora, você é tão forte quanto eu e vai fazer coisas inimagináveis”.

Poucos meses antes, o pai dela, o psiquiatra José Robério Seabra de Moura, acompanhava o parto da filha quando viu o pediatra levar o bebê rapidamente para uma sala ao lado. Foi quando a família soube da síndrome de Down – uma alteração genética sobre a qual, no pouco que se falava, parecia conter prognósticos assustadores.

Todos ficaram, afirma, “em choque”, mas a “aceitação” veio. “E já que o coração é sempre o órgão eleito para essas coisas, de repente ela estava ocupando o lugar dela, dentro da gente”, diz Robério.

Dentro deles e no mundo.

Débora foi à escola – sempre em instituições regulares –, cresceu estampando páginas de jornal ou falando em programas de TV locais e nacionais sobre inclusão, mas não parou por aí.

Ela fez palestras em seminários e em outros eventos dentro e fora do Brasil – em Portugal, na Argentina e na 3ª Conferência do Dia Internacional da Síndrome de Down, na sede das Nações Unidas em Nova York, nos Estados Unidos, onde ressaltou que “a inclusão começa na família, começa em casa”, mas também passa pelos amigos e pelo trabalho. Também recebeu, em 2015, o Prêmio Darcy Ribeiro, concedido pela Câmara dos Deputados a pessoas de destaque na área da educação.

O irmão dela, o advogado Frederico Seabra, um ano e meio mais velho, a define como a “antifrágil”.

“Eu acho que Débora é o contrário de frágil. Ela sente o preconceito quando acontece, mas cresce. Consegue dar respostas fortes em cada situação e sair bem disso.”

Ele estava na sala de espera de uma clínica onde faria exames quando chegou uma mensagem da mãe pelo WhatsApp: “Você viu o que Débora fez?” Era uma foto da carta que a professora escreveu em resposta à desembargadora. A família então perguntou a ela se queria mesmo publicar. Ela quis. E assim fez.

“Ela sabe se defender. É advogada de si mesmo”, diz Frederico.

Quando Débora, a expectativa de vida de quem tinha síndrome de Down era de até 20 anos de idade, diz o geneticista e pediatra Zan Mustacchi, especialista na área há 40 ano. “Agora gira em torno de 60 a 70 anos”, explica.

Essa não foi a única mudança ocorrida com o tempo. “As pessoas com síndrome de Down eram marginalizadas com mais frequência no passado, mas era o medo que as pessoas tinham do desconhecido, havia menos divulgação na mídia sobre o assunto e menos oportunidades sociais e de acesso à saúde”, diz.

“Ainda existem estereótipos, mas isso está mudando.”

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil pessoas no Brasil têm a síndrome, também conhecida como Trissomia 21, em referência ao cromossomo 21, presente nesses indivíduos.

A síndrome é uma alteração genética que afeta 1 em cada 800 recém-nascidos e é resultado de uma falha na divisão celular do óvulo ou do espermatozoide antes da concepção da criança. Com isso, em vez de ter 46 cromossomos – como a maior parte da população –, ela nasce com 47.

O pai de Débora brinca que um dos cromossomos dela é o que a torna resistente e persistente para ir atrás do que quer e defender suas bandeiras.

“Eu não desisto dos meus sonhos”, ela diz. Dos planos também não. E os que tem em mente, revela, são “casar e continuar sendo professora até se aposentar”.

“Mas a aposentadoria ainda está longe.”

Confira entrevista com Jeff VanderMeer, autor da saga de ‘Aniquilação’

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História de Jeff VanderMeer deu origem ao filme da Netflix protagonizado por Natalie Portman
(foto: Peter Mountain/Divulgação)

Livro que inspirou o filme Annihilation usa a ficção científica para traçar paralelo entre a relação homem/natureza

 

Adriana Izel, no Correio Braziliense

Desde que foi lançado em março na Netflix, o filme Annihilation (Aniquilação, em português) dividiu opiniões. A obra é inspirada no livro homônimo de Jeff VanderMeer e é o primeiro de uma trilogia. Os livros chegaram este ano ao Brasil pela Editora Intrínseca, que também lançará em breve outro livro do autor, a obra Borne.

Com mudanças consideráveis em relação ao livro, a versão cinematográfica acompanha a bióloga Lena (Natalie Portman) em expedição, composta apenas por mulheres, que visa entender a Área X, local do planeta Terra que está envolto de um brilho onde acontecem coisas inexplicáveis e de onde quase ninguém volta, exceto o marido dela, o sargento Kane (Oscar Isaac). Ele reaparece de forma misteriosa e com um comportamento estranho, e isso motiva a personagem a tentar entender o local.

O autor lamentou algumas alterações da adaptação. “Lamento a perda de algumas coisas. É, até certo ponto, difícil, como criador de algo muito pessoal, não ter controle sobre a representação visual da história”, afirma ao Correio.

(foto: Kyle Cassidy/Divulgação)

Qual foi a sua motivação para escrever Aniquilação, primeiro livro da trilogia Comando sul?
Há algum tempo, eu queria escrever algo na Flórida. Minha primeira tentativa foi sobre uma festa chamada Festival da Lula de Água Doce, que dizia que uma lula de água doce chegou à Flórida em um navio-contêiner vindo do Brasil e, agora, vivia em um lago na Flórida Central. Infelizmente, as pessoas pensaram que era tão real que estavam ligando para a cidade vizinha falando sobre o festival e até um programa sobre a vida selvagem da BBC me procurou querendo filmar sobre a lula. Então, claramente, uma outra forma de abordagem era necessária.

Como você fez isso, então?
A ideia surgiu em um sonho em que eu entrava em uma torre de túneis com palavras vivas na parede. Quando acordei, ficou claro que o que quer que estivesse escrito estaria lá embaixo e eu logo encontraria. De manhã, eu não tinha apenas as palavras escritas na torre do túnel do meu sonho, mas a personagem de uma bióloga em minha mente, a situação inicial e a ideia de uma agência secreta enviando expedições para esse deserto em que coisas estranhas estavam acontecendo. Meio que (a história) se escreveu naquele momento.

Você teve alguma influência no roteiro da versão cinematográfica de Aniquilação?
Não, eu só vi muito, muito tarde. Alex Garland (o diretor do filme) estava nervoso sobre a minha reação, já que é muito diferente. Mas, é claro, um roteiro é apenas parte de um filme. E o filme é, de certa forma, mais diferente nos detalhes do que no roteiro. A textura e certos elementos visuais são muito parecidos com o livro.

O que você achou da adaptação?
Foi difícil assistir no começo, porque eu tinha não só a imagem do set (de filmagem), mas do livro na minha cabeça. Mas, na terceira vez em que vi, eu realmente amei, apesar de lamentar algumas coisas que foram perdidas do livro. Acredito que o último ato é genial e, toda vez que o vejo, percebo as pessoas se contorcendo como marionetes em cordas invisíveis devido ao desconforto físico de ver algo realmente original na tela. A trilha sonora também é genial.

O livro e o filme têm diferenças significativas. O que você acha sobre essas mudanças?

Eu lamento a perda de algumas coisas. É, até certo ponto, difícil, como criador de algo muito pessoal, não ter controle sobre uma representação visual de sua história. Por outro lado, eu sempre tenho visto muitas artes feitas por fãs com base na série e gostado. Em algum nível, eu estava preparado para essa transformação. E também há muitas traduções do livro ou reações da parte de Garland. Um bom exemplo é o urso, que é uma combinação do javali e da criatura que se lamentava no livro. A aldeia de musgo é tirada do livro e a cena lá com Tessa Thompson (que interpreta Jodie Radek) é uma que eu gostaria muito de ter pensado para a saga.

Qual é a maior mensagem que você queria discutir com Aniquilação?
Em parte, a Área X é, para nós, o que somos para os animais: uma força aparentemente inexplicável, que age contra eles por razões ruins ou desconhecidas. Isso é muito importante para a ideia de renegociar a distância entre natureza e cultura. Agora mesmo, em nossa destruição do meio ambiente e nosso inútil assassinato de animais — diretamente ou por meio da derrubada de seu habitat —, estamos nos comportando francamente como se fôssemos insanos. Eu também queria explorar como os seres humanos são muito mais irracionais do que pensamos. Alguém que não consegue algo para o café da manhã pode mudar as principais decisões políticas. Alguém que está tendo um caso com alguém em um departamento do governo pode ter esse mesmo efeito. Em suma, tendemos a descrever o racional com algum mito de que somos lógicos em nosso comportamento, mas ele é retroativo ao que realmente está acontecendo.

Você está trabalhando em alguma sequência para essa história? Quais são seus projetos agora?
Estou trabalhando em um thriller ambiental, Hummingbird Salamander, no qual uma ex-ativista ambiental da Argentina morre e deixa uma chave para uma unidade de armazenamento para o narrador do romance. Na unidade de armazenamento estão corpos taxidermizados de dois animais: um beija-flor e uma salamandra. Eles se tornaram espécies ameaçadas de extinção e, ao explorar o mistério, o narrador mergulha mais sobre o tráfico de vida selvagem, o ecoterrorismo, o bioterrorismo e o fim do mundo.

História do livro Borne
O romance apocalíptico biotecnológico segue a personagem Rachel, uma catadora que coleta organismos geneticamente modificados feitos pela empresa The Company e acaba descobrindo uma criatura em forma de anêmona do mar, que ela batiza de Borne.

HBO divulga as primeiras imagens da série ‘A amiga genial’, adaptação da obra de Elena Ferrante

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A atrizes Elisa Gel Genio (à esquerda) e Ludovica Nasti, que interpretam respectivamente Elena Grego, a Lenu, e Raffaella Cerullo, a Lila, na série da HBO ‘A amiga genial’, adaptação do livro de Elena Ferrante (Foto: Eduardo Castaldo/HBO)

Produção com oito episódios é inspirada em um dos maiores fenômenos da literatura internacional contemporânea, a chamada ‘tetralogia napolitana’. Best-seller conta a história de duas amigas na Itália.

Publicado no G1

HBO divulgou, nesta quarta-feira (14), as primeiras imagens da série “A amiga genial”, adaptação do best-seller da italiana Elena Ferrante, um dos maiores – e mais misteriosos – fenômenos da literatura internacional contemporânea.

A produção tem o mesmo título da chamada “Tetralogia Napolitana” da autora.

Os quatro célebres romances de Elena Ferrante são:

“A amiga genial”
“A história do novo sobrenome”
“História de quem foge e de quem fica”
“História da menina perdida”

No Brasil, eles saíram pelo selo Biblioteca Azul, da Globo Livros.

Os quatro volumes contam a história de duas amigas ao longo de várias décadas, em Nápoles, na Itália, a partir da década de 1950.

Quem narra o primeiro é Elena Grego, a Lenu, que fala de sua infância e vai até a adolescência. A melhor amiga da narradora é Raffaella Cerullo, a Lila, que é considerada a mais inteligente da turma.

A série da HBO, que no original chama-se “My brilliant friend”, tem oito episódios e foi rodada em Caserta, na Itália.

Quem interpreta Lenu e Lila na infância são, respectivamente, Elisa Gel Genio e Ludovica Nasti, ambas estreantes. Já na adolescência, os papéis ficaram Gaia Girace é Lila e Margherita Mazzucco, Lenu.

A direção da produção é Saverio Costanzo, que coassina o roteiro com a própria Elena Ferrante em parceria com Francesco Piccolo e Laura Paolucci.

O site da HBO informa que o processo de seleção do elenco durou mais de oito meses e envolveu cerca de 9 mil crianças e 500 adultos. Foram chamados atores profissionais e não-profissionais, inclusive estudantes locais.

O elenco completo de “A amiga genial” tem mais de 150 atores e 5 mil figurantes.

A produção é da HBO, da RAI e da TIMVISION, com coprodução da Fandango e Umedia.

A atrizes Gaia Girace (à esquerda) e Margherita Mazzucco, que interpretam respectivamente Raffaella Cerullo, a Lila, e Elena Grego, a Lenu, na série da HBO ‘A amiga genial’, adaptação do livro de Elena Ferrante (Foto: Eduardo Castaldo/HBO)

O mistério por trás de Elena Ferrante

Em oututro de 2016, a suposta revelação da verdadeira identidade de Elena Ferrante causou polêmica e acusações de invasão de privacidade.

Embora dê entrevistas para falar de sua obra, Ferrante sempre se apresenta anoninamente e sem divulgar fotos – por isso o mistério. Não se sabia sequer se por trás do pseudônimo estava um homem ou uma mulher.

O que havia eram somente suspeitas, e é justamente uma delas que se comprova na reportagem “Elena Ferrante: Uma resposta?” publicada há um ano e meio na revista americana “The New York Review of Books”.

No artigo reproduzido por publicações na Itália, na França e na Alemanha, o jornalista italiano Claudio Gatti escreve que a autora da cultuada “Série Napolitana” é na verdade a tradutora Anita Raja.

Nos últimos anos, por conta do estilo das obras que costuma traduzir (ela é especializada em verter obras do alemão para o italiano), Anita Raja já vinha sendo apontada frequentemente como um dos possíveis autores por trás de Elena Ferrante.

O marido de Raja, o escritor Domenico Starnone, também é mencionado por aqueles que especulam sobre a identidade da célebre Elena Ferrante.

The House of Tomorrow | Drama adolescente com Asa Butterfield ganha primeiro trailer

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Baseado no livro de Peter Bognanni, o filme conta a história de um adolescente criado pela avó em um domo de vidro.

Marta Brod, no Cinema com Rapadura

A revolução não será televisionada, mas acontecerá nas telas do cinema. Ao menos, é o que o trailer de “The House of Tomorrow” (“A Casa do Amanhã“, em tradução livre), novo filme de ficção científica estrelado pelo ator Asa Butterfield (“O Espaço Entre Nós”), promete (via Entertainment Weekly). Assista ao vídeo abaixo (em inglês):

Dirigido pelo estreante Peter Livolsi (da série “Project Runway”), o filme, que é baseado no livro de Peter Bognanni, conta a história de Sebastian Prendergast (Butterfield), que é criado por sua avó, Josephine (interpretada por Ellen Burstyn, da série “House of Cards”). Os dois vivem em uma cúpula geodésica, uma estrutura resistente e que serve para cobrir grandes espaços. Essa “casa” foi criada originalmente pelo arquiteto futurista R. Buckminster Fuller, um personagem real e que, no filme, é a inspiração para a educação opressora que a avó aplica ao menino.

Um novo pôster da produção também foi revelado:

Como todo adolescente, Sebastian faz novos amigos e descobre um novo mundo para além do seu domo de vidro. A história fica mais intensa quando a sua avó sofre um derrame e ele precisa descobrir o mundo como ele realmente é. Em entrevista, Peter Livolsi falou sobre sua nova obra:

“O livro de Peter Bognanni é cheio de ótimos personagens, onde nenhum deles é Buckminster Fuller, um homem cujas ideias são tão espetaculares que elas parecem ficção. Ele fez as coisas do seu jeito igual os heróis punk que os meninos na história aspiram ser.”

O filme tem ainda em seu elenco Alex Wolff (“Jumanji: Bem-Vindo à Selva”), Nick Offerman (da série “Will and Grace”), Maude Apatow (da série “Girls”) e Michaela Watkins ( da série “Casual”).

“The House of Tomorrow” ainda não tem data de estreia definida.

‘Desventuras em série’ ganha novo teaser da segunda temporada

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A série vai até a terceira temporada
(foto: Netflix/Divulgação)

A data de estreia da segunda parte da história dos órfãos Baudelaire é 30 de março

Publicado no Correio Braziliense

A segunda temporada de Desveturas em série, da Netflix, ganhou um novo teaser. Os irmãos Klaus (Louis Hynes), Violet (Malina Weissman) e Sunny Baudelaire (Presley Smith) vivem, na segunda temporada, o equivalente aos livros de cinco a nove na sequência original.

O teaser é apresentado por Conde Olaf (Neil Patrick Harris), que garante que a segunda temporada será ainda pior que a primeira. Os órfãos Baudelaire continuam despistando o vilão para evitar que ele roube a fortuna deixada como herança após a morte misteriosa dos pais.

Nesta sequência, após saírem da escola, os três irmãos vão parar em um hospital. A temporada é a sequência adaptada dos livros Inferno no colégio interno, O elevador Erstatz, A cidade sinistra dos corvos, O hospital hostil e O espetáculo carnívoro. Os livros, de Lemony Snicket, heterônimo de Daniel Handler, publicados entre 2000 e 2002. A Netflix fará a terceira e última temporada com o restante da sequência dos 13 livros que compõem a história.

Filme

Os livros já haviam sido adaptados para cinema em 2004, quando foi lançado o filme dirigido por Brad Silberling e que contava com Jim Carrey no papel de Conde Olaf. Os irmãos Klaus, Violet e Sunny Baudelaire são representados respectivamente por Liam Aiken, Emily Browing, e Kara e Shelby Hoffman.

Sunny, a irmã caçula, foi interpretada por duas irmãs gêmeas idênticas. A equipe optou por esta estratégia para tornar o trabalho menos cansativo para as crianças. O filme venceu o Oscar de melhor maquiagem e cabelo. Além disso, Jim Carrey ganhou o prêmio de melhor vilão em filmes no Teen Choice Awards. Ao todo, o filme faturou sete prêmios.

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