Ansiedade 3 - Ciúme

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Pais revelam o amor pelos filhos por meio da literatura e da internet

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Pai e filho compartilham momentos na internet (Foto: reprodução EPTV)

Pai e filho compartilham momentos na internet (Foto: reprodução EPTV)

Rafael Noris e o filho Miguel possuem um canal na internet, onde compartilham a rotina; já o jornalista Lucas Puntel escreveu um livro sobre as histórias do filho

Publicado no GShow

Em clima paterno, o repórter Daniel Perondi e o apresentador Pedro Leonardo mostram alguns pais inspirados pelos filhos. Eles revelam o amor aos pequenos por meio da arte.

Em Campinas (SP), Daniel Perondi conheceu o publicitário Rafael Noris e o filho Miguel. Eles possuem um canal e um blog na internet, chamado ‘Família Palmito’, onde contam o dia a dia da família e também compartilham fotos e vídeos.

Há um ano e meio, Rafael e Miguel moram sozinhos, longo dos avós do pequeno, e por isso precisam lidar com a rotina de trabalho e escola. Para um convívio melhor, pai e filho dividem as tarefas, que são dispostas em um quadro. “Eu lavo louça e ele já começou a lavar os talheres para ir aprendendo”, conta o publicitário.

Quadro de tarefas da 'Família Palmito' (Foto: reprodução EPTV)

Quadro de tarefas da ‘Família Palmito’ (Foto: reprodução EPTV)

Uma das atividades que mais chama atenção no ‘Família Palmito’ são as leituras compartilhadas, onde pai e filho, em voz alta, leem livros um ao outro. Ao todo são mais de 50 livros que os dois possuem e um deles é muito especial, afinal foi escrito por eles mesmos: “Brena e o Dragão”, sobre “a história de uma menina que conheceu um dragão”, afirma Miguel.

Pedro Leonardo também conheceu uma história inspiradora. O jornalista Lucas Puntel resolveu escrever um livro sobre as histórias do filho.

Pai escreve livro sobre histórias contadas pelo filho (Foto: reprodução EPTV)

Pai escreve livro sobre histórias contadas pelo filho (Foto: reprodução EPTV)

O projeto teve o ponto de partida em 2010, quando o pequeno Bento ainda tinha 8 anos de idade “e se tornou não só uma fonte de inspiração para as crônicas, mas também um personagem”, conta o pai.

Livro escrito pelo jornalista Lucas Puntel (Foto: reprodução EPTV)

Livro escrito pelo jornalista Lucas Puntel (Foto: reprodução EPTV)

4 formas de incentivar a leitura nas crianças

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Leitura

Publicado no Agora MS

Quem já teve a oportunidade de perder-se entre as páginas de um livro sabe que a leitura é uma das melhores atividades para quem deseja momentos relaxantes, prazerosos e cheios de aprendizado. Um livro tem o poder de transportar a mente para dimensões únicas, além de ser uma excelente fonte de inspiração para a criatividade. Entre os diversos capítulos de uma obra, o leitor passa a enxergar a vida de uma maneira diferente e a estimular seu pensamento reflexivo.

Para as crianças, esses benefícios são ainda mais preciosos. Incentivar o hábito da leitura, desde cedo, é muito importante pois é, durante a infância, que os pequenos começam a se desenvolver física e cognitivamente. Além disso, essa é uma fase de descoberta em que as crianças aprendem a distinção entre aquilo que é correto e aquilo que não é, e também iniciam o processo de alfabetização e conhecimento de mundo. Pensando nisso, reunimos algumas dicas para ajudar a você a incentivar o hábito de leitura no seu pequeno. Confira!

1 – Não obrigue a criança a ler

O primeiro passo é evitar qualquer tipo de obrigação relacionada à essa atividade. Os pequenos devem se sentir interessados pela leitura e enxergá-la como algo prazeroso. Por isso, a dica é que os próprios pais comecem a ler para os seus filhos, até mesmo para aqueles que já iniciaram o processo de alfabetização. Observando o entusiasmo dos pais, as crianças ficarão ainda mais interessadas pelo livro.

2 – Encontre o tipo de leitura que o seu filho gosta

Levar em conta o gosto da criança é um ponto-chave para incentivar a leitura. Por isso, é fundamental conversar com o seu filho sobre suas preferências ou levá-lo para escolher algum livro na seção infantil da biblioteca ou livraria. Se a criança se interessa por pintura, por exemplo, um livro de colorir pode ser uma boa pedida.

3 – Escolha o livro apropriado para a idade

Um fator fundamental para incentivar a leitura é fazer a escolha do livro de acordo com a idade da criança. Antes da alfabetização, os pequenos tendem a ter um contato visual e a querer sentir os livros com as próprias mãos. Nessa fase, edições de livros coloridos e feitos de plástico são ideais. Já com o início da alfabetização, é indicado que os pais adotem um método de leitura alternada, ou seja, deixar o filho ler uma parte da história e o pai a outra. Nesse momento, prefira livros que tenham um equilíbrio entre a escrita e as ilustrações.

Para não errar na escolha das obras, uma boa opção é assinar um clube do livro e, assim, receber títulos adequados para a idade do seu filho. A Leiturinha é um exemplo de clube de assinatura de livros infantis. O clube conta com uma equipe de curadoria, composta por profissionais especializados na área de pedagogia e psicologia, que seleciona os livros apropriados para a idade de cada criança.

4 -Estimule o interesse para a criação de histórias

Mesmo após a alfabetização, é fundamental a participação dos pais para que os pequenos continuem envolvidos com a leitura. A última dica, então, é instigar a criação de histórias para que os pequenos criem suas próprias narrativas e, quem sabe, até seus próprios livros. Assim, a criança desenvolverá a capacidade cognitiva, criativa e ficará ainda mais interessada por livros.

Conheça oito palavras que moldaram nosso modo de pensar

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Publicado na BBC Brasil

Cada palavra carrega uma história, um segredo. Atrás das sílabas que usamos todos os dias se escondem várias narrativas esquecidas.

“Se você sabe a origem de uma palavra”, insistia o acadêmico do século 6 Isidore de Sevilha, “tudo pode ser compreendido mais claramente”. Enquanto a maioria das palavras entra em uso discretamente e sem deixar rastro de suas jornadas, há uma “elite” de invenções verbais cuja origem foi cuidadosamente registrada.

Algumas dessas palavras são criações únicas de pessoas esquecidas pela história. Outras são invenções de pioneiros culturais que deliberadamente queriam determinar como gerações futuras pensariam e falariam.
Em cada caso, investigar a biografia da palavra nos ajuda a conhecer a trajetória da pessoa que a criou, além da época em que ele ou ela viveu. A seguir, oito criações que mudaram a forma como pensamos, ouvimos, descobrimos e existimos no mundo:

Twitter

As redes sociais certamente seriam um lugar menos animado sem o logotipo do Twitter: aquele perfil azul de um pássaro voando. Mas quem teve a imaginação para criar uma onomatopeia que combina a linguagem dos homens com a dos pássaros? ‘Twitter’ (ou ‘twiterith’, como era o termo original na metade do século 14), tirado da pena de Geoffrey Chaucer em sua tradução do livro A Consolação da Filosofia, do filósofo do século 6 Boethius, significa “gorjear” em inglês.

Ao lado de “chilrar”, “twitter” é uma das mais de 2,2 mil palavras que o poeta medieval leva o crédito por ter criado. É o mesmo autor que escreveu o poema O Parlamento das Aves, o que parece muito apropriado.

Serendipidade

Antes de 1754, se alguém quisesse expressar “a descoberta fortuita de algo por acaso”, ele ou ela teriam que se esforçar para dar vida a um sentimento tão complexo. Até que, ao escrever uma carta em uma terça-feira de janeiro, o escritor inglês Horace Walpole presenteou o mundo com a animada união de sílabas “serendipity”.

Walpole disse que criou sua invenção lírica inspirado no conto de fadas persa As Três Princesas de Serendip, cujas protagonistas “estavam sempre fazendo descobertas, por acidente e sagacidade”, disse ele.

Pouca importa o fato de Walpole ter lembrado incorretamente da verdadeira essência do conto – na verdade, as princesas não conseguem encontrar o que procuram, apesar de dolorosas tentativas. “Serendipidade” veio para ficar.
E não é a única criação de Walpole. “Betweenity” (“entremeio”), uma palavra mais charmosa do que seu sinônimo mais conhecido, “intermédio”, merece a mesma afeição que sua irmã “serendipidade” recebe.

Panorama

Algumas palavras parecem vibrar com o mesmo espírito que seu significado denota. “Panorama” é uma delas – seu ritmo próprio parece estar em harmonia com vistas amplas de topos de montanhas e horizontes infinitos.

Parece apropriado, portanto, que a palavra que literalmente significa “vista total” tenha entrado no léxico mundial em 1789, um ano lembrado pela queda da Bastilha em Paris.

Que irônico, então, descobrir que a palavra inicialmente estava ligada a uma experiência de confinamento: uma pintura cilíndrica que prende sua audiência, um mecanismo visual criado pelo artista irlandês Robert Barker.

Visualizar

É difícil acreditar que ninguém jamais havia “visualizado” algo antes de 1817, mas esse foi o ano em que o poeta romântico e crítico Samuel Taylor Coleridge criou a palavra em sua confissão filosófica Biographia Literaria – um século depois que a palavra “envision” (“vislumbrar”) foi criada.

Em retrospectiva, parece oportuno que um escritor cuja mente foi assombrada por visões fantasmagóricas como o navio fantasma de seu poema A Balada do Velho Marinheiro e pelos “olhos brilhantes” e “cabelo flutuante” que marcam o final de sua poesia lírica profética Kubla Khan, tenha dado o nome à ação de ver algo que não se vê.

Torturado ao longo de sua vida por substâncias materiais e imateriais, Coleridge é responsável por introduzir ao inglês outras palavras para descrever aspectos mais sombrios da experiência humana, como “psicossomático” e “pessimismo”.

Intelectualizar

Coleridge frequentemente ganha o crédito por ter concebido um verbo relacionado: “intelectualise”
(“intelectualizar” em português), que significa transformar um objeto físico em uma propriedade da mente.

Enquanto ele certamente merece o crédito por criar um verbo que sugere justamente o contrário – o “thingify”
(“coisificar”, em tradução livre”), que significa transformar um pensamento em um objeto.

Na verdade, “intelectualizar” provavelmente pertence a um poeta contemporâneo que serviu de inspiração ao poeta romântico: um viajante misterioso do século 18 conhecido pelo curioso apelido de “Stewart ambulante” por ter perambulado por boa parte do que se conhecia do mundo até então.

Em décadas viajando por Índia, África e Europa, Stewart desenvolveu uma filosofia excêntrica centrada na ideia de que corpo e mente estavam em fluxo constante entre um mundo que é o tempo todo intelectualizado e um espírito eternamente “coisificado”.

Burocracia

O narrador da música Big Rock Candy Mountain, de 1928 e de autoria do cantor americano Harry McClintock, sonha com um paraíso sem preocupações onde “eles enforcam o desgraçado que inventou o trabalho”.

Enquanto a história não menciona o nome do “desgraçado” em questão, conhecemos a identidade do economista francês que inventou o nome de algo quase tão cansativo quanto: “burocracia”.

Em 1818, Jean Claude Marie Vincent de Gournay uniu a palavra francesa para mesa (bureau) ao sufixo grego que significa “o poder de” (cracia) e deu um nome àquilo que começava a sufocar a sociedade.

Por ter criado a palavra para processos governamentais que impõem regras entediantes no comportamento das pessoas, Gournay pode parecer a última pessoa que teria dado o nome ao termo que significa “deixe as pessoas fazerem o que acham melhor”: laissez-faire.

Fotografia

É estranho pensar que um dos nomes aparentemente mais estáveis que damos aos objetos em nossa volta foram adotados gradualmente e em um processo de eliminação.

O inventor e astrônomo inglês Sir John Herschel propôs a palavra “fotografia” em 1839 e enfrentou uma competição intensa até que seu termo fosse adotado permanentemente no vocabulário mundial.

Se a história tivesse acontecido de outra maneira, sua avó poderia estar cobrando as suas “impressões de sol” ou “fotógenos”. Um termo rival, heliográfico, que competiu com “fotografia” por uma geração inteira, urgiu Herschel a ir atrás de seu dinheiro.

Trouxa

Não é preciso dizer que os homens, como um gênero, não são os únicos bem-sucedidos na criação de palavras atraentes, apesar da pouca celebração de neologistas mulheres.

Com suas contribuições à cultura frequentemente marginalizadas, não é surpresa que o dicionário Oxford atribua a escritoras o primeiro uso da palavra “outsider” (“excluído”, em tradução livre), pela britânica Jane Austen em 1800, e “angst” (“raiva”) pela alemã George Eliot em 1849.

Na nossa época, mais uma vez foi uma escritora que definiu aqueles que se admiram com os poderes dos iniciados e ficam na vontade como se por feitiçaria.

A britânica J. K. Rowling criou a palavra “muggle” (“trouxa”, em português”) em seu livro Harry Potter e a Pedra Filosofal em 1997 para descrever os mortais que não têm um dom sobrenatural, o que nos lembra da magia perene das palavras: alguns as têm, outros não.

‘Demonizar um conto é consequência de nossa crise moral’, diz autor de livro recolhido pelo MEC

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José Mauro Brant defendeu melhor formação dos professores - Reprodução Facebook

José Mauro Brant defendeu melhor formação dos professores – Reprodução Facebook

 

José Mauro Brant afirma que histórias da cultura popular costumam abordar temas delicados e defende papel do professor como mediador

Paula Ferreira, em O Globo

RIO — O autor do livro “Enquanto o sono não vem” — recolhido pelo MEC nesta quinta-feira devido ao conto “A triste história de Eredegalda”, que aborda a temática do incesto —, José Mauro Brant, criticou a “demonização” da obra promovida por setores da sociedade. Ele argumenta que elementos trágicos fazem parte do conteúdo literário da cultura popular e defende que é papel dos professores trabalharem esses temas de maneira adequada.

Embora tenha sido recolhido, o livro teve aprovação técnica do Centro de Alfabetização Leitura e Escrita (Ceale) da UFMG, que reiterou seu parecer com uma nova nota técnica em apoio à obra no dia 1º de junho.

— Eu não inventei essa história. É um livro de histórias contadas no Brasil e como todo conteúdo de cultura popular toca em assuntos delicados. As pessoas têm pouca informação sobre o que é o conto de fadas. De Chapeuzinho Vermelho a outros contos não são temais banais. É sempre uma mensagem de opressão, do bem contra o mal — afirmou Brant. — Esse livro tem 20 anos. O conto sempre gerou discussões interessantes, mas hoje em dia as pessoas são muito polarizadas. Em um momento tão difícil, com tanta coisa grave para discutir, demonizar um conto é curioso, é uma consequência de nossa crise moral.

Brant defende ainda que os professores trabalhem o conto de maneira adequada com os alunos, a fim de promover um desonvilmento positivo da criança.

— Esses livros chegaram para os educadores selecionarem e descobrirem o que querem trabalha. É uma história que existe há anos e é justamente para quem precisa tocar nesse assunto com uma criança. Como você quer que os alunos entrem em contato com esse tema? Não é mais fácil abordá-lo se ele vem através de um conto?

De acordo com o escritor, a discussão precisa ser deslocada para outro campo. Ele argumenta que é necessário discutir a formação dos educadores que irão abordar temas desse tipo em sala de aula, e não a proibição do livro.

— Esse debate é rico se a gente se ativer ao que pode melhorar. Não sabemos a quais professores os contos estão chegando. Se esses profissionais não tiverem preparo para mediar, precisaremos tornar tudo uma questão dogmática no sentido de permitir ou proibir. Vamos ter que censurar os Irmãos Grimm, Hans Christian Andersen, Monteiro Lobato. Houve uma diminuição das políticas de promoção da leitura, as pessoas não têm onde debater. Há uma crise de inteligência no Brasil — finaliza.

Nicholas Sparks fala sobre carreira e novo livro, “Dois a Dois

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Autor esteve recentemente no Brasil para lançamento da publicação | Foto: Divulgação / CP

Autor esteve recentemente no Brasil para lançamento da publicação | Foto: Divulgação / CP

Publicado no Correio do Povo

Poucos escritores se encaixam tão bem na categoria de best-seller como Nicholas Sparks. Com 51 anos – 20 de carreira -, o norte-americano já vendeu mais de 100 milhões de cópias dos 19 livros que lançou. Desses, 11 foram adaptados para o cinema, viraram sucesso de bilheteria e alguns até podem ser considerados clássicos do romance, como “Um Amor para Recordar” e “Diário de Uma Paixão”.

Agora, porém, o escritor decidiu navegar em outras águas. Em vez do romance entre jovens apaixonados, fórmula que o consagrou, ele decidiu investir no drama familiar: em “Dois a Dois”, livro que acaba de chegar ao Brasil, Sparks conta a história de Russ, um homem que vê sua vida desmoronar e que precisa assumir, sozinho, os cuidados de sua filha London, de apenas 5 anos. “É uma história sobre paternidade”, resume Sparks, que é pai de cinco filhos e que acaba de terminar um casamento de 25 anos.

No Brasil, a impressão que fica é que os fãs não se importaram com o distanciamento de Sparks do romance. Em apenas uma noite, foram mais de 1,2 mil livros autografados em São Paulo. Como resultado, um sorriso inabalável em seu rosto, apesar do cansaço. À reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, Sparks falou sobre seu novo livro, sobre as suas inspirações para escrever tantas histórias, sobre novos projetos e sobre ser tachado de escritor “água com açúcar”. A seguir, os melhores trechos da conversa:

O que o senhor espera que as pessoas sintam com a história de ‘Dois a Dois’? O que quer falar com esse livro?

É um livro sobre o amor de um homem por sua filha, com os medos naturais de um pai que tenta ser bom para ela. Mas a trama central, que inspirou o título do livro, é a ideia de que as pessoas não são feitas para percorrer caminhos sozinhas. O mundo é mais fácil quando você tem alguém do seu lado, seja sua família, um amigo ou filhos. Apenas pessoas que se importam com você. São essas duas ideias principais: a paternidade e a necessidade de ter alguém do seu lado.

A história é surpreendente para quem acompanha o seu trabalho. Ela tem um pouco de romance, mas é mais dramática. De onde veio esse desejo de escrever uma história sobre um drama familiar?

Dramas familiares sempre fizeram parte dos meus romances. É fácil pensar sobre os meus livros como sendo apenas histórias de amor, mas é muito mais do que isso. Minhas histórias são mais do que romances, e tem sido muito mais do que isso ao longo de toda a minha carreira. Para mim, é natural escrever sobre um drama familiar. Ele envolve as principais emoções que sentimos e eu acho que, se você as coloca numa história, você ecoa as emoções nos leitores. E com isso eles tendem a lembrar da história muito depois de terminar de ler.

Em “Dois a Dois”, temos duas personagens homossexuais. Mas até hoje não tivemos nenhuma obra sua com personagens principais gays. O sr. pensa em fazer algo assim?

Esses personagens refletem a realidade e eu gosto de romances que refletem a realidade. Tenho familiares que são gays, eu trabalho com homossexuais, e eles acabam nos meus livros. É um movimento natural e isso deve continuar a acontecer.

O sr. não sente vontade de escrever livros de diferentes gêneros? Tenho curiosidade de saber como seria um livro policial escrito pelo sr., ou até mesmo um conto de terror.

É interessante, mas não tenho vontade. Afinal, quando eu escrevo dramas, eu sempre coloco elementos de outros gêneros na história. Meu último livro, No Seu Olhar, se transforma em suspense em determinado momento da história. Na última metade do livro, as pessoas até se perguntam: ‘Cadê o meu romance?’. Já consegui usar suspense, elementos sobrenaturais e até mesmo faroestes em minhas histórias. Não tenho motivo para mudar completamente para um outro gênero literário.

Mas o sr. recebe críticas por ser muito ‘água com açúcar’, não é?

Eu não penso nisso.

Nunca?

Quando escrevo um livro, sei que é o melhor trabalho que posso fazer. Se a minha agente e o meu editor estão felizes com a história, sei que é o melhor resultado que poderia ter. Fico feliz com as minhas histórias, independentemente do que as pessoas digam ou das críticas que meu livro recebe.

E você faz muito sucesso no cinema com essas histórias.

Sim, tive muitos livros adaptados para o cinema. E eu não sei o motivo. Quando Uma Carta de Amor estreou, rendeu mais de US$ 50 milhões de bilheteria e logo começamos a fazer outro filme. E aí fizemos Um Amor para Recordar e foi um sucesso. Arrecadou cerca de US$ 60 milhões, enquanto gastamos US$ 6 milhões. E a partir daí, um sucesso leva a outro.

Qual o segredo para isso?

Meus filmes possuem papéis interessantes para atores, o que atrai bons nomes para minhas produções. É divertido fazer um filme de aventura ou um filme da Marvel, mas esses personagens não possuem alcance. Por isso, bons atores querem atuar em meus filmes e, talvez por isso, eles fazem tanto sucesso.

Você participa da produção dos filmes?

Sempre me envolvo muito. Fico muito envolvido durante o processo de criação, trabalhando com o diretor, me envolvendo com o elenco. E, quando o filme começa, eu deixo os diretores e os atores fazerem seus trabalhos.

Você tem planos de adaptar “Dois a Dois” para o cinema?

Esse é um tipo de história pela qual eu tenho muito interesse em adaptar para o cinema. Mas não é algo imediato.

Qual o sentimento de fazer parte da vidas das pessoas? Afinal, “Diário de Uma Paixão”, por exemplo, marcou uma geração.

É um dos melhores sentimentos do mundo. É muito honroso ter fãs de 15 anos ou 90 anos. Nos lançamentos dos meus livros, encontro mães, filhas, avós. Todas com meus livros. Fico feliz por ter sido capaz de ultrapassar gerações.

Quais são seu planos futuros?

Estou trabalhando num romance, espero terminá-lo até julho. E espero começar outro em seguida, se tiver uma ideia. Mas claro, ainda tenho vida. Tenho filhos, filmes. Não posso parar.

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