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25 maneiras de como perguntar aos seus filhos ‘Como foi a escola hoje?’ sem perguntar ‘como foi a escola hoje’

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Blend Images - JGI/Jamie Grill via Getty Images

Blend Images – JGI/Jamie Grill via Getty Images

Liz Evans, no Brasil Post

Esse ano, Simon está na quarta série e Grace na primeira, e me pego fazendo a mesma pergunta todo dia quando chegam da escola: “Então, como foi a escola hoje?”

E todo dia eu recebo uma resposta tipo “legal” ou “tudo bem”, que não me diz muita coisa.

E EU QUERO SABER BASTANTE COISA!!!

Ou pelo menos ouvir uma frase completa. Então a outra noite, eu sentei e fiz uma lista de perguntas mais estimulantes para fazer aos meus filhos sobre a escola. As perguntas não são perfeitas, mas pelo menos meus filhos respondem com frases completas e algumas até renderam boas conversas… e respostas hilárias… e me fizeram entender melhor como os meus filhos pensam e sentem sobre a escola.

1. Qual foi a melhor coisa que aconteceu na escola hoje? (Qual foi a pior coisa que aconteceu na escola hoje?)

2. Me conte sobre alguma coisa que te fez rir hoje.

3. Se pudesse escolher, do lado de quem gostaria de sentar na classe? (Ao lado de quem NÃO gostaria de sentar? Por quê?

4. Qual é o lugar mais legal na escola?

5. Me diga uma palavra esquisita que você ouviu hoje. (Ou uma coisa estranha que alguém disse hoje.)

6. Se eu ligasse para a sua professora hoje a noite, o que ela me diria sobre você?

7. Como você ajudou alguém hoje?

8. Como alguém lhe ajudou hoje?

9. Me diga uma coisa que você aprendeu hoje.

10. Em que momento você se sentiu mais feliz hoje?

11. Quando ficou com tédio hoje?

12. Se uma espaçonave alienígena chegasse para abduzir alguém da sua sala, quem você gostaria que eles levassem?

13. Com quem você gostaria de brincar no recreio e nunca brincou antes?

14. Conte uma coisa boa que aconteceu hoje.

15. Que palavra a professora mais falou hoje?

16. O que você acha que deveria fazer/aprender mais na escola?

17. O que você acha que deveria fazer/aprender menos na escola?

18. Com quem você poderia ser mais legal na sua classe?

19. Onde você mais gosta de brincar no recreio?

20. Quem é a pessoa mais engraçada na sua classe? E porque ele/ela é tão engraçado(a)?

21. Do que você mais gostou na hora do almoço (ou lanche)?

22. Se você fosse o professor/professora amanhã, o que você faria?

23. Tem alguém na sua classe que precisa ficar de castigo?

24. Se você pudesse trocar de lugar com alguém na classe, com quem trocaria? Por quê?

25. Me conte sobre três vezes diferentes em que você usou o seu lápis hoje na escola.

Até agora, as minhas respostas favoritas foram as das perguntas 12, 15 e 21. Perguntas como a do “alienígena” deixa a criança expressar de forma não-ameaçadora quem eles preferiam não ter na classe e abre o caminho para um diálogo sobre o por quê desse sentimento, possivelmente revelando questões das quais você não fazia ideia antes.

E as respostas que ouvimos são realmente surpreendentes, as vezes. Quando eu fiz a pergunta 3, eu descobri que um dos meus filhos não queria mais sentar do lado de um melhor amigo na classe – não por um desejo de ser maldoso ou chato, mas pela vontade de ter a chance de interagir com outras pessoas.

À medida que os meus filhos ficarem mais velhos, eu sei que vou ter que me esforçar cada vez mais para manter a conexão com eles – mas sei que o meu empenho vai valer a pena.

‘Paulo Coelho narra magia da vida’, diz a fã Cassandra Clare

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A escritora Cassandra Clare (Foto: Kevin Winter/Getty Images)

A escritora Cassandra Clare (Foto: Kevin Winter/Getty Images)

Meire Kusumoto, na Veja on-line

Conhecida por escrever sobre anjos e demônios em sua série Os Instrumentos Mortais (Galera Record), Cassandra Clare foi conquistada por um “mago”, e do Brasil. Em entrevista ao blog VEJA Meus Livros, a escritora afirma que adora os livros de Paulo Coelho, o autor brasileiro mais vendido no exterior. No país pela primeira vez para participar da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, onde autografa livros na tarde deste sábado, Cassandra conta que adora O Alquimista, um livro de fantasia, gênero que acredita ter o poder de se renovar e de vender.

Prova disso é a obra da própria escritora, cujo primeiro livro, Os Instrumentos Mortais — Cidade dos Ossos, lançado em 2007 nos Estados Unidos, enfrentou o turbilhão Crepúsculo, então comemorando dois anos de sucesso nas livrarias. Cassandra, assim como Stephenie, retrata vampiros em seus livros, mas vai além. Seu universo é habitado por quase toda criatura mítica de que já seu ouviu falar. Anjos, demônios, lobisomens: estão todos lá. Logo no começo da história, a protagonista dos três primeiros livros da saga, Clary, descobre que pertence à raça dos nephilim, um povo metade humano e metade anjo.

Cassandra ainda não chegou perto dos 100 milhões de cópias que Stephenie vendeu. Os seis livros de Os Instrumentos Mortais e os três da série As Peças Infernais, um prelúdio da história principal, ultrapassaram a marca de 26 milhões de volumes vendidos, número que deve crescer nos próximos anos. Cassandra planeja lançar ainda duas séries, Dark Artifices, a sequência de Os Instrumentos Mortais, e The Magisterium, em parceria com a autora Holly Black (As Crônicas de Spiderwick), além de esperar pela estreia do segundo filme baseado em sua obra, Cidade das Cinzas.

Cassandra Clare vai estar na Bienal do Livro de São Paulo neste sábado, às 14h, na Arena Cultural, e concede autógrafos a partir das 15h30 no espaço para autógrafos do evento. No domingo, ela repete a programação.

Você encontrou inspiração para a série Os instrumentos Mortais quando estava em um estúdio de tatuagem, certo? Como isso aconteceu? Eu havia lido sobre os Nephilim, uma raça metade humana e metade anjo, e queria escrever um livro sobre o assunto, mas não sabia como a magia deles funcionaria na minha narrativa. Uma amiga tatuadora então me contou a origem das tatuagens e como pessoas de diferentes culturas acreditam que marcar a pele dá algum tipo de poder. Foi dessa situação que tirei a história dos meus personagens.

Dando um spoiler do terceiro livro da série Os Instrumentos Mortais, Clary e Jace acreditam que são irmãos até os últimos desdobramentos. Você foi criticada por abordar o tema do incesto? Certamente sim, porque você é criticado por quase tudo nesse mundo. Mas recebi muitas cartas de pessoas que reclamavam do fato de eles serem irmãos, ou de pensarem que eram, porque queriam que os personagens ficassem juntos. As pessoas estavam mais ansiosas para descobrir se eles eram de fato irmãos do que para me criticar.

No seu site, você diz que acompanhou algumas aulas sobre escrita criativa, mas não gostou delas. Você tentou assistir a aulas sobre o assunto de novo? Não voltei às aulas como aluna, mas sim como professora. Tento deixar de fora os elementos que achei desagradáveis na faculdade, que eram basicamente argumentos contra os gêneros de fantasia, mistério e ficção científica. Mas são gêneros tão importantes quanto quaisquer outros e é necessário aprender a escrevê-los, também. Para mim, Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, é fantasia, assim como os livros de Jorge Luis Borges e de Paulo Coelho, que são obviamente ótima literatura. São livros sobre a mágica do dia a dia.

Então, você conhece Paulo Coelho. Qual seu livro preferido? Gosto muito de O Alquimista.

Você fala abertamente sobre homossexualidade em seus livros. Li que eles foram banidos de algumas bibliotecas por causa disso. Qual sua resposta a essa recusa? Banir livros nunca é a solução. Mesmo o livro mais maligno deveria ser lido para que as pessoas pudessem debater sobre ele. Tivemos uma onda de suicídios de adolescentes gays nos Estados Unidos recentemente. Penso em todas as cartas que recebi nos últimos anos de jovens gays que falavam que meus livros foram os primeiros que eles leram a retratar pessoas como eles e de outros que diziam que deixaram de se matar porque haviam lido minha série. Para mim, isso compensa qualquer crítica. Quando proíbem livros como os meus, fico triste ao pensar que estão tirando essas obras do alcance de pessoas que podem precisar delas.

Você nasceu e morou por dois anos no Irã. Hoje os seus livros são vendidos no país? Não. Isso é muito triste, não é? Eles são vendidos na Mongólia, mas não no Irã. A censura lá é muito pesada, então o fato de haver nos meus livros um grupo de adolescentes que não estão casados, mas ficam se beijando não é muito apreciado.

Você nasceu em Teerã, mas seus pais são americanos. Por que eles moravam lá quando você nasceu?
Meu pai é professor de negócios internacionais e foi enviado para dar aulas em diferentes universidades espalhadas pelo mundo. Ele e minha mãe foram para o Irã antes da revolução de 1979, quando as universidades do país estavam à procura de professores ocidentais. Ele foi convidado a ficar lá por cinco anos, período em que eu nasci. Fiquei lá por cerca de dois anos e a primeira língua que aprendi foi farsi. Depois disso, moramos em outros países, como França e Inglaterra.

Nos últimos anos, vimos séries como Harry Potter, Crepúsculo e Percy Jackson. Acredita que o gênero fantasia vai conseguir se renovar? A popularidade dos gêneros literários vem em ciclos. Houve uma época em que eu não conseguia encontrar muitos livros de fantasia, mas isso mudou e vimos uma ascensão do gênero a partir de Harry Potter. Jovens que cresceram lendo a saga estão naturalmente abertos à fantasia.

Por que você escolheu escrever fantasia? Meu pai é um grande fã do gênero. Quando viajávamos para um lugar novo e eu não conhecia ninguém nem falava a língua do lugar, recorria aos livros, que geralmente eram de fantasia. Me sentia confortável ao lê-los.

Cobrador monta biblioteca dentro de ônibus que circula na capital federal e empresta livros para passageiros

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Antônio Ferreira tem acervo de cerca de oito mil livros em casa

Publicado no R7

Cobrador monta estante para os livros diariamente no ônibus em que trabalha Chico Monteiro / R7

O interesse pela leitura do cobrador de ônibus Antônio da Conceição Ferreira, de 42 anos, começou em sua cidade natal Santa Luzia do Tide, no Maranhão. Desde pequeno, gostava de ler os jornais e folhetos que o pai levava para casa como embrulho de objetos. Morador de Sobradinho II (DF), há 11 anos ele transformou o gosto pela literatura no projeto Cultura no Ônibus, que empresta livros para passageiros da linha em que trabalha.

— Dentro do ônibus não há atrativos para os passageiros, então vejo o livro forma de distração e de adquirir cultura.

Ele diz que começou o projeto com uma caixa de papelão em que guardava os livros no ônibus, assim que ele começou a trabalhar na linha circular de Sobradinho II e Plano Piloto em 2003. Hoje, o cobrador monta uma estante com cerca de 15 livros assim que começa o expediente no coletivo.

No começo, Antônio anotava o nome e dados dos passageiros que pegavam os livros emprestados. Agora ele diz que não se importa mais com a devolução dos volumes.

— Hoje é livre, os leitores podem ficar totalmente à vontade para pegar os livros. A ideia é que os livros passem de mão em mão. Mas o passageiro de todos os dias sempre devolve.

Antonio sonha em ampliar o projeto para todos os ônibus do DF.

— Aí quem pegar o livro em um coletivo em Ceilândia, poderá devolver em outro ônibus no Guará. Vejo o coletivo como uma grande biblioteca.

Entre os volumes mais procurados, segundo o cobrador, estão os livros de contos, crônicas, romances e autoajuda. O acervo do cobrador é formado por doações de passageiros e de internautas que acessam o blog do projeto. Em casa ele já reúne um acervo com cerca de oito mil títulos, entre livros, revistas e cordéis.

Estudante do segundo ano do Ensino Médio, o maranhense diz que já tinha lido vários autores, mas o primeiro livro que teve prazer de ler foi o romance Capitães de Areia, de Jorge Amado.

— Nenhum outro havia me feito sorrir. A literatura dele é bem distrativa.

Além do autor baiano, os escritores Clarice Lispector, Carlos Drummond Andrade, Luiz Fernando Veríssimo, Rubem Fonseca e Dalton Trevisan.

— Atualmente eu tenho procurado mais a literatura contemporânea, porque é atual .

Família de SP tem mãe que deu aulas para o filho e avó professora do neto

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Em Socorro, Maria Regina Sartori Dutra leciona geografia há 40 anos.
Hoje ela dá aulas para o neto, mas os três filhos também foram seus alunos.

Cristiane e o filho caçula Gustavo; ela foi sua professora no ano passado (Foto: Henrique Picarelli/ G1)

Cristiane e o filho caçula Gustavo; ela foi sua professora no ano passado (Foto: Henrique Picarelli/ G1)

Vanessa Fajardo, no G1

Maria Regina Sartori Dutra tem 66 anos e leciona geografia há 40. Passaram por sua sala de aula, em Socorro (SP), os três filhos, e os dois netos, um deles, Gabriel, de 12 anos, ainda é seu aluno. A primogênita de Regina, Cristiane Sartori Dutra Rissato, 40 anos, também seguiu a profissão de lecionar e repetiu a tradição na família: no ano passado foi professora do filho Gustavo, 6 anos, na educação infantil. Tanto a mãe quanto a avó garantem que a experiência é emocionante e é que possível separar os papéis em casa e na escola.

Sempre fui boa aluna e eu admirava minha mãe como professora, fiquei com um sentimento positivo”
Cristiane Rissato,
que foi aluna da mãe, Regina

Depois de lecionar por quatro décadas, poucos moradores de Socorro, cidade de 40 mil habitantes no Circuito das Águas, não tiveram aula com Regina. Cristiane sabia que, inevitavelmente, trombaria com a mãe no papel de professora na Escola Estadual Narciso Pieroni.

Ela começou na 8ª série e foi até o término do ensino médio. Dessa época, Cristiane guarda as melhores lembranças. “Minha turma era muito amiga, todo mundo se conhecia e ninguém estranhou. O tratamento era igual, recebia recadinho nas provas, assim como os outros. Sempre fui boa aluna e eu admirava minha mãe como professora, fiquei com um sentimento positivo”, diz Cristiane.

Cristiane quando criança teve aulas com a mãe, Regina, e já foi professora do filho (Foto: Henrique Picarelli/G1)

Cristiane quando criança teve aulas com a mãe,
Regina, e já foi professora do filho (Foto:
Henrique Picarelli/G1)

Para Regina, ensinar a filha também foi natural. Ela não lembra de ter tido problemas na função de professora dos filhos, exceto quando Cristiane encabeçou uma batalha para fundar o grêmio na escola a contragosto da direção. “Fiquei apavorada com a situação.”

No entanto, para Regina, a experiência mais emocionante foi quando teve o neto Lucas, hoje com 14 anos, entre os alunos do 6º ano na aula de geografia do Colégio Objetivo de Socorro. “Quando o vi entrando na sala foi uma sensação melhor do que senti quando a minha filha mais velha foi para a escola pela primeira vez. Nunca imaginei, foi incrível. Na classe a gente não tem diferença e meus netos são excelentes alunos”, diz Regina. Lucas, 14 anos, passou dois anos tendo aulas com a avó, e agora é a vez de Gabriel, que ao contrário do irmão não se intimida em chamá-la de ‘vó’ na sala de aula.

“Eu acho muito legal ter minha avó como professora, meus amigos já acostumaram, mas brincam falando que eu já tenho as respostas da prova. Eu falo que minha vó não conta nada para mim, quando estou com ela o assunto não é escola”, diz Gabriel, 12 anos. Para o garoto, o único lado ruim do grau de parentesco é a cobrança dele mesmo para tirar boas notas. “A responsabilidade aumenta.”

Filho chamava a mãe professora de ‘tia’

Cristiane com a mãe Regina e os três filhos: Gustavo, Gabriel e Lucas (Foto: Henrique Picarelli/ G1)

Cristiane com a mãe Regina e os três filhos: Gustavo, Gabriel e Lucas (Foto: Henrique Picarelli/ G1)

Para Cristiane, a ideia de ser professora do filho caçula a preocupou no começo, principalmente porque ele era muito novo (tinha 5 anos na ocasião) e havia o temor de que não tivesse maturidade para diferenciar as diferentes funções da mãe. Antes de aceitar, Cristiane conversou com a psicóloga da escola que a orientou a não levar nada da escola para casa e vice e versa, para que os papéis fossem bem definidos. No início teve de lidar com o dengo de Gustavo e os pedidos de colo durante a aula.

Do meio do ano para frente, ele começou a me chamar de ‘tia’, como as outras crianças, era engraçadíssimo”
Cristiane Rissato,
que foi professora do filho

“Respondia da mesma forma que para outras crianças e dizia que na escola ele era meu aluno. Ficava apreensiva, mas depois foi muito normal. Do meio do ano para frente, ele começou a me chamar de ‘tia’, como as outras crianças, era engraçadíssimo”, lembra Cristiane. “No começo estava preocupada, mas ele entendeu de forma muito suave. Foi uma experiência maravilhosa e na formatura foi emocionante”, diz.

Cristiane diz que se policiou para seguir a recomendação da psicóloga e não ser severa demais e cobrar o filho como mãe na classe. “Às vezes ele não produzia como eu queria, mas tinha de entender que era uma criança diante de uma professora, não de uma mãe. Fiquei atenta o tempo todo. Em casa, fazia as lições com ele, como mãe e não deixei a rotina mudar.”

Mãe e filha se dedicam ao ofício de lecionar (Foto: Henrique Picarelli/G1)

Mãe e filha se dedicam ao ofício de lecionar
(Foto: Henrique Picarelli/G1)

Mesmo apreensiva, Cristiane conta que levava para a escola a sensação boa de quando era aluna e tinha a mãe como professora. “Eu levei esse sentimento, sabia que ia ser bom. Tinha satisfação de ter minha mãe como professora, levo isso para dentro da minha sala. Quero que meus alunos estejam cada vez mais felizes perto de mim.” A professora diz que se sente privilegiada por ter ido esta oportunidade. “Foi uma grande lição, eu estava angustiada, e não tive problema nenhum. Não podemos criar problemas antes de ele existir. Tudo dá certo se é feito com amor.”

Gustavo, 6 anos, que deixou a educação infantil para seguir no 1º ano do fundamental longe da mãe, chorou nos primeiros dias de aula. Da experiência de ter a mãe na sala de aula, não ficou nenhuma trauma, pelo contrário. “Gostei muito, porque foi muito legal ter a mamãe na escola. Meus amigos gostavam dela e ela me ensinou muita coisa, a ler, escrever, fazer letra cursiva. Ela não era nem um pouquinho brava, e agora está chato sem ela.”

Seis ensinamentos da escritora Martha Medeiros para sua vida

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Com o tema ‘Simplificando a Vida’, colunista abordou questões de sua vida pessoal, o amor e a felicidade

Escritora e colunista Martha Medeiros teve um bate-papo descontraído com a plateia Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Escritora e colunista Martha Medeiros teve um bate-papo descontraído com a plateia
Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Publicado por Diário Catarinense

Martha Medeiros diz que escreve sobre o óbvio, que suas crônicas não são modernas. Assim, com a despretensão que é uma marca-registrada, a escritora gaúcha e colunista da revista Donna encerrou o ciclo de palestras do Donna Fashion Iguatemi na noite desta quinta-feira, em Florianópolis.

Por quase uma hora, mediada pela também colunista da revista, Viviane Bevilacqua, Martha discorreu sobre um dos temas como a felicidade e a simplificação da vida. Para ela, estar bem é mais simples do que imaginamos.

Reunimos algumas declarações – “óbvias” mas interessantíssimas – em relação à vida que tanto sucesso fizeram entre o público presente no evento. São quase como um pequeno manual de autoajuda:

1) “Felicidade é a facilitação da vida. Eu chamo felicidade de simplicidade. Não dá para supervalorizar as coisas que dão errado”

2) Temos que deixar de lado o autoboicote. Não estou falando das grandes tragédias da vida, como a morte, um desemprego, por exemplo. Na verdade, as grandes tragédias mesmo são quatro ou cinco. Não podemos nos paralisar”

3) “Todos nós devemos ter uma espécie de caixa de ferramenta para encarar a vida. Pra mim, a literatura, o budismo, a astrologia, a terapia, entre outras coisas, fazem parte desse caixa. Mas cada um tem que encontrar a sua.

4) “Um recado? Se desapeguem das respostas um pouco. Claro, não dá pra esquecer das perguntas, mas temos que curti-las mais ao invés de ficar tão preocupados com as respostas”

5) “O não é uma preguiça, e eu faço isso muitas vezes. Temos que dizer mais sim, para deixar a vida mais divertida. Temos que experimentar este sim mais vezes”

6) “O amor é uma loucura, o cérebro e o coração não dialogam. Hoje em dia, há uma urgência muito grande, as pessoas não dão mais tempo para ajustar um relacionamento. Parece que estão sempre perdendo alguma coisa, que há uma festa legal que precisa ir. Hoje, não se tem tempo pra nada”

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