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Os livros do Oscar

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Texto de Anna Ramalho

Neste domingo, tem premiação em Hollywood, e, como todo ano, entre os concorrentes, há diversas – quase vinte!!! – adaptações cinematográficas de livros – sem falar nas onipresentes produções baseadas em quadrinhos. Há livros e filmes para todos os gostos e idades, começando pelo simpático O touro Ferdinando (Intrínseca, R$ 39,90), de Munro Leaf e Robert Lawson, que se tornou popular pelo curta da Disney de 1938 e agora virou animação assinada pelo brasileiro Carlos Saldanha, e a mais recente montagem de A Bela e a Fera (Zahar, R$ 32,90), que na caprichada edição da coleção Clássicos Zahar traz duas das mais antigas versões da lenda, de 1740 e 1756.

Histórias românticas continuam encantando o público, entre elas A forma da água (Intrínseca, R$ 39,90), de Guillermo Del Toro, e Me chame pelo seu nome (Intrínseca, R$ 39,90), de André Aciman, ambas falando sobre paixões que desafiam as convenções. Del Toro traz o confronto do amor com a insensibilidade política ao contar o romance de uma faxineira e um homem-peixe aprisionado por norte-americanos em plena Guerra Fria. Já Aciman mostra a doçura amarga do primeiro amor entre dois rapazes, um italiano e um americano, durante um verão na Itália, no início dos anos 1980.

Abrir mão de um pouco de Todo o dinheiro do mundo (Harper Collins, R$ 39,90) era dramático para o bilionário americano John Paul Getty, que levou meses até pagar o resgate pelo neto de 16 anos, sequestrado na Itália, em 1973. Getty capitulou quando os sequestradores lhe enviaram uma mecha dos cabelos e uma orelha do rapaz como “prova de vida”. Mesmo assim, conseguiu regatear valores, como conta John Pearson no livro que rendeu a indicação do veteraníssimo Christopher Plummer ao Oscar de melhor ator coadjuvante. Dinheiro também é a mola mestra de A grande jogada (Intrínseca, 39,90), autobiografia de Molly Bloom, a “Princesa do Pôquer”, que ganhou fortuna e prestígio montando mesas de jogo ilegal para celebridades de Hollywood.

A Segunda Guerra Mundial continua inspirando o cinema. Na safra deste ano estão O destino de uma nação (Crítica, R$ 49,90), de Anthony McCarten, e Dunkirk, a história real por trás do filme (Harper Collins, R$ 29,90), de Joshua Levine. O primeiro mostra as decisões estratégicas do primeiro-ministro inglês, Winston Churchill, tomando a dianteira da resistência aos nazistas. O segundo tem subtítulo explicativo. O diretor Christopher Nolan contou com a consultoria do historiador Levine para montar seu filme sobre a retirada de 300 mil homens das tropas aliadas da praia de Dunquerque, na costa da França, ao longo de dois meses, em 1940.

Ainda entre os concorrentes o novo Blade Runner, que continua a lidar com os dramas existenciais do primeiro filme, baseado em Androides sonham com ovelhas elétricas? (Aleph, R$ 29,90), de Phillip Dick, que conta a busca do caçador de recompensas Rick Deckard por seis androides fugitivos. Fora do Oscar, já chegou ao mercado brasileiro a nova edição de A Livraria (Bertrand Brasil, R$ 32,90), de Penelope Fitzgerald, finalista do Booker Prize, quando lançado em 1978. O filme de Isabel Coixet, com elenco todo britânico, acaba de conquistar o Goya, o maior prêmio do cinema espanhol, ao mostrar a luta do arcaico contra o novo na batalha da protagonista para abrir uma livraria numa cidadezinha na costa da Inglaterra.

Autora cria universo feminino macabro e vê seu 1º livro virar filme de Hollywood

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Renata Nogueira, no UOL

Uma garota desaparecida misteriosamente há 11 anos e uma impostora que se passa por ela para escapar de uma situação em que seria presa. Uma família obscura, mas acolhedora. Um desfecho surpreendente. Este é o enredo que levou “Única Filha”, livro de estreia de Anna Snoekstra, uma australiana de 28 anos, a cair nas graças de Hollywood.

Anna Snoekstra, autora de "Única Filha" Imagem: Heather Lighton

Anna Snoekstra, autora de “Única Filha” Imagem: Heather Lighton

 

A história macabra é uma costura de fábulas e situações reais, mas surgiu na cabeça da jovem escritora depois de um susto com o barulho de vidro estilhaçado em um furto durante a madrugada. Com o livro publicado nos Estados Unidos quase ao mesmo tempo em que foi lançado na Austrália, a Universal Studios se interessou pelo suspense da autora desconhecida e logo comprou os direitos para transformar a obra em filme.

“Única Filha” já tem até roteirista escalada, Erin Cressida Wilson, a mesma do filme “A Garota no Trem”, que também surgiu de um livro adaptado e fez barulho nas bilheterias no ano passado com Emily Blunt como protagonista.

“São livros de suspense, escritos por mulheres, e suas protagonistas têm segredos. Mas as semelhanças param por aí”, esclarece Anna, em entrevista ao UOL. Sobre as possíveis comparações com o romance de Paula Hawkins? “A protagonista do meu livro é mais jovem e a trama central não envolve marido e mulher, e sim duas mulheres.”

Mas o cinema não é ambiente desconhecido para a autora. Antes de tomar coragem para botar no papel a história que martelava em sua cabeça desde os “vinte e poucos anos”, Anna assinou direção, roteiro e produção de três curtas-metragens.

“Quando eu comecei a escrever o livro, estava trabalhando em um cinema à noite e escrevendo durante o dia. Eu sempre amei filmes, então quando a Universal me procurou para conversar sobre uma adaptação, fiquei chocada”, relembra.

“Achei que só a minha família iria ler”

Mas a escrita não era o plano B na vida dela. Anna deixou a capital Canberra aos 17 anos para estudar escrita criativa e cinema em Melbourne. Na faculdade, os próprios professores a alertaram sobre as dificuldades de se publicar um livro na Austrália. “Eu sempre me policiei para manter minhas expectativas bem baixas […] A maioria dos autores precisa manter um segundo emprego para pagar as contas.”

Ela então adiou os planos de seu primeiro livro, mas não conseguiu guardar a história por muito tempo, com os personagens martelando em sua cabeça. “Quando eu decidi que iria mesmo escrever, já estava conformada que provavelmente só a minha família leria. O fato de ter feito tanto sucesso e tão rápido ainda é inacreditável.”

"Única Filha" é o primeiro livro de Anna Snoekstra Imagem: Divulgação... - Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2017/04/20/com-suspense-macabro-autora-novata-chega-a-19-paises-e-vira-filme-de-hollywood.h... - Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2017/04/20/com-suspense-macabro-autora-novata-chega-a-19-paises-e-vira-filme-de-hollywood.htm?cmpid=copiaecola

“Única Filha” é o primeiro livro de Anna Snoekstra Imagem: Divulgação

 

Os pais e sua irmã realmente leram “Única Filha”, mas não foram só eles. O livro foi traduzido e lançado em quatro continentes. No Brasil, é o grande lançamento de abril da editora HarperCollins. E enquanto não tem sua data de estreia no cinema anunciada, Anna segue trocando ideias com a roteirista.

“Enviei vários textos para ela, a maioria sobre a fábula do Barba Azul”, conta, sobre uma de suas referências para a história do sumiço da adolescente e as descobertas da impostora que se passa por ela 11 anos depois. A roteirista retribuiu com referências visuais para a adaptação, que será americanizada para facilitar o trabalho do estúdio. A história original se passa em Canberra, cidade em que a autora nasceu e cresceu.

A mudança não a incomoda. “Penso que é sim possível fazer com que ‘Única Filha’ se passe em um lugar diferente. Me inspirei em histórias de impostores que aconteceram ao redor do mundo: Anastásia da Rússia, Martin Guerre na França no século 16, Walter Collins em Seattle nos anos 20 e Nicholas Barclay nos anos 1990 no Texas. Isso me faz pensar que a história contada ali é universal.”

Contos macabros e desaparecidos como referência

Não foi só a ficção que inspirou Anna a criar o enredo sobre as duas meninas ruivas e sardentas que de tão parecidas driblam até a polícia. Pitadas de histórias reais e de várias épocas diferentes temperam o suspense de “Única Filha”.

Veja as histórias que mais inspiraram a autora:

O Barba Azul
O Barba Azul é personagem de um famoso conto infantil escrito pelo francês Charles Perrault em 1697. Ele é um nobre que carrega uma horrível barba azul e vive em um castelo isolado. Apesar da feiúra, foi casado com seis mulheres diferentes que desapareceram em circunstâncias misteriosas. O aristocrata consegue convencer outra mulher a se casar com ele e entrega para ela as chaves de todos os cômodos do castelo. Curiosa, ela abre o único local que ele havia proibido de explorar, e a mulher acaba descobrindo o grande segredo do marido. O final da história ganhou várias versões depois do conto original ser adaptado por outros escritores pelo mundo.

Anastásia
Oficialmente, Anastásia Nikolaevna morreu aos 17 anos assassinada por soldados bolcheviques junto com os demais membros da família imperial russa, em 1918. Ela era filha do czar Nicolau 2º e da czarina Alexandra Feodorovna, os últimos governantes autocráticos da Rússia Imperial. Como seus restos mortais desaparecidos por décadas de governo comunista, rumores apontavam que ela estava viva. Por isso, várias mulheres começaram a se passar por ela. Anna Anderson é a mais conhecida entre as impostoras e chegou a ser capa de jornais e revistas se passando por Anastásia. Ela só foi desmascarada 25 anos depois de sua morte, em 2009, com a descoberta de restos mortais e finalização de exames de DNA de todos os membros da realeza.

Martin Guerre
Martin Guerre é um caso de roubo de identidade julgado em Toulouse em 1560. A história virou livro em 1561 nas palavras de Jean de Coras. Martin Guerre era um camponês que sumiu de sua aldeia e “reapareceu” anos depois na pele do impostor, que enganou até mesmo a família e viveu com sua mulher e filho por três anos.

Walter Collins
Em 1928, o menino Walter Collins, 9, sumiu em Los Angeles. Pressionada pela mídia, a polícia então capturou um pequeno fugitivo e entregou à mãe solteira do menino como se ele fosse Walter. A mãe não aceitou a resolução bizarra encontrada e acabou internada dada como louca ao ir contra os oficiais. Mais tarde se descobriu que o verdadeiro Walter Collins havia sido assassinado por um psicopata que torturava, abusava e matava crianças em um galinheiro.

Nicholas Barclay
Em 1994, um menino de 13 anos chamado Nicholas Barclay sumiu quando voltava a pé para sua casa na cidade de San Antonio, no Texas. Quatro anos depois, um rapaz vindo da França bateu à porta da família alegando ser Nicholas. Mesmo com sotaque francês e olhos castanhos (Nicholas tinha olhos azuis), ele conseguiu convencer a família ao dizer que havia sido sequestrado por uma gangue francesa de prostituição infantil que teria trocado a cor de seus olhos. O vigarista era Frédéric Bourdin, descoberto por um investigador cinco meses depois da farsa. Ele ficou preso por seis anos. Depois de solto e deportado dos Estados Unidos, Bourdin ainda aplicou o mesmo golpe em diversos países europeus. A história inspirou o filme “O Impostor”, de 2012.

Campanha no Kickstarter arrecada fundos para tatuagens temporárias de clássicos da literatura

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Bruna Mesquita, no INFO Online

A marca Litographs arrecada fundos no Kickstarter para a sua mais nova criação: tatuagens temporárias de trechos clássicos da literatura. Obras como Alice no País das Maravilhas, Peter Pan, Os Miseráveis, Orgulho e Preconceito e Hamlet são os primeiros clássicos idealizados para marcar a pele provisoriamente.

Os que colaborarem com o projeto terão a oportunidade de fazer parte da primeira iniciativa da empresa norte-americana, que dividirá o livro Alice no País das Maravilhas em 2.500 frases únicas para tatuar. Após receberem a tatuagem temporária, os compradores deverão aplicá-la no local desejado, tirar uma foto e compartilhar no Litographs para criar uma galeria completa com os trechos do livro.

Além disso, as doações têm um valor pré-definido e possibilitam os apoiadores a escolher pacotes com diversas tatuagens. Por hora, o projeto já recebeu cerca de 34 mil dólares e 5 mil pacotes já foram encomendados.

A Litographs promete que as tatuagens projetadas serão realistas, tanto em termos de arte quanto de aparência, já que eles trabalham com um estúdio de Hollywood especializado em elaborar tatuagens temporárias.

Dez dicas para escrever um roteiro de sucesso de Hollywood

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Tony Gilroy é um dos roteiristas mais cotados de Hollywood, por causa de sucessos como Armageddon (1998) e O Advogado do Diabo (1997). Ele ganhou o Oscar de melhor roteiro original com Conduta de Risco, em 2007

Publicado na BBC Brasil

'O Legado Bourne', filme escrito e dirigido por Tony Gilroy. Foto: AP

‘O Legado Bourne’, filme escrito e dirigido por Tony Gilroy. Foto: AP

A BBC perguntou a ele qual é a chave para escrever e ser bem-sucedido no centro da indústria cinematográfica americana. Estes são seus dez conselhos:

1. Consuma cinema

Não acho que se aprenda muito com cursos ou livros. Quem vai ao cinema desde pequeno encheu a vida de narrativas. É algo que está na área mais profunda do ser.

Ir ao cinema, ter algo a dizer, ter imaginação e ter a ambição de fazê-lo é realmente tudo o que se precisa. O resto se aprende.

2. Invente histórias, mas que sejam reais

Escrever roteiros é um trabalho de imaginação. Nós, os roteiristas, inventamos histórias. Tudo o que tenho na vida é resultado de ter inventado muita coisa.

Mas há algo que se deve compreender bem e que faz a diferença: o comportamento humano.

A qualidade da história está diretamente relacionada com a compreensão do comportamento humano. É preciso se transformar em um jornalista para o filme que está tentando criar em sua mente. É preciso investigar, fazer reportagens… cada cena tem que ser real.

Tony Gilroy. Foto: Bafta

Gilroy diz que roteiristas precisam ‘viver a vida’ para que possam ter algo a dizer

As grandes ideias não funcionam. Comece com uma ideia pequena que possa ser expandida.

Com a saga dos filmes Bourne, eu nunca li os livros (uma trilogia de Robert Ludlum), preferi começar do zero.

A premissa simples do personagem Jason Bourne é: “eu não sei quem sou, nem de onde venho, mas talvez eu possa me definir através do que sei fazer”.

Construímos todo um universo a partir desta pequena ideia. Isso começa modestamente e vai sendo construindo passo a passo. É assim que se escreve um filme para Hollywood.

4. Aprenda a conviver com a sua invenção

Meu pai era roteirista, mas não existe um “gene criativo e boêmio” na nossa família.

Aprendi a observar o quão duro ele precisava trabalhar, e compreendi o tempo que rege a vida de um escritor. É preciso escrever nos momentos de inspiração.

Se você vive com outras pessoas, elas aprendem a não se assustar ou se queixar destes ritmos criativos.

5. Escreva para a TV

É cada vez mais difícil fazer filmes bons. Mas nas produções de televisão, é possível encontrar a ambiguidade e os tons cinza de realidade. É aqui que as histórias podem se tornar interessantes.

Muitos roteiristas estão bastante entusiasmados com a televisão no momento, e é um negócio controlado por escritores. Quando os roteiristas estão no comando, sempre há coisas boas na televisão.

Eles são mais racionais, trabalham mais duro e são mais benévolos também.

Quando os escritores comandam o entretenimento, o negócio funciona. Talvez agora vejamos a TV se convertendo em uma utopia guiada pelos roteiristas.

6. Aprenda a escrever em qualquer lugar, a qualquer momento

Eu tenho um escritório na minha casa, mas já escrevi em milhares de quartos de hotel. É preciso escrever em toda a parte.

Se estou feliz com o que escrevo, não quero parar. Agora que sou mais velho e mais sábio, não me prendo ao fato de meus escritos estarem fluindo ou não. Telefono para casa, digo que não vou chegar para o jantar e sigo trabalhando.

Mais do que nada no mundo, eu desejo continuar tendo vontade de ir ao escritório, sem medo de trabalhar.

7. Consiga um emprego

Eu passei seis anos trabalhando em um bar enquanto tentava entender como escrever roteiros.

Se você quer escrever, se é jovem e ninguém o conhece, busque um trabalho que pague a maior quantia de dinheiro possível com a menor quantidade de horas possível, para que você tenha uma boa parte do dia para escrever.

Trate de viver em alguns lugares onde possa ter acesso a boas conexões culturais, onde possa ver muitos filmes e conhecer muitas pessoas. E trate de achar um lugar onde possa simplesmente escrever, escrever, escrever.

8. Viva a vida

Se você não tem nada para dizer e não viu nada mais do que um punhado de filmes, sobre o que você vai escrever? Só se pode contar aquilo que se conhece.

Busque se interessar por uma grande quantidade de coisas, temas e pessoas, e mantenha-se interessado. Meu conhecimento é muito amplo, ainda que incrivelmente superficial, porque não sinto falta de mais.

Costuma ser muito mais interessante uma história escrita por um jornalista, por um policial ou por um banqueiro do que algo vindo de alguém que estudou cinema por 20 anos.

Há exceções, é claro. Mas quase sempre é o caso de “se você não tem nada para dizer, para que está aqui”?

9. Não se mude para Los Angeles

Los Angeles não é um bom ambiente para jovens roteiristas, diz Gilroy

Eu não acho que exista um motivo de peso para se morar em Los Angeles (centro da indústria cinematográfica americana).

Eu acredito que L.A. é um lugar muito ruim para alimentar a mente. Em Los Angeles, as pessoas passam grande parte do tempo dentro de carros e rodeadas de outras pessoas deprimentes.

Não acredito que Hollywood seja uma boa vizinhança para um escritor jovem, isso não vai lhe ajudar a sentir qualquer tipo de emoção.

10. Resista e siga em frente

Na minha carreira, já ocupei as duas posições do “Kama Sutra de Hollywood”: tanto por cima como por baixo.

É importante aprender a lidar com as quedas e rejeições. Acho que um dos motivos pelo qual os roteiristas são tímidos é que estamos todos sempre suspeitando dos nossos processos, já que ele fracassa com frequência.

Não é nada diferente do que acontece com romancistas, compositores ou pintores. Quando o mundo externo te rejeita, a pessoa decide superar isso ou deixar-se vencer.

Mas acredito que os dias mais difíceis são aqueles em que nada acontece. Todos os que já tentaram escrever alguma vez sabem bem do que estou falando.

O bom é que não há nada que não se cure com um bom dia de trabalho.

 

Sasha Grey vem ao Brasil em agosto lançar seu primeiro livro

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Em “Juliette Society”, Sasha narra a história de uma jovem estudante que se envolve com um clube secreto cujo objetivo é simplesmente o sexo

Publicado no Portal O Dia

Se um romancista precisa conhecer bem um tema para convencer um leitor de que aquela história é real, a estrela americana Sasha Grey (foto abaixo) pode ficar tranquila quanto a seu primeiro livro.

Em “Juliette Society”, romance erótico que será lançado no Brasil em agosto pela editora Leya, Sasha narra a história de uma jovem estudante que se envolve com um clube secreto cujo objetivo é simplesmente o sexo. Ela dedica, por exemplo, uma página inteira para descrever uma felação, inclusive com direito a um sugestivo “aahh” na última linha.

“Juliette Society” é o primeiro livro de Sasha, uma bela jovem que ficou famosa na indústria pornô por ter estrelado 271 filmes entre seus 18 e 23 anos, sem pudores, em papéis que lhe renderam prêmios como a de melhor cena de sexo grupal (troféu dividido com mais 17 atores e atrizes), a de melhor cena de sexo oral e outros cuja descrição é inapropriada para um jornal sem restrição de idade. Aos 25 anos, Sasha certamente já teve relações com um número maior de pessoas do que a quantidade de amigos que a maioria de nós tem no Facebook.

Mas, aos poucos, ela passou a atuar em outras frentes: atuando em filmes em Hollywood, como “Confissões de uma garota de programa” (2009), de Steven Soderbergh, lançando a banda experimental aTelecine e, agora, enveredando pela literatura. O romance, sobre o qual ela falou em entrevista por telefone, trará Sasha ao Brasil, entre 19 e 25 de agosto.

Em sua carreira, você parece sempre estar perseguindo novos projetos. Você só tem 25 anos, mas já se tornou uma conhecidíssima atriz pornô, fez filmes em Hollywood, lançou uma banda e agora está publicando um livro. Existe um limite?

Eu acho engraçado pensar nisso. Pouco antes de deixar a indústria pornô, lancei minha própria produtora, para dirigir e produzir meus próprios filmes pornô. Mas foi o maior fracasso da minha carreira. Então aprendi que existe uma separação entre projetos criativos e projetos comerciais. Quando há muito dinheiro envolvido, as coisas são mais difíceis, você nunca sabe o que pode acontecer. Mas, pensando em trabalhos artísticos, sim, eu acho que posso fazer qualquer coisa. Nada me faz parar.

O quanto de “Juliette Society” é baseado em suas próprias experiências?

Alguns dos cenários sexuais que eu descrevo vieram de experiências que eu tive, e tenho certeza de que os fãs mais fiéis vão identificar esses cenários. Mas também há muita coisa no livro que é baseado em histórias que ouvi e li. É uma combinação.

(mais…)

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