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Editora Record vai lançar obra completa de Anne Frank

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Publicado na Veja

Em 2017, a editora Record vai lançar pela primeira vez no mercado brasileiro um volume único com todas as versões de O Diário de Anne Frank. Complete Works reúne tanto os textos originais incompletos de Anne como a versão final do diário, editada por seu pai, Otto Frank.

Há também pequenas histórias e cartas assinadas pela garota, como a mensagem da jovem para a avó, em 1936, mostrada na imagem ao lado. O volume também traz textos complementares, tabelas de cronologia, documentos e fotos. A obra será traduzida para o português diretamente do holandês.

No mesmo ano, a editora promete publicar no país O Diário de Anne Frank em quadrinhos. O projeto será lançado simultaneamente em vários países, com ilustrações de David Polonsky, um dos autores da graphic novel Valsa com Bashir. A ideia é aproximar o texto clássico da atual geração de jovens.

A Record detém os direitos sobre a obra de Anne Frank desde 1976, quando o próprio Otto assinou com a editora no Brasil. A adolescente, morta no campo de concentração, na II Guerra Mundial, escreveu duas versões originais do seu diário, ambas consideradas incompletas após o fim da guerra. Otto foi o responsável por unir o material na edição que hoje se conhece como O Diário de Anne Frank.

Brasileiro que sobreviveu ao holocausto vira tema de livro

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Andor em Auschwitz (Foto: Gabriel Davi Pierin/Arquivo Pessoal)

Andor em Auschwitz (Foto: Gabriel Davi Pierin/Arquivo Pessoal)

 

‘Uma Estrela na Escuridão’ foi escrito pelo santista Gabriel Davi Pierin.
Lançamento acontece neste sábado, às 17h, na Estação da Cidadania.

Publicado no G1

O historiador santista Gabriel Davi Pierin lança o livro ‘Uma Estrela na Escuridão’, neste sábado (17), em Santos, no litoral de São Paulo. A obra fala sobre sobre o único brasileiro ainda vivo que sobreviveu ao holocausto.

Gabriel levou quase dois anos para concluir o livro, que também celebra os 70 anos do final da Segunda Guerra Mundial. Ele e Andor viajaram por seis países da Europa para pesquisas e entrevistas, no ano passado, trajeto que incluiu uma visita à Hungria e ao campo de concentração de Auschwitz, na Polônia.

'Uma Estrela na Escuridão' de Gabriel Davi Pierin (Foto: Ateliê de Palavras/Divulgação)

‘Uma Estrela na Escuridão’ de Gabriel Davi Pierin
(Foto: Ateliê de Palavras/Divulgação)

Andor Stern é um senhor de 87 anos que nasceu no Brasil, mas quando adolescente vivia na Hungria e foi preso pelos nazistas. Ele viveu em Auschwitz, o mais famoso campo de concentração da Segunda Guerra Mundial. Atualmente, ele reside em São Paulo, onde ainda trabalha e realiza palestras pelo país para compartilhar suas experiências onde fala sobre respeito e tolerância ao outro.

A vida dele em campos de concentração é contada no livro ‘Uma Estrela na Escuridão’, do historiador e professor santista Gabriel Davi Pierin, que também é autor de dois livros: “Santos Foot-ball Club: o Nascimento de um Gigante” e “Uma Escola para a Vida”. O livro mistura duas formas narrativas. Em terceira pessoa, Gabriel detalha o contexto histórico da Segunda Guerra Mundial. Em primeira pessoa, acontece o testemunho de Andor.

O lançamento da obra acontece neste sábado, às 17h, na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340), em Santos. Além do lançamento, haverá bate-papo com o próprio Andor Stern, no mini-auditório da Estação.

Estudo altera data da morte de Anne Frank em campo de concentração nazista

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Morte de Anne Frank teria ocorrido em fevereiro de 1945 e não em março, como se acreditava

Morte de Anne Frank teria ocorrido em fevereiro de 1945 e não em março, como se acreditava

Adolescente judia escreveu diário que tornou-se ícone do holocausto durante Segunda Guerra Mundial

Publicado no Divirta-se

A adolescente judia Anne Frank, que teve seu diário lido por milhões de pessoas, faleceu pelo menos um mês antes da data oficial de sua morte, segundo as conclusões de um novo estudo publicado nesta terça-feira, 31. “A investigação joga nova luz sobre os últimos dias de Anne Frank e de sua irmã Margot”, afirma um comunicado da Casa Anne Frank, divulgado na data de aniversário da morte da famosa adolescente.

“Suas mortes aconteceram em fevereiro de 1945, e não em março”, segundo a instituição. Anne e Margot Frank morreram no campo de Bergen-Belsen entre 1 e 31 de março, informou a Cruz Vermelha na ocasião. As autoridades holandesas adotaram a data de 31 de março.

A família Frank se escondeu em 1942 em um anexo secreto de um edifício da empresa de seu pai, Otto, com o objetivo de escapar dos alemães. A adolescente escreveu no local seu diário, que se tornou um dos relatos mais emblemáticos da ocupação nazista, até que a família foi detida e deportada.

Entre junho de 1942 e agosto de 1944, Anne registrou em diário o cotidiano com sua família judia; textos formaram crônica da vida em um esconderijo improvisado, onde os Frank viviam enquanto eram perseguidos pelo regime nazista
Anne e Margot morreram vítimas de tifo em Bergen-Belsen, com 15 e 19 anos respectivamente. Sua mãe, Edith, faleceu em Auschwitz e o pai, Otto Frank, o único dos oito habitantes do anexo secreto que conseguiu sobreviver ao Holocausto, morreu em 1980 com 91 anos.

O novo estudo examina o trajeto de viagem das duas irmãs, primeiro para Auschwitz-Birkenau e depois para Bergen-Belsen, enquanto os russos avançavam pela frente leste. Os pesquisadores se basearam principalmente em documentos da Cruz Vermelha e do Memorial de Bergen-Belsen, mas também em “diversos relatos de testemunhas e sobreviventes como foi possível”.

De acordo com quatro sobreviventes, Anne e Margot já sofriam de tifo no fim de janeiro. “A maioria das mortes por tifo acontece 12 dias depois do surgimento dos primeiros sintomas”, destacam os investigadores, que citam o Instituto Holandês de Saúde Pública.

Enviadas ao campo de concentração Bergen-Belsen em outubro de 1944, Anne Frank (à direita) e a irmã Margot contraíram tifo e morreram no início do ano seguinte

Enviadas ao campo de concentração Bergen-Belsen em outubro de 1944, Anne Frank (à direita) e a irmã Margot contraíram tifo e morreram no início do ano seguinte

Melhor amiga de Anne Frank foi salva por oficial nazista

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A história de como Jacque van Maarsen conseguiu se livrar dos campos de concentração alemães mesmo sendo judia – e toda a sua relação com a amiga, que viria a ser famosa posteriormente por narrar seu cativeiro em Diário de Anne Frank

Giuliander Carpes, no Terra

Durante o período de dominação alemã da Segunda Guerra Mundial, a Holanda enviou 107 mil judeus para campos de concentração. Apenas 5,2 mil sobreviveram. Considerada por Anne Frank sua melhor amiga – conforme está escrito no seu famoso Diário -, Jacqueline van Maarsen só escapou da deportação para um destino semelhante porque seu nome entrou na lista de Hans Georg Calmeyer. À frente da Direção de Administração Interior, o advogado livrou pessoas que não fossem “puramente judias” da perseguição nazista.

Jacqueline é filha de pai judeu holandês e mãe católica francesa. Aos 86 anos, ela não sabia que seu nome constava na famosa lista de Calmeyer – pelo menos 3,7 mil judeus se livraram da morte por causa da intervenção do advogado. Foi alertada para o fato por um pesquisador durante uma palestra na Casa de Anne Frank de Berlim há poucos meses. A entrevista para o Terra em sua casa no sul de Amsterdã foi a primeira que concedeu depois de confirmar a informação.

“Não se sabe ao certo se Calmeyer salvou tantos judeus apenas porque sabia que a Alemanha perderia a guerra, mas de qualquer forma ele o fez. Quando você tinha apenas o pai ou a mãe judeu, ele organizava para que você não fosse considerado judeu”, explica Jacqueline, que perdeu muitos primos e tios por causa da perseguição dos nazistas.

“Eu não acreditei no que esse pesquisador falou logo na primeira vez, mas ele me mostrou um documento onde estavam as assinaturas da minha mãe e do meu pai. Foi esse papel que permitiu que eu não precisasse mais frequentar a escola judia e pudesse não fazer mais parte da comunidade judia à época, o que foi muito difícil porque a comunidade era muito unida e eu gostava da escola. Foi muito estranho saber disso apenas agora quando eu já tenho 86 anos.”

A amizade com Anne Frank
A relação com Anne Frank surgiu antes, quando as duas foram colegas na escola de judeus criada pelos alemães para segregá-los do restante da população. “Os alemães que haviam fugido para a Holanda eram muito unidos e não se misturavam muito com a gente. Mas, no momento que a gente se conheceu, ela deixou um pouco esse grupo (Anne era alemã). Ela era bastante doce comigo”, conta Jacqueline. “Nunca conheci ninguém que gostasse mais de viver do que Anne. Nós estávamos sempre ocupadas fazendo alguma coisa divertida.”

 Jacque van Maarsen mostra as cartas entregues pelo pai, Otto Frank: melhor amiga cumpriu a sua promessa Foto: Giuliander Carpes / Colaboração para o Terra

Jacque van Maarsen mostra as cartas entregues pelo pai, Otto Frank: melhor amiga cumpriu a sua promessa
Foto: Giuliander Carpes / Colaboração para o Terra

Mas, como é normal em qualquer idade, as duas também tinham alguns desentendimentos. “Ela era bastante ciumenta, queria que eu fosse amiga só dela. Algumas vezes ela ficava brava comigo porque eu conversava com outras pessoas”, lembra.

Quando a perseguição aos judeus aumentou, as duas fizeram uma promessa: a primeira que tivesse de fugir dos nazistas (ou que fosse capturada por eles) deixaria uma carta para a outra. Em julho de 1942, a irmã de Anne, Margot, recebeu uma carta que a ordenava a se apresentar para os alemães afim de que fosse levada para um campo de trabalho forçado.

A carta foi o estopim para toda a família Frank se esconder no anexo do prédio da antiga empresa de Otto, pai das duas. Numa tentativa de despistar os nazistas, ele deixou um bilhete avisando que todos teriam fugido para a Suíça.

Impedida pela mãe de dar qualquer pista de seu paradeiro, Anne escreveu, na verdade, mais de uma carta para Jacqueline durante (mais…)

Sugestões de filmes para assistir antes do vestibular da UFRGS

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Cena do filme Argo, de Ben Affleck, que retrata período da Revolução Iraniana: entretenimento com lições de história Foto: Warner Bros. / Divulgação

Cena do filme Argo, de Ben Affleck, que retrata período da Revolução Iraniana: entretenimento com lições de história Foto: Warner Bros. / Divulgação

Deixando os livros um pouco de lado, vestibulandos também podem relaxar neste fim de ano, quando os filmes podem ser bons aliados

Publicado no Zero Hora

Na tela do notebook ou da televisão, disfarçado como entretenimento, pode estar um grande auxílio ao conhecimento.

Filmes que podem contribuir para o vestibulando chegar melhor informado às provas da UFRGS que se aproximam são uma ótima companhia nestes dias de festejos e comilança.

Ressaltando que não há película que substitua a leitura de livros, os professores destacam uma variedade de filmes capazes de ajudar os estudantes a melhor entender alguns períodos históricos. Que tal saber mais sobre o Estado Novo acompanhando um suspense na telona?

– Há uma infinidade de opções na televisão ou em sites como o Netflix, e aproveitá-las vai muito do interesse do aluno – afirma o professor de história do Unificado Felipe Pimentel.

Felipe avalia que os filmes são pontuais e retratam apenas parte dos eventos. Ainda assim, para quem deseja firmar os conteúdos ou descobrir mais sobre determinadas épocas nos dias que antecedem o vestibular, os longas podem ser aliados valiosos.

Também professor de história, Zé Tamanquevis recomenda que se busque os filmes para descansar a mente nestas semanas turbulentas. Para ele, todo filme histórico é interessante, bem como documentários, e ainda que possa não ser útil para se responder às questões da prova, a atividade serve também para relaxar os alunos antes do vestibular. Pedimos a ele e outros professores que destacassem algumas recomendações para os vestibulandos. O resultado você confere a seguir.

Getúlio

Foto: Divulgação

Getúlio (2014)
Temática: os últimos dias de Getúlio Vargas

Limitando-se aos dias finais do presidente que “saía da vida para entrar na história”, Getúlio não é um bom parâmetro para se compreender toda a vida política do gaúcho que foi chefe de Estado durante 20 anos – oito deles como ditador. Mas é um bom começo. A obra, que tem Tony Ramos como protagonista, mostra o tenso clima político do Rio de Janeiro nos anos 1950.

Não se trata de uma cinebiografia, mas de uma dramatização de um dos nossos períodos históricos mais intensos. O longa ajuda a entender mais sobre quem foi Getúlio e parte do que se passou entre o atentado ao jornalista de oposição Carlos Lacerda e o suicídio do ex-presidente.

De olho na prova, vale também lembrar que Getúlio Vargas se popularizou por regulamentar as leis trabalhistas e ficou conhecido como o “pai dos pobres”, mas teve sua história no poder marcada pela censura e por denúncias de corrupção.

Sugestão de Zé Tamanquevis

 

A Inglesa e o Duque

Foto: Divulgação

A Inglesa e o Duque (2001)
Temática: a Revolução Francesa, após a Queda da Bastilha

Uma análise dos aspectos sociais da França pela concepção aristocrática, o filme A Inglesa e o Duque conta diversos episódios da Revolução Francesa pós-Bastilha. Baseado no diário de uma aristocrata que esteve em Paris durante a revolução, o longa mostra acontecimentos que culminaram na condenação e na morte do rei Luis XVI.

Sugestão de Felipe Pimentel

 

Argo (2012)

Foto: Divulgação

Argo (2012)
Temática: Revolução Iraniana e a crise entre Estados Unidos e Oriente Médio

Quando um grupo de revolucionários invade a embaixada dos Estados Unidos na capital iraniana, começa uma história que, mesmo antes de chegar às telonas, já parecia de cinema. No início de 1980, uma operação da CIA (Agência Central de Inteligência, em inglês) inventou que estava procurando locações para um filme de ficção científica para resgatar seis diplomatas norte-americanos de Teerã.

A trama é de interesse dos vestibulandos porque resgata um pouco da Revolução Iraniana, que transformou o país em uma república islâmica de regime teocrático. Com a ascensão do aiatolá Khomeini ao poder, em novembro de 1979, um grupo de revolucionários contrários às interferências da política externa americana no país decide invadir a embaixada dos EUA em Teerã. É o início das relações nada amistosas entre americanos e iranianos.

Sugestão de Zé Tamanquevis

 

Lutero (2003)

Foto: Divulgação

Lutero (2003)
Temática: Reforma Protestante e a oposição à Igreja Católica

O filme mostra a visão de Lutero quanto às indulgências da Igreja Católica, seus ideais e teses (em protesto às práticas de então), além dos conflitos com o papa Leão X, já que seus conceitos incomodavam a tradição secular. É o início do luteranismo, identificado como um movimento protestante em relação ao catolicismo.

Sugestão de Felipe Pimentel

 

Revolução (1985) e O Patriota (2000)

Foto: Divulgação

Revolução (1985) e O Patriota (2000)
Temática: Revolução Americana e a independência das 13 colônias

Quando os americanos se revoltam contra as “intoleráveis” leis inglesas, cidadãos unidos pelos ideais de liberdade resolvem tomar as ruas – em um ambiente propício à revolução, que culminaria na luta dos Estados Unidos contra a Inglaterra. Foi quando as 13 colônias americanas, mesmo enfrentando lutas internas, conseguiram desafiar a nação mais poderosa do mundo na época. Tanto Revolução, com Al Pacino (acima), quanto O Patriota, com Mel Gibson (abaixo), mostram (mais…)

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