Sua Segunda Vida Começa Quando Você Descobre Que Só Tem Uma

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Sugestões de filmes para assistir antes do vestibular da UFRGS

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Cena do filme Argo, de Ben Affleck, que retrata período da Revolução Iraniana: entretenimento com lições de história Foto: Warner Bros. / Divulgação

Cena do filme Argo, de Ben Affleck, que retrata período da Revolução Iraniana: entretenimento com lições de história Foto: Warner Bros. / Divulgação

Deixando os livros um pouco de lado, vestibulandos também podem relaxar neste fim de ano, quando os filmes podem ser bons aliados

Publicado no Zero Hora

Na tela do notebook ou da televisão, disfarçado como entretenimento, pode estar um grande auxílio ao conhecimento.

Filmes que podem contribuir para o vestibulando chegar melhor informado às provas da UFRGS que se aproximam são uma ótima companhia nestes dias de festejos e comilança.

Ressaltando que não há película que substitua a leitura de livros, os professores destacam uma variedade de filmes capazes de ajudar os estudantes a melhor entender alguns períodos históricos. Que tal saber mais sobre o Estado Novo acompanhando um suspense na telona?

– Há uma infinidade de opções na televisão ou em sites como o Netflix, e aproveitá-las vai muito do interesse do aluno – afirma o professor de história do Unificado Felipe Pimentel.

Felipe avalia que os filmes são pontuais e retratam apenas parte dos eventos. Ainda assim, para quem deseja firmar os conteúdos ou descobrir mais sobre determinadas épocas nos dias que antecedem o vestibular, os longas podem ser aliados valiosos.

Também professor de história, Zé Tamanquevis recomenda que se busque os filmes para descansar a mente nestas semanas turbulentas. Para ele, todo filme histórico é interessante, bem como documentários, e ainda que possa não ser útil para se responder às questões da prova, a atividade serve também para relaxar os alunos antes do vestibular. Pedimos a ele e outros professores que destacassem algumas recomendações para os vestibulandos. O resultado você confere a seguir.

Getúlio

Foto: Divulgação

Getúlio (2014)
Temática: os últimos dias de Getúlio Vargas

Limitando-se aos dias finais do presidente que “saía da vida para entrar na história”, Getúlio não é um bom parâmetro para se compreender toda a vida política do gaúcho que foi chefe de Estado durante 20 anos – oito deles como ditador. Mas é um bom começo. A obra, que tem Tony Ramos como protagonista, mostra o tenso clima político do Rio de Janeiro nos anos 1950.

Não se trata de uma cinebiografia, mas de uma dramatização de um dos nossos períodos históricos mais intensos. O longa ajuda a entender mais sobre quem foi Getúlio e parte do que se passou entre o atentado ao jornalista de oposição Carlos Lacerda e o suicídio do ex-presidente.

De olho na prova, vale também lembrar que Getúlio Vargas se popularizou por regulamentar as leis trabalhistas e ficou conhecido como o “pai dos pobres”, mas teve sua história no poder marcada pela censura e por denúncias de corrupção.

Sugestão de Zé Tamanquevis

 

A Inglesa e o Duque

Foto: Divulgação

A Inglesa e o Duque (2001)
Temática: a Revolução Francesa, após a Queda da Bastilha

Uma análise dos aspectos sociais da França pela concepção aristocrática, o filme A Inglesa e o Duque conta diversos episódios da Revolução Francesa pós-Bastilha. Baseado no diário de uma aristocrata que esteve em Paris durante a revolução, o longa mostra acontecimentos que culminaram na condenação e na morte do rei Luis XVI.

Sugestão de Felipe Pimentel

 

Argo (2012)

Foto: Divulgação

Argo (2012)
Temática: Revolução Iraniana e a crise entre Estados Unidos e Oriente Médio

Quando um grupo de revolucionários invade a embaixada dos Estados Unidos na capital iraniana, começa uma história que, mesmo antes de chegar às telonas, já parecia de cinema. No início de 1980, uma operação da CIA (Agência Central de Inteligência, em inglês) inventou que estava procurando locações para um filme de ficção científica para resgatar seis diplomatas norte-americanos de Teerã.

A trama é de interesse dos vestibulandos porque resgata um pouco da Revolução Iraniana, que transformou o país em uma república islâmica de regime teocrático. Com a ascensão do aiatolá Khomeini ao poder, em novembro de 1979, um grupo de revolucionários contrários às interferências da política externa americana no país decide invadir a embaixada dos EUA em Teerã. É o início das relações nada amistosas entre americanos e iranianos.

Sugestão de Zé Tamanquevis

 

Lutero (2003)

Foto: Divulgação

Lutero (2003)
Temática: Reforma Protestante e a oposição à Igreja Católica

O filme mostra a visão de Lutero quanto às indulgências da Igreja Católica, seus ideais e teses (em protesto às práticas de então), além dos conflitos com o papa Leão X, já que seus conceitos incomodavam a tradição secular. É o início do luteranismo, identificado como um movimento protestante em relação ao catolicismo.

Sugestão de Felipe Pimentel

 

Revolução (1985) e O Patriota (2000)

Foto: Divulgação

Revolução (1985) e O Patriota (2000)
Temática: Revolução Americana e a independência das 13 colônias

Quando os americanos se revoltam contra as “intoleráveis” leis inglesas, cidadãos unidos pelos ideais de liberdade resolvem tomar as ruas – em um ambiente propício à revolução, que culminaria na luta dos Estados Unidos contra a Inglaterra. Foi quando as 13 colônias americanas, mesmo enfrentando lutas internas, conseguiram desafiar a nação mais poderosa do mundo na época. Tanto Revolução, com Al Pacino (acima), quanto O Patriota, com Mel Gibson (abaixo), mostram (mais…)

Filhos de sobreviventes do Holocausto mantêm memória viva em novo livro

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Visitantes passam por um portão com a inscrição "Arbeit macht frei"(O trabalho liberta) no antigo campo de concentração de Dachau, na Alemanha. 25/01/2014. REUTERS/Michael Dalder

Visitantes passam por um portão com a inscrição “Arbeit macht frei”(O trabalho liberta) no antigo campo de concentração de Dachau, na Alemanha. 25/01/2014.
REUTERS/Michael Dalder

Philip Pullella, na Reuters

ROMA (Reuters) – Com a iminência do 70o aniversário da libertação de Auschwitz, no ano que vem, os descendentes do Holocausto enfrentam um dilema que irá se aprofundar com a passagem do tempo: como transmitir a “memória recebida” para as futuras gerações.

Em um livro chamado “Deus, Fé e Identidade a Partir das Cinzas: Reflexões de Filhos e Netos de Sobreviventes do Holocausto”, 88 deles contam como herdaram a lembrança e como esperam passá-la adiante.

“Muitas, senão a maioria dos filhos e netos de sobreviventes do Holocausto, vivem com fantasmas”, escreveu Menachem Rosensaft, ele mesmo um destes filhos, na introdução do livro que editou.

“De certa maneira, somos assombrados da mesma maneira que um cemitério é assombrado. Trazemos dentro de nós as sombras e os ecos de um perecimento angustiado que jamais vivenciamos ou testemunhamos.”

Os ensaístas são de 16 países e têm entre 27 e 72 anos de idade. Alguns nasceram em campos de Pessoas Deslocadas na Europa no final da Segunda Guerra Mundial, mas muitos são netos na casa dos 20 ou 30 anos. Nenhum deles tem nenhuma lembrança pessoal do Holocausto, no qual os nazistas assassinaram cerca de seis milhões de judeus.

Embora muitos livros e estudos sobre filhos e netos de sobreviventes do Holocausto se dediquem aos aspectos psicológicos, os ensaístas se concentram no modo como as experiências de seus pais e avôs ajudaram a moldar sua identidade e sua atitude em relação a Deus e ao judaísmo. Pelo menos um deles é ateu.

Entre os 51 homens e as 37 mulheres estão acadêmicos, escritores, rabinos, políticos, artistas, jornalistas, psicólogos, um ator e um terapeuta sexual.

Um dos mais jovens é Alexander Soros, o filho de 29 anos do investidor George Soros. A primeira vez em que os dois se sentiram ligados foi quando seu pai lhe contou sobre suas experiências de infância na Budapeste ocupada pelos alemães em 1944.

Uma das mais idosas, Katrin Tenenbaum, de 72 anos, da Itália, escreve que, à medida que a distância do Holocausto aumenta, “mais a tristeza perde o foco, tornando-se de certa forma mais difusa e, ao mesmo tempo, mas difícil de precisar”.

O livro começa com um prólogo do vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Elie Wiesel, de 86 anos, que sobreviveu aos campos de concentração de Auschwitz e Buchenwald.

Ele diz àqueles que receberam as lembranças: “Estamos sempre lhes dizendo que a civilização traiu a sim mesma ao nos trair, que a cultura terminou em falência moral, e ainda assim queremos que vocês aprimorem ambas, não uma ao custo da outra”.

Os 10 livros mais esperados de 2015

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Jonatan Silva, na Contracapa

2014 está acabando e já dá para se preparar para as leituras do próximo ano.
Confira na Contracapa os 10 dez lançamentos mais esperados para 2015.

The Pale king – David Foster Wallace

O último livro do autor de Graça infinita deve chegar por aqui ainda no ano que
vem pela Companhia das Letras sob a tradução de Caetano Galindo. A obra é
inacabada e foi lançada em 2011, três anos após o suicídio de Wallace.

The Bleeding edge – Thomas Pynchon

Mais recente livro do misterioso escritor norte­americano, The Bleeding edge
teve os direitos comprados pela Companhia das Letras e deve ser traduzido por
Paulo Henriques Britto, responsável pela edição brasileira de O Arco­íris da
gravidade.

Building stories ­ Chris Ware

Lançada em 2012, a graphic novel de Ware é um dos projetos mais engenhos
da literatura contemporânea. Composta por diversos painéis com estruturas
narrativas, o obra permite diversos tipos de leitura.

The Zone of interest – Martin Amis

O livro chocou meio mundo por conta de seu enfoque menos trágico sobre o
holocausto e provocou o debate sobre a abordagem de Amis sobre o assunto.
A obra acabou sendo recusada por diversas editoras em todo o globo.

How to be both – Ali Smith

How to be both foi um dos finalistas do Man Booker Prize, que acabou ficando
com Richard Flanagan
, e deve chegar no Brasil pela Companhia das Letras já
em 2015. Considerado um dos melhores livros de 2014 lá fora, a obra é a
consolidação de Ali Smith como uma escritora de peso.

Purity – Jonathan Franzen

Programado para setembro, o sucessor de Liberdade (2011) tem a difícil
missão de conseguir o mesmo interesse e atenção de público e crítica. Franzen
é considerado um dos melhores romancistas norte­americanos da atualidade.

A Girl is a half­formed thing ­ Eimear McBride

Sob tradução de Denise Bootmann, o livro, um dos grandes sucessos editoriais
lá fora, promete fazer sucesso no Brasil também. O jornal britânico afirmou que
o livro já é um clássico moderno. A editora Biblioteca Azul será responsável pela
publicação.

Beautiful losers – Leonard Cohen

Cotado para sair em 2014, o segundo e derradeiro romance de Cohen – que
completou 80 anos – só deve chegar por aqui no que vem. Originalmente
publicado em 1966, o livro é fruto dos anos do autor em uma ilha grega. Os
direitos pertencem à Cosac Naify.

Funny Girl ­ Nick Hornby

Hornby é um dos melhores autores quando o assunto é universo pop. Seu
romance Alta fidelidade foi relançado no ano passado e mostrou que o escritor
está mais vivo que nunca. O livro deve sair pela Companhia das Letras.

Us -­ David Nicholls

Best­seller mundial com Um dia, Nicholls se transformou em coqueluche para
que gosta de romances mais simples mas não fazem questão do “água com
açúcar”. O livro deve sair pela editora Intrínseca, responsável pelos outros
lançamentos do autor por aqui.

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‘Fui salva pela indiferença’, diz amiga de Anne Frank que viveu o holocausto

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Também judia, Nanette Konig dividiu o campo de concentração com Anne.
Após sair de campo de concentração, ela ficou durante três anos internada.

Nanette Konig está com 85 anos e atualmente mora em São Paulo (Foto: Orion Pires/G1)

Nanette Konig está com 85 anos e atualmente mora em São Paulo (Foto: Orion Pires/G1)

Orion Pires, no G1

Uma sobrevivente do holocausto, contemporânea e amiga de escola de Anne Frank, esteve em Praia Grande, no litoral de São Paulo, para compartilhar suas lembranças com cerca de 700 alunos da Escola Estadual Vilma Catharina Mosca Leone. Aos 85 anos, Nanette Konig, que reencontrou a amiga famosa em um campo de concentração, mora atualmente em São Paulo e, até hoje, luta para superar os traumas causados pelo regime nazista comandado por Adolf Hitler.

Alunos montaram painel com frases de Anne Frank, colega de Nanette na juventude (Foto: Orion Pires/G1)

Alunos montaram painel com frases de Anne
Frank, colega de Nanette na juventude
(Foto: Orion Pires/G1)

Segundo Nanette, sua vida na década de 1940 foi “uma constante luta pela sobrevivência”. Ela foi colega de turma da jovem Anne Frank, que utilizava seu diário ‘secreto’ para relatar o drama vivido pelos judeus naquela época. “Eu e a Anne sempre nos encontrávamos. Ela foi uma pessoa especial, com sorriso no rosto e que esbanjava vontade de viver. Embora para mim, os escritos no livro não fossem novidade, pois eu também vivia aquilo. Sua escrita era impecável e descrevia com precisão a dor e a perseguição do Estado Nazista sobre nós judeus”, explica Nanette.

A última vez que teve contato com Anne Frank foi por meio de uma tela que separava os campos de concentração em Bergen-Belsen, na Alemanha. “Ela estava debilitada demais, praticamente morta-viva”, relata.

A repercussão do diário de Anne Frank foi tão grande que serviu de inspiração para diversos filmes sobre o holocausto. A escritora morreu aos 15 anos de idade de tifo (infecção bacteriana comum na época), no mesmo lugar em que Nanette a havia encontrado da última vez. Seus relatos foram traduzidos para mais de 60 idiomas.

Já Nanette, uma das poucas testemunhas vivas dessa parte da história mundial, relatou aos estudantes momentos que viveu antes, durante e depois do genocídio comandado por Hitler. “Eu estive frente a frente com a morte muitas vezes. Numa delas, um oficial apontou uma arma para mim e minha reação foi mostrar indiferença, pois estava desnutrida, pesando cerca de 30 kg e ainda com muitas dúvidas sobre tudo o que acontecia. Hoje estou aqui e acho que minha indiferença tirou o prazer dele em me matar. Fui salva pela indiferença”, conta.

Ao lado da namorada, o estudante acompanhou atento a palestra (Foto: Orion Pires/G1)

Ao lado da namorada, o estudante acompanhou
atento a palestra (Foto: Orion Pires/G1)

As cenas do passado estão cada vez mais vivas na memória da sobrevivente. A vontade de viver e a serenidade de Nanette ao falar chamaram a atenção do estudante do terceiro ano do ensino médio Emerson Luiz Dias Araújo. “Eu fico até emocionado, porque essa mulher é uma personagem das histórias que a gente só vê nos livros e ela está aqui. É muito legal ouvir com fidelidade o relato de quem viveu tudo aquilo que não fazemos nem ideia do tamanho”, comenta o jovem.

Para o professor de história Magno da Conceição Sousa dos Santos, o encontro foi uma oportunidade dos alunos se aproximarem da história. “O conteúdo sobre a Segunda Guerra Mundial está na grade curricular dos alunos e como eu já fiz essa atividade em um outro colégio, e deu certo, resolvi repetir”, disse.

Professor de história Magno trouxe Nanette pela segunda vez à região (Foto: Orion Pires/G1)

Professor de história Magno trouxe Nanette pela
segunda vez à região (Foto: Orion Pires/G1)

Segundo ele, o contato real com o passado ajuda a evitar erros no futuro. “Tenho certeza que depois de hoje a visão deles (estudantes) vai mudar. Apesar de todo mal que passou, Nanette é uma pessoa do bem, que acredita na mudança da humanidade e nada melhor do que investir nos jovens e na educação”, destaca.

Foi justamente sobre a educação que ela deixou sua principal mensagem. Para a sobrevivente do holocausto, estudar nos dias de hoje não é mais privilégio, mas valor de vida. “Em 1943 não tinha mais escola para os judeus. Era um privilégio se formar e se desenvolver. Agora, o aluno é muito importante, porque ele precisa estar bem para espalhar coisas boas. Eu consegui retomar os estudos depois de tudo o que me aconteceu. Estudei em escola pública e aprendi quatro línguas. Nunca é tarde”, disse.

Levy é aluno do EJA e ficou emocionado com os depoimentos (Foto: Orion Pires/G1)

Levy é aluno do EJA e ficou emocionado com os
depoimentos (Foto: Orion Pires/G1)

Tanto é verdade que, aos 44 anos, Levy Martins Fortes voltou a estudar pelo programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Ele não quer perder tempo e se sentiu incentivado pelo depoimento que escutou. “Eu que vivi um pouco do período da ditadura fiquei impressionado com as palavras dela, principalmente em estar perto de alguém que, literalmente, sofreu na pele”, comenta.

Embora Nanette não tenha precisado de apoio psicológico para se livrar do trauma do holocausto, ela ficou internada por quase três anos para se recuperar da desnutrição que sofreu no campo de concentração. Depois, conheceu seu futuro marido, um húngaro cujos tios moravam no Brasil e se casou em 1953. Anos depois, ela se mudou para São Paulo.

Atualmente, a sobrevivente dá palestras sobre o holocausto e também participa de gravações de documentários sobre o assunto. “Eu não quero que ninguém se esqueça que aquilo tudo aconteceu de verdade. Realmente foi uma crueldade sem tamanho o que fizeram com a humanidade, mas eu acredito em dias melhores. Eu fiquei sozinha no mundo com praticamente 14 anos, sem família, sem ninguém e precisava encontrar forças. Acho que é por isso que estou viva, para mostrar que a vida segue mesmo depois de tantas barreiras”, alerta a experiente senhora.

Mais de 700 estudantes, além de pais e professores, acompanharam o palestra (Foto: Orion Pires/G1)

Mais de 700 estudantes, além de pais e professores, acompanharam o palestra (Foto: Orion Pires/G1)

Lista de Schindler original está à venda no eBay por R$ 7 milhões

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Documento de grande valor histórico tem relação de judeus salvos das câmaras de gás por Oskar Shindler

Publicado no Estadão

SÃO PAULO – A lista de Oskar Schindler, o empresário alemão que salvou mais de mil judeus das câmaras de gás nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, está sendo leiloada no site de comércio eletrônico eBay por um preço inicial de US$ 3 milhões, o equivalente a quase R$ 7 milhões.

Uma das sete listas originais, das quais só restam quatro, está sendo vendida na Califórnia pelos colecionadores Gary Zimet e Eric Gazin.

Em 2010, a lista foi vendida por US$ 2,2 mil (R$ 4,9 mil) por um sobrinho do confidente de Schindler, Itzhak Stern, ao seu proprietário atual.

Schindler, interpretado por Liam Neeson no filme vencedor do Oscar 1993, salvou mais de mil vidas ao abrir uma fábrica na Tchecoslováquia na qual empregava judeus refugiados.

A lista que está sendo leiloada é de 18 de Abril de 1945. Duas das outras listas estão no Museu do Holocausto de Israel e uma está no Museu do Holocausto dos EUA em Washington.

“É um documento extremamente raro e de grande importância histórica disponível no mercado”, disse Gary Zimet, ao New York Post.

“Muitos dos sobreviventes dessa lista e seus descendentes se mudaram para os Estados Unidos, e há nomes nesta lista que vão soar muito familiar para os nova-iorquinos”, acrescentou.

 

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